Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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Com relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
No texto, que se caracteriza como
dissertativo-informativo, são mencionadas a ocorrência
de sequelas da covid-19 e consequências negativas do
isolamento social imposto em razão da pandemia.
TEXTO 01

TEXTO 02
Pai não entende nada A filha de 14 anos chega para o pai e diz: − Pai, preciso comprar um biquíni novo. − Mas, filha, você comprou um biquíni no ano passado. − Ah, pai, quero um biquíni novo. − Filha, teu biquíni é novo. E você nem cresceu tanto assim. − Mas eu quero, pai. − Tá bom, filha. Pegue esse dinheiro e compre um biquíni maior. − Maior, não, pai. Menor. Pai não entende nada mesmo! Fonte: VERÍSSIMO, Luís Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: Editora L&PM, 1997
Comparando-as, pode-se afirmar que


Eliane Brum. Dois andares abaixo do meu. In: A menina quebrada. Porto
Alegre-RS: Arquipélago Editorial, 2013 (com adaptações).
Considerando as ideias e os sentidos do texto, bem como que a voz narrativa é feminina, julgue o item
Com exceção do cachorro descrito no primeiro
parágrafo, nenhum outro personagem da narrativa é
apresentado pelo nome, o que pode ser interpretado
como sinal do nível de desconhecimento da narradora
em relação aos demais personagens citados.
(Disponível em: https://www.significados.com.br/tipos-de-texto/. Adaptado.)
Um exemplo de texto predominantemente dissertativo é:
Com relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O principal objetivo do texto é informar os impactos do
uso do ar-condicionado sobre o clima global, portanto o
tipo textual predominante é o expositivo/informativo.

Conclui-se da leitura do texto que o preconceito é um dos obstáculos ao tratamento adequado da depressão.

No texto, que se caracteriza como dissertativo-argumentativo, defende-se a ideia de tratamentos alternativos para a depressão, principalmente em relação a crianças e adolescentes, que não devem ser tratados com antidepressivos.

O objetivo do texto, cuja tipologia é dissertativa, é alertar as pessoas das consequências desfavoráveis da readaptação à realidade de antes da pandemia.
Fonte: https://www.google.com.br/search?q=tiras +redes+sociais&tbm. Acesso em 25 out. 2021. Sobre os recursos linguísticos que compõem o Texto 2, analise os itens que se seguem.
I. Linguagem denotativa e conotativa.
II. Registro formal e registro informal.
III. Frase nominal e frase verbal.
IV. Linguagem verbal e não verbal.
Estão CORRETOS os itens
Um personagem de um célebre romance francês é enunciador do seguinte discurso:
“O que teria eu que fazer para demonstrar a utilidade da agricultura? Quem provê nossas necessidades? Quem fornece nossos alimentos? Não é o agricultor? O agricultor, senhores, que semeia nossos campos com sua mão laboriosa, faz nascer o trigo, que, triturado por engenhosas máquinas, dá origem à farinha, que, transportada para o padeiro, produz alimento para o pobre e para o rico. Não é também o agricultor que gera nossas roupas, engordando os seus rebanhos, nas nossas pastagens? Porque, como nos vestiríamos, como nos alimentaríamos sem o agricultor?”
Sobre a estrutura argumentativa desse pequeno texto, a única afirmativa correta é:
Em uma tarde ensolarada, estou no portão da escola recebendo as crianças como todos os dias. De repente, um carro para em frente ao portão. Um menino de quatro anos chega à porta da escola com o telefone nas mãos, assistindo desenho ou jogando (não foi possível identificar), tão concentrado que nem percebe que chegou à escola. A mãe chama e ele não atende. Então, ela pega o telefone das mãos do filho e ele começa a reclamar, chorando e exaltado, querendo o telefone novamente. A mãe pede ao filho para parar de chorar e de “fazer birra”, mas este não a atende. Para parar de ouvir a reclamação do filho, ela então vai ao carro, busca o tablet e deixa que o filho o leve para a escola.
Diário de bordo, 26 de fevereiro de 2018.
Sobre a estrutura desse pequeno texto, retirado de um estudo sobre a Tecnologia e a Educação Infantil, a afirmativa adequada é que se trata de um texto:
Em muitos momentos de nossa vida profissional, temos que apresentar uma ideia e defendê-la. Observe o texto a seguir, publicado há alguns anos, como mostra o tema da discussão:
“Frequentemente ouve-se dizer que a causa principal da distância dos jovens em relação à leitura é a televisão. Não vamos insistir aqui sobre os problemas que esse aparelho apresenta para a leitura e o estudo, mas desejo acrescentar duas reflexões: primeiro, que já Rousseau, no século XVIII, qualificava a leitura como ‘o castigo da juventude’, o que indica que, mesmo quando não havia televisão, ler também podia ser uma atividade pouco atrativa para muitos jovens. Em segundo lugar, que, apesar do que sempre se diz sobre a pouca leitura, nunca se leu tanto quanto agora e, às vezes, a televisão, ainda que pareça mentira, usada racionalmente, pode ajudar a ler. Assim, é frequente que as séries televisivas de mais audiência façam disparar a venda dos livros nos que se baseiam, como ocorreu com a série ‘Senhor dos Anéis’. Pode ser que esse cinema doméstico não ajude a promover a leitura, já que é mais passivo que o livro, exige menos esforço mental, é mais atrativo para os pequenos, mas em nenhum caso é a principal razão de que hoje em dia não se leia”.
Para defender sua ideia, o autor do texto apela para uma série de recursos argumentativos; a opção em que o recurso indicado está exemplificado adequadamente é:
O texto é predominantemente informativo.
No texto, predomina o tipo textual dissertativo-argumentativo.
I. Ao optar por utilizar um formato de texto injuntivo, a autora lançou mão de recursos valiosos, como a expressão da própria opinião – algo recorrente no texto – e as citações ou referências a outros textos e informações externas, como um artigo escrito por um físico.
II. No texto, a autora procura deixar claro que alguns fatores podem funcionar como impulsionadores da ciência. Entre esses fatores, ela inclui os esforços em pesquisa, os investimentos e a “ousadia” por parte dos cientistas. Ao longo do texto, fica claro o interesse da autora em explorar especificamente a importância de se ter “ousadia” na ciência.
III. No trecho “É necessário um fator de motivação para reunir dezenas ou centenas de pessoas diante de um conjunto de problemas”, a autora utiliza um verbo no infinitivo para exprimir a ideia de elementos que são separados, postos em oposição ou cerceados de alguma forma.
Marque a alternativa CORRETA:
Texto CG1A1-II
Há quem veja a literatura como o refúgio da beleza e da paz. Num mundo amargo, triste e violento, os livros oferecem a rota de fuga. Não é a vida como ela é, mas a vida como deveria ser. Títulos agressivos devem ser evitados. Essa convicção é equivocada?
Não é o caso de dizer que é equivocada. Os gostos são múltiplos e devem ser respeitados. O problema é acreditar que a literatura, para funcionar bem, deva ser o paraíso na terra. Há livros que funcionam assim, mas não são muitos. Para falar a verdade, as grandes obras literárias, com intensidade diferente, são marcadas pela ganância, pela traição, pela violência, pela catástrofe.
Assim, vale a pena respirar fundo e encarar as nossas imperfeições nas páginas dos grandes livros. O mergulho nas trevas forja o caráter da gente. Não é das coisas mais agradáveis, mas intensifica nossa humanidade. Ser humano em sua plenitude é conhecer a variedade de nossas emoções e ações. As boas e as ruins. As dignas e as indignas. As que comovem e as que perturbam.
Um belo treino é a leitura do monumental A canção do carrasco, de Norman Mailer. O centro de tudo é a execução de Gary Gilmore em 1977, nos Estados Unidos da América, pelos crimes que cometeu. Quase tudo nas mil páginas de Mailer é real. O material foi obtido a partir de entrevistas, leitura de processos judiciais e da cobertura da imprensa. Trata-se de uma aula de como a realidade é operada por diversas alavancas.
Nelson Fonseca Neto. O mundo do crime na literatura.
Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).
DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO
Baseado no artigo de Kátia Agostinho (UFSC, 2015). Com adaptações.
O desenvolvimento de teorias que percebem as crianças como atores sociais de direitos próprios – e não apenas como objetos de socialização – tem impulsionado as discussões acerca da participação das crianças na Educação Infantil. Esses debates assumem que as crianças são sujeitos de conhecimento e produtoras de sentido, que são legítimas suas formas de comunicação e relações com outros indivíduos e que contribuem para a renovação e a reprodução dos laços sociais nos espaços em que participam.
Diferentes estudos (Dahlberg & Moss, 2005; Sarmento, 2005a; Moss, 2009; Bae, 2009; Fernandes, 2009; Percy-Smith & Thomas, 2010; Agostinho, 2010; Tomás, 2011) têm se dedicado à temática da participação das crianças no ambiente escolar, reconhecendo as dificuldades de sua abordagem e do aprofundamento desse tema. Os desafios se avolumam quando as crianças são as pequenas, pois sobre as mesmas não temos ainda um acúmulo de estudos que nos esclareçam sobre suas especificidades. Além disso, como falam Percy-Smith e Thomas (2010), a participação da criança na Educação Infantil é uma variável em construção e devemos estar atentos aos cuidados semânticos que o termo exige, além de observar a necessária contextualização sociocultural em que essa participação ocorre.
Percebe-se que a participação das crianças na Educação Infantil é um tema que comporta o cruzamento de um emaranhado de conceitos importantes que precisam ser explicitados, compreendidos, aprofundados e relacionados. Pelo espaço que temos, essa complexidade não será esgotada. Concentraremos a nossa atenção nos aspectos da democracia, da cidadania e do direito, fazendo a defesa de uma concepção de democracia como uma perspectiva de viabilizar a participação das crianças nos contextos de Educação Infantil (creches e pré-escolas) e como possibilidade de construção e de consolidação da justiça social e do exercício de direito.
PROTEÇÃO • É evidente que a necessidade de proteção e a dependência dos adultos por parte das crianças têm justificado a desqualificação dos direitos de cidadania delas e sua efetiva participação. Um dos mais importantes desafios colocados ao direito das crianças de participarem da Educação Infantil é a necessidade de equilibrar, de modo adequado e apropriado, o direito de proteção com o de participação, necessários para que estejam protegidas adequadamente, de acordo com as suas capacidades em crescimento, bem como respeitadas como cidadãos, como pessoas e como portadores de direitos.
Considero que muitas ideias defendidas em nossa sociedade contribuem para a recusa e a exclusão das crianças do exercício da cidadania e, consequentemente, da participação na vida pública do espaço educativo, uma vez que são percebidas como não tendo as características requeridas para participarem do mesmo. Essa percepção sobre as crianças desafia a construção de uma ideia e prática de cidadania genuína e efetivamente democrática, na qual elas sejam respeitadas, na busca que essas mesmas diferenças possam construir, nas negociações travadas no encontro público, o caminho para que se consolide um espaço justo e solidário, fazendo-se necessário desconstruir os pressupostos universais aplicados à cidadania que contribuem para a geração das exclusões.
A promoção da participação e da inclusão das crianças na
produção dos espaços sociais – inclusive na Educação
Infantil – depende do entendimento delas mesmas, como
atores sociais, hábeis para jogar um papel ativo na produção
e reprodução desses espaços. Nesse sentido, as crianças
“são e devem ser vistas como ativas na construção de suas
próprias vidas, as vidas dos que as rodeiam e das
sociedades em que vivem. As crianças não são apenas os
sujeitos passivos dos processos da estrutura social.” (James
& Prout, 1990, p.8).
Leia o texto 'DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto em análise possui um caráter científico, pois menciona diversos autores relevantes nos estudos sobre o desenvolvimento infantil (como Sarmento, Moss, Bae, Fernandes, Agostinho e Tomás), a fim de encerrar o complexo debate sobre os diversos fatores relacionados com o tema da participação das crianças na Educação Infantil.
II. No texto, a autora defende uma concepção de democracia que permita viabilizar a participação das crianças nos contextos da Educação Infantil.
III. A autora defende que as crianças devem ser vistas como ativas na construção de suas próprias vidas, das vidas dos que as rodeiam e das sociedades em que vivem.
Marque a alternativa CORRETA:


