Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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Assinale a alternativa em que a descrição teórica de tipo textual apresenta afirmações CORRETAS.
Texto para responder a questão
Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa

Disponível em: <https://www.agricultura.df.gov.br/plano-estrategico-do-programa-nacional-de-vigilancia-febre-aftosa/>.
Acesso em: 20 dez. 2022.
O texto acima se refere ao texto
Para nós, cearenses, não há disputa. Não há como negociar sentimento, pertencimento, identidade territorial e cultural. O vínculo que a população da região em litígio tem com o Ceará ao longo desses mais de cem anos é imensurável.
[…]
Ora, não há como todo esse impasse ser resolvido apenas por uma análise cartográfica ou um relatório técnico. Este tipo de estudo jamais alcançará o sentimento de vínculo, as tradições e a história cultural de um povo que é cearense desde antes das capitanias hereditárias.
BRITO, Augusto. É preciso respeitar a história. Diário do Nordeste. Opinião, 27 fev. 2021. Disponível em: https:// diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colaboradores/ e-preciso-respeitar-a-historia-1.3053405. Acesso em: 20 ago. 2022.
Para a construção argumentativa do seu texto, o autor usa uma estratégia de

Leia o texto que segue e responda à questão

Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2

Disponível em: <http://www.willtirando.com.br/>
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?
Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.
Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser?
KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14.
I- O verbo no presente do indicativo indica uma ação habitual no momento em que ela ocorre, na fala da personagem.
II- O pretérito perfeito exprime um fato concluído e caracteriza a matéria noticiada.
III- A alternância de tempos verbais se faz para dar dinamicidade ao texto, relatando os acontecimentos e a voz da personagem.
