Questões de Concurso
Sobre substantivos em português
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Analise as afirmativas a seguir:
I. Os substantivos sobrecomuns compreendem os nomes de animais utilizados tanto para o gênero masculino, como feminino. São exemplos: baleia, foca e águia.
II. Os substantivos epicenos são os nomes que se referem às pessoas em ambos os sexos, como criança, testemunha e cônjuge.
Marque a alternativa CORRETA:




I. São exemplos de substantivos coletivos os seguintes: coro (conjunto, bando de pessoas que cantam juntas); elenco (de artistas de uma companhia, peça ou filme); junta (de credores, de médicos); pessoal (de uma fábrica, repartição pública ou escola); ronda (de policiais que percorrem as ruas velando pela ordem pública); turma (de estudantes, trabalhadores, médicos).
II. Um substantivo próprio é o que se aplica a um objeto ou a um conjunto de objetos, mas sempre coletivamente. Ou seja, ele se aplica a esse objeto ou a esse conjunto de objetos, considerando-os como indivíduos. Por isso cada “João”, cada “Isabel” e cada “Açores” é uma pessoa ou ilha considerada como indivíduo inconfundível para as demais pessoas.
III. Os substantivos concretos nomeiam pessoas, lugares, animais, vegetais, minerais e coisas. Os substantivos abstratos, por outro lado, designam o estado (beijo, trabalho, saída, cansaço) e as ações (prazer, beleza), considerados fora dos seres, sem existência no plano das ideias.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Forma-se o plural dos substantivos com o acréscimo do morfema pluralizador (desinência do plural) -S, quando terminados explicitamente por vogal ou ditongo oral. Por exemplo: livro / livros; lei / leis; cajá / cajás.
II. Quanto à função sintática, o substantivo exerce por excelência a função de sujeito (ou seu núcleo) da oração e, no domínio da constituição do predicado, as funções de objeto direto, complemento relativo, objeto indireto, predicativo, adjunto adnominal e adjunto adverbial.
Marque a alternativa CORRETA:
I-suas - alguns - essas - onde
II-com - de - em - as
III-não - já - tipicamente - afirmativa
IV-e - que - ou - os
V-novo - comuns - atual - aparentes
Pertencem à mesma classe gramatical:
I....foi dada por concluída a construção...
II....além do relógio cujo mostrador...
III....é visto de quase todos os pontos...
I. Os substantivos, quando possuem uma única palavra, são chamados de simples como ocorre, por exemplo, com as palavras “árvore”, “livro” e “casa”.
II. Denominam-se substantivos compostos aqueles que possuem mais de uma palavra ou a junção de dois radicais como, por exemplo, as palavras “peixe-espada”, “aguardente” e “couve-flor”.
Marque a alternativa CORRETA:




O que piolhos de múmias revelam sobre povos da América do Sul há 2 mil anos.
(Disponível em: O que piolhos de múmias revelam sobre povos da América
do Sul há 2 mil anos (msn.com)
Pode-se afirmar que "América do Sul", morfologicamente, é:
Utilize o texto abaixo para responder a questão.
Texto I
Os caminhões chegaram às sete e meia e todas as famílias que restavam na favela havia muito tempo já estavam de pé. Era difícil continuar na cama. Desde os bons tempos, as mulheres levantavam bem cedo para a lavagem das roupas, para o apanho da água, para o preparo das pobres marmitas. Os homens também. Uns saíam para o trabalho. Outros, em busca do primeiro gole de cachaça no balcão do armazém de sô Ladislau, [...]. As crianças maiores acordavam cedo também, trazendo nos olhos e no estômago a desesperada expectativa. Será que hoje tem pão? Os menores, os nenéns brigando com a vida, dando socos no ar exigindo o peito da mãe ou a mamadeira completada com mais água sempre.
(Conceição Evaristo, Becos da Memória, p.168)
A rara aparição de um poderoso submarino nuclear dos EUA no Pacífico.
Disponível em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2022/01/18/.)
Em relação à frase acima, pode-se afirmar que há:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
As margens da alegria
I
Esta é a estória. la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Safam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A mãe e o pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não-sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de respirar — o de fugir para o espaço em branco. O menino.
E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel mundo. [...]
(João Guimarães Rosa, Primeiras estórias. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova
Fronteira, 2001 - p.49-50)
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Adaptado de: CORSO, M. A era do homem comum. Disponível em:
<https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2021/02/a-era-do-homem-comumckl9g83yr0023019w9nhknbxf.html>. Acesso em: 26 nov. 2021.
I - A palavra necessariamente (l. 38) é um advérbio derivado de um adjetivo.
II - A palavra desinformação (l. 48) é um substantivo derivado de um substantivo.
III- A palavra alucinados (l. 49) é um adjetivo derivado de um substantivo.
Quais estão corretas?
Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
- O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
- Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
- Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou? Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
- Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
- Da ativa, Motinha! Sai dessa…
Fernando Sabino