A seleção de antígenos conservados entre cepas é uma estrat...
Gabarito comentado
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Tema central: Vacinologia reversa é uma estratégia que parte do genoma do patógeno para, por meio de análises computacionais (bioinformática/imunoinformática), predizer antígenos conservados, de superfície e imunogênicos, que depois são validados em laboratório e em modelos animais. Isso amplia o espectro de proteção e acelera o desenvolvimento vacinal.
Alternativa correta – D: “Permite a triagem computacional de antígenos com base na genômica de patógenos.” Exato. O fluxo típico inclui: sequenciamento do genoma → predição in silico de proteínas expostas/secretadas e epítopos → verificação de conservação entre cepas → priorização de alvos → validação experimental. Exemplo clássico: desenvolvimento de vacinas contra Neisseria meningitidis sorogrupo B (p.ex., 4CMenB), derivadas de antígenos identificados por vacinologia reversa. Referências: Plotkin’s Vaccines; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Vaccine development; Reverse vaccinology).
Por que as demais estão incorretas?
A. Afirma que se baseia em cultura in vitro para obter antígenos. Na verdade, a vacinologia reversa dispensa a necessidade inicial de cultivar o microrganismo; começa pela genômica. Cultivo e expressão recombinante entram na fase de validação, não como passo fundamental de descoberta. Essa é justamente a vantagem em patógenos de difícil cultivo.
B. Diz que se apoia apenas na proteômica. É incorreto pelo “apenas”. O cerne é a genômica, embora integração com proteômica/transcriptômica/estrutural melhore a seleção de alvos. Em provas, palavras absolutas como “apenas” costumam sinalizar erro.
C. Limita-se a vírus de RNA fita simples. Falso. A abordagem surgiu e brilhou em bactérias (p.ex., Neisseria, Estreptococos), mas também é aplicável a vírus e até parasitas. Vírus de RNA podem ter alta variabilidade, o que dificulta a conservação de epítopos, mas isso não restringe o método a eles.
E. Uso apenas em vacinas de subunidades proteicas. Embora a seleção de antígenos frequentemente direcione a subunidades, os alvos identificados podem ser incorporados em diferentes plataformas: proteínas recombinantes, vesículas de membrana externa (OMV), conjugadas, vetores virais e mRNA. Logo, não é exclusiva de subunidades.
Dicas de prova: identifique palavras-chave como “genômica”, “triagem computacional” e desconfie de termos absolutos (“apenas”, “limitada a”). Associe vacinologia reversa a casos reais (MenB) e à ideia de antígenos conservados e de superfície.
Referências úteis: Plotkin’s Vaccines; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Overview of vaccine development; Reverse vaccinology); OMS – documentos sobre desenvolvimento de vacinas.
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