Paciente de 35 anos de idade, do sexo feminino,
compareceu ao hospital para consulta médica, apresentando
quadro de tosse seca, sibilos, dispneia e opressão torácica.
Relatou que os sintomas apareciam e desapareciam no tempo e
eram desencadeados com a mudança do clima, ao ficar mais frio,
e quando tinha contato com livros velhos. Referiu ser alérgica a
aspirina, pois, em uma das crises prévias, havia sido receitado
esse medicamento e ela apresentara piora considerável dos
sintomas de tosse, dispneia e sibilos, tendo tido que retornar ao
pronto-socorro. Disse que, geralmente, quando em crise, faz uso
de salbutamol, mas que desta vez esse medicamento não resolveu
o problema. A paciente tem antecedentes pessoais de
rinossinusite crônica e pólipos nasais, nega outras comorbidades,
está em uso de budesonida nasal e faz lavagem nasal. No exame
físico, demonstrou bom estado geral, estando anictérica, corada e
acianótica; sentada inclinada sobre a mesa, falava frases
incompletas e estava um pouco agitada. Sua saturação de
oxigênio é de 90% em ar ambiente; frequência respiratória de
25 irpm; frequência cardíaca de 121 bpm; e pressão arterial de
125 mmHg × 90 mmHg. Seu aparelho cardiovascular apresenta
ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas
normofonéticas. Seu aparelho respiratório apresenta sons
respiratórios presentes bilateralmente, com sibilos difusos, além
de presença de retrações subcostais. A paciente apresentou
radiografia de tórax realizada havia 4 dias, a qual não mostrou
alterações. O pico de fluxo expiratório realizado na emergência
mostrou um valor correspondente a 45% em relação ao predito.