Questões de Concurso
Comentadas sobre uso da vírgula em português
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Pare____ Preste atenção por onde anda. Você precisa ter mais cuidado___ Antenor.
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.
No quarto período, a supressão das vírgulas que isolam a oração “que os fez maiores que os outros” prejudicaria a coerência das ideias que sustentam o texto, baseadas na fé católica.
No período “Portanto, combater a evasão é investir diretamente no capital humano do país, um desafio premente para a construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida” (último parágrafo), a vírgula antes de “um desafio premente” é utilizada para separar um aposto explicativo.
A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.
As vírgulas que isolam o trecho “a partir das plataformas” (segundo período do segundo parágrafo) poderiam ser substituídas por travessões, sem prejuízo da correção gramatical.
A fala e a escrita são modalidades diferentes da linguagem humana __ a primeira se utiliza de unidades sonoras __ a segunda __ ao contrário __ emprega sinais gráficos.
Assinale a pontuação que preenche corretamente as lacunas da frase acima.
Texto para a questão.


CARINI, Márcia. Vida em conjunto. In: Revista Pesquisa Fapesp, ed. 358, nov./2025 (com adaptações).
I Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a expressão “mesmo a gestão fiscal responsável” (último período do primeiro parágrafo) estivesse isolada entre vírgulas.
II A supressão da vírgula empregada após o termo “Paraná” (primeiro período do segundo parágrafo) manteria a correção gramatical do período, mas alteraria seu sentido.
III No quarto período do segundo parágrafo, a inserção de vírgula imediatamente depois do termo “abruptas” não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas alteraria o seu sentido original.
Assinale a opção correta.
“Os dados fazem parte da Biografia da Vítima de Feminicídio, produzida pela Gerência de Análise Criminal Estatística (Gace), e mostram que 87,85% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra os agressores”.
I. A vírgula antes do conectivo se justifica por haver sujeitos diferentes na sentença.
II. A dupla marcação de vírgulas ocorre em função do aposto explicativo.
III. As vírgulas marcam uma oração adjetiva explicativa, que pode ser retirada da frase sem prejuízo de sentido.
Está correto o que se afirma em
Julgue o item a seguir, a respeito dos aspectos linguísticos do texto.
No período “Segundo o coordenador‑geral, as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam com maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos.”, a inserção de vírgula logo após o termo “confiabilidade” não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas alteraria o seu sentido original, pois o trecho “o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos.” passaria a ser uma explicação para o maior grau de confiabilidade das projeções técnico‑científicas na área do clima.
Leia o texto a seguir de “Música ao longe”, escrito por Érico Veríssimo:
HORA DA SESTA.
Um grande silêncio no casarão.
Faz sol, depois de uma semana de dias sombrios e úmidos.
Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um pouco de vida.
Na frente da farmácia está um homem metido num grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela.
Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora.
Clarissa olha para o céu, que é dum azul tímido e desbotado, olha para as sombras fracas sobre a rua e depois se volta para dentro do quarto.
Aqui faz frio. Lá no fundo do espelho está uma Clarissa indecisa, parada, braços caídos, esperando. Mas esperando quê?
Clarissa recorda. Foi no verão. Todos no casarão dormiam. As moscas dançavam no ar, zumbindo. Fazia um solão terrível, amarelo e quente. No seu quarto, Clarissa não sabia que fazer. De repente pensou numa travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam durar toda a semana. Era proibido entrar lá. Quem entrava, dos pequenos, corria o risco de levar palmadas no lugar de costume.
Mas o silêncio da sesta estava cheio de convites traiçoeiros. Clarissa ficou pensando.
Lembrou-se de que a chave da porta da cozinha servia no quartinho do sótão.
Foi buscá-la na ponta dos pés. Encontrou-a no lugar. Subiu as escadas devagarinho. Os degraus rangiam e a cada rangido ela levava um sustinho que a fazia estremecer.
Clarissa subia, com a grande chave na mão.
Ninguém… Silêncio…
Diante da porta do sótão, parou, com o coração aos pulos. Experimentou a chave. A princípio não entrava bem na fechadura. Depois entrou. Com muita cautela, abriu a porta e se viu no meio duma escuridão perfumada, duma escuridão fresca que cheirava a doces, bolinhos e pão.
Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D. Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia dúzia de palmadas.
Agora ela recorda… E de repente se faz uma grande claridade, ela tem a grande ideia. “A chave da cozinha serve na porta do quarto do sótão.” O quarto de Vasco fica no sótão…
Vasco está no escritório… Todos dormem… Oh!
E se ela fosse buscar a chave da cozinha e subisse, entrasse no quarto de Vasco e descobrisse o grande mistério?
Não. Não sou mais criança. Não. Não fica direito uma moça entrar no quarto dum rapaz.
Mas ele não está lá… que mal faz? Mesmo que estivesse, é teu primo. Sim, não sejas medrosa.
Vamos. Não. Não vou. Podem ver. Que é que vão pensar? Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!
(Porto Alegre: Globo, 1981. pp. 132-133)
No final do texto acima, lê-se o seguinte trecho: “Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!”. Considerando-o, analise as seguintes afirmações e em seguida assinale a alternativa correta:
I - O termo “aonde” pode ser substituído por “onde” sem que haja alteração de sentido.
II - De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, a vírgula depois de “vais” pode ser retirada sem que haja alteração de sentido.
III - Todos os verbos do trecho acima estão na primeira pessoa do singular.
A NATUREZA
Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se resume apenas aos espaços com animais e plantas. Na verdade, ela engloba tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.
Ou seja, vai além das áreas onde há fauna e flora, abrangendo todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, as diversas paisagens e os fenômenos naturais.
A natureza é importante por diversos motivos, que vão desde a manutenção do equilíbrio ecológico do planeta Terra até o fornecimento de recursos essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.
Para os seres humanos, ela é fonte de elementos básicos à vida, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também atende a necessidades secundárias, proporcionando lazer, inspiração e benefícios físicos, psicológicos e até espirituais.
Para a sociedade, a natureza fornece as matérias-primas necessárias para o funcionamento da indústria, do comércio e das demais atividades econômicas.
Por essas razões, ela é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, a natureza contribui para a proteção contra desastres naturais, para a regulação do clima, para a preservação do meio ambiente e para a garantia da qualidade de vida das espécies.
Fonte: Terra. Adaptado.