Questões de Concurso Comentadas sobre vícios da linguagem em português

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Q2696183 Português

Sobre figuras de linguagem, analise os fragmentos de textos:

I. “Cantigas de portugueses

São como barcos no mar

Vão de uma alma para outra

Com riscos de naufragar.” (Fernando Pessoa)

II. “Como um tempo de alegria

por trás do terror me acena

e a noite carrega o dia

no seu colo de açucena.” (Ferreira Gullar)

III. “Tinham o rosto aberto a quem passava.

Tinham lendas e mitos

E frio no coração.

Tinham jardins onde a lua passeava

De mãos dadas com a água.” (Eugênio de Andrade)

IV. “Um beijo fala mais que mil palavras

Um toque é bem mais que poesia

No seu olhar enxergo a sua alma

Sua fala é uma linda melodia”. (Luan Santana)

Na ordem de cima para baixo, a classificação correta das figuras de linguagem relacionadas é a seguinte:

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Q2694486 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 4 e 5.


Cuitelinho


(canção popular divulgada por

Paulo Vanzolini,Pena Branca e Xavantinho e Almir Sater)


Cheguei na beira do porto

Onde as onda se espaia

As garça dá meia volta

E senta na beira da praia

E o cuitelinho não gosta

Que o botão de rosa caia, ai, ai


Quando eu vim

da minha terra

Despedi da parentália

Eu entrei no Mato Grosso

Dei em terras paraguaia

Lá tinha revolução

Enfrentei fortes batáia, ai, ai

A tua saudade corta

Como aço de naváia

O coração fica aflito

Bate uma, a outra faia

E os óio se enche d´água

Que até a vista se atrapáia, ai...


Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/pena-branca/cuitelinho.html>. Acesso em: 15 dez. 2018.

No verso “Bate uma, a outra faia”, ocorre o emprego da elipse por duas vezes. A palavra ocultada nas duas situações é “batida”. As funções sintáticas de cada elipse são, respectivamente:

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Q2691274 Português

Numere a coluna B pela coluna A observando as figuras de linguagem.

COLUNA A

I. Catacrese.

II. Hipérbole.

III. Eufemismo.

IV. Metonímia.

COLUNA B

( ) O Brasil elegeu um novo presidente.

( ) Cada família deve ter sua árvore genealógica.

( ) Você faltou à verdade.

( ) Todo mundo gosta de você.

Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

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Q2690705 Português

Leia o texto e responda o que é pedido no comando da questão.


É correto, sem advérbios.

A lição da menina negra, magérrima, que cantou feito rainha.


Elza Soares estreou no programa de Ary Barroso na Rádio Tupi. Tinha 16 anos e era mãe. Sua cria estava doente e Elza Inscreveu-se no show de Barroso porque os primeiros lugares ganhavam prêmios em dinheiro. Era uma chance de pagar o tratamento do filho. Elza subiu no palco, mulher negra, jovem, magérrima, vestida conforme o lugar que lhe cabia na perversa espiral de privilégios da nossa sociedade. Notavam-se os remendos no vestido. Os alfinetes. Ary Barroso ficou chocado com alguém que, para muitos, não merecia estar sob os holofotes. ·o que é que você veio fazer aqui?" Ary recebeu Elza com boa dose da branquitude, classismo e machismo que inebriam a elite brasileira desde sempre.

Elza respondeu: "Eu vim cantar". Ary seguiu a cantilena do opressor: "E quem disse que você sabe cantar?". A menina de 16 anos, cujo filho ardia em febre, respondeu com a coragem das mães: "Eu". "De onde você veio, menina?" Ary não parecia se cansar de assinalar que Elza era uma estrangeira ali. Nesse momento, a menina respondeu com a audácia disruptiva que mora em cada nota do seu jazz de lata d'água na cabeça: "Eu vim do planeta fome".

Em 1983, a respeitadíssima acadêmica indiana Gayatri Spivak escreveu Pode o Subalterno Falar? O ensaio, referência para quem deseja compreender a contribuição dos estudos pós-coloniais para as ciências humanas, fala do silenciamento sistemático do subalterno. Categoria nomeada por Gramsci, o subalterno é quem não pertence socialmente e politicamente as estruturas hegemônicas de poder. Os excluídos. Os triturados diariamente pela mecânica da discriminação. As Elzas e seus filhos febris. Spivak teorizou sobre o fato de não parecer natural ou adequado o subalterno falar. O silêncio é o que se espera dele.

Se o subalterno não deve falar, como poderia ousar cantar? Ary e sua plateia, que ria da humilhação de Elza, achavam que não. E hoje? Seria diferente? Mudamos pouco. Somos a mesma plateia rindo de novas humilhações que nos chegam pelas novas mídias, mas somos iguais. Esperamos do subalterno o silêncio. Zombamos do subalterno que ousa quebrar esse nosso contrato social. E não se enganem: a zombaria é o novo açoite. Mudamos pouco. Os ancestrais de Elza toram para o pelourinho. Elza foi ridicularizada ao vivo. Hoje, fingimos ter superado esse passado, mas as revistas lidas pelas madamas saúdam a nova onda: uniformes de domésticas assinados por estilistas renomados.

Mudamos quase nada.

Naquele dia, Elza cantou Lama na Rádio Tupi. A subalterna cantou rainha, majestosa. Ary Barroso aplaudiu boquiaberto. A plateia que antes riu levantou-se. Reverenciou a nobreza da negra do planeta fome que ousou adentrar um espaço que lhe era negado e fez dele seu reino. Para quem ainda não entendeu: o politicamente correto é simplesmente isso. O correto. Algumas piadas a menos? Sim. Mas, em troca, hoje temos infinitos talentos antes silenciados embalando nossos sonhos. Só os que não sonham não veem que o resultado é positivo e deve ser comemorado.


(Manoela Miklos. 25 de janeiro, 2019. Revista VEJA).

No terceiro parágrafo, o excerto (...) fala do silenciamento sistemático do subalterno.", o uso da aliteração conota:

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Q2689673 Português

Leia o texto abaixo para responder as questões de 14 a 18


Apelo

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos:apilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noiteeles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda.

E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor. (Dalton Trevisan)

O autor do texto apresenta uma linguagem que omite termos facilmente percebidos pelo contexto ou situação. Essa figura de linguagem é denominada:

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Q2688445 Português

O texto a seguir é referência para as questões 02 a 07.


O aplauso de pé, por Ruy Castro


Glenda Jackson, a atriz britânica, acaba de estrear com “Rei Lear” na Broadway. Ela é danada. Nos anos 90, trocou sua carreira no cinema e no teatro por uma cadeira no Parlamento, candidatou-se a prefeita de Londres pelos trabalhistas e foi cogitada para o cargo de ________. Voltou ao palco e, ________ tempos, foi homenageada numa cerimônia em que estavam presentes diversas categorias de cabeças coroadas. Quando seu nome foi anunciado e ela surgiu no palco, a ________ a aplaudiu de pé por longos minutos. Glenda esperou os aplausos silenciarem, sorriu e disse: “Em Londres, não aplaudimos de pé”.

Aplausos, tudo bem – ela diria –, mas ________ de pé? Representar direito o papel é a obrigação do ator. O aplauso sentado é mais que suficiente.

Sempre foi assim. Ao surgir no cinema, com filmes como “Delírios de Amor” (1969) e “Mulheres Apaixonadas” (1971), de Ken Russell, e “Domingo Maldito” (1971), de John Schlesinger, foi como se viesse de um planeta mais adulto que o nosso. De saída, ganhou dois Oscars – que aceitou, mas não foi receber. E, embora fosse filha de um pedreiro e de uma faxineira, nunca escolheu seus ________ pelo que lhe renderiam em dinheiro, mas pelo que exigiriam dela como atriz. Aliás, o cinema nunca foi sua primeira opção, daí ter feito poucos filmes. O teatro, sim.

Se fosse uma atriz brasileira de teatro, Glenda Jackson teria de repetir todas as noites sua advertência sobre aplaudir de pé. No Brasil, assim que qualquer espetáculo termina, todos se levantam e, tenham gostado ou não, começam a bater palmas. Se já se começa pelo aplauso de pé, o que será preciso fazer quando tivermos realmente gostado de um espetáculo?

Neste momento, haverá outra atriz no mundo disposta a encarar o papel de Rei Lear? É uma peça de três horas e meia e serão oito récitas por semana. Glenda está com 82 anos. Isto, sim, é caso para aplaudir de pé.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/04/o-aplauso-de-pe.shtml)

Em qual dos trechos a seguir a vírgula foi empregada para marcar a omissão do verbo?
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Q2687815 Português

Observe a oração: “Eu não gosto de maçã, nem de melancia, nem de abacaxi, nem de ameixa”. A figura de linguagem que caracteriza o uso repetitivo de conjunções é conhecida como:

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Q2687814 Português

Embora contradiga as regras sintáticas, algumas gramáticas permitem casos especiais de concordância verbal, na qual o verbo concordará com a ideia expressa no sujeito, ou seja, uma concordância semântica. No período “Um grupo invadiu a loja e roubaram todos os produtos”, é possível que o verbo apareça na forma plural devido ao fato de que um grupo representa mais de uma pessoa. Nesse caso, para que a concordância seja possível, ocorre uma figura de linguagem conhecida como ____________ de número.

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Q2687607 Português

Planeta água


Água que nasce na fonte serena no mundo

E que abre um profundo grotão

Água que faz inocente riacho e deságua

Na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias e matam a sede da população

Águas que caem das pedras no véu das cascatas,

Ronco de trovão

E depois dormem tranquilas no leito dos lagos,

No leito dos lagos

Águas dos igarapés, onde Iara, a mãe d´água

É misteriosa canção

Água que evapora, pro céu vai embora,

Virar nuvem de algodão

Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação

Gotas de água da chuva, tão triste, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos são as mesmas águas que

Encharcam o chão

E sempre voltam humildes pro fundo da terra,

Pro fundo da terra

Terra, planeta água....


Guilherme Arantes

Assinale a figura de linguagem existente em Ronco de trovão

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Q2687540 Português

"Já estou cheio de me sentir vazio." (Renato Russo)

Na frase acima a figura de linguagem é:

Alternativas
Q2685399 Português

É uma espécie de “metáfora desgastada”, pois apresenta uma palavra que perdeu seu sentido original:

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Q2466761 Português
Na frase: ‘Eu ouvi da boca dela a verdade sobre nós dois’, ocorre o seguinte Vício de Linguagem:
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Q2228223 Português
Texto 3
A Importância da gestão de pessoas em uma empresa
Pequenas e médias empresas competem com atividades de multinacionais, ideias inovadoras de parceiros do mesmo segmento ou mesmo com a concorrência direta de acordo com o setor. Além disso, é um meio com menos funcionários, geralmente benefícios mais limitados e salários menores, exigindo que as instituições motivem cada vez mais os colaboradores de forma que “vistam a camisa”.
Essa motivação é apenas um detalhe para que os funcionários sigam produzindo, satisfeitos com o lugar e atraiam cada vez mais ideias, projetos e clientes, fazendo com que o desenvolvimento profissional seja equilibrado com o crescimento da empresa. Com esse objetivo, a gestão de pessoas é uma área e necessidade real para as pequenas empresas, prevendo eventuais desafios para os fundadores, sócios e equipes internas.
Para entender melhor como desenvolver a gestão de pessoas é importante notar, fazer com que, todo funcionário novo se sinta desde o início que a empresa apresenta uma oportunidade de crescimento para sua profissão, além de atividades coerentes, equipes produtivas e desafios.
Além disso, é muito bom que o recebimento do novo colaborador seja positivo e que a equipe esteja preparada para explicar os procedimentos, mostrar o dia a dia da empresa e integrar o novo funcionário à rotina do lugar.
Ainda a presença de um ajudante geral que trabalhe em diversos setores de acordo com a empresa, prestando auxílio e controlando materiais e estoque da empresa é de extrema necessidade.Ele pode ter como tarefas a manutenção e limpeza de equipamentos, conferir e controlar entrada e saída de materiais, manter organizado estoque e almoxarifado, auxiliar em linhas de produção, entre outras atividades.
O profissional também é responsável por prestar auxilio a diversas áreas e setores de uma empresa. (Adaptado) www.softwares.com.br . acesso em 15/08/2019

“Essa motivação é apenas um detalhe para que os funcionários sigam produzindo, satisfeitos com o lugar e atraiam cada vez mais ideias, projetos e clientes, fazendo com que o desenvolvimento profissional seja equilibrado com o crescimento da empresa. Com esse objetivo, a gestão de pessoas é uma área e necessidade real para as pequenas empresas, prevendo eventuais desafios para os fundadores, sócios e equipes internas.”(§ 2) 
Identifique a única alternativa correta em relação ao parágrafo em enfoque.
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Q2012784 Português

O mistério das coisas


O mistério das coisas, onde está ele?

Onde está ele que não aparece

Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?

Que sabe o rio e que sabe a árvore

E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?

Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens

pensam delas,

Rio como um regato que soa fresco numa pedra.


Porque o único sentido oculto das coisas

É elas não terem sentido oculto nenhum,

É mais estranho do que todas as estranhezas

E do que os sonhos de todos os poetas

E os pensamentos de todos os filósofos,

Que as coisas sejam realmente o que parecem ser

E não haja nada que compreender.

Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —

As coisas não têm significação: têm existência.

As coisas são o único sentido oculto das coisas.

(Fernando Pessoa. O guardador de rebanhos. In: Poemas de Alberto Caeiro



Sobre o texto de Fernando Pessoa:


I. Nas três estrofes, a função da linguagem predominante é a referencial.

II. Na primeira estrofe, registra-se a presença da figura Prosopopeia no verso “Que sabe o rio e que sabe a árvore”.

III. Na segunda estrofe, as expressões “todas as estranhezas”, “todos os poetas” e “todos os filósofos” marcam o destaque da figura Hipérbole.

IV. Na terceira estrofe, a repetição da palavra “coisa” configura um empobrecimento da linguagem, ocasionando um pleonasmo vicioso.


Analisadas as assertivas acima, pode-se afirmar que:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - SP |
Q1795596 Português
Imagem associada para resolução da questão

Observando o aviso acima, é possível constatar duas ocorrências linguísticas (uma ligada à transgressão gramatical e outra ligada à semântica). Essas ocorrências são respectivamente de:
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Q1747576 Português
Assinale a alternativa em que, reescrita, a frase a seguir teve seu sentido alterado:
    Os pesquisadores do meio ambiente, que trabalham com a certeza da Ciência, já propõem providências para que não aconteça uma catástrofe. 
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Q1741258 Português
Leia o texto.

Números

Eu valho muito pouco, sou sincero,
dizia o Um ao Zero,
no entanto, quanto vales tu? Na prática
és tão vazio e inconcludente
quanto na matemática.
Ao passo que eu, se me coloco à frente
de cinco zeros bem iguais a ti,
sabes acaso quanto fico?

Cem mil, meu caro, nem um tico
a menos, nem um tico a mais.

Questão de números. Aliás é aquilo
que sucede com todo ditador
que cresce em importância e valor
quanto mais são os zeros a segui-lo.

Trilussa. In Lições de texto: Platão e Fiorin
Avalie as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. Os números são tomados como pessoas e isso caracteriza um vício de linguagem chamado prosopopeia. 2. Segundo o Um, o Zero é irrefutável. 3. O enunciador do texto usa maliciosamente um dado matemático válido para humilhar seu interlocutor. 4. A última frase do texto, na comparação entre o Um e o Zero, este é tomado como pessoa que não se opõe a quem lhes lidera; ao contrário, só lhes dá mais poder. 5. Se no lugar de “quantos mais são os zeros a segui-lo” fosse escrito “quantos mais são os zeros a lhe seguir”, a frase apresentaria um vício de linguagem chamado “solecismo” que é um desvio de sintaxe; nesse caso, especificamente de regência.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Q1732467 Português

Leia as sentenças a seguir:


I. Ronaldo deu ao irmão sua bola.

II. Os gestores participaram do encontro íberoamericano.

III. No evento estiveram os professores os mais renomados.

IV. “Eu lhe amo muito”, disse Nestor à noiva.


Cada sentença acima, de acordo com a gramática normativa, contém um vício de linguagem. Assinale a alternativa correta em relação ao tipo de vício:

Alternativas
Q1650351 Português
Leia o TEXTO 1 para responder à questão.

Estrutura da oração

O estudo da análise sintática é um dos pontos fundamentais na formação de quem se pretende um usuário competente de sua língua. Duas das habilidades principais de pessoa culta repousam nas atividades de ler e de escrever, ações que podem caracterizar não só nossas carreiras profissionais, mas também nossa vida como cidadãos.
Ler ou escrever um texto é muito mais do que apenas compreender ou organizar palavras em frases e parágrafos. É algo que envolve um amplo mecanismo a partir do qual o pensamento e as pretensões comunicativas do autor se apresentam para reflexão e avaliação do leitor. Como se constroem esses textos? Com palavras, sintagmas, termos e orações — elementos que mantêm entre si um relacionamento interno de concordância, de regência, de atribuição.
A análise sintática é a análise das relações. Na estrutura da oração, estudamos as relações que as palavras mantêm entre si na frase. Essas relações são binárias: sujeito & verbo; verbo & complemento; núcleo & adjunto... A tradicional prática de exercícios voltados para o reconhecimento da função sintática de um termo nem sempre garante o real objetivo de sua aplicação. Não se pode dizer qual é a função sintática de um termo se não se encontrar o outro termo com o qual ele se relaciona. Ou seja, não se pode reconhecer que existe um objeto direto sem apresentar a "prova" (o verbo transitivo direto); não se pode afirmar que determinado termo é o agente da passiva sem que seu "parceiro" sintático seja revelado (o verbo na voz passiva). E assim sucessivamente com todos os termos da oração, pois cada um deles só tem a classificação que tem porque possui uma relação com outro termo — e cada uma dessas relações é única, e por isso são dez os termos da oração (onze se contarmos com o vocativo). 
A sintaxe tem duas parceiras especiais. Uma é a semântica, a ciência do significado. Afinal o entendimento de uma frase depende da sua estrutura e das sutilezas que envolvem a construção do sentido. Outra é a estilística (a ciência da expressividade), pois compete ao autor da frase fazer as escolhas sobre como será sua organização, a partir do repertório que a língua oferece.
Entretanto, para o estudo da sintaxe do português, há um pré-requisito. Sintaxe e morfologia são assuntos interligados. Ter um bom conhecimento acerca das classes de palavras é fundamental para entender a estrutura de uma oração e de um período. Lembremo-nos, por exemplo, que estudamos verbos, substantivos, adjetivos e advérbios nos livros e aulas de morfologia — suas flexões, significações, desempenhos — e que, agora, estudaremos o verbo como elemento central da oração; o substantivo como núcleo de um termo; o adjetivo como um elemento periférico ou atributivo de outro; o advérbio como um determinante sobretudo dos verbos. 
Com isso, queremos enfatizar que o conteúdo aprendido nos estudos de morfologia precisa estar sedimentado para o que se coloca diante do estudante de sintaxe. Reiteramos, enfim, a convicção de que é a competência discursiva ou textual que caracteriza o saber expressivo de que fala Eugenio Coseriu.
Um texto deve ter uma adequação gramatical compatível com as pretensões e intuitos de seu autor, que — se assim julgar pertinente — procurará atingir o nível de exigência da linguagem padrão praticada por escrito pela comunidade culta em que se insere.
(HENRIQUES, C. Cezar. Sintaxe: estudos descritivos da frase para o texto. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, 2ª reimpressão, p. 15-16.) 
O emprego dos artigos definidos e indefinidos, que na frase só podem exercer a função de adjunto adnominal, também pode ter implicações semânticas, podendo ou não alterar o sentido da frase. Das expressões abaixo, aquela em que por omissão ou repetição do artigo definido pode-se gerar ambiguidade:
Alternativas
Respostas
281: E
282: D
283: D
284: A
285: C
286: E
287: A
288: A
289: A
290: C
291: B
292: E
293: D
294: D
295: B
296: A
297: C
298: E
299: C
300: B