Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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( ) No primeiro parágrafo predomina a narração, com marcações de tempo e de espaço.
( ) No segundo e terceiro parágrafos, exposição de acontecimentos e descrição se mesclam.
( ) Nos três parágrafos prevalece o tipo injuntivo por fornecer instruções para decifração do paradoxo de Polanyi.
( ) No segundo parágrafo identifica-se um discurso ficcional de estilo sublime, com acentuada crítica conservadora.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
( ) As tipologias textuais são os tipos de textos criados em determinados contextos e que vão depender da intenção e necessidade de comunicação das pessoas.
( ) As tipologias textuais são divididas em cinco tipos de textos: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção.
( ) Tipologia narrativa (narração): significa contar uma história, acontecimentos e ações de personagens dentro de um espaço e um tempo determinado. Através de um enredo (história) é relatado por um narrador os acontecimentos e ações de maneira linear, ou não linear. Assim, se o enredo seguir uma sequência cronológica, trata-se de um enredo linear. Do contrário, se existir uma mistura entre o passado, o presente e o futuro, estamos diante de um enredo não linear.
( ) Para facilitar o entendimento, podemos resumir os elementos da narrativa da seguinte forma: O quê? - revela a história, o assunto central da trama. Quem? - são as personagens envolvidas na trama e que podem ser principais (protagonistas) e secundárias (coadjuvantes). Quando? - indica o momento em que a história se passa. Onde? - representa o local (espaço) onde a narrativa ocorre, que podem ser ambientes físicos, ou psicológicos. Por quem? - aquele que conta a história é o narrador (foco narrativo). Ele pode fazer parte da história (narrador personagem), ou não participar dela (narrador observador, ou narrador onisciente).
( ) Características da tipologia narrativa: revela a sequência de acontecimentos de uma história; os fatos e as ações são relatados por um narrador (foco narrativo) que participa ou não da trama; presença de personagens principais (protagonistas), que aparecem com maior frequência e são mais importantes na história, e personagens secundários (coadjuvantes); marcação de tempo (tempo cronológico) através de datas e momentos históricos, ou o tempo individual de cada personagem (tempo psicológico); indicação do local onde se desenvolve a história e que podem ser físicos (reais, ou imaginários) ou psicológicos (na mente das personagens).
A medida seria coerente se também houvesse um reequilíbrio da capacidade financeira do Estado, um planejamento prévio de como diminuir o impacto dessa redução na arrecadação.
É preciso considerar também que essa redução vai na contramão do que outros países do mundo estão fazendo, pois, ao diminuir o valor, acabamos incentivando o consumo de combustíveis fósseis, e a nossa matriz econômica também é problemática nesse sentido.
FARENZENA, José Antônio. Se todos pagarem, todos pagarão menos. ND Mais. Disponível em: l1nq.com/joVUJ. Acesso em: 14 dez. 2022 (fragmento).
Acerca das estratégias argumentativas empregadas no texto, é correto afirmar:
Em uma pesquisa realizada pela Getty Images e YouGov, com mais de 5 mil participantes de 26 países, mais de 60% das pessoas entrevistadas se sentem discriminadas por comerciais.
Por isso, quando uma marca, um produto, um serviço se comunica com a pessoa com deficiência, automaticamente nos torna mais presentes de fato na sociedade, considera e respeita a nossa existência. Cada vez mais é papel das empresas, governos, sociedade contribuir para a mudança desse cenário e retratar a nossa diversidade real, sem deixar ninguém de fora.
[...]
Porque o sinônimo de final feliz para nós está ligado à representatividade de existir e realizar.
IGNARRA, Carolina. Representatividade das pessoas com deficiência é coisa de novela, sim! Hoje em Dia. Disponível em: l1nq.com/M5F3f. Acesso em: 14 dez. 2022 (fragmento).
Acerca da argumentação desenvolvida no texto, é correto afirmar que
“Promotora vê quadro de quase escravidão: operação libera 38 em fazenda no Espírito Santo.” Brasil, 24 jun. 1999.
Tudo começou quando eles foram procurar emprego na fazenda de café. O proprietário disse que sim, que podia empregá-los. Só não poderia pagar muito. Que decidissem: era pegar ou largar, ame-o ou deixe-o. Eles se olharam. O que podiam fazer? Aceitaram.
Passado o primeiro mês, o proprietário reuniu-os e disse que os negócios não andavam bem, que a cotação do café estava em baixa no mercado internacional. Propôs diminuir o salário, coisa pouca, e não por muito tempo. Eles se olharam, mas o que podiam fazer? Aceitaram.
Um mês depois, o proprietário reuniu-os de novo. Os negócios continuavam ruins, de modo que ele tinha outra proposta: atrasaria os salários, indefinidamente, mas em compensação forneceria alojamento e comida. O alojamento não passava de um telheiro com um estrado e colchonetes; banheiro não havia. Quanto à comida, como disse o próprio proprietário, não era coisa para gourmet. De novo se olharam. O que podiam fazer? Aceitaram.
SCLIAR, Moacyr. Abolindo a abolição. Disponível em: l1nq. com/cEZfx. Acesso em: 14 dez. 2022 (fragmento).
Sobre o texto anterior, é correto afirmar:
I. O foco da linguagem literária está nas ideias coesas, coerentes, claras e objetivas marcadas no texto, ou seja, não há uso de figuras de linguagem.
II. A linguagem literária é encontrada no discurso literário formado de recursos estilísticos que permitem diversas interpretações para a compreensão do texto lido.
III. A linguagem literária, como licença poética, é definida como “liberdade de o escritor utilizar construções, prosódias, ortografias, sintaxes não conformes às regras, ao uso habitual, para atingir seus objetivos de expressão” (Houaiss, online), como acontece na literatura, na música, nas propagandas, por exemplo.
Estão corretas as afirmativas:
I A locução “foram transmitidas” (linhas 11 e 12) estabelece uma relação de concordância com a expressão “as pessoas” (linhas 10 e 11).
II Quanto ao tipo textual, predominam no texto o tipo narrativo, uma vez que se mencionam os protagonistas de uma história, e o tipo argumentativo, visto que a autora procura defender uma tese por meio da exposição de fatos e argumentos.
III Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, a expressão “do qual” (linhas 17 e 18) poderia ser substituída por que.
Assinale a alternativa correta.
Esse fragmento é típico de sequências textuais do tipo
Texto para o item.

Luis Fernando Veríssimo. Aprenda a chamar a polícia.
Internet: <www.refletirpararefletir.com.bb> (com adaptações).
Com base no texto apresentado, julgue o item.
Nesse texto, tem-se um narrador-observador.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Saneamento nada básico
Parametrização centralizada no âmbito federal não necessariamente tornaria o processo mais eficiente
Desde a antiguidade, existe preocupação com o saneamento básico [...]. No Brasil, as primeiras iniciativas remontam a 1561.
De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), dados de 2017, 83,5% da população brasileira tinham acesso a água tratada, 52,4% tinham acesso a coleta de esgoto, e apenas 46% dos esgotos do país são tratados. O volume médio de perdas ainda se encontra em 38,3%.
As condições que não permitiram o desenvolvimento pleno do saneamento básico no país continuam presentes: volume incipiente de investimentos, ausência de planejamento adequado, experiências malsucedidas de gestão e dificuldade para obter financiamentos e licenças para obras. Destas, somente a última apresentou alguma evolução desde o Plano Nacional de Saneamento de 1971.
Dentre as dificuldades de planejamento, destaca-se o fato de que a titularidade dos serviços, conforme lei 11.445/07, é dos municípios. Logo, criar arcabouço regulatório, planos de saneamento e licitar concessões é uma tarefa hercúlea para a gama de 5.570 municípios existentes. O problema é grande; o diagnóstico, antigo. Mas pouco se avançou desde a criação do marco regulatório. Apresento possíveis soluções para contribuir com o debate.
Em primeiro lugar, é preciso que a reflexão sobre o marco regulatório ocorra previamente. As duas medidas provisórias de 2018 e 2019 (844 e 868) tiveram vício de origem, pois não foram fruto de uma discussão prévia com os principais agentes setoriais. Se empresas dos estados de SP, MG e PR foram responsáveis por 45% dos investimentos em saneamento no país em 2017, e 65% ao somarmos as privadas, uma reflexão deveria partir delas, juntamente com a sociedade civil e associações.
A experiência do setor elétrico quando da criação do Novo Modelo é um exemplo a ser lembrado. Houve praticamente um ano de discussões prévias com ampla adesão que culminaram com as MPs 144 e 145, de outubro de 2003. De exemplo negativo, temos a MP 579/12, cuja discussão prévia foi curta e circunscrita a agentes de mercado, em sua maioria eletrointensivos, e, portanto, interessados em redução de tarifas. O barato saiu caro, e a redução de 18% em 2013 foi sucedida por aumentos tarifários 41% acima da inflação de 2014 a 2018.
A solução proposta é a simplificação dos processos e a não concentração de responsabilidade na Agência Nacional de Águas (ANA) ou a criação de arcabouço regulatório e plano de saneamento federais.
[...].
Em segundo lugar, deve-se repensar a proposta de se criar um plano de saneamento nacional como norte para planos municipais. Essa abordagem centralizada pode desconsiderar aspectos locais como características socioeconômicas do consumidor, estrutura dos ativos, distância a fontes de captação de água, topografia, restrições ambientais, entre outros. Enfim, não necessariamente uma parametrização centralizada no âmbito federal tornaria o processo mais eficiente ou atinente às características locais.
Em terceiro lugar, por que não permitir que cada município baseie seu arcabouço regulatório em melhores práticas existentes e regras simplificadas de atualização de tarifas, qualidade e metas de cobertura dos serviços, além de penalidades claras e objetivas pelo não cumprimento destas?
Em quarto lugar, a criação de uma cartilha de regras de licitação para auxiliar municípios seria um começo. Os dois outros pilares, regulação e plano de saneamento, poderiam ser disponibilizados por instituições independentes. Dessa forma, o processo seria parametrizado de maneira simples, descentralizada e com custo baixo.
Investir em saneamento é processo civilizatório. Não há necessidade de se trazer complexidades, quando regras e melhores práticas já existem e podem nortear prefeituras a melhorar a condição de vida de seus habitantes sem uma mão visível da União.
PIRES, Adriano. Saneamento nada básico. Aesbe.
Associação Brasileira das Empresas Estaduais de
Saneamento. Disponível em: https://aesbe.org.br/novo/opiniaoartigo-saneamento-nada-basico/.
Acesso em: 27 ago. 2022.
I. Há alternância de tempos verbais: o uso pretérito perfeito do indicativo predomina, mas é acompanhado em alguns trechos pelo uso do tempo presente, sempre com valor de passado.
II. A escolha das palavras utilizadas no texto revela o uso da variedade social da língua, uma vez que a norma-padrão predominante no texto é coerente com o veículo de publicação.
III. Há predominância do uso da voz ativa do verbo, com algumas ocorrências da voz passiva.
Estão corretas as afirmativas

