Observe a oração: “Eu não gosto de maçã, nem de melancia, ne...
Observe a oração: “Eu não gosto de maçã, nem de melancia, nem de abacaxi, nem de ameixa”. A figura de linguagem que caracteriza o uso repetitivo de conjunções é conhecida como:
Gabarito comentado
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Tema central: Figuras de linguagem, mais especificamente, o reconhecimento do polissíndeto. Trata-se de um conteúdo clássico em provas de Língua Portuguesa, abordando a expressividade e o ritmo no uso das conjunções dentro do período composto.
A oração analisada destaca a repetição da conjunção “nem”: “Eu não gosto de maçã, nem de melancia, nem de abacaxi, nem de ameixa”. Pela norma-padrão, segundo Cunha & Cintra e Bechara, isso caracteriza o polissíndeto: figura de sintaxe marcada pela repetição expressiva de conjunções para encadear ou dar ritmo aos elementos do discurso.
Justificativa da Alternativa Correta (A – Polissíndeto): O polissíndeto potencializa a sonoridade e a ênfase dos itens citados, tornando a enumeração mais marcante. Exemplos clássicos: “E fala, e pensa, e chora, e ri”. O emprego reiterado da conjunção, e não sua omissão, é o ponto-chave aqui.
Análise das Alternativas Incorretas:
B) Anacoluto: É uma ruptura na estrutura sintática da frase, deixando um termo “solto”, sem conexão gramatical (exemplo: “Eu, ninguém sabe, estou cansado”). Não há quebra estrutural na frase apresentada, por isso está errada.
C) Zeugma: Forma de elipse em que se omite termo já mencionado antes (“Ela gosta de maçã; eu, de peras”, omitindo “gosto”), ou seja, há omissão, nunca repetição.
D) Elipse: Omissão de termo (não necessariamente já mencionado), subentendido pelo contexto (“Fomos ao concerto. Gostaram muito.” - subentende-se ‘Eles’). Também aqui ocorre a omissão, e não a repetição.
Estratégia para provas: Sempre que identificar a conjunção repetida antes de cada termo, desconfie de polissíndeto. Preste muita atenção; questões costumam tentar confundir com figuras de omissão (zeugma ou elipse), mas aqui é justamente o oposto: o efeito é gerado pela presença/repetição excessiva, não pela ausência.
Em síntese, interpretar corretamente as figuras de linguagem é essencial para a compreensão do texto e para o êxito na prova. Recomendo revisar os principais conceitos em gramáticas de referência, como Bechara e Cunha & Cintra.
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