Questões de Concurso
Sobre vocativo e termos acessórios da oração: adjunto adnominal, diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, adjunto adverbial e aposto em português
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1. As duas primeiras vírgulas são empregadas pelo mesmo motivo.
2. Os trechos: “…na última…” e “…de tão doce…” são virgulados pelo mesmo motivo.
3. A vírgula após a construção “…volta a ser o inocente Lawrence Talbot…” ocorre por ser aposto explicativo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I. A preposição “de”, usada em: “…a criação de manuais e guias para orientar cidadãos…” (1§), está introduzindo um complemento nominal.
II. A frase: “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo está parado no seu andar” está de acordo com a recomendação apresentada no (4§).
III. A palavra “doutrinária”, usada na expressão: “citações doutrinárias” (5§) foi formada pelo processo de parassíntese e exerce a função de adjunto adnominal.
IV. A retirada da preposição do trecho: “…reflita sobre se foi difícil retirá-las e se isso alterou a essência…” (7§) não altera substancialmente o sentido original.
A respeito dos comentários, entende-se que
Sobre a presença das vírgulas nessa passagem, é CORRETO afirmar que foram usadas, de acordo com a norma, para intercalar uma
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a função sintática do termo “com muito empenho”.

(__) O verbo tolerar apresenta um sujeito ativo.
(__) A última oração classifica-se como completiva nominal.
(__) O complemento do verbo descobrir é o pronome relativo “que”.
(__) O termo “finalmente” tem a função sintática de adjunto adverbial.
(__) Os termos “distância” e “convivência” exercem função morfossintática distinta.
Por que Brasília não tem prefeito?
Giulia Granchi, da BBC News Brasil em Londres
Em outubro, 5.569 municípios brasileiros elegerão prefeitos e vereadores — mas Brasília e outras regiões administrativas do Distrito Federal, também chamadas "cidades-satélites", não estão nesta conta.
A área tem uma organização política distinta porque o Distrito Federal acumula características de município e Estado, e suas "cidades-satélites" não são tratadas como municípios.
"Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, o modelo administrativo estabelecido se assemelhava um pouco mais a um Estado, englobando responsabilidades que, em outras regiões, seriam divididas entre prefeitos e governadores estaduais. Assim, o título de 'prefeito' foi substituído por 'governador'", explica o historiador Matheus Rosa, mestre pela UnB e pesquisador da história regional.
E como capital federal, diz Rosa, a ideia era que Brasília pudesse funcionar de maneira independente e imparcial, sem o impacto de disputas regionais.
Embora o DF tenha um governador e uma câmara legislativa própria, algumas funções, como segurança pública e assuntos judiciais, são geridas ou supervisionadas pelo governo federal.
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c98y1zl1n7zo>.
Acesso em: 28 set. 2024.
Embora o DF tenha um governador e uma câmara legislativa própria, algumas funções, como segurança pública e assuntos judiciais, são geridas ou supervisionadas pelo governo federal.
O trecho entre vírgulas “como segurança pública e assuntos judiciais” pode ser classificado gramaticalmente como
Aliança Nacional vai promover ações para eliminação do câncer do colo do útero
(Texto adaptado com fins didáticos.)
O Instituto Vencer o Câncer e o Grupo Mulheres do Brasil se uniram para a criação da Aliança Nacional para Eliminação do Câncer do Colo do Útero. Esta iniciativa importante pretende mudar o cenário da doença aqui no país. Como já destacamos neste espaço, este é um dos tumores mais comuns entre as mulheres brasileiras e uma das principais causas de morte por câncer no Norte e Nordeste.
O câncer do colo do útero é uma doença que pode ser prevenida e curada se detectada precocemente e tratada adequadamente. Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a estratégia global para sua eliminação, estimulando os países a cumprirem metas estabelecidas para 2030 com políticas nacionais focadas em vacinação, rastreamento e tratamento.
Uma das bases da Aliança é a Comunicação, com estratégias diversificadas para informar mais a população, principalmente sobre o HPV e sua relação com o desenvolvimento do câncer.
É sempre importante reforçar a mensagem de que a infecção pelo HPV, ou papilomavírus humano, é bastante comum e pode afetar tanto homens quanto mulheres, infectando a pele e mucosas. Existem mais de 100 tipos diferentes deste vírus, mas apenas alguns são responsáveis pelo desenvolvimento de lesões pré-malignas. Os tipos 16 e 18, por exemplo, estão associados ao desenvolvimento de câncer, especialmente no colo do útero, mas também no canal anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacinação é a medida mais eficaz, resolutiva e barata para prevenir a infecção pelo HPV e, consequentemente, reduzir a incidência de tumores associados ao vírus.
O Brasil firmou compromisso com a causa e tem desenvolvido ações abrangentes, como a adoção do esquema de dose única em meninas e meninos de 9 a 14 anos para vacinação. Outra medida é a incorporação do teste molecular para a detecção do HPV no SUS e, em breve, da atualização das diretrizes brasileiras de rastreamento do câncer do colo do útero.
No ano passado, com o Movimento Nacional pela Vacinação na Comunidade Escolar, promovido pelos Ministérios da Saúde e da Educação, houve um aumento de 42% na imunização contra o HPV.
Por isso, como estratégia, a Aliança também vai trabalhar em conjunto com líderes comunitários, escolas, pais e educadores para promover a vacinação. Esta parceria com a Educação é especialmente importante, pois é nos colégios que atingiremos as crianças e jovens da faixa etária prioritária.
"É sempre importante reforçar a mensagem de que a infecção pelo HPV, ou papilomavírus humano, é bastante comum e pode afetar tanto homens quanto mulheres, infectando a pele e mucosas."
Os termos "ou papilomavírus humano" são um exemplo de vocativo explicativo.
Nutrição esportiva adequada ajuda no desempenho do ciclista
É comum definirmos objetivos de melhora de hidratação, momento das refeições, a composição corporal e o desempenho quando o assunto é alto rendimento. Dessa forma, a nutrição esportiva adequada ajuda no desempenho do ciclista.
Consumir carboidratos em quantidade suficiente ao longo do dia ajuda as proteínas a desempenharem a sua função principal: reparar e reconstruir o tecido muscular. "O carboidrato é a principal fonte de combustível para os músculos durante o exercício intenso. Portanto, consumi-los antes de um treino ou jogo contribui para o bom desempenho e para os níveis de energia, uma vez que ajuda a retardar a fadiga", disse a diretora de Performance Esportiva, Nutrição e Educação da Herbalife, Dana Ryan.
As proteínas ajudam a saciar a fome, construir e reparar o tecido muscular, manter a massa muscular magra e fornecer energia. A quantidade proteica diária e o momento da ingestão impacta, no desempenho em termos de otimizar a recuperação muscular. Carnes magras, ovos, queijo, iogurte e leite desnatado são as principais opções.
"As estratégias de nutrição esportiva adaptadas às necessidades individuais de cada pessoa visam fornecer as ferramentas necessárias para fazer escolhas conscientes e bem planejadas, o que otimizam o desempenho esportivo no treinamento e nas competições. Por isso, lembre-se de consultar um profissional de saúde para ajudar a planejar sua alimentação de acordo com suas necessidades e objetivos", comentou a especialista.
"As bebidas esportivas são ótimas opções para treinos de longa duração, pois por meio do suor são perdidos eletrólitos como o sódio, que devem ser repostos", concluiu Dana Ryan.
https://sportlife.com.br/nutricao-esportiva-adequada-ajuda-no-desempe nho-do-ciclista/
"Dana Ryan" é utilizado no trecho acima como termo meramente acessório da oração.
Um ano a menos
Estamos nos aproximando do final de 2024 e temos um ano a menos para alcançar a meta do Pacto Contra a Fome: erradicar a fome até 2030 e garantir que todas as pessoas estejam bem alimentadas até 2040. Mais uma vez, é necessário destacar uma realidade alarmante: enquanto 64 milhões de brasileiros têm acesso restrito à alimentação, o país desperdiça 55 milhões de toneladas de alimentos todos os anos. Esse paradoxo entre abundância e escassez é um reflexo cruel da nossa atual crise alimentar.
O Brasil é conhecido mundialmente como o celeiro do planeta e tem a capacidade de produzir alimentos suficientes para sua população e muito mais. No entanto, a realidade é que, enquanto uma parcela significativa da população enfrenta insegurança alimentar, uma quantidade impressionante de recursos é descartada.
Esse desperdício não apenas perpetua a fome, mas também tem um impacto ambiental significativo. O ciclo de produção e descarte de alimentos é responsável por 8 a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa e contribui para a degradação ambiental.
Além de ser um gigante agrícola, o Brasil enfrenta graves crises ambientais. As mudanças no clima estão intensificando eventos climáticos extremos, como enchentes e secas prolongadas, desencadeando efeitos diretos sobre a agricultura e a segurança alimentar. Enchentes e secas podem destruir colheitas, danificar infraestruturas, reduzir a produtividade agrícola e aumentar os preços dos alimentos. O impacto dessas crises é sentido não apenas pelos agricultores, mas também por toda a população, exacerbando as desigualdades existentes.
Em um recente comunicado, o alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que a crise climática pode colocar 80 milhões de pessoas a mais em risco de fome até a metade deste século.
O Brasil tem um papel importante na luta contra a fome e as mudanças climáticas. Como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o país pode influenciar positivamente a segurança alimentar tanto nacional quanto global. No entanto, isso requer uma mudança de paradigma: precisamos adotar práticas mais sustentáveis e reduzir o desperdício de alimentos.
Temos o potencial para liderar a transição para soluções climáticas. Nosso país possui vastos recursos naturais e uma crescente capacidade de gerar energia limpa, especialmente no Nordeste, que se destaca pela alta incidência solar e pelos ventos fortes, proporcionando um ambiente ideal para o avanço das fontes de energia renovável. Além disso, o Brasil já possui uma longa tradição no uso de bioenergia, com o etanol de cana-de-açúcar, e está investindo cada vez mais em tecnologias verdes. Esse investimento não só ajuda a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos das mudanças climáticas, mas também pode impulsionar o crescimento econômico por meio da criação de novos setores e empregos.
Estamos diante de uma encruzilhada. O futuro do Brasil – e do mundo – depende das escolhas que fazemos hoje. Precisamos urgentemente abordar o desperdício de alimentos e garantir que a produção agrícola em grande escala e dos pequenos produtores beneficie a todos. Além disso, a transição para práticas sustentáveis não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas também uma oportunidade econômica. Nosso país pode se tornar uma potência verde, gerando renda e reduzindo desigualdades enquanto combate as crises ambientais.
O que estamos vivenciando nos últimos tempos é um reflexo direto das escolhas que fizemos no passado. O aumento dramático de impactos ambientais, como queimadas e enchentes, é um sinal claro de que a falta de ação e a negligência em relação à sustentabilidade têm consequências severas. É urgente reavaliar e reformular nossas práticas diárias. Cada decisão que tomamos, desde o consumo até a gestão de resíduos, influencia o futuro do nosso planeta.
Temos um ano a menos para tomar medidas efetivas. Se continuarmos ignorando a responsabilidade social e ambiental, o país e o mundo estarão drasticamente diferentes em 2030. As consequências de nossa inação se manifestarão em desastres ambientais mais frequentes, agravamento das desigualdades sociais e uma crise global de recursos. Cada dia que passa sem um compromisso firme com a sustentabilidade e a justiça social é um dia perdido para garantir um futuro habitável e equitativo. Temos menos tempo do que imaginamos para mudar o rumo de nossa trajetória e assegurar um futuro viável para todos. A hora de agir é agora, e o caminho para um mundo mais justo e equilibrado começa com nossas decisões de hoje.
(Disponível em: cnnbrasil.com.br/colunas/geyze-diniz/nacional/um-ano-a-menos/. Acesso em: setembro de 2024.)