Questões de Concurso Sobre uso das aspas em português

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Q4222272 Português
Quanto à correta pontuação, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Vírgula.
B- Aspas.
C- Asterisco.
D- Dois-pontos.
Coluna II.
1- Usamos para isolar o nome do lugar quando seguido de data.
2- Utilizamos nos dicionários e nas enciclopédias, para remeter a um verbete.
3- Recorremos para marcar a supressão de uma conjunção (conectivo).
4- Empregamos para enfatizar um termo, uma palavra ou uma expressão dentro da estrutura oracional. 
Alternativas
Q4220092 Português
Leia o texto a seguir.


O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
No trecho "O cérebro processa essas distrações e pensa: 'Isso é bom, vamos fazer de novo'" (4º parágrafo), o uso das aspas produz o efeito de:
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Q4209906 Português

Para que Literatura (Olga de Sá)


      Nesta época de tanta ciência e tecnologia, para que publicar textos de Literatura? Quem por eles se interessaria?

      As perguntas sobre os grandes temas da vida humana se tecem nos poemas e nas obras de ficção. A Literatura, já o disse de outra maneira Roland Barthes, não responde às perguntas, fechando-as; porque as amplia, multiplica suas respostas. Não pretende atingir nenhuma “verdade”; pretende abrir nossa mente para as inúmeras percepções de mundo, que existem nos universos mentais das pessoas.

      Mas do que precisamos, dizem os homens práticos, é de soluções, respostas, de expedientes úteis, de resolver os problemas da cidade e do campo.

      Então para que Literatura? Para levantar questões fundamentais, abrir nosso mundo pequenino, feito de minúsculos fatos do dia a dia, ao grande painel de reflexão humana. Vivemos em Lorena, mas podemos transitar em Londres, Paris, Estados Unidos, Rússia, Antártida, Terra do Fogo, Noruega, Índia, no planeta Marte, nas Galáxias infinitas, enfim, no Cosmos. Sem perder o pé na realidade.

      A leitura é o meio que temos de conviver com valores e ideias de outros universos, no espaço e no tempo, inacessíveis, de outro modo, à experiência humana. [...]

      Por que não Literatura? Por que não Poesia? A poesia é o que criamos de mais próximo do núcleo da realidade do ser. Parecendo etérea e desvinculada de nossas metas pragmáticas, a poesia, no entanto, nos dá o mundo em lágrimas e em risos, em vida e em morte, em angústia e esperança, o mundo em dimensões de humano. O poema recupera o ritmo das coisas, capta o alento e a respiração do todo, e os exprime em “palavras-coisas” essenciais.

      Por vezes, a poesia invade nossa vida sob forma de uma criança, um palhaço, um bêbado, um louco. Sob a forma de flor, de bicho, de árvore, de fogo, de beleza, enfim. Se isso acontecer, se formos capazes de reconhecer o rosto de nossa irmã-poesia nos pequenos ou breves encontros com as coisas, então estamos salvos do tédio e do desespero.

      Cada um de nós, enquanto se torna receptivo aos grandes temas da Literatura – o amor e a morte, a liberdade e o destino, o absurdo e o racional, a iniquidade e a justiça, a angústia e o medo, o desespero e a esperança, a beleza e o grotesco -, poderá encontrar em si o diálogo com as profundezas do ser e o silêncio diante do mistério.

      Para que Literatura? Para termos o direito ao sonho e a garantia da realidade.


(SÁ, Olga de. Introdução. In: GUIMARÃES, Ruth. Contos de cidadezinha. Centro Cultural Teresa d´Ávila, 1996). 

No segundo parágrafo, o uso de aspas em “verdade”, se justifica, pois 
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Q4208086 Português
Por que as gaivotas roubam comida?

Por Marlene Zuk

 

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2026/03/por-que-as-gaivotas-roubam- comida-cientistas-fizeram-um-experimento-com-batatas-fritas-para-descobrir – texto adaptado especialmente para esta prova). 
No trecho retirado do texto “as pessoas têm opiniões muito diferentes sobre as gaivotas, desde amá-las como símbolos do mar até chamá-las de ‘ratos com asas’”, as aspas na expressão “ratos com asas” são utilizadas para: 
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Q4206912 Português

Como é o trabalho de encontrar dinossauros?


Por Redação National Geographic Brasil



(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/11/como-e-o-trabalho-de-encontrar- dinossauros-um-paleontologo-revela-os-passos-de-uma-descoberta-pre-historica – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Analise as assertivas abaixo, que apresentam trechos retirados do texto:


I. Em “quais animais viveram no passado, quais não...”, o emprego das reticências sugere que o cientista interrompeu a fala por hesitação ou esquecimento momentâneo.


II. No trecho “Como o ‘escritório’ dos paleontólogos muda constantemente de lugar”, o emprego das aspas na palavra “escritório” indica que os paleontólogos têm escritórios próprios onde realizam suas atividades.


III. Em “Após o café da manhã (os argentinos costumam tomar mate ou café)”, os parênteses introduzem uma informação explicativa, complementando a ideia de que a refeição matinal dos pesquisadores pode incluir bebidas típicas da região, como o mate.


Quais estão corretas?

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Q4202691 Português

Texto CG1A1

Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.

O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual.

De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.

Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção.

Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões.

 

William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:

Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).

No trecho “Como nos lembramos do que as coisas ‘deveriam’ custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor” (segundo parágrafo do texto CG1A1), ao isolar o termo ‘deveriam’ entre aspas, o autor visa 
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Q4201295 Português
Leia o texto 1 para responder às questão,

Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
As aspas usadas no quarto e no quinto parágrafos 
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Q4200279 Português
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e carreira

    O filósofo e educador defende que é possível encontrar no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar momentos difíceis também. Quando se gosta de uma atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando

    Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:

     Felicidade

    Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.

    Prazer

    Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.

     Sentido da vida x Meio para um fim 

    A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
   
     Atividade desgostosa

     Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...

    [...]

Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
As aspas do primeiro parágrafo foram utilizadas para 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197147 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
As aspas presentes no trecho – ... muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças. (4o parágrafo) – foram empregadas para
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Q4184413 Português
No texto, a palavra “guardará” (l. 06) aparece entre aspas. O uso desse recurso mostra que o autor quis: 
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Q4179957 Português
Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Interdisciplinaridade: conceito, importância e vantagens

(Disponível em: https://fia.com.br/blog/interdisciplinaridade – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo sobre sinais de pontuação no texto:

I. A vírgula da linha 21 separa uma oração adverbial.
II. A vírgula da linha 48 marca a ocorrência de um processo chamado enumeração, assim como a vírgula da linha 33.
III. As aspas das linhas 15 e 19 indicam que o trecho é uma citação literal.

Quais estão corretas? 
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Q4178702 Português
Atriz de ‘Game of Thrones’ sofre ataque gordofóbico

Emilia Clarck, que interpretou Daereys Targaryen na série Game of Thrones, foi alvo de comentários preconceituosos do CEO da TV australiana Foxtel, Patrick Delany. Durante discurso no lançamento de A Casa do Dragão, em Sidney, Delany assim se referiu à atriz: “Que série é essa, com essa personagem baixinha e cheinha que anda sobre o fogo, pensei a primeira vez que assisti à Game of Thrones?”. Repercutiu muito mal, o que o fez se desculpar publicamente. Delany disse que “foi mal compreendido e não queria ofender ninguém”.

(Texto adaptado. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/)
As aspas são um recurso usado na linguagem escrita em diferentes situações. No texto, o autor faz uso desse sinal gráfico com a intenção de: 
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Q4173545 Português

        O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. 

        Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução.

        Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas.

        Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico.


Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 

(com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.


O uso das aspas no primeiro parágrafo indica um afastamento do autor da ideia transmitida no trecho por elas delimitado. 

Alternativas
Q4171074 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Revisão da Lei de Cotas em meio à campanha eleitoral é risco de retrocesso, avaliam parlamentares







Disponível em https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/01/29/revisao-da-lei-de-cotas-em-meio-a-campanha-eleitoral-e-risco-de-retrocessoreceiam-parlamentares.ghtml Publicado e Acessado em 29/01/2022 Texto Adaptado 1 De acordo com o texto em 2022, a Lei de Cotas será  
 
"coitadismo" (linha 18) está entre aspas no texto para destacar que  
Alternativas
Q4170880 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Q1_10.png (713×624)

Disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/ciencia-e-politica-em-tempos-de-negacionismo/ Acesso em 22/01/22. Texto Adaptado. 
A expressão “retorno à normalidade” (linha 10) está entre aspas para sinalizar que se trata de um(uma)
Alternativas
Q4165031 Português
TEXTO

Jorge gritou pra moçada: "Aí, quem é o primeiro? Quando cheguei tinham cinco que dormiram aqui mesmo."

O bate-boca começou: "Fui o primeiro!" "Que nada, cara, quando você chegou eu já estava aqui, tá lembrado?". Mas o grupo ainda era pequeno, e Jorge botou ordem na casa. Ou melhor, na fila, que foi o que decidiram fazer, para não deixar os engraçadinhos levarem vantagem. Quando a bilheteria abriu, a multidão estava tranquila. Ninguém no prejuízo.

Fila de banco, supermercado, sacolão. Para comprar passagem na rodoviária, fazer matrícula, entrar no estádio. Ninguém gosta de filas. Seria super se elas não existissem... 

As filas fazem parte da vida em sociedade e são um ótimo exemplo das regras que ela nos impõe. A idéia de fila ajuda a entender uma outra coisa que, muitas vezes, não vemos com bons olhos: a lei.

Regras, ou indicações de como agir, facilitam a vida. E evitam problemas maiores. Jogo sem regras existe? Só se for o do "eu sozinho”!

No futebol, bola na rede é gol, bola na mão pode ser falta ou pênalti. Já o vôlei é com as mãos, bola na rede pode ser erro e no pé não é jogada das mais elegantes. Quem pratica esses esportes sabe disso. E não mistura as bolas. Muito menos as regras.
Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4163677 Português

Adolescentes e redes sociais: pesquisa acende alerta sobre bullying digital contra meninas


    Na semana passada, o IBGE divulgou a maior pesquisa já feita sobre a saúde dos adolescentes brasileiros. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) entrevistou mais de 150 mil estudantes de 13 ....17 anos em escolas de todo o país.


    Os dados mostram que 43% das meninas relatam sofrimento emocional grave. Uma em cada quatro sente que ...... vida não vale ..... pena. A satisfação com o próprio corpo caiu pela terceira vez consecutiva: era 70% em 2015, passou a 66% em 2019 e chegou a 58% em 2024. Três medições, três quedas. Entre os meninos, os indicadores também preocupam. Mas entre as meninas, o que aparece não é preocupação, é emergência.


    Ao longo da série “O preço do vício em telas”, tenho falado sobre o que as telas fazem com o cérebro: o sono invadido, o vício reconhecido e não interrompido, o espelho incômodo dos adultos e os algoritmos que treinam a raiva. Tudo isso opera em qualquer pessoa conectada. Mas a Pense revela algo que ainda não tínhamos nomeado: o preço não é distribuído igualmente. As meninas sofrem mais bullying na escola (43% contra 37% dos meninos), mais cyberbullying (15% contra 10%), mais tristeza persistente e mais vontade de se machucar. Os mesmos algoritmos que alimentam a raiva, _ _ _ _ _ _ a vergonha, a comparação e a _ _ _ _ _ _ especialmente em meninas de até 14 anos, _ _ _ _ _ _ a um feed que reforça a sensação de nunca serem suficientes.


    No mesmo dia em que a Pense foi divulgada, um júri em Los Angeles condenou a Meta e o YouTube por negligência. Pela primeira vez, plataformas foram responsabilizadas judicialmente não pelo conteúdo que hospedam, mas pelo próprio design dos seus produtos. O caso envolvia uma jovem que começou a usar as redes na infância e chegou a passar 16 horas por dia conectada, desenvolvendo depressão e pensamentos suicidas. A defesa da Meta culpou o ambiente familiar da jovem, mas o júri não aceitou. A estratégia dos advogados da vítima foi a mesma usada contra a indústria do tabaco nos anos 90: não é que por acaso o produto leve a más consequências, mas que ele é projetado para viciar. Zuckerberg depôs pessoalmente pela primeira vez num tribunal. A Meta foi responsabilizada por 70% da indenização. A frase do advogado da jovem resume o que mudou: “o veredito de hoje é um recado de um júri para toda uma indústria.”.


    O Brasil não está parado. Em 17 de março, entrou em vigor o ECA Digital, a primeira lei das Américas a enfrentar diretamente o que o design viciante das plataformas faz a crianças e adolescentes: verificação de idade real para valer e fim da autodeclaração de “tenho 18 anos”; menores de 16 só com conta vinculada a responsável; proibição de mecanismos como rolagem infinita e reprodução automática para menores; multa de até 10% do faturamento. A lei existe e, agora, o desafio é outro: a pesquisa TIC Kids Online 2025 mostra que 92% das crianças e adolescentes brasileiros usam a internet e 85% têm perfil em pelo menos uma rede social. O problema que a lei enfrenta não é pequeno, é do tamanho de uma geração.


    Volto aos números que abriram esta coluna. 43% das meninas com sofrimento emocional. 25% que sentem que a vida não vale a pena. Esses números têm rostos, corpo e coração: são meninas e alunas de escolas em Porto Alegre, Recife ou Manaus, com o celular no bolso e um feed que ninguém fiscaliza. Em toda a série, tenho falado sobre consequências negativas do vício em telas. A Pense mostrou claramente sobre quem o peso recai com mais força. Saber disso e não agir também é uma escolha.


    Esta é a oitava coluna da série “O preço do vício em telas”. Te espero toda quinta-feira, aqui.

Texto Adaptado.

Observe o período abaixo:

A frase do advogado da jovem resume o que mudou: "o veredito de hoje é um recado de um júri para toda uma indústria".

As aspas foram usadas para: 
Alternativas
Q4160801 Português
Analise a fala do amigo do devedor no segundo balão de fala. O emprego dos dois-pontos logo antes das aspas simples teve a finalidade CORRETA de: 
Alternativas
Q4153959 Português
Ministério da Saúde anuncia quase R$ 12 milhões para o enfrentamento da doença de Chagas em municípios


    O Ministério da Saúde anunciou, no Dia Mundial da Doença de Chagas, o investimento de quase R$ 12 milhões para o fortalecimento das ações de vigilância e controle da doença de Chagas em 17 estados do país. Com o repasse, o Governo do Brasil reforça o compromisso de manter o país avançando no controle da doença. O recurso fortalece a capacidade de atuação contínua em 155 municípios prioritários, apoiando ações essenciais como captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos. 

    “Não podemos esquecer que se trata de uma doença relevante, que já ultrapassou fronteiras e hoje também está presente no sul dos Estados Unidos, o que amplia a preocupação em nível global. Felizmente, o Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da doença. Houve um aumento de 130% na testagem para Chagas, fortalecendo a detecção precoce e ampliando as oportunidades de cuidado oportuno para a população”, afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Durante a 18ª edição da Expoepi, em Brasília, um dos principais eventos de vigilância em saúde do país, foram reconhecidos os municípios de Anápolis e Goiânia, em Goiás, com selo bronze de boas práticas para eliminação da transmissão vertical da doença. A programação da mostra inclui apresentação de pesquisas, iniciativas de vigilância e experiências bem-sucedidas nos territórios. O evento também conta com uma exposição dedicada à doença de Chagas, com conteúdos educativos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento voltados a profissionais de saúde e à população.

    “A doença de Chagas ainda representa um desafio importante para a saúde pública, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social e presença de vetores. Estamos direcionando recursos com base em critérios técnicos, o que permite maior efetividade das ações e impacto direto na redução da transmissão. Nosso compromisso é ampliar o diagnóstico, garantir o tratamento oportuno e avançar de forma consistente na eliminação da doença como problema de saúde pública no Brasil”, afirmou a Secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

    A seleção foi baseada em critérios técnicos que consideram a interação dos insetos vetores com o ambiente e vulnerabilidade social, com prioridade para municípios classificados como de risco “muito alto” em índice composto (presença de vetores e condições socioambientais) e localidades com registro recente do vetor Triatoma infestans. Também foram considerados municípios com alta prioridade e de muito alta prioridade, para a forma crônica da doença de Chagas, concentrados principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste. 

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também anunciou a fase 2 do projeto “Selênio como tratamento na cardiopatia crônica da doença de Chagas (STCC-2)”, que busca avaliar a eficácia e a segurança do mineral como estratégia terapêutica complementar para pacientes com cardiopatia chagásica crônica. 

    A expectativa é que a pesquisa gere evidências científicas mais robustas e representativas em diferentes perfis de pacientes. Os resultados poderão subsidiar a avaliação de tecnologias à base de selênio – substância com ação antioxidante e anti-inflamatória – para proteção cardiovascular, além de apoiar sua possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, os avanços científicos são essenciais para ampliar as opções terapêuticas e garantir o cuidado em tempo oportuno no SUS. “A doença de Chagas ainda afeta muitas famílias brasileiras, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. Por isso, investir em pesquisas nessa área é também um compromisso com a equidade e com a promoção de um cuidado mais digno e acessível para todos”, destacou.

    O Brasil tem ampliado o enfrentamento à doença de Chagas com mais diagnóstico, vigilância e assistência. Entre 2023 e 2025, a distribuição de testes e medicamentos cresceu mais de 130%, aumentando a detecção e o tratamento. As ações ganham ainda mais relevância durante a mobilização pelo Dia Mundial da Doença de Chagas, com foco no cuidado integral e na prevenção.

    Entre os avanços estão a retomada do benznidazol pediátrico, a ampliação de especialistas no SUS e o reforço da vigilância com recursos para municípios. O país também prepara a certificação inédita de cidades pela eliminação da transmissão vertical da doença.

    Nesse contexto, o Programa Brasil Saudável busca eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030, com foco na redução das transmissões vetorial, oral e vertical, além do diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS. A iniciativa integra ações de 14 ministérios, prioriza populações vulneráveis e reconhece a doença como socialmente determinada, ainda presente em cerca de 1,2 milhão de brasileiros.

    O cenário epidemiológico reforça a urgência das medidas: em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com maior concentração no Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará. Em 2025, dados preliminares indicam 627 casos agudos (97% no Norte) e 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás, evidenciando a persistência da doença em áreas endêmicas.


(Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/. Acesso em: abril de 2026. Adaptado.)
A respeito das aspas e dos parênteses utilizados no 5º§, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) As aspas destacam o valor da expressão “muito alto”.
( ) Os parênteses intercalam uma explicação.
( ) A informação disposta entre os parênteses é essencial para o entendimento do trecho.
( ) Os parênteses podem ser substituídos pelas aspas sem prejuízo sintático.

A sequência está correta em
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145154 Português
São recursos paralinguísticos, linguísticos e/ou retóricos utilizados nos textos 1 e 2: 
Alternativas
Respostas
21: C
22: A
23: D
24: D
25: B
26: C
27: B
28: D
29: E
30: C
31: E
32: C
33: C
34: B
35: C
36: A
37: B
38: A
39: A
40: D