Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4262319 Português
Leia o texto 1, que se aplica à questão.


A tecnologia não transforma o mundo sozinha. São as pessoas que, ao utilizá-la, recriam práticas sociais, alteram relações de poder e redefinem modos de viver. A ilusão de que a inovação técnica, por si só, resolveria os problemas da sociedade ignora que toda tecnologia é também produto de interesses humanos.
A conjunção “que” no trecho do texto 1 “São as pessoas que, ao utilizá-la…” exerce função de
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Q4259985 Português
Assinale a alternativa em que a conjunção destacada liga palavras entre si, e não orações.
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Q4259925 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão


Doenças renais crônicas, obesidade, depressão… Décadas atrás, era impensável a ideia de que tais enfermidades pudessem atingir cães, gatos e outros animais. Hoje, porém, a medicina veterinária enfrenta casos antes considerados tipicamente humanos. Mais que uma evolução dos métodos de diagnóstico, a mudança pode ser reflexo da influência dos donos sobre a saúde de seus animais domésticos.


Em humanos, a possibilidade de expressar sentimentos e angústias pela fala facilita o diagnóstico da depressão. Em cães, entretanto, é preciso ficar atento ao comportamento do animal. Apatia, perda de apetite e busca de isolamento são sinais de que o animal pode estar deprimido, assim como acontece com seres humanos.


Se os sintomas de depressão são os mesmos em cães e humanos, há semelhança também no tratamento da doen ça, com uso de psicotrópicos e psicoterapia. Além disso, os tutores são instruídos a mudar algumas atitudes em relação a eles, como passar mais tempo em sua companhia, levá-los para passear, melhorar sua alimentação e permitir a convivência com outros cães.


(Guilherme de Souza. Tal cão, tal dono. https://cienciahoje.org.br. Adaptado)

No trecho “… a possibilidade de expressar sentimentos e angústias pela fala facilita o diagnóstico da depressão” (2o parágrafo), a palavra destacada expressa relação de sentido de
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Q4259919 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão


    O que influencia suas decisões sobre carreira, família, saúde e vida social? Para um número crescente de pessoas, a resposta é: o animal de estimação. E pesquisas mostram que seu impacto vai além do companheirismo.


    Como psicoterapeuta e pesquisadora que explora a influência dos animais de estimação na vida das pessoas há mais de uma década, parte do meu trabalho é entender as necessidades dos tutores e como apoiá-los segundo suas necessidades. Estudos com esses objetivos têm ganhado mais atenção nas últimas décadas.


    Uma pesquisa que envolveu 5.000 tutores demonstrou que, especialmente entre casais sem filhos, os animais de estimação influenciam decisões pessoais e até profissionais. Muitos preferem cancelar eventos sociais ou faltar ao trabalho para cuidar de seus “filhos”. Uma outra pesquisa com 1.800 tutores de animais de estimação revelou quão profunda é essa conexão: 30% daqueles que trabalham on-line disseram que estariam mais inclinados a voltar ao escritório se pudessem levar seus bichinhos para o trabalho. Quase um terço valoriza o tempo de folga especificamente para cuidar de seus animais, e um quarto gostaria de ver vantagens relacionadas a animais de estimação incluídas nos seus benefícios como funcionários.


    Embora, antes, a trajetória de vida envolvesse primeiramente casamento, filhos e uma carreira estável, muitos, hoje, idealizam futuros em que seus animais de estimação são figuras centrais. Algumas pessoas estão dispostas a ganhar menos, mudar de emprego ou alterar as opções de moradia para priorizar as necessidades dos animais. Essas não são apenas preferências isoladas. Elas revelam não só mudanças sociais mais amplas, mas também uma transformação em como as pessoas se definem.


(Renata Roma. Pets influenciam cada vez mais as decisões de vida de seus tutores. https://super.abril.com.br, 01.08.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que se observa relação de sentido de adição no trecho.
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Q4258998 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

Os termos destacados na passagem – Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. – podem ser substituídos, sem prejuízo ao sentido e respectivamente, por:
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Q4258432 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. "Ainda assim", observa que elas lembram abordagens contemporâneas.

Sobre a relação estabelecida no termo destacado, assinale a alternativa correta.
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Q4258300 Português
Substituindo o conectivo na frase "Estudou muito, entretanto foi reprovado", mantendo o sentido, temos: 
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Q4257880 Português
Salvem os jumentos


Bruno Pavan


   Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre 1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de peles até 2027.

  Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo - uma zoonose letal para humanos.

  Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”. Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.

    O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando a biodiversidade.


PAVAN, B. Salvem os jumentos. Revista Isto É Dinheiro. 31ed. Acesso em: 8 maio 2026.
No que diz respeito à arquitetura textual do texto, a estruturação das ideias e a progressão do sentido são asseguradas por diferentes mecanismos de coesão e coerência. Com base nos conceitos que regem a organização do texto, indique a alternativa correta.
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Q4257737 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
A articulação entre a concessão introduzida por “ainda que” e a focalização operada pela estrutura clivada “foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força” revela que o enunciador, no primeiro parágrafo, hierarquiza os efeitos da infodemia de modo a:
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Q4257643 Português

“Os alunos saíram da sala porque a aula havia terminado.”



Na frase apresentada, a oração destacada “porque a aula havia terminado” classifica-se como:

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Q4257640 Português

A leitura contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico. Além disso, amplia o vocabulário e favorece a compreensão de diferentes pontos de vista.



A expressão "além disso" foi utilizada para estabelecer uma relação de:

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Q4257036 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência

de HPV entre jovens



    A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%.


    A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde. Nos dois períodos, o foco eram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:


    “Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”


    Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas 2,4% delas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”.


    “Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”


    Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa.


    Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público.


    “Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa.


    Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.


    A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.


    O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus tem potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-

07/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-

entre-jovens (adaptado).

Considerando as informações retiradas do texto, se quiséssemos unir a baixa cobertura vacinal dos homens e a eficácia da vacina em um período coordenado adversativo, a estrutura que atende CORRETAMENTE à norma-padrão é:
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Q4257031 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência

de HPV entre jovens



    A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%.


    A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde. Nos dois períodos, o foco eram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:


    “Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”


    Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas 2,4% delas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”.


    “Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”


    Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa.


    Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público.


    “Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa.


    Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.


    A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.


    O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus tem potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-

07/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-

entre-jovens (adaptado).

No período, A cobertura vacinal está distante da meta ideal, embora os resultados epidemiológicos comprovem a eficácia do imunizante, a conjunção sublinhada estabelece entre as orações uma relação semântica de:
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Q4256937 Português
Analise o poema a seguir, de Fernando Pessoa:
"Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu."
Considerando os mecanismos de coesão presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4256830 Português

Leia a tirinha para responder à questão:





https://feedobem.com/tirinha-armandinho-011/ 

Na fala do personagem “Porque se pensassem… teriam tempo!” as conjunções “porque” e “se” estabelecem, respectivamente, relações lógico-discursivas de
Alternativas
Q4256825 Português
Leia o texto.

Vivemos em um tempo de excesso de informações. Notícias chegam a todo instante, opiniões se multiplicam e respostas parecem sempre urgentes. Ainda assim, uma pergunta permanece: sabemos realmente escutar? Talvez o maior desafio contemporâneo não seja falar mais, mas aprender a ouvir.

Com base na organização linguística do texto, especialmente no uso da pontuação e de recursos morfossintáticos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4256823 Português
Leia o fragmento a seguir.

A universidade tem ampliado suas ações de extensão nos últimos anos, pois compreende que a produção do conhecimento não deve permanecer restrita ao espaço acadêmico. Além disso, tais iniciativas fortalecem o vínculo entre instituição e comunidade, embora ainda existam desafios relacionados à infraestrutura e ao financiamento.

Considerando as relações lógico-discursivas estabelecidas pelos conectores destacados no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4256768 Português
Leia o texto a seguir:

A tecnologia digital ampliou significativamente o acesso à informação. Esse fenômeno, no entanto, não garante, por si só, a formação de leitores críticos. Muitos indivíduos consomem conteúdos de maneira rápida e fragmentada, o que compromete a compreensão mais profunda dos temas. Tal comportamento, por sua vez, reforça a necessidade de práticas educativas voltadas à leitura reflexiva, as quais devem ser incentivadas desde os níveis iniciais de formação.

Com base nas estratégias de coesão textual presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4256765 Português
Leia o texto:

A sociedade contemporânea valoriza a rapidez e a eficiência na circulação de informações. Entretanto, esse mesmo processo tem contribuído para a superficialidade das interpretações, uma vez que os indivíduos passam a consumir conteúdos sem a devida reflexão. Assim, embora haja maior acesso ao conhecimento, nem sempre há compreensão efetiva do que é veiculado.

Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente as relações lógico-discursivas estabelecidas pelos conectivos destacados.
Alternativas
Q4256763 Português
Leia o texto, que se aplica à questão:


Inteligência Artificial


Plausível, mas não compreendido: o leitor na era da automação do sentido


A dificuldade contemporânea já não está em acessar informação, nem apenas em desconfiar dela. O problema tornou-se mais profundo: interpretar adequadamente o que se lê em um ambiente de respostas instantâneas e processos opacos.


O que emerge desse cenário é uma nova assimetria cognitiva. Historicamente, as assimetrias de informação baseavam-se na exclusão digital, no abismo entre quem detinha o acesso ao dado e quem dele era privado. Hoje, a desigualdade se desloca do acesso para a inteligibilidade. A nova assimetria não separa mais quem lê de quem não lê, mas distingue o leitor que consegue reconstruir o percurso lógico de um enunciado daquele que tende a aceitar a fluidez de uma resposta sintética como evidência de verdade. É a distância entre o consumo da forma e a compreensão da substância. (Suzy Azevedo)


Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/inteligencia-artificial/plausivel-mas-nao- -compreendido-o-leitor-na-era-da-automacao-do-sentido/ 
No trecho “A nova assimetria não separa mais quem lê de quem não lê, mas distingue o leitor que consegue reconstruir o percurso lógico de um enunciado daquele que tende a aceitar a fluidez de uma resposta sintética como evidência de verdade”, a conjunção “mas” estabelece, no contexto, uma relação de
Alternativas
Respostas
221: B
222: C
223: A
224: C
225: E
226: D
227: A
228: D
229: D
230: D
231: C
232: A
233: B
234: B
235: A
236: A
237: B
238: C
239: B
240: C