Questões de Concurso
Sobre o padrão ofício em redação oficial
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O problema do lugar-comum
Falta de motivação com falta de informação é geralmente a receita do que há de pior num texto: o lugar-comum (também chamado de chavão ou clichê) que tem contaminado boa parte dos textos escritos cotidianamente.
O lugar-comum é aquela afirmação tão batida e repetida que não significa mais nada – tudo que se pode fazer com ela é repeti-la. Na prática da escrita, frequentemente, o chavão acaba sendo útil: encerramos o texto dizendo que não há nada mais belo que o sorriso de uma criança, ou, então que as guerras acabarão quando todos perceberem que só o amor constrói!
O lugar-comum dispensa-nos de pensar ou argumentar. Muitas vezes, ele se resume a uma ordem ao leitor. Em vez de convidar o leitor a seguir um raciocínio ou desdobrar criticamente um ponto de vista, o lugar-comum convida-o simplesmente a obedecer a uma ordem pré- estabelecida e indiscutível.
(Texto adaptado de Oficina de Texto, p. 263)
Analise as proposições, colocando (V) para verdadeira e (F) para falsa e marque a alternativa que contém a sequência CORRETA.
Está (ão) CORRETA(S), apenas:
( ) Em se tratando de comunicações oficiais internas, o lugar-comum pode ser usado.
( ) O uso do “burocratês”, por estabelecer uma ordem indiscutível, é permitido, pois se caracteriza por jargões burocráticos.
( ) Os clichês não são aceitáveis, em comunicações oficiais, pois apresentam afirmações generalizantes de totalidades indeterminadas.
Analise o fragmento do gênero textual, a seguir, e marque a alternativa CORRETA.
Aos trinta dias do mês de julho de dois mil e dezesseis, às quinze horas, reuniram-se, no Auditório da Prefeitura Municipal de São José de Piranhas, os funcionários lotados na Secretaria de Administração, sob a presidência do Secretário desse órgão, para tratarem de assuntos referentes à execução de mudança de horário. [...]
Trata-se da introdução de um (a):
Analise as proposições e marque a alternativa adequada.
I - Em correspondência oficial a prolixidade e a erudição são indispensáveis.
II - Em memorandos é flexível o uso da linguagem, não havendo a exigência da norma padrão.
III - Em relatórios de órgãos públicos, o discurso deve manter sempre a impessoalidade discursiva.
Está(ão) CORRETA(S), apenas:
De acordo com Medeiros (2010), associe a coluna da direita, que conceitua modelos de documentos comerciais, com os respectivos documentos da coluna da esquerda.
I. Ata
II. Declaração
III. Circular
IV. Edital
V. Memorando
VI. Protocolo
( ) Comunicação (carta, manifesto ou ofício) que, reproduzida em muitos exemplares, é dirigida a várias pessoas ou a um órgão.
( ) Nota ou comunicação ligeira entre departamentos de uma mesma empresa, ou entre a matriz e suas filiais e vice-versa, ou entre as filiais.
( ) Registro dos atos públicos ou registro das audiências nos tribunais.
( ) Prova escrita, documento, depoimento, explicação. Nela se manifesta opinião, conceito, resolução ou observação.
( ) É um traslado, cópia autêntica de leis, decretos ou posturas para se publicar pela imprensa periódica ou por meio de afixação nos lugares públicos.
( ) Registro em que se relata pormenorizadamente o que se passou em uma reunião, assembleia ou convenção.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
1. Por ser utilizado para comunicação entre diferentes órgãos, o memorando é uma forma de comunicação externa. 2. A tramitação do memorando deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. 3. O memorando segue o modelo do requerimento, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. 4. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Atenção: A questão refere-se ao trecho do ofício que segue.
Manacá Florido, 8 de agosto de 2016.
Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal de Justiça:
A Assembleia Legislativa do Estado de Manacá realizará, em 10 de dezembro de 2016, o fórum técnico “Decisões do Poder Judiciário em Processos que Envolvem Calúnia e Difamação: Análise de Casos”, ocasião em que será avaliada a oportunidade de se estabelecerem diretrizes que contemplem o consenso dos juristas acerca do tema.
Certo de que V. Exa. poderá prestar valiosa contribuição à consecução dos objetivos do fórum, tenho a honra de convidá-lo a participar do referido evento como expositor de tema, a sua escolha, que seja relevante para a matéria.
Na oportunidade, esta presidência terá o prazer de recepcionar V. Exa., bem como os demais expositores, no Salão Nobre do Palácio Solanáceas, no dia 9 de dezembro, às 20 horas.
Atenciosamente,
(Assinatura)
Deputado Aldair Quintanilha Ferraz
Presidente
Exmo. Sr. Desembargador Dorival Menezes de Oliveira Filho
Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Manacá
Capital
Considere as afirmações que seguem.
I. O ofício, exemplificado acima, é modalidade de comunicação oficial expedida para e pelas autoridades que não sejam Ministros de Estado, com a finalidade de tratar de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração pública entre si e também com particulares.
II. Considerados tanto quem expede a comunicação oficial e para quem, quanto o assunto tratado, a forma e a estrutura que apresenta, o ofício acima poderia ser transformado em memorando, sem prejuízo das orientações para a redação de documentos oficiais.
III. Se, no ofício, a expressão a sua escolha fosse deslocada para o fim da frase − “como expositor de tema que seja relevante para a matéria, a sua escolha” −, o sentido da mensagem seria diferente do que se tem no texto original.
Está correto o que se afirma APENAS em
Um memorando deve ser emitido de acordo com alguns critérios:
I - Enviado entre unidades de mesma hierarquia;
II - Enviado para a chefia imediata;
III - Enviado para unidades diretamente subordinadas.
Qual alternativa apresenta todas as informações verdadeiras?