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Questões de Concurso Sobre substantivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.344 questões

Q1866347 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Analise as assertivas a seguir, a respeito da palavra “indigentes” (l. 25):

I. Trata-se de palavra oxítona, com acentuação tônica na sílaba –tes.
II. É um substantivo concreto e comum de dois gêneros.
III. A palavra foi formada por composição.

Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2022 - MGS - Monitor Educacional |
Q1864968 Português
Analise cuidadosamente todos os substantivos grafados abaixo e quanto a sua classificação, assinale a alternativa que os apresenta incorretamente.

I. Guarda-chuva.
II. Girassol.
III. Café.
IV. Cafeteira.
Alternativas
Q1864693 Português
Observe o verbete que segue:
banco
ban·co

sm
1-Assento estreito de madeira, cimento, ferro ou plástico, com ou sem encosto, geralmente para várias pessoas.
2-Assento para uma pessoa, redondo ou quadrado, sem encosto, com três ou quatro pés; banqueta, mocho.
3-Balcão de loja.
4-Mesa de trabalho, comprida e rústica, para marceneiros, carpinteiros, serralheiros etc.; bancada.
5-ECON Instituição financeira que tem como atividades principais receber depósitos de dinheiro em conta-corrente, efetuar empréstimos, aplicar capitais, efetuar cobranças, operar no mercado cambial etc.
6-Local onde funciona essa instituição.

Fonte: https://michaelis.uol.com.br/busca?id=eWKj

As acepções do substantivo "BANCO" no verbete caracterizam o que é chamado precisamente de:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2022 - MGS - Agente de Campo |
Q1864487 Português
Lourdes aproveitou as longas férias para ir ao nordeste, visitar os pais. A este respeito, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1860659 Português
Lei o texto a seguir

DO TEMPO

    Faz alguns anos tive, num sonho, um vislumbre de uma escultura interminável de corpos humanos entrelaçados emergindo muito abaixo de mim e perdendo-se no infinito acima de minha cabeça.
    Talvez seja um dos significados da existência nossa: encadeamento e continuação. Como um novelo desenrolando-se incessantemente, todos nascendo uns dos outros, uns por cima dos outros, cada um estendendo as mãos para o alto um milímetro mais e mais e mais: somos novelo e fio ao mesmo tempo.
    Meu gesto repete o de uma de minhas antepassadas; meu riso será o de algum descendente meu, que jamais conhecerei, o fio primeiro de minhas ideias nasce de outro pensamento milênios atrás, e continuará se desenrolando depois que eu tiver deixado de existir há séculos. Em meus filhos e netos, vejo com surpresa a repetição de um jeito de falar, de pensar, de virar o rosto, a figura toda, a mão, de quem me antecedeu. É a noção de um tempo que não flui como o imaginamos, esse tempo medido e calculado.
    Ele é pulsação, surpresa.
     Às vezes suspiramos pelo conforto que, vista de longe, parecia ser a vida quando tudo era mais limitado e certo: menos opções, menos possibilidade de erro. Temos de aprender a conviver com essas novas engrenagens de tanta surpresa e perplexidade, mas tanta maravilha. Temos de estar mais alertas do que décadas atrás, quando a vida era – ou hoje nos parece – tão mais simples: precisamos estar mais preparados, para que ela não nos dilacere.
    Temos de ser múltiplos, e incansáveis.
    Que cansaço.
    Pois a vida não anda pra trás: o preço da liberdade são as escolhas com seu cortejo de esperança, entusiasmo, hesitação e angústia – para que se criem novos contextos e se realizem novas adaptações, que podem não ser estáveis.
     As inovações, a corrida do tempo e as possibilidades aparentemente infinitas já nos puxam pela manga e nos convidam para outra ciranda de mil receitas: vamos ser inventivos, vamos ser produtivos e competentes, felizes a qualquer preço na companhia de todos os deuses e demônios nessa sarabanda.
    Fora dela, nos dizem, restam o tédio, a paralisia ou o desespero. Será mesmo assim?
    Ou ainda existem, e podemos descobrir, lugares ou momentos de tranquilidade onde se realiza a verdadeira criatividade, onde podemos expandir a mente, onde podemos amar as pessoas, onde podemos contemplar a natureza, a arte, e os rostos amados, e construir alguma paz interior? Creio que sim.
    Para que as emoções e inquietações positivas da alma não entrem em coma antes que termine de definhar o corpo.

(Lya Luft - as coisas humanas – 1ª edição – Editora Record – Rio de Janeiro. São Paulo – 2019)
Assinale a opção em que a palavra destacada não pertence à classe gramatical das demais. 
Alternativas
Q1859896 Português
Para responder à questão, leia o seguinte fragmento, retirado da obra A Nova Califórnia, de Lima Barreto. 

Ninguém sabia donde viera aquele homem. O agente do Correio pudera apenas informar que acudia ao nome de Raimundo Flamel, pois assim era subscrita a correspondência que recebia. E era grande. Quase diariamente, o carteiro lá ia a um dos extremos da cidade, onde morava o desconhecido, sopesando um maço alentado de cartas vindas do mundo inteiro, grossas revistas em línguas arrevesadas, livros, pacotes... 
Na frase Ninguém sabia donde viera aquele homem, os termos em destaque são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Q1859891 Português
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, assinale a alternativa INCORRETA:

Muita gente se queixa da rotina do trabalho. Vale lembrar que rotina não é sinônimo de monotonia. O que faz com que haja um enfado em relação ao cotidiano profissional é a monotonia, não a rotina. 

Mario Sergio Cortella. “Por que fazemos o que fazemos?”. São Paulo, 2016, p.39. 
Alternativas
Q4174173 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Filmes que vão abalar seus nervos, mas que o deixarão mais inteligente


Por Giancarlo Galdino


texto1.png (811×535)

(Disponível em: https://www.revistabula.com/44437-9-filmes/ – texto adaptado

especialmente para esta prova).

Considere o que se afirma sobre os seguintes vocábulos do texto.

I. abjeções (l. 07) tem o sentido de aviltamentos ou baixezas, no âmbito do caráter ou dos princípios.
II. refutação (l. 11) é um substantivo derivado de verbo e significa contestação ou réplica.
III. ignomínia (l. 18), no contexto em que se encontra, pode ser substituído por desonra.
IV. tergiversação (l. 26) é a ação de utilizar pretextos, subterfúgios ou evasivas numa discussão.

Quais estão corretos? 
Alternativas
Q4126306 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A vida e a alegria retornam ao Museu de Arte de Blumenau (MAB). Na quarta e quinta-feira desta semana, dias 10 e 11 de novembro, setenta crianças com idades entre 4 e 6 anos, dos CEIs Alberto Stein e Teresa Raquel de Araújo, prestigiaram ____ obras em exposição na segunda temporada do ano. Acompanhados pelas professoras, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a Exposição TransformAção, da artista Belíria Boni. 


As visitas foram planejadas pelas professoras que desenvolveram projeto onde as crianças tiveram oportunidade de acompanhar a metamorfose da borboleta. Conheceram o desenvolvimento do processo desde a fase dos ovos até chegar ____ final, com o aparecimento das borboletas. A aula prática foi possível com a utilização do "borboletário".


Antes da visita, as crianças assistiram ____ vídeo tour da exposição "TransformAção. A mediação foi conduzida pela equipe do MAB com a participação da artista Belíria Boni. "As 7 mil borboletas instaladas na Galeria Municipal de Arte/Sala Alberto Luz serviram de inspiração para abordar temas como meio ambiente, biodiversidade e cuidados com a natureza", comentou a gerente do museu, Mia Ávila. "Além dessa roda de conversa, as crianças participaram de atividades de pintura de dobraduras de borboletas e dançaram ouvindo a música Lagarta Comilona, do professor Shauan Bencks, que narra a trajetória da lagarta até se tornar a borboleta, de forma lúdica e animada. Todos foram presenteados com dobraduras de borboletas feitas pela artista Belíria Boni."


 Na próxima segunda-feira, dia 15 de novembro, [...] o MAB abrirá no horário das 10h ____ 16h. [...]


Disponível em: caas-noo-mueeu-deare665 .gov.br/secretarias/fundacao-cultural/fcblu/borboletas-encantam-crianacas-no-museu-de-arte65 . Acesso em 12/nov/2021. [adaptado]

Assinale a alternativa que contenha a correta e respectiva classificação morfológica dos termos destacados em "As 7 mil borboletas instaladas na Galeria Municipal de Arte/Sala Alberto Luz serviram de inspiração para abordar temas como meio ambiente, biodiversidade e cuidados com a natureza.": 
Alternativas
Q4114509 Português

Catas Altas 


    Autêntico por sua simplicidade, o lugarejo está situado a 130 km de Belo Horizonte. Agrega numa mesma paisagem grandes picos, alguns com mais de 2000 metros de altitude, casas coloniais preservadas, ruas de pedras, ruínas de um aqueduto, igrejas coloniais, inclusive com obras de Aleijadinho e mestre Ataíde, belas cachoeiras e um aconchegante clima ameno.

    O conjunto arquitetônico barroco formado pela Igreja da Matriz e por casas antigas ao redor da praça Monsenhor Mendes, entre outras construções, traz para o presente a história da pequena e bucólica cidade mineira.

    Para proteger esse rico acervo histórico, cultural e religioso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas.


Disponível em:  <http://www.institutoestradareal.com.br>. Acesso em: 01 de agost. 2020

Quais das palavras listadas abaixo aparecem no plural? 
Alternativas
Q4114489 Português
Quais das palavras listadas abaixo aparecem no plural? 
Alternativas
Q4114485 Português

A invenção do abraço.


✔ Há braços longos e curtos, magros e gordos.

✔ Há braços brancos e negros, de velhos e de crianças.

✔ Há braços de homens e de mulheres,

✔ Há braços e braços, até que um dia alguém deu um passo, diminuiu o espaço. E fez do braço um laço.

✔ Foi um sucesso, virou moda e até hoje, mesmo na hora do fracasso, se há braço;

✔ Há um abraço.

✔ Há momentos em que tudo que se precisa é de um abraço.

✔ Um imenso abraço pra vocês.


Disponível em: https://br.toluna.com/opinions/3622671/A-inven%C3%A7%C3%A3o-do-abra%C3%A7o.> >. Acesso em: 05 de agosto 2020. 

Assinale a alternativa em todas as palavras são substantivos e classificado como COMUM
Alternativas
Q4113416 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


CIENTISTAS CHILENOS ENCONTRAM FÓSSIL DE UM PTEROSSAURO NO ATACAMA


Réptil voador habitou o planeta Terra no período jurássico há cerca de 160 milhões de anos atrás


Uma equipe de cientistas chilenos identificou pela primeira vez, no deserto do Atacama, restos fósseis de um pterossauro, um dragão voador que habitou esta região do norte do país durante o período Jurássico, há cerca de 160 milhões de anos, informou, nesta sexta-feira (10), a Universidade do Chile.


 O grupo de pesquisadores da Universidade do Chile descobriu, durante uma expedição realizada em 2009, alguns restos fósseis muito bem preservados de uma espécie desconhecida, que podia ser um animal pré-histórico marinho do período Jurássico.


O fóssil foi encontrado na localidade de Cerritos Bayos, a 30 km da cidade de Calama, em pleno deserto do Atacama. O local tem sido uma região de importantes descobertas paleontológicas.


Mas análises posteriores determinaram que se tratava de um pterossauro perto da idade adulta, pertencente à subfamília Ramphorhynchinae, do qual foi encontrado o úmero esquerdo, uma possível vértebra dorsal e dois fragmentos de uma falange de asa, todos preservados em três dimensões.


Cerritos Bayos tem sido uma região de importantes descobertas paleontológicas. A mesma equipe descobriu em 2020 plesiossauros dos gêneros Muraenosaurus e Vinialesaurus e também os primeiros restos de pliossauros (parentes dos plesiossauros, mas com crânios grandes e pescoço curto), lembrou a Universidade do Chile.


Disponível em: https://noticias.r7.com/tecnologiae-ciencia/cientistas-chilenos-encontram- ossil-de-umpterossauro-no-atacama-10092021 (adaptado)

No trecho "Cerritos Bayos tem sido uma região de IMPORTANTES descobertas paleontológicas."
No trecho, a palavra destacada pertence à seguinte classe gramatical: 
Alternativas
Q3230482 Português
Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem

Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas
nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias.


    Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo.

    Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece.

    Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos.

    “Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreira de Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias.

    Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece.

    E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame, queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico...

    Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo).

    Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito, que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.


(ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)
A autora estabelece comparações entre cordéis e notícias veiculadas nas redes sociais. No entanto, é possível apontar uma diferença marcante entre os dois gêneros no que diz respeito: 
Alternativas
Q3044732 Português
TEXTO I


Um “aperto no peito” e a adrenalina do carnaval contida na escola Vai-Vai, a mais antiga de São Paulo

A mais antiga escola de samba de São Paulo
celebraria neste ano a volta ao grupo especial.
Agremiação perdeu 30 integrantes para a Covid-19
e viu comunidade ter de se virar para sobreviver

Na manhã da sexta-feira de Carnaval, só se ouvia, lá longe, um martelo batendo num ferro em algum dos barracões da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, na zona norte da cidade. Um ano antes, o lugar estaria tomado de pessoas correndo de um lado para o outro, em uma cacofonia de sons que marcariam os últimos ajustes antes das noites de desfile. A pandemia de Covid-19 privou o Brasil de sua festa mais tradicional e mudou a vida de quem faz Carnaval o ano todo, não só em fevereiro. No caso do Grêmio Recreativo Cultural Vai-Vai, o aperto no peito é maior: a escola de samba mais antiga de São Paulo voltaria ao grupo especial em 2021, depois de levar o título no ano passado com um enredo em homenagem aos seus 90 anos de história.

“É o primeiro ano em que estou sem fazer nada no Carnaval. Aqui dentro está apertado.” Fernando Penteado, de 74 anos, diretor cultural do Vai-Vai, faz um gesto com a mão fechada sobre o peito. Neto de Frederico Penteado, um dos cinco fundadores da escola (que nasceu em 1930), Fernando começou a desfilar aos cinco anos com as cores preto e branco do bairro do Bixiga e hoje é uma espécie de entidade da escola.

No chão de um dos barracões do Vai-Vai, fantasias e adereços de anos anteriores formavam uma pequena montanha. Em uma parede, dezenas de rolos de fita de muitas cores e brilhos estavam organizadas em estante. Pedaços de tecido e moldes de gesso repousavam sobre duas grandes mesas de trabalho colocadas em cantos opostos do local fechado, onde apenas cinco pessoas trabalhavam nas alegorias. “Hoje era para ter mais de 100 pessoas aqui”, lamenta Fernando. À angústia da comunidade, soma-se a crise econômica provocada pelo coronavírus, que fez com que muitos membros da escola perdessem sua principal fonte de renda.

“Muitos dos nossos estão vendendo lanche ou fazendo artesanato para sobreviver. Tinha gente desesperada querendo fazer o desfile porque suas casas são ateliês de Carnaval, elas vivem disso e queriam trabalhar. Mas eu dizia que, se elas trabalhassem, o dinheiro seria só para comprar o caixão”, conta Fernando. Apesar de lamentar o primeiro Carnaval em mais de seis décadas sem pisar no sambódromo, ele não considera seguro ou apropriado fazer festa quando muitas pessoas estão adoecendo ou morrendo de Covid-19. A escola, conta Fernando, perdeu 30 pessoas para a doença, entre diretores, baianas, velha guarda e demais componentes. “De agosto a novembro, morriam dois ou três por mês. É impossível brincar em fevereiro diante de uma situação dessas.”

O diretor cultural também lembra das outras mazelas causadas por essa mudança na rotina da comunidade: “Tem gente que está tomando remédio, entrando em depressão, tristeza mesmo. Este ano vamos só fazer pipoca e sentar no sofá para assistir os desfiles do ano passado na televisão” (a TV Globo vai transmitir uma seleção, os maiores desfiles da história de São Paulo e do Rio, um convite à nostalgia, mas também à festa em casa).

Em uma das grandes mesas do barracão senta Luciana Mazola, de 42 anos, aderecista e decoradora responsável pelas alegorias do Vai-Vai, que só reassumiu seu posto de trabalho nos últimos meses e trabalha com uma equipe pequena para o próximo Carnaval. Ela, que há 28 anos largou o emprego de vendedora de automóveis para viver de Carnaval, teve que deixar a quadra para costurar máscaras em uma ONG e depois fazer telemarketing em uma empresa de internet e, assim, conseguir pagar as contas. “Há 20 anos na escola minha função é organizar e garantir que a criação do carnavalesco vai sair do papel. Quando perdi isso, consegui pagar os boletos, porém foi como se tivessem tirado um órgão do meu corpo. Perdi a adrenalina que tinha na minha rotina”, diz ela.

Luciana trabalha com as mesmas pessoas na sua equipe há, no mínimo, 10 anos. Quando a escola fechou os barracões e a quadra, ela passou os dados de todos para a direção do Vai-Vai, que organizou cestas básicas, kits de higiene e fraldas de criança paras serem entregues a esses trabalhadores. “Quem era aderecista, virou faxineira. Quem era forrador foi trabalhar em hospital, todo mundo tentou se manter”, conta. A solidariedade é um traço natural da escola de samba, onde muitos dos membros convivem mais entre si do que com suas próprias famílias. “Você acaba passando mais tempo aqui do que em casa. A cozinheira vira sua mãe, o diretor de barracão é como seu pai”, acrescenta.

[...]


Disponível em:<https://bityli.com/vvBU3 . Acesso em: 19 fev. 2021 (Adaptação).
Releia este trecho.
“[...] um martelo batendo num ferro em algum dos barracões da Liga das Escolas de Samba de São Paulo
[...]”
Considere as afirmativas a seguir.
I. “Num” é palavra formada pela contração da preposição “em” com o artigo indefinido “um”.
II. “Algum” é pronome indefinido que admite variação de gênero e número.
III. “Liga das Escolas de Samba de São Paulo” é substantivo próprio.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q2678574 Português

Roda Viva


Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu

A gente estancou de repente

Ou foi o mundo então que cresceu.

A gente quer ter voz ativa

No nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega o destino pra lá.


A gente vai contra a corrente

Até não poder resistir

Na volta do barco é que sente

O quanto deixou de cumprir.

Faz tempo que a gente cultiva

A mais linda roseira que há

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a roseira pra lá.


A roda da saia, a mulata

Não quer mais rodar, não senhor

Não posso fazer serenata

A roda de samba acabou.

A gente toma a iniciativa

Viola na rua, a cantar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a viola pra lá.


O samba, a viola, a roseira

Um dia a fogueira queimou

Foi tudo ilusão passageira

Que a brisa primeira levou.

No peito a saudade cativa

Faz força pro tempo parar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a saudade pra lá


Roda mundo, roda-gigante

Roda moinho, roda pião

O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração.


Chico Buarque.


Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos responda às questões.

A informação gramatical quanto à formação do gênero dos substantivos está INCORRETO em

Alternativas
Q2678573 Português

Roda Viva


Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu

A gente estancou de repente

Ou foi o mundo então que cresceu.

A gente quer ter voz ativa

No nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega o destino pra lá.


A gente vai contra a corrente

Até não poder resistir

Na volta do barco é que sente

O quanto deixou de cumprir.

Faz tempo que a gente cultiva

A mais linda roseira que há

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a roseira pra lá.


A roda da saia, a mulata

Não quer mais rodar, não senhor

Não posso fazer serenata

A roda de samba acabou.

A gente toma a iniciativa

Viola na rua, a cantar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a viola pra lá.


O samba, a viola, a roseira

Um dia a fogueira queimou

Foi tudo ilusão passageira

Que a brisa primeira levou.

No peito a saudade cativa

Faz força pro tempo parar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a saudade pra lá


Roda mundo, roda-gigante

Roda moinho, roda pião

O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração.


Chico Buarque.


Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos responda às questões.

Os substantivos terminados em E podem ser biformes (o presidente/a presidenta) ou uniformes, mudando só o artigo, (o/a presidente) na formação do feminino. Assinale aquele que só pode ser comum de dois.

Alternativas
Q2671838 Português

TEXTO


I Importância da vacinação


Vacinas são substâncias que possuem como função estimular nosso corpo a produzir respostas imunológicas, a fim de nos proteger contra determinada doença. Elas são produzidas a partir do próprio agente causador da doença, que é colocado em nosso corpo de forma enfraquecida ou inativada. Apesar de não causar a doença, as formas atenuadas e inativadas do antígeno são capazes de estimular nosso sistema imunológico.

Como a vacina atua no nosso corpo?

Quando nos vacinamos, apresentamos ao nosso corpo um antígeno até então desconhecido. O corpo passa, com isso, a produzir anticorpos contra ele. Nesse primeiro momento, a produção de anticorpos é relativamente lenta. Além da produção de anticorpos, o organismo produz células de memória, ou seja, células que, ao serem expostas novamente ao mesmo antígeno, serão capazes de produzir anticorpos mais rapidamente.

Em virtude da presença de células de memória, uma pessoa vacinada consegue que seu sistema imune atue de maneira mais rápida, evitando que a doença se desenvolva. Assim sendo, a vacina atua como um agente preventivo, devendo ser utilizada antes do contágio. Ela é considerada uma forma de imunização ativa, pois estimula nosso organismo a produzir substâncias de defesa.

Por que a vacinação é importante?

Redução dos números de casos de doenças infecciosas em toda a comunidade, uma vez que a transmissão é diminuída;

Diminuição do número de hospitalizações;

Redução de gastos com medicamentos;

Redução da mortandade;

Erradicação de doenças.

As vacinas realmente podem erradicar doenças?

Ao vacinar a população, diminuímos a incidência de determinada doença. À medida que toda a população vai sendo vacinada, os índices caem até que nenhum caso seja mais registrado, pois toda a população está protegida.

Apesar de parecer, muitas vezes, impossível proteger toda a população, a imunização tem dado resultados no Brasil e no mundo. Em nosso país, já ocorreu a erradicação da poliomielite e da varíola graças à utilização de vacinas. Além disso, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, ocorreu a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo em 2000 e da rubéola desde 2009. Outras doenças também tiveram seus casos reduzidos, como é o caso do tétano neonatal.

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Importância da vacinação"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/saude-naescola/importancia-vacinacao.htm. Acesso em 23 de setembro de 2020.

Das passagens abaixo retiradas do texto I, assinale a única que apresenta um substantivo abstrato destacado:

Alternativas
Q2669443 Português

Para responder as questões 1 a 3, leia com atenção o texto a seguir.


Depressão não é tristeza?

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A teoria tradicional diz que a depressão é uma deficiência de serotonina – um neurotransmissor relacionado a funções como o humor, o sono e o apetite – e, para combatê-la, tudo o que os antidepressivos fazem é aumentar a quantidade dessa substância no cérebro. Mas duas questões nessa teoria intrigam os cientistas há algum tempo. A primeira é que, pouco depois de tomar esses remédios, o cérebro já está cheio de serotonina e, no entanto, nada acontece. O segundo é que os efeitos esperados só vão aparecer um mês depois. Um mês é exatamente o tempo que o cérebro leva para produzir novos neurônios e fazê-los funcionar. Foi daí que se suspeitou que existe uma relação entre a depressão e a queda na produção de novas células no cérebro.

Outros indícios reforçaram a hipótese: o estresse – um dos principais fatores que desencadeiam a depressão – também inibe a neurogênese, como se o cérebro estivesse mais preocupado em sobreviver ao fator estressante que em produzir neurônios para o futuro. Mas a primeira evidência concreta veio em 2000, quando cientistas americanos mostraram que os principais tratamentos antidepressivos aumentam a neurogênese em ratos adultos. No ano seguinte, percebeu-se também que bloquear o nascimento de neurônios em ratos tornava ineficazes os antidepressivos. Agora a esperança é encontrar uma forma de estimular a neurogênese e, com isso, aliviar a depressão. Ao que indicam esses estudos, essa doença pode não ser só um estado de tristeza, mas, sim, o efeito da falta de neurônios novos e da consequente perda da habilidade de se adaptar a mudanças.

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(SUPERINTERESSNATE. São Paulo:

Abril, v. 229. ago. 2006.p.50.)

Observe os trechos presentes no texto e marque a alternativa CORRETA em relação a classificação morfológica dos termos em negrito.


“... tudo o que os antidepressivos fazem é aumentar a quantidade dessas substâncias no cérebro...”

“.... cientistas americanos mostraram que os principais tratamentos antidepressivos aumentam a neurogênese em ratos adultos.

Alternativas
Q2668760 Português

Analise as palavras sublinhadas nas frases e coloque ( S ) se for substantivo e ( A ) se for adjetivo.


( ) A velha continuava a rir sem parar.

( ) Aquele velho senhor estava necessitando de ajuda.

( ) O homem mortal sempre pede ajuda.

( ) Dei um mortal para trás que quase me espatifei no chão.

( ) A beleza das praias deve ser preservada.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Respostas
2181: B
2182: B
2183: B
2184: B
2185: B
2186: A
2187: C
2188: E
2189: E
2190: D
2191: D
2192: A
2193: D
2194: A
2195: D
2196: A
2197: C
2198: A
2199: B
2200: D