Questões de Concurso
Sobre travessão em português
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I. A vírgula da linha 02 está empregada incorretamente, pois separa o sujeito de seu predicado verbal.
II. A vírgula da linha 13 introduz um aposto.
III. Os travessões da linha 28 marcam a introdução de uma fala.
Quais estão corretas?

“[...] pode sofrer uma reação química e ser transformado em metilmercúrio ― altamente venenoso.”
Sobre o uso do travessão nesse trecho, considere as afirmativas a seguir.
I. Foi utilizado para isolar uma expressão explicativa. II. Pode ser substituído por parênteses. III. Pode ser substituído por vírgula.
Estão corretas as afirmativas
Relativamente aos sinais de pontuação, de acordo com Celso Cunha, avalie o que se afirma a seguir:
I. Os sinais de pontuação podem ser classificados em dois grupos. O primeiro compreende os que, fundamentalmente, se destinam a marcar pausas; o segundo abarca os sinais cuja função essencial é marcar a melodia, a entoação.
II. Os sinais que marcam as pausas são: a vírgula, o ponto, o ponto-e-vírgula. Os que marcam a entoação, a melodia, são: os dois-pontos, o ponto-de-exclamação, o ponto-de-interrogação, as reticências, as aspas, os parênteses, os colchetes, o travessão.
III. A divisão por grupos que marcam a melodia e as pausas não é rigorosa. Em geral, os sinais de pontuação indicam, ao mesmo tempo, a pausa e a melodia.
IV. O ponto final, além de servir para marcar uma pausa longa, tem outra utilidade: é o sinal que se emprega depois de qualquer palavra escrita abreviadamente.
Quais estão corretas?



De acordo com Celso Cunha e Lindley Cintra (2016), os sinais de pontuação são utilizados para compensar recursos rítmicos e melódicos próprios da elocução oral, os quais se perdem na modalidade escrita. No que se refere especificamente ao conjunto de sinais cuja função é marcar pausas (vírgula, ponto, ponto e vírgula, por exemplo), há casos em que se admite certa flexibilidade de uso, uma vez que não ferem as convenções gramaticais normatizadas ao longo do tempo.
Nos excertos abaixo, retirados do artigo de Luiz Maurício Azevedo, a opção pelo emprego ou
pela ausência de sinais de pontuação ocorre de maneira adequada EXCETO em:
Com relação aos sentidos e às ideias do texto, julgue o item.
No primeiro período do texto, o trecho subsequente ao
travessão representa uma crítica do autor à afirmação
“obedece quem tem juízo” (linha 1), que compõe o
ditado popular que inicia o texto.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, leia as assertivas:
A escritora moçambicana Paulina Chiziane é a vencedora do Prêmio Camões 2021, o mais importante da língua portuguesa. Aos 66 anos, ela é a primeira mulher africana a vencer o prêmio e leva para casa 100 mil euros. O anúncio foi feito pela Biblioteca Nacional e o júri — composto por seis intelectuais conhecedores da literatura da língua portuguesa — destacou a vasta produção e recepção crítica de Paulina, bem como o reconhecimento acadêmico e institucional da sua obra.
Redação PublishNews. “Prêmio Camões 2021 vai para a
moçambicana Paulina Chiziane”. Adaptado. 21 de outubro de 2021.
I. A primeira vírgula empregada no texto foi utilizada para marcar o aposto, sendo este representado pelos termos o mais importante da língua portuguesa.
II. Considerando as vozes do verbo, na frase O anúncio foi feito pela Biblioteca Nacional tem-se voz ativa.
III. Os termos que se encontram entre os travessões são termos acessórios da oração e, portanto, podem ser retirados da frase sem nenhum prejuízo para o entendimento.
Pode-se afirmar que:

Coluna 1
1. Deslocamento de adjunto adverbial.
2. Enumeração de elementos.
3. Inserção de citação.
4. Inserção de comentário elucidativo.
Coluna 2
( ) Vírgulas destacadas das linhas 02 e 03.
( ) Vírgulas destacadas da linha 06.
( ) Travessão da linha 11.
( ) Travessão da linha 17.
( ) Aspas das linhas 21 e 22.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Assinale a alternativa em que uma nova pontuação para o período acima tenha sido feita de forma gramaticalmente correta.
Texto para a questão.

Carolina Fioratti. O formato do corpo de animais está mudando para
lidar com mudanças climáticas, diz estudo. In: Revista
Superinteressante, set./2021.
Internet:<super.abril.com.br>
Teoria do medalhão
(diálogo)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros...
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)
— Sim, senhor.
— Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.
— Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
— Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)
— Entendo.
— Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
— Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos
de Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).
Considerando os aspectos linguísticos do texto Teoria do medalhão, apresentado anteriormente, julgue o item a seguir.
No texto, os travessões indicam a mudança dos
interlocutores.
I. uma citação. II. uma enumeração explicativa. III. um esclarecimento, uma síntese ou uma consequência do que foi enunciado.
Os conceitos acima se tratam
Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.
Annabel Lee
Edgar Allan Poe
(tradução de Fernando Pessoa)

Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar.
*barras marcam divisão dos versos do poema.
I. “Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.” No enunciado anterior, a vírgula foi utilizada para separar um adjunto adverbial. II. “Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;”[...] No enunciado anterior, o travessão foi utilizado para indicar a fala da personagem (discurso direto). III. “E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...” A expressão em destaque está entre vírgulas porque é um aposto.
Feitos os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas, o travessão empregado no segundo parágrafo poderia ser corretamente substituído por ponto final.
Nesse trecho, o travessão foi utilizado para
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações, referentes ao emprego de sinais de pontuação no texto.
( ) A vírgula que ocorre imediatamente após escasso (l.31) poderia ser eliminada, sem acarretar erro ou alteração do significado.
( ) A vírgula que ocorre imediatamente após desafio (l. 31) poderia ser eliminada, sem acarretar erro ou alteração do significado.
( ) Sem acarretar erro ou alteração do significado, o ponto final da linha 47 poderia ser substituído por dois-pontos, iniciando-se a oração seguinte com letra minúscula.
( ) Sem acarretar erro ou alteração do significado, as vírgulas que isolam o segmento célebre comandante das forças britânicas (l. 77) poderiam ser substituídas por travessões.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é



