Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes.
Analise os versos abaixo.
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
I- Em “ não cante” o sujeito é simples e o verbo é transitivo direto.
II- Em “ não cante” o sujeito é desinencial e o verbo é transitivo direto.
III- O segmento “ O humano coração” classifica se sintaticamente como objeto direto da forma verbal “ cante”.
IV- O termo “tanto” expressa uma ideia de intensidade.
É verdade o que se afirma em:
Analise as proposições a seguir:
1- O segmento “ na escola”, no segundo quadrinho, classifica-se sintaticamente como adjunto adverbial.
2- No último quadrinho, Johnson e Fidel Castro são núcleos de sujeito.
3- No segundo quadrinho, o termo “o Fulano” é objeto direto e fulana é sujeito.
4- A forma pronominal “mima”, no segundo quadrinho é transitiva direta.
Sobre as proposições acima é possível afirmar:
Não _____________ esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Violência? O que posso fazer? _________que termine… Desemprego? O que_________fazer? Espero que __________… Fome? O que posso fazer? Espero que __________… Corrupção? O que posso fazer? Espero que ___________… Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir!
Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo.
Mario Sergio Cortella
Nota: Adaptação de frase do educador brasileiro Paulo Freire.
Os Ombros Suportam o Mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Considerando o texto, analise as proposições a seguir:
1- Nos três últimos versos da primeira estrofe, aparece a figura de linguagem chamada de polissíndeto reforçando a ideia de adição.
2- No verso “ Ficaste sozinho, a luz apagou-se”, a forma verbal sublinhada está na voz passiva analítica.
3- No verso “ mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.”, o termo sublinhado estabelece uma relação de oposição.
4- No verso “ As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios” o sujeito é composto.
5- No verso “ És todo certeza, já não sabes sofrer.”, a forma verbal destacada corresponde ao verbo “ ser” e está conjugada na segunda pessoa do presente do indicativo.
Sobre as proposições acima é possível afirmar:
A disciplina do amor
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
Lygia Fagundes Teles
Analise as proposições abaixo:
1- No trecho “ Quiseram prendê-lo , distraí-lo ”, os termos destacados classificam-se sintaticamente como objeto direto.
2- No trecho “Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.”, há uma oração subordinada adverbial temporal.
3 -No trecho “A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas...”, o termo destacado classifica-se sintaticamente como adjunto adverbial de lugar.
4 - No trecho “que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia”, o vocábulo destacado foi formado por derivação parassintética.
Está(ão) correta(s):
A disciplina do amor
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
Lygia Fagundes Teles
'Nosso equilíbrio está muito pior' do que costumava ser.
Sintaticamente, é correto afirmar, em relação à frase destacada, que


Coluna 1
1. Futuro do pretérito.
2. Pretérito mais-que-perfeito.
3. Pretérito imperfeito.
4. Futuro do presente.
Coluna 2
( ) Estivera.
( ) Estava.
( ) Estaria.
( ) Estará.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

I. A primeira ocorrência de “para” constitui ideia de finalidade.
II. A conjunção “e” une ideias opostas entre si.
III. A terceira ocorrência de “para” revela ideia de causa.
Está correto o que se afirma em:
I. O verbo “tende” concorda com “maioria”, uma das formas possíveis de concordância nesse arranjo sintático.
II. O verbo “é” encontra-se no singular porque não tem sujeito.
III. “Falantes” pode levar o verbo “tende” para o plural, numa nova proposta de concordância.
São corretas as proposições apresentadas em:
