Questões de Concurso
Sobre vícios da linguagem em português
Foram encontradas 542 questões
Aponte a alternativa que ocorre hiato na palavra em destaque.
Leia o texto a seguir e, com base nele, responda às questões de 01 a 20.
É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate
§ 1 A Páscoa, como todos sabemos, é o dia em que celebramos o surgimento do primeiro espécime ovíparo de coelho que metaboliza cenoura em chocolate. E como o coelho escolheu as crianças para serem, com ele, protagonistas desta data, recontarei aqui uma historieta.
§ 2 Uma ação de fiscalização de trabalhadores do governo federal libertou, há alguns anos, 150 pessoas em Placas (PA), dentre elas mais de 30 crianças. Atuavam na colheita do cacau.
§ 3 O grupo estava sujeito a condições humilhantes de habitação, alimentação e higiene. De acordo com o Ministério do Trabalho no estado, a maior parte das crianças estava doente, com leishmaniose ou úlcera de Bauru. Elas eram levadas ao trabalho para aumentar a remuneração, se sujeitando a todo tipo de situação.
§ 4 Uma das crianças havia perdido a visão ao cair de cara em um toco de árvore.
§ 5 Eles já começavam o serviço devendo aos empregadores por terem que pagar equipamentos de trabalho e bens de necessidade básica. De acordo com as informações colhidas pelos fiscais, quem não cumpria as determinações dos patrões era ameaçado de morte.
§ 6 Parte da indústria de alimentação – que ajuda o Coelho na sua tarefa pascal e compra não só cacau, mas também outras matérias-primas de setores que vêm sendo envolvidos em trabalho escravo e trabalho infantil contemporâneo – não demonstra lá muita energia para garantir o controle e a transparência de suas cadeias produtivas. Dentro e fora do Brasil.
§ 7 Há muitas formas de se controlar a qualidade da própria cadeia produtiva, tanto que em alguns setores isso já acontece. Tivemos avanços consideráveis na produção de soja, de algodão, de frutas até da pecuária bovina – recordista histórica em número de casos de trabalho escravo. Mas adotar esse comportamento significa investir uma boa grana para mudar processos. E quem quer investir grana em algo que quase ninguém se importa?
§ 8 Afinal de contas, o que é realmente fundamental para você: que uma criança não tenha perdido um olho na colheita de cacau para fazer um ovo de chocolate ou que o ovo não venha com um brinquedinho repetido?
§ 9 O consumidor não pode ser culpado porque ele não tem informação, claro. Mas, convenhamos: para que sair da ignorância? É um lugar tão quentinho, não é mesmo?
§ 10 Mudança é possível até porque ninguém quer ficar sem chocolate, que é bom. E ninguém quer gerar desemprego na indústria ou na agricultura. Tanto que temos experiências de cultivo inclusivo de cacau orgânico, feito por pequenos produtores, como aqueles do Projeto de Desenvolvimento Sustentável “Esperança'', em Anapu – pelo qual viveu e morreu a irmã Dorothy Stang.
§ 11 Mas mudança mata. Dorothy, como sabemos, suicidou-se com seis tiros, no corpo e na cabeça, em um local ermo, apenas para incriminar honestos fazendeiros da região avessos à mudança.
§ 12 Não me lembro quando deixei de ter fé no divino. Mas ainda guardo um pouco de fé no mundano, talvez por teimosia de gostar de gente, talvez só de birra com o meteoro que um dia virá dar reset no planeta. Então, me pergunto: se houvesse valores morais envolvidos na Páscoa, como liberdade e renascimento, a reflexão sobre o mundo estaria no centro do dia de hoje? Reflexão, não culpa – pois culpa é algo pegajoso e fedorento que não leva a lugar algum.
§13 Mas como não há, então viva o coelho.
(SAKAMOTO, Leonardo. É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate. Disponível em: <http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/03/27/e-pascoa-conheca-a-historia-de-escravos-que-penaram-pelo-chocolate>. Acesso em: 04 abr. 2016. Adaptado.)
“Não me lembro quando deixei de ter fé no divino. Mas ainda guardo um pouco de fé no mundano, talvez por teimosia de gostar de gente, talvez só de birra com o meteoro que um dia virá dar reset no planeta.” (§ 12)
Na passagem acima, ocorre o uso de um estrangeirismo na língua portuguesa, a partir de um termo da língua inglesa. Assinale a alternativa que reescreve o trecho, substituindo-se tal termo, sem que se altere o seu sentido original:
Leia o texto a seguir e, com base nele, responda às questões de 01 a 20.
É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate
§ 1 A Páscoa, como todos sabemos, é o dia em que celebramos o surgimento do primeiro espécime ovíparo de coelho que metaboliza cenoura em chocolate. E como o coelho escolheu as crianças para serem, com ele, protagonistas desta data, recontarei aqui uma historieta.
§ 2 Uma ação de fiscalização de trabalhadores do governo federal libertou, há alguns anos, 150 pessoas em Placas (PA), dentre elas mais de 30 crianças. Atuavam na colheita do cacau.
§ 3 O grupo estava sujeito a condições humilhantes de habitação, alimentação e higiene. De acordo com o Ministério do Trabalho no estado, a maior parte das crianças estava doente, com leishmaniose ou úlcera de Bauru. Elas eram levadas ao trabalho para aumentar a remuneração, se sujeitando a todo tipo de situação.
§ 4 Uma das crianças havia perdido a visão ao cair de cara em um toco de árvore.
§ 5 Eles já começavam o serviço devendo aos empregadores por terem que pagar equipamentos de trabalho e bens de necessidade básica. De acordo com as informações colhidas pelos fiscais, quem não cumpria as determinações dos patrões era ameaçado de morte.
§ 6 Parte da indústria de alimentação – que ajuda o Coelho na sua tarefa pascal e compra não só cacau, mas também outras matérias-primas de setores que vêm sendo envolvidos em trabalho escravo e trabalho infantil contemporâneo – não demonstra lá muita energia para garantir o controle e a transparência de suas cadeias produtivas. Dentro e fora do Brasil.
§ 7 Há muitas formas de se controlar a qualidade da própria cadeia produtiva, tanto que em alguns setores isso já acontece. Tivemos avanços consideráveis na produção de soja, de algodão, de frutas até da pecuária bovina – recordista histórica em número de casos de trabalho escravo. Mas adotar esse comportamento significa investir uma boa grana para mudar processos. E quem quer investir grana em algo que quase ninguém se importa?
§ 8 Afinal de contas, o que é realmente fundamental para você: que uma criança não tenha perdido um olho na colheita de cacau para fazer um ovo de chocolate ou que o ovo não venha com um brinquedinho repetido?
§ 9 O consumidor não pode ser culpado porque ele não tem informação, claro. Mas, convenhamos: para que sair da ignorância? É um lugar tão quentinho, não é mesmo?
§ 10 Mudança é possível até porque ninguém quer ficar sem chocolate, que é bom. E ninguém quer gerar desemprego na indústria ou na agricultura. Tanto que temos experiências de cultivo inclusivo de cacau orgânico, feito por pequenos produtores, como aqueles do Projeto de Desenvolvimento Sustentável “Esperança'', em Anapu – pelo qual viveu e morreu a irmã Dorothy Stang.
§ 11 Mas mudança mata. Dorothy, como sabemos, suicidou-se com seis tiros, no corpo e na cabeça, em um local ermo, apenas para incriminar honestos fazendeiros da região avessos à mudança.
§ 12 Não me lembro quando deixei de ter fé no divino. Mas ainda guardo um pouco de fé no mundano, talvez por teimosia de gostar de gente, talvez só de birra com o meteoro que um dia virá dar reset no planeta. Então, me pergunto: se houvesse valores morais envolvidos na Páscoa, como liberdade e renascimento, a reflexão sobre o mundo estaria no centro do dia de hoje? Reflexão, não culpa – pois culpa é algo pegajoso e fedorento que não leva a lugar algum.
§13 Mas como não há, então viva o coelho.
(SAKAMOTO, Leonardo. É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate. Disponível em: <http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/03/27/e-pascoa-conheca-a-historia-de-escravos-que-penaram-pelo-chocolate>. Acesso em: 04 abr. 2016. Adaptado.)
Assinale a alternativa em que NÃO está presente o uso da ironia por parte do autor do texto:
Leia o aviso de um restaurante, a seguir:
|
ATENÇÃO Não é permitido comer duas pessoas no mesmo prato. A Direção. |
A ambiguidade da frase é de natureza:
O sequestro das palavras
Gregório Duvivier
___Vamos supor que toda palavra tenha uma vocação primeira. A palavra mudança, por exemplo, nasceu filha da transformação e da troca, e desde pequena servia para descrever o processo de mutação de uma coisa em outra coisa que não deixou de ser, na essência, a mesma coisa – quando a coisa é trocada por outra coisa, não é mudança, é substituição. A palavra justiça, por exemplo, brotou do casamento dos direitos com a igualdade (sim, foi um ménage): servia para tornar igual aquilo que tinha o direito de ser igual, mas não estava sendo tratado como tal.
___No entanto as palavras cresceram. E, assim como as pessoas, foram sendo contaminadas pelo mundo à sua volta. As palavras, coitadas, não sabem escolher amizade, não sabem dizer não. A liberdade, por exemplo, é dessas palavras que só dizem sim. Não nasceu de ninguém. Nasceu contra tudo: a prisão, a dependência, o poder, o dinheiro – mas não se espante se você vir a liberdade vendendo absorvente, desodorante, cartão de crédito, empréstimo de banco. A publicidade vive disso: dobrar as melhores palavras sem pagar direito de imagem. Assim, você verá as palavras ecologia e esporte juntarem-se numa só para criar o EcoSport – existe algo menos ecológico ou esportivo que um carro? Pobres palavras. Não têm advogados. Não precisam assinar termos de autorização de imagem. Estão aí, na praça, gratuitas.
___Nem todos aceitam que as palavras sejam sequestradas ao bel prazer do usuário. A política é o campo de guerra onde se disputa a posse das palavras. A "ética", filha do caráter com a moral, transita de um lado para o outro dos conflitos, assim como a Alsácia-Lorena, e não sem guerras sanguinárias. Com um revólver na cabeça, é obrigada a endossar os seres mais amorais e sem caráter. A palavra mudança, que sempre andou com as esquerdas, foi sequestrada pelos setores mais conservadores da sociedade – que fingem querer mudar, quando o que querem é trocar (para que não se mude mais). A Justiça, coitada, foi cooptada por quem atropela direitos e desconhece a igualdade, confundindo-a o tempo todo com seu primo, o justiçamento, filho do preconceito com o ódio.
___Já a palavra impeachment, recém-nascida, filha da democracia com a mudança, está escondida num porão: emprestaram suas roupas à palavra golpe, que desfila por aí usando seu nome e seus documentos. Enquanto isso, a palavra jornalismo, coitada, agoniza na UTI. As palavras não lutam sozinhas. É preciso lutar por elas.
Observação: Após a coluna "O Sequestro das Palavras" ter sido publicada no jornal impresso, na segunda-feira, 21/3 de 2016, o colunista modificou seu texto e pediu para atualizá-lo na versão on-line.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2016/03/1752170-o-sequestro-das-palavras.shtml
As figuras de linguagem são estratagemas que um autor pode empregar em seu texto para persuadir seu leitor. No texto anterior, qual figura de linguagem foi amplamente usada para esse fim?
Leia o seguinte trecho da música “Metrô linha 743”, de Raul Seixas:
“O homem apressado me deixou e saiu voando
Aí eu me encostei num poste e fiquei fumando
Três outros chegaram com pistolas na mão, Um gritou: ‘Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos cornos’”
Qual figura de linguagem utilizada em “O homem apressado me deixou e saiu voando”?
A um possível diálogo explícito entre textos, influência de um texto sobre outro que o toma como modelo ou ponto de partida, e que gera a atualização do texto citado, denominamos:
Leia a tirinha “Lili a Ex”, de Caco Galhardo, apresentada no texto 7, para responder à questão.
Texto 7

As figuras de linguagem são importantes recursos expressivos da linguagem oral e escrita. A figura de
linguagem que está presente no segundo quadro da tirinha é denominada
Nos versos abaixo, o poeta utiliza uma figura de linguagem.
“folha que volta pro galho,
muito depois de caída.”
Assinale a alternativa que a identifica corretamente.
A falsa liberdade e a Síndrome do “TER DE”
Lya Luft
Essa é uma manifestação típica do nosso tempo, contagiosa e difícil de curar porque se alimenta da nossa fragilidade, do quanto somos impressionáveis, e da força do espírito de rebanho que nos condiciona a seguir os outros. Eu tenho de fazer o que se espera de mim. Tenho de ambicionar esses bens, esse status, esse modo de viver – ou serei diferente, e estarei fora.
Temos muito mais opções agora do que alguns anos atrás, as possibilidades que se abrem são incríveis, mas escolher é difícil: temos de realizar tantas coisas, são tantos os compromissos, que nos falta o tempo para uma análise tranquila, uma decisão sensata, um prazer saboreado.
A gente tem de ser, como escrevi tantas vezes, belo, jovem, desejado, bom de cama (e de computador). Ou a gente tem de ser o pior, o mais relaxado, ou o mais drogado, o chefe da gangue, a mais sedutora, a mais produzida. Outra possibilidade é ter de ser o melhor pai, o melhor chefe, a melhor mãe, a melhor aluna; seja o que for, temos de estar entre os melhores, fingindo não ter falhas nem limitações. Ninguém pode se contentar em ser como pode: temos de ser muito mais que isso, temos de fazer o impossível, o desnecessário, até o absurdo, o que não nos agrada – ou estamos fora.
A gente tem de rir dos outros, rebaixar ou denegrir nem que seja o mais simples parceiro de trabalho ou o colega de escola com alguma deficiência ou dificuldade maior. A gente tem de aproveitar o mais que puder, e isso muitos pais incutem nos filhos: case tarde, aproveite antes! (O que significa isso?) [...]
A propaganda nos atordoa: temos de ser grandes bebedores (daquela marca de bebida, naturalmente), comprar o carro mais incrível, obter empréstimos com menores juros, fazer a viagem maravilhosa, ter a pele perfeita, mostrar os músculos mais fortes, usar o mais moderno celular, ir ao resort mais sofisticado.
Até no luto temos de assumir novas posturas: sofrer vai ficando fora de moda. Contrariando a mais elementar psicologia, mal perdemos uma pessoa amada, todos nos instigam a passar por cima. “Não chore, reaja”, é o que mais ouvimos. “Limpe a mesa dele, tire tudo do armário dela, troque os móveis, roupas de cama, mude de casa.” Tristeza e recolhimento ofendem nossa paisagem de papelão colorido. Saímos do velório e esperam que se vá depressa pegar a maquilagem, correr para a academia, tomar o antidepressivo, depressa, depressa, pois os outros não aguentam mais, quem quer saber da minha dor?
O “ter de” nos faz correr por aí com algemas nos tornozelos, mas talvez a gente só quisesse ser um pouco mais tranquilo, mais enraizado, mais amado, com algum tempo para curtir as coisas pequenas e refletir. Porém temos de estar à frente, ainda que na fila do SUS.
Se pensar bem, verei que não preciso ser magro nem atlético nem um modelo de funcionário, não preciso ter muito dinheiro ou conhecer Paris, não preciso nem mesmo ser importante ou bem-sucedido. Precisaria, sim, ser um sujeito decente, encontrar alguma harmonia comigo mesmo, com os outros, e com a natureza na qual fervilha a vida e a morte é apaziguadora.
Em lugar disso, porém, abraçamos a frustração, e com ela a culpa.
A culpa, disse um personagem de um filme, “é como uma mochila cheia de tijolos. Você carrega de um lado para o outro, até o fim da vida. Só tem um jeito: jogá-la fora”. Mas ela tem raízes fundas em religiões e crenças, em ditames da família, numa educação pelo excessivo controle ou na deseducação pela indiferença, na competitividade no trabalho e na pressão de nosso grupo, que cobra coisas demais. [...]
Nessa rede de complexidades, seria bom resistir à máquina da propaganda e buscar a simplicidade, não sucumbir ao impulso da manada que corre cegamente em frente. Com sorte, vamos até enganar o tempo sendo sempre jovens, sendo quem sabe imortais com nariz diminuto, boca ginecológica e olhar fatigado num rosto inexpressivo. Não nos faltam recursos: a medicina, a farmácia, a academia, a ilusão, nos estendem ofertas que incluem músculos artificiais, novos peitos, pele de porcelana, e grandes espelhos, espelho, espelho meu. Mas a gente nem sabe direito onde está se metendo, e toca a correr porque ainda não vimos tudo, não fizemos nem a metade, quase nada entendemos. Somos eternos devedores.
Ordens aqui e ali, alguém sopra as falas, outro desenha os gestos, vai sair tudo bem: nada depressivo nem negativo, tudo tem de parecer uma festa, noite de estreia com adrenalina e aplausos ao final.
Disponível em: http://www.contioutra.com/a-falsa-liberdade-e-a-sindrome-do-ter-de-lya-
luft/#ixzz4HMEDzQMU Acesso em 14 ago. 2016 (Adaptado)
Percebe-se o tom irônico da autora em:
A metáfora é uma figura de linguagem que se caracteriza pelo uso de uma palavra ou expressão em um sentido diferente do usual, numa espécie de comparação implícita. Todas as frases abaixo exemplificam o uso metafórico, exceto.
As figuras de linguagem são recursos utilizados por escritores/autores para dar mais expressividade ao texto. A música Monte Castelo, gravada pelo grupo Legião Urbana e composta por Renato Russo, utiliza-se de diferentes figuras de linguagem. Assinale a alternativa em que há erro na identificação da figura de linguagem apresentada na música.
Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse
a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor;
Que conhece o que é verdade;
O amor é bom, não quer o mal;
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
[…]
Estou acordado e todos dormem todos dormem, todos dormem;
Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor;
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada
seria.
Assinale a alternativa cuja figura de linguagem não foi classificada corretamente:
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993.
No poema, a analogia feita ao homem parte da sua condição de pobreza, sendo o tratamento que lhe é dado semelhante ao de um animal. A figura de linguagem que melhor define essa analogia é:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.
Saúde e bem-estar dependem de relações íntimas de qualidade
Por Amanda Mont'Alvão Veloso
- asdTer dinheiro ou fama comumente é associado .... conquista de felicidade, e tais desejos já
- foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos
- anos 1980 e 1990. A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se _______ mais resultados.
- Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes
- fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade
- com a família, com os amigos e com a comunidade.
- asdAs conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de
- Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger,
- em uma conferência no TED 2015. “E se pudéssemos observar uma vida inteira à medida que ela
- decorre no tempo? E se pudéssemos estudar as pessoas desde a altura em que eram adolescentes
- até chegarem .... velhice para vermos o que mantém as pessoas felizes e saudáveis?”. Durante 75
- anos, a pesquisa acompanhou a vida de 724 homens, ano após ano, abordando o trabalho, a vida
- doméstica e a saúde, além de realizar exames médicos. Cerca de 60% dos pesquisados, a maioria
- já com 90 anos, ainda estão vivos e participam no estudo. Há cerca de 10 anos, o estudo passou a
- integrar também as esposas desses homens.
- asdO próximo passo, segundo Waldinger, é estudar os mais de 2000 filhos dos homens
- pesquisados. A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938. No
- primeiro, homens que estudaram em Harvard e que, em sua maioria, lutaram na Segunda Guerra
- Mundial. Já o segundo era composto por adolescentes dos bairros mais pobres de Boston, vindos
- de algumas das famílias mais problemáticas e mais desfavorecidas da região. Os destinos desses
- homens foram variados: se tornaram operários fabris e advogados, assentadores de tijolos e
- médicos, e um deles foi presidente dos EUA.
- asdOs 75 anos de acompanhamento mostraram .... Waldinger três lições, e nenhuma delas diz
- respeito a riqueza, fama, ou a trabalhar cada vez mais. A primeira delas é que as relações sociais
- são boas para nós, e a solidão mata: “As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com
- amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do
- que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser __________. As
- pessoas que são mais isoladas do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde
- piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos
- tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas.”
- asdA segunda lição mostrou que o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas: "Viver
- no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por
- exemplo, sem grande _________, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um
- divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas, é protetor.” O estudo mostrou que o grau de
- satisfação que os homens sentiam nas suas relações foi decisivo para um envelhecimento mais feliz
- e saudável. “As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações, aos 50 anos, foram
- as mais felizes aos 80 anos”. “Os nossos homens e mulheres mais felizes disseram, aos 80 anos,
- que nos dias em que tinham mais dores físicas a sua disposição continuava feliz. Mas .... pessoas
- que tinham relações infelizes, nos dias em que tinham mais dores físicas, elas eram reforçadas pelo
- sofrimento emocional”.
- asdA terceira e última lição é que as boas relações protegem não só o corpo, como também o
- cérebro: “Uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas
- que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade
- mantêm uma memória mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem
- que não podem contar com o outro são as que experimentam um declínio de memória mais precoce.
- As boas relações não têm que ser sempre fáceis. Alguns dos nossos octogenários podem discutir
- dia sim, dia não. Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas
- aquecem, essas discussões não se fixam na memória.”
- asdPelas lições aprendidas, a tal felicidade parece fácil, não? Waldinger tem uma resposta para
- isso: somos seres humanos e lidar com a família e com os amigos é algo complicado, que dura a
- vida toda. “O que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que possamos
- arranjar que nos dê uma via boa e a mantenha dessa forma. As relações são conturbadas e
- complicadas.”
- asdPara se apoiar em boas relações, ele sugere atitudes cotidianas e acessíveis, como substituir
- a TV por tempo com as pessoas, fazer passeios, animar uma relação amorosa adormecida e falar
- com algum familiar com quem não se fala há anos. “Essas contendas familiares têm um efeito
- terrível na pessoa que guarda rancores”.
Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/comportamento/saude-e-bem-estar-dependem-de-relacoes-
intimas-de-qualidade
Na frase ‘As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do que as pessoas que têm menos relações’ (l. 25-27), qual a figura de linguagem que está sendo empregada?
Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.
Texto 2
Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro
Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,
de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito
tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e
bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e
05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas
sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um
personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de
uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir
substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis
10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se
descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como
Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de
seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não
existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na
15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande
metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos
lançamentos do ano passado.
[...]
ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.
Figuras de linguagem – por meio dos mais diferentes mecanismos – ampliam o significado de palavras e expressões, conferindo novos sentidos ao texto em que são usadas. É muito importante saber identificar as diversas figuras de linguagem, pois desta forma é possível interpretar melhor os diferentes tipos de textos.
A denominada figura de linguagem referente ao termo “[...] Rio de Assis [...]” (linha 15) é
Em: “Estou morando na terra da garoa.”, a figura de linguagem existente na frase é:
A figura de linguagem que se explicita em " Estou morta de cansada. " é conhecida como :
TEXTO II
A árvore e a árvore
Por vezes, caminhando pelas ruas da cidade, tenho a impressão de que as árvores conversam entre si. O diálogo das árvores nem sempre é ouvido pelos ouvidos, por causa do bulício das ruas, do rumor dos veículos e da zoeira das pessoas. E de madrugada, quando os últimos bêbados se recolhem trôpegos fugindo da aurora, e a brisa matinal leva o sono do rosto das operárias que marcham em direção às fábricas; é nesse momento fluido e tênue que pode ser captado o sussurro das árvores, em meio aos pipilos dos pardais alvoroçados.
E lá estavam as duas árvores a conversar:
— Bom dia, dona Magnólia!
— Bom dia, dona Cássia!
— Dormiu bem?
— Mais ou menos. Esta noite o bem-te-vi, meu inquilino, cismou de acordar e ficou discutindo com a bem- te-vi, no meu galho lá em cima.
— Não diga! Discutindo o quê?
— O papo de sempre, ora essa. Estavam reclamando do custo de vida.
— Ué, mas passarinho também tem esse problema? Pensei que essa preocupação fosse apenas manha dos empregados da Prefeitura que vêm cortar nossa copa todos os anos.
— Qual nada! Passarinho voa azucrinado. A própria bem-te-vi se lastima de que o galho onde eles moram quase não tem folhas; de noite ela molha a cabecinha no sereno. Ficou resfriada, a pobrezinha.
— Então por que eles não se mudam?
— Mudar para onde?
— Ali adiante há um ipê-amarelo com vagas para passarinhos.
— Pois sim. A senhora não viu a placa no tronco? Só há um galhinho vago, muito do mixuruco, e mesmo assim só se aceitam casais de passarinhos sem filhotes.
— Sem filhotes?
— Sem filhotes.
— Mas isso é um absurdo!
— Concordo, mas vai- se fazer o quê? Se até casas de tijolo são alugadas apenas para casais sem filhos. Fazem isso com as pessoas, vão ter consideração para com passarinho?
— Escute, e ali na quaresmeira do outro quarteirão?
— Ah, lá o aluguel é caríssimo. Só mora sabiá-de-papo-amarelo e periquito verde.
— Cruz-credo! — Falou bem. Está tudo pela hora da morte pros passarinhos.
— Mas ouvi dizer que alguns têm boa mordomia...
— Ah, os canários-da-terra... Grande vantagem! Têm alpiste importado, ovo cozido, verdurinha fresca todos os dias, mas, em compensação, vivem presos na gaiola.
— Perderam a liberdade.
— Desaprenderam até de voar!
— Não é à toa que o bairro está cheio de chupim.
— Claro, dona Magnólia. Chupim sempre se ajeita. Quem manda tico- tico ser bobo?
— Reparou que ninguém acaba com chupim? Eles estão em tucum, paineira, sibipiruna.
— Tem chupim até no pau-ferro.
— Se adaptam a qualquer lugar. Bichinho aproveitador está ali. Sabe quando vão acabar com os chupins aqui na zona? .
— Quando, dona Magnólia?
— Dia de São Nunca. E enquanto isso, os bem-te- vis que se danem.
— Ainda mais agora, com o aumento dos impostos.
— Vai ser um horror.
— Horror mesmo.
— Não sei como eles não se revoltam.
— Revoltam nada. Bem-te-vi só sabe dizer: "Bem te vi! Bem te vi!". Viu, e daí? Que adianta ver? As árvores também vêem cada uma, mas não adianta reclamar.
— Houve o caso daquela andorinha, está esquecendo?
— A tolinha. Só porque morava em beiral, achava que podia modificar a situação. Uma andorinha só não muda coisa alguma. Bastou chegar aqui o tucano, deitou falação, disse que fazia e aprontava, tudo se amoitou.
— Aquele tucano foi demais. Verde-amarelo, e bom de bico!
— É, dona Magnólia, mas qualquer dia a árvore cai, não cai?
— Sei lá. Ainda bem que a Prefeitura vai mandar plantar mais cem mil árvores na cidade. Só assim para resolver o problema da moradia dos passarinhos.
— Tomara mesmo. Avise o bem-te-vi para ele aguentar a barra mais um pouco. Quem sabe, um dia, a bem-te-vi possa botar os ovinhos em paz.
— Deus a ouça, dona Cássia.
— Amém, dona Magnólia...
(DIAFÉRIA.Lourenço.Em A morte sem colete. 4a ed. São Paulo:
Moderna, 1983.)
Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se a:
Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 05.
Texto 1
As tarefas da educação
Rubem Alves
colunista da Folha de S.Paulo
____ Resumindo: são duas, apenas duas, as tarefas da educação. Como acho que as
explicações conceituais são difíceis de aprender e fáceis de esquecer, eu
caminho sempre pelo caminho dos poetas, que é o caminho das imagens. Uma boa imagem é inesquecível. Assim,
em vez explicar o que disse, vou mostrar o que disse por meio de uma imagem.
5____ O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do trabalho, ele leva
uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração, ele leva uma caixa de
brinquedos. Ferramentas são melhorias do corpo. Os animais não precisam de ferramentas
porque seus corpos já são ferramentas. Eles lhes dão tudo aquilo de que necessitam para
sobreviver.
10____ Como são desajeitados os seres humanos quando comparados com os animais! Veja,
por exemplo, os macacos. Sem nenhum treinamento especial eles tirariam medalhas de ouro na
ginástica olímpica. E os saltos das pulgas e dos gafanhotos!
____ Já prestou atenção na velocidade das formigas? Mais velozes a pé, proporcionalmente,
que os bólidos de F-1! O voo dos urubus, os buracos dos tatus, as teias das aranhas, as
15 conchas dos moluscos, a língua saltadora dos sapos, o veneno das taturanas, os dentes dos
castores.
____ Nossa inteligência se desenvolveu para compensar nossa incompetência corporal.
Inventou melhorias para o corpo: porretes, pilões, facas, flechas, redes, barcos, jegues,
bicicletas, casas... Disse Marshall MacLuhan corretamente que todos os "meios" são extensões
20 do corpo. É isso que são as ferramentas, meios para viver. Ferramentas aumentam a nossa
força, nos dão poder. Sem ser dotado de força de corpo, pela inteligência o homem se
transformou no mais forte de todos os animais, o mais terrível, o maior criador, o mais
destruidor. O homem tem poder para transformar o mundo num paraíso ou num deserto.
____ A primeira tarefa de cada geração, dos pais, é passar aos filhos, como herança, a caixa
25 de ferramentas. Para que eles não tenham de começar da estaca zero. Para que eles não
precisem pensar soluções que já existem. Muitas ferramentas são objetos: sapatos, escovas,
facas, canetas, óculos, carros, computadores. Os pais apresentam tais ferramentas aos seus
filhos e lhes ensinam como devem ser usadas. Com o passar do tempo, muitas ferramentas,
muitos objetos e muitos de seus usos se tornam obsoletos. Quando isso acontece, eles são
30 retirados da caixa. São esquecidos por não terem mais uso. As meninas não têm de aprender a
torrar café numa panela de ferro, e os meninos não têm de aprender a usar arco-e-flecha para
encontrar o café da manhã. Somente os velhos ainda sabem apontar os lápis com um
canivete...
____ Outras ferramentas são puras habilidades. Andar, falar, construir. Uma habilidade
35 extraordinária que usamos o tempo todo, mas de que não temos consciência, é a capacidade
de construir, na cabeça, as realidades virtuais chamadas mapas. Para nos entendermos na
nossa casa, temos de ter mapas dos seus cômodos e mapas dos lugares onde as coisas estão
guardadas. Fazemos mapas da casa. Fazemos mapas da cidade, do mundo, do universo. Sem
mapas, seríamos seres perdidos, sem direção.
40____ A ciência é, ao mesmo tempo, uma enorme caixa de ferramentas e, mais importante
que suas ferramentas, um saber de como se fazem as ferramentas. O uso das ferramentas
científicas que já existem pode ser ensinado. Mas a arte de construir ferramentas novas, para
isso há de saber pensar. A arte de pensar é a ponte para o desconhecido. Assim, tão
importante quanto a aprendizagem do uso das ferramentas existentes — coisa que se pode
45 aprender mecanicamente — é a arte de construir ferramentas novas. Na caixa das ferramentas,
ao lado das ferramentas existentes, mas num compartimento separado, está a arte de pensar.
____ (Fico a pensar: o que as escolas ensinam? Elas ensinam as ferramentas existentes ou
a arte de pensar, chave para as ferramentas inexistentes? O problema: os processos de
avaliação sabem como testar o conhecimento das ferramentas. Mas que procedimentos adotar
50 para avaliar a arte de pensar?)
____ Assim, diante da caixa de ferramentas, o professor tem de se perguntar: "Isso que estou
ensinando é ferramenta para quê? De que forma pode ser usado? Em que aumenta a
competência dos meus alunos para cada um viver a sua vida?". Se não houver resposta, pode
estar certo de uma coisa: ferramenta não é.
55____ Mas há uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração. Essa caixa está cheia de
coisas que não servem para nada. Inúteis. Lá estão um livro de poemas da Cecília Meireles, a
"Valsinha" de Chico Buarque, um cheiro de jasmim, um quadro de Monet, um vento no rosto,
uma sonata de Mozart, o riso de uma criança, um saco de bolas de gude... Coisas inúteis. E, no
entanto, elas nos fazem sorrir. E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam
sorrir? Na próxima vez, a gente abre a caixa dos brinquedos...
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u855.shtm>. Acesso em: 10 mar. 2016. (Adaptado)
“A arte do pensar é a ponte para o desconhecido” (linha 43).
A palavra ponte constitui um exemplo de: