Questões de Concurso Sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português

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Q4296300 Português

A PALAVRA FEIA DE ALBERTO


(1º§) Uma tarde, numa festa muito elegante, o jovem Alberto ouviu uma palavra que nunca tinha escutado antes. A palavra ficou flutuando como uma pequena nuvem cinzenta. Era muito feia e coberta de pelos negros e duros. Com um rápido movimento de pulsos, Alberto pegou a palavra no ar e colocou-a dentro de seu bolso traseiro.


(2º§) Foi quando começou a confusão. O Sr. Hilário atirou seu taco de críquete para o alto (...) o taco aterrissou bem em cima do dedão de Alberto. O garoto abriu a boca para gritar, mas a palavra feia saiu primeiro, muito maior e mais horrorosa do que antes. Todos os convidados ficaram chocados. Eles não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo.


(3º§) – Venha comigo, rapazinho! – Disse a mãe de Alberto.


(4º§) No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão. Enquanto Alberto esfregava a língua, a palavra feia sentou-se no ombro do garoto e ficou rindo maldosamente.


(5º§) Alberto sabia que alguma coisa precisava ser feita. A palavra fica escondida, esperando pacientemente enquanto a festa continua, e quando Alberto admirava a tia Isabella cantar ópera, a palavra encolheu e voou até a boca de Alberto.


(6º§) De repente aconteceu uma confusão, o mordomo Chives derrubou uma bandeja de ovos condimentados em cima do vestido da madame Friatta, que derrubou o coquetel na careca do Sr. Hilário, que atirou seu taco de críquete para o alto, que por fim aterrissou em cima do dedão de Alberto que gritou a palavra feia que estava em sua boca.


(7º§) Todos ficaram horrorizado, então, Alberto saiu correndo e foi bater na casa do jardineiro.


(8º§) O jardineiro, que também era um mágico praticante, abriu a porta com um sorriso. O mágico jardineiro ficou logo sabendo que Alberto tinha pegado uma palavra feia. (...) Puxou uma gaveta repleta de palavras que estalavam e cintilavam.


(9º§) – Algumas vezes precisamos de palavras muito fortes – explicou – para mostrar como estamos nos sentindo.


(10º§) Use estas palavras aqui e talvez você não tenha mais problemas. E entregou um dicionário para Alberto. (...)


(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/mod_ii_vol2unid2.pdf)     

Analise as informações com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa com a série correta. 


I - No trecho: “... o jovem Alberto ouviu uma palavra...” – sublinhamos os termos essenciais da oração.


II - No trecho: “... uma palavra que nunca tinha escutado antes” - sublinhamos um pronome relativo e um tempo verbal composto, auxiliado pelo verbo “ter”, que está conjugado no pretérito imperfeito do modo indicativo, seguido do verbo principal na forma nominal do particípio.


III – No trecho: “Foi quando começou a confusão”, sublinhamos verbos conjugados no pretérito perfeito do modo indicativo e o objeto direto do verbo “começou”.. 

Alternativas
Q4296299 Português

A PALAVRA FEIA DE ALBERTO


(1º§) Uma tarde, numa festa muito elegante, o jovem Alberto ouviu uma palavra que nunca tinha escutado antes. A palavra ficou flutuando como uma pequena nuvem cinzenta. Era muito feia e coberta de pelos negros e duros. Com um rápido movimento de pulsos, Alberto pegou a palavra no ar e colocou-a dentro de seu bolso traseiro.


(2º§) Foi quando começou a confusão. O Sr. Hilário atirou seu taco de críquete para o alto (...) o taco aterrissou bem em cima do dedão de Alberto. O garoto abriu a boca para gritar, mas a palavra feia saiu primeiro, muito maior e mais horrorosa do que antes. Todos os convidados ficaram chocados. Eles não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo.


(3º§) – Venha comigo, rapazinho! – Disse a mãe de Alberto.


(4º§) No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão. Enquanto Alberto esfregava a língua, a palavra feia sentou-se no ombro do garoto e ficou rindo maldosamente.


(5º§) Alberto sabia que alguma coisa precisava ser feita. A palavra fica escondida, esperando pacientemente enquanto a festa continua, e quando Alberto admirava a tia Isabella cantar ópera, a palavra encolheu e voou até a boca de Alberto.


(6º§) De repente aconteceu uma confusão, o mordomo Chives derrubou uma bandeja de ovos condimentados em cima do vestido da madame Friatta, que derrubou o coquetel na careca do Sr. Hilário, que atirou seu taco de críquete para o alto, que por fim aterrissou em cima do dedão de Alberto que gritou a palavra feia que estava em sua boca.


(7º§) Todos ficaram horrorizado, então, Alberto saiu correndo e foi bater na casa do jardineiro.


(8º§) O jardineiro, que também era um mágico praticante, abriu a porta com um sorriso. O mágico jardineiro ficou logo sabendo que Alberto tinha pegado uma palavra feia. (...) Puxou uma gaveta repleta de palavras que estalavam e cintilavam.


(9º§) – Algumas vezes precisamos de palavras muito fortes – explicou – para mostrar como estamos nos sentindo.


(10º§) Use estas palavras aqui e talvez você não tenha mais problemas. E entregou um dicionário para Alberto. (...)


(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/mod_ii_vol2unid2.pdf)     

Sobre o período transcrito a seguir, marque a alternativa com análise incorreta.


“No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão”. 

Alternativas
Q4268450 Português
Inteligência Artificial impacta empregos no mundo e no Brasil


A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirma que na maioria dos cenários, a IA provavelmente piorará a desigualdade geral. Ela diz que os políticos precisam abordar essa tendência preocupante para evitar que a tecnologia alimente ainda mais as tensões sociais.


A proliferação da inteligência artificial tem despertado um debate sobre os seus benefícios e riscos. O FMI disse que a inteligência artificial afetará uma proporção maior de empregos − estimada em cerca de 60% − nas economias avançadas. Em metade destes casos, os trabalhadores podem esperar se beneficiar da integração da inteligência artificial, o que aumentará a sua produtividade.


Em outros casos, a inteligência artificial terá a capacidade de realizar tarefas importantes que são atualmente executadas por humanos. Isso poderá reduzir a procura de mão de obra, afetando salários e até mesmo erradicando empregos, segundo a avaliação.


Ao mesmo tempo, o FMI prevê que a tecnologia afetará apenas 26% dos empregos nos países de baixa renda.


Georgieva disse que muitos destes países não têm infraestrutura ou mão de obra qualificada para aproveitar os benefícios da inteligência artificial, aumentando o risco de que, com o tempo, a tecnologia possa piorar a desigualdade entre as nações.


De um modo mais geral, os trabalhadores mais jovens e com renda mais elevada perceberão um aumento desproporcional nos seus salários após a adoção da inteligência artificial. Os trabalhadores com renda mais baixa e os mais velhos correm o risco de ficarem obsoletos, afirma o FMI.


"É crucial que os países estabeleçam redes de segurança social abrangentes e ofereçam programas de reciclagem para trabalhadores vulneráveis", disse Georgieva. "Ao fazer isso, tornaremos a transição para a IA mais inclusiva, protegendo os meios de subsistência e reduzindo a desigualdade."


A análise do FMI vem no momento em que líderes empresariais e políticos globais se reúnem no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A IA é um tópico de discussão, após o aumento da popularidade de ferramentas como o ChatGPT.


A tecnologia enfrenta a crescente regulamentação em todo o mundo. No mês passado, as autoridades da União Europeia chegaram a um acordo provisório sobre as primeiras leis abrangentes do mundo para regular o uso da IA. O Parlamento Europeu votará as propostas da Lei da IA no início deste ano, mas nenhuma legislação entrará em vigor antes de 2025.


Os EUA, o Reino Unido e a China ainda não publicaram  suas próprias diretrizes de IA.


Embora o Brasil tenha iniciado debate no Congresso sobre o assunto, ainda não possui regulamentação sobre o tema.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgekv170k0eo. Adaptado.
De um modo mais geral, os trabalhadores mais jovens perceberão um aumento desproporcional nos seus salários após a adoção da inteligência artificial.
Sintaticamente, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4267928 Português
Coceira crônica afeta uma em cada cinco pessoas segundo pesquisas

Shayanne Boulet tinha dezoito anos de idade. No final do seu primeiro ano de faculdade, do nada, ela começou a ter coceiras angustiantes.

"No início, pensei que pudesse ser eczema", relembra ela. "Mas era muito mais debilitante. Eu não conseguia tomar banho quente, não conseguia me concentrar na minha lição de casa, não conseguia dormir porque eu me coçava por quase duas horas na cama. Eu precisava me levantar para me limpar porque havia sangue nos lençóis."

Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.

A condição é uma das muitas causas de coceira crônica, definida pelos médicos como uma coceira que dure mais de seis semanas, e que, segundo os profissionais de saúde, afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida.

A coceira crônica é associada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, mas também a outras condições médicas, incluindo doença renal crônica, insuficiência renal e linfoma. Em alguns casos, a coceira crônica dura anos e a sensação é enlouquecedora.

No livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), os pecadores condenados ao oitavo círculo do inferno - os fraudadores - sofriam "a fúria ardente da feroz coceira que nada consegue aliviar". Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante. A coceira decorrente dessa condição já foi comparada com um ataque de formigas-de-fogo.

Pacientes com doenças hepáticas chegaram a ser submetidos a transplantes por não conseguirem lidar com a sensação de coceira. E alguns pacientes com câncer param de tomar medicações que salvariam suas vidas por não suportarem a coceira que esses remédios lhes causam.

"Estudos demonstraram que a coceira crônica é tão debilitante quanto as dores crônicas, mas, na verdade, eu defendo que é ainda pior", afirma o médico e neuroimunologista Brian Kim. "Com a dor crônica, você tem uma sensação de dor monótona − uma espécie de dor 'nível 6 de 10' que simplesmente não desaparece", explica ele. "Mas você consegue dormir."

"A coceira crônica é diferente porque você não descansa. As pessoas afetadas coçam-se a noite toda. Deste ponto de vista, ela é consideravelmente mais debilitadora." Até recentemente, os cientistas não compreendiam, na verdade, o que causa a coceira crônica, mesmo com sua alta incidência. Já as causas da coceira aguda são relativamente bem conhecidas.

Se você for picado por um mosquito ou encostar em uma hera venenosa, as células imunológicas da pele liberam histamina e outras substâncias que se ligam a pequenos receptores na superfície dos nervos sensoriais. Essas substâncias ativam os receptores que enviam um sinal de coceira para a medula espinhal e para o cérebro.

A coceira aguda é irritante, mas pode ser tratada com anti-histamínicos ou esteroides de uso tópico. Mas os anti-histamínicos não apresentam efeito sobre a coceira crônica.

O fato é que houve poucos avanços no tratamento da coceira nos últimos 360 anos, desde que a coceira foi definida pela medicina pela primeira vez. Um dos motivos é que os cientistas acreditavam que a coceira seria apenas uma forma suave de dor.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9822p5jz05o. Adaptado.

As pessoas afetadas coçam-se a noite toda.


Em relação ao verbo presente nesta frase, trata-se de verbo:

Alternativas
Q4267926 Português
Coceira crônica afeta uma em cada cinco pessoas segundo pesquisas

Shayanne Boulet tinha dezoito anos de idade. No final do seu primeiro ano de faculdade, do nada, ela começou a ter coceiras angustiantes.

"No início, pensei que pudesse ser eczema", relembra ela. "Mas era muito mais debilitante. Eu não conseguia tomar banho quente, não conseguia me concentrar na minha lição de casa, não conseguia dormir porque eu me coçava por quase duas horas na cama. Eu precisava me levantar para me limpar porque havia sangue nos lençóis."

Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.

A condição é uma das muitas causas de coceira crônica, definida pelos médicos como uma coceira que dure mais de seis semanas, e que, segundo os profissionais de saúde, afeta uma em cada cinco pessoas em algum momento da vida.

A coceira crônica é associada a distúrbios dermatológicos como eczemas, urticária e psoríase, mas também a outras condições médicas, incluindo doença renal crônica, insuficiência renal e linfoma. Em alguns casos, a coceira crônica dura anos e a sensação é enlouquecedora.

No livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), os pecadores condenados ao oitavo círculo do inferno - os fraudadores - sofriam "a fúria ardente da feroz coceira que nada consegue aliviar". Muitas pessoas que sofrem de psoríase talvez se identifiquem com a descrição do inferno de Dante. A coceira decorrente dessa condição já foi comparada com um ataque de formigas-de-fogo.

Pacientes com doenças hepáticas chegaram a ser submetidos a transplantes por não conseguirem lidar com a sensação de coceira. E alguns pacientes com câncer param de tomar medicações que salvariam suas vidas por não suportarem a coceira que esses remédios lhes causam.

"Estudos demonstraram que a coceira crônica é tão debilitante quanto as dores crônicas, mas, na verdade, eu defendo que é ainda pior", afirma o médico e neuroimunologista Brian Kim. "Com a dor crônica, você tem uma sensação de dor monótona − uma espécie de dor 'nível 6 de 10' que simplesmente não desaparece", explica ele. "Mas você consegue dormir."

"A coceira crônica é diferente porque você não descansa. As pessoas afetadas coçam-se a noite toda. Deste ponto de vista, ela é consideravelmente mais debilitadora." Até recentemente, os cientistas não compreendiam, na verdade, o que causa a coceira crônica, mesmo com sua alta incidência. Já as causas da coceira aguda são relativamente bem conhecidas.

Se você for picado por um mosquito ou encostar em uma hera venenosa, as células imunológicas da pele liberam histamina e outras substâncias que se ligam a pequenos receptores na superfície dos nervos sensoriais. Essas substâncias ativam os receptores que enviam um sinal de coceira para a medula espinhal e para o cérebro.

A coceira aguda é irritante, mas pode ser tratada com anti-histamínicos ou esteroides de uso tópico. Mas os anti-histamínicos não apresentam efeito sobre a coceira crônica.

O fato é que houve poucos avanços no tratamento da coceira nos últimos 360 anos, desde que a coceira foi definida pela medicina pela primeira vez. Um dos motivos é que os cientistas acreditavam que a coceira seria apenas uma forma suave de dor.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9822p5jz05o. Adaptado.
Boulet foi diagnosticada com prurigo nodular, uma doença de pele inflamatória crônica.
Sintaticamente, é correto afirmar que o:
Alternativas
Q4253200 Português

Complete a lacuna a seguir, com a alternativa que corresponde corretamente, em relação a sintaxe: 


___________________ é o termo complementar reclamado pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. 

Alternativas
Q4199816 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de emprego e colocação dos pronomes.
Alternativas
Q4199798 Português
A frase – Não falei com você! – (3º quadro) pode ser reescrita, em conformidade com a norma-padrão de regência, como:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: APS - SP Prova: VUNESP - 2024 - APS - SP - Guarda Portuário |
Q4197152 Português
Leia o texto para responder à questão.


Você é um carpinteiro ou um jardineiro?


   A maioria dos pais e mães que conheço tem entre suas preocupações a filha ou o filho “ser alguém na vida”. Há uma grande ansiedade em atuar desde criança para que os filhos “cheguem lá”. E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga comportamental americana Alison Gopnik. Para ela, nessa ânsia de impulsionar resultados dos rebentos, o que os pais e mães acabam muitas vezes fazendo é limitar o potencial deles.

   “Muitos pais se concentram em fazer com que os filhos aprendam mais, melhor e mais rápido”, escreve Alison no livro O jardineiro e o Carpinteiro. “Nosso trabalho como pais não é moldar a mente dos nossos filhos: é deixar que explorem todas as possibilidades que o mundo permite. Não é dizer às crianças como brincar: é disponibilizar os brinquedos.”

   Conheci Alison num curso. Em sua palestra, ela mostrou vídeos de um experimento feito com crianças em idade pré- -escolar e um brinquedo de tubos em que um fazia barulho, outro acendia, outro tocava música, outro tinha um espelho. Para metade das crianças, o pesquisador falou algo na linha: “Olhe meu brinquedo! Vou mostrar como funciona”. Para a outra metade, não disse nada. As crianças ensinadas previamente a usá-lo interagiam com ele de forma mais limitada. Já as demais brincaram mais livremente.

  Ao mesmo tempo que as famílias foram encolhendo e tendo filhos mais tarde, muitos pais e mães passaram a trabalhar mais, focar a carreira e apelar a sites, canais e livros que “ensinam” a educar as crianças.

   E aí está outro problema na visão de Alison: o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho, em vez de forma de amor. “Se você aceita a ideia de que ser pai é um tipo de trabalho, então você deve escolher entre esse tipo de trabalho e outros tipos de trabalho. As mães vivem infinitamente em conflito e se sentem forçadas a escolher entre diminuir a importância da maternidade e renunciar à carreira.”, afirma Alison.

   E o que tudo isso tem a ver com o jardineiro e o carpinteiro do livro de Alison? O pai carpinteiro é o que tenta esculpir o filho para se tornar um certo tipo de pessoa. Já o jardineiro não consegue formar sozinho as plantas ou flores: trabalha para criar as condições para que elas floresçam.

   A ideia de atuar como jardineiro pode ajudar a preparar os pais para a independência dos filhos. “Nossos filhos não só são independentes de nós e autônomos, como também fazem parte de uma nova geração que é autônoma e independente da anterior”, afirma.

   E aí? Você se identifica mais com o estilo jardineiro ou carpinteiro?


(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 4 de abril de 2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão em destaque está substituída, nos parênteses, de acordo com a norma-padrão de emprego e colocação pronominal.
Alternativas
Q4189610 Português

Leia o texto para responder à questão.


    A história da dengue vem de longe. As primeiras descrições de epidemias de uma doença semelhante à que hoje nos  _________ datam do século 18. O vírus só foi isolado em 1943.


    Sempre _________ quatro vírus causadores de dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, os quais compartilham entre si dois terços do genoma. São chamados de sorotipos, em função de suas interações com os anticorpos produzidos contra eles, no sangue da pessoa que foi infectada, a qual apresenta fase febril por dois a sete dias. As lesões da pele permanecem por mais três a seis dias depois que a febre cedeu. _________ pequenos sangramentos nasais, vaginais ou nas gengivas ao escovar os dentes.


    A mortalidade varia de 0,01% a 5%, dependendo do acesso aos cuidados médicos. Se o paciente _________ o volume de líquido extravasado no adoecimento, a morte pode ser evitável.


    O Ministério da Saúde recomenda a ingestão de 60 mililitros de líquido por quilograma de peso, por dia, assim que a febre se instala. Portanto, um adulto de 70 quilos deve tomar cerca de quatro litros por dia, volume quase proibitivo para os que têm náuseas e vômitos. Esses casos exigem hidratação por veia, nem sempre acessível a todos.


    É impossível acabar com a dengue no Brasil, mas é vergonhoso convivermos até hoje com as mortes pela doença.


   (Drauzio Varella. Dengue, a doença.

www1.folha.uol.com.br, 13.03.2024. Adaptado)

Está em conformidade com o que se afirma no texto e a norma-padrão de regência a frase:
Alternativas
Q4189607 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Houve um tempo em que a velhice parecia vir mais cedo. Mal saídos da juventude, homens e mulheres (eles, em especial) se rendiam, quase sempre sem muita resistência, a costumes – em mais de um sentido da palavra – severos e engravatados. De “moço” e “moça”, passavam, bruscamente, a irremediáveis “senhor” e “senhora”. Desse processo, ninguém escapava. Mas Rubem Braga, convenhamos, exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco.


    Menos conformada é Rachel de Queiroz, que, aos 85 anos, esperneia contra piedosos eufemismos do tipo “terceira idade”. Sem meias palavras, ela diz tudo no título de uma crônica “Não aconselho envelhecer”: “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”, sustenta a octogenária Rachel com veemência de moça.


    Ao contrário de Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende não esperneia ante o processo de envelhecimento. “Se não é desejável, a velhice é fatal”, rende-se ele em “Vigor e sabedoria” – e, com graça, lembra que “a única alternativa é sinistra”. Para o cronista mineiro, “achar interesse e graça na vida ajuda”, porque “velhice azeda ou ressentida é de amargar”


Com igual leveza, volta ao assunto em “A velhice do bebê”, e lança um olhar para o que nos espera a todos no extremo do percurso, seja ele longo seja ele breve. “Soou a hora, ninguém escapa”, diz Otto. A vida, registrou ele nessa crônica de 17 de outubro de 1992, “é uma sucessão de ciladas”. No seu caso, a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois, quando um suposto erro médico levou, aos 70, quem irradiava pique para emplacar o dobro disso.


(Humberto Werneck. Senhores & senhoras. https://cronicabrasileira.org.br,

15.03.2019. Adaptado)

Considere os trechos:
•  … exagerava, ao assumir-se como “o velho Braga” antes de lhe vir o primeiro fio de cabelo branco. (1o parágrafo)
•  … “Para que o velho não se sinta tão velho, deixem-no sentir-se livre”… (2o parágrafo)
•  …a maior delas o espreitava pouco mais de dois meses depois… (4o parágrafo)
As expressões destacadas podem ser substituídas, sem prejuízo da norma-padrão de emprego e colocação pronominal, respectivamente, por:
Alternativas
Q4187132 Português
Reciclagem de embalagens plásticas no Brasil

        No Brasil, cada pessoa produz, em média, 343 quilos de resíduos sólidos por ano, totalizando cerca de 80 milhões de toneladas anualmente.
    
        Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são todos os materiais produzidos nas residências, comércios, indústrias, hospitais e demais instalações e descartados após o término de sua utilidade, sendo classificados em quatro tipos: resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, galhos e esterco), recicláveis (papel, plástico, metal e vidro), perigosos (pilhas, baterias e resíduos hospitalares) e rejeitos materiais (não recicláveis ou reutilizáveis).
    
        A fração orgânica é a mais significativa, representando 46% do total. Enquanto entre os resíduos recicláveis secos destaca-se o plástico, que constitui cerca de 17% dos RSU.
    
        Em 2022, o Brasil gerou aproximadamente 13,7 milhões de toneladas de resíduos plásticos nas cidades, o equivalente a 64 quilos por pessoa durante o ano. Essa produção coloca o Brasil como o quarto maior produtor global de resíduos plásticos, atrás somente de Estados Unidos, China e Índia.
    
        Além do excesso de resíduos plásticos gerados pela população brasileira, outro grande problema é a sua baixa taxa de reciclagem. Somente 22% das embalagens plásticas são recicladas no Brasil. Os maiores índices de reciclagem de embalagem pós-consumo são de latas de alumínio (97,4%), seguidos de papel e papelão (66,9%).
   
        Mas a baixa taxa de reciclagem de embalagens plásticas pode ser atribuída a diversos fatores. Um deles é a falta de infraestrutura adequada para coleta seletiva, separação e processamento de resíduos plásticos. Muitas regiões do país não têm sistemas eficientes de coleta seletiva e reciclagem.
  
        Além disso, existem diferentes tipos de plásticos, com diferentes composições químicas, o que dificulta o processo de reciclagem. A falta de padronização dos materiais e a necessidade de separação por tipo tornam o processo mais dispendioso e complicado.
    
        A baixa conscientização da população sobre a importância da separação adequada e da reciclagem é outro fator importante.
    
        Em muitos casos, o custo de reciclar plásticos pode superar o de produzir novos a partir de matéria-prima virgem. Isso se deve à inexistência ou à má estruturação dos mercados locais de comercialização e reciclagem, à alta carga tributária, à competição desigual com alternativas inadequadas de descarte final (como lixões e aterros controlados) e à instabilidade da cadeia logística.

Portal Saneamento Básico. Adaptado.
Assinalar a alternativa cujo sublinhado sinaliza o objeto direto da oração.
Alternativas
Q4159802 Português

Assinale a alternativa que indica a função sintática da palavra sublinhada no trecho retirado do texto a seguir:


“...se a pedra empurrada morro acima, repetidamente, vai um dia virar poesia...” 

Alternativas
Q4159796 Português

 Analise as assertivas abaixo a respeito da palavra sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto, e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


“...tinha o tom grave do interlocutor ao escrevê-la como pareceu”.


( ) Trata-se de pronome pessoal que deve ser grafado com “l” e ligado à forma verbal por hífen, uma vez que a forma verbal apresenta terminação em “r”.


( ) O pronome pessoal exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal que o antecede.


( ) O referente do pronome pessoal é a palavra “mensagem” (l. 09).


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 


 

Alternativas
Q4109117 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma frase na voz passiva analítica.
Alternativas
Q3990802 Português

TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa



    Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.

    A movimentação é desordenada.

    Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.

    Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.

    Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.

    Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.

    Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.

    Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.

    Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.

    Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?

    A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?




WILSON RIO APA

Na frase “Apenas imaginei – a sobre o asfalto da 23 de maio.” O pronome desta frase classifica – se sintaticamente como:
Alternativas
Q3550766 Português

Para responder à questão, leia o Texto II.


Texto II - Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção - Aldo Bizzocchi


    Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.

    

    É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade.

    

    Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência. Amaioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas, tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso. [...] Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim.

    

    Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.

Fonte: Bizzocci, Aldo. Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Revista Língua Portuguesa, ano 03, nº 25, novembro de 2007.

Considerando a estrutura do período composto “Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece”, analise as afirmações abaixo.
I- A oração em destaque em “para ver o que lhe acontece” funciona como objeto direto.
II- “Se”, no período composto em análise, exerce a função de conjunção integrante.
III- “Se”, no período composto em análise, exerce a função de conjunção condicional.
IV- A oração introduzida pelo “se” é uma oração subordinada substantiva subjetiva.
V- O período é composto por orações subordinadas.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3548253 Português

OS PRIVILEGIADOS DA TERRA


    O fragmento de satélite artificial - só podia ser de satélite - caído sobre o povoado transformou de repente a vida dos moradores, que não chegavam a trezentos.


    Repórteres e cinegrafistas cobriram o fato com o maior relevo. Não houve ninguém que deixasse de dar entrevista: mesmo as crianças.


    O fiscal do governo apareceu para recolher o pedaço de coisa inédita, mas foi obstado pelo juiz de paz, que declarou aquilo um bem da comunidade. A população rendeu guarda ao objeto, e jurou defender sua posse até o último sopro de vida.


    A força policial enviada para manter a ordem aderiu aos moradores, pois seu comandante era filho do lugar. Acorreram turistas, pessoas dormiam na rua por falta de acomodação, surgiram batedores de carteira, que foram castigados, e começou a correr o boato de que aquele corpo metálico tinha propriedades mágicas.


    Quem chegava perto dele seria fulminado se fosse mau-caráter; conquistava a eterna juventude, se fosse limpo de coração; e certa ardência que se evolava da superfície convidava ao amor.


   Não se desprendeu de satélite, diziam uns; veio diretamente do céu, emanado de uma estrela, alvitravam outros. De qualquer modo, era dádiva especial para lugarejo, pois ao tombar não ferira ninguém, não partira uma telha, nem se assustaram os animais domésticos com a sua vinda insólita.


   Tudo acabou com o misterioso desaparecimento da coisa. Seus guardas foram tomados de letargia, e ao recobrarem a consciência viram-se despojados do grande bem. Mas tinham assimilado esse bem, e passaram a viver de uma alegria inefável, que ninguém poderia roubar-Ihes. Eram os privilegiados da Terra.


Carlos Drummond de Andrade. In: Contos Plausíveis.

Disponível em:<<https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13274.pdf

>>. Acesso em 9/10/2023.

Analisando sintaticamente os termos destacados, assinale a opção em que a indicação da função sintática está correta.
Alternativas
Q3520847 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível - e ao mesmo tempo, absolutamente terrível". Laira Vieira


(Revista Isto É. 05/04/2024) 

A expressão "de que tudo é possível" tem função sintática de:
Alternativas
Respostas
581: D
582: A
583: B
584: B
585: A
586: D
587: A
588: B
589: A
590: E
591: C
592: E
593: A
594: E
595: A
596: C
597: A
598: E
599: C
600: C