Questões de Concurso Sobre variação linguística em português

Foram encontradas 1.519 questões

Ano: 2020 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Sapé - PB Provas: CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Advogado de Terceira Entrância | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Assistente Social | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Auditor de Controle Interno | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Educador Físico | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Enfermeiro | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Médico Cardiologista | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Médico Ginecologista | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Médico Pediatra | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Médico Psiquiatra | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Nutricionista | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Professor de Educação Básica II - Educação Física (Zona Urbana) | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Professor de Educação Básica II - Geografia (Zona Urbana) | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Professor de Educação Básica II - Libras (Zona Urbana) | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Pedagogo | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Professor de Educação Básica II - Matemática (Zona Urbana) | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Psicopedagogo | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Professor de Educação Básica II - Português (Zona Urbana) | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Professor de Educação Básica II - História (Zona Urbana) | CPCON - 2020 - Prefeitura de Sapé - PB - Psicólogo |
Q1764369 Português

Um estudante de pós-graduação de uma universidade pública brasileira submeteu por e-mail o resumo de seu artigo científico para apresentação oral em um importante evento acadêmico internacional, na sua área de atuação. Leia com atenção o texto 3 abaixo e responda à questão.


Texto 3


Para: [email protected]

Assunto: Submissao de resumo

Querida Comissao organizadora:


Segue o resumo bilingue do meu artigo para apresentacao no Congresso inter-nacional X, conforme a chamada disponivel na pagina do evento. Oportunamente, convem indicar que tenho interesse em concorrer a bolsa para a coedicao dos trabalhos a ser publicados. Por fim, peco desculpas pela ausencia de ascentos, meu teclado esta com problemas hehe.

Valeu!

Caio

Os responsáveis pela organização do evento não aceitaram o trabalho do estudante Caio, devido a problemas sintáticos e de adequação linguística do seu e-mail (texto 3) à situação social. Assinale a alternativa que melhor justifica o posicionamento da organização do evento sobre a não aceitação do referido trabalho, uma vez que, no e-mail, o estudante Caio apresenta problemas de:
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Q1719290 Português

Leia o Texto V para responder à questão.




Admitindo-se o texto como parte do gênero editorial, espera-se que a redação dele se faça na variante linguística de maior prestígio social. Assim, essa redação terá a forma
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Q1719283 Português

Leia o Texto III para responder à questão.


Vantagens da unificação ortográfica 


     Patenteiam-se as vantagens de uma unificação ortográfica pelo esforço __________ (I) de_____ (II) muito _____ (III) lutando as duas academias, até chegar _______ (IV) momento histórico de sete nações independentes se reunirem para a concretização desse propósito comum.

     A possibilidade dessa unificação e os resultados positivos de toda sorte que dela se hão de colher são atestados pelas nações em cujas línguas os textos são escritos conforme uma unificação ortográfica. Assim se apresentam, por exemplo, os textos — oficiais ou não — em espanhol, ainda que editados na Espanha, no México ou na Argentina, guardadas as particularidades linguísticas que distinguem cada uma dessas variedades.  

(BECHARA, Evanildo. A nova ortografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, pág. 27 - ADAPTADO)

No segundo parágrafo do texto, a referência às variedades linguísticas regionais de Espanha, México e Argentina, nações que têm o espanhol como língua oficial, sinaliza que essas variedades são de natureza
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Q1715476 Português

TEXTO III 


Solidariedade no Frio

Costurei um agasalho, com tecido de amor,

a linha da caridade foi o fio condutor.

Agulhas de compaixão, estampas de gratidão.

Fiz um bolso aqui no peito e enchi ele de bondade,

pra vestir a humanidade que no fundo ainda tem jeito.

Tem jeito pra se ajeitar, basta ser mais solidário.

Pra fazer um mundo novo, transformando esse cenário

olhe além da sua porta, pra vê se você suporta

assistir indiferente quem dorme no meio da rua,

coberto só pela lua sem ter um teto decente.

[...]

Tem jeito pra se ajeitar, basta tu compreender

que quando se ajuda alguém, o ajudado é você,

é você quem ganha paz, é você quem ganha mais,

mais amor, mais gratidão.

Doando um cobertor, derretendo o frio da dor

E aquecendo um coração. 


(In: Poesia com Rapadura de Bráulio Bessa, 1a ed., 2017)


O cordel acima, TEXTO III, faz uso de deslocamentos semânticos bem como de licença poética, propriedades inerentes à arte literária, com o propósito, entre outros, de assegurar o ritmo, característico do gênero. Para isso, encontramos junto ao texto usos linguísticos que, em outros gêneros, de natureza mais formais, como cartas comerciais, resenhas acadêmicas, não seriam apropriados. A questão versará sobre a adequação desses usos. 

Um fenômeno bastante recorrente na fala do cotidiano, já atestados em estudos de variação linguística, diz respeito ao apagamento de segmentos sonoros, que equivale à supressão de uma consoante, vogal ou mesmo de uma sílaba inteira. Ocorrem ora no início da palavra (enamorar/namorar; arrancar/rancar; está/tá; José/Zé), ora no meio da palavra (manteiga/mantega; xícara/xicra/ óculos/oclos), e ora no final da palavra (fotografia/foto; televisão/tevê; bicicleta/bici), chamados respectivamente aférese, síncope e apócope. Na oitava linha, há dois apagamentos - olhe além da sua porta, pra vê se você suporta.
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Q1715472 Português

TEXTO II 


Fonte: http://www.ateliedasletras.com.br/2010/11/variacao-linguistica.html



Na tirinha acima, deparamo-nos com uma variedade linguística que faz uso do fonema [R] em vez do fonema [l], o que, linguisticamente, é explicável frente à proximidade articulatória de ambas as consoantes. O fenômeno da troca em contexto pós-vocálico já é descrito desde há muito. Em 1919, no Compêndio de gramática histórica portuguesa, de Joaquim Nunes, o autor destaca isso, ao dar os seguintes exemplos, verificados na língua popular: “azur” (azul), “corchão” (colchão), “sordado” (soldado) etc. Tudo isso apoia a produtividade desse uso em algumas variedades do português brasileiro.

A tirinha ainda expõe um dos possíveis usos com os quais os professores terão que lidar com vistas a inserir os alunos em situações de letramento, já que a variação pode migrar da oralidade para a escrita. Em se tratando da variação entre /L/ e /R/, ela não ocorre só em contextos pós-vocálico – firme e futebor. Ocorre também em outros, a exemplo de chicrete por chiclete. A seguir, dentre as alternativas, escolha qual representa o mesmo tipo de variação vista em chiclete.
Alternativas
Q1715471 Português

TEXTO II 


Fonte: http://www.ateliedasletras.com.br/2010/11/variacao-linguistica.html



Na tirinha acima, deparamo-nos com uma variedade linguística que faz uso do fonema [R] em vez do fonema [l], o que, linguisticamente, é explicável frente à proximidade articulatória de ambas as consoantes. O fenômeno da troca em contexto pós-vocálico já é descrito desde há muito. Em 1919, no Compêndio de gramática histórica portuguesa, de Joaquim Nunes, o autor destaca isso, ao dar os seguintes exemplos, verificados na língua popular: “azur” (azul), “corchão” (colchão), “sordado” (soldado) etc. Tudo isso apoia a produtividade desse uso em algumas variedades do português brasileiro.

O desconhecimento da existência de outras variedades linguísticas igualmente aceitas no uso do cotidiano provoca, certamente, incompreensões de toda ordem, que, durante a interação, rapidamente é retomada e adequada à situação para conduzir um diálogo compreensível entre os interlocutores. Na tirinha, isso não ocorre, daí o riso, humor característico desse gênero. Esse humor é garantido, junto ao TEXTO II, em função da interpretação de que o ato de fala:
Alternativas
Q1712608 Português
Quanto às variações linguísticas, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta: ( ) Variação diafásica: a língua apresenta mudanças dentro da linha do tempo, normalmente isso acontece ao longo de um determinado período de tempo e pode ser identificado quando se comparam dois estágios de uma língua, é interessante dizer que o meio rural ainda conserva uma linguagem com traços antigos, as mudanças mais visíveis se dão no léxico e na semântica. ( ) Variação diatópica: a língua apresenta mudanças de região para região, o sotaque (pronúncia típica de uma região) é o principal acusador do lugar onde determinado indivíduo vive, mas a peculiaridade se estende também ao vocabulário, sentido das palavras, estrutura sintática etc. ( ) Variação diastrática: a língua apresenta mudanças em camadas sociais diferentes (nível socioeconômico) e grupos sociais diversos (profissionais da mesma área, surfistas, funkeiros, políticos, comediantes etc); as gírias e os jargões se destacam entre os grupos sociais ligados a uma profissão ou não; chamamos de tecnoleto a linguagem que se vale de termos técnicos compartilhados por um grupo (jargão) que pertence a uma mesma área de conhecimento profissional (o economês, o juridiquês, o cientifiquês etc); chamamos de socioleto a linguagem compartilhada por um grupo com características sociais em comum. ( ) Variação diacrônica: a língua apresenta mudanças em função do contexto, das circunstâncias, da situação comunicativa, um falante varia o uso da língua se está em um ambiente familiar, profissional, formal, informal etc, considerando o grau de intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores.
Alternativas
Q1711295 Português
Analise as afirmativas a seguir:
I. A concordância verbal foi devidamente respeitada no exemplo a seguir: “Tanto a norma-padrão como as normas cultas urbanas atua entre os indivíduos”. II. Do ponto de vista sociocultural, a língua padrão seria uma variante tida como aceitável pelos membros de uma sociedade, em situações de uso mais formal. Neste caso, outras variantes não teriam a mesma aceitação.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1711093 Português

Senso crítico é arma para combater ‘fake news’

       Marina Dayrell, Matheus Riga e Pedro Ramos


     A educação virtual é uma arma importante para detectar informações falsas no noticiário, segundo especialistas. Essa “alfabetização” deve contar com esforços de vários setores da sociedade, para evitar que as chamadas fake news tumultuem o debate público, como ocorreu na corrida eleitoral americana e na votação pela saída do Reino Unido da União Europeia.

     “Tem de vir da grande imprensa, do professor, da família, de todos os lados”, diz a diretora da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, que realiza checagem de informações do noticiário brasileiro. “Até porque não há nenhum sinal de que a produção de notícias falsas vai diminuir.” Para ela, o entendimento sobre como o noticiário é produzido deve ser uma prioridade no combate às fake news.

     A dificuldade de identificar notícias falsas afeta até países com melhores índices de escolaridade. Uma pesquisa da Universidade de Stanford apontou, em julho deste ano, que estudantes americanos tiveram problema para checar a credibilidade das informações divulgadas na internet. Dentre 7.804 alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, 40% não conseguiram detectar fake news.

     A editora executiva da agência de checagem Aos Fatos, Tai Nalon, destaca a importância da criação de políticas públicas com foco na análise crítica da mídia. “Acho que dificilmente conseguiremos uma mudança cultural sem passar pela educação de massa da sociedade”, afirma.

     Para o professor do Departamento de Informática da PUC-Rio, Daniel Schwabe, o público não conhece os meios pelos quais pode ser manipulado na internet. “Em relação às mídias tradicionais, as pessoas já aprenderam a identificar sinais de demagogia”, diz. “Nesse cenário de novos canais, há uma certa vulnerabilidade porque não se sabe mediar a absorção da informação que se recebe.” Segundo ele, é necessário criar uma cultura de questionamento.

Considerando o uso da língua portuguesa no texto, pode-se dizer que:
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Q1710433 Português

Como comecei a escrever


A linguagem predominante no texto desta prova é classificada de
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Q1707940 Português

http://www.upa.unicamp.br/direitos-humanos-armandinho 

Sobre o emprego de “NÉ?” no primeiro quadrinho, assinale a opção FALSA:
Alternativas
Q1706895 Português
A macaxeira é um alimento conhecido também como mandioca ou aipim em diferentes estados brasileiros. Essa variação linguística se caracteriza como:
Alternativas
Q1706853 Português
Opiniões diferentes

Em um fim de tarde, ao pôr do sol, Jane Andrews, Gilbert Blythe e Anne Shirley se encontraram junto a uma cerca, à sombra dos galhos de abetos que uma brisa balançava gentilmente, onde um atalho no bosque conhecido como Rosa das Bétulas se juntava à estrada principal. Jane havia passado a tarde com Anne, que agora acompanhava a amiga até uma parte do caminho de volta, e, ao passarem pela cerca, depararam-se com Gilbert. Os três estavam conversando sobre a fatídica manhã do dia seguinte, que seria a primeira de setembro, quando as escolas voltam a abrir suas portas. [...]
— Vocês dois têm certa vantagem — suspirou Anne.
— Vão lecionar para crianças que não conhecem, enquanto eu terei que dar aulas para os meus antigos colegas, e a senhora Lynde disse que tem medo de que eles não me respeitem como fariam com um estranho, a menos que eu seja muito severa desde o primeiro momento. Mas eu não acredito que uma professora deva ser severa. Ai, parece tanta responsabilidade!
— Creio que vamos nos sair bem — apaziguou Jane. [...] — O mais importante é manter a ordem, e um professor tem que ser um pouco severo para isso. Se meus alunos não fizerem o que digo, eu os castigarei.
— Como?
— Dando-lhes uma boa palmatória, é claro.
— Jane, você não faria isso! — Lamentou Anne, chocada. — Você não poderia! [...] Eu jamais conseguiria bater em uma criança. — Replicou Anne, igualmente decidida. — Não acredito de forma alguma nesse método. A senhorita Stacy nunca surrou nenhum de nós, e ela mantinha a ordem perfeitamente; e o senhor Phillips estava sempre fazendo isso e não tinha nenhum controle sobre a classe. Não, se eu não conseguir dar aulas sem palmatória, desistirei de lecionar. [...]

Trecho do livro Anne de Avonlea, de Lucy Maud Montgomery. 
Tendo em vista o nível de linguagem utilizado no texto, pode-se classificá-lo como:
Alternativas
Q1705794 Português

A partir dos trechos a seguir e de acordo com os seus conhecimentos sobre variação linguística e ensino de língua, responda à questão.

“Partimos do pensamento de que o fenômeno “variação linguística” esteve presente em todo o momento da formação e estruturação de nossa língua. A linguística atual revela que uma língua não é homogênea e deve ser entendida justamente pelo que caracteriza o homem – a diversidade, a possibilidade de mudanças. É preciso compreender que tais mudanças, como se pensava no início, não se encerram somente no tempo, mas também se manifestam no espaço, nas camadas sociais e nas representações estilísticas.”

Disponível em: <https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/variacaolinguistica-uma-realidade-nossa-lingua.htm . Acesso em 03 fev. 2020.

“Não se trata, então, de ensinar a língua materna ao aluno e, sim, de ensinar a ele uma determinada variedade da língua (a variedade padrão ou norma culta). E, além disso, trata-se de ensinar ao aluno a utilização adequada de diferentes registros em conformidade com as diferentes situações comunicativas que ele vivencia, mais formais e mais informais, por exemplo.”

Görski1 e Lehmkuhl Coelho (2009). 

Os fenômenos descritos a seguir diferenciam-se em algum fator. Assinale a alternativa em que esse fator corresponde ao tipo de variação apresentado.
Alternativas
Q1705190 Português
Texto I para a questão.

Número de denúncias de violência contra a mulher aumenta mais de 100% no isolamento social, na PB

O número de denúncias de violência contra a mulher aumentou 105,6% no primeiro mês de isolamento social, na Paraíba, com relação ao mês anterior. O período analisado pelo aplicativo SOS Mulher PB é de 21 de fevereiro a 21 de março e de 21 de março a 21 de abril. No primeiro mês de análise foram 142 denúncias, saltando rapidamente, no mês de isolamento social, para 292 denúncias.

Os dados são do aplicativo SOS Mulher PB, que é independente e foi criado pelo professor e empresário Fábio César, com reconhecimento do Governo Federal.

De acordo com a promotora da violência doméstica em João Pessoa, Dulcerita Alves, que conversou com o G1 sobre os dados, as estatísticas refletem o isolamento social. "Imagina você se isolar com o inimigo? Os ânimos se acirram, o estresse aumenta, ainda mais se o inimigo consome álcool ou tem outro vício. Tudo isso junto aumenta com certeza a violência", ressalta a promotora. "Pode acreditar que são muito mais (casos). Eu tenho certeza da subnotificação, porque as mulheres acham que os serviços pararam", completa.

O maior aumento registrado entre o mês anterior e o mês de isolamento social ocorreu em casos de violência moral que, segundo cartilha da ONU, acontece quando as mulheres são vítimas de ofensas, calúnias, xingamentos, difamações e injúrias; quando são humilhadas publicamente ou até mesmo acusadas de um crime que não cometeram.

No mês de isolamento social foram 21 denúncias, enquanto que no mês anterior 8 mulheres realizaram as denúncias. O aumento percentual registrado, portanto, ultrapassou os 162%. 

O segundo maior aumento é o da violência psicológica, saindo de 57 denúncia entre fevereiro e março, para 137 denúncias nos trinta dias de isolamento social, provocando um aumento de 132% no número total de denúncias.

A violência psicológica se trata de ofensas disfarçadas de brincadeiras, humilhações, críticas sobre tudo o que as mulheres fazem. Ou quando tentam controlar a forma de vestir, comer, pensar ou se expressar. Quando vigiam as mulheres, ameaçam, chantageiam e as isolam dos amigos e familiares.

O aplicativo também registra denúncias de violência física, sexual e patrimonial. A violência física sofreu um aumento de 53,3% durante o isolamento social, enquanto que a violência sexual aumentou 54,5% e a violência patrimonial sofreu um aumento superior a 97%.

O aplicativo SOS Mulher PB está disponível para celulares com sistemas operacionais Android e IOS e tem diversos recursos, como a denúncia via telefone pelo 180, por formulário e e-mail. As informações são enviadas diretamente para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que fica encarregado de providenciar as investigações.

Dulcerita alerta que a mulher precisa entender que está isolada, mas não está só. Os órgãos de apoio continuam funcionando e, além disso, os canais não presenciais de ajuda também são essenciais, como o Disque 180.

Fonte: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia 
O número de denúncias de violência contra a mulher aumentou 105,6% no primeiro mês de isolamento social, na Paraíba, com relação ao mês anterior.
As palavras destacadas estabelecem relações de sentido no trecho. Se elas fossem retiradas, provocariam um problema de:
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Q1702060 Português

A flor no asfalto

Otto Lara Rezende


     Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio-Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.

    Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida, veio um outro carro, um Apollo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.

     Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento. Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida. Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.

    Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.

     No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não? 


(Folha de S. Paulo, 30/05/1992)

FONTE: http://varaldeleitura.blogspot.com.br/2014/06/cronica-flor-no-asfalto-de-otto-lara.html



O texto é uma crônica, o que justifica o uso de uma variante linguística mais informal. Se reescrevêssemos a passagem “Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento” pluralizando o termo bebê, considerando apenas a variante formal delimitada pela gramática normativa, teríamos:
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Q1700999 Português

TEXTO 1

A CRIAÇÃO DO MUNDO

(Revista e diminuída)


E no princípio era o verbo
depois o advérbio e o composto
veio então a raiz quadrada
povoar de teoremas as águas
do cérebro
como toda ciência – e muita, mas
muita paciência – criou
toda matéria que há
separando a geografia o
mar da terra
lá pela hora do recreio
veio a arte e a história
dar seus palpites
e foi depois da sétima aula
que o Professor descansou
não sem antes passar dois
mil anos de lição de casa
para que todos aprendessem
um pouco de tudo que há no mundo
e não levasse bomba no fim do ano.

(Ulisses Tavares, Viva a poesia, 1997, p. 48).


TEXTO 2

O melhor de Calvin Bill Watterson
Fonte: O Estado de S. Paulo, 6 nov. 2008.
Comparando os Textos 1 e 2, é correto afirmar que, no Texto 2, ocorre uma variação linguística marcada pelo uso de uma linguagem que pode ser considerada mais
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Q1700406 Português
Texto para a questão.
 

E o mundo não se acabou
(1938)
(Assis Valente)


Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar
E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar
Beijei a boca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou
(...)
Chamei um gajo
Com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele
Mais de quinhentão
Agora eu soube
Que o gajo anda
Dizendo coisa
Que não se passou
Vai ter barulho
Vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou
A letra da canção acima se vale, em vários momentos, da variante informal e da variante formal da língua, ambas no plano conversacional, sobressaindo-se, entretanto, aquela sobre esta. Sobre o uso da variante informal, no tom coloquial, é correto afirmar que ela é usada com a finalidade de:
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Q1700375 Português

Texto para a questão.


Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média

Por André Biernath

(...)
Você sabia que o Brasil é um dos únicos países do mundo que ainda registra casos de hanseníse? Nós só ficamos atrás da Índia num inglório ranking mundial e respondemos por 90% das ocorrências dela no continente americano. Por ano, 27 mil indivíduos recebem o diagnóstico por aqui. Roraima, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados com as estatísticas mais graves.
A hanseníase é causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae, transmitida de um indivíduo para outro por meio de gotículas de saliva, que entram pela boca e pelo nariz. O micro-organismo se instala nos nervos periféricos do corpo, bem próximo à pele, e fica ali durante anos, sem dar sintomas. Ele demora muito tempo para se reproduzir: a título de comparação, ele leva 15 dias para dar origem a um novo bacilo, enquanto a bactéria da tuberculose, por exemplo, se replica a cada 24 horas. Mas chega um momento em que sua presença na região diminui a sensibilidade e desemboca em sérias lesões. 
Acontece que cerca de 90% das pessoas possuem defesa natural contra o agente infeccioso. Mas há 10% que estão vulneráveis a ele e podem vir a desenvolver o problema. Outro dado que mostra a perplexidade do quadro brasileiro: o diagnóstico da condição é fácil, feito no consultório do médico, sem necessidade de exames mais complexos. O tratamento, por sua vez, é simples e consiste no uso de dois ou três antibióticos por alguns meses. Depois desse tempo, a bactéria acaba extirpada do organismo e a cura está garantida.
(...)
A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre, publicou um artigo em que rememora episódios da hanseníase no Brasil. Durante vários séculos, os portadores da doença foram tratados com extremo preconceito por aqui. Eles eram proibidos de comer, dormir ou casar com pessoas saudáveis, não podiam tocar em comidas nos mercados e nem entrar em algumas cidades, como São Paulo. “Os filhos dos leprosos não podiam ser batizados como as outras crianças pelo risco de poluírem as águas da pia batismal”, escreve. 
No texto de Letícia, um episódio com hansenianos brasileiros chama atenção pela similaridade com The Walking Dead, série norte-americana de zumbis produzida pelo canal de televisão AMC. Nos idos de 1800, uma lenda dizia que o doente ficaria curado da doença se fosse capaz de infectar outras sete pessoas. Na tentativa de se livrar da encrenca, um grupo de leprosos resolveu invadir uma cidade no norte do estado de São Paulo (não se sabe qual município ao certo) e atacou os moradores, que, assustados, responderam com armas e porretes. Aqueles que conseguiram fugir saíram correndo por uma estrada e encontraram uma criança, que foi agredida a dentadas até sangrar.
Infelizmente, desse episódio bárbaro para os dias de hoje o cenário pouco mudou. O preconceito é tão grande que preferimos esquecer e ignorar a existência da doença e dos indivíduos acometidos por ela. A troca de nome de lepra para hanseníase parece ter mais confundido do que ajudado a aplacar a intolerância.
 (...)
Segundo o dermatologista Marco Andrey Cipriani, presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, os principais sintomas da condição:
“Nas formas iniciais, a hanseníase se manifesta por anos através de dormências, cãibras e formigamentos em áreas definidas do corpo. Esses sinais ficam mais comuns nos meses frios do ano. Depois, surgem lesões de pele esbranquiçadas e avermelhadas, ou nódulos espalhados pelo corpo, na face e nas orelhas. Todas essas lesões vêm acompanhadas de alterações de sensibilidade. Um bom teste é tocar com a mão ou com algum objeto no local machucado e, depois, numa região próxima. Se você sentir diferença no tato, é importantíssimo procurar o médico o quanto antes”.

FONTE: https://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/hanseniase-e-as-historias-deum-brasil-que-esta-na-idade-media/ - com adaptações.
O texto jornalístico se vale, em geral, de uma variante linguística formal. No entanto, em alguns momentos, o autor lança mão de um registro mais informal, dado o tipo de mídia em que é veiculado e o tipo de público a que se dirige. Assinale a alternativa que contenha uma palavra ou expressão de variante linguística informal, próxima da coloquialidade:
Alternativas
Q1699882 Português

Texto 1


    O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB), por meio da Operação Lei Seca notificou 57 motoristas por dirigir sob efeito de álcool, durante o Carnaval de 2020. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (dia 26) pela Coordenação de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do órgão.  

    Durante o período, foram realizados 798 testes de bafômetro, o que resultou na apreensão de 52 carteiras de habilitação (CNHs) e na remoção de 13 veículos aos pátios do órgão. A operação ainda autuou 80 condutores em flagrante, pela prática de outras infrações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

     As ações da Operação Lei Seca foram intensificadas desde a segunda quinzena de dezembro até fevereiro de 2020, quando ocorre a estação mais quente do ano, o verão. A época coincidiu com as férias escolares e o carnaval, quando é registrado um aumento significativo de veículos circulando em todo o Estado, sobretudo nos municípios litorâneos. 

    Efetivo - Quarenta e cinco homens foram responsáveis pelas ações. Esse efetivo foi composto por 3 equipes, cada uma com 12 agentes de trânsito e 3 policiais militares, que atuaram nas fiscalizações de trânsito com o auxílio dos seguintes equipamentos: 14 etilômetros (bafômetros), 50 talonários eletrônicos, 2 redutores de velocidade móveis, 2 camas de faquir, 20 cones de sinalização e 2 barreiras de sinalização retrátil. Nas ações foram empregadas 9 viaturas, entre elas 2 reboques. 

    Segundo o major Edmilson Castro, coordenador da Lei Seca no Estado, as fiscalizações tiveram o objetivo de coibir os abusos praticados por muitos condutores que ainda insistem em desobedecer às leis de trânsito, principalmente ao que se refere às infrações relacionadas à embriaguez ao volante. “Com as ações da Operação Lei Seca durante o Carnaval, certamente muitos acidentes foram evitados e muitas vidas foram preservadas no trânsito do nosso Estado”, afirmou major Castro. 

Fonte:http://detran.pb.gov.br 

A “Operação Lei Seca notificou 57 motoristas por dirigir sob efeito de álcool, durante o Carnaval de 2020”. As palavras destacadas podem ser substituídas RESPECTIVAMENTE por: 
Alternativas
Respostas
761: E
762: D
763: B
764: A
765: C
766: D
767: C
768: C
769: D
770: D
771: A
772: B
773: A
774: E
775: E
776: A
777: B
778: D
779: C
780: A