Questões de Concurso
Sobre travessão em português
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I A expressão “Como tal” (quinto período do primeiro parágrafo) tem o mesmo sentido de nessa qualidade.
II No trecho “sua fúria não visa ao benefício do poder” (último parágrafo), a preposição a poderia ser suprimida do vocábulo “ao”, sem prejuízo da correção gramatical do texto.
III A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos se os travessões que isolam o trecho “como o faz a tirania” (último parágrafo) fossem substituídos por parênteses.
Assinale a opção correta.
I – No primeiro parágrafo, segundo período, foram usadas adequadamente as vírgulas para separar o adjunto adverbial de tempo em dezembro.
II – No terceiro parágrafo, o uso da vírgula antes da expressão por exemplo é facultativo.
III – No quarto parágrafo, o uso da vírgula após o adjetivo pública é facultativo.
IV – No sétimo parágrafo, no primeiro período, em lugar dos dois parênteses empregados, também seria adequado à norma-padrão substituí-los por um único travessão, usado após a palavra privilegiadas.
V – No nono parágrafo, no segundo período, o emprego das vírgulas no trecho: “[...] pessoal militar, civil, [...]” é facultativo.
Está correto apenas o que se afirma em
A verdadeira história do Papai Noel
O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.
O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.
Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.
(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)
1 sincretismo: combinação
2 naco: parte, pedaço
Releia a passagem do 2º parágrafo: ... seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.
Os travessões e a exclamação entre parênteses empregados no texto têm a função de sinalizar ao leitor, correta e respectivamente,
A solidão do personagem Horácio, de Maurício de Sousa, comove em HQs como a publicada no final de 1968, quando se desilude ao tentar conversar com algo que considerava ser um possível amigo dentro de uma caverna.
(https://www.uol.com.br/splash. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, a sequência para o texto está adequadamente pontuada em:

Texto 1


“[...] pode sofrer uma reação química e ser transformado em metilmercúrio ― altamente venenoso.”
Sobre o uso do travessão nesse trecho, considere as afirmativas a seguir.
I. Foi utilizado para isolar uma expressão explicativa. II. Pode ser substituído por parênteses. III. Pode ser substituído por vírgula.
Estão corretas as afirmativas
Relativamente aos sinais de pontuação, de acordo com Celso Cunha, avalie o que se afirma a seguir:
I. Os sinais de pontuação podem ser classificados em dois grupos. O primeiro compreende os que, fundamentalmente, se destinam a marcar pausas; o segundo abarca os sinais cuja função essencial é marcar a melodia, a entoação.
II. Os sinais que marcam as pausas são: a vírgula, o ponto, o ponto-e-vírgula. Os que marcam a entoação, a melodia, são: os dois-pontos, o ponto-de-exclamação, o ponto-de-interrogação, as reticências, as aspas, os parênteses, os colchetes, o travessão.
III. A divisão por grupos que marcam a melodia e as pausas não é rigorosa. Em geral, os sinais de pontuação indicam, ao mesmo tempo, a pausa e a melodia.
IV. O ponto final, além de servir para marcar uma pausa longa, tem outra utilidade: é o sinal que se emprega depois de qualquer palavra escrita abreviadamente.
Quais estão corretas?



De acordo com Celso Cunha e Lindley Cintra (2016), os sinais de pontuação são utilizados para compensar recursos rítmicos e melódicos próprios da elocução oral, os quais se perdem na modalidade escrita. No que se refere especificamente ao conjunto de sinais cuja função é marcar pausas (vírgula, ponto, ponto e vírgula, por exemplo), há casos em que se admite certa flexibilidade de uso, uma vez que não ferem as convenções gramaticais normatizadas ao longo do tempo.
Nos excertos abaixo, retirados do artigo de Luiz Maurício Azevedo, a opção pelo emprego ou
pela ausência de sinais de pontuação ocorre de maneira adequada EXCETO em:
Com relação aos sentidos e às ideias do texto, julgue o item.
No primeiro período do texto, o trecho subsequente ao
travessão representa uma crítica do autor à afirmação
“obedece quem tem juízo” (linha 1), que compõe o
ditado popular que inicia o texto.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, leia as assertivas:
A escritora moçambicana Paulina Chiziane é a vencedora do Prêmio Camões 2021, o mais importante da língua portuguesa. Aos 66 anos, ela é a primeira mulher africana a vencer o prêmio e leva para casa 100 mil euros. O anúncio foi feito pela Biblioteca Nacional e o júri — composto por seis intelectuais conhecedores da literatura da língua portuguesa — destacou a vasta produção e recepção crítica de Paulina, bem como o reconhecimento acadêmico e institucional da sua obra.
Redação PublishNews. “Prêmio Camões 2021 vai para a
moçambicana Paulina Chiziane”. Adaptado. 21 de outubro de 2021.
I. A primeira vírgula empregada no texto foi utilizada para marcar o aposto, sendo este representado pelos termos o mais importante da língua portuguesa.
II. Considerando as vozes do verbo, na frase O anúncio foi feito pela Biblioteca Nacional tem-se voz ativa.
III. Os termos que se encontram entre os travessões são termos acessórios da oração e, portanto, podem ser retirados da frase sem nenhum prejuízo para o entendimento.
Pode-se afirmar que:

Coluna 1
1. Deslocamento de adjunto adverbial.
2. Enumeração de elementos.
3. Inserção de citação.
4. Inserção de comentário elucidativo.
Coluna 2
( ) Vírgulas destacadas das linhas 02 e 03.
( ) Vírgulas destacadas da linha 06.
( ) Travessão da linha 11.
( ) Travessão da linha 17.
( ) Aspas das linhas 21 e 22.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


Assinale a alternativa em que uma nova pontuação para o período acima tenha sido feita de forma gramaticalmente correta.
Texto para a questão.

Carolina Fioratti. O formato do corpo de animais está mudando para
lidar com mudanças climáticas, diz estudo. In: Revista
Superinteressante, set./2021.
Internet:<super.abril.com.br>
Teoria do medalhão
(diálogo)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros...
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)
— Sim, senhor.
— Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.
— Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
— Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)
— Entendo.
— Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
— Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos
de Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).
Considerando os aspectos linguísticos do texto Teoria do medalhão, apresentado anteriormente, julgue o item a seguir.
No texto, os travessões indicam a mudança dos
interlocutores.


