Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4209684 Português
O custo invisível da obsolescência programada

    Três anos atrás, durante o Ironman, prova de triatlo realizada em Fortaleza, o organizador do evento olhou para o meu tênis e perguntou quanto tempo havia que eu o usava. Respondi que era praticamente novo; tinha cerca de um ano. Ele não hesitou: “Troque. O amortecedor já foi”. Mais tarde, em São Paulo, comprei uma bicicleta elétrica. Em menos de um ano, o painel queimou e ela parou de funcionar. Perguntei na loja se aquilo era obsolescência programada. O atendente não entendeu o termo. Traduzi: tempo de vida. O mecânico sorriu.
    Um tênis com prazo oculto. Uma bicicleta elétrica, símbolo da modernidade sustentável, interrompida por uma peça pequena, decisiva e substituível. O futuro, ao que parece, também foi programado para durar pouco — embora às vezes tenhamos que admitir, como o filósofo francês, nascido na Argélia, Louis Althusser (1918-1990), que “o futuro dura muito tempo” (título do seu desconcertante relato autobiográfico publicado postumamente, em 1992).
   Quando estudei a sociedade industrial na universidade, sobretudo a partir de outro pensador francês, Raymond Aron (1905-1983), uma questão central era como a indústria superou a produção artesanal. Precisava demonstrar superioridade: era mais rápida, mais barata, mais durável. Mas quando ela dominou a forma de produzir, precisou também dominar a arte de fazer substituir. A durabilidade tornou-se obstáculo. O método fashion foi incorporado a quase tudo. Objetos cotidianos passaram a viver sob o império de uma vida útil cada vez mais curta.
    Durante décadas, a obsolescência programada foi tratada como crítica clássica ao capitalismo de consumo. Hoje, porém, precisa voltar ao centro do debate por outra razão: suas consequências urbanas e climáticas. Tudo desemboca nas cidades. Os produtos entram, circulam, são consumidos e descartados nelas. A cidade tornou-se o grande território de recepção daquilo que a economia produz em massa e abandona em velocidade crescente. O problema já não é o consumidor que troca antes do esperado o que comprou. É o efeito sistêmico de bilhões de trocas aceleradas sobre infraestrutura, aterros, cadeias de reciclagem, logística reversa e financiamento municipal.
    A crise climática e a crise dos resíduos estão mais ligadas do que parece. A produção incessante pressiona recursos e emissões; a compressão do tempo de vida dos objetos inunda as cidades de rejeitos, plástico, sucata eletrônica e passivos materiais. A ironia é objetiva: enquanto as cidades enfrentam enchentes e calor extremo, precisam administrar a montanha crescente de restos da economia contemporânea.
    Já nos anos 1970, a equação I = PAT – ou seja, o impacto ambiental está relacionado à população, à afluência (consumo médio por pessoa) e à tecnologia – acendia um alarme para o tema. O que não se percebeu foi que a variável tecnologia não atuaria como vetor de eficiência e sim como acelerador do descarte. A inovação que deveria reduzir o impacto por unidade passou a multiplicar as unidades e a encurtar seu tempo de vida.
    Não se trata de denunciar moralmente a obsolescência. Trata-se de perguntar quem paga seus custos urbanos. Taxas de lixo já recaem sobre cidadãos. No entanto, isso basta? Com eventos extremos mais frequentes e pressão crescente sobre serviços urbanos, o arranjo é cada vez mais insustentável.
    Há uma direção concreta. Se o ciclo de vida dos produtos gera custos que recaem sobre as cidades, a responsabilidade estendida do produtor precisa alimentar fundos urbanos de adaptação climática. Vincular carga fiscal à vida útil declarada criaria incentivo real à durabilidade e receita proporcional ao passivo que cada cadeia produtiva transfere ao território. Não é panaceia. Contudo, é o tipo de mecanismo que nomeia o custo onde ele nasce e o cobra de quem o produz.
    A obsolescência programada não produz apenas objetos descartáveis. Produz cidades que pagam com enchentes, aterros esgotados e orçamentos corroídos ao preço de um modelo que nunca foi desenhado para durar.

(Por: Elcio Batista. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/o-custo-invisivel-da-obsolescencia-programada/. Acesso em: junho de 2026.)
No trecho “Hoje, porém, precisa voltar ao centro do debate por outra razão: suas consequências urbanas e climáticas.” (4º§), a expressão “outra razão” estabelece referência predominantemente:
Alternativas
Q4209598 Português
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, a respeito dos recursos coesivos, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4209208 Português

Texto I:


Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo 

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil 


Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento. 

O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.

Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.

Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos

O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]


Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.

No fragmento, “Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos”, é possível afirmar que os termos destacados podem ser classificados gramaticalmente como: 
Alternativas
Q4209207 Português

Texto I:


Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo 

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil 


Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento. 

O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.

Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.

Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos

O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]


Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.

Considere o trecho: “Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento”.
Sobre o uso de “Apesar de”, analise as assertivas a seguir.
I- Apresenta uma informação que poderia suscitar uma expectativa de melhora generalizada das condições de trabalho, contrariada por informação subsequente. II- Contribui para a progressão temática do texto. III- Poderia ser substituída por “uma vez que”, sem alteração significativa de sentido.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4209114 Português
Nem os mortos resistem


       Minha esposa gosta de um doce que não é de vó, mas de bisavó: doce de cidra. Ela se delicia com as raspas verdes, cristais de sua esperança.

      Eu imaginava que só ela apreciasse esse quitute na face da Terra, mais ninguém. Eu me enganei. Há uma legião de fanáticos.

       Comer passa a ser o mesmo que recordar. Não são mais operações distintas. Você busca reprisar as refeições familiares e suprir a falta que sente de todo mundo que partiu.

      A sobremesa traz quem já morreu de volta à mesa.

     Talvez represente o nosso ímpeto de recuperar a casa cheia, o cotidiano de uma época repleta de promessas.

     Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono.

     Como as sobremesas se destinavam ao proveito do grupo e permaneciam na geladeira semana afora, simbolizam o alvoroço, o povo apertado na sala e na cozinha, com os cotovelos próximos.

     Elas elevavam o ânimo doméstico, liberavam as gargalhadas, injetavam o desejo de prolongar a conversa e de ser mais sociável. Produziam o efeito de inibir a censura. Durante a comida de sal, pouco se falava. Durante o doce, tudo se dizia.

    Parece que, quanto mais envelhecemos, mais retornamos às sobremesas da meninice.

      Vamos querendo preservar o que se tornou raro.

   Resgata-se um período mental de liberdade gustativa, em que não havia restrições com a glicose, ou medo do diabetes, muito menos economia com as gemas dos ovos.

      Eu era apaixonado por brigadeiro, por panelinha de coco, por pastel de nata, por queijadinha, por quindim, por guloseimas pequeninas e explosivas de vitalidade. Atualmente só me interesso pela estética e pelo perfume do pudim de leite: a simétrica redoma furada que me sacia por alguns prósperos momentos.

      Prevalece um detalhe na transformação de meu comportamento. Abandonei a porção individual pela coletiva, servida em vasilha, a ser dividida com os outros.

     O pudim de leite virou minha obsessão. Odiava a casca da cobertura. Hoje devoro inicialmente o recheio, para depois saborear lentamente a crocância do açúcar queimado com a calda.

      A arte começa ao cortar uma fatia. Devo controlar a força de minha mão para não abusar com uma incisão transversal e levar o pudim inteiro para o prato.

     Não é que eu fiquei mais tradicional, é que tenho saudade de quem fui e de quem se despediu de mim.

       Minha existência mudou de parâmetros, abolindo preconceitos alimentares.

      Agora respeito o uso do cravo no beijinho ou no arroz-doce. Antes, considerava um desperdício aquele adorno, aquela estaca da especiaria. Eu apenas reclamava do trabalho de tirá-lo.

      Agora reverencio o manjar, o bolo gelado de coco e abacaxi, o flan de coco, o tiramissu. Nem mais faço piada com o pavê.

     Agora entendo por que a ambrosia e o sagu jamais vão perder a realeza.

     Nossas crianças interiores são famintas em repetir a dose e a vida.


Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Nem os mortos resistem. O Tempo, 10 abr. 2026. Disponível em:https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2026/4/10/nem-os-mortos-resistem. Acesso em: 23 abr. 2026.
Considerando o período “Parece que, quanto mais envelhecemos, mais retornamos às sobremesas da meninice”, a transformação da estrutura sintática, com preservação das relações semânticas e da organização lógico-discursiva, pode ser realizada da seguinte forma:
Alternativas
Q4209113 Português
Nem os mortos resistem


       Minha esposa gosta de um doce que não é de vó, mas de bisavó: doce de cidra. Ela se delicia com as raspas verdes, cristais de sua esperança.

      Eu imaginava que só ela apreciasse esse quitute na face da Terra, mais ninguém. Eu me enganei. Há uma legião de fanáticos.

       Comer passa a ser o mesmo que recordar. Não são mais operações distintas. Você busca reprisar as refeições familiares e suprir a falta que sente de todo mundo que partiu.

      A sobremesa traz quem já morreu de volta à mesa.

     Talvez represente o nosso ímpeto de recuperar a casa cheia, o cotidiano de uma época repleta de promessas.

     Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono.

     Como as sobremesas se destinavam ao proveito do grupo e permaneciam na geladeira semana afora, simbolizam o alvoroço, o povo apertado na sala e na cozinha, com os cotovelos próximos.

     Elas elevavam o ânimo doméstico, liberavam as gargalhadas, injetavam o desejo de prolongar a conversa e de ser mais sociável. Produziam o efeito de inibir a censura. Durante a comida de sal, pouco se falava. Durante o doce, tudo se dizia.

    Parece que, quanto mais envelhecemos, mais retornamos às sobremesas da meninice.

      Vamos querendo preservar o que se tornou raro.

   Resgata-se um período mental de liberdade gustativa, em que não havia restrições com a glicose, ou medo do diabetes, muito menos economia com as gemas dos ovos.

      Eu era apaixonado por brigadeiro, por panelinha de coco, por pastel de nata, por queijadinha, por quindim, por guloseimas pequeninas e explosivas de vitalidade. Atualmente só me interesso pela estética e pelo perfume do pudim de leite: a simétrica redoma furada que me sacia por alguns prósperos momentos.

      Prevalece um detalhe na transformação de meu comportamento. Abandonei a porção individual pela coletiva, servida em vasilha, a ser dividida com os outros.

     O pudim de leite virou minha obsessão. Odiava a casca da cobertura. Hoje devoro inicialmente o recheio, para depois saborear lentamente a crocância do açúcar queimado com a calda.

      A arte começa ao cortar uma fatia. Devo controlar a força de minha mão para não abusar com uma incisão transversal e levar o pudim inteiro para o prato.

     Não é que eu fiquei mais tradicional, é que tenho saudade de quem fui e de quem se despediu de mim.

       Minha existência mudou de parâmetros, abolindo preconceitos alimentares.

      Agora respeito o uso do cravo no beijinho ou no arroz-doce. Antes, considerava um desperdício aquele adorno, aquela estaca da especiaria. Eu apenas reclamava do trabalho de tirá-lo.

      Agora reverencio o manjar, o bolo gelado de coco e abacaxi, o flan de coco, o tiramissu. Nem mais faço piada com o pavê.

     Agora entendo por que a ambrosia e o sagu jamais vão perder a realeza.

     Nossas crianças interiores são famintas em repetir a dose e a vida.


Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Nem os mortos resistem. O Tempo, 10 abr. 2026. Disponível em:https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2026/4/10/nem-os-mortos-resistem. Acesso em: 23 abr. 2026.
Na frase “Agora entendo por que a ambrosia e o sagu jamais vão perder a realeza”, a expressão “por que” aparece escrita de forma separada e sem acento. Considerando as regras da norma-padrão e o sentido construído no contexto, é correto afirmar que essa grafia se justifica pelo fato de que a expressão:
Alternativas
Q4208692 Português
NR-1: o que muda para o trabalhador com a nova regra sobre saúde mental? Entenda impactos


Atualização da norma torna explícita a obrigação das empresas de identificar, prevenir e reduzir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho, como assédio, metas abusivas e jornadas excessivas.


      A nova atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira (26) e aumenta a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores.

     A mudança obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar situações que possam afetar a saúde mental dos funcionários, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. Com isso, a saúde mental deixa de ser tratada apenas como uma responsabilidade individual do trabalhador e passa a ser vista também como uma questão ligada às condições e à organização do ambiente laboral.

     A atualização da NR-1 prioriza a prevenção e exige que empregadores adotem medidas concretas para reduzir fatores de risco. A norma também reforça mecanismos de escuta dos trabalhadores, incentiva a participação dos funcionários na definição de metas e amplia a fiscalização sobre empresas com altos índices de afastamentos por transtornos mentais, além de fortalecer o combate ao assédio moral, sexual e a outras formas de violência no trabalho.


Qual a importância da NR-1 para os trabalhadores?


     Segundo especialistas ouvidos pelo G1, um dos principais impactos da atualização da NR-1 é evitar o adoecimento do trabalhador por questões de saúde mental. Como mostrou o G1, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais por dois anos seguidos.

     Outro levantamento, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com base em dados do INSS, mostra que mais de duas mil profissões registraram afastamentos por transtornos mentais no país.

      No topo da lista, aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.

     Segundo especialistas, as profissõesmais afetadas têmemcomumvínculosmais frágeis, pressão pormetas, jornadas extensas e maior exposição a riscos, como violência urbana e situações traumáticas — caso de técnicos de enfermagem, motoristas e vigilantes.

     Com a atualização da NR-1, a expectativa é que esses números diminuam a partir da prevenção dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.


Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/05/27/nr-1-o-que-muda-para-o-trabalhador-com-a-nova-regra-sobre-saude-mental-notrabalho.ghtml. Acesso em: 29 jun. 2026.

 A coesão textual é o conjunto de mecanismos linguísticos que conectam as partes de um texto, garantindo ligação formal entre palavras, frases, períodos e parágrafos. A partir dessa definição, atente-se ao parágrafo a seguir, bem como à sua função no conjunto textual, para assinalar a alternativa correta.
Segundo especialistas ouvidos pelo G1, um dos principais impactos da atualização da NR-1 é evitar o adoecimento do trabalhador por questões de saúde mental.”
Alternativas
Q4208690 Português
NR-1: o que muda para o trabalhador com a nova regra sobre saúde mental? Entenda impactos


Atualização da norma torna explícita a obrigação das empresas de identificar, prevenir e reduzir riscos à saúde mental no ambiente de trabalho, como assédio, metas abusivas e jornadas excessivas.


      A nova atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira (26) e aumenta a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores.

     A mudança obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar situações que possam afetar a saúde mental dos funcionários, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho. Com isso, a saúde mental deixa de ser tratada apenas como uma responsabilidade individual do trabalhador e passa a ser vista também como uma questão ligada às condições e à organização do ambiente laboral.

     A atualização da NR-1 prioriza a prevenção e exige que empregadores adotem medidas concretas para reduzir fatores de risco. A norma também reforça mecanismos de escuta dos trabalhadores, incentiva a participação dos funcionários na definição de metas e amplia a fiscalização sobre empresas com altos índices de afastamentos por transtornos mentais, além de fortalecer o combate ao assédio moral, sexual e a outras formas de violência no trabalho.


Qual a importância da NR-1 para os trabalhadores?


     Segundo especialistas ouvidos pelo G1, um dos principais impactos da atualização da NR-1 é evitar o adoecimento do trabalhador por questões de saúde mental. Como mostrou o G1, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais por dois anos seguidos.

     Outro levantamento, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com base em dados do INSS, mostra que mais de duas mil profissões registraram afastamentos por transtornos mentais no país.

      No topo da lista, aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana.

     Segundo especialistas, as profissõesmais afetadas têmemcomumvínculosmais frágeis, pressão pormetas, jornadas extensas e maior exposição a riscos, como violência urbana e situações traumáticas — caso de técnicos de enfermagem, motoristas e vigilantes.

     Com a atualização da NR-1, a expectativa é que esses números diminuam a partir da prevenção dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.


Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/05/27/nr-1-o-que-muda-para-o-trabalhador-com-a-nova-regra-sobre-saude-mental-notrabalho.ghtml. Acesso em: 29 jun. 2026.

As preposições realçadas em I e em II têm sentido respectivamente de:

I. “A norma (...) amplia a fiscalização sobre empresas com altos índices de afastamentos por transtornos mentais.”
II. “Segundo especialistas, as profissões mais afetadas têm em comum vínculos mais frágeis, pressão por metas, jornadas extensas e maior exposição a riscos [...]” 
Alternativas
Q4208678 Português
TEXTO II


Leia o texto a seguir.


Artifícios


    Meia noite. O céu se colore pelas cores da despedida e pelos brindes e goles do espumante, pela chegada.
    Um se vai, outro chega. Abraços, beijos, cânticos saudando o convidado que adentra ao findar da contagem regressiva. As mãos se unem em orações e meditações diversas. Sorrisos, lágrimas pela despedida, pelo que se foi. Sim. Lágrimas de melancolia, de alívio, de "graças a Deus, já foi tarde". Entretanto outras, de gratidão.
    Outros olham o novo, o convidado especial; alguns o recebem de branco, outros de amarelo, outros mergulhados no brilho, pois o novo merece. Ele promete. Promete? 
     A embriaguez toma conta de muitos, por satisfação, felicidade, mas também por pura e melancólica certeza de que é só mais uma noite e nada irá mudar.
     Amanhece. O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo. E o novo nem parece ali estar mais. Mas está. Em seu sorriso, com certo sarcasmo, apenas deixa implícito para muitos, que deixam passar por despercebidos, entretanto explícito para outros que percebem que a rua é a mesma, que o tempo é o mesmo, que o dia é o mesmo, que nada mudou, ou mudará? Todavia o que poderá se tornar novo é o pulsar dentro de cada um que não se rende ao trivial e se propõe a seguir o curso do rio da vida, deixando-se navegar pela correnteza da esperança, não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação.

Tulius Mendonça
“O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo.” A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q4208365 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I


O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.

 

Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6. Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].

Leia os fragmentos A, B e C, abaixo apresentados, e assinale a alternativa CORRETA acerca do valor semântico dos conectivos destacados.
A- “Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa” (7º parágrafo)
B - “tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso” (7º parágrafo)
C - “Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins” (6º parágrafo) 
Alternativas
Q4207761 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cão Orelha: psicóloga explica o que leva alguém a maltratar animais 


    A morte do cachorrinho Orelha, em Florianópolis, comoveu o país. Conhecido e cuidado por moradores da região, o cão comunitário tinha cerca de 10 anos e fazia parte da rotina da vizinhança. No início de janeiro, entretanto, sua história teve um desfecho doloroso: Orelha foi atacado por um grupo de quatro _ _ _ _ _ _ _ _ e sofreu ferimentos graves. 

    Socorrido e levado a uma clínica veterinária, o animal teve de ser _ _ _ _ _ _ à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. A notícia provocou _ _ _ _ _ _, tristeza e uma onda de manifestações nas redes sociais.

    Para além da comoção, o episódio chama a atenção para as origens psicológicas da violência contra animais, como lidar com o luto após a morte dos pets e onde denunciar maus-tratos.

    Segundo a psicóloga Juliana Sato, especializada em luto pet e comportamento humano, ... agressão contra animais é um comportamento grave que, do ponto de vista psicológico, pode indicar dificuldades na regulação emocional, na empatia e no reconhecimento de limites éticos.

    Esse tipo de conduta, explica ... especialista, pode surgir em contextos de vulnerabilidade psicossocial, como exposição ... violência, negligência, dinâmicas familiares disfuncionais, dificuldades persistentes no manejo da frustração e prejuízos no controle de impulsos.

     Ainda assim, não é possível reduzir o fenômeno a uma única causa. “Mas é importante reconhecer que esse tipo de comportamento pode funcionar como marcador de risco e exige atenção, responsabilização e encaminhamentos adequados”, completa.


    Esse tipo de ação está associado a adoecimento psicológico?

    Do ponto de vista científico, a resposta é cautelosa. Embora a agressividade contra animais possa ser um dos comportamentos associados a determinados transtornos psicológicos, não é possível estabelecer diagnósticos com base em episódios isolados.

    Em termos clínicos, esse comportamento pode aparecer em transtornos disruptivos e de conduta — sobretudo na adolescência —, no uso de substâncias, em quadros de impulsividade acentuada ou em situações em que há prejuízo no julgamento, no autocontrole e na empatia.

    Aliás, há estudos que apontam que dados policiais mostram que pessoas envolvidas em crueldade animal têm probabilidade maior de cometer crimes contra pessoas, como agressões e até homicídio.

    Por outro lado, é importante ter cuidado para evitar tanto a patologização automática quanto a minimização do comportamento. “[Por isso,] do ponto de vista ético e técnico, diante de uma conduta dessa gravidade, esse tipo de comportamento deve motivar avaliação psicológica especializada e, quando indicado, psiquiátrica”, narra Juliana.

Como lidar com o luto após a morte violenta de um animal?

    Casos como o de Orelha costumam gerar um luto complexo, marcado pela perda, mas também pelo choque e pela sensação de insegurança. Nesses casos, o cuidado psicológico envolve tanto a elaboração do vínculo rompido quanto o enfrentamento do componente traumático. 

    A psicoterapia pode ajudar a organizar a narrativa do ocorrido, lidar com sentimentos de culpa, impotência e ansiedade e construir rituais de despedida que preservem a memória sem reforçar a revivência do trauma.

    “Também é relevante reconhecer que o luto por um animal ainda é, com frequência, socialmente invalidado, e a validação do sofrimento é parte do cuidado”, destaca Juliana.

    Casos de maus-tratos podem ser denunciados em delegacias comuns ou em unidades especializadas em meio ambiente ou proteção animal. Também é possível acionar o Ministério Público ou o IBAMA.

    A Constituição Federal estabelece que a proteção da fauna é dever do poder público e da coletividade, determinando que práticas que submetam animais à crueldade sejam vedadas por lei.

    Centros de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária, Promotorias de Justiça do Meio Ambiente e órgãos ambientais também podem atuar, de acordo com a situação. Em casos de flagrante, uma orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

    Especialistas recomendam ainda verificar se o município possui canais específicos de denúncia. Além disso, instituições como a World Animal Protection orientam que o denunciante leve por escrito o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605, de 1998), já que nem todos os agentes públicos conhecem o detalhamento da legislação.

    A lei estabelece que os animais são tutelados pelo Estado, e o denunciante não se torna parte do processo judicial. Após a apuração, cabe ao poder público dar andamento à ação penal.


Texto Adaptado. 
Em “No início de janeiro, entretanto, sua história teve um desfecho doloroso...”, a expressão sublinhada estabelece ideia de 
Alternativas
Q4207644 Português
O impacto ambiental causado pelos plásticos


    Restos de comida, com o passar dos dias, mudam de aspecto e passam a _______ mau cheiro. Os responsáveis por isso são microrganismos que provocam sua decomposição. Os alimentos são biodegradáveis, ou seja, podem ser decompostos por microrganismos.

   Os plásticos, ao contrário, em geral não são biodegradáveis. Será preciso tanta durabilidade? Pense em um copinho descartável de café. Seu uso dura cerca de um minuto. Depois disso, ele é jogado fora e vai permanecer muito tempo assim, ocupando espaço no lixo.

   Uma grande crítica que se faz aos plásticos é que eles não são biodegradáveis. Por isso, há anos existe a preocupação de pesquisar plásticos biodegradáveis, e resultados promissores têm sido obtidos.

    Se um anel de plástico jogado ao mar enroscar em um leão-marinho, uma foca, um peixe ou uma ave, eles terão dificuldade para retirá-los. Uma foca cujo focinho esteja preso por um rótulo plástico de refrigerante pode, por exemplo, morrer por falta de ar. Uma ave com o bico preso não pode comer e também morrerá. Tartarugas ingerem sacos plásticos jogados ao mar, pois os confundem com águas-vivas das quais se alimentam. Essa ingestão pode causar obstrução do intestino e morte.

    Esses são alguns dos problemas relacionados aos plásticos e ao fato de as pessoas jogarem lixo em praias e outros ambientes.


(Fonte : PNLD - adaptado.)
A expressão “ao contrário”, sublinhada no segundo parágrafo, expressa:
Alternativas
Q4207386 Português
Segundo Koch (2010), a coesão sequencial diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio dos quais se estabelecem, entre segmentos do texto, diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas, à medida que se faz o texto progredir. Essa progressão textual pode ser feita com ou sem elementos recorrentes. Nesse sentido, na sequenciação parafrástica, são procedimentos de recorrência:
I. Reiteração de um mesmo item lexical.
II. Paralelismo de estruturas sintáticas, com itens lexicais diferentes.
III. Paráfrase.
IV. Recursos fonológicos segmentados e/ou suprassegmentais.
V. Uso de conjunções e contrajunções.
Quais estão corretos? 
Alternativas
Q4207372 Português

Leia a tirinha a seguir para responder a questão. 


36-37.jpg (637×213)

Se continuarmos engordando, (...)” Essa oração estabelece em relação à seguinte uma:
Alternativas
Q4207364 Português
TEXTO I

Estações

        Peguei o trem. O trem da vida. Lento, tranquilo, feito reticências. A vida, voraz, intrépida, repleta de exclamações e interrogações. Só sei que iniciei a viagem, num dia qualquer. Qualquer? Não. No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas. Todas em um único cômodo, apertado, escuro, no entanto sentia-me protegido e ao mesmo tempo querendo conhecer o que estava lá fora. 

        Olhar quem sussurrava para que eu ouvisse. “Mamãe já te ama antes mesmo de nascer.” Isso. Nascer. Nasci. Agora eu era aquele menino, era aquele menino travesso, tinha fantasias, meus cabelos em cachos castanhos. No trem. No trem da vida. Não percebo mais fantasias, já não tão travesso. Agora quase um homem feito, feito Sabino em busca daquele menino no espelho, pois os sonhos de criança ficaram guardados na gaveta das memórias. Memórias de outros tempos, outros vagões, outras paisagens. 

        Entretanto continuava naquele trem. O trem da vida. A paisagem já meio obscura, repleta de interrogações, interpelações que me levavam num viver intenso, pois o agora é que me importava. Ao mesmo tempo, aquela paisagem levava-me a um vulcão em erupção, num apocalipse de emoções, num despertador em descontrole a me convidar para um “Carpe diem”. Por quê? Do nada já estava em outro vagão. 

        Porém no mesmo trem. O trem da vida. Agora já era um homem feito. Era mesmo? Só sei que a paisagem era não tão voraz, ainda que audaz, pois o dia se chamava responsabilidade, o sol era o cartão de ponto de meus afincos, a fim de realmente me tornar um homem feito. Sim, não era um homem feito. Agora eu que conduzia a ordem naquele vagão. Eu era passageiro, mas também bilheteiro, até maquinista. Por quê? A paisagem era mais completa e complexa do que se podia imaginar. Outros estavam ali, outros dependiam de mim. Outros me fizeram amar, pois me impulsionavam a não parar. Por quê? Porque estávamos todos no trem. 

        O trem da vida. Agora já me sentia um homem feito, mas ao mesmo tempo desfeito, desfazendo-me aos poucos sem me preocupar tanto com o tempo. Na paisagem, a noite, o dia, tudo se tornara grisalho, distante, nostálgico… o olhar mais distante a contar aqueles vagões por onde passara. A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.

(Tulius Mendonça)
“A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera.” A expressão destacada introduz uma oração exprimindo um(a):
Alternativas
Q4207273 Português
TEXTO II

LEIA O TEXTO A SEGUIR.


Desafios entre fios


   15 anos. Naquele dia minha vida mudaria para sempre. Não num baile de debutantes, não numa valsa. No entanto, na sinfonia a que o destino me propusera. Voltava do funeral, do último olhar para minha mãe.

   Na sala, meus quatro irmãos menores. Em minha consciência, guardei a bagagem da responsabilidade sem manual de instrução.

  “Os sonhos precisaram ficar estagnados, mas jamais esquecidos”.

   Hoje, todos crescidos, criados, realizados.

   60 anos. Mãe, esposa, concluindo os estudos, resgatando meus sonhos.


Sirley. (3o ano EM - EJA)
“Naquele dia minha vida mudaria para sempre. Não num baile de debutantes, não numa valsa. No entanto, na sinfonia a que o destino me propusera. Voltava do funeral, do último olhar para minha mãe.” A conjunção destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q4207197 Português
TEXTO I

Estações

        Peguei o trem. O trem da vida. Lento, tranquilo, feito reticências. A vida, voraz, intrépida, repleta de exclamações e interrogações. Só sei que iniciei a viagem, num dia qualquer. Qualquer? Não. No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas. Todas em um único cômodo, apertado, escuro, no entanto sentia-me protegido e ao mesmo tempo querendo conhecer o que estava lá fora.

        Olhar quem sussurrava para que eu ouvisse. “Mamãe já te ama antes mesmo de nascer.” Isso. Nascer. Nasci. Agora eu era aquele menino, era aquele menino travesso, tinha fantasias, meus cabelos em cachos castanhos. No trem. No trem da vida. Não percebo mais fantasias, já não tão travesso. Agora quase um homem feito, feito Sabino em busca daquele menino no espelho, pois os sonhos de criança ficaram guardados na gaveta das memórias. Memórias de outros tempos, outros vagões, outras paisagens.  

        Entretanto continuava naquele trem. O trem da vida. A paisagem já meio obscura, repleta de interrogações, interpelações que me levavam num viver intenso, pois o agora é que me importava. Ao mesmo tempo, aquela paisagem levava-me a um vulcão em erupção, num apocalipse de emoções, num despertador em descontrole a me convidar para um “Carpe diem”. Por quê? Do nada já estava em outro vagão. 

        Porém no mesmo trem. O trem da vida. Agora já era um homem feito. Era mesmo? Só sei que a paisagem era não tão voraz, ainda que audaz, pois o dia se chamava responsabilidade, o sol era o cartão de ponto de meus afincos, a fim de realmente me tornar um homem feito. Sim, não era um homem feito. Agora eu que conduzia a ordem naquele vagão. Eu era passageiro, mas também bilheteiro, até maquinista. Por quê? A paisagem era mais completa e complexa do que se podia imaginar. Outros estavam ali, outros dependiam de mim. Outros me fizeram amar, pois me impulsionavam a não parar. Por quê? Porque estávamos todos no trem.

        O trem da vida. Agora já me sentia um homem feito, mas ao mesmo tempo desfeito, desfazendo-me aos poucos sem me preocupar tanto com o tempo. Na paisagem, a noite, o dia, tudo se tornara grisalho, distante, nostálgico… o olhar mais distante a contar aqueles vagões por onde passara. A poltrona, o teto, o piso, tudo naquele vagão tinha uma história, lembranças de melancolias, mas também de regozijos, pelos momentos vividos, por todas as emoções que o destino me propusera. Agora os ombros mais cansados, os pés, às vezes, mais inchados. Sem problema que me trouxesse quaisquer frustrações. De um andarilho nos vagões do destino, tornei-me um contador de histórias. Por quê? Porque os vagões escreveram minha história. Ou melhor, a história do trem. O trem da vida.

(Tulius Mendonça)
“No meu dia, ou melhor, naquele dia em que deixei aquela casa escondida no ventre de minha mãe, naquele planetinha tão pequeno que, aos poucos, parecia que estava ficando menor do que eu mesmo. Contudo aquele até então ínfimo planetinha carregava consigo uma imensidão de palavras, de anseios, de amor, palavras de afeto, por pontuações diversas”.
A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q4206102 Português
As formigas que conseguem ‘cheirar’ o câncer 

        Graças ao sistema olfativo bastante sensível, as formigas vão poder ser usadas um dia para ajudar a detectar câncer em humanos, sugere um novo estudo. Por enquanto, cientistas descobriram que as formigas são capazes de detectar a doença em camundongos. “As formigas podem ser treinadas em dez minutos para sentir o cheiro do câncer na urina dos ratos”, diz Baptiste Piqueret, principal autor do estudo. 

        Piqueret, que iniciou sua pesquisa na área em 2017, conseguiu treinar formigas para distinguir entre células saudáveis e células cancerígenas cultivadas em laboratório. Mas agora, sua equipe deu um passo _____ frente: as formigas detectaram desta vez tumores humanos em camundongos. Piqueret e sua equipe usaram uma técnica chamada xenoenxerto — que consiste em transplantar o câncer de mama humano para camundongos e permitir que ele cresça.

        Na sequência, eles coletaram amostras de urina tanto de camundongos saudáveis quanto daqueles com câncer. “Durante o treinamento, colocamos as formigas em uma arena circular e colocamos comida como recompensa ao lado da urina dos camundongos com câncer”, ele conta. _____ medida que as formigas encontram a recompensa, elas associam o cheiro das células cancerígenas a ela e aprendem a reconhecê-la. "As células são como fábricas, precisam de nutrientes para viver e produzem resíduos. As células cancerígenas produzem resíduos que podem ser detectados no odor", afirma Piqueret. 

        Mais especificamente, conforme explica o estudo, as células cancerígenas possuem compostos orgânicos voláteis específicos que podem ser detectados na urina ou na respiração. Durante o processo de treinamento, as formigas permaneciam mais tempo em torno das amostras cancerígenas de urina, mesmo depois que os cientistas removiam as recompensas.

(Fonte: BBC - adaptado.)
Analisar as sentenças abaixo:
. Desculpe-me, mas preciso ir. . Ele não fala nem ouve desde o acidente. . Como os professores não compareceram, o evento foi cancelado.
As conjunções sublinhadas, respectivamente, estabelecem ideia de:
Alternativas
Q4205982 Português
Por que tomamos choque ao tocar em objetos ou pessoas?

        O professor Claudio Furukawa, responsável pelo Laboratório de Demonstrações do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), explica que o fenômeno tem a ver com ____ eletricidade estática, já que todos os materiais são feitos de átomos. E os átomos, por sua vez, são constituídos por duas partículas principais: os prótons (que são positivos) e os elétrons (negativos).

        Na maioria das vezes, os átomos se encontram num estado neutro. Na prática, isso significa que a quantidade de prótons e elétrons é a mesma. Mas esse equilíbrio se altera quando encostamos e friccionamos dois objetos com características distintas. Nesse momento, os átomos de ambos se aproximam demais, e isso pode "embaralhar" todos aqueles elétrons. 

        Pode ser que um objeto "roube" uma porção dessas partículas para si. Ou seja: um dos materiais fica com mais elétrons. Aquele estado de neutralidade anterior, então, deixa de existir. O material que perdeu elétrons fica positivo e aquele que ganhou essas partículas se torna negativo.

        É isso o que ocorre, por exemplo, quando arrastamos os nossos pés (principalmente com calçados) num carpete, ou se usamos roupas feitas de lã e tecido sintético por algum tempo. A fricção desses materiais diferentes (pés-carpete ou braços-blusa sintética) "embaralha" os elétrons, o que eletrifica os corpos envolvidos nessa interação.

        Só que os átomos sempre buscam voltar ____ neutralidade. Daí, quando tocamos num terceiro objeto (que está neutro), como a maçaneta da porta, aquele excedente de elétrons é, literalmente, descarregado. E isso gera um campo elétrico que nos dá o leve choque (geralmente seguido por um susto). "A formação desse campo elétrico é capaz até de soltar uma rápida faísca", descreve Furukawa.

        O fenômeno se torna mais frequente em dias secos. ____ pouca umidade no ar dificulta a troca contínua de partículas, o que faz um corpo acumular mais cargas ao longo de um período. Isso ocorre porque as moléculas de água são boas condutoras de eletricidade e podem livrar o corpo do excedente de elétrons aos poucos. Porém, num dia seco, o excesso só é descarregado de vez ao tocar em objetos condutores de eletricidade, como superfícies metálicas ou ____ mão de outra pessoa.

(Fonte: BBC - adaptado.)
A relação existente entre as duas orações, separadas por barra no período abaixo, é de:
Deixou de utilizar as redes sociais,/ a fim de otimizar seu tempo de estudo.
Alternativas
Q4205893 Português
ChatGPT – Herói ou Vilão?


    A OpenAI, empresa que desenvolveu o ChatGPT, disponibilizou sua plataforma aos usuários na versão 3.5. Em menos de dois meses, já tinha mais de 100 milhões de usuários. Isso abriu caminho para que o mundo descobrisse, por meio desta e de outras plataformas de IA (inteligência artificial generativa), o poder dessa tecnologia.

    No entanto, o ChatGPT ainda apresenta limitações severas. Suas respostas podem estar erradas e serem tóxicas ou tendenciosas algumas vezes. Além disso, essa tecnologia tem isenções de responsabilidade explícitas sobre a imprecisão dos dados. Porém, por apresentar uma linguagem natural, produz uma falsa sensação de segurança aos usuários. Isso porque os sistemas de linguagem das plataformas de IA não sabem o que as palavras significam, mas apresentam uma linguagem coerente, educada e que transparece, muitas vezes, que você está conversando com um especialista no assunto. E este é o ponto: eles foram treinados para parecerem um especialista, não para serem um especialista.

    Em março, a OpenAI lançou sua nova versão, e o GPT-4 chegou levantando todo o debate novamente e abrindo uma maior vantagem em relação aos concorrentes. A Microsoft anunciou o Copilot, um assistente de criação de tarefas que será acoplado ao Word, ao Excel e ao PowerPoint. Em outras palavras, o ChatGPT estará dentro do Office. No PowerPoint, há a possibilidade de criar apresentações a partir de textos simples, podendo-se usar imagens e designs exclusivos. No Excel, há a função de pedir para o algoritmo simplificar planilhas enormes, encontrando padrões, criando correlações, extraindo dados e gerando análises profundas. Já no Word é possível produzir textos a partir de diversos outros arquivos, compilar documentos a partir de notas e rascunhos e escrever e-mails e memorandos.

    Atualmente, as escolas no Brasil vivem um paradoxo: algumas estão em busca de treinamentos para seus professores sobre o ChatGPT, para que tenham uma maior assertividade em seu uso e conheçam os impactos dessa nova tecnologia na educação, enquanto outras estão proibindo seus professores e seus alunos de a utilizarem. Se, por um lado, professores de artes estão pedindo para os alunos usarem a Dall-E para identificar e “desenhar” quadros no estilo de pintores como Picasso, Monet e Van Gogh, o que estimula bastante a criatividade, por outro lado, existe a discussão sobre problemas de manipulação dos dados que podem gerar desinformações disponibilizadas por tais plataformas. É nesses momentos que o papel do professor se faz ainda mais necessário para direcionar o conhecimento de forma correta.


(Fonte: Direcional Escolas - adaptado.)
No fragmento “Além disso, essa tecnologia tem isenções de responsabilidade explícitas sobre a imprecisão dos dados. Porém, por apresentar uma linguagem natural, produz uma falsa sensação de segurança aos usuários.”, as expressões sublinhadas indicam, respectivamente, ideia de:
Alternativas
Respostas
221: C
222: A
223: A
224: C
225: D
226: B
227: B
228: B
229: C
230: D
231: B
232: B
233: C
234: A
235: C
236: B
237: A
238: A
239: B
240: C