Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
Foram encontradas 57.700 questões
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1.º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas recomeça...
Disponível em: https://www.pensador.com. Acesso em: 27 fev. 2024. Adaptado.
Analise as afirmativas, de acordo com a estrutura linguística do texto.
I. O termo “bendito” foi usado com a significação de “abençoado”.
II. Os termos “continua” e “recomeça” possuem o mesmo sentido.
III. O termo “pois” foi usado para inserir uma ideia de explicação.
IV. O “-re”, na palavra “recomeça”, acrescenta sentido ao “começa”.
V. O termo “não” modifica o sentido de “vida” e “recomeça”.
Estão CORRETAS as afirmativas
Leia a charge para responder à questão.

WATTERSON II, W. B. Calvin & Haroldo. 1987.
Texto 02

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/page/32/. Acesso em: 4 jun. 2024.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura morfossintática da referida passagem.
I- A conjunção “enquanto” insere um adjunto adverbial oracional, o qual indica uma circunstância de tempo. II- O termo “azul” passou pelo processo de derivação imprópria, já que se encontra substantivado. III- A vírgula usada depois de “lentos”, é facultativa, pois separa um adjunto adverbial deslocado. IV- O acento agudo em “mantém” indica o uso do verbo “manter” na terceira pessoa do plural. V- O termo “muitas vezes” aparece intercalado por vírgulas, de acordo com a norma, porque se trata de uma expressão adverbial que se encontra antecipada.
Estão CORRETAS as afirmativas
I. “Que atire a primeira pedra quem nunca recebeu ou não foi tocado por um daqueles vídeos com crianças das décadas de 50, 60 e 70 brincando na rua, correndo feito loucas, cheias de hematomas, esfoladas de dar dó, suadas e sujas de dar nojo, mas, como diria minha mãe, 'rindo a bandeiras despregadas'.” (1º parágrafo)
II. “[...] não nos ouviam porque achavam que criança não tinha que falar, mas obedecer.” (2º parágrafo)
III. “Só que a vida não é feita só de ‘sins’, mas também de ‘nãos’”. (5º parágrafo)
IV. “Lembre que nossos filhos estão sempre de olho na gente, aprendendo com o que falamos, mas, principalmente, com o exemplo que damos.” (10º parágrafo)
Quais dessas ocorrências veiculam um sentido de adição?
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão
O lápis mais rápido do Oeste
Era uma vez um cartunista maluquinho: jornalista, escritor, contador de histórias. Natural de Caratinga (MG), mais velho de uma família com sete irmãos, despontou como um prodígio: aos seis anos, desenho de sua autoria aparecia no jornal A Folha de Minas, em 1939.
O cartunista demonstrava um talento proporcional às suas sobrancelhas, que chegavam antes do seu próprio rosto. Não importando a cor da camisa ou da calça que usava, não dispensava um colete, para poder sacar imediatamente uma caneta ou um lápis do bolso. Ficou conhecido como o ilustrador mais rápido do Brasil. Desenhava enquanto conversava com várias pessoas ao mesmo tempo. Nada o distraía do universo interior.
De um guardanapo, de uma toalha de papel de mesa, de uma folha de ofício, gerava seus personagens: A Turma do Pererê (espécie de Sítio do Pica-Pau Amarelo da Mata Atlântica), The Supermãe (Dona Clotildes, sempre a proteger Carlinhos, seu filho adulto em apuros), Flicts (representava a cor bege, que sofria por não se encaixar no arco-íris), além de Jeremias, o Bom, Mineirinho, o Comequieto, entre dezenas de protagonistas.
O cartunista tinha o olho do coração maior do que a barriga, procurando incansavelmente uma maneira de combater a censura ou a subtração dos direitos humanos. Liderou o revolucionário O Pasquim nos anos 60, um dos principais veículos de contestação da ditadura militar no Brasil, e criou a revista Bundas nos anos 90, para parodiar o mundo das celebridades da revista Caras.
O cartunista tinha vento nos pés. Seus livros venderam mais de 10 milhões de exemplares. Nas Bienais e Feiras, suas filas de autógrafos contornavam quadras e jamais terminavam.
O cartunista tinha fogo no rabo, foguete nas mãos. É autor do clássico O Menino Maluquinho, um Pequeno Príncipe dos trópicos, trazendo à tona um garoto virtuosamente problemático, deliciosamente rebelde e carismático, caracterizado por uma panela na cabeça. Desde seu lançamento, em 1980, já acumulou 129 edições, duas adaptações para o cinema, infinitas versões para o teatro, ópera e histórias em quadrinhos.
O cartunista tinha umas pernas enormes, capazes de abraçar o mundo: ganhou o prestigiado prêmio de humor do 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas, tornou-se o primeiro latinoamericano a ser convidado para fazer o cartaz de Natal da Unicef, viu sua obra ser traduzida para mais de dez idiomas.
O cartunista tinha macaquinhos no sótão: mudou a cara da arte gráfica, combinando perfeitamente texto e imagem. Elaborou os cartazes dos mais emblemáticos filmes do Cinema Novo: Os fuzis e Os cafajestes (ambos de Ruy Guerra), O assalto ao trem pagador (Roberto Farias) e Todas as mulheres do mundo (Domingos de Oliveira).
Dotado de uma simplicidade complexa, o cartunista sentia saudade do futuro mais do que do passado, ainda que seu passado tenha sido gigantesco.
Ziraldo Alves Pinto morreu dormindo neste sábado (6 de abril), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 91 anos. Morreu sonhando. Morreu suavemente. Morreu assoviando. Morreu soltando pipas.
De tudo o que pode ser dito a respeito de Ziraldo, dá para resumir que foi um menino impossível, mas muito feliz.
Autor: Fabrício Carpinejar – GZH (adaptado).
Sintaticamente, na oração destacada, pode-se afirmar que: