Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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Leia o texto a seguir para responder à questão.

CAIAZZO, Cinzia et al. Leonardo da Vinci: Grandes mestres. São Paulo: Abril, 2011. p.10-13. (Adaptado).

Leia o texto abaixo para responder as questões 31, 32, 33, 34 e 35
Proibições de fala e cultura do cancelamento ameaçam a democracia.
Alexander Görlach
Enquanto uns gritam "fake news!", o outro lado responde "cancelando" o adversário. Em clima de populismo, intolerância e demagogia, as regras do discurso entram em colapso. Mas há uma solução, opina Alexander Görlach.
Sejam liberais versus republicanos nos Estados Unidos, pró-Brexit versus anti-Brexit no Reino Unido: quando, apesar de todos os esforços, não é possível evitar um confronto, a coisa lembra um encontro imediato de terceiro grau. Um lado acusa o outro de disseminar fake news, ao que este responde "cancelando" seus atacantes.
[...]
Em 2015, o Nobel de Medicina inglês Tim Hunt teve um gostinho disso, depois de meter os pés pelas mãos com um comentário. Numa conferência, ele afirmou que as (mulheres) cientistas "se apaixonam por você, e quando você as critica, elas choram". Foram inúteis todas as suas desculpas por essa declaração imbecil, ele teve que devolver diversas distinções e perdeu o título ‘professor honorário’. Bastou um lapso para Hunt e o conjunto de sua obra serem "cancelados".
Um estudo de 2018 mostrou que os membros da ala republicana estavam cansados das proibições de fala que sentiam ser-lhes impostas, as percebiam como ataque à própria identidade e não estavam mais dispostos a aceitá-las. No espectro esquerdista, liberal, os consultados admitiram não dar mais conta de aprender e empregar todos os novos termos politicamente corretos com que seus colegas apareciam a cada dia.
Recentemente, intelectuais de prestígio mundial, como os autores Salman Rushdie, Margaret Atwood e J.K. Rowling, ou o linguista Noam Chomsky, assinaram uma carta aberta criticando duramente a ala liberal e seu gosto de "cancelar".
[...]
Uma sociedade em que proibições de fala abrangentes dominam, e o medo governa as línguas, acabará deixando de ser uma democracia. Mas, como reencontrar o caminho do debate construtivo nos EUA, Reino Unido, Alemanha e outros?
Em primeiro lugar, é preciso definir novamente o que são fatos. Desde a Antiguidade Clássica, distinguimos opinião, de episteme, conhecimento. Fatos, a base do saber, geram opiniões diversas. Uma opinião, contudo, não leva a conhecimento fundamentado.
Por outro lado, fatos empíricos, sozinhos, não resolvem problemas. Toda pesquisa de ciências sociais, por maior que seja a precisão metodológica ao realizá-la, termina com a pergunta: o que significam os dados assim compilados?
Aqui sempre houve diferentes abordagens e pontos de vista - e é preciso que haja. Para reconhecê-los, é preciso a autoavaliação saudável - nossos ancestrais chamavam isso "humildade" - de que nunca se pode saber tudo, e que por isso é também preciso escutar opiniões alheias.
Discurso é a mediação entre as diferentes interpretações possíveis dos fatos. E como fatos não são opinião, essas possibilidades têm limites. Quem se move além desses limites não está mais jogando segundo as regras do discurso. É certo que cada um tem direito à própria opinião, mas isso não implica que toda opinião assim expressa seja automaticamente verdadeira.
Quem valida a verdade de uma opinião não é quem a expressa, mas sim o poder lógico e verbal com que os fatos são apresentados, interpretados e avaliados.
[Adaptado] GÖRLACH, A. Proibições de fala e cultura do cancelamento ameaçam a democracia. Uol Opinião. 27 jul 2020, 13h47. Disponível em: <https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/deutschewelle/2020/07/27/opiniao-proibicoes-de-fala-e-cultura-do-cancelamento-ameacam-a-democracia.htm?cmpid>. Acesso em: 15 ago. 2020.
A menção dos autores “Salman Rushdie, Margaret Atwood e J.K. Rowling, ou o linguista Noam Chomsky” no quarto parágrafo é um recurso argumentativo de uso de:
Leia o texto abaixo para responder as questões 31, 32, 33, 34 e 35
Proibições de fala e cultura do cancelamento ameaçam a democracia.
Alexander Görlach
Enquanto uns gritam "fake news!", o outro lado responde "cancelando" o adversário. Em clima de populismo, intolerância e demagogia, as regras do discurso entram em colapso. Mas há uma solução, opina Alexander Görlach.
Sejam liberais versus republicanos nos Estados Unidos, pró-Brexit versus anti-Brexit no Reino Unido: quando, apesar de todos os esforços, não é possível evitar um confronto, a coisa lembra um encontro imediato de terceiro grau. Um lado acusa o outro de disseminar fake news, ao que este responde "cancelando" seus atacantes.
[...]
Em 2015, o Nobel de Medicina inglês Tim Hunt teve um gostinho disso, depois de meter os pés pelas mãos com um comentário. Numa conferência, ele afirmou que as (mulheres) cientistas "se apaixonam por você, e quando você as critica, elas choram". Foram inúteis todas as suas desculpas por essa declaração imbecil, ele teve que devolver diversas distinções e perdeu o título ‘professor honorário’. Bastou um lapso para Hunt e o conjunto de sua obra serem "cancelados".
Um estudo de 2018 mostrou que os membros da ala republicana estavam cansados das proibições de fala que sentiam ser-lhes impostas, as percebiam como ataque à própria identidade e não estavam mais dispostos a aceitá-las. No espectro esquerdista, liberal, os consultados admitiram não dar mais conta de aprender e empregar todos os novos termos politicamente corretos com que seus colegas apareciam a cada dia.
Recentemente, intelectuais de prestígio mundial, como os autores Salman Rushdie, Margaret Atwood e J.K. Rowling, ou o linguista Noam Chomsky, assinaram uma carta aberta criticando duramente a ala liberal e seu gosto de "cancelar".
[...]
Uma sociedade em que proibições de fala abrangentes dominam, e o medo governa as línguas, acabará deixando de ser uma democracia. Mas, como reencontrar o caminho do debate construtivo nos EUA, Reino Unido, Alemanha e outros?
Em primeiro lugar, é preciso definir novamente o que são fatos. Desde a Antiguidade Clássica, distinguimos opinião, de episteme, conhecimento. Fatos, a base do saber, geram opiniões diversas. Uma opinião, contudo, não leva a conhecimento fundamentado.
Por outro lado, fatos empíricos, sozinhos, não resolvem problemas. Toda pesquisa de ciências sociais, por maior que seja a precisão metodológica ao realizá-la, termina com a pergunta: o que significam os dados assim compilados?
Aqui sempre houve diferentes abordagens e pontos de vista - e é preciso que haja. Para reconhecê-los, é preciso a autoavaliação saudável - nossos ancestrais chamavam isso "humildade" - de que nunca se pode saber tudo, e que por isso é também preciso escutar opiniões alheias.
Discurso é a mediação entre as diferentes interpretações possíveis dos fatos. E como fatos não são opinião, essas possibilidades têm limites. Quem se move além desses limites não está mais jogando segundo as regras do discurso. É certo que cada um tem direito à própria opinião, mas isso não implica que toda opinião assim expressa seja automaticamente verdadeira.
Quem valida a verdade de uma opinião não é quem a expressa, mas sim o poder lógico e verbal com que os fatos são apresentados, interpretados e avaliados.
[Adaptado] GÖRLACH, A. Proibições de fala e cultura do cancelamento ameaçam a democracia. Uol Opinião. 27 jul 2020, 13h47. Disponível em: <https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/deutschewelle/2020/07/27/opiniao-proibicoes-de-fala-e-cultura-do-cancelamento-ameacam-a-democracia.htm?cmpid>. Acesso em: 15 ago. 2020.
O autor apresenta uma definição de Discurso que se caracteriza por:
Leia o texto da imagem abaixo e responda as questões 8, 9 e 10.
_
Disponível em:https://www.martha.com.br/v2/wp-content/uploads/2019/08/IAvsIH-destaque.jpg . Acesso em 20 abr. 2020.
Considerando o objetivo do texto, é correto afirmar que:
TEXTO I
MAIS QUE ORWELL, HUXLEY PREVIU NOSSO TEMPO
Hélio Gurovitz
___Publicado em 1948, o livro 1984, de George Orwell, saltou para o topo da lista dos mais vendidos (...) A distopia de Orwel, mesmo situada no futuro, tinha um endereço certo em seu tempo: o stalinismo. (...) O mundo da “pós-verdade”, dos “fatos alternativos” e da anestesia intelectual nas redes sociais mais parece outra distopia, publicada em 1932: Admirável mundo novo, de Aldous Huxley.
___Não se trata de uma tese nova. Ela foi levantada pela primeira vez em 1985, num livreto do teórico da comunicação americano Neil Postman: Amusing ourselves to death (Nos divertindo até morrer), relembrado por seu filho Andrew em artigo recente no The Guardian. “Na visão de Huxley, não é necessário nenhum Grande Irmão para despojar a população de autonomia, maturidade ou história”, escreveu Postman. “Ela acabaria amando sua opressão, adorando as tecnologias que destroem sua capacidade de pensar.”
___Orwell temia aqueles que proibiriam os livros. Huxley temia que não haveria motivo para proibir um livro, pois não haveria ninguém que quisesse lê-los. Orwell temia aqueles que nos privariam de informação. Huxley, aqueles que nos dariam tanta que seríamos reduzidos à passividade e ao egoísmo. Orwell temia que a verdade fosse escondida de nós. Huxley, que fosse afogada num mar de irrelevância.
___No futuro pintado por Huxley, (...) não há mães, pais ou casamentos. O sexo é livre. A diversão está disponível na forma de jogos esportivos, cinema multissensorial e de uma droga que garante o bem-estar sem efeito colateral: o soma. Restaram na Terra dez áreas civilizadas e uns poucos territórios selvagens, onde grupos nativos ainda preservam costumes e tradições primitivos, como família ou religião. “O mundo agora é estável”, diz um líder civilizado. “As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança; nunca adoecem; não têm medo da morte; vivem na ditosa ignorância da paixão e da velhice; não se acham sobrecarregadas de pais e mães; não têm esposas, nem filhos, nem amantes por quem possam sofrer emoções violentas; são condicionadas de tal modo que praticamente não podem deixar de se portar como devem. E se, por acaso, alguma coisa andar mal, há o soma.
___Para chegar à estabilidade absoluta, foi necessário abrir mão da arte e da ciência. “A felicidade universal mantém as engrenagens em funcionamento regular; a verdade e a beleza são incapazes de fazê-lo”, diz o líder. “Cada vez que as massas tomavam o poder público, era a felicidade, mais que a verdade e a beleza, o que importava.” A verdade é considerada uma ameaça; a ciência e a arte, perigos públicos. Mas não é necessário esforço totalitário para controlá-las. Todos aceitam de bom grado, fazem “qualquer sacrifício em troca de uma vida sossegada” e de sua dose diária de soma. “Não foi muito bom para a verdade, sem dúvida. Mas foi excelente para a felicidade.”
___No universo de Orwell, a população é controlada pela dor. No de Huxley, pelo prazer. “Orwell temia que nossa ruína seria causada pelo que odiamos. Huxley, pelo que amamos”, escreve Postman. Só precisa haver censura, diz ele, se os tiranos acreditam que o público sabe a diferença entre discurso sério e entretenimento. (...) O alvo de Postman, em seu tempo, era a televisão, que ele julgava ter imposto uma cultura fragmentada e superficial, incapaz de manter com a verdade a relação reflexiva e racional da palavra impressa. O computador só engatinhava, e Postman mal poderia prever como celulares, tabletes e redes sociais se tornariam – bem mais que a TV - o soma contemporâneo. Mas suas palavras foram prescientes: “O que afligia a população em Admirável mundo novo não é que estivessem rindo em vez de pensar, mas que não sabiam do que estavam rindo, nem tinham parado de pensar”.
Adaptado, Revista Época nº 973 – 13 de fevereiro de
2017, p.67.
Quanto à tipologia, o texto I apresenta-se, eminentemente, com características:
A intensa busca da perfeição
Nos enganaram. É isso mesmo. Nem tudo termina em beijo. Quase nada, na verdade. E por que que insistimos que sim? Talvez eu não devesse atribuir a dúvida a todos nós. Só a mim mesma já está de bom tamanho.
Faço parte da massa de pessoas viciadas em comédias românticas do tipo água-com-açúcar. Sabe que aqueles filmes podem fazer um mal e tanto? Tudo é sempre tão perfeito, tão maravilhoso! E, claro, no meio do filme há sempre uma crise entre o casal e, no último quarto, no final, tudo começa a se ajeitar. Tudo caminhando para o grande final. O beijo! A câmera fecha no casal se beijando na chuva ou na praia, ou entre as flores. Ou ainda todas as anteriores ao mesmo tempo.
O cara é sempre bonito, gostoso, simpático, sorridente, carinhoso, cheiroso, bom cozinheiro, bemvestido, inteligente - todas as variáveis existentes. A moça é sempre maravilhosa, determinada, inteligente, bem-humorada, bem-vestida, delicada, meiga, romântica - e todas as outras variáveis existentes. Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.
Nem todas somos maravilhosas, meigas, determinadas e tudo o mais ao mesmo tempo. E, acreditem, nem todos eles são lindos, gostosos e - ao mesmo tempo - inteligentes, simpáticos e tudo o mais... E aí, como é que fica a vida real? Como é que nos mostram tudo isso e, depois - como se fosse um belo prêmio de consolação - nos dão isso. Acho que acabo de descobrir por que os filmes românticos terminam quando o casal dá o beijo definitivo. É porque, a partir daí, começa a realidade. E eles não vão querer nos mostrar a realidade. Não vende.
Daí, por que esses filmes podem fazer um mal e tanto. Ficamos esperando a perfeição. E ela deve ser realmente como nos filmes. Não aceitamos qualquer amostra barata. E então, um tem mau hálito, outro uma barriguinha, outro usa meia de ursinho, outro é um pouco lerdo, outro usa aparelho, outro gosta do É o Tchan! E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto - nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva. No dia seguinte, nada de telefonemas, mensagens ou e-mails apaixonados, nem mesmo - muito menos - flores.
Então, quando parei para pensar nisso, depois de uma maratona de três desses retratos da perfeição, achei que talvez devêssemos nunca mais assistir a eles. Greve às comédias românticas! Mas, no fim, acho que isso não resolveria. Devemos, isso sim, deixar de ser tão covardes. Levantar do sofá, desligar a TV e dar a cara a tapa. É tão cômodo sentar e dizer "nada é bom o bastante para mim" e não correr o risco de se machucar. Nada mais perfeito do que um amor de verdade, com todas as suas falhas e imperfeições. Com todas as brigas, encontros e desencontros, mau hálito e meias de ursinho. Sabe por quê? Porque, no fim, descobrimos que somos perfeitos pelo simples fato de não o sermos.
Annita Veslasque. Publicado no jornal Estado de Minas 29.03.2005
Levando-se em consideração a progressão temática do texto, os dois primeiros períodos do 4º parágrafo estabelecem uma relação semântica com o último período do 3º parágrafo; essa relação está corretamente apontada em:
A intensa busca da perfeição
Nos enganaram. É isso mesmo. Nem tudo termina em beijo. Quase nada, na verdade. E por que que insistimos que sim? Talvez eu não devesse atribuir a dúvida a todos nós. Só a mim mesma já está de bom tamanho.
Faço parte da massa de pessoas viciadas em comédias românticas do tipo água-com-açúcar. Sabe que aqueles filmes podem fazer um mal e tanto? Tudo é sempre tão perfeito, tão maravilhoso! E, claro, no meio do filme há sempre uma crise entre o casal e, no último quarto, no final, tudo começa a se ajeitar. Tudo caminhando para o grande final. O beijo! A câmera fecha no casal se beijando na chuva ou na praia, ou entre as flores. Ou ainda todas as anteriores ao mesmo tempo.
O cara é sempre bonito, gostoso, simpático, sorridente, carinhoso, cheiroso, bom cozinheiro, bemvestido, inteligente - todas as variáveis existentes. A moça é sempre maravilhosa, determinada, inteligente, bem-humorada, bem-vestida, delicada, meiga, romântica - e todas as outras variáveis existentes. Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.
Nem todas somos maravilhosas, meigas, determinadas e tudo o mais ao mesmo tempo. E, acreditem, nem todos eles são lindos, gostosos e - ao mesmo tempo - inteligentes, simpáticos e tudo o mais... E aí, como é que fica a vida real? Como é que nos mostram tudo isso e, depois - como se fosse um belo prêmio de consolação - nos dão isso. Acho que acabo de descobrir por que os filmes românticos terminam quando o casal dá o beijo definitivo. É porque, a partir daí, começa a realidade. E eles não vão querer nos mostrar a realidade. Não vende.
Daí, por que esses filmes podem fazer um mal e tanto. Ficamos esperando a perfeição. E ela deve ser realmente como nos filmes. Não aceitamos qualquer amostra barata. E então, um tem mau hálito, outro uma barriguinha, outro usa meia de ursinho, outro é um pouco lerdo, outro usa aparelho, outro gosta do É o Tchan! E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto - nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva. No dia seguinte, nada de telefonemas, mensagens ou e-mails apaixonados, nem mesmo - muito menos - flores.
Então, quando parei para pensar nisso, depois de uma maratona de três desses retratos da perfeição, achei que talvez devêssemos nunca mais assistir a eles. Greve às comédias românticas! Mas, no fim, acho que isso não resolveria. Devemos, isso sim, deixar de ser tão covardes. Levantar do sofá, desligar a TV e dar a cara a tapa. É tão cômodo sentar e dizer "nada é bom o bastante para mim" e não correr o risco de se machucar. Nada mais perfeito do que um amor de verdade, com todas as suas falhas e imperfeições. Com todas as brigas, encontros e desencontros, mau hálito e meias de ursinho. Sabe por quê? Porque, no fim, descobrimos que somos perfeitos pelo simples fato de não o sermos.
Annita Veslasque. Publicado no jornal Estado de Minas 29.03.2005
O 3º parágrafo é construído com base em determinada estratégia textual, que está corretamente apontada em:
TEXTO
I Importância da vacinação
Vacinas são substâncias que possuem como função estimular nosso corpo a produzir respostas imunológicas, a fim de nos proteger contra determinada doença. Elas são produzidas a partir do próprio agente causador da doença, que é colocado em nosso corpo de forma enfraquecida ou inativada. Apesar de não causar a doença, as formas atenuadas e inativadas do antígeno são capazes de estimular nosso sistema imunológico.
Como a vacina atua no nosso corpo?
Quando nos vacinamos, apresentamos ao nosso corpo um antígeno até então desconhecido. O corpo passa, com isso, a produzir anticorpos contra ele. Nesse primeiro momento, a produção de anticorpos é relativamente lenta. Além da produção de anticorpos, o organismo produz células de memória, ou seja, células que, ao serem expostas novamente ao mesmo antígeno, serão capazes de produzir anticorpos mais rapidamente.
Em virtude da presença de células de memória, uma pessoa vacinada consegue que seu sistema imune atue de maneira mais rápida, evitando que a doença se desenvolva. Assim sendo, a vacina atua como um agente preventivo, devendo ser utilizada antes do contágio. Ela é considerada uma forma de imunização ativa, pois estimula nosso organismo a produzir substâncias de defesa.
Por que a vacinação é importante?
Redução dos números de casos de doenças infecciosas em toda a comunidade, uma vez que a transmissão é diminuída;
Diminuição do número de hospitalizações;
Redução de gastos com medicamentos;
Redução da mortandade;
Erradicação de doenças.
As vacinas realmente podem erradicar doenças?
Ao vacinar a população, diminuímos a incidência de determinada doença. À medida que toda a população vai sendo vacinada, os índices caem até que nenhum caso seja mais registrado, pois toda a população está protegida.
Apesar de parecer, muitas vezes, impossível proteger toda a população, a imunização tem dado resultados no Brasil e no mundo. Em nosso país, já ocorreu a erradicação da poliomielite e da varíola graças à utilização de vacinas. Além disso, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, ocorreu a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000 e da rubéola desde 2009. Outras doenças também tiveram seus casos reduzidos, como é o caso do tétano neonatal.
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Importância da vacinação"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/saude-naescola/importancia-vacinacao.htm. Acesso em 23 de setembro de 2020.
Assinale a seguir a passagem retirada do texto I em que há uma definição:
A educação é um direito social garantido constitucionalmente a todos, sem distinção, e está diretamente ligada ao pleno desenvolvimento da personalidade do ser humano e o fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais.
Observe a charge
A charge satiriza:
Observe a charge
_
Fonte: https://images.google.com.br
A charge satiriza:
Para responder as questões 4 e 5, leia com atenção o texto a seguir.
TEXTO
“À MULHER se oferece poesia, flores, mimos, presentes, gratidão, beijos, graças, carinhos, reverência, segurança, respeito, atenção, gentileza, ternura, aconchego, luz, abraços, amor, compreensão.”
A oportunidade de homenagear as mulheres faz de hoje um dia muito especial.
(Folha de São Paulo, 08/03/2008)
Em relação a finalidade do gênero textual anúncio publicitário, marque a alternativa INCORRETA.
Relacione os exemplos abaixo com seus respectivos gêneros discursivos: primários e secundários.
Coluna 1 Gênero
1. Gêneros Primários
2. Gêneros Secundários
Coluna 2 Exemplos
( ) A carta
( ) A tese científica
( ) O diálogo cotidiano
( ) As peças teatrais escritas
( ) O bilhete
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Teresa Cristina Wachowicz define a argumentação como sendo a arte de persuadir, construindo, transformando ou desfazendo verdades, numa relação com os fatos que se dá mediante as inferências, com vistas à produção de uma nova tese.
Nessa direção, a tipologia argumentativa adotada pela autora, ao discutir as categorias da argumentação, estabelece que os argumentos de ligação baseados na estrutura do real podem abarcar uma relação de
Texto 3 para responder às questões de 8 a 10.
“Alimentação saudável” é uma expressão tão repetida – desde a publicidade até os debates públicos – que parece ser um senso comum. Mas o que vem a ser alimentação saudável de fato?
1 ____ Dependendo do tipo de alimentação que uma pessoa
tem, ela terá mais ou menos saúde, mais ou menos doença.
A alimentação que é saudável, que dá mais saúde para as
4 pessoas e as ajudam a viver mais e melhor, com mais
bem-estar, é também a alimentação que é produzida por um
sistema alimentar que agride menos o meio ambiente e
7 promove mais igualdade.
Os alimentos variam de lugar para lugar – mas há
requisitos que são, digamos, universais. Um consenso é o de
10 que a alimentação precisa ser baseada em alimentos. Parece
uma constatação óbvia, mas não é. Nas últimas décadas,
mais e mais pessoas se alimentam não propriamente de
13 alimentos naturais – ou destes alimentos modificados como
vem sendo há séculos, milênios –, mas consumindo
fórmulas, formulações industriais. Por mais que tenhamos a
16 capacidade tecnológica e industrial de criar esses
compostos, eles não têm a capacidade de substituir a
alimentação que é baseada nos alimentos naturais e nas
19 preparações culinárias desses alimentos.
Disponível em: <https://museudoamanha.org.br/pt-br/entrevista-commedico-
carlos-monteiro-importancia-da-alimentacao-saudavel>.
Acesso em: 29 jul. 2021 (fragmento), com adaptações.
No que se refere à tipologia, ao gênero e aos sentidos do texto, assinale a alternativa correta.
Texto 3 para responder às questões 5 e 6.
Vencedora do Nobel de Química cria teste para detectar
a Covid-19 em cinco minutos
1 (10/10/2020) Jennifer Doudna, vencedora do Prêmio
Nobel de Química, desenvolveu um teste para detectar o
vírus da Covid-19 em apenas cinco minutos. O teste é
4 fundamentado na genética CRISPR, invenção que levou
Doudna ao pódio do Nobel. A investigação foi desenvolvida
em parceria com a Universidade da Califórnia, nos Estados
7 Unidos da América.
O teste está em fase experimental e aguarda
aprovação pela comunidade científica. No entanto, já captou
10 a atenção de muitos pelas suas características: o novo teste é
pequeno, portátil e pode ser usado por qualquer um,
dispensando pessoal médico. Uma câmara de telemóvel é o
13 suficiente para saber se está positivo ou negativo para a
Covid-19. Além de todas as novidades, o teste também
identifica a fase da infecção em que se encontra, sendo ela
16 contagiosa ou não. (...)
Segundo a imprensa espanhola, esse teste pode ser
uma alternativa ao atual utilizado para identificar o vírus da
19 Covid-19, cujo resultado pode demorar até 48 horas, e até
20 mesmo às análises sanguíneas.
.
Disponível em: <https://www.cmjornal.pt/sociedade/>.
Acesso em: 3 mar. 2021. (fragmento), com adaptações.
No que tange à tipologia textual, o texto apresentado é
Texto 1 para responder às questões 1 e 2.
Água e sabão: entenda a química que torna a lavagem de
mãos tão eficaz
1 O sabão possui uma função emulsificante, que ajuda a
unir água a gorduras, e, também, permite a remoção
mecânica tanto da sujeira quanto de micro-organismos. Isso
4 quer dizer que ele é capaz de unir moléculas que
normalmente não ficariam unidas, agindo como ponte para
que elas sejam carregadas pela água. Em tempos de
7 pandemia, o objetivo é tirar o máximo desses micróbios,
como vírus, bactérias, fungos e protozoários, por exemplo,
de circulação.
10 “É por isso que essa é uma orientação dada para
quem foi ao banheiro, vai preparar uma refeição ou tocar
pessoas vulneráveis, independentemente de qualquer
13 pandemia”, ressalta o infectologista Jamal Suleiman, do
Instituto de Infectologia Emílio Ribas. As moléculas de
sabão têm duas “pontas”: uma hidrofílica, capaz de se
16 prender às moléculas de água, e outra hidrofóbica, que se
une às moléculas de óleos, gorduras e sujeiras. Uma vez que
se enxáguam a mão e outras partes do corpo, essa
19 combinação age como uma conexão entre as moléculas de
água e de restos de vírus e sujeiras, carregando-as ralo
abaixo.
22 A função emulsificante faz com que o sabão grude na
proteção do Coronavírus, rompendo-a. “As bactérias e boa
parte dos vírus têm capas de gordura, chamadas de
25 membrana e envelope, respectivamente. A função dessa
capa é proteger o micro-organismo do ambiente. O sabão
rompe essa proteção, fazendo com que essas bactérias e
28 vírus morram”, explica Laura de Freitas, doutora em
29 biociências e biotecnologia na Unesp.
Disponível em: <https://www.uol.br/tilt/noticias/>.
Acesso em: 5 mar. 2021, com adaptações.
Com relação à tipologia e aos sentidos do texto, assinale a alternativa correta.