Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4288481 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão


A maldade tem cara


    A maldade tem cara. Pode ser vista nas ruas da cidade, nas centenas de cães abandonados correndo pelas ruas ou encolhidos num canto de muro, com medo, sem destino, sem entender o que acontece, sem saber do dono que andava ao seu lado.


    O que leva alguém a maltratar animais está além da compreensão humana. No entanto, acontece com muito mais frequência do que imaginamos.


    Animais presos em cordas e correntes, sem comida e sem água ou trancados em cômodos escuros e sem ar são libertados todos os dias, mas não dão noticia na imprensa porque existem outros fatos, ações piores ainda, que ocupam os espaços.


    Ainda bem que existem organizações e pessoas que procuram minimizar os estragos e se encarregam de tentar recuperar os animais, que vão muito além de cães e gatos, chegando a ledes ¢ outros animais de grande porte, encontrados maltratados, muitas vezes quase mortos, marcados pela violência de um boçal sem qualquer noção de piedade. 


    Mas mais terrível são os animais abandonados. O que leva alguém que tem um animal de estimação a se desfazer dele, normalmente o soltando num lugar distante de sua casa, para que o bicho não encontre o caminho de volta? 


    É uma pergunta apavorante. E que é feita varias vezes por dia, por dezenas de pessoas que encontram animais abandonados, zanzando sem rumo pelas quebradas da cidade. 


    O que leva um ser humano a fazer isso? Eu não tenho a resposta, mas tenho certeza de que alguém que abandona um animal ¢ alguém que tem muito mais chances de matar uma pessoa, maltratar uma criança, bater numa mulher ou de alguma forma fazer mal ou torturar um ser humano. 


MENDONCA, Antonio Penteado. A maldade tem cara. Crônicas da cidade. Disponível em: <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/06/01/a,-maldade-tem-cara/>

“O que leva alguém que tem um animal de estimação a se desfazer dele, normalmente o soltando num lugar distante de sua casa, para que o bicho não encontre o caminho de volta?”


A expressão destacada no trecho acima pode ser substituída corretamente por: 

Alternativas
Q4288471 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão


O piquenique das tartarugas


    A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e, por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado, e durante o segundo dia da viagem encontraram o lugar ideal!


    Elas levaram algumas horas para limpar a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Quando elas estavam prontas pra comer, descobriram que tinham esquecido o sal. Poxa, todas concordaram que um piquenique sem sal seria um desastre, e, após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas.


    A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família concordou e a pequena tartaruga então saiu para buscar o sal.


    Três dias se passaram e a pequena tartaruga ainda não havia retornado. Cinco dias... Seis dias... Então, no sétimo dia, a tartaruga mais velha, que já não aguentava de tanta fome, anunciou que ia comer, e começou a desembalar um sanduíche.


    Quando ela deu a primeira “dentada” no sanduíche, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:


    — Ahhãããããã! Eu tinha certeza que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal! (...)


 FABOSSI, Marco. O piquenique das tartarugas. Blog da liderança. Disponível em: https://www.blogdofabossi.com.br/2010/03/0-piquenique-das-tartarugas-trabalho-em-equipe/> . BRAGAL em

A família de tartarugas decidiu sair para um piquenique, e, por serem naturalmente lentas, levaram alguns dias para prepararem-se para seu passeio.


A expressão destacada no trecho acima possui o sentido de:

Alternativas
Q4286867 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem no orelhão


        Muitas vezes já se decretou a inutilidade dos orelhões em tempos de telefonia móvel e a maioria já foi inclusive retirada das ruas, mas a verdade é que aqueles que existem ainda são bastante utilizados - às vezes, tem até fila diante deles.


        Eu mesmo fiz muito uso desse tipo de serviço há poucos anos, logo que me mudei para Brasília e não tinha dinheiro para comprar um celular. Com um cartão de 20 ligações, eu telefonava para a minha mãe em Curitiba, o que me garantia uns cinco minutos de conversa, se o horário fosse bom.


        Isto é, eu telefonava, mas apenas quando encontrava um orelhão que funcionasse. Por vezes, era preciso andar até duas quadras para conseguir um que estivesse em condições de uso. Depois que arrumei um celular, não precisei mais de orelhão, a não ser no dia em que perdi meu aparelho e precisei telefonar para mim mesmo. Com essas experiências, de toda forma, eu não estranhei nem um pouco quando vi que estava ocupado o orelhão logo ao lado da parada em que eu esperava pelo meu ônibus.


        Um pouco menos normal eu achei quando o homem que lá estava aumentou o tom de voz, contrariado com alguma coisa que havia acabado de ouvir do outro lado da linha. Mas, bastante incomum mesmo foi quando ele começou a gritar, visivelmente alterado.


        Pelo que entendi, a pessoa com quem conversava era uma mulher que havia prometido alguma coisa e depois não cumpriu. Seja lá o que tenha prometido a mulher, o fato é que o homem precisava muito daquilo, muito mesmo. E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação.


        Sua raiva foi crescendo e dali a pouco disparou a xingar a mulher, que imagino ter então desligado, pois ele começou a dizer “Alô? Alô?". Bateu o gancho com força, e só então deve ter visto que da parada de ônibus eu o observava.


        Não pareceu ter se importado muito com a minha presença e saiu de lá bufando. Passou por mim cheio de fúria, mas logo adiante parou e gritou: "Ah, meu Deus!". Deu meia volta, tornou a passar por mim e foi pegar o cartão, que havia esquecido dentro do orelhão. 


FENDRICH, Henrique. O homem no orelhão. Escotilha. Disponível em .

"E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação."
As preposições destacadas no trecho acima, nessa mesma ordem, têm os sentidos de:
Alternativas
Q4286699 Português

Com base na leitura abaixo responda a questão.


Fig.4.png (360×272)



Fonte: https://arquitetura.vivadecora.com.br/gentrificacao 

Considere a fala do personagem no primeiro balão da charge de Eugênio Neves:


“E se nos tirarem aqui da vila, pra construir o estádio da Copa, nós vamos pra onde?”


Assinale a alternativa que indica a correta classificação e o valor semântico do vocábulo “se” destacado na frase:


Alternativas
Q4286661 Português
Projeto Domingo sem Tela promove tarde gratuita de literatura e brincadeiras para crianças no Recife

Neste domingo (26), das 14h às 17h, o jardim da Academia Pernambucana de Letras (APL), no bairro das Graças, no Recife, recebe mais uma edição do projeto Domingo sem Tela, promovido pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) em parceria com a APL. Gratuita e voltada ao público infantil e às famílias, a programação reúne contação de histórias, brincadeiras tradicionais, brinquedos infláveis, visita guiada ao casarão histórico da instituição e um espaço dedicado aos livros infantojuvenis publicados pela Cepe Editora.

A iniciativa busca estimular momentos de convivência longe dos celulares, tablets e computadores, incentivando crianças a explorarem a imaginação por meio da literatura, das brincadeiras e das atividades ao ar livre. Durante toda a tarde, o público poderá participar de ações recreativas em uma tenda montada no jardim, além de conhecer os lançamentos do catálogo infantil e juvenil da editora. [...]

(Disponível em: https://l1nq.com/hyqz7cu. Acesso em: 26 jul. 2026. Adaptado.)
Leia e analise o seguinte trecho:
"Durante toda a tarde, o público poderá participar de ações recreativas em uma tenda montada no jardim, além de conhecer os lançamentos do catálogo infantil e juvenil da editora."
A expressão "além de" estabelece um sentido entre as informações que ela conecta. Assinale a alternativa que indica palavra ou expressão que substitui "além de" no trecho sem alterar o sentido: 
Alternativas
Q4286658 Português
O que realmente ajuda a evitar o mofo

Embora colocar uma trouxinha de arroz cru dentro do armário possa colaborar em situações leves de mofo, alguns hábitos têm impacto muito maior na prevenção da umidade. Entre eles estão guardar apenas roupas completamente secas, abrir as portas do guarda-roupa regularmente para renovar o ar, evitar encostar o móvel diretamente em paredes com infiltração, manter o ambiente bem ventilado sempre que possível.

(Disponível em: https://l1nk.dev/jfyf66w. Acesso em: 26 jul. 2026. Adaptado.)
No texto, a expressão "Entre eles" se refere a:
Alternativas
Q4286563 Português
A arte da dança


Contarei o milagre, mas não contarei os santos. Não lhes pedi permissão. Eram um lindo casal de brasileiros que faziam estudos avançados na Universidade de Lovaina, Bélgica. Convidados para uma recepção, lá foram eles elegantemente vestidos. Música. Danças. Dançavam eles no salão quando notaram que os outros casais paravam de dançar e formavam uma roda ao seu redor, todos a olhar para eles. Pensaram: devemos estar dançando muito bem. Aí capricharam nos passos para não desapontar a plateia, até que a música terminou. Ao se aproximarem de um professor amigo, ele lhes disse com um divertido sorriso: "É a primeira vez que vejo um casal dançando o hino nacional da Bélgica...".

(Rubem Alves, Ostra feliz não faz pérola. 2010. Adaptado.)
Ainda a respeito da frase "Contarei o milagre, mas não contarei os santos", analise o sentido construído pela palavra "mas". Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a única palavra que, substituindo "mas", mantém o sentido da frase: 
Alternativas
Q4285633 Português
Leia o período:
"A pesquisa apresentou resultados relevantes, porém os dados obtidos precisam ser analisados com cautela antes da formulação de conclusões definitivas."
A palavra "porém" estabelece entre as orações uma relação de:
Alternativas
Q4285632 Português
Leia o período:
"Os relatórios foram revisados cuidadosamente, portanto apresentaram maior precisão nas informações divulgadas."
A palavra "portanto" estabelece uma relação de:
Alternativas
Q4285348 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados precisa estar no centro do debate sobre saúde mental entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*

        Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais. 

        Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. 

        Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

        A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia. 

        Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo. 

        O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

        O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade. 

        Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

        Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

        Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico. 

        O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

        Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes. 

        Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

        A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o  contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.

*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/.
Em “Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.”, sobre o elemento conector destacado em negrito é correto afirmar que:
Alternativas
Q4285260 Português
Numere a ordem dos períodos, de modo que assegure coesão, coerência e progressão ao parágrafo.

( ) Esse avanço trouxe ferramentas que facilitam o acesso à informação, mas também gerou o problema da dependência digital.
( ) A tecnologia revolucionou a forma como nos comunicamos e trabalhamos na sociedade contemporânea.
( ) Assim, torna-se urgente criar políticas públicas educacionais que promovam o uso saudável e consciente das telas.
( ) Consequentemente, essa hiperconectividade passou a ser alvo de estudos psicológicos, que apontam o aumento nos índices de ansiedade entre os jovens.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4282681 Português
A relação semântica estabelecida pela conjunção destacada está correta em:

“Os cientistas solicitaram mudanças, porque consideram insuficientes as medidas atuais”.
Alternativas
Q4282588 Português
Certas conjunções coordenativas podem, no discurso, assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre os membros (palavras e orações) coordenados. Tendo isso em consideração, assinale a alternativa que indica corretamente o sentido estabelecido pela conjunção destacada:
Alternativas
Q4282395 Português
Porém, senhor conde, o que fiz de mais importante para ressuscitar o meu porto não foi nenhuma reforma ou construção, mas inventar uns presentes e umas prendas para atiçar o apetite dos mercadores, porque se há um segredo no comércio é saber fazer com que o comprador pense que está tendo vantagens e recebendo mais do que aquilo pelo que pagou.
TORRERO, J. R. e PIMENTA, M. A. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. p. 141.

As conjunções são importantes elementos de coesão textual. Considerando a função sintático-semântica dos conectivos destacados no excerto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4282222 Português
No trecho abaixo, a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
“Além de entrar na cadeia alimentar por meio de frutos do mar...”.
Alternativas
Q4282212 Português
No trecho abaixo, a expressão destacada introduz ideia de:
“Quando ingeridos pela vida marinha, como aves, peixes, mamíferos e plantas, os microplásticos têm efeitos tóxicos e mecânicos...”.
Alternativas
Q4281704 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


A figura da “Mulher-Maravilha”, imortalizada na cultura pop como um ícone de força e invencibilidade, transbordou os limites da ficção para se converter em um perigoso mito contemporâneo. Na realidade social, esse arquétipo tem sido utilizado para romantizar a exaustão feminina, validando a sobrecarga daquelas que acumulam as responsabilidades do trabalho remunerado, das tarefas domésticas e do cuidado familiar. Longe de ser um elogio, a exaltação da mulher que “dá conta de tudo” funciona como um mecanismo de dominação que invisibiliza as desigualdades estruturais de gênero e adoece física e mentalmente as mulheres.

O sociólogo Pierre Bourdieu (2012), em sua obra A dominação masculina, explica esse fenômeno através do conceito de violência simbólica. A dominação de gênero não se dá apenas pela coerção física, mas pela introjeção de disposições (o habitus) que fazem com que os próprios dominados percebam a ordem social como natural e legítima. Quando uma mulher se orgulha de ser uma “guerreira” que dorme poucas horas por noite para dar conta da casa, dos filhos e do trabalho, ela está, muitas vezes, reproduzindo a violência simbólica que a oprime.

Em suma, o mito da “Mulher-Maravilha” é uma armadilha retórica. Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero. Desconstruir essa romantização é o primeiro passo para reconhecer que o trabalho de cuidado é uma responsabilidade social e coletiva, e não um fardo individual travestido de superpoder. As mulheres não precisam de capas ou títulos de heroínas; precisam de políticas públicas de cuidado, de divisão equitativa do trabalho doméstico e do direito fundamental ao descanso e à saúde.


Disponível em: https://encenasaudemental.com/comportamento/insight/o-mitoda-mulher-maravilha-a-romantizacao-da-tripla-jornada/. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
Na frase “Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero.”, a locução prepositiva “Ao” funciona morfossintaticamente como uma conjunção subordinativa 
Alternativas
Q4281699 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


A personagem Diana Prince, que em roupas brilhantes se torna a Mulher-Maravilha, foi criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston, que já havia compreendido o sucesso do lançamento dos personagens Batman e Superman anos antes e que, com eles, os jovens conseguiram um meio de comunicação especializado para temas cotidianos. Contrastando com as lentas conquistas feministas da época, o criador viu o meio como um jeito de defender o matriarcado e inspirar meninas a prosseguirem na luta pelos direitos igualitários.

Porém, a construção da personagem feminina não contou apenas com William, um homem branco de classe média, mas também com importantes mulheres ao seu redor. A principal era Sadie Elizabeth Holloway, sua esposa, que estudou na primeira faculdade para mulheres dos EUA, na época em que instituições como Harvard e Oxford aceitavam apenas homens, além de militar pela igualdade e contra o controle masculino da natalidade.

Na família, outra integrante foi responsável por formar a imagem da heroína, a sobrinha de William, Margaret Sanger, uma enfermeira, sexóloga e escritora que se tornou símbolo do controle de natalidade dos Estados Unidos, chegando a fugir para a Grã-Bretanha por críticas de contrários ao aborto e morando, por um curto período, com Sadie e William.

A terceira figura foi uma jovem chamada Emmeline Pankhurst, que foi um exemplo de personalidade e uma inspiração para as características físicas da super-heroína. William a conheceu em 1911, quando a garota foi impedida de falar em público no campus da Universidade de Harvard, onde estudava.


Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/asmulheres-da-vida-real-que-inspiraram-a-criacao-da-mulher-maravilha.phtml. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
No texto, o elemento linguístico responsável por introduzir uma informação nova relativa ao tema é
Alternativas
Q4279812 Português

Leia o trecho.


"Embora o treinamento tenha produzido resultados positivos, a administração decidiu manter ações permanentes de aperfeiçoamento."


Assinale a alternativa que reescreve o trecho sem alterar seu sentido.

Alternativas
Q4279493 Português
Leia o período:
"O servidor apresentou o documento dentro do prazo estabelecido, por isso a análise do processo foi realizada conforme o cronograma previsto."
A expressão "por isso" estabelece uma relação de: 
Alternativas
Respostas
181: D
182: E
183: D
184: C
185: B
186: B
187: E
188: D
189: D
190: C
191: B
192: B
193: E
194: E
195: D
196: C
197: A
198: B
199: D
200: A