Questões de Concurso Sobre uso das aspas em português

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Q2399435 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


IDEIAS E LIBERDADE


Dias atrás me chamou a atenção um texto do amigo e filósofo Luiz Felipe Pondé. Sua provocação era: “O capitalismo estaria apodrecendo?”. Estaria chegando ao fim sem nenhuma utopia viável para pôr no lugar? Achei interessante aquilo. Existe agora o “modelo chinês”, desafiando a democracia liberal. Há muita instabilidade política e um debate imenso sobre os males do mercado. Estariamos à beira de algum precipício?

Uma das razões para a decadência seria o impacto das novas tecnologias - como a automação, a internet das coisas e a inteligência artificial - na destruição dos empregos. O raciocinio é intuitivo. Quando chegarem os carros autônomos, o que os motoristas do Uber vão fazer? E o pessoal do telemarketing, quando tudo for automatizado? Foi assim com os cubeiros, lá em Porto Alegre, chamados de “tigres”, que carregavam aqueles cilindros com dejetos humanos, antes das redes sanitárias. E com as telefonistas inglesas, que eram 120.000, em 1970, e hoje não passam de 20.000.

Muitos postos de trabalho desaparecerão e outros serão criados. Estudo da OCDE mostrou que, em vinte anos, o emprego industrial declinou 20% mas cresceu 27% no setor de serviços. E o feijão com arroz da economia de mercado. Schumpeter já havia teorizado sobre isso com sua tese da “destruição criadora”. Ainda recentemente, três pesquisadores da Consultoria Deloitte, lan Stewart, Debapratim De a Alex Cole, apresentaram uma pesquisa com dados do censo inglês desde 1871 e foram taxativos: “A tecnologia criou mais empregos do que destruiu nos últimos 144 anos”.

Outra razão do abismo seria a desigualdade. Se tornou comum dizer que a má distribuição de renda vai corroer o sistema. Falta demonstrar qual o padrão “certo” de distribuição econômica que se deve buscar. Como bem observou John Rawls, tendemos a comparar nossa situação com a de pessoas mais próximas a nós, nas comunidades em que convivemos e em relação às posições a que aspiramos. Não na “grande sociedade”. Ninguém acorda todos os dias enfurecido com a fortuna de Jeff Bezos. Mas, com razão nos indignamos se fomos discriminados, no trabalho ou na vida social.

Nos temas que realmente importam há avanços relevantes em nosso tempo. A drástica redução da pobreza talvez seja o mais crucial deles. Apenas no período da malafamada globalização, a pobreza global caiu de 36% para 10% entre 1990 e 2015. Outro aspecto: a convergência das famílias americanas com alimentação caiu de 4,2 dos padrões básicos de vida. O US Bureau of Labor Statistic mostrou que, entre 1901 e 2002 0 gasto das famílias americanas com alimentação caiu de 42% para 13% de sua renda. Na Inglaterra, o gasto caiu de 35%, em 1050, para pouco mais de 11% em 2014.Não só a renda cresceu, como o custo relativo dos produtos básicos caiu significativamente.

Há um tema muito mais amplo ai que se refere à igualdade de direitos. Lembro quando Obama, no aniversário dos cinquenta anos na Marcha de Selma, provocou a imensa multidão que refazia o projeto de Martin Luther King, na luta pelos direitos civis, dizendo que “se você acha que nada mudou nos últimos cinquenta anos, pergunta a alguém que viveu em Selma ou Chicago nos anos 50. Pergunte à mulher que hoje é CEO, e não mais restrita a ser secretária, se nada mudou. Pergunte ao seu amigo gay se é mais fácil ter orgulho na América hoje do que há 30 anos”. E concluiu: “Negar este progresso é roubar nosso próprio poder de transformar.”

No mundo da economia, poucas pessoas expressam melhor um tipo de otimismo realista do que Deirdre Mc-Closkey, autora da monumental trilogia sobre a igualdade, a dignidade e as virtudes burguesas, Deirdre não gosta da palavra capitalismo. Prefere e ideia do “inovismo”. Seu ponto é que não foi o capital, mas, sim as ideias ou a inovação que fizeram a diferença no surgimento da moderna economia do mercado. Em algum momento entre os séculos XVIl e XIX, o homem comum ganhou dignidade. O padeiro, o comerciante, o inventor de coisas. Primeiro timidamente, mas em um processo continuo a pari passu à afirmação das sociedades de direito. Dai o casamento moderno entre a economia de mercado e a democracia liberal.

Fonte: Veja, ed. 2775. Fernando Schuler é cientista político e professor do Insper.

A pontuação estilística é mais um reforço usado pelo autor para destacar, ironizar e vários outros efeitos. As aspas em “modelo chinês”, por exemplo, referem-se:

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Q2261478 Português
TEXTO 3

DIAS DE GUERRA

Marina Manda Lembranças
Quinta-Feira, 3 de Março de 2022

     Escrevo na terça-feira, portanto impedida de saber qual será a evolução do ataque da Rússia contra a Ucrânia.
    Passei cinco anos na guerra. Mas não presenciei bombardeios como aqueles a que estão sendo submetidos os ucranianos. Somente uma vez assisti a um bombardeio, mas na varanda do nosso chalé e protegida pelos braços da minha mãe.
    Conto como isso aconteceu.
    Estava com minha prima na estação esperando o trenzinho que nos levaria para Como, que ficava a vinte minutos de distância, para tomarmos aulas de piano.
    Mas antes do trem chegar, apareceu um bando de bombardeiros em formação de ataque. Havia, perto da estação, uma base de treinamento para jovens oficiais da aeronáutica. Os camisas azuis debandaram, pensando que os bombardeiros estavam destinados a eles. Não estavam.
    Minha prima ordenou: “Você volta para casa!” Ela ficaria esperando o trem e seguiria para Como.
    Fui correndo. E comecei a chorar assim que senti o chão estremecer debaixo dos meus pés. Era muita distância e nosso chalé ficava numa encosta, o que me obrigou a subir a ladeira enquanto chorava. Lembro que apelava à minha mãe, que viesse me salvar, embora ela não soubesse que só minha prima tinha ido para Como e eu estava subindo o declive aos prantos.
    Depois, eu amparada no colo da minha mãe, nossa família ficou olhando estarrecida uma cidade próxima pegar fogo. A espionagem dos aliados tinha descoberto que, embaixo daquela cidade havia um depósito de combustível ou de munições. A maioria dos civis moradores da cidade, que a eles parecia calma e pacífica, morreu no incêndio. Aquele bombardeio foi uma carnificina.
    Olho as fotos dos ucranianos refugiados em bunkers e recordo que, quando ainda morávamos em Como, nosso pai nunca permitiu que nos refugiássemos em abrigos que, entretanto, pareciam seguros. Estava certo de que os bombardeios, quando acontecessem, romperiam as tubulações e libertariam as águas do lago de Como, cantado em prosa e verso pelos autores românticos. E nós morreríamos afogados. “A morrer como ratos – dizia – prefiro morrer de pé”.
    Cerca de um ano depois da guerra terminar, viajei de ônibus com minha mãe, meu irmão e nossa prima, tentando alcançar a costa adriática que havia sido nosso refúgio. Através das janelas empoeiradas vi muita destruição. Vi tanques e trens destroçados, lavouras com buracos enormes, provocados por obuses ou bombardeios. O mundo ao meu redor parecia ser uma ruína só.
    E finalmente atravessamos Milão. Quando morávamos no chalé, olhava o horizonte e sempre via uma coluna de fumaça. Era Milão, centro da indústria italiana, que estava sendo bombardeada. Este tipo de bombardeio constante se chamava “em tapete”, ignoro qual seja o nome disso em português.
    Atravessamos Milão quando já começava a escurecer. Vi edifícios desventrados, alguns com retratos pendurados nas paredes, outros com a marca de escadas agora inexistentes, outros ainda com ladrilhos onde ficava a cozinha e parte dos armários destroçados. Esses edifícios esvaziados de todos os seus andares, só as paredes em pé, foram os que mais impressionaram meus olhos de criança.
    Milão estava toda destruída.
    Dormimos num hotel sórdido, a cama cheia de percevejos.
    Na manhã seguinte voltamos ao ônibus, onde tínhamos nossos lugares e já nos sentíamos amparados.
    Que alívio!, quando vislumbrei pela janela entreaberta a primeira nesga de mar, espremida entre duas construções.
    Havia chegado ao meu lugar.

https://www.marinacolasanti.com/2022/03/dias-de-guerra.html Último acesso em 23/05/2022 
Em “Minha prima ordenou: “Você volta para casa!” Ela ficaria esperando o trem e seguiria para Como.”, o uso das aspas se justifica porque o termo em destaque representa um discurso:
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Q2255195 Português
O texto contextualiza a questão abaixo. Leia-o atentamente.

Notas negras

A minha solidão está ardendo feito pimenta. [...] A humilhação que é acordar depois de uma noite desesperadamente festiva. [...] O mundo inteiro estava embriagado à meia noite, comemorando a angústia universal e chorando de saudade do futuro. Foi nessa hora que ouvi uma mocinha de dezesseis anos pronunciar a palavra compulsório. “Tão bonita”, pensei eu. “Tão jovem”, tão animalzinho gracioso, e, no entanto, já carrega na alma um peso enorme. Nenhum evento espiritual se manifesta impunimente: – é necessária certa dose de sofrimento para aprender o que quer dizer “compulsório.” [...]

(OLIVEIRA, José Carlos. A Revolução das Bonecas. Rio de Janeiro: Sabiá, 1967. P. 12-15.)
Sobre o uso das aspas no texto, analise as afirmativas a seguir.
I. Foram usadas para atribuir sentido irônico nos três casos. II. Foram aplicadas, nos três casos, para indicar a citação literal do pensamento da jovem. III. Nas duas primeiras ocorrências, indicam o pensamento do narrador; na última ocorrência, foram empregadas para destacar uma palavra.
Está correto o que se afirma apenas em
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Q2175814 Português
TEXTO 01 

Brasileiros planejam mudar nome em cartório após lei que dispensou autorização judicial

Nova regra permite alteração para maiores de 18 anos sem necessidade de justificativa; em SP, serviço custa cerca de R$ 166
Bruno Lucca

Maria Gomes de Souza, 57, nasceu na região do Cariri, interior do Ceará, e na infância não sabia seu verdadeiro nome. Chamada de Maria Vaneide desde o nascimento, a mulher só descobriu que seu até então segundo nome não pertencia a ela quando começou a frequentar a escola.

Ao registrá-la, seu pai esquecera de incluir o Vaneide, que ele mesmo havia escolhido. Além disso, Inácio - "em um ato de rebeldia ou arbitrariedade", diz Maria - escolheu não dar à filha o sobrenome da família, Freire. Os familiares de Maria Vaneide nunca deixaram de chamá-la pelo nome perdido.

Hoje moradora de Osasco, na Grande São Paulo, ela nunca tentou incluir a alcunha em seus documentos, apesar do desejo. Para ela, o processo seria longo e cansativo. Até o mês passado, uma decisão judicial era necessária para realizar a alteração.

Aprovada no fim de junho, a lei federal 14.382, conhecida como Lei de Registros Públicos, permite que qualquer cidadão maior de 18 anos modifique seu nome diretamente em cartório de registro civil. Salvo em casos de suspeita de fraude, falsidade e má-fé - análise que deve ser feita pelo oficial de registro-, os solicitantes não têm a necessidade de explicar sua motivação.

Anteriormente, a lei permitia a alteração somente no primeiro ano da maioridade, isto é, entre 18 e 19 anos. Além disso, o pedido deveria ser analisado judicialmente e com a apresentação de um motivo considerado suficiente para alteração. Dessa forma, o processo poderia ser longo e desencorajador para interessados, como Maria.

[...]

Quanto a sobrenomes, a nova lei permite a inclusão e exclusão - esta em caso de sobrenome de cônjuge ou ex-cônjuge-, que também podem ser feitas diretamente em cartório. É possível adotar o sobrenome dos pais, do cônjuge, dos avós, padrastos ou madrastas.

O estudante João Vitor Nogueira da Silva,21, morador de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, ficou animado com a facilitação. Ele pretende incorporar o sobrenome da mãe, a cabeleireira Nilde de Oliveira.

Antes Nilde da Silva - em razão do casamento com o pai de João, Antônio Nogueira da Silva -, ela se divorciou em 2018 e desistiu do sobrenome adquirido.

[...]

A alteração de nome pode ser feita apenas uma vez e não há limite para a de sobrenome. Os valores, segundo a Arpen-SP, são tabelados por estado. Em São Paulo, paga-se em torno de R$166.

Para realizar a mudança, o interessado deve comparecer a um cartório de registro civil com seus documentos pessoais (RG e CPF). Após a alteração, o cartório deve notificar os órgãos expedidores dos documentos de identidade e do passaporte, bem como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Caso o solicitante queira desistir da mudança, deverá entrar com uma ação.

A lei 14.382 também permite a mudança de nome de recém-nascidos em até 15 dias após o registro, quando houver consenso entre os pais. Se não, o caso deve ser encaminhado à Justiça.


Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/07/brasileiros-planejam-mudar-nom
e-em-cartorio-apos-lei-que-dispensou-autorizacao-judicial.shtml>. Acesso em: 20
jul 2022. (Adaptado)
"Além disso, Inácio - "em um ato de rebeldia ou arbitrariedade", diz Maria - escolheu não dar à filha o sobrenome da família, Freire". No trecho retirado do texto, as aspas foram usadas para destacar: 
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Q2169185 Português
Analise o texto abaixo e assinale a alternativa que não apresenta erro de pontuação.
    "A Finlândia deve solicitar a adesão à Otan sem demora Esperamos que as medidas nacionais ainda necessárias para essa decisão sejam tomadas rapidamente dentro dos próximos dias" disseram o presidente do país Sauli Niinisto e a premiê Sanna Marin numa declaração conjunta hoje "Ser membro da Otan fortaleceria a segurança da Finlândia....”
https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimasnoticias/2022/05/12/russia-otan-ucraniaguerra.htm?cmpid=copiaecola- acesso em 12/05/2022
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Q2132149 Português
Brasil faz campanha perfeita e se torna bicampeão
mundial de Futsal Down

Com uma campanha impecável, a Seleção Brasileira conquistou o bicampeonato mundial de Futsal Down, cuja final ocorreu no último domingo (10/04) em Lima, no Peru.
O Brasil conquistou o torneio de forma invicta, tendo derrotado a Argentina na grande final por sonoros 5 a 1, com 4 gols de Júlio e um do capitão da equipe, Renato Gregório, eleito o melhor jogador da competição.
Essa é a segunda final consecutiva entre a nossa seleção e os argentinos, que também ficaram com o vice-campeonato em 2019. 

Campanha impecável no Futsal Down

A Seleção Brasileira, comandada pelo técnico Cleiton Monteiro, conquistou o bi com 5 vitórias em 5 jogos, contra Uruguai, Chile e Turquia (fase de grupos), além de Portugal e Argentina na fase final.
Além disso, fechou o Torneio de Futsal Down com o melhor ataque (51 gols, média de 10,2 por partida), melhor defesa (4 gols sofridos) e artilheiro da competição, Júlio Silva, que sozinho fez 21 gols! 
“Estou bastante contente, trabalhamos muito para conquistar os dois Mundiais”, disse o técnico brasileiro.
Esta é a terceira edição do Campeonato Mundial de Futsal para atletas com Síndrome de Down.
A primeira, sediada em Portugal em 2018, consagrou a Itália como grande campeã. Do ano seguinte pra cá, o Brasil passou a reinar no torneio. 
Vencemos a edição seguinte, de forma invicta, em Ribeirão Preto (SP), e agora a que acabou neste domingo, em Lima.
No próximo ano ocorrerá a Copa América, no Brasil, que será classificatória para o Mundial de 2024 na Turquia. Rumo ao tri! 

Disponível em: https://bityli.com/DCNYFP.
Acesso em: 18 abr. 2022 (adaptado).
Releia este trecho.
“Estou bastante contente, trabalhamos muito para conquistar os dois Mundiais”, disse o técnico brasileiro.”
As aspas utilizadas no texto têm a função de 
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Q2118504 Português
Leia a crônica de Rubem Braga para responder a questão.

Cafezinho

        Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

        Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

        – Ele foi tomar café.

        A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho”. Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante.

        Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

        – Bem, cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

        Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

        – Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.

        Quando a bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

        – Ele está?

        – Alguém dará o nosso recado sem endereço.

        Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

        – Ele disse que ia tomar um cafezinho...

        Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

        – Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...

        Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

       Quando vier a grande hora de nosso destino, nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.

(Rubem Braga.https://www.culturagenial.com/ cronicas-famosas-comentadas/Acesso: 18.11.2021)
Na frase do texto – Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante. (4º parágrafo) – as aspas foram empregadas com a intenção de
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Q2104304 Português


CLAVÉ, Christophe. Disponível em: https://dasculturas.com/2020/12/20/o-qi-medio-da-populacao-mundial-diminuiu-nos-ultimos-vinte-anoschristophe-clave/ (acesso em 28/04/2022).
1“Em 1982, James Flynn, um filósofo e psicólogo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, analisou os manuais americanos para testes de QI e percebeu que esses testes eram revisados a cada 25 anos ou mais – assim, os organizadores conseguiram observar um cenário que colocasse lado a lado os testes antigos e os novos”. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150304_testes_qi_inteligencia_rm; acesso em 28/04/2022 (nota da banca elaboradora). 

Na linha 21, empregaram-se as aspas, de acordo com o que preconiza Cunha e Cintra (2017)*:




*CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 7 ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2017, p. 676-677.

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Q2069051 Português
As verdades mais profundas

     As tragédias no Brasil são esquecidas facilmente. A comoção não se sustenta ao fim de 48 horas. E depois tudo volta à “normalidade” em um país como o nosso, que ainda tem uma enorme dívida para com o seu povo negro.
  Crianças negras são mortas por balas perdidas; homens negros são torturados e assassinados por serem negros; mulheres negras são discriminadas pelo olhar e pelas palavras e por gestos sórdidos, que cortam como lâmina afiada a ceiva da dignidade.
     O sangue jorra nas ruas e vielas de comunidades carentes, nas favelas, no asfalto, nas praças e avenidas, no ônibus, no supermercado, na escola, no vil ato de abordar uma pessoa, se utilizando das práticas mais cruéis e desumanas.
   Em um anúncio de emprego nos classificados de um jornal ou nas redes sociais, é solicitado o envio de currículo com foto. Sem se dar conta, o jovem negro da periferia assim o faz. Mas no fundo esse “método” foi para eliminá-lo.
    Esse mesmo jovem, muitas vezes deprimido, sem horizonte, sai a caminhar e se depara em frente a um shopping. As luzes o fascinam, como a todo jovem. Mas, ao adentrar, logo é cercado por seguranças que o encaminham a uma sala e exigem documentos.
    Só quem é negro sabe o quanto dói ser discriminado pela cor da pele, por ter cabelo afro, por cantar e dançar as suas origens. Essa violência e ódio deixam a alma esquartejada, acabam com a autoestima, fazendo nascer o sentimento de culpa.
   Como é possível num país como o nosso, construído por mãos negras ao longo de séculos, toda essa insanidade humana? A escravidão de ontem é o martírio cotidiano de hoje, da humilhação, do prato vazio, da falta de emprego, de saúde.
    A população brasileira é composta por 56,2% de pretos e pardos. A grande maioria é pobre e está exilada em seu “próprio” país. Os direitos da cidadania, garantidos pela Constituição Cidadã, não chegam até eles.
   O analfabetismo para a população negra é de 11,8% – maior que a média de toda população brasileira (8,7%). Dos jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham, mais de 60% são negros, de acordo com o IBGE.
    O poeta Affonso Romano descreveu muito bem o Brasil: “Uma coisa é um país, outra um fingimento. Uma coisa é um país, outra um monumento. Uma coisa é um país, outra o aviltamento. Há 500 anos estupramos livros e mulheres. Há 500 anos somos pretos de alma branca”.
    As transformações que o Brasil tanto necessita só serão alcançadas por meio da ação política. Não é por acaso que não haja negros nos espaços decisórios do poder. Quantos senadores e senadoras negros existem? Deputados e deputadas? Governadores e governadoras? Vereadores e vereadoras? Prefeitos e prefeitas?
     É evidente que há uma fratura social exposta e ela se personifica no racismo estrutural, institucional e de Estado. A sociedade brasileira é racista. O professor e filósofo Silvio Almeida explica que o racismo é apresentado como decorrência da própria estrutura, ou seja, do modo “normal” com que se constituem as relações políticas, econômicas, jurídicas e até familiares.
   Uma das formas de combatê-lo é por meio da ação legislativa. Precisamos aprovar os seguintes Projetos de Lei: 4.373/2020, que tipifica como crime de racismo a injúria racial; 5.231/2020, que trata da abordagem dos agentes públicos e privados de segurança.
    Da mesma forma, o Congresso precisa aprovar também o 3.434/2020, que reserva vagas para negros nos programas de pós-graduação e o 4.656/2020, que estende a validade da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012), que perde a validade em 2022.
   O Brasil é o país das multicores, das diversidades e das diferenças. O racismo e as desigualdades sociais são chagas da nossa sociedade; precisam ser eliminados. Que o grito de resistência de Zumbi dos Palmares, de esperança e de transformação, ecoe em todos os cantos do nosso país.

(PAIM, Paulo. As verdades mais profundas.
Jornal do Brasil, 2021. Disponível em
https://www.jb.com.br/pais/opiniao/artigos/2021/11/1034016-asverdades-mais-profundas.html. Acesso em: 15/11/2021. Adaptado.)

Analise as assertivas a seguir.


I. “O analfabetismo para a população negra é de 11,8% – maior que a média de toda população brasileira (...)” (9º§): o travessão foi utilizado para isolar uma informação de menor relevância no texto.

II. “Precisamos aprovar os seguintes Projetos de Lei: (...)” (13º§): os dois pontos foram usados para indicar uma enumeração.

III. “(...) e o 4.656/2020, que estende a validade da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012), (...)” (14º§): os parênteses foram empregados para apresentar uma informação acessória.

IV. “(...) o racismo é apresentado como decorrência da própria estrutura, ou seja, do modo ‘normal’ com que se constituem as relações políticas, (...)” (12º§): no texto, as aspas duplas foram utilizadas, na palavra “normal”, para marcar uma citação direta.


Está correto o que se afirma apenas em

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Q2057945 Português

Astroturismo, uma viagem pela noite estrelada
 
Astroturismo, uma viagem pela noite estrelada O fascínio pelas estrelas encanta a humanidade há milênios. Ao entender o caminho dos astros no céu, começamos a sondar os mistérios da natureza, a nos questionar sobre a imensidão do universo e sobre nós mesmos. A vida moderna tem nos privado da visão monumental das estrelas, mas o astroturismo tem buscado resgatar essa conexão, associando ecoturismo, preservação ambiental, astronomia e outras ciências correlatas.
Mas, afinal, o que é o astroturismo? É uma modalidade relativamente recente que tem como motivação a visitação de destinos adequados à observação e à contemplação dos astros, integrando práticas de ecoturismo, geoturismo, turismo de experiência e turismo científico. As atividades de observação podem ocorrer em locais escuros, longe das luzes das cidades, ou a partir de observatórios astronômicos, planetários, casas e museus de ciência com foco em astronomia, mesmo em centros urbanos.
Esse segmento do turismo envolve práticas sustentáveis e valorização dos aspectos culturais, o que contribui para a difusão do conhecimento, ações de cunho educacional por meio do ensino de ciências e promoção de atividades inovadoras de divulgação científica. O turismo astronômico também busca estimular vínculos mais profundos da interdisciplinaridade entre as ciências.
Pesquisas recentes apontam que o astroturismo proporciona a seus adeptos o hábito de buscar conhecimento, relaxamento e impressões sensoriais significativas, provocadas pelo contato com o ambiente noturno e a noite estrelada. A associação entre o espaço geográfico e o espaço sideral na experiência turística é profundamente impactante e só experienciada no astroturismo.
O fascínio pela noite estrelada tem, no entanto, esbarrado em um problema delicado: a poluição luminosa, que pode ser definida como o excesso de luz artificial. Voltada a atividades humanas, essa iluminação é, muitas vezes, mal direcionada ou aproveitada e se expande para além dos locais onde é utilizada. Seu efeito mais notável é fazer com que o céu adquira tonalidade clara e acinzentada, o que dificulta a observação das estrelas nas grandes cidades. Devido a esse fenômeno, estima-se que 80% da população mundial não consiga mais ver a Via Láctea. A poluição luminosa atua também como relevante fonte de agressão aos ecossistemas, causando alterações nos ciclos biológicos, no equilíbrio ambiental e na saúde humana. Nunca iluminamos tanto o nosso planeta como neste começo de século 21.
O astroturismo é um dos mais importantes aliados na luta contra a poluição luminosa, pois é parte da atividade mapear e preservar locais com condições ideais de observação dos astros para a exploração do turismo astronômico.
Algumas das regiões mais indicadas para a prática do astroturismo são parques, reservas e locais de conservação da natureza por já serem atrativos para o turismo, terem infraestrutura mínima para recepção dos visitantes e pela preservação ambiental estabelecida por lei. Não por acaso a maioria das atividades de turismo astronômico é praticada nesses locais, conhecidos genericamente como Parques de Céu Escuro (do inglês: Dark Sky Parks). As melhores áreas para observação são certificadas pela International Dark Sky Association (IDA) e pela Fundación Starlight (FS), o que proporciona um fluxo de turistas durante todo o ano. Exemplos de conhecidos Dark Sky Parks incluem o Mont-Mégantic (Canadá), o Santuário Gabriela Mistral (Chile) e o famoso Parque Nacional do Grand Canyon (EUA).
Os Parques de Céu Escuro internacionalmente certificados possuem excelentes condições de céu noturno, prezam pela preservação e educação ambiental, executam programas de conscientização e redução da poluição luminosa nas cidades em seus entornos e estimulam o astroturismo como forma de turismo sustentável. Segundo dados mais recentes da IDA, FS e da International Union for Conservation of Nature (IUCN), há quase três centenas de Dark Sky Parks no mundo, e este número vem crescendo nos últimos cinco anos.

Retirado e adaptado de: MELLO, Daniel R. C.; CESAR, Ricardo G.; GOMES, Fabíola A.
B.; BORGO, Igor. Astroturismo, uma viagem pela noite estrelada. Ciência hoje.
Disponível em:https://cienciahoje.org.br/artigo/astroturismo-uma-viagem-pela-noiteestrelada/Acesso em:30 ago.,2022.
Assinale a alternativa na qual houve correção no emprego da pontuação: 
Alternativas
Q2056928 Português
Leia o texto para responder a questão.

Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea. As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública.
Imensos interesses comerciais, egoísticos e narcisistas se escondem por trás da televisão. Comerciantes, publicitários, os “donos” das Emissoras e suas famílias usurpam essa “nossa” concessão pública. Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bem-estar da população que lhe deu a permissão (ou, permissividade) para nos “entreter”, nos dar Cultura e ser-nos úteis. Para essas pessoas (todos os que fazem a Televisão), pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade.
A Televisão e tantos outros inventos e descobertas foram idealizadas para fins positivos e úteis para a Humanidade. Entretanto, sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos.

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/televisao-formacao-personalidade.htm. Acesso em: 01/07/2022) 
Considere as afirmativas referentes à concordância verbal, à pontuação, à função sintática e semântica das palavras no texto.
I - No trecho Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; a oração coordenada destacada expressa relação de alternância.
II - No fragmento sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos, a forma verbal são concorda em número e pessoa com o sujeito tais criações.
III - As aspas são usadas, no texto, para expressar ironia.
IV - Em As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública., os dois pontos são usados para indicar uma citação.
V - No último período do último parágrafo, a substituição do adjetivo insanos pelo adjetivo inconsequentes não causaria prejuízo ao sentido do texto.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: FAMES Prova: FCM - 2022 - FAMES - Assistente em Administração |
Q2051607 Português
Entenda como o coronavírus pode mudar até nosso
jeito de falar português

Walter Porto

O novo coronavírus veio provocar abalos na nossa relação com quase tudo em volta, inclusive com uma ferramenta de importância que nem sempre levamos em conta – as palavras. Termos que usávamos raramente, como quarentena e pandemia, se tornaram correntes ‒ já que pela primeira vez a nossa geração as vive na pele ‒ e outras expressões entraram com o pé na porta no léxico do dia a dia, caso de “distanciamento social”, “achatar a curva” e, claro, o próprio “coronavírus”.

Já outras palavras renovaram sua relevância, ganhando novos significados. “Vacina” é um anseio coletivo para o futuro, “gripe” se tornou um termo quase politizado, “peste” veio trotando de tempos antigos para se tornar assombrosamente atual.

O jornal britânico The Guardian conta que o dicionário Oxford teve uma atualização extraordinária no mês passado para adicionar palavras que tomaram o discurso global e entraram de supetão na língua inglesa, como “Covid-19”.

Tudo isso planta sementes de mudança no idioma ‒ essa entidade inquieta. Como disse o linguista português Vergílio Ferreira, “a própria língua, como ser vivo que é, decidirá o que lhe importa assimilar ou recusar”, cuspindo alguns arranjos novos, engolindo outros. Me resta imaginar como será o português depois dessas reviravoltas todas.

“Suponho que o que vai pegar mesmo é o que já pegou, o corona”, diz Deonísio da Silva, escritor e professor. “O futuro a Deus pertence, mas é difícil alguém se referir, lembra a Covid? Lembra o Sars, o coronavírus? A gente lembrará como os tempos do corona”. O próprio modo de chamar o vírus já é objeto de rinha política e, como lembra Sheila Grillo, “as palavras nunca são neutras, sempre trazem um recorte da realidade”.

Segundo o professor Deonísio da Silva, o desconhecido total, como uma situação de pandemia, faz com que aceitemos passivamente a entrada de siglas e procedimentos científicos nas falas cotidianas “como um valor absoluto” assim como a invasão dos neologismos, “que chegam à nossa casa mudando tudo”. “Não é possível que não tenhamos outro modo de entregar coisas em casa que não seja o 'delivery'”, afirma ele. “Outra palavra que de repente ficou indispensável é o ‘home office’, quando os portugueses, que adaptam muito, já usam o ‘teletrabalho.’”

Grillo lembra que, no esforço de tentar explicar fenômenos novos como este, é comum fazer empréstimos de outras línguas e atualizar termos antigos. “Alguns desses termos são impostos meio na marra”, diz o professor Pasquale Cipro Neto. “Isso é muito chato, quando o gerente do banco fala comigo que tem um ‘call’, que ‘call’?” E nesses tempos em que a testagem em massa tem sido um ponto focal de discussão, outro anglicismo tem dominado as notícias, o de que fulano “testou positivo”. “É traduzido diretamente do inglês”, diz Pasquale. “Não dá para dizer que é errado, porque o uso legitima a expressão, apesar de não ser a sintaxe portuguesa padrão. É uma tradução literal que vigora.”

Enquanto estamos no nosso "lockdown" particular, pedindo delivery pelo app, assistindo a lives e fazendo binge-watching no streaming, as palavras que usamos ganham vida, amadurecem, apodrecem. Sem que notemos, transformam-se.

Folha de São Paulo, Ilustrada, 1º mai. 2020. Adaptado.
Segundo Cereja (2013, p. 314), “o uso da pontuação depende da intenção do locutor do discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamente relacionados ao contexto, ao interlocutor e às intenções”.
Com base nesse enunciado, atente para o emprego dos sinais de pontuação na seguinte passagem transcrita do texto.
Já outras palavras renovaram sua relevância, ganhando novos significados. “Vacina” é um anseio coletivo para o futuro, “gripe” se tornou um termo quase politizado, “peste” veio trotando de tempos antigos para se tornar assombrosamente atual... Tudo isso planta sementes de mudança no idioma ‒ essa entidade inquieta. Como disse o linguista português Vergílio Ferreira, “a própria língua, como ser vivo que é, decidirá o que lhe importa assimilar ou recusar”, cuspindo alguns arranjos novos, engolindo outros. Resta imaginar como será o português depois dessas reviravoltas todas.
Avalie as afirmações acerca dos sinais de pontuação.
I - As reticências foram utilizadas para indicar a supressão de um trecho transcrito do texto de Walter Porto.
II - As vírgulas em “... a própria língua, como ser vivo que é, decidirá o que lhe importa...” separam uma oração intercalada e de caráter explicativo.
III - O travessão na frase “Tudo isso planta sementes de mudança no idioma ‒ essa entidade inquieta.” pode ser substituído pela vírgula, empregada para isolar o vocativo.
IV - As aspas nas palavras “Vacina”, “gripe” e “peste” nada apresentam de relevante em termos de sentido para o texto, razão pela qual podem ser eliminadas dele sem nenhum prejuízo semântico.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q2048987 Português
Sobre o uso das aspas na escrita observa-se que são sinais de pontuação utilizados para destacar certa parte de um texto. São usadas para os seguintes casos: citações, destaque de palavras pouco utilizadas ou mesmo palavras com mais de um sentido.
Sobre a posição das aspas em frase contendo citação, podemos AFIRMAR que:
Alternativas
Q2045716 Português
Texto I


Texto II

Um condomínio é uma pequena cidade. Seus moradores são os cidadãos dessa unidade de vivência comum. Geralmente nessa configuração acontecem duas coisas:
- Os que não se envolvem de maneira nenhuma, absortos em suas tarefas rotineiras, usam suas residências para tocar suas vidas corridas e, muitas vezes, nem percebem o quanto de beleza existe ao seu redor, tanta riqueza e diversidade humana.
- Outro grupo são os mais “envolvidos” com as questões do condomínio, que, ao fazerem parte da gestão, partem do pressuposto que suas ideias são as melhores possíveis e, ao exercerem o poder, administram como se fosse seu, e não um bem coletivo e, como tal, sujeito a opiniões diversas e diálogos para descobrir a melhor forma de gerar uma economia solidária a todos os envolvidos. As assembleias, via de regra, tem pequena participação e são um grande “bate-boca”, porque ninguém está disposto a ouvir o outro realmente, mas sim firmar seu ponto de vista. Na era contemporânea, sofremos de um individualismo exacerbado, com uma grande dificuldade de sermos empáticos e nos colocarmos no lugar do outro. Se algo não sai como gostaríamos, já nos sentimos no direito de “meter a boca” e nem nos passa pela cabeça que a tolerância e gentileza são uma premissa do bem viver em comunidade.

Buscamos as mais variadas formas de fazer valer nossos direitos, mas não paramos para pensar nos nossos deveres e direitos coletivos, na singularidade de cada um, nas dificuldades e limitações do próximo. Pensar que nada vai mudar é de certa forma uma falta de fé no melhor das pessoas, pois estamos sempre prontos a apontar o dedo, sem nos dar conta que também não somos perfeitos e também erramos, muitas vezes sem nos dar conta.

Como podemos exigir dos governos (seja ele qual for), se não temos a consciência dentro do nosso pequeno mundo? Honestidade e ética são um pressuposto de toda e qualquer vida coletiva.


(Caumo, Paola. Disponível em: http://obviousmag.org/percepcoes/2016/o-coletivo-que-nos-separa. Acesso em: 27/05/22. Adaptado.)
Releia o período: As assembleias, via de regra, tem pequena participação e são um grande “bate-boca”, porque ninguém está disposto a ouvir o outro realmente, mas sim firmar seu ponto de vista. Sobre recursos linguísticos usados, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2044975 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

Sonhos são um “grande teatro privado”; entenda os benefícios de anotá-los

        Tem sido meu sonho há anos apresentar o programa “Saturday Night Live”. Literalmente. Eu tive esse sonho repetidamente, voltando durante décadas.

        Eu viajei para o espaço, voltei no tempo e me transformei em um super-herói. Eu fui amigo íntimo de muitas celebridades. Criei novas memórias com amigos e familiares, alguns falecidos. Cometi crimes terríveis. E eu salvei o dia, repetidamente.

        Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção. Sim, alguns deles são chatos (a maioria dos meus são sobre trabalho), mas muitos são divertidos, incisivos e ocasionalmente solucionadores de problemas. É por isso que você deve considerar transformar um caderno em branco em seu primeiro diário de sonhos.

        Há pouca pesquisa científica sobre os benefícios do diário de sonhos, mas aqueles que fazem disso uma prática o consideram útil ou perspicaz na melhor das hipóteses e, no mínimo, interessante.

(Texto adaptado de https://www.cnnbrasil.com.br/saude/sonhos-sao-um-grande-teatro-privado-entenda-os-beneficios-de-anota-los)
Sobre o texto lido, avalie as assertivas abaixo:
I- As aspas utilizadas no título em “grande teatro privado” e no primeiro parágrafo em “Saturday Night Live” apresentam o mesmo propósito comunicativo no texto.
II- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência exofórica, remetendo a um elemento extralinguístico.
III- No trecho “Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção”, o pronome pessoal em destaque exemplifica uma referência endofórica, remetendo a um elemento intralinguístico.
Está INCORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2031551 Português
TERRA EMPOBRECIDA

Por Maria Guimarães, Revista FAPESP –
Edição 150, ago. 2008

Aumentaram as terras degradadas no planeta. Hoje 24% das superfícies dos continentes estão poluídas, pobres em nutrientes ou erodidas a ponto de serem incapazes de manter ecossistemas naturais ou agricultura. Eram 15% duas décadas atrás, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançado em julho. Esse resultado indica que áreas antes produtivas foram afetadas. Atualmente 20% das áreas cultivadas, 30% das florestas e 10% dos campos estão degradados. A perda de produtividade dessas áreas afeta 1,5 bilhão de pessoas que dependem da terra para produzir alimento. E suas consequências vão além. A degradação da terra pode aumentar a fome, a migração de populações, reduzir a biodiversidade e a disponibilidade de recursos naturais como a água. “A degradação da terra pode afetar de modo importante a capacidade de reduzir o impacto das mudanças climáticas e de adaptação a elas, uma vez que a perda de biomassa e de matéria orgânica do solo libera carbono para a atmosfera”, disse Parviz Koohafka, diretor da Divisão de Terra e Água da FAO.


Retirado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/terra-empobrecida/.
Acesso em: 04 out. 2022 
Sobre os sinais de pontuação empregados no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2030157 Português

Leia o texto para responder a questão.


        A peste negra, pandemia que pode ter matado cerca de metade da população da Europa no século 14, provavelmente surgiu a partir de um surto no atual Quirguistão, na Ásia Central.

        O DNA da bactéria causadora da doença foi identificado nos restos mortais de pessoas enterradas na região a partir do ano de 1338, menos de uma década antes que a peste negra chegasse ao território europeu, e é praticamente idêntico ao encontrado em vítimas da pestilência na Europa, mostra uma pesquisa sobre o tema.

        Combinando os novos dados genômicos com o que já se sabia sobre os aspectos arqueológicos e a história da peste negra, o estudo tem potencial para encerrar o longo debate sobre as origens da doença, considerada a pandemia mais devastadora da história humana.

        Cepas muito parecidas do micróbio ainda circulam nas populações de roedores selvagens do Quirguistão, os quais são considerados o reservatório natural da bactéria – hoje em dia, seres humanos só são infectados quando entram em contato com os animais.

        Se o lugar hoje pode parecer relativamente remoto e desconhecido, é importante lembrar que a situação durante o fim da Idade Média era muito diferente. “Estamos falando de uma comunidade de mercadores que tinha conexões de longa distância com muitos lugares diferentes, a julgar pelos artefatos encontrados por arqueólogos na região”, lembra Philip Slavin, pesquisador da Universidade de Stirling (Reino Unido).


(Reinaldo José Lopes. Peste negra pode ter começado no Quirguistão, mostra análise de DNA. www1.folha.uol.com.br, 19.06.2022. Adaptado)

Quanto à pontuação observada no texto, é correta a afirmação, segundo a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q2029389 Português

Texto para a questão.


Velozes e furiosas: por que formigas não morrem no micro-ondas?


(https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2022/08/25/por-que-as-formigasnao-morrem-no-micro-ondas.htm)

O uso de aspas no texto serve para indicar
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FADENOR Órgão: Prefeitura de Dores de Guanhães - MG Provas: FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fiscal de Tributos e Taxas | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fisioterapeuta | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Psicólogo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Contador | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Enfermeiro | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor de Educação Especial | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Engenheiro Civil | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Nutricionista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Engenheiro Agrônomo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor de Educação Física | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Professor Eventual | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Médico Clínico Geral | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Fonoaudiólogo | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Cirurgião Dentista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Farmacêutico | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Farmacêutico Bioquímico | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Assistente Social | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Arquivista | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Advogado | FADENOR - 2022 - Prefeitura de Dores de Guanhães - MG - Analista de Planejamento e Orçamento |
Q2027156 Português
As aspas presentes no texto marcam o uso do(a) 
Alternativas
Q2026517 Português
As aspas presentes no texto marcam o uso do(a)
Alternativas
Respostas
301: A
302: C
303: C
304: C
305: A
306: C
307: C
308: B
309: C
310: D
311: A
312: A
313: B
314: D
315: E
316: E
317: D
318: A
319: C
320: C