Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3415470 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em ideias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar. 


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça voo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do voo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção.” Termina a estória dizendo que a centopeia nunca mais conseguiu andar.


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é ã.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memoéria. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coragéo -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que o passado sedimentou. Indispensavel para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada tém a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de aguias em tartarugas. E nao são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitarios. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. —



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar”. São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

A alternativa que contém a estrutura argumentativa em: "E, no entanto, não podemos viver sem as respostas." é:
Alternativas
Q3415355 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


" 'Voando Pro Pará' é, portanto , um hino à terra natal da cantora (...)".
A afirmativa que não contempla o excerto:
Alternativas
Q3415354 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


" 'Voando Pro Pará' é, portanto , um hino à terra natal da cantora (...)".
Substitui o conectivo "portanto" sem prejuízo do sentido:
Alternativas
Q3415353 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
"(...) valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.". Analisa incorretamente o fragmento:
Alternativas
Q3415352 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
Assinale a alternativa que exemplifica a concordância do verbo com o antecedente do pronome relativo. 
Alternativas
Q3415349 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
Assinale a alternativa em que o demonstrativo exerce função de adjunto adnominal.
Alternativas
Q3415348 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
"Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa."

A adaptação do fragmento à norma padrão não exigiria:
Alternativas
Q3415340 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
"A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará.". Todas as afirmativas são adequadas sobre o período, exceto:
Alternativas
Q3415338 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
"A artista expressa a sensação de liberdade e alegria (...)". A análise da frase não está correta em:
Alternativas
Q3415336 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
O acento grave não está com justificativa correta em:
Alternativas
Q3414610 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

Tendo em foco o excerto: "Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça (...)", assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, uma conjunção condicional- um pronome relativo - uma conjunção conformativa.
Alternativas
Q3414609 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

Os conectores assinalados em: "nem comigo nem com ninguém!" / "Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio." são semanticamente:
Alternativas
Q3414607 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

Em: "(...) que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção do amado (...)", só não é correto afirmar:
Alternativas
Q3414604 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

"Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça!". É inadequado afirmar sobre o fragmento:
Alternativas
Q3414600 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

"(...) que conseguiria fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo (...)". Analise as afirmativas seguintes e marque a alternativa correta.

I- O pronome "la" é anafórico de "ela"- objeto do amor do amigo.
II- "fazê-la" é uma forma verbal paroxítona.
III- "branca e perfumada" são predicativos do sujeito de poderia.
IV- Há presença de comparação e zeugma na estrutura.
Alternativas
Q3414598 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

O inusitado do título deve-se:
Alternativas
Q3414482 Português
O Enigma de Reigate

         Depois de trabalhar intensamente mais de 15 horas por dia, eis que Sherlock Holmes ficou doente. Para seu amigo e fiel escudeiro Dr. Watson, era necessário tirá-lo de Londres e levá-lo ao campo. Assim, eles foram passar uns dias na casa do coronel Hayter, um veterano militar morador nas proximidades de Reigate. O descanso, porém, durou pouco. Logo na manhã seguinte, o mordomo do Coronel Hayter avisou sôfrego: o cocheiro William Kirwan, que trabalhava havia anos na casa dos Cunninghams, foi assassinado com um tiro no coração. A notícia é que um ladrão entrara pela janela da copa e William lutou com ele para defender a propriedade do seu nobre patrão, o Sr. Cunningham, juiz de paz da cidade. Isso tudo aconteceu por volta da meia-noite.
         O palpite do Coronel Hayter é que os mesmos criminosos que mataram William foram os mesmos que saquearam a casa do Sr. Acton na última segunda-feira: “Os ladrões saquearam a biblioteca, e conseguiram muito pouco pelo trabalho”.
         Todo o lugar foi revirado. As gavetas e os armários foram arrombados, resultando no desaparecimento de um bizarro volume de Homero, tradução de Pope, dois candelabros de prata, um peso de marfim para papéis, um pequeno barômetro de carvalho e um rolo de barbante.” — explicou Coronel Hayter para Sherlock e Watson. Para o jovem inspetor Forrester, responsável pelo caso, não resta dúvida: foi a mesma quadrilha que agiu nos dois crimes. Ele afirmou que no caso da invasão da casa de Acton não houve nenhum vestígio. Agora, porém, algumas pistas foram deixadas. Após o sinal do alarme, o assassino foi visto fugindo tanto pelo Sr. Cunningham quanto pelo filho dele, Sr. Alec Cunningham, que disseram que ele tinha estatura média e estava vestido de preto. As investigações ainda estão apurando se ele é uma pessoa da comunidade ou alguém de fora dela.
         Com o morto foi encontrado um fragmento de carta, entre o indicador e polegar que dizia: “Se você vier um quarto para a meia-noite ao portão oriental, verá quanta surpresa o espera...” [...].
(Fonte: DOYLE, Arthur Conan. Mundo Sherlock — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que a concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão: 
Alternativas
Q3414481 Português
O Enigma de Reigate

         Depois de trabalhar intensamente mais de 15 horas por dia, eis que Sherlock Holmes ficou doente. Para seu amigo e fiel escudeiro Dr. Watson, era necessário tirá-lo de Londres e levá-lo ao campo. Assim, eles foram passar uns dias na casa do coronel Hayter, um veterano militar morador nas proximidades de Reigate. O descanso, porém, durou pouco. Logo na manhã seguinte, o mordomo do Coronel Hayter avisou sôfrego: o cocheiro William Kirwan, que trabalhava havia anos na casa dos Cunninghams, foi assassinado com um tiro no coração. A notícia é que um ladrão entrara pela janela da copa e William lutou com ele para defender a propriedade do seu nobre patrão, o Sr. Cunningham, juiz de paz da cidade. Isso tudo aconteceu por volta da meia-noite.
         O palpite do Coronel Hayter é que os mesmos criminosos que mataram William foram os mesmos que saquearam a casa do Sr. Acton na última segunda-feira: “Os ladrões saquearam a biblioteca, e conseguiram muito pouco pelo trabalho”.
         Todo o lugar foi revirado. As gavetas e os armários foram arrombados, resultando no desaparecimento de um bizarro volume de Homero, tradução de Pope, dois candelabros de prata, um peso de marfim para papéis, um pequeno barômetro de carvalho e um rolo de barbante.” — explicou Coronel Hayter para Sherlock e Watson. Para o jovem inspetor Forrester, responsável pelo caso, não resta dúvida: foi a mesma quadrilha que agiu nos dois crimes. Ele afirmou que no caso da invasão da casa de Acton não houve nenhum vestígio. Agora, porém, algumas pistas foram deixadas. Após o sinal do alarme, o assassino foi visto fugindo tanto pelo Sr. Cunningham quanto pelo filho dele, Sr. Alec Cunningham, que disseram que ele tinha estatura média e estava vestido de preto. As investigações ainda estão apurando se ele é uma pessoa da comunidade ou alguém de fora dela.
         Com o morto foi encontrado um fragmento de carta, entre o indicador e polegar que dizia: “Se você vier um quarto para a meia-noite ao portão oriental, verá quanta surpresa o espera...” [...].
(Fonte: DOYLE, Arthur Conan. Mundo Sherlock — adaptado.)
Em relação à regência nominal de “junto”, analisar os itens abaixo:

I. João apertava o retrato de Ana junto ao peito.
II. Fui junto com ela até o ponto de ônibus por segurança.
III. Junto de minha família, tudo posso.

Está(ão) CORRETO(S): 
Alternativas
Q3414441 Português
Marque a frase que não apresenta erro de regência verbal.
Alternativas
Q3414440 Português
Assinale a alternativa cuja frase apresenta correta concordância.
Alternativas
Respostas
15541: A
15542: D
15543: D
15544: A
15545: D
15546: B
15547: D
15548: D
15549: A
15550: B
15551: B
15552: A
15553: A
15554: D
15555: D
15556: A
15557: B
15558: C
15559: D
15560: C