Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4222238 Português
Dadas as orações:
I- Por que seu cão está latindo?
II- Os métodos porque optamos foram eficazes.
III- O porquê de sua insistência é irritante.
IV- A internet caiu, por que?
O uso dos porquês está correto:
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Q4222081 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A DESPEDIDA DO AMOR. (Martha Medeiros).

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também. 

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor, é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Ainda no texto, o período “mas já é outra”, a oração é: 
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Q4221551 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

    Dentro do campo mais amplo da Psicologia, os analistas do comportamento adotam um conjunto de pressupostos e orientações presentes em uma proposta epistemológica específica, denominada behaviorismo radical. Essa proposta foi inicialmente apresentada pelo psicólogo estadunidense B. F. Skinner (1904-1990).
    A fundamentação no behaviorismo radical faz com que os analistas do comportamento compartilhem formas específicas de caracterizar e pesquisar os fenômenos psicológicos e também de intervir sobre eles. Na análise do comportamento, há uma ligação estreita entre essas atividades – caracterizar, pesquisar e intervir. Em certa ocasião, Skinner afirmou que o comportamento humano é “possivelmente o mais difícil objeto já submetido à análise científica”. A forma como os analistas do comportamento caracterizam e estudam seu objeto produz um conjunto singular de conhecimentos, que permite intervir de maneiras efetivas sobre o comportamento de pessoas e grupos em seu cotidiano.
   As intervenções realizadas pela análise do comportamento derivam diretamente dos conhecimentos científicos produzidos pelos analistas do comportamento dedicados à pesquisa. Isso dá aos analistas do comportamento a confiança de que suas intervenções têm fundamentação científica sólida. 
    Assim, os analistas do comportamento são especialmente céticos em relação a propostas psicológicas que não descrevam claramente seus conceitos, suas evidências empíricas e métodos utilizados para produzi-las. Auxiliar as pessoas a mudar comportamentos demanda quantidade considerável de conhecimento, tempo e trabalho. Esse é um campo em que é fácil encontrar pessoas sem preparo profissional adequado vendendo soluções mágicas por meio de teorias vagas. Basta pensar nas tantas promessas de que é possível “mudar sua vida” praticando certos rituais ou comprando certos produtos. No campo mais amplo dos estudos do comportamento, a aplicação de métodos científicos constitui a exceção, não a regra. A disciplina Análise do comportamento faz parte da exceção.
    O objetivo primordial do analista do comportamento é descobrir por que uma pessoa, ou grupo de pessoas, faz o que faz, da maneira como faz. Analisar o comportamento é identificar relações funcionais entre aspectos do ambiente e aspectos do comportamento das pessoas. Essa identificação não é baseada apenas no que o analista do comportamento “acha” que pode afetar o comportamento. As relações funcionais precisam ser descritas empiricamente, por meio de métodos experimentais que permitam verificar com clareza os efeitos de variáveis ambientais sobre o comportamento do indivíduo (Cooper et al., 2007; Johnston; Pennypacker, 2009; Sidman, 1960).


Alexandre Dittrich. Bruno Angelo Strapasson. In: Sella, Ana Carolina; Ribeiro, Daniela Mendonça (Org.). Análise do comportamento aplicada ao transtorno do espectro autista. Curitiba: Appris, 2018. Capítulo 4. “Bases Filosóficas da Análise do Comportamento Aplicada”, edição digital. Adaptado.
O termo sublinhado em “Assim, os analistas do comportamento são especialmente céticos em relação a propostas psicológicas que não descrevam claramente seus conceitos” (5º parágrafo) introduz uma
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Q4221512 Português
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a Resolução nº 2.314/2022, que define e regulamenta a telemedicina no Brasil, como forma de serviços médicos mediados por tecnologias e de comunicação. A norma, fruto de um amplo debate reaberto em 2018 com entidades médicas e especialistas, passa a regular a prática em substituição à Resolução CFM nº 1.643/2002.  

    Leia o trecho da entrevista a seguir, publicada em 04/05/2021, de José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), sobre o assunto. 

    De que forma telemedicina pode auxiliar na promoção à saúde e na prevenção de doenças? 

    Acesso à informação correta, completa e compreensível; orientação e acompanhamento. Temos aqui o mais importante.

    As inovações tecnológicas permitem-nos ver, ouvir, sentir, calcular, integrar e intervir em tempo real.

    Mas temos de superar um atraso de 20 anos em que o Brasil ficou parado. Enquanto o mundo desenvolvido aprimorava a telemedicina, aqui nós nos recusávamos a acreditar nela. Além disso, havia o medo do desconhecido: será que daríamos conta da complexidade tecnológica envolvida? Estas novas práticas poderiam atrapalhar o relacionamento com o paciente? Haveria lacunas intransponíveis que comprometessem a qualidade do tratamento? 

    São medos e mitos que vêm caindo, um após o outro. Mas isso demanda um certo tempo. A catástrofe sanitária acelerou todos esses processos. 

Disponível em
https://www.telemedicinesummit.com.br/artigo/telemedicina-veio-para-
ficar-mas-ainda-precisa-superar-desafios. Adaptado. 
Enquanto o mundo desenvolvido aprimorava a telemedicina, aqui nós nos recusávamos a acreditar nela”. (6 parágrafo)
Sem prejuízo do sentido, o termo sublinhado pode ser substituído por 
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Q4221351 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
No período Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros (2º parágrafo), os dois elementos sublinhados podem ser adequadamente substituídos, sem prejuízo para a correção e o sentido, por, respectivamente,
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Q4219777 Português
        A evolução das tecnologias de informação, aliada à crescente capacidade de coleta e armazenamento de dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e privada mostra‑se cada vez mais complexa e desafiadora, especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar que dados de fácil acesso, como registros pessoais de usuários nas redes sociais, são informações públicas que podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é uma interpretação equivocada e descontextualizada.

        A separação entre o público e o privado tornou‑se um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações, originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e o individual tem ocupado lugar central nas discussões das Ciências Humanas.

        A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição Humana, fez uma análise do conceito de público no âmbito da política e da ética. Ela considerou o público como um espaço compartilhado onde os humanos se reúnem para interagir e construir uma realidade social, sustentada na pluralidade de perspectivas e pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim, o público contrapõe‑se ao privado, que pertence ao espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento emocional e das relações autênticas, garantidor da privacidade e da liberdade).

        Nos campos da Ética, o público é aquilo que diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa. Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site ou à rede social, pode visualizar essas informações em um local específico. Entretanto, o acesso público à informação não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu conhecimento e a sua autorização.

Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org>  (com adaptações).
A coerência e a coesão do texto seriam mantidas, caso a conjunção “todavia”, em “Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa”, fosse substituída por 
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Q4219711 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente entre parênteses a relação sintático-semântica veiculada pela oração em destaque.
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Q4219706 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A economia da longevidade

José Eustáquio

     O Brasil está prestes a atingir um marco demográfico histórico: pela primeira vez, terá mais pessoas de 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes de zero a 14 anos. Segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2029 o país contará com 40,1 milhões de idosos, superando os 39,2 milhões de jovens com menos de 15 anos.
     O Censo Demográfico de 2022 já evidenciou essa transição em nível regional. Em dois estados, a população idosa superava a jovem: no Rio Grande do Sul, havia 115 idosos para cada 100 jovens; no Rio de Janeiro, 106 para cada 100. Entre as 27 capitais, cerca de 55% já apresentavam mais idosos do que jovens. Porto Alegre destacava-se como a capital mais envelhecida, com 137 idosos para cada 100 jovens, enquanto São Paulo, a maior cidade do país, registrava 103 para cada 100.
     A idade mediana da população brasileira era de 18 anos em 1950, chegou a 34 anos em 2022 e deve atingir 49 anos em 2072, quando o país celebrará os 250 anos da Independência. Nessa data, a razão de idosos poderá alcançar 317 para cada 100 jovens. O envelhecimento populacional tende, assim, a consolidar-se como a principal característica demográfica do Brasil no século 21 — um processo que traz desafios relevantes, mas também oportunidades.
    O principal desafio decorre do esgotamento do primeiro bônus demográfico. A proporção de pessoas em idade ativa (15 a 59 anos) já está em declínio, o que pode gerar crise fiscal e estagnação econômica caso o país mantenha uma visão estática das relações intergeracionais, baseada em um ciclo de vida rígido — com jovens apenas estudando, adultos exclusivamente trabalhando e idosos integralmente aposentados.
    A narrativa da catástrofe demográfica tornou-se recorrente. No entanto, o envelhecimento deve ser encarado com perspectiva construtiva, pois há outras duas janelas estratégicas para promover prosperidade e bem-estar.
     O segundo bônus demográfico, ou bônus da produtividade, ao contrário do primeiro, não é transitório. Seus efeitos podem se prolongar indefinidamente, desde que haja investimentos contínuos em educação, saúde, ciência e infraestrutura. Esses fatores elevam a produtividade do trabalho, permitindo que a economia produza mais com menor uso de insumos humanos e ambientais, compensando a redução da força de trabalho.
    A outra fronteira estratégica é o terceiro bônus demográfico, ou bônus da longevidade, associado à expansão de vidas saudáveis e ativas. Esse bônus depende de como a sociedade se organiza para viver mais e melhor, ampliando os anos com autonomia e sem incapacidades severas. Nesse contexto, o capital humano acumulado ao longo da vida permite que os idosos continuem contribuindo, compartilhando experiência, conhecimento e capacidades produtivas. O professor Andrew Scott, em “The Longevity Economy” (2021), publicado na The Lancet Healthy Longevity, argumenta que esse marco exige uma mudança de paradigma: deixar a ideia de uma “sociedade que envelhece” para construir uma “sociedade da longevidade”. Na primeira, acrescentam-se anos à vida; na segunda, adiciona-se vida aos anos.
     A “sociedade que envelhece” costuma ser vista pela ótica dos custos, como a expansão dos gastos com previdência e saúde. Já a “sociedade da longevidade” enfatiza a transformação do ciclo de vida. Scott destaca a maleabilidade do envelhecimento — a possibilidade de intervenções que permitam viver não apenas mais, mas com mais saúde, maior integração social e níveis mais elevados de produtividade.
     A economia da longevidade exige superar o etarismo e construir trajetórias de vida mais flexíveis e multietapas, com requalificação ao longo da vida, mudanças de carreira e maior inclusão das gerações maduras no mercado de trabalho, além de maior capacidade de adaptação por parte dos indivíduos, das empresas e das políticas públicas.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/aeconomia-dalongevidade.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&ut m_campaign=compwa. Acesso em: 25 maio 2026. 
A respeito dos mecanismos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta.
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Q4219701 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A economia da longevidade

José Eustáquio

     O Brasil está prestes a atingir um marco demográfico histórico: pela primeira vez, terá mais pessoas de 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes de zero a 14 anos. Segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2029 o país contará com 40,1 milhões de idosos, superando os 39,2 milhões de jovens com menos de 15 anos.
     O Censo Demográfico de 2022 já evidenciou essa transição em nível regional. Em dois estados, a população idosa superava a jovem: no Rio Grande do Sul, havia 115 idosos para cada 100 jovens; no Rio de Janeiro, 106 para cada 100. Entre as 27 capitais, cerca de 55% já apresentavam mais idosos do que jovens. Porto Alegre destacava-se como a capital mais envelhecida, com 137 idosos para cada 100 jovens, enquanto São Paulo, a maior cidade do país, registrava 103 para cada 100.
     A idade mediana da população brasileira era de 18 anos em 1950, chegou a 34 anos em 2022 e deve atingir 49 anos em 2072, quando o país celebrará os 250 anos da Independência. Nessa data, a razão de idosos poderá alcançar 317 para cada 100 jovens. O envelhecimento populacional tende, assim, a consolidar-se como a principal característica demográfica do Brasil no século 21 — um processo que traz desafios relevantes, mas também oportunidades.
    O principal desafio decorre do esgotamento do primeiro bônus demográfico. A proporção de pessoas em idade ativa (15 a 59 anos) já está em declínio, o que pode gerar crise fiscal e estagnação econômica caso o país mantenha uma visão estática das relações intergeracionais, baseada em um ciclo de vida rígido — com jovens apenas estudando, adultos exclusivamente trabalhando e idosos integralmente aposentados.
    A narrativa da catástrofe demográfica tornou-se recorrente. No entanto, o envelhecimento deve ser encarado com perspectiva construtiva, pois há outras duas janelas estratégicas para promover prosperidade e bem-estar.
     O segundo bônus demográfico, ou bônus da produtividade, ao contrário do primeiro, não é transitório. Seus efeitos podem se prolongar indefinidamente, desde que haja investimentos contínuos em educação, saúde, ciência e infraestrutura. Esses fatores elevam a produtividade do trabalho, permitindo que a economia produza mais com menor uso de insumos humanos e ambientais, compensando a redução da força de trabalho.
    A outra fronteira estratégica é o terceiro bônus demográfico, ou bônus da longevidade, associado à expansão de vidas saudáveis e ativas. Esse bônus depende de como a sociedade se organiza para viver mais e melhor, ampliando os anos com autonomia e sem incapacidades severas. Nesse contexto, o capital humano acumulado ao longo da vida permite que os idosos continuem contribuindo, compartilhando experiência, conhecimento e capacidades produtivas. O professor Andrew Scott, em “The Longevity Economy” (2021), publicado na The Lancet Healthy Longevity, argumenta que esse marco exige uma mudança de paradigma: deixar a ideia de uma “sociedade que envelhece” para construir uma “sociedade da longevidade”. Na primeira, acrescentam-se anos à vida; na segunda, adiciona-se vida aos anos.
     A “sociedade que envelhece” costuma ser vista pela ótica dos custos, como a expansão dos gastos com previdência e saúde. Já a “sociedade da longevidade” enfatiza a transformação do ciclo de vida. Scott destaca a maleabilidade do envelhecimento — a possibilidade de intervenções que permitam viver não apenas mais, mas com mais saúde, maior integração social e níveis mais elevados de produtividade.
     A economia da longevidade exige superar o etarismo e construir trajetórias de vida mais flexíveis e multietapas, com requalificação ao longo da vida, mudanças de carreira e maior inclusão das gerações maduras no mercado de trabalho, além de maior capacidade de adaptação por parte dos indivíduos, das empresas e das políticas públicas.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/aeconomia-dalongevidade.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&ut m_campaign=compwa. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa em que a oração destacada estabelece com a anterior uma relação sintático-semântica de adição. 
Alternativas
Q4219658 Português
Leia o texto a seguir.

"Os vereadores aprovaram o projeto de lei após amplo debate em plenário. Além disso, foram acolhidas emendas apresentadas pelas comissões permanentes, tornando o texto mais adequado às necessidades do Município."

Com base na organização das ideias e nos recursos da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4219656 Português
Leia o trecho abaixo.

"A Câmara Municipal intensificou a divulgação de suas atividades institucionais. Dessa forma, os cidadãos passaram a acompanhar com maior frequência as sessões legislativas e a participar mais ativamente das audiências públicas."

Com base na interpretação do texto e nos recursos da língua portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4219652 Português
Considere o período a seguir, retirado de um ofício circular de uma Câmara Municipal:

"A Mesa Diretora comunicou aos vereadores que a sessão ordinária do dia 15 foi transferida, ________ o plenário necessitava de reparos emergenciais na infraestrutura elétrica."

Para que o período apresente coesão adequada e relação lógico-semântica correta entre as orações, assinale a alternativa que apresenta o conectivo que preenche corretamente a lacuna:
Alternativas
Q4219247 Português
Para responder à questão, leia os textos abaixo,


A partir do trecho "Esse rito de limpeza não precisa ser seguido à risca nos vegetais que são descascados e cozidos, como a batata e a mandioca" (linhas 36 e 37), julgue os itens abaixo:

I. Se fosse utilizada uma vírgula antes do pronome 'que‘, não haveria nenhuma mudança de sentido;

II. A vírgula utilizada depois da palavra 'cozidos‘ tem valor semântico exemplificativo;

III. A alteração de número singular para plural da palavra 'limpeza‘ exigiria alteração na concordância da forma verbal 'precisa‘.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q4219243 Português
Para responder à questão, leia os textos abaixo,


Levando-se em conta o trecho ""Não use nenhum tipo de spray ou qualquer tipo de sabão... Porque isso, na verdade, está adicionando mais produtos químicos às suas frutas, legumes e verduras", adverte" (linhas 23 e 24), julgue os itens abaixo: 

I. As reticências no trecho podem ser substituídas por uma vírgula, sem a necessidade de qualquer outra alteração no trecho;

II. O pronome 'isso‘ se refere especificamente ao trecho 'qualquer tipo de sabão', uma vez que é a expressão mais próxima do pronome;

III. O uso do acento grave está incorretamente empregado, uma vez que não se pode usá-lo antes de pronome possessivo.

Marque a opção CORRETA:
Alternativas
Q4218195 Português
Dados do IBGE sobre saúde de estudantes levantam temas para a formulação de políticas públicas

     A quinta edição da PeNSE trata de temas como consumo de cigarros eletrônicos, abuso sexual e segurança e traz informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos das redes pública e privada.
   O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024). A PeNSE é uma ação promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE e o Ministério da Educação. Ela investiga informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos. Segundo a professora Luciane Sá de Andrade, do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, a pesquisa é importante porque gera dados suficientes para a melhoria de políticas públicas voltadas para a faixa etária pesquisada.
    A PeNSE tem o objetivo de coletar dados essenciais de diferentes aspectos da vida dos adolescentes e investigar, segundo o Ministério da Saúde, a frequência e distribuição de fatores de riscos para doenças crônicas não transmissíveis, saúde mental, vacinação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e questões de conflito e violência dentro do ambiente escolar e familiar. Luciane explica que a visão plural de saúde é fundamental dentro da pesquisa. “Não é só a saúde do ponto de vista biológico ou de uma doença instalada, mas também aspectos que podem interferir ou produzir estados relacionados à saúde também, como saúde mental, a questão da violência fora e dentro da escola, saúde sexual e reprodutiva. Ela é uma pesquisa bem completa.”.
   Os pontos ressaltados na pesquisa orientam o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente o Programa Saúde na Escola (PSE), que associa duas áreas interdependentes: educação e saúde. “A educação é um dos determinantes de saúde por uma das abordagens teóricas na relação saúde e educação. Dentro das políticas públicas elas estão interligadas pelo Programa Saúde na Escola (PSE) e, até antes disso, pela área de saúde escolar. Nós podemos pensar também que melhores níveis de educação possibilitam às pessoas maior acesso e melhores condições de saúde. Não só pela educação, mas há outros determinantes interligados a isso, como renda, como saneamento básico e outros determinantes aí envolvidos na produção da saúde.”.
[...] 
    A integração entre outros agentes da sociedade é importante para o desenvolvimento de políticas públicas. “A PeNSE é esse retrato de como estão os jovens, crianças e adolescentes em relação a diferentes questões relacionadas à saúde. E isso traz elementos muito importantes para essa construção ou reformulação das políticas públicas na área e para as ações. A universidade pode colaborar também no desenho dessas políticas públicas e por meio da extensão que já faz com ações junto à escola, junto às Secretarias de Saúde, junto aos Ministérios”, diz Luciane.

Adaptado de: https://jornal.usp.br/atualidades/dados-do-ibge-sobresaude-de-estudantes-levantam-temas-para-a-formulacao-depoliticas-publicas/. Acesso em: 23 abr. 2026.
Assinale a alternativa correta em relação ao seguinte trecho do texto: “Não é só a saúde do ponto de vista biológico ou de uma doença instalada, mas também aspectos que podem interferir ou produzir estados relacionados à saúde também, como saúde mental, a questão da violência fora e dentro da escola, saúde sexual e reprodutiva. Ela é uma pesquisa bem completa.”.
Alternativas
Q4218190 Português
Dados do IBGE sobre saúde de estudantes levantam temas para a formulação de políticas públicas

     A quinta edição da PeNSE trata de temas como consumo de cigarros eletrônicos, abuso sexual e segurança e traz informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos das redes pública e privada.
   O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024). A PeNSE é uma ação promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE e o Ministério da Educação. Ela investiga informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos. Segundo a professora Luciane Sá de Andrade, do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, a pesquisa é importante porque gera dados suficientes para a melhoria de políticas públicas voltadas para a faixa etária pesquisada.
    A PeNSE tem o objetivo de coletar dados essenciais de diferentes aspectos da vida dos adolescentes e investigar, segundo o Ministério da Saúde, a frequência e distribuição de fatores de riscos para doenças crônicas não transmissíveis, saúde mental, vacinação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e questões de conflito e violência dentro do ambiente escolar e familiar. Luciane explica que a visão plural de saúde é fundamental dentro da pesquisa. “Não é só a saúde do ponto de vista biológico ou de uma doença instalada, mas também aspectos que podem interferir ou produzir estados relacionados à saúde também, como saúde mental, a questão da violência fora e dentro da escola, saúde sexual e reprodutiva. Ela é uma pesquisa bem completa.”.
   Os pontos ressaltados na pesquisa orientam o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente o Programa Saúde na Escola (PSE), que associa duas áreas interdependentes: educação e saúde. “A educação é um dos determinantes de saúde por uma das abordagens teóricas na relação saúde e educação. Dentro das políticas públicas elas estão interligadas pelo Programa Saúde na Escola (PSE) e, até antes disso, pela área de saúde escolar. Nós podemos pensar também que melhores níveis de educação possibilitam às pessoas maior acesso e melhores condições de saúde. Não só pela educação, mas há outros determinantes interligados a isso, como renda, como saneamento básico e outros determinantes aí envolvidos na produção da saúde.”.
[...] 
    A integração entre outros agentes da sociedade é importante para o desenvolvimento de políticas públicas. “A PeNSE é esse retrato de como estão os jovens, crianças e adolescentes em relação a diferentes questões relacionadas à saúde. E isso traz elementos muito importantes para essa construção ou reformulação das políticas públicas na área e para as ações. A universidade pode colaborar também no desenho dessas políticas públicas e por meio da extensão que já faz com ações junto à escola, junto às Secretarias de Saúde, junto aos Ministérios”, diz Luciane.

Adaptado de: https://jornal.usp.br/atualidades/dados-do-ibge-sobresaude-de-estudantes-levantam-temas-para-a-formulacao-depoliticas-publicas/. Acesso em: 23 abr. 2026.
Assinale a alternativa em que a substituição proposta entre parênteses para a expressão destacada pode ser realizada, respeitando a norma-padrão da língua e sem que haja alteração de sentido.
Alternativas
Q4218063 Português
“Podemos mudar a forma a frase a construção o tom e o estilo mas não podemos mudar nossa pessoa” (Patrick Deville).

Assinale a alternativa em que a forma reescrita do pensamento acima se encontra com a pontuaçao totalmente correta. 
Alternativas
Q4217942 Português
Leia o texto a seguir:

         “A alegação de empobrecimento lexical nas línguas de sinais surgiu a partir de uma situação sociolinguística marcada pela proibição e intolerância em relação aos sinais na sociedade e, em especial, na educação. Entretanto, sabe-se que tais línguas desenvolvem itens lexicais apropriados a situações em que são usados. À medida em que as línguas de sinais garantem maior aceitação, especialmente em círculos escolares, registra-se aumento no vocabulário denotando referentes técnicos.”

QUADROS, Ronice Müller de. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 35.
Assinale a opção em que se reescreve o último período do texto acima, substituindo o conectivo em destaque por outro que não altere o sentido da frase.
Alternativas
Q4217898 Português
Todo cuidado é pouco com as misturas caseiras para limpeza!

A combinação de produtos seguros pode levar a um resultado tóxico e colocar em risco a sua saúde.

        É comum ter em casa álcool e água sanitária para limpeza e desinfecção dos ambientes. Quando regularizados pela Anvisa e utilizados conforme as recomendações do fabricante, são dois produtos seguros. Mas você sabia que a mistura desses dois produtos pode resultar na criação do clorofórmio gasoso, um gás com alto poder de intoxicação?

        Sobram vídeos nas redes sociais sobre misturas caseiras que, supostamente, limpam com mais eficiência e com baixo custo financeiro. O que esses vídeos não dizem é que essas misturas podem ter um grande impacto na saúde das pessoas e dos animais, com riscos de internações e morte.

        A Anvisa está alerta e tem tomado providências para combater esses vídeos. Uma dessas iniciativas é o “Mistura Explosiva: limpando conceitos, clareando ideias”, projeto do Conselho Federal de Química e da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), que tem o apoio da Agência. O objetivo do projeto é conter a viralização dos vídeos que incentivam a sociedade a realizar misturas caseiras para limpeza e outras finalidades.

        É fundamental que todos tenham em mente que a manipulação de produtos de limpeza deve ser feita de acordo com as orientações estritas do fabricante, descritas no rótulo dos produtos. Deve‑se observar a indicação correta de uso, ou seja, a finalidade do produto, para que ele serve, os respectivos cuidados e se há a necessidade de se utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscara e óculos. Vale ressaltar que, também nos rótulos, é possível encontrar as providências que devem ser adotadas em caso de acidentes.

        A regra número 1 é adquirir produtos regularizados. Isso porque esses produtos passaram por avaliações que comprovaram sua eficácia e segurança para os usos aprovados. A regra número 2 é seguir à risca as orientações do fabricante. E agora, com a popularização das plataformas digitais e redes sociais, a regra número 3 é evitar misturinhas caseiras ensinadas por supostos profissionais ou donas de casa.

Internet: <gov.br>  (com adaptações).
A respeito das ideias expressas no trecho “Quando regularizados pela Anvisa e utilizados conforme as recomendações do fabricante, são dois produtos seguros.”, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4217349 Português

Contato diário com cultura e arte pode desacelerar envelhecimento, diz estudo

 

Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a ritmo mais lento de envelhecimento celular

Sarah Macedo

 

Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente. Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.

O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido, incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.

Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3% mais lento.

Em média, os participantes que realizavam alguma atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de seis meses nessa mesma métrica.

 

Como o estudo foi feito

 

Para a pesquisa, os participantes precisaram responder com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições, eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como monumentos, prédios antigos e parques históricos).

“Os resultados fornecem evidências de que o envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”, disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian.

Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de exercícios físicos.

Fancourt também destacou que diferentes atividades culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais, visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente, emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.” [...]

 

Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/05/contato-diario-com-cultura-e-arte-pode-desacelerar-envelhecimento-diz-estudo.ghtml. Acesso em: 17 jun. 2026.

Sobre os seguintes excertos do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
181: D
182: B
183: E
184: B
185: D
186: B
187: E
188: B
189: A
190: A
191: C
192: B
193: B
194: E
195: C
196: B
197: D
198: C
199: A
200: A