Questões de Concurso
Sobre uso do ponto, do ponto de exclamação e do ponto de interrogação em português
Foram encontradas 903 questões
I. A partida começou. lá pelas seis horas; talvez sete. II. Caroline uma dançarina incrível, se apresenta no sábado. III. O pastel da feira que é muito bom mas estava salgado, custou cinco reais.
Está CORRETO o que se afirma:
Na complexa tessitura da estrutura linguística do idioma português, há uma prescrição normativa que estabelece como mandatório que todas as unidades comunicativas, sob a designação de frases, sejam iniciadas por uma letra em caixa alta e concluídas com um ponto, representando uma convenção tipográfica fundamental para a organização formal do discurso escrito.
O texto II, um meme, deve ser lido para responder a questão.
Texto II

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/106890191135095194/. Acesso em: 15 jul. 2024

https://tudosaladeaula.com/2023/02/atividade-com-titinhas-para-o-4-e-5-ano.h
Na tirinha, o quarto quadrinho (Você derrubou o seu suco de laranja no controle remoto!),
temos um ponto de exclamação:
No que diz respeito a aspectos linguísticos do texto CB1A6, julgue o seguinte item.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das
ideias do texto caso se substituísse o ponto final que encerra
o segundo período do segundo parágrafo pelo sinal de
dois-pontos, feito o devido ajuste de maiúscula e minúscula
no período.
Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o item que se segue.
Seriam preservadas a correção gramatical e as relações de
coesão e coerência do primeiro parágrafo caso se
substituísse, no segundo período, a vírgula empregada após
“plataformas” por ponto final, desde que feito o devido
ajuste de minúscula para maiúscula na letra inicial da palavra
“características”.

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/16255248647382535/
I. Há a ausência da inicial maiúscula no período.
II. Há a ausência do acento grave na locução adverbial “as vezes”.
III. Há presença indevida de uma vírgula separando o sujeito do predicado.
IV. Observa-se a ausência do ponto finalizando o período.
V. A expressão “mais” está inadequada, a ocorrência exige o “mas”.
Estão CORRETOS:


A correção gramatical do texto seria mantida caso a vírgula empregada após “diferentes” (linha 42) fosse substituída por ponto, com a concomitante alteração de minúscula para maiúscula na palavra “o”, que se segue, da seguinte forma: podem ser diferentes. O que faz.
Benefícios de uma viagem para a saúde
- Você gosta de viajar? Então já deve ter percebido que esse hábito promove uma série de
- melhorias na qualidade de vida, seja para a alma ou para ganhar conhecimento, visitar novos
- lugares, ter acesso a culturas diferentes e fazer novas amizades é muito bom. Além disso, esse
- hábito também traz muitas vantagens à saúde, como falaremos a seguir.
- Fuga da rotina: o primeiro e talvez mais importante benefício de uma viagem é a fuga da
- rotina, que por muitas vezes se torna pesada e altamente estressante. Afastar-se dessa rotina,
- mesmo que apenas por uns dias, e esquecer dos problemas focando apenas em descansar
- promove um bem-estar imenso.
- Maior criatividade: as viagens sempre aguçam a criatividade, e o motivo para isso acontecer
- é simples. Quando nos mantemos presos a uma rotina, nossa visão do mundo acaba sendo
- reduzida. Logo, ao viajarmos mais, nos mantemos sempre em contato com coisas novas, o que
- aumenta a criatividade.
- Maior confiança e autoestima: por mais que uma viagem seja cuidadosamente planejada,
- sempre podem acontecer imprevistos e, ao conseguir superá-los, sua confiança e autoestima
- serão elevadas.
- Aumento da habilidade social: pessoas tímidas e com problemas de socialização se tornam
- capazes de superar essas condições quando criam o hábito de viajar, porque durante uma viagem
- é praticamente impossível evitar o contato social.
- Criação de boas lembranças: ter boas memórias é fundamental para se manter feliz nos
- períodos em que não se está viajando e evitar problemas como a depressão, por exemplo. Isso
- acontece porque boas lembranças aumentam a produção de serotonina e de outros hormônios,
- como a endorfina, que é um poderoso analgésico natural do organismo humano
.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/viagem-livre/8-beneficios-de-uma-viagem-para-a-saude/– texto adaptado especialmente para esta prova).
O sinal de pontuação da frase “Você gosta de viajar?” se chama:
Benefícios de uma viagem para a saúde
- Você gosta de viajar? Então já deve ter percebido que esse hábito promove uma série de
- melhorias na qualidade de vida, seja para a alma ou para ganhar conhecimento, visitar novos
- lugares, ter acesso a culturas diferentes e fazer novas amizades é muito bom. Além disso, esse
- hábito também traz muitas vantagens à saúde, como falaremos a seguir.
- Fuga da rotina: o primeiro e talvez mais importante benefício de uma viagem é a fuga da
- rotina, que por muitas vezes se torna pesada e altamente estressante. Afastar-se dessa rotina,
- mesmo que apenas por uns dias, e esquecer dos problemas focando apenas em descansar
- promove um bem-estar imenso.
- Maior criatividade: as viagens sempre aguçam a criatividade, e o motivo para isso acontecer
- é simples. Quando nos mantemos presos a uma rotina, nossa visão do mundo acaba sendo
- reduzida. Logo, ao viajarmos mais, nos mantemos sempre em contato com coisas novas, o que
- aumenta a criatividade.
- Maior confiança e autoestima: por mais que uma viagem seja cuidadosamente planejada,
- sempre podem acontecer imprevistos e, ao conseguir superá-los, sua confiança e autoestima
- serão elevadas.
- Aumento da habilidade social: pessoas tímidas e com problemas de socialização se tornam
- capazes de superar essas condições quando criam o hábito de viajar, porque durante uma viagem
- é praticamente impossível evitar o contato social.
- Criação de boas lembranças: ter boas memórias é fundamental para se manter feliz nos
- períodos em que não se está viajando e evitar problemas como a depressão, por exemplo. Isso
- acontece porque boas lembranças aumentam a produção de serotonina e de outros hormônios,
- como a endorfina, que é um poderoso analgésico natural do organismo humano
.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/viagem-livre/8-beneficios-de-uma-viagem-para-a-saude/– texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual sinal de pontuação substitui corretamente a figura da linha 22 do texto?
Assinale a frase com pontuação correta.
Texto para as questões 1 a 10:
Oceanos batem recorde de calor em meio à falta de ações
1Recorde de temperaturas, ondas de calor cada vez mais frequentes e acidificação acelerada: o mais recente relatório
da OMM (Organização Meteorológica Mundial) confirmou uma série de indicadores negativos para os oceanos.
As águas, que cobrem mais de 70% da superfície da Terra, têm um papel importante na regulação do clima. A maior
parte da energia acumulada no sistema atmosférico vai para os oceanos, que foram fundamentais para que as temperaturas
5 globais não se elevassem ainda mais nas últimas décadas.
Os dados mais recentes evidenciam, contudo, uma rápida degradação das condições dos mares. Ano mais quente da
história da humanidade, 2023 ficou marcado também por um aumento sem precedentes das ondas de calor marinhas, que
chegaram a uma cobertura média diária de 32% dos oceanos. No recorde anterior, em 2016, as cifras eram de 23%.
A situação mereceu um alerta especial da OMM, que é vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas). “A escala
10 de tempo dos oceanos não é tão rápida quanto a da atmosfera. Mas, uma vez que a mudança está estabelecida, eu diria que
é quase irreversível”, avaliou a secretária-geral da entidade, Celeste Saulo.
“A tendência é realmente muito preocupante. E isso se deve às características da água, que retém o calor por mais
tempo do que a atmosfera. É por isso que estamos prestando cada vez mais atenção ao que está acontecendo nos oceanos.”
As ondas de calor marinhas têm grande influência também no processo de branqueamento de corais, ecossistemas
15 essenciais para o equilíbrio da vida marinha. Nos últimos meses, diversas instituições, incluindo a Noaa (agência atmosférica
e oceânica americana), emitiram alertas para o risco de episódios de grandes proporções.
Nesse processo, desencadeado pelo estresse térmico, os corais expulsam as algas que vivem em seus tecidos, ficando
assim mais vulneráveis a diversos problemas, incluindo a falta de nutrientes e a doenças.
“Temos o risco de uma espécie de desertificação [da vida] dos oceanos quando esse branqueamento de corais se
20 expande muito amplamente”, disse o chefe de monitoramento climático da OMM, Omar Baddour.
Os níveis recordes de acidificação dos oceanos, resultado da absorção dos níveis sem precedentes de dióxido de
carbono, contribuem para deteriorar ainda mais os ecossistemas marinhos.
Diante desse cenário, cientistas de todo o mundo têm elevado os alertas para reforçar a proteção dos oceanos.
Em 2023, após mais de uma década de negociações, a comunidade internacional concordou com um tratado no âmbito
25 da ONU para a preservação do chamado “alto-mar”, as águas que se estendem para além do limite de 370 km da costa das
atuais jurisdições nacionais.
Até agora, os compromissos internacionais de preservação se enquadravam nas águas nacionais. Ainda que o alto-
mar tenha sido de certa forma mais preservado historicamente, a situação se alterou nas últimas décadas.
O aumento da regulação nos mares mais próximos, combinado à crescente exaustão de recursos naturais nessas
30 regiões, tem expandido rapidamente as “fronteiras” marítimas. Além dos danos trazidos pelas mudanças climáticas, as águas
mais afastadas tornaram-se frequentemente exploradas por atividades intensivas que se aproveitam das lacunas legais.
No tratado, os países assumem o compromisso com a preservação de pelo menos 30% dos oceanos até 2030.
Atualmente, apenas cerca de 3% dos oceanos do globo estão sob proteção total ou muito elevada.
Apesar de ter sido classificado como histórico por ambientalistas, o acordo só entra em vigor quando pelo menos 60
35 países o tiverem ratificado. Até agora, apenas Palau, um Estado insular do Pacífico, e o Chile cumpriram esse requisito.
“O tratado foi um avanço muito grande na perspectiva da governança global dos oceanos. Estamos fechando uma
lacuna importante, porém ainda é necessário que os países se comprometam e ratifiquem o documento no seu cenário
doméstico”, destaca Leandra Gonçalves, doutora em relações internacionais e professora do Instituto do Mar da Unifesp
(Universidade Federal de São Paulo).
40 “O Brasil, por exemplo, ainda não ratificou”, completou a bióloga.
A necessidade dos processos de ratificação foi um dos temas debatidos na Cúpula Mundial dos Oceanos, realizada em
março em Lisboa. Diretor científico e administrador da Fundação Oceano Azul, Emanuel Gonçalves destacou a importância da
proteção dos ecossistemas marinhos.
“Nós levamos 300 anos para proteger 3% dos oceanos da pesca extrativa. Se fizermos agora a mesma coisa, vamos
45 levar mais 300 anos. Temos de fazer diferente. Precisamos acelerar os processos e garantir a proteção baseada na melhor
evidência científica”, diz o pesquisador.
A falta de financiamento para medidas de preservação tem sido historicamente um dos principais entraves ao
estabelecimento das zonas protegidas. Além de cobrar mais recursos para a implementação das áreas de proteção, Gonçalves
diz que os oceanos merecem mais espaço na agenda internacional.
50 “A relação entre o oceano e o clima tem sido algo negligenciado no âmbito das convenções das alterações climáticas
[as COPs]”, avaliou.
Para Leandra Gonçalves, embora o tema venha ganhando espaço desde a Rio+20, realizada em 2012, ainda é preciso
garantir que as discussões se transformem em medidas concretas
“Os oceanos estão ocupando um espaço maior na agenda internacional, e isso tem se refletido na agenda doméstica
55 dos países, em especial daqueles que têm grandes zonas costeiras. Mas ainda está muito tímida a prática desses países para
as questões das mudanças climáticas, da conservação da biodiversidade e da poluição”, enumerou. “Precisamos aproximar
o discurso da prática.”
Giuliana Miranda. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 28 mar. 2024.
Nos últimos meses, diversas instituições, incluindo a Noaa (agência atmosférica e oceânica americana), emitiram alertas para o risco de episódios de grandes proporções. (linhas 15 e 16)
Selecione a alternativa em que se tenha construído pontuação igualmente correta para o período acima.
Leia o texto abaixo para responder às questões de 11 a 20.
País Rico
Por Lima Barreto
Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, o os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…
Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se à construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer, porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.
Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam:
— Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas destinadas a elas?
O governo responde:
— Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro.
E o Brasil é um país rico, muito rico…
As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não têm cavalos, etc.; etc.
— Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas?
O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo acode logo:
— Não há verba; o governo não tem dinheiro.
— E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios.
O Brasil é um país rico…
Glossário: 1. Calariça: preguiça, ociosidade; 2.Sarjeta: escoadouro de águas das chuvas que ficam à beira do meio-fio das calçadas; 3. Pasmosa: assombrosas, milagrosas, inauditas; 4. Regimento: conjunto de normas, disciplina, regime; 5. Guarnições: conjunto de tropas destinadas para fazer a proteção ou vigília de um determinado local, guarnecimento.
Fonte: Barreto, Lima. País Rico. Disponível em: https://www.culturagenial.com/ Acesso em 02 de abril de 2024. [Adaptado]
No fragmento “por que o governo não aumenta o número de escolas destinadas a elas?”, qual é o tipo de frase utilizada pelo autor e o que demarca essa classificação?
Urubus urbanos
Por mais curioso que pareça, é cada vez mais comum olhar para o alto de casas e prédios em ambientes urbanos e deparar-se com urubus acomodados nos telhados. Essas aves, frequentemente interpretadas como sinal de mau agouro, desempenham uma função ecológica nesse contexto urbano.
A primeira questão que deve ficar clara é que se deve evitar pensamentos supersticiosos em relação aos urubus. Ter um urubu sobre o telhado de sua casa não significa mau agouro, mas sim que provavelmente há algum tipo de carcaça nas proximidades.
Devido à sua natureza necrófaga, alimentando-se de materiais em decomposição, os urubus exercem uma função específica no ecossistema urbano. O aumento na produção de lixo nas grandes cidades se torna um dos principais atrativos para essas aves.
A partir da observação do crescimento da quantidade de urubus presentes nas grandes cidades, constata-se que essas aves se adaptaram ao ambiente urbano. O fenômeno começou há pouco mais de uma década, com o número de urubus nas cidades aumentando progressivamente. Até certo momento, os moradores mal percebiam esse aumento; as pessoas achavam curioso quando viam um urubu pousado no telhado do vizinho.
À medida que essas aves foram se tornando mais à vontade, os moradores passaram a se assustar. Trata-se de um animal com um bico curvo e afiado, pronto para o ataque. Contudo, a questão é que devemos entender que o planeta pertence a todas as espécies vivas que o habitam. Dessa forma, não temos o direito de questionar a presença dos urubus, apenas pensar em soluções que tornem a convivência mais tranquila.
Cultura Mix - “Significado de Urubu no Telhado”. Com adaptações.
Além do ponto final, são sinais de pontuação que aparecem no trecho abaixo:
Até certo momento, os moradores mal percebiam esse aumento; as pessoas achavam curioso quando viam um urubu pousado no telhado do vizinho.