Questões de Concurso Sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português

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Q4361973 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02

Captura_de tela 2026-10-07 070732.png (315×362)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/. Acesso em: 24 jul. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística “de escrever com IA”, presente na composição do texto 02.

I- O termo “de escrever” foi usado para completar sintática e semanticamente o substantivo abstrato “medo”.
II- O termo “com IA” expressa, semanticamente, uma circunstância, portanto exerce função de adjunto adverbial.
III- O termo “de escrever” foi usado para completar o verbo transitivo direto “Tenho”, portanto exerce a função de objeto direto.
IV- O termo “de escrever com IA” foi introduzido pela preposição “de”, portanto, exerce a função de objeto indireto do termo “medo”.
V- O termo “de escrever” contém um verbo e completa o substantivo abstrato “medo”, sendo, portanto, um complemento nominal oracional.

Estão CORRETAS apenas afirmativas 
Alternativas
Q4361970 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Considere a passagem “E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...”

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.

I- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, foi usado em posição proclítica obrigatória.
II- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, funciona como objeto indireto do verbo “dão”.
III- A locução conjuntiva “desde que” foi usada para expressar ideia de condição.
IV- A conjunção “porque” constrói o recurso denominado paralelismo sintático.
V- O pronome “me”, nos dois usos, encontra-se em posição enclítica obrigatória.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4355744 Português

O que fazem os gandulas e como atuam na Copa do Mundo de 2026?



No futebol —e em outros esportes, como o tênis e o beisebol —, a função do gandula é recolher e devolver aos jogadores as bolas que saem do campo durante uma partida. Feito isso, ele apanha aquela que tinha saído do jogo.

Em torneios de clubes, como o Campeonato Brasileiro, esses auxiliares são selecionados pela equipe mandante.

Na Copa do Mundo, disputada em campo neutro, os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa entre voluntários, geralmente jovens atletas de clubes dos países-sede.

Na edição deste ano, que ocorre nos Estados Unidos, no Canadá e no México, parte dos gandulas foi selecionada em uma ação de um patrocinador do evento.

Para tentar evitar interferências indevidas, a Premier League, primeira divisão do Campeonato Inglês, determinou a partir de 2024, via regulamento, que o gandula não mais entregue a bola diretamente ao jogador.

No sistema, chamado de "multiball", cones de plástico são espalhados ao redor do gramado, e sobre cada um é colocada uma bola. Cabe ao jogador pegar a bola que está em um desses cones para reiniciar a partida. A função do gandula, nesse modelo, é exclusivamente reabastecer o cone vazio.

A partir de 2025, a FPF (Federação Paulista de Futebol), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciaram a adoção do mesmo sistema da Premier League em seus torneios — isso inclui o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

A Copa do Mundo, porém, não adota o "multiball".

Você pode reparar, durante os jogos, que há algumas bolas posicionadas estrategicamente fora das quatro linhas, sem cones, para que os próprios jogadores a recolham — os gandulas, porém, ainda podem entregá-las diretamente aos atletas, quando necessário.

Na Copa, para tentar coibir a cera (quando alguém demora para recomeçar a partida de forma proposital), em vez de isolar o gandula, a Fifa impôs novas regras para cobrança de lateral e tiro de meta.

Se o jogador responsável pela cobrança atrasa de forma intencional o arremesso lateral, o árbitro faz um sinal indicando que, a partir daquele momento, começa uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro desse tempo, a posse de bola é dada ao time adversário.

Seguindo a mesma lógica, se o goleiro, um jogador ou a equipe atrasa de forma intencional a cobrança do tiro de meta, o árbitro sinaliza o início de uma contagem de cinco segundos. Se o lance não é realizado dentro do tempo, marca-se escanteio para o time adversário.

Origem do termo gandula. Por muitos anos difundiu-se esta história sobre a origem do termo gandula: ele teria surgido por causa do jogador argentino Bernardo Gandulla (1916-1999), que atuou no Vasco em 1939.

Dizia a lenda que era mau jogador e tentava compensar a falta de habilidade, na reserva, buscando as bolas que saíam do campo e repondo-as com rapidez.

A palavra, porém, já era usada antes — há um registro de 1933 no jornal Diário da Noite, por exemplo.

Gandulla tampouco era mau jogador: foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors.

Na verdade, o termo vem de "gandul", palavra em espanhol que significa vagabundo, preguiçoso. Para um ofício que exige tanto esforço físico, a etimologia parece injusta.

A palavra "gandul" vem do árabe "gandûr", que significa "jovem de classe modesta que afeta elegância e vive sem trabalhar".

Já "gandular" é uma gíria regional do Rio Grande do Sul que significa viver à custa de outrem, parasitar.

Continua sendo injusto com os gandulas, mas a ideia de pessoa jovem que atua à margem de outras, mais notórias, aproxima-se um pouco mais da função do gandula.


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/o-que-fazem-os-gandulas-e-como-atuam-na-copa-do-mundo-de2026.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa
No trecho: "...os gandulas são escolhidos e treinados pela Fifa...", os verbos destacados encontram-se estruturados em qual voz verbal?
Alternativas
Q4355292 Português
Cérebro em marcha lenta: os riscos do uso indevido da IA


        Um estudo recentemente publicado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, chamou a atenção dos educadores: o trabalho analisou o impacto da inteligência artificial (IA) no desempenho cognitivo, linguístico e comportamental de 54 alunos voluntários por quatro meses, dividindo-os em três grupos – os que usavam a IA para redigir textos; para mecanismos de busca e, por fim, um grupo que produzia redações sem lançar mão dos recursos digitais. A conclusão mostrou que, quanto mais intensa a utilização da IA, menor o engajamento neural, linguístico e menor a atividade cerebral. Principalmente, mostrou que há sinais de dependência e menor autonomia cognitiva.

        A pesquisa feita pelo MIT é apenas um exemplo de uma preocupação crescente de cientistas – e também de educadores – de investigar mais profundamente os impactos da difusão de recursos de inteligência artificial, em particular os chats, que hoje permitem a geração de textos e imagens com velocidade e qualidade mais do que surpreendentes. Será que estamos prestes a criar uma geração de humanos com dificuldades de memorizar, pensar criticamente, aprender?

        Os pesquisadores são unânimes em assumir que a IA veio para ficar – e tende a se aprimorar em velocidade desconhecida –, mas alertam reiteradamente para uma postura ativa da sociedade em compreender o impacto desses novos recursos, discernindo entre os hábitos que simplesmente delegam à tecnologia funções que antes eram esperadas do cérebro humano, e atitudes que promovem o pensamento crítico, potencializado pelo uso da IA. Daí um crescente número de pesquisas, que vêm ganhando escala e a abrangência para colocar uma lupa em um fenômeno tão complexo, ainda sofrem da falta de séries históricas comparativas e da complexidade de um tema apenas emergente.

      Ao mesmo tempo que acompanha os estudos mais recentes, a professora e pós-doutora em Psiquiatria pela USP, Telma Pantano, também observa as transformações cotidianas de seus alunos de graduação. “Eu tenho visto uma dificuldade muito grande dos alunos na produção, na criação, na estruturação do pensamento, nos últimos dois anos”, diz.

        Por isso, a estratégia da qual Telma lançou mão é pedir que os jovens escrevam à mão suas produções – o que, invariavelmente, provoca um enorme susto. “Quando não permitimos que usem a inteligência artificial, ficam bloqueados e se perguntam por onde começam, como se o acesso às redes neurais próprias não tivesse sido estimulado”, conta a professora.

        Segundo Telma Pantano, as pesquisas têm mostrado uma diferença muito importante entre pessoas que usam inteligência artificial para responder questões e para adquirir conhecimento e aquelas que usam inteligência artificial para resolver as atividades por elas. “Uma coisa é utilizar a inteligência artificial como fonte de organização e de busca. Outra é usar a inteligência artificial como se fosse a minha produção”, resume. Conforme a pesquisadora, os estudos vêm provando que o uso da IA pode levar a menor mobilização de recursos cognitivos.

        Embora a IA tenha adicionado um sentido de urgência às pesquisas, inclusive pela rapidez com que se difundiu, não é de hoje que os cientistas se preocupam com os efeitos do crescente uso de recursos digitais. Em alguns casos, vêm enfatizando a importância de se preservar aspectos que hoje parecem ultrapassados.

        Em 2024, por exemplo, estudo realizado por universidades norueguesas revelou que escrever à mão – como propôs Telma Pantano a seus alunos – traz um impacto positivo ao aprendizado. Analisando as atividades cerebrais, os pesquisadores identificaram aumento das atividades de regiões do cérebro essenciais para o aprendizado, como aquelas ligadas à memória e ao processo de informações visuais, bem como do funcionamento motor.
        
        Por que isso acontece? Entre outras razões, porque o ato de escrever à mão leva a uma complexa mobilização do corpo humano: o movimento dos dedos, o encadeamento motor, do aparelho visual e do cérebro, o tato para a pressão correta do lápis ou da caneta, o que requer uma coordenação de incontáveis processos.

        O impacto do digital não se resume à abdicação do uso da terceirização da própria inteligência para a IA, nem mesmo pela importância de se preservar processos que implicam a interação corpo e mente. O fenômeno é tão complexo que os cientistas vêm fazendo alertas sobre o declínio de capacidades como a da leitura de textos longos.

        Para Telma Pantano, o uso da IA como uma forma atual da lei do menor esforço é de certa forma esperada. O cérebro humano quer produzir mais com o menor dispêndio de energia. “Assim, a inteligência artificial é muito confortável porque num curto período de tempo, eu consigo respostas”, diz Telma. Mas, no atual contexto, o risco é grande. “Quanto mais fizermos uso de recursos automatizados, menor estímulo dedicaremos aos meios cognitivos internos de busca e produção de conhecimento”, diz.

        Por isso, a seu ver, o papel dos professores e dos gestores é essencial. “Precisamos ensinar a criança e o adolescente, devemos mostrar que a IA não pode ser o final do processo, mas o meio. Caso contrário, os alunos não serão capazes de produzir, inovar, fazer algo diferente, pois o cérebro não estará preparado”, diz.

(Por: Paulo de Camargo. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No excerto: “[...] os pesquisadores identificaram aumento das atividades de regiões do cérebro [...]” (8º§), considerando a transitividade do verbo “identificar” nesse contexto, a conversão de tal estrutura para a voz passiva analítica, com preservação do sentido, do tempo verbal e da norma-padrão está corretamente indicada em:
Alternativas
Q4351911 Português
Bombardeio russo destrói 8 milhões de livros na Ucrânia; 'Ataque contra a cultura', denuncia editora

        Rússia bombardeou armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana. Kiev acusa Moscou de ter centros culturais como alvo na guerra. 

        Um bombardeio russo contra um armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana destruiu oito milhões de livros, informou a editora nesta segunda-feira (3), classificando o fato como um ataque contra a cultura ucraniana.

        Não é a primeira vez que a Rússia ataca um importante centro editorial. Kiev inclusive acusa Moscou de ter esses locais como alvo.

        "Trata-se da maior perda para a infraestrutura editorial da Ucrânia desde o início da guerra em grande escala", em 2022, afirmou a editora Ranok.

        Um repórter da AFP viu no sábado os bombeiros lutando para controlar o incêndio no depósito de Kharkiv, horas depois de a Rússia lançar um ataque com drones e mísseis.

        O diretor da editora, Viktor Kruglov, classificou o episódio como "um ataque contra a educação e a cultura ucranianas". 

        No mês passado, um bombardeio contra um armazém próximo a Kiev também reduziu a cinzas 800 mil livros, segundo a editora, cujo catálogo inclui obras de George Orwell e Barack Obama.

        Ao longo da guerra, a Rússia atacou com frequência museus, galerias, estúdios de cinema, igrejas e outros locais de importância cultural na Ucrânia.

(https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/03/ataque-russoqueima-oito-milhoes-de-livros-na-ucrania-denuncia-editora.ghtml) 
Analise a oração e assinale a classificação correta do termo destacado:
"Os escritores foram homenageados pelos leitores."
Alternativas
Q4351909 Português
Bombardeio russo destrói 8 milhões de livros na Ucrânia; 'Ataque contra a cultura', denuncia editora

        Rússia bombardeou armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana. Kiev acusa Moscou de ter centros culturais como alvo na guerra. 

        Um bombardeio russo contra um armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana destruiu oito milhões de livros, informou a editora nesta segunda-feira (3), classificando o fato como um ataque contra a cultura ucraniana.

        Não é a primeira vez que a Rússia ataca um importante centro editorial. Kiev inclusive acusa Moscou de ter esses locais como alvo.

        "Trata-se da maior perda para a infraestrutura editorial da Ucrânia desde o início da guerra em grande escala", em 2022, afirmou a editora Ranok.

        Um repórter da AFP viu no sábado os bombeiros lutando para controlar o incêndio no depósito de Kharkiv, horas depois de a Rússia lançar um ataque com drones e mísseis.

        O diretor da editora, Viktor Kruglov, classificou o episódio como "um ataque contra a educação e a cultura ucranianas". 

        No mês passado, um bombardeio contra um armazém próximo a Kiev também reduziu a cinzas 800 mil livros, segundo a editora, cujo catálogo inclui obras de George Orwell e Barack Obama.

        Ao longo da guerra, a Rússia atacou com frequência museus, galerias, estúdios de cinema, igrejas e outros locais de importância cultural na Ucrânia.

(https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/03/ataque-russoqueima-oito-milhoes-de-livros-na-ucrania-denuncia-editora.ghtml) 
Analise:
"Fique perto de mim."
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos termos em destaque:
Alternativas
Q4351908 Português
Bombardeio russo destrói 8 milhões de livros na Ucrânia; 'Ataque contra a cultura', denuncia editora

        Rússia bombardeou armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana. Kiev acusa Moscou de ter centros culturais como alvo na guerra. 

        Um bombardeio russo contra um armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana destruiu oito milhões de livros, informou a editora nesta segunda-feira (3), classificando o fato como um ataque contra a cultura ucraniana.

        Não é a primeira vez que a Rússia ataca um importante centro editorial. Kiev inclusive acusa Moscou de ter esses locais como alvo.

        "Trata-se da maior perda para a infraestrutura editorial da Ucrânia desde o início da guerra em grande escala", em 2022, afirmou a editora Ranok.

        Um repórter da AFP viu no sábado os bombeiros lutando para controlar o incêndio no depósito de Kharkiv, horas depois de a Rússia lançar um ataque com drones e mísseis.

        O diretor da editora, Viktor Kruglov, classificou o episódio como "um ataque contra a educação e a cultura ucranianas". 

        No mês passado, um bombardeio contra um armazém próximo a Kiev também reduziu a cinzas 800 mil livros, segundo a editora, cujo catálogo inclui obras de George Orwell e Barack Obama.

        Ao longo da guerra, a Rússia atacou com frequência museus, galerias, estúdios de cinema, igrejas e outros locais de importância cultural na Ucrânia.

(https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/03/ataque-russoqueima-oito-milhoes-de-livros-na-ucrania-denuncia-editora.ghtml) 
Na oração "Eu confio em você.", as palavras destacadas podem ser classificadas como:
Alternativas
Q4351574 Português
Texto para a questão.
    A biorremediação tem se consolidado como uma estratégia relevante no enfrentamento da contaminação ambiental provocada por resíduos industriais e substâncias tóxicas persistentes. Por meio da utilização de microrganismos, fungos e determinadas espécies vegetais, esse processo favorece a decomposição de compostos químicos nocivos presentes no solo e na água. Em centros urbanos e áreas industriais, pesquisadores vêm ampliando estudos relacionados à capacidade metabólica de bactérias adaptáveis a ambientes altamente poluídos. Além de reduzir impactos ecológicos, a técnica contribui para o restabelecimento gradual de ecossistemas degradados e para a recuperação de áreas anteriormente consideradas impróprias ao desenvolvimento biológico. Apesar dos avanços científicos observados nas últimas décadas, especialistas reconhecem que a aplicação da biorremediação depende de planejamento técnico, monitoramento constante e investimentos compatíveis com a complexidade dos ambientes contaminados.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Biorremediação de áreas contaminadas. Brasília: MMA, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mma. Acesso em: 11 maio 2026.
No período “a aplicação da biorremediação depende de planejamento técnico, monitoramento constante e investimentos compatíveis com a complexidade dos ambientes contaminados”, as relações regenciais organizam sintaticamente os complementos do enunciado. Considerando a regência verbal e nominal prevista pela norma-padrão, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4351572 Português

Texto para a questão.

 

Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana

 

A presença crescente de microplásticos no meio ambiente deixou de ser apenas uma preocupação ecológica para se transformar em um problema de saúde pública e de gestão global de resíduos. Estudos recentes identificaram partículas plásticas microscópicas em pulmões, sangue, placentas e tecidos cardíacos humanos, evidenciando que a poluição plástica ultrapassou os limites dos oceanos e passou a integrar o cotidiano biológico das populações. Além disso, pesquisadores alertam que essas partículas podem transportar substâncias tóxicas, provocar inflamações celulares e ampliar desequilíbrios ambientais já existentes.

A expansão do consumo descartável e a dependência econômica de materiais sintéticos intensificaram a circulação de resíduos plásticos em escala mundial. Em grandes centros urbanos, o descarte inadequado de embalagens e produtos industrializados favorece a fragmentação do plástico em partículas invisíveis, posteriormente disseminadas pelo ar, pela água e pelos alimentos. Ainda que campanhas de conscientização ambiental tenham se tornado mais frequentes, especialistas observam que a resposta institucional permanece insuficiente diante da velocidade com que a contaminação avança.

Outro aspecto preocupante relaciona-se aos impactos econômicos e sociais decorrentes da poluição plástica. Setores ligados à pesca, ao turismo e à produção agrícola vêm registrando prejuízos associados à contaminação de ecossistemas e à redução da biodiversidade. Paralelamente, pesquisadores defendem a necessidade de políticas públicas capazes de ampliar sistemas de reciclagem, estimular alternativas biodegradáveis e fortalecer mecanismos de fiscalização ambiental. Nesse cenário, o debate sobre microplásticos deixou de ocupar espaço exclusivamente científico e passou a integrar discussões estratégicas sobre sustentabilidade, saúde coletiva e responsabilidade socioambiental.


Fonte: FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana. Revista Pesquisa FAPESP, São Paulo, out. 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactos-dos-microplasticos-sobre-a-saude-humana. Acesso em: 11 maio 2026.

No terceiro parágrafo, a autora organiza o raciocínio por meio de estruturas complexas de subordinação para expor as consequências econômicas e as propostas de solução para o problema. Analise a função sintática dos termos destacados no segmento: “...pesquisadores defendem a necessidade de políticas públicas¹ capazes de ampliar sistemas² de reciclagem, estimular alternativas biodegradáveis³ e fortalecer mecanismos de fiscalização ambiental⁴.”
Assinale a alternativa que classifica corretamente a função sintática dos termos numerados.
Alternativas
Q4351213 Português


STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 2026.

Assinale a alternativa em que o pronome em destaque exerce a mesma função sintática que o destacado em: "...ele me olha com aqueles olhos..." (linha 20) 
Alternativas
Q4350821 Português
Leia o texto para responder a questão.


Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares


Por Camila Boehm


   O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%. Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país. Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos  

   Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%). Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%). Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%). Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital. Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais. “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares

   Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%). Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços. Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares). Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%). Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.


Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026- 08/impacto-das-telas-na-saude-mental-ja-e-debatido-em-80-das-escolas 
Na oração: “A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares...”, o sujeito da locução verbal passiva “foi feita” classifica-se como 
Alternativas
Q4350513 Português
    Toda nação constrói para si alguns mitos básicos, que têm, em seu conjunto, a capacidade de produzir nos cidadãos o sentimento de pertencer a uma comunidade única, a qual permaneceria para sempre inalterada — “deitad[a] eternamente em berço esplêndido”, conforme verseja nosso Hino Nacional. Histórias de claro impacto e importância em seu contexto ganham outra dimensão quando escapam do momento que as viu nascer e passam a fazer parte da lógica do senso comum ou se transformam em retórica nacional.

    O certo é que, quando viram mitologia, esses discursos perdem sua capacidade crítica para serem lidos apenas de uma maneira, a partir de um só pressuposto: aquele que exalta a criação de um passado glorioso e de uma história única, somente enaltecedora. Além da burla da mestiçagem racial, tal espécie de utopia de Estado costuma imaginar uma idílica sociedade patriarcal, com sua hierarquia tão enraizada quanto virtuosa. É uma forma de narrativa que não se baseia obrigatoriamente em fatos, uma vez que seleciona, em primeiro lugar, uma mensagem final e só depois arruma um bom argumento para justificá-la. 

Lilia Moritz Schwarcz. Sobre o autoritarismo brasileiro.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 20 (com adaptações). 





A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No trecho “quando escapam do momento que as viu nascer” (primeiro parágrafo), a oração introduzida pelo vocábulo “que” exerce a função sintática de complemento nominal de “momento”, pois completa seu sentido. 
Alternativas
Q4350247 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho.



Assinale a alternativa correta quanto à função sintática dos termos destacados. 

Alternativas
Q4350098 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cuidados com a pele, alimentação e hidratação são essenciais no verão e festas de fim de ano.


23/12/2025 - 17:33 - Secretaria da Saúde


O verão costuma ser lembrado como a estação das férias, da praia, da piscina e das festas de fim de ano. Mas, em meio à rotina mais intensa de lazer, viagens e encontros familiares, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a necessidade de atenção redobrada com a pele, a alimentação e a hidratação. Eles são fatores que podem impactar diretamente no bem-estar de cada um.

Os cuidados com a pele impactam diretamente na saúde e podem evitar doenças sérias, como o câncer de pele. No Paraná, de janeiro a setembro de 2025, foram realizados 7.906 procedimentos cirúrgicos em oncologia relacionados à pele; de outubro de 2024 a setembro de 2025, o total chegou a 10.431 procedimentos. No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 220 mil novos casos de câncer de pele até o fim de 2025.

"É importante lembrar que a maior parte dos problemas causados pela longa exposição do sol são evitáveis. Aproveite o verão, mas não esqueça do protetor, de beber muita água e não abusar das comidas pesadas para que os dias sejam apenas de diversão", disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

USE PROTETOR - O período mais crítico para exposição solar vai das 9h às 16h, mas as ondas de calor exigem cuidados ao longo de todo o dia e o uso do protetor solar é indispensável. O Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo recomendado para adultos é 30; pessoas de pele clara devem optar por FPS 50. 

A reaplicação deve ser feita a cada duas horas e sempre após banho de mar, rio ou piscina. Para quem permanece em ambientes internos, a reposição duas vezes ao dia costuma ser suficiente.

DENGUE - O verão também exige atenção ao uso de repelentes, que evitam picadas de mosquitos e a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Segundo a Vigilância da Sesa, nem todos os repelentes têm eficácia comprovada contra o Aedes aegypti.

A Sesa reforça que o repelente precisa ter determinadas substâncias para ser eficaz. A substância mais recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a Icaradina. Ela é segura para adultos e para crianças acima de 2 anos, devendo estar presente em concentrações entre 20% e 25%, o que garante proteção de até 10 horas.

Outras substâncias eficazes são o DEET, com concentração mínima de 10%, e o IR3535 (EBAAP). Para identificar a composição, é fundamental verificar o rótulo do produto. 

ALIMENTAÇÃO - As festas de fim de ano e as férias provocam o desregramento da alimentação. O cardápio do Natal brasileiro, por exemplo, ainda é uma adaptação de países frios e baseado em alimentos gordurosos, mas que consumimos em pleno verão.

É preciso adotar algumas estratégias que podem ser importantes para aproveitar o melhor desses momentos de celebração entre amigos e família, sem prejuízos significativos à saúde como:

Não vá com muita fome: faça um lanche nutritivo antes da celebração, coma uma fruta, tome um copo de leite, isso vai te permitir escolher com mais calma os alimentos que pretende consumir, sem grandes excessos;

Reconheça seus sinais de fome e saciedade. Se permita comer o que gosta e só consome nessa época do ano, mas sirva-se de uma quantidade moderada;

Coma devagar e desfrute do que está consumindo;

Tenha atenção com as bebidas, elas podem aumentar muito as calorias ingeridas sem aumentar a saciedade. Tome bastante água;

Mantenha-se ativo e siga fazendo exercícios.

HIDRATAÇÃO - O calor intenso exige hidratação constante e não é qualquer líquido que repõe o que o corpo precisa. Bebidas alcoólicas, mesmo geladas, aumentam a desidratação. A orientação é priorizar água, sucos naturais, água de coco ou isotônicos.

Adolescentes e adultos devem consumir pelo menos dois litros de água por dia, aumentando a quantidade em caso de exposição prolongada ao sol, práticas esportivas ou esforço físico.

A Sesa alerta sobre o cuidado especial com os idosos, que são mais vulneráveis à desidratação e à hipertermia. A desidratação atinge mais as pessoas acima de 50 anos, conforme levantamento da Diretoria de Gestão em Saúde, da Sesa. Dos 3.453 casos registrados neste ano (entre janeiro e setembro), 2.351, ou seja, 68% são da faixa etária a partir dos 50 anos.

A Divisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa recomenda:

• Ingerir líquidos com frequência (água, água de coco, sucos leves, chás e isotônicos) e evitar álcool e cafeína.

• Consumir alimentos leves, como frutas, verduras e carnes magras.

• Usar roupas claras, leves e calçados firmes; evitar chinelos para prevenir quedas; usar chapéu e óculos ao sair ao sol.

• Manter a casa ventilada e reduzir a entrada de calor nas janelas; usar ventiladores, climatizadores ou ar-condicionado quando possível.

• Praticar exercícios no início da manhã ou fim da tarde.

• Evitar sol nos horários mais quentes e aplicar filtro solar diariamente.

• Manter os alimentos refrigerados e reforçar a higiene no preparo para evitar intoxicações.

• Redobrar o uso de repelente e eliminar possíveis criadouros de mosquitos. Sinais de alerta pela falta de hidratação:

• Boca, língua e lábios secos

• Diminuição do volume urinário

• Temperatura elevada e pulso rápido

• Dor de cabeça • Tontura

• Náuseas • Letargia

• Confusão mental


Em situações de emergência, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima ou ligar para o SAMU (192).
No que tange às funções sintáticas dos termos destacados no texto, considere as assertivas a seguir.

I. No trecho "Os cuidados com a pele impactam diretamente na saúde", a expressão "Os cuidados com a pele" exerce a função de sujeito composto do verbo "impactam".
II. Em "Adolescentes e adultos devem consumir pelo menos dois litros de água por dia", a expressão "dois litros de água" atua como objeto direto do verbo "consumir".
III. Em "Praticar exercícios no início da manhã ou fim da tarde", as expressões "no início da manhã" ou "fim da tarde" indicam o momento da prática de exercícios, logo, exercem a função de adjunto adverbial de tempo.
IV. Em "O cardápio do Natal brasileiro, por exemplo, ainda é uma adaptação de países frios", "uma adaptação de países frios" desempenha o papel de predicativo do sujeito.
V. Em "O verão também exige atenção ao uso de repelentes, que evitam picadas de mosquitos e a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya", os termos "dengue, zika e chikungunya" funcionam como vocativo.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4349238 Português

"O Parecer CNE/CEB nº 7/2026 visa responder às consultas que foram feitas por entidades representativas do setor educacional e de gestores municipais e estaduais."


Com base nas regras de regência verbal, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.



(__)O verbo 'visar', no sentido de 'ter como objetivo', admite regência tanto com quanto sem a preposição 'a' antes de infinitivo, sendo 'visa responder' e 'visa a responder' ambas construções aceitas pela norma-padrão.


(__)A expressão 'feitas por entidades...' emprega corretamente a preposição 'por' para introduzir o agente da passiva, já que a oração está na voz passiva analítica.


(__)O verbo 'responder', no contexto, atua como transitivo direto e indireto, com seus complementos expressos na oração.


(__)O verbo 'responder' pode exigir a preposição 'a', como no trecho, mas também pode ser empregado como transitivo direto, sem uso de preposição, quando indica o conteúdo daquilo que se responde, como em 'Custava-me responder alguma coisa'.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.

Alternativas
Q4348582 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cheiro de Amor (Maria Bethânia)


De repente fico rindo à toa, sem saber por que

E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar

Foi tudo tão de repente

Eu não consigo esquecer

E confesso, tive medo

Quase disse: Não

-

Mas o seu jeito de me olhar

A fala mansa, meio rouca

Foi me deixando quase louca

Já não podia mais pensar

Eu me dei toda para você

-

De repente fico rindo à toa, sem saber por que

E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar

Foi tudo tão de repente

Eu não consigo esquecer

E confesso, tive medo

Quase disse: Não

-

E meio louca de prazer

Lembro teu corpo no espelho

E vem o cheiro de amor

Eu te sinto tão presente

Volte logo, meu amor 
Considere o verso:

"Lembro teu corpo no espelho."

A respeito da estrutura sintática do verso, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4345443 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá.

Considerando os termos integrantes das orações presentes no período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4345005 Português
Considere a oração na voz ativa:

"A comissão organizadora divulgará o resultado preliminar do concurso amanhã."

Ao converter essa oração para a voz passiva analítica, mantendo rigorosamente a correlação temporal e o sentido original, obtém-se: 
Alternativas
Q4344998 Português
Na oração “O relatório que analisamos apresentava inconsistências”, o termo destacado retoma um antecedente e completa o sentido do verbo “analisamos”. Morfossintaticamente, ele é: 
Alternativas
Respostas
1: A
2: A
3: B
4: C
5: C
6: B
7: D
8: E
9: A
10: D
11: A
12: E
13: C
14: D
15: E
16: A
17: C
18: B
19: B
20: B