Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

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Q4359819 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Enxaqueca não é só dor de cabeça



Os sintomas de enxaqueca estão fortemente associados à dor de cabeça - que pode, muitas vezes, ser incapacitante -, mas não se restringem a apenas isso. Entre outras repercussões, pacientes enxaquecosos podem apresentar, também, dores no pescoço e até mesmo na musculatura dos ombros. Isso é o que aponta um estudo publicado na Cephalalgia, a revista oficial da International Headache Society (IHS), que avaliou o músculo trapézio, na região dos ombros, de pessoas com enxaqueca, a partir de exames de ressonância magnética.


No estudo, foram avaliados vinte e um indivíduos com enxaqueca e vinte e duas pessoas saudáveis, sem histórico da doença, para se estabelecer o comparativo. Nos resultados, os pesquisadores verificaram que todos aqueles com enxaqueca tinham pontos de gatilho miofasciais no músculo trapézio, além de sinais que indicavam processos inflamatórios na musculatura.


 "A enxaqueca é uma queixa extremamente comum e, frequentemente, está associada a outras dores. A anamnese desses pacientes inclui a investigação de dores nos ombros, na face e na coluna cervical, quase sempre confirmadas por eles. Alguns pacientes com dores crônicas 'selecionam' a dor mais intensa, no caso, a dor de cabeça, e às vezes, não se dão conta de outras dores associadas", diz o médico neurologista Paulo Faro, especialista em cefaleia e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia.


Faro ressalta que a cervicalgia, dor no pescoço, por exemplo, é frequente em pacientes com enxaqueca. "Há evidências de processos inflamatórios no músculo trapézio e isso é muito visto na prática clínica. O estudo em questão veio reforçar esse achado."


(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/05 /enxaqueca-nao-e-so-dor-de-cabeca.html. Adaptado.)




'Os sintomas de enxaqueca estão fortemente associados à dor de cabeça - que pode, muitas vezes, ser incapacitante.'



O pronome relativo presente na frase:

Alternativas
Q4359813 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Enxaqueca não é só dor de cabeça



Os sintomas de enxaqueca estão fortemente associados à dor de cabeça - que pode, muitas vezes, ser incapacitante -, mas não se restringem a apenas isso. Entre outras repercussões, pacientes enxaquecosos podem apresentar, também, dores no pescoço e até mesmo na musculatura dos ombros. Isso é o que aponta um estudo publicado na Cephalalgia, a revista oficial da International Headache Society (IHS), que avaliou o músculo trapézio, na região dos ombros, de pessoas com enxaqueca, a partir de exames de ressonância magnética.


No estudo, foram avaliados vinte e um indivíduos com enxaqueca e vinte e duas pessoas saudáveis, sem histórico da doença, para se estabelecer o comparativo. Nos resultados, os pesquisadores verificaram que todos aqueles com enxaqueca tinham pontos de gatilho miofasciais no músculo trapézio, além de sinais que indicavam processos inflamatórios na musculatura.


 "A enxaqueca é uma queixa extremamente comum e, frequentemente, está associada a outras dores. A anamnese desses pacientes inclui a investigação de dores nos ombros, na face e na coluna cervical, quase sempre confirmadas por eles. Alguns pacientes com dores crônicas 'selecionam' a dor mais intensa, no caso, a dor de cabeça, e às vezes, não se dão conta de outras dores associadas", diz o médico neurologista Paulo Faro, especialista em cefaleia e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia.


Faro ressalta que a cervicalgia, dor no pescoço, por exemplo, é frequente em pacientes com enxaqueca. "Há evidências de processos inflamatórios no músculo trapézio e isso é muito visto na prática clínica. O estudo em questão veio reforçar esse achado."


(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/05 /enxaqueca-nao-e-so-dor-de-cabeca.html. Adaptado.)




'Os sintomas de enxaqueca estão fortemente associados à dor de cabeça.'



Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q4359644 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão 


Por que as crianças gostam tanto de repetição?



Você já perdeu as contas de quantas vezes sua criança assistiu ao mesmo desenho? Já sabe a história do livrinho de todas as noites de trás para frente? Não aguenta ouvir a mesma música que seu filho aprendeu na escola e nunca mais parou de cantar? Se a resposta foi "sim" para todas as perguntas, saiba que isso não acontece só na sua casa. Crianças gostam de recorrências - de assistir ao mesmo filme dezenas de vezes, de manter os mesmos hábitos, de fazer as mesmas brincadeiras. Mas, nada disso é à toa, já que a repetição é parte do desenvolvimento intelectual e emocional dos pequenos.


"A repetição, que ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, traz à criança uma sensação de segurança, além de um estado confortável", explica a psicóloga e psicopedagoga Katherine Vicentim. Ao fazer atividades que já conhece e que aperfeiçoa à medida que as repete, ela se sente mais segura, pois sabe como funcionam e como fazê-las da melhor forma.


Não é por acaso que a rotina é tão importante nos primeiros anos da infância, já que a previsibilidade não só diminui a angústia de não saber o que está por vir, como ainda traz conforto aos pequenos. Ao saber o que vai acontecer em seguida, e que acontecerá de forma parecida todos os dias, a criança tende a se sentir mais confiante e confortável.


Além disso, a repetição ajuda a desenvolver a autonomia, já que as ações, por serem feitas tantas vezes, ficam cada vez mais fáceis. "A criança aprende e tem a sensação de escolha, de que escolheu algo porque já se apropriou daquilo. Ela sabe fazer e sente prazer em saber", destaca a especialista.


A repetição, portanto, é ponto central no desenvolvimento intelectual da criança, pois, como explica Katherine, "ela estimula a aprendizagem e alimenta os detalhes do que se aprende". Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores a criança fica. É interessante lembrar que os primeiros anos de vida são o período de maior desenvolvimento cerebral. "De zero a 3 anos, acontece um boom e a criança desenvolve cerca de 80% do cérebro, formando as conexões neurais conforme as experiências que ela tem. E como a formação da memória é a base da aprendizagem - nós aprendemos por repetição - a criança fortalece esse processo, utilizando este método", explica a neuropsicóloga Luciana Garcia de Lima.


Segundo a especialista, para dar conta de todo o conteúdo com que se tem contato - por exemplo, ao assistir uma animação - a criança tem a necessidade de repetir muitas vezes. "Cada vez que assiste novamente, ela consolida as informações que já obteve e, ao mesmo tempo, percebe novas características, como aspectos do cenário, falas novas, entre outras coisas", complementa Luciana.


(Disponível em: Por que as crianças gostam tanto de repetição? | Bebe.com.br (abril.com.br) Adaptado.)

'Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores a criança fica.'



Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q4359643 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão 


Por que as crianças gostam tanto de repetição?



Você já perdeu as contas de quantas vezes sua criança assistiu ao mesmo desenho? Já sabe a história do livrinho de todas as noites de trás para frente? Não aguenta ouvir a mesma música que seu filho aprendeu na escola e nunca mais parou de cantar? Se a resposta foi "sim" para todas as perguntas, saiba que isso não acontece só na sua casa. Crianças gostam de recorrências - de assistir ao mesmo filme dezenas de vezes, de manter os mesmos hábitos, de fazer as mesmas brincadeiras. Mas, nada disso é à toa, já que a repetição é parte do desenvolvimento intelectual e emocional dos pequenos.


"A repetição, que ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, traz à criança uma sensação de segurança, além de um estado confortável", explica a psicóloga e psicopedagoga Katherine Vicentim. Ao fazer atividades que já conhece e que aperfeiçoa à medida que as repete, ela se sente mais segura, pois sabe como funcionam e como fazê-las da melhor forma.


Não é por acaso que a rotina é tão importante nos primeiros anos da infância, já que a previsibilidade não só diminui a angústia de não saber o que está por vir, como ainda traz conforto aos pequenos. Ao saber o que vai acontecer em seguida, e que acontecerá de forma parecida todos os dias, a criança tende a se sentir mais confiante e confortável.


Além disso, a repetição ajuda a desenvolver a autonomia, já que as ações, por serem feitas tantas vezes, ficam cada vez mais fáceis. "A criança aprende e tem a sensação de escolha, de que escolheu algo porque já se apropriou daquilo. Ela sabe fazer e sente prazer em saber", destaca a especialista.


A repetição, portanto, é ponto central no desenvolvimento intelectual da criança, pois, como explica Katherine, "ela estimula a aprendizagem e alimenta os detalhes do que se aprende". Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores a criança fica. É interessante lembrar que os primeiros anos de vida são o período de maior desenvolvimento cerebral. "De zero a 3 anos, acontece um boom e a criança desenvolve cerca de 80% do cérebro, formando as conexões neurais conforme as experiências que ela tem. E como a formação da memória é a base da aprendizagem - nós aprendemos por repetição - a criança fortalece esse processo, utilizando este método", explica a neuropsicóloga Luciana Garcia de Lima.


Segundo a especialista, para dar conta de todo o conteúdo com que se tem contato - por exemplo, ao assistir uma animação - a criança tem a necessidade de repetir muitas vezes. "Cada vez que assiste novamente, ela consolida as informações que já obteve e, ao mesmo tempo, percebe novas características, como aspectos do cenário, falas novas, entre outras coisas", complementa Luciana.


(Disponível em: Por que as crianças gostam tanto de repetição? | Bebe.com.br (abril.com.br) Adaptado.)

'A repetição, portanto, é ponto central no desenvolvimento intelectual da criança.'



Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q4341786 Português

Autorretrato inédito de Van Gogh é descoberto atrás de

outra pintura do artista



       Um autorretrato escondido de Vincent Van Gogh foi descoberto atrás de uma de suas pinturas, coberto por camadas de cola e papelão por mais de um século.   

        A imagem foi encontrada quando conservadores de arte tiraram um raio-X da pintura “Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa)” de Van Gogh, de 1885, antes de uma exposição futura.

     Eles descobriram a imagem escondida na parte de trás de sua tela coberta por uma folha de papelão, de acordo com um comunicado de imprensa das Galerias Nacionais da Escócia (NGS, na sigla em inglês).

     Especialistas dizem que a obra de arte revelada era desconhecida até agora. “Momentos como esse são incrivelmente raros”, disse Frances Fowle, curadora sênior de arte francesa do NGS, no comunicado à imprensa. “Descobrimos uma obra desconhecida de Vincent Van Gogh, um dos artistas mais importantes e populares do mundo.”

      O mestre holandês costumava reutilizar telas para economizar dinheiro, transformando-as para trabalhar no verso, disse o NGS.

      Acredita-se que o autorretrato subjacente tenha sido feito durante um momento chave na carreira de Van Gogh, quando ele foi exposto ao trabalho dos impressionistas franceses depois de se mudar para Paris.

       A imagem de raio-X “totalmente convincente” mostra “um assistente barbudo com um chapéu de abas com um lenço frouxamente amarrado na garganta. Ele fixa o espectador com um olhar intenso, o lado direito do rosto na sombra e a orelha esquerda claramente visível”, de acordo com o comunicado.

      Embora a condição do autorretrato real seja desconhecida, se puder ser descoberta, espera-se que ajude a lançar uma nova luz sobre o renomado artista.

      O processo de remoção da cola e do papelão exigirá um delicado trabalho de conservação. A pesquisa está em andamento sobre como isso pode ser feito sem prejudicar a tela “Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa)”.

      A pintura, que mostra uma mulher local da cidade de Nuenen, no sul da Holanda, onde o artista viveu de dezembro de 1883 a novembro de 1885, chegou ao NGS em 1960 como presente de um advogado de Edimburgo.

     Foi provavelmente por volta de 1905, quando a tela foi emprestada para uma exposição no Museu Stedelijk, em Amsterdã, que foi tomada a decisão de colar a tela em papelão antes de emoldurar, segundo o comunicado de imprensa.

       O NGS acrescentou que, na época, “Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa)” provavelmente era um quadro considerado mais “acabado” do que o autorretrato de Van Gogh.

        A pintura mudou de mãos várias vezes até ir para a Escócia em 1951.

      A imagem de raio-X pode ser vista publicamente pela primeira vez através de uma caixa de luz especialmente criada quando ocupa o centro do palco na exposição “A Taste for Impressionism” entre 30 de julho e 13 de novembro na Royal Scottish Academy, em Edimburgo.

(Fonte: CNN Brasil - adaptado.)
No trecho “Autorretrato inédito de Van Gogh é descoberto atrás de outra pintura do artista.”, temos: 
Alternativas
Q4340995 Português
Fósseis de 14 mil anos achados na China têm identidade revelada após análise de DNA 


    Um mistério em torno de fósseis humanos encontrados em uma caverna na China foi resolvido pelo sequenciamento de DNA, de acordo com um novo estudo, e pode abrir espaço para discussões sobre a ascendência dos primeiros americanos.

    Em 1989, um osso da coxa e parte de um crânio foram encontrados em uma caverna na província chinesa de Yunnan, no sudoeste do país.

    A datação por radiocarbono realizada em 2008 nos sedimentos onde os fósseis foram encontrados indicou que eles tinham cerca de 14 mil anos — o que significa que eles eram de um período de tempo em que o Homo sapiens (humanos modernos) havia migrado para muitas partes do mundo.

    No entanto, as características primitivas dos ossos incomodaram os cientistas, que questionaram a que espécie de humano os fósseis pertenciam.

     A forma do crânio lembrava a dos neandertais – uma população humana arcaica que desapareceu há cerca de 40 mil anos — e parecia que o cérebro seria menor do que o dos humanos modernos.

    Como resultado, alguns especialistas em evolução humana pensaram que o crânio provavelmente pertencia a uma população híbrida de humanos arcaicos e modernos ou talvez a uma espécie humana anteriormente desconhecida que existia ao lado da nossa. Pesquisadores deram ao grupo o nome Red Deer People.

    Agora, cientistas chineses extraíram material genético da calota craniana e sequenciaram o DNA. Eles descobriram que o crânio pertencia a um indivíduo do sexo feminino, que provavelmente era um ancestral humano direto — um membro do Homo sapiens — e não um tipo de humano anteriormente desconhecido.

    “A técnica de DNA antigo é uma ferramenta realmente poderosa”, disse Bing Su, professor do Instituto Kunming de Zoologia da Academia Chinesa de Ciências em Yunnan, que esteve envolvido na pesquisa, em um comunicado à imprensa.

    “Isso nos diz definitivamente que o povo da Caverna Red Deer eram humanos modernos em vez de uma espécie arcaica, como neandertais ou denisovanos, apesar de suas características morfológicas incomuns”. Su e seus colegas compartilharam suas descobertas em um estudo publicado na revista Current Biology.

    A análise do genoma revelou que o indivíduo ao qual os ossos pertenciam tinha níveis de ancestralidade neandertal e denisovano semelhantes aos encontrados em humanos modernos — sugerindo que eles não faziam parte de uma população híbrida que cruzava entre si.

    O DNA dos denisovanos, um grupo pouco compreendido de humanos arcaicos, e dos neandertais vive em alguns humanos hoje. Isso porque há muito tempo nossos ancestrais Homo sapiens encontraram esses grupos à medida que se espalhavam pelo mundo e se reproduziam com eles.


(Fonte: CNN Brasil - adaptado.)
No trecho “Em 1989, um osso da coxa e parte de um crânio foram encontrados em uma caverna na província chinesa de Yunnan, no sudoeste do país.”, temos:
Alternativas
Q4324089 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Os desafios da retomada da economia e do crescimento pós-pandemia






(Disponível em: https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/retomada-do-crescimento-pospandemia – texto adaptado especialmente para esta prova).


Na oração: “O Brasil enfrentará desafios para a retomada do crescimento no pós-pandemia”, temos um sujeito:
Alternativas
Q4323194 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Terra teve menor dia já registrado e está girando mais rápido


No último dia 29 de junho, a Terra teve o dia mais rápido da história desde 1960. De acordo com os cientistas, o planeta girou em torno de si mesmo 1,59 milissegundos mais rápido que o normal.


Um mês depois, o recorde quase foi batido: em 26 de julho, foi registrado um dia com 1,5 milissegundos a menos do que o padrão.


A Terra está girando cada vez mais rápido e as causas ainda não foram estabelecidas por especialistas.


Em 2020 e em 2021, a Terra girou mais rápido, em média, do que nos anos anteriores.


Segundo os pesquisadores, uma causa definitiva não é consenso na ciência. Alguns estimam que as mudanças climáticas podem ter relação com o giro mais veloz do planeta.


"Estamos falando de uma fração de segundo. As pessoas não devem pensar que estão prestes a ter uma hora a menos de sono como resultado disso. Mas pode estar associado ao derretimento das calotas polares", afirma Paul Delaney, professor de astrofísica na Universidade de York, no Canadá, à rádio de CTC.


Eventos sísmicos, como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas também podem acabar acelerando a velocidade do nosso planeta, mesmo que de forma mínima.


Terra teve menor dia já registrado e está girando mais rápido; veja o que dizem os especialistas | Hypeness inovação ecriatividade para todos. Adaptado.

Segundo os pesquisadores, uma causa definitiva não é consenso na ciência.


Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original.

Alternativas
Q4321368 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Geração instantânea de energia eólica bate recorde no Brasil



Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que o Brasil bateu mais um recorde na geração instantânea de energia eólica. O feito aconteceu quando o gerador foi responsável por entregar o suficiente para atender a toda região Nordeste, durante um minuto, e ainda restar um excedente de mais de 23% do total da energia produzida.


O resultado evidencia a expansão da geração eólica no Brasil nos últimos anos. Hoje, a capacidade instalada é de 22 mil MW em 828 parques eólicos em operação. O Nordeste é destaque, concentrando mais de 90% desse total. A capacidade de geração pode aumentar ainda com a geração eólica offshore, também conhecida como energia eólica em alto-mar.


No entanto, o caminho das eólicas offshore é complexo. Em entrevista à Revista Valor, Robson Rodrigues informou que, dos 55 processos de licenciamento ambiental para geração eólica offshore em análise hoje pelo Ibama, apenas dois apresentaram documentos obrigatórios de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental e, em ambos os casos, os relatórios foram rejeitados por estarem em desacordo com os termos de referência.


Além dessas dificuldades, o setor ainda tenta compreender os efeitos do decreto 10.964, que definiu as regras gerais para geração eólica em alto-mar. "Os agentes identificaram áreas potenciais e entraram com o processo no Ibama para garantir lugar na fila. Porém, não existe claramente uma regra de como será essa cessão de uso de área marítima", disse Elbia Gannoum, a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).


Qual a chance do asteroide Bennu colidir com a Terra daqui a 300 anos?

(istoedinheiro.com.br). Adaptado.

O resultado evidencia a expansão da geração eólica no Brasil nos últimos anos.


Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q4302907 Português

PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS


Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor ideia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás de circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o país e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas-d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto de vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro ou de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranoias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram — enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para a luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados?


ABREU, Caio Fernando. O melhor de Caio Fernando Abreu. 1. ed. - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

A concordância verbal está correta em:
Alternativas
Q4265016 Português
Incêndio na França obriga 10 mil pessoas a deixar suas casas


    Uma região no sudoeste da França foi atingida por incêndios florestais nesta quarta-feira (10), e foi necessário retirar 10 mil moradores da área —uma parte deles subiu em telhados quando as chamas se aproximaram.

    A área afetada foi Gironde, vizinha de Landes, que também foi afetada por incêndios neste ano. Em Gironde, a polícia foi de porta em porta dizer aos moradores para saírem enquanto o fogo avançava. Os bombeiros continuam a retirar pessoas de suas casas, e diversas estradas e acessos foram interditados.

    A França, como o resto da Europa, vem enfrentando dificuldades neste verão com sucessivas ondas de calor e a pior seca já registrada. Dezenas de incêndios florestais afetaram diversas regiões do país.

    Mais de 57 mil hectares foram incendiados na França neste ano, quase seis vezes a média anual de 2006-2021, segundo dados do Sistema Europeu de Informações sobre Incêndios Florestais.

    O ministro do Interior, Gerald Darmanin, afirmou que 9 em cada 10 incêndios são causados por pessoas. Suécia e Itália se preparam para enviar ajuda à França. O incêndio florestal de Gironde é um dos muitos que se espalharam pela Europa neste verão, desencadeado por ondas de calor que assaram o continente e trouxeram temperaturas recordes.


Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/incendio-na-francaobriga-10-mil-pessoas-a-deixar-suas-casas-veja-video.ghtml Acesso em 10 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente a função sintática dos termos em destaque no período: “Os bombeiros continuam a retirar pessoas de suas casas, e diversas estradas e acessos foram interditados”. 
Alternativas
Q4264987 Português
França registra recorde de animais abandonados em abrigos durante o verão


       A cada ano cerca de 100 mil pets são levados a abrigos na França, 60% dos casos ocorrem durante os meses de verão. O país ocupa a primeira posição na Europa no abandono de animais de companhia.

     Todos os verões, a trágica situação se repete: ao saírem de férias, milhares de franceses abandonam seus bichos de estimação. Para lidar com a superlotação de abrigos, ONGs e associações reforçam campanhas para conscientizar a população contra os maus-tratos aos animais. "Entre sacrificar suas férias e abandonar seu bicho de estimação, as pessoas não vão refletir, não querem nem mesmo pensar em uma solução para essa questão", afirma Jacques-Charles Fombonne, presidente da Sociedade Protetora dos Animais (SPA) da França.

      Se neste verão o recorde de abandono - registrado no ano anterior - não deve ser batido, os centros de acolhimento de bichos registram superlotação desde junho. Nos albergues da SPA, há mais de 8.800 pets esperando pela adoção, um número inédito após um aumento de 7% em relação a 2021. "Começamos o verão com os refúgios quase lotados. Isso é um verdadeiro problema, porque somos obrigados a manter esses animais em condições que não são ideais. Eles ficam em locais ainda mais apertados do que o normal", ressalta Fombonne.


Fonte:https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/09/franca-registra-recordede-animais-abandonados-em-abrigos-durante-o-verao.ghtml Fonte 10 de Agosto de 2022.
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: “Todos os verões, a trágica situação se repete: ao saírem de férias, milhares de franceses abandonam seus bichos de estimação”.
Alternativas
Q4263058 Português
Era como se o ruído do despertador rachasse o seu crânio. Não acreditou que conseguisse levantar da cama. Quase se afogou na água do chuveiro. Já na hora em que a mulher lhe serviu suco, não acreditou que pudesse engolir. Desceu  as escadas e os degraus pareciam desdobrar-se neles mesmos, infinitos, como numa perseguição de filme. O tráfego até o trabalho nada menos que intransponível. O calor: insuportável. Trabalhou violentamente o resto da vida.

(BONASSI, Fernando. 100 histórias colhidas na rua. São Paulo: Scritta, 1996.)
No trecho “Era como se o ruído do despertador rachasse o seu crânio. Não acreditou que conseguisse levantar da cama. Quase se afogou na água do chuveiro”, qual é o tipo do sujeito presente nessas orações? 
Alternativas
Q4252002 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente a função sintática dos termos em destaque no período: “Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais”.
Alternativas
Q4251833 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
Marque a alternativa em que a expressão sublinhada classifica-se como sujeito: 
Alternativas
Q4251587 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou Anne Frank aos nazistas

Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.

        Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

        A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

        Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
[...]

Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Em “As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico [...]. As expressões sublinhadas exercem a função sintática, respectivamente, de: 
Alternativas
Q4251411 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
Assinale a alternativa que apresente a função sintática do termo em destaque no período: “Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa”.
Alternativas
Q4248871 Português
Texto 2 para a questão.

A Lebre e a Tartaruga

Um dia, uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole e, enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre. Mas a lebre ficou mesmo impressionada foi quando a tartaruga resolveu apostar uma corrida com ela. “
Deve ser só de brincadeira”, pensou a lebre.
A raposa era o juiz e recebia as apostas. A corrida começou e, na mesma hora, claro, a lebre passou à frente da tartaruga. O dia estava quente, por isso lá pelo meio do caminho, a lebre teve a ideia de brincar um pouco. Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.
“Se por acaso a tartaruga me passar, é só correr um pouco e fico na frente de novo”, pensou.
A lebre achava que não ia perder aquela corrida de jeito nenhum. Enquanto isso, lá vinha a tartaruga com seu jeitão, arrastando os pés, sempre na mesma velocidade, sem descansar nem uma vez, só pensando na chegada, Ora, a lebre dormiu tanto que se esqueceu de prestar atenção na tartaruga. Quando ela acordou, cadê a tartaruga? Bem que a lebre se levantou e saiu zunindo, mas nem adiantava! De longe ela viu a tartaruga esperando por ela na linha de chegada.

ESOPO. Fábulas de Esopo. São Paulo. Companhia das Letrinhas. 1994.
Observe o trecho abaixo:
Um dia, uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole e, enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre.
Se os termos sublinhados fossem substituídos por “duas tartarugas”, o texto CORRETO estaria indicado na alternativa 
Alternativas
Q4247938 Português

Texto 01 para à questão.


O Respeito às Diferenças


Atualmente, muito se fala sobre a igualdade social de nossos direitos. De fato, é um direito de todos. Deveríamos ter os mesmos direitos à saúde, educação, alimentação e cultura. Entretanto, o que percebemos é que muito se fala sobre o direito à igualdade e nos esquecemos do respeito às diferenças. Na verdade, somos todos diferentes. Cada indivíduo com suas peculiaridades, raça, credo, política, valores e costumes. Somos um povo diferente e, portanto, precisamos conviver com as diferenças da melhor forma possível. O respeito ao outro e as suas peculiaridades é fundamental, pois através deste respeito temos a possibilidade de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.

https://www.google.com/search?q=textos+sobre+respeito+ao+pr%C3%B3ximo. Acesso em 05/10/2022.

Observe os fragmentos de texto abaixo:


I. “De fato, é um direito de todos.”


II. “...e nos esquecemos do respeito às diferenças.”


Sobre esses fragmentos, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q4241474 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



Mobilidade urbana no Brasil



t_mot.png (623×442)


(Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana-no-brasil.htm – texto especialmente adaptado para esta prova).  

Na oração “A mobilidade urbana, ao longo dos anos, ganhou evidência”, o termo sublinhado é: 
Alternativas
Respostas
1881: D
1882: C
1883: A
1884: D
1885: C
1886: A
1887: A
1888: A
1889: C
1890: B
1891: B
1892: C
1893: D
1894: D
1895: D
1896: E
1897: A
1898: E
1899: C
1900: C