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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4179432 Português
Considere as seguintes propostas de reescrita de trechos do texto e assinale a alternativa em que a concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4179428 Português

Doenças psicossomáticas: entenda como emoções se manifestam no corpo 



Imagine que você acordou atrasado para uma reunião importantíssima. Levantou-se rápido, pulou o café da manhã e pagou caro em um carro de aplicativo porque não daria tempo de pegar o transporte público. Chegando na empresa, em cima da hora, descobre que a reunião foi remarcada para o dia seguinte. Frustrante, certo? 
Enquanto você se sente irritado com a situação, seu corpo também reage: seus vasos sanguíneos contraem, a glicose no seu sangue aumenta, sua pele fica pálida, sua pressão arterial sobe e seu coração dispara. É a raiva correndo por todo o seu corpo.}
Diante de ameaças reais, as reações psicossomáticas (termo que se refere a sintomas físicos causados ou agravados por fatores emocionais) são normais. O problema é quando acontecem de forma repetida ou prolongada, podendo desencadear condições crônicas. Mas por que o que se passa na nossa mente pode afetar o físico?
No livro “A linguagem do organismo”, a gastroenterologista Giulia Enders explica como o nosso corpo comunica tudo o que se passa nele. Segundo a ciência psicossomática, essas reações acontecem porque o estresse e a ansiedade, enquanto processos psicológicos, ativam o sistema nervoso central, que ativa o sistema nervoso autônomo. Este, por sua vez, regula funções viscerais como o coração, pulmões e o sistema digestivo. 
Ao interpretar alguma situação, por exemplo, um prazo apertado, como uma situação de medo, seu organismo libera cortisol e adrenalina, que fazem com que as veias se estreitem, limitando o fluxo sanguíneo. É isso que faz você sentir que está com falta de ar, um aperto no peito, tremedeira e dor na barriga. 
“Essa situação é interpretada como algo que está ameaçando o seu bem-estar, o que ativa o sistema nervoso central e, consequentemente, o autônomo”, explica o médico Avelino Luiz Rodrigues, professor do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), especialista em psicossomática.
sse tensionamento pode ocasionar dores e gerar a sensação de olho embaçado ou a pálpebra tremendo. Questões psicológicas também se conectam com reações do intestino, como uma dor de barriga, porque a ativação do sistema nervoso autônomo estimula a motilidade intestinal, complementa o médico.
No livro, Enders escreve que o estresse altera o comportamento do sistema imunológico, tornando as células de defesa mais intolerantes. Assim, micro-organismos que antes conviviam em paz no trato digestivo passam a ser atacados pelo sistema imune; em resposta, essas bactérias ativam seus mecanismos de defesa, o que gera inflamação e dor.
A psicóloga especialista em psicossomática Denise Ramos, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), afirma que, em momentos de susto ou ameaças, é normal sentir o estresse agudo. “O problema é quando essa ativação não volta ao equilíbrio (homeostase) e se torna algo constante ou crônica.” 
Ela diz que, quando o estresse agudo é repetitivo, ele também pode se tornar crônico, e a pessoa pode se sentir estressada apenas pela expectativa do que vai acontecer. Por exemplo, se você é repreendido de forma agressiva pelo seu chefe toda vez que entrega algum trabalho, há chances de você começar a experienciar o estresse antes mesmo de fazer a entrega.
Algumas pessoas tendem a não perceber que estão com ansiedade, aponta Rodrigues, mas que a expressam fundamentalmente através do corpo, como se ele descarregasse a tensão emocional que está acumulada. Com o tempo, se isso acontece de forma frequente, pode levar a algumas condições, como a síndrome do intestino irritável, afirma.
Outras doenças crônicas que podem estar associadas a reações emocionais são gastrite, hipertensão, úlceras, distúrbios do sono, cefaleias e enxaqueca, desencadear condições autoimunes e até mesmo ocasionar infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral). 
Perceber se o que você está experienciando no momento é uma reação esperada a uma situação estressora ou se é uma condição crônica depende da frequência e também da intensidade da resposta do organismo, dizem os especialistas.
“Essas reações são normais se a pessoa está diante de algum perigo. Mas se está sentado no sofá e está se sentindo mal, sem perigo aparente, ou se esses sinais aparecem constantemente, é sinal de que isso deve ser cuidado”, afirma Ramos. 
A psicóloga diz que, nesses casos, não basta tomar uma medicação para tentar remediar o sintoma físico, mas que é necessário cuidar, de preferência combinando tratamento médico e psicológico, dos fatores que desencadeiam esses sintomas. 
Segundo Rodrigues, além do tratamento especializado, há algumas práticas de melhoria de qualidade de vida que podem ajudar. A atividade física, afirma, é considerada fundamental no combate ao estresse, assim como boa alimentação e tempo de repouso. 


(Por: Giulia Peruzzo. Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: maio de 2026.)

 

A partir das ideias desenvolvidas no 8º§, é possível compreender que a dor e a inflamação no trato digestivo, em contextos de estresse, decorrem de um processo em que:
Alternativas
Q4179427 Português

Doenças psicossomáticas: entenda como emoções se manifestam no corpo 



Imagine que você acordou atrasado para uma reunião importantíssima. Levantou-se rápido, pulou o café da manhã e pagou caro em um carro de aplicativo porque não daria tempo de pegar o transporte público. Chegando na empresa, em cima da hora, descobre que a reunião foi remarcada para o dia seguinte. Frustrante, certo? 
Enquanto você se sente irritado com a situação, seu corpo também reage: seus vasos sanguíneos contraem, a glicose no seu sangue aumenta, sua pele fica pálida, sua pressão arterial sobe e seu coração dispara. É a raiva correndo por todo o seu corpo.}
Diante de ameaças reais, as reações psicossomáticas (termo que se refere a sintomas físicos causados ou agravados por fatores emocionais) são normais. O problema é quando acontecem de forma repetida ou prolongada, podendo desencadear condições crônicas. Mas por que o que se passa na nossa mente pode afetar o físico?
No livro “A linguagem do organismo”, a gastroenterologista Giulia Enders explica como o nosso corpo comunica tudo o que se passa nele. Segundo a ciência psicossomática, essas reações acontecem porque o estresse e a ansiedade, enquanto processos psicológicos, ativam o sistema nervoso central, que ativa o sistema nervoso autônomo. Este, por sua vez, regula funções viscerais como o coração, pulmões e o sistema digestivo. 
Ao interpretar alguma situação, por exemplo, um prazo apertado, como uma situação de medo, seu organismo libera cortisol e adrenalina, que fazem com que as veias se estreitem, limitando o fluxo sanguíneo. É isso que faz você sentir que está com falta de ar, um aperto no peito, tremedeira e dor na barriga. 
“Essa situação é interpretada como algo que está ameaçando o seu bem-estar, o que ativa o sistema nervoso central e, consequentemente, o autônomo”, explica o médico Avelino Luiz Rodrigues, professor do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), especialista em psicossomática.
sse tensionamento pode ocasionar dores e gerar a sensação de olho embaçado ou a pálpebra tremendo. Questões psicológicas também se conectam com reações do intestino, como uma dor de barriga, porque a ativação do sistema nervoso autônomo estimula a motilidade intestinal, complementa o médico.
No livro, Enders escreve que o estresse altera o comportamento do sistema imunológico, tornando as células de defesa mais intolerantes. Assim, micro-organismos que antes conviviam em paz no trato digestivo passam a ser atacados pelo sistema imune; em resposta, essas bactérias ativam seus mecanismos de defesa, o que gera inflamação e dor.
A psicóloga especialista em psicossomática Denise Ramos, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), afirma que, em momentos de susto ou ameaças, é normal sentir o estresse agudo. “O problema é quando essa ativação não volta ao equilíbrio (homeostase) e se torna algo constante ou crônica.” 
Ela diz que, quando o estresse agudo é repetitivo, ele também pode se tornar crônico, e a pessoa pode se sentir estressada apenas pela expectativa do que vai acontecer. Por exemplo, se você é repreendido de forma agressiva pelo seu chefe toda vez que entrega algum trabalho, há chances de você começar a experienciar o estresse antes mesmo de fazer a entrega.
Algumas pessoas tendem a não perceber que estão com ansiedade, aponta Rodrigues, mas que a expressam fundamentalmente através do corpo, como se ele descarregasse a tensão emocional que está acumulada. Com o tempo, se isso acontece de forma frequente, pode levar a algumas condições, como a síndrome do intestino irritável, afirma.
Outras doenças crônicas que podem estar associadas a reações emocionais são gastrite, hipertensão, úlceras, distúrbios do sono, cefaleias e enxaqueca, desencadear condições autoimunes e até mesmo ocasionar infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral). 
Perceber se o que você está experienciando no momento é uma reação esperada a uma situação estressora ou se é uma condição crônica depende da frequência e também da intensidade da resposta do organismo, dizem os especialistas.
“Essas reações são normais se a pessoa está diante de algum perigo. Mas se está sentado no sofá e está se sentindo mal, sem perigo aparente, ou se esses sinais aparecem constantemente, é sinal de que isso deve ser cuidado”, afirma Ramos. 
A psicóloga diz que, nesses casos, não basta tomar uma medicação para tentar remediar o sintoma físico, mas que é necessário cuidar, de preferência combinando tratamento médico e psicológico, dos fatores que desencadeiam esses sintomas. 
Segundo Rodrigues, além do tratamento especializado, há algumas práticas de melhoria de qualidade de vida que podem ajudar. A atividade física, afirma, é considerada fundamental no combate ao estresse, assim como boa alimentação e tempo de repouso. 


(Por: Giulia Peruzzo. Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: maio de 2026.)

 

Com base nas informações e relações estabelecidas no texto, é correto afirmar que as condições psicossomáticas se configuram como patológicas quando ocorre: 
Alternativas
Q4179426 Português

Doenças psicossomáticas: entenda como emoções se manifestam no corpo 



Imagine que você acordou atrasado para uma reunião importantíssima. Levantou-se rápido, pulou o café da manhã e pagou caro em um carro de aplicativo porque não daria tempo de pegar o transporte público. Chegando na empresa, em cima da hora, descobre que a reunião foi remarcada para o dia seguinte. Frustrante, certo? 
Enquanto você se sente irritado com a situação, seu corpo também reage: seus vasos sanguíneos contraem, a glicose no seu sangue aumenta, sua pele fica pálida, sua pressão arterial sobe e seu coração dispara. É a raiva correndo por todo o seu corpo.}
Diante de ameaças reais, as reações psicossomáticas (termo que se refere a sintomas físicos causados ou agravados por fatores emocionais) são normais. O problema é quando acontecem de forma repetida ou prolongada, podendo desencadear condições crônicas. Mas por que o que se passa na nossa mente pode afetar o físico?
No livro “A linguagem do organismo”, a gastroenterologista Giulia Enders explica como o nosso corpo comunica tudo o que se passa nele. Segundo a ciência psicossomática, essas reações acontecem porque o estresse e a ansiedade, enquanto processos psicológicos, ativam o sistema nervoso central, que ativa o sistema nervoso autônomo. Este, por sua vez, regula funções viscerais como o coração, pulmões e o sistema digestivo. 
Ao interpretar alguma situação, por exemplo, um prazo apertado, como uma situação de medo, seu organismo libera cortisol e adrenalina, que fazem com que as veias se estreitem, limitando o fluxo sanguíneo. É isso que faz você sentir que está com falta de ar, um aperto no peito, tremedeira e dor na barriga. 
“Essa situação é interpretada como algo que está ameaçando o seu bem-estar, o que ativa o sistema nervoso central e, consequentemente, o autônomo”, explica o médico Avelino Luiz Rodrigues, professor do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), especialista em psicossomática.
sse tensionamento pode ocasionar dores e gerar a sensação de olho embaçado ou a pálpebra tremendo. Questões psicológicas também se conectam com reações do intestino, como uma dor de barriga, porque a ativação do sistema nervoso autônomo estimula a motilidade intestinal, complementa o médico.
No livro, Enders escreve que o estresse altera o comportamento do sistema imunológico, tornando as células de defesa mais intolerantes. Assim, micro-organismos que antes conviviam em paz no trato digestivo passam a ser atacados pelo sistema imune; em resposta, essas bactérias ativam seus mecanismos de defesa, o que gera inflamação e dor.
A psicóloga especialista em psicossomática Denise Ramos, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), afirma que, em momentos de susto ou ameaças, é normal sentir o estresse agudo. “O problema é quando essa ativação não volta ao equilíbrio (homeostase) e se torna algo constante ou crônica.” 
Ela diz que, quando o estresse agudo é repetitivo, ele também pode se tornar crônico, e a pessoa pode se sentir estressada apenas pela expectativa do que vai acontecer. Por exemplo, se você é repreendido de forma agressiva pelo seu chefe toda vez que entrega algum trabalho, há chances de você começar a experienciar o estresse antes mesmo de fazer a entrega.
Algumas pessoas tendem a não perceber que estão com ansiedade, aponta Rodrigues, mas que a expressam fundamentalmente através do corpo, como se ele descarregasse a tensão emocional que está acumulada. Com o tempo, se isso acontece de forma frequente, pode levar a algumas condições, como a síndrome do intestino irritável, afirma.
Outras doenças crônicas que podem estar associadas a reações emocionais são gastrite, hipertensão, úlceras, distúrbios do sono, cefaleias e enxaqueca, desencadear condições autoimunes e até mesmo ocasionar infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral). 
Perceber se o que você está experienciando no momento é uma reação esperada a uma situação estressora ou se é uma condição crônica depende da frequência e também da intensidade da resposta do organismo, dizem os especialistas.
“Essas reações são normais se a pessoa está diante de algum perigo. Mas se está sentado no sofá e está se sentindo mal, sem perigo aparente, ou se esses sinais aparecem constantemente, é sinal de que isso deve ser cuidado”, afirma Ramos. 
A psicóloga diz que, nesses casos, não basta tomar uma medicação para tentar remediar o sintoma físico, mas que é necessário cuidar, de preferência combinando tratamento médico e psicológico, dos fatores que desencadeiam esses sintomas. 
Segundo Rodrigues, além do tratamento especializado, há algumas práticas de melhoria de qualidade de vida que podem ajudar. A atividade física, afirma, é considerada fundamental no combate ao estresse, assim como boa alimentação e tempo de repouso. 


(Por: Giulia Peruzzo. Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: maio de 2026.)

 

Considerando a organização macroestrutural do texto e os recursos discursivos empregados pela autora, o 1º§ exerce a função de: 
Alternativas
Q4179087 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Brasil ultrapassa 100 mil escolas públicas com internet gratuita e de qualidade

Mais de 100 mil escolas públicas brasileiras já contam com internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. O marco histórico representa um avanço na transformação digital da educação pública e faz parte programa Escolas Conectadas, coordenado pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), com execução da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).

Com as atualizações mais recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), feitas no fim de abril, o Brasil conta, até o momento, com 100.720 escolas públicas com internet de qualidade. O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país operando dentro dos parâmetros adequados de conectividade.

O ministro das Comunicações destacou que o avanço é resultado de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023. Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada.

Os números mostram crescimento acelerado do programa. Em dezembro de 2024, o índice de conectividade adequada nas escolas chegou a 57,3%. No fim de 2025, avançou para 69,7%. Em abril de 2026, o país alcança quase 73% das escolas públicas conectadas dentro dos parâmetros ideais de qualidade.

Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável, veloz e distribuída dentro das escolas por meio de redes Wi-Fi adequadas ao uso pedagógico. O foco é permitir o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, capacitação de professores e ferramentas de inovação no ambiente escolar.

O maior salto proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos e geográficos historicamente dificultam o acesso à conectividade. Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice subiu para 36,7% em 2024, alcançou 60,5% em 2025 e chegou a 64,3% em abril de 2026. O avanço reduziu desigualdades regionais e levou internet de qualidade a escolas antes isoladas digitalmente.

Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma iniciativa do governo federal, em parceria com estados e municípios, para universalizar a conectividade com fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país. O programa também prevê apoio à aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos tecnológicos, fortalecendo a inclusão digital e ampliando o acesso de milhões de estudantes à educação conectada.

https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/brasil-ultrapassa-100-mil-escolas-publicas-com-internet-gratuita-e-de-qualidade-adaptado      
"O programa também prevê apoio à aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos tecnológicos, fortalecendo a inclusão digital e ampliando o acesso de milhões de estudantes à educação conectada."
Considere as seguintes asserções sobre o trecho: I.A expressão 'à aquisição' exerce a função sintática de objeto indireto do verbo 'prever'
PORQUE
II.O verbo 'prever' foi empregado como verbo bitransitivo, exigindo um objeto direto e um objeto indireto; nesse contexto, a expressão 'à aquisição' exerce a função de objeto indireto, completando o sentido do verbo.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4178866 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Cooperativa que produz açaí no Amapá fecha contrato de cinco anos com gigante chinesa 


A cooperativa dos produtores extrativistas de açaí do estado do Amapá (Amazonbai) firmou parceria com a segunda maior rede de distribuição de alimentos chinesa para o fornecimento de toda a safra de açaí pelos próximos cinco anos, totalizando 15 mil toneladas do produto. A negociação ocorreu durante a Sial China, maior feira de alimentos da Ásia. 


A Amazonbai faz parte da Rota do Açaí, inserida nas Rotas de Integração Nacional, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que tem como objetivo o fortalecimento de sistemas produtivos locais e a promoção do desenvolvimento regional sustentável.


A participação da Amazonbai e de outras sete cooperativas — todas integrantes das Rotas de Integração Nacional — na Sial China contou com investimento de R$ 207 mil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). São elas: União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil), Unicafes Bahia, IPE Unicafes, Cooperativa Grande Sertão, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil). A participação das cooperativas no evento possibilita a apresentação de produtos sustentáveis brasileiros ao público asiático. 


O presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, comemorou a parceria internacional e o apoio do MIDR. "Que o produto da Amazonbai e das outras cooperativas da Rota de Integração possa ser distribuído neste continente, neste mercado tão promissor.


Para o secretário nacional substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Edgar Caetano, o financiamento do intercâmbio de produtores beneficiados pelas Rotas de Integração Nacional na Sial 2026, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das maiores do mundo, demonstra a relevância dessa estratégia para a valorização dos produtos.


A Sial China é a maior feira de alimentos da Ásia e uma das maiores do planeta. A edição de 2026 ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai. Nesta edição, o Brasil enviou 82 empresas exportadoras para a feira, um recorde em relação às 54 da edição anterior.


 A inserção das cooperativas no evento busca ampliar o acesso de suas produções, apoiadas pelas Rotas de Integração Nacional, a mercados internacionais; promover o reconhecimento internacional das Rotas como modelo de política pública para o desenvolvimento regional; e estabelecer alianças estratégicas entre instituições públicas, privadas e comunitárias dos países visitados e os territórios brasileiros.


https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/acai-do-amapa-conquist a-mercado-chines-adaptado 

"A participação da Amazonbai e de outras sete cooperativas — todas integrantes das Rotas de Integração Nacional — na Sial China contou com investimento de R$ 207 mil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). São elas: União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil), Unicafes Bahia, IPE Unicafes, Cooperativa Grande Sertão, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil)."
Com base nas regras de concordância, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)O verbo 'contar' no singular está correto, pois o sujeito é um núcleo nominal anteposto ao verbo, que rege a concordância verbal adequadamente.
(__)O verbo 'contar' no singular decorre da presença do aposto 'todas integrantes das Rotas de Integração Nacional', que suspende a concordância com os termos anteriores.
(__)O verbo 'contar' deveria estar no plural, 'contaram', pois o sujeito é composto, formado por dois núcleos 'Amazonbai' e 'cooperativas', o que determina a forma plural.
(__)Caso o sujeito fosse '90% das cooperativas', o verbo 'contar' poderia ser flexionado tanto no singular quanto no plural, pois expressões percentuais seguidas de substantivo plural admitem concordância com qualquer dos dois termos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4178862 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Cooperativa que produz açaí no Amapá fecha contrato de cinco anos com gigante chinesa 


A cooperativa dos produtores extrativistas de açaí do estado do Amapá (Amazonbai) firmou parceria com a segunda maior rede de distribuição de alimentos chinesa para o fornecimento de toda a safra de açaí pelos próximos cinco anos, totalizando 15 mil toneladas do produto. A negociação ocorreu durante a Sial China, maior feira de alimentos da Ásia. 


A Amazonbai faz parte da Rota do Açaí, inserida nas Rotas de Integração Nacional, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que tem como objetivo o fortalecimento de sistemas produtivos locais e a promoção do desenvolvimento regional sustentável.


A participação da Amazonbai e de outras sete cooperativas — todas integrantes das Rotas de Integração Nacional — na Sial China contou com investimento de R$ 207 mil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). São elas: União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil), Unicafes Bahia, IPE Unicafes, Cooperativa Grande Sertão, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil). A participação das cooperativas no evento possibilita a apresentação de produtos sustentáveis brasileiros ao público asiático. 


O presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, comemorou a parceria internacional e o apoio do MIDR. "Que o produto da Amazonbai e das outras cooperativas da Rota de Integração possa ser distribuído neste continente, neste mercado tão promissor.


Para o secretário nacional substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Edgar Caetano, o financiamento do intercâmbio de produtores beneficiados pelas Rotas de Integração Nacional na Sial 2026, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das maiores do mundo, demonstra a relevância dessa estratégia para a valorização dos produtos.


A Sial China é a maior feira de alimentos da Ásia e uma das maiores do planeta. A edição de 2026 ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai. Nesta edição, o Brasil enviou 82 empresas exportadoras para a feira, um recorde em relação às 54 da edição anterior.


 A inserção das cooperativas no evento busca ampliar o acesso de suas produções, apoiadas pelas Rotas de Integração Nacional, a mercados internacionais; promover o reconhecimento internacional das Rotas como modelo de política pública para o desenvolvimento regional; e estabelecer alianças estratégicas entre instituições públicas, privadas e comunitárias dos países visitados e os territórios brasileiros.


https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/acai-do-amapa-conquist a-mercado-chines-adaptado 

"A Sial China é a maior feira de alimentos da Ásia e uma das maiores do planeta. A edição de 2026 ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai. Nesta edição, o Brasil enviou 82 empresas exportadoras para a feira, um recorde em relação às 54 da edição anterior."


A respeito dos mecanismos de coesão e coerência empregados nesse trecho, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q4178517 Português

 Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos


A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos. 


A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.


As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.


Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade. 


Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.


Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.

Assinalar a alternativa em que o objeto do verbo destacado foi CORRETAMENTE apontado entre parênteses.
Alternativas
Q4177894 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Estava aqui pensando


    Às vezes tenho a impressão de que o que nos falta é a capacidade de realizarmos uma espécie de autoanálise. Pensarse. Somos uma sociedade paradoxal, afinal, ao mesmo tempo que não paramos de pensar, não nos pensamos. Pensar-se é ir a um encontro às cegas consigo mesmo. A gente sempre acha que se conhece e logo descobre que isso não é tão simples assim. Fazemos coisas estranhas. Estranhamos atitudes que temos. Ficamos impressionados como respondemos a determinadas situações, completamente ao contrário do que pensamos que faríamos. Pensar-se é um ótimo exercício de humildade, pois descobrimos que não somos donos dos nossos pensamentos, atitudes, afetos ou alma.


     Ter um pouco de sinceridade interior, uma certa coragem moral e habituar-se a questionar-se nos ajuda a chegar perto deste sujeito esquisito que somos. É claro que fazer isso nos coloca diante do fato que, tomara, possamos sentir vergonha de algumas das nossas atitudes. Acho tão lindo quando descobrimos que não somos estas pessoas iluminadas que imaginamos ser. Temos uma tendência a repudiar nossas partes feias, desbocadas e julgadoras, tão essenciais de todos nós. Envergonhar-se de si é uma forma de buscarmos mudança. Sem reconhecer nossas falhas, não nos esforçaremos para fazer diferente. E mesmo assim, é preciso aprender que apesar de nossos esforços, muitas e muitas vezes, iremos fracassar e ter de começar tudo de novo outra vez. Porque não somos assim tão incríveis quanto achamos que somos.


    Escrevo isso e me lembro de alguns versos do poeta Mario Quintana, “esse estranho que mora no espelho (e é tão mais velho do que eu) olha-me de um jeito, de quem procura adivinhar quem sou”. Tão difícil de responder isso. A autoanálise é uma conversa consigo mesmo, com o compromisso de que não seja um simples bate-papo, mas com o intuito de descobrir em si o desconhecido. E sim, em nossos diálogos internos, por vezes, somos mais sinceros do que nas conversas com os outros. Digo isso, porque volta e meia me pego falando sozinha, assim como você que me lê. Apesar de parecer uma conversa unilateral é entre eu e mim. E, antes que alguém ache estranho, aposto que você tem um grupo no WhatsApp de você com você mesmo.


    Conversar consigo, pensar-se e refletir sobre quem se é e o que se tem feito é nos responsabilizarmos pelas nossas atitudes. Quando nós pensamos, nos deparamos com partes nossas que são impulsivas, horrendas, _________, infantis, maldosas, ciumentas e insuportáveis. É verdade que mergulhar no mais profundo de nós traz _____ tona monstros, mas também revela uma capacidade humana de tentar ser melhor da próxima vez.

 

Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).

No trecho “Quando nós pensamos, nos deparamos com partes nossas que são impulsivas, horrendas, malcriadas, infantis, maldosas, ciumentas e insuportáveis”, observam-se diferentes relações morfossintáticas. Assim, analise as assertivas a seguir.
I. Em “Quando nós pensamos”, a palavra nós exerce função de sujeito explícito da forma verbal “pensamos”, e a oração introduzida por “quando” estabelece circunstância temporal em relação à oração seguinte.
II. Em “partes nossas que são impulsivas”, o termo que funciona como pronome relativo, retomando “partes nossas” e introduzindo uma oração de valor adjetivo.
Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4177893 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Estava aqui pensando


    Às vezes tenho a impressão de que o que nos falta é a capacidade de realizarmos uma espécie de autoanálise. Pensarse. Somos uma sociedade paradoxal, afinal, ao mesmo tempo que não paramos de pensar, não nos pensamos. Pensar-se é ir a um encontro às cegas consigo mesmo. A gente sempre acha que se conhece e logo descobre que isso não é tão simples assim. Fazemos coisas estranhas. Estranhamos atitudes que temos. Ficamos impressionados como respondemos a determinadas situações, completamente ao contrário do que pensamos que faríamos. Pensar-se é um ótimo exercício de humildade, pois descobrimos que não somos donos dos nossos pensamentos, atitudes, afetos ou alma.


     Ter um pouco de sinceridade interior, uma certa coragem moral e habituar-se a questionar-se nos ajuda a chegar perto deste sujeito esquisito que somos. É claro que fazer isso nos coloca diante do fato que, tomara, possamos sentir vergonha de algumas das nossas atitudes. Acho tão lindo quando descobrimos que não somos estas pessoas iluminadas que imaginamos ser. Temos uma tendência a repudiar nossas partes feias, desbocadas e julgadoras, tão essenciais de todos nós. Envergonhar-se de si é uma forma de buscarmos mudança. Sem reconhecer nossas falhas, não nos esforçaremos para fazer diferente. E mesmo assim, é preciso aprender que apesar de nossos esforços, muitas e muitas vezes, iremos fracassar e ter de começar tudo de novo outra vez. Porque não somos assim tão incríveis quanto achamos que somos.


    Escrevo isso e me lembro de alguns versos do poeta Mario Quintana, “esse estranho que mora no espelho (e é tão mais velho do que eu) olha-me de um jeito, de quem procura adivinhar quem sou”. Tão difícil de responder isso. A autoanálise é uma conversa consigo mesmo, com o compromisso de que não seja um simples bate-papo, mas com o intuito de descobrir em si o desconhecido. E sim, em nossos diálogos internos, por vezes, somos mais sinceros do que nas conversas com os outros. Digo isso, porque volta e meia me pego falando sozinha, assim como você que me lê. Apesar de parecer uma conversa unilateral é entre eu e mim. E, antes que alguém ache estranho, aposto que você tem um grupo no WhatsApp de você com você mesmo.


    Conversar consigo, pensar-se e refletir sobre quem se é e o que se tem feito é nos responsabilizarmos pelas nossas atitudes. Quando nós pensamos, nos deparamos com partes nossas que são impulsivas, horrendas, _________, infantis, maldosas, ciumentas e insuportáveis. É verdade que mergulhar no mais profundo de nós traz _____ tona monstros, mas também revela uma capacidade humana de tentar ser melhor da próxima vez.

 

Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).

No período “Fazemos coisas estranhas”, o sujeito da forma verbal “fazemos” é classificado como: 
Alternativas
Q4177892 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Estava aqui pensando


    Às vezes tenho a impressão de que o que nos falta é a capacidade de realizarmos uma espécie de autoanálise. Pensarse. Somos uma sociedade paradoxal, afinal, ao mesmo tempo que não paramos de pensar, não nos pensamos. Pensar-se é ir a um encontro às cegas consigo mesmo. A gente sempre acha que se conhece e logo descobre que isso não é tão simples assim. Fazemos coisas estranhas. Estranhamos atitudes que temos. Ficamos impressionados como respondemos a determinadas situações, completamente ao contrário do que pensamos que faríamos. Pensar-se é um ótimo exercício de humildade, pois descobrimos que não somos donos dos nossos pensamentos, atitudes, afetos ou alma.


     Ter um pouco de sinceridade interior, uma certa coragem moral e habituar-se a questionar-se nos ajuda a chegar perto deste sujeito esquisito que somos. É claro que fazer isso nos coloca diante do fato que, tomara, possamos sentir vergonha de algumas das nossas atitudes. Acho tão lindo quando descobrimos que não somos estas pessoas iluminadas que imaginamos ser. Temos uma tendência a repudiar nossas partes feias, desbocadas e julgadoras, tão essenciais de todos nós. Envergonhar-se de si é uma forma de buscarmos mudança. Sem reconhecer nossas falhas, não nos esforçaremos para fazer diferente. E mesmo assim, é preciso aprender que apesar de nossos esforços, muitas e muitas vezes, iremos fracassar e ter de começar tudo de novo outra vez. Porque não somos assim tão incríveis quanto achamos que somos.


    Escrevo isso e me lembro de alguns versos do poeta Mario Quintana, “esse estranho que mora no espelho (e é tão mais velho do que eu) olha-me de um jeito, de quem procura adivinhar quem sou”. Tão difícil de responder isso. A autoanálise é uma conversa consigo mesmo, com o compromisso de que não seja um simples bate-papo, mas com o intuito de descobrir em si o desconhecido. E sim, em nossos diálogos internos, por vezes, somos mais sinceros do que nas conversas com os outros. Digo isso, porque volta e meia me pego falando sozinha, assim como você que me lê. Apesar de parecer uma conversa unilateral é entre eu e mim. E, antes que alguém ache estranho, aposto que você tem um grupo no WhatsApp de você com você mesmo.


    Conversar consigo, pensar-se e refletir sobre quem se é e o que se tem feito é nos responsabilizarmos pelas nossas atitudes. Quando nós pensamos, nos deparamos com partes nossas que são impulsivas, horrendas, _________, infantis, maldosas, ciumentas e insuportáveis. É verdade que mergulhar no mais profundo de nós traz _____ tona monstros, mas também revela uma capacidade humana de tentar ser melhor da próxima vez.

 

Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).

No trecho “Ter um pouco de sinceridade interior, uma certa coragem moral e habituar-se a questionar-se nos ajuda a chegar perto deste sujeito esquisito que somos”, observam-se diferentes relações morfossintáticas entre os termos. Analise as assertivas a seguir.


I. A sequência “Ter um pouco de sinceridade interior, uma certa coragem moral e habituar-se a questionar-se” exerce função de sujeito da forma verbal “ajuda”.


II. A forma verbal “ajuda” está no singular porque concorda com um sujeito oracional composto por formas nominais de verbo, entendido como uma unidade de sentido.


III. Em “deste sujeito esquisito”, o termo “esquisito” exerce função de adjunto adnominal, caracterizando o substantivo “sujeito”.


IV. Em “que somos”, o termo “que” funciona como conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva objetiva direta.


Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q4177699 Português
Com base nas normas de concordância verbal, assinalar a alternativa CORRETA.  
Alternativas
Q4177696 Português
Sobre concordância nominal, assinalar a alternativa cujos elementos preenchem CORRETAMENTE as lacunas.
I. As professoras enviaram os atestados das suas faltas, _________ às procurações, para não sofrerem descontos.
II. __________ a mulher e o homem estão neste mundo.
III. Naquele mercantil, comprei melão e melancia ________.
IV. Não consigo imaginar ________ milhares de crianças nas ruas.  
Alternativas
Q4177695 Português
As orações coordenadas são sintaticamente independentes e são classificadas em assindéticas ou sindéticas. Com base nisso, os seguintes itens têm orações coordenadas assindéticas:
I. “O verdadeiro amor não se divide e há de ser voluntário e não forçado.” (Cervantes).
II. “Terás alegria, ou terás poder, disse Deus; não terás um e outro.” (Emerson).
III. “Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca brada por açoites.” (Provérbios 18:6).
Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q4177692 Português

Recomendações para quem já desenvolveu alguma doença

cardiovascular


    O receio de praticar atividade física quando se tem o diagnóstico de uma doença no coração, de certa forma, tem uma justificativa. Isso porque existem cardiopatias que muitas vezes limitam temporariamente a prática da atividade física, mas que depois de controladas os indivíduos acometidos podem voltar à ativa. Nesse sentido, Cláudia Lúcia Forjaz, professora na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, reforça que existem recomendações de atividade física de acordo com a doença apresentada ou até mesmo para o fator de risco presente no indivíduo, como por exemplo a obesidade. 


    Segundo ela, em termos de atividade física no sentido mais amplo, conforme apresentado pelo Guia de Atividade Física para a População Brasileira, todo mundo precisa ser mais ativo e praticar mais atividade física no seu dia a dia. Sempre respeitando os próprios limites. Do ponto de vista dos exercícios físicos, que são as atividades planejadas e estruturadas, é preciso uma prescrição profissional para as pessoas que sofrem com doenças do coração.  


    Dentro desse contexto, a especialista lista duas categorias que são as mais estudadas: exercícios aeróbicos e exercícios resistidos. Os exemplos de aeróbicos são: caminhada, dança ou natação. É o tipo de atividade mais recomendado, pois traz mais benefícios ao sistema cardiovascular. Já os exemplos de exercícios resistidos são: ginástica e musculação. São atividades que proporcionam mais benefícios musculoesqueléticos e menos no sistema cardiovascular.


    Desde que observados os devidos cuidados e as devidas orientações, os exercícios resistidos podem complementar os aeróbicos, que são as indicações principais para quem sofre com doenças do coração ou apresenta condições de risco como a hipertensão. Isso porque, a depender da doença, um exercício de força pode prejudicar. Uma pessoa com hipertensão, por exemplo, pode apresentar contraindicações para trabalhar com altas intensidades na musculação. Isso aumentaria muito a sobrecarga cardiovascular. Mas de uma forma geral, é importante que as atividades físicas para esse público sejam preferencialmente leves a moderadas, explica a professora. 


Fonte: Gov. Adaptado. 

“Desde que observados os devidos cuidados e as devidas orientações, os exercícios resistidos podem complementar os aeróbicos.” (4º parágrafo). Outra maneira de se reescrever o período acima, mantendo-se a lógica oracional, é: 
Alternativas
Q4177691 Português

Recomendações para quem já desenvolveu alguma doença

cardiovascular


    O receio de praticar atividade física quando se tem o diagnóstico de uma doença no coração, de certa forma, tem uma justificativa. Isso porque existem cardiopatias que muitas vezes limitam temporariamente a prática da atividade física, mas que depois de controladas os indivíduos acometidos podem voltar à ativa. Nesse sentido, Cláudia Lúcia Forjaz, professora na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, reforça que existem recomendações de atividade física de acordo com a doença apresentada ou até mesmo para o fator de risco presente no indivíduo, como por exemplo a obesidade. 


    Segundo ela, em termos de atividade física no sentido mais amplo, conforme apresentado pelo Guia de Atividade Física para a População Brasileira, todo mundo precisa ser mais ativo e praticar mais atividade física no seu dia a dia. Sempre respeitando os próprios limites. Do ponto de vista dos exercícios físicos, que são as atividades planejadas e estruturadas, é preciso uma prescrição profissional para as pessoas que sofrem com doenças do coração.  


    Dentro desse contexto, a especialista lista duas categorias que são as mais estudadas: exercícios aeróbicos e exercícios resistidos. Os exemplos de aeróbicos são: caminhada, dança ou natação. É o tipo de atividade mais recomendado, pois traz mais benefícios ao sistema cardiovascular. Já os exemplos de exercícios resistidos são: ginástica e musculação. São atividades que proporcionam mais benefícios musculoesqueléticos e menos no sistema cardiovascular.


    Desde que observados os devidos cuidados e as devidas orientações, os exercícios resistidos podem complementar os aeróbicos, que são as indicações principais para quem sofre com doenças do coração ou apresenta condições de risco como a hipertensão. Isso porque, a depender da doença, um exercício de força pode prejudicar. Uma pessoa com hipertensão, por exemplo, pode apresentar contraindicações para trabalhar com altas intensidades na musculação. Isso aumentaria muito a sobrecarga cardiovascular. Mas de uma forma geral, é importante que as atividades físicas para esse público sejam preferencialmente leves a moderadas, explica a professora. 


Fonte: Gov. Adaptado. 

Considerando os aspectos morfossintáticos do 2º parágrafo, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
(  ) As palavras sublinhadas “segundo” e “conforme” têm, contextualmente, papel morfológico de conjunção.
( ) A palavra “que”, em suas duas ocorrências, morfologicamente, é um pronome relativo.
( ) No segmento “[...] sofrem com doenças do coração.”, caso mudássemos a preposição ‘com’ por ‘de’, haveria alteração sintático-semântica.  
Alternativas
Q4177489 Português
Leia o texto para responder a questão.


Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais

Nota emitida pela Sociedade Brasileira de Pediatria


    Contexto atual e relevância para a pediatria

  Os produtos comercialmente conhecidos como whey protein e creatina são enquadrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na categoria de suplementos alimentares, sendo compostos, respectivamente, por proteína do soro do leite e creatina. O whey protein apresenta-se em diferentes formas (concentrada, isolada ou hidrolisada) e é divulgado com alegações relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico. A creatina, por sua vez, é um composto nitrogenado derivado de aminoácidos (arginina, glicina e metionina), produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação, especialmente por meio de carnes e peixes, e desempenha papel no metabolismo energético celular, especialmente em tecidos de alta demanda, como o músculo esquelético. Esses suplementos estão amplamente difundidos no contexto da prática de atividade física e esportiva entre adultos e caracterizam-se, em sua maioria, como produtos ultraprocessados, por incorporarem ingredientes como aromatizantes, edulcorantes e emulsificantes. Diferentemente dos alimentos, que fornecem proteínas associadas a vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, esses produtos promovem uma oferta concentrada e descontextualizada de nutrientes, em desacordo com as recomendações de uma alimentação adequada e saudável. O whey protein e a creatina têm sido introduzidos, de forma inadvertida, na alimentação de crianças e adolescentes, impulsionados por estratégias de marketing e pela influência das mídias digitais, frequentemente sem indicação clínica e sem orientação profissional. Esse cenário é agravado pela crescente oferta desses suplementos com apelo direcionado ao público infantil, por meio de rotulagem atrativa, sabores adocicados e formatos lúdicos, como balas, gomas e bebidas saborizadas. Tais características favorecem a percepção equivocada de que se trata de produtos habituais para a faixa etária pediátrica. 

   Necessidades proteicas na infância e adolescência: o papel dos alimentos 

  A proteína é essencial para o crescimento e o desenvolvimento, mas sua necessidade é frequentemente superestimada. Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos que, em média, variam entre 0,85 e 0,95 g/kg/dia, facilmente atingidos por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Na prática, observa-se que muitas crianças já apresentam ingestão proteica superior às necessidades fisiológicas, de modo que a adição de suplementos — mesmo em pequenas quantidades — não traz benefício comprovado e não é isenta de riscos. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados — como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças — assegura não apenas a adequada oferta proteica (quantidade e qualidade), mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. O uso de suplementos proteicos na pediatria é restrito a condições clínicas específicas, como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Esse contexto não é extrapolável ao uso de suplementos de whey protein ou de creatina em crianças e adolescentes com ou sem doenças associadas. Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. No rim, pode-se observar aumento da produção de ureia e hiperfiltração glomerular, com potencial de lesão intraglomerular em indivíduos suscetíveis. No fígado, intensificam-se a desaminação e o ciclo da ureia, elevando a produção de amônia, especialmente em contextos de imaturidade. Do ponto de vista metabólico, o excesso proteico pode estimular a secreção de insulina e de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1), interferir no balanço energético e favorecer a lipogênese. Diante das evidências científicas atuais, não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase, deve-se priorizar a construção do comportamento alimentar e a oferta de uma alimentação diversificada, capaz de atender às necessidades nutricionais de cada etapa do desenvolvimento. O uso indiscriminado desses suplementos, além de favorecer a ingestão excessiva de nutrientes com potencial de sobrecarga de órgãos e sistemas, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares (corantes, conservantes, emulsificantes) e pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, cenário frequentemente agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social e marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos. 

   Considerações finais

   O uso de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina não é indicado para crianças saudáveis e não deve ser adotado de forma rotineira na adolescência. Uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, em preparações culinárias, é suficiente para atender às necessidades nutricionais e promover a formação de hábitos alimentares adequados. A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados. A abordagem deve contemplar a educação nutricional, a valorização de práticas alimentares saudáveis e a discussão crítica sobre influências externas, como o marketing e as mídias sociais. Além disso, é essencial reconhecer precocemente o uso inadequado desses produtos e intervir de forma oportuna. O cuidado com a alimentação na infância e na adolescência constitui uma estratégia fundamental para a promoção da saúde ao longo da vida.


Disponível em https://www.sbp.com.br/pediatras-alertam-sobre-perigos-douso-de-suplementos-proteicos-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-eadolescentes/  


Analise o período: “O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados.” e assinale a alternativa que apresenta sua classificação. 
Alternativas
Q4177486 Português
Leia o texto para responder a questão.


Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais

Nota emitida pela Sociedade Brasileira de Pediatria


    Contexto atual e relevância para a pediatria

  Os produtos comercialmente conhecidos como whey protein e creatina são enquadrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na categoria de suplementos alimentares, sendo compostos, respectivamente, por proteína do soro do leite e creatina. O whey protein apresenta-se em diferentes formas (concentrada, isolada ou hidrolisada) e é divulgado com alegações relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico. A creatina, por sua vez, é um composto nitrogenado derivado de aminoácidos (arginina, glicina e metionina), produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação, especialmente por meio de carnes e peixes, e desempenha papel no metabolismo energético celular, especialmente em tecidos de alta demanda, como o músculo esquelético. Esses suplementos estão amplamente difundidos no contexto da prática de atividade física e esportiva entre adultos e caracterizam-se, em sua maioria, como produtos ultraprocessados, por incorporarem ingredientes como aromatizantes, edulcorantes e emulsificantes. Diferentemente dos alimentos, que fornecem proteínas associadas a vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, esses produtos promovem uma oferta concentrada e descontextualizada de nutrientes, em desacordo com as recomendações de uma alimentação adequada e saudável. O whey protein e a creatina têm sido introduzidos, de forma inadvertida, na alimentação de crianças e adolescentes, impulsionados por estratégias de marketing e pela influência das mídias digitais, frequentemente sem indicação clínica e sem orientação profissional. Esse cenário é agravado pela crescente oferta desses suplementos com apelo direcionado ao público infantil, por meio de rotulagem atrativa, sabores adocicados e formatos lúdicos, como balas, gomas e bebidas saborizadas. Tais características favorecem a percepção equivocada de que se trata de produtos habituais para a faixa etária pediátrica. 

   Necessidades proteicas na infância e adolescência: o papel dos alimentos 

  A proteína é essencial para o crescimento e o desenvolvimento, mas sua necessidade é frequentemente superestimada. Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos que, em média, variam entre 0,85 e 0,95 g/kg/dia, facilmente atingidos por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Na prática, observa-se que muitas crianças já apresentam ingestão proteica superior às necessidades fisiológicas, de modo que a adição de suplementos — mesmo em pequenas quantidades — não traz benefício comprovado e não é isenta de riscos. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados — como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças — assegura não apenas a adequada oferta proteica (quantidade e qualidade), mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. O uso de suplementos proteicos na pediatria é restrito a condições clínicas específicas, como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Esse contexto não é extrapolável ao uso de suplementos de whey protein ou de creatina em crianças e adolescentes com ou sem doenças associadas. Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. No rim, pode-se observar aumento da produção de ureia e hiperfiltração glomerular, com potencial de lesão intraglomerular em indivíduos suscetíveis. No fígado, intensificam-se a desaminação e o ciclo da ureia, elevando a produção de amônia, especialmente em contextos de imaturidade. Do ponto de vista metabólico, o excesso proteico pode estimular a secreção de insulina e de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1), interferir no balanço energético e favorecer a lipogênese. Diante das evidências científicas atuais, não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase, deve-se priorizar a construção do comportamento alimentar e a oferta de uma alimentação diversificada, capaz de atender às necessidades nutricionais de cada etapa do desenvolvimento. O uso indiscriminado desses suplementos, além de favorecer a ingestão excessiva de nutrientes com potencial de sobrecarga de órgãos e sistemas, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares (corantes, conservantes, emulsificantes) e pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, cenário frequentemente agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social e marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos. 

   Considerações finais

   O uso de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina não é indicado para crianças saudáveis e não deve ser adotado de forma rotineira na adolescência. Uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, em preparações culinárias, é suficiente para atender às necessidades nutricionais e promover a formação de hábitos alimentares adequados. A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados. A abordagem deve contemplar a educação nutricional, a valorização de práticas alimentares saudáveis e a discussão crítica sobre influências externas, como o marketing e as mídias sociais. Além disso, é essencial reconhecer precocemente o uso inadequado desses produtos e intervir de forma oportuna. O cuidado com a alimentação na infância e na adolescência constitui uma estratégia fundamental para a promoção da saúde ao longo da vida.


Disponível em https://www.sbp.com.br/pediatras-alertam-sobre-perigos-douso-de-suplementos-proteicos-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-eadolescentes/  


No início do segundo parágrafo, o termo “Esse cenário” refere-se
Alternativas
Q4177485 Português
Leia o texto para responder a questão.


Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais

Nota emitida pela Sociedade Brasileira de Pediatria


    Contexto atual e relevância para a pediatria

  Os produtos comercialmente conhecidos como whey protein e creatina são enquadrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na categoria de suplementos alimentares, sendo compostos, respectivamente, por proteína do soro do leite e creatina. O whey protein apresenta-se em diferentes formas (concentrada, isolada ou hidrolisada) e é divulgado com alegações relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico. A creatina, por sua vez, é um composto nitrogenado derivado de aminoácidos (arginina, glicina e metionina), produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação, especialmente por meio de carnes e peixes, e desempenha papel no metabolismo energético celular, especialmente em tecidos de alta demanda, como o músculo esquelético. Esses suplementos estão amplamente difundidos no contexto da prática de atividade física e esportiva entre adultos e caracterizam-se, em sua maioria, como produtos ultraprocessados, por incorporarem ingredientes como aromatizantes, edulcorantes e emulsificantes. Diferentemente dos alimentos, que fornecem proteínas associadas a vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, esses produtos promovem uma oferta concentrada e descontextualizada de nutrientes, em desacordo com as recomendações de uma alimentação adequada e saudável. O whey protein e a creatina têm sido introduzidos, de forma inadvertida, na alimentação de crianças e adolescentes, impulsionados por estratégias de marketing e pela influência das mídias digitais, frequentemente sem indicação clínica e sem orientação profissional. Esse cenário é agravado pela crescente oferta desses suplementos com apelo direcionado ao público infantil, por meio de rotulagem atrativa, sabores adocicados e formatos lúdicos, como balas, gomas e bebidas saborizadas. Tais características favorecem a percepção equivocada de que se trata de produtos habituais para a faixa etária pediátrica. 

   Necessidades proteicas na infância e adolescência: o papel dos alimentos 

  A proteína é essencial para o crescimento e o desenvolvimento, mas sua necessidade é frequentemente superestimada. Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos que, em média, variam entre 0,85 e 0,95 g/kg/dia, facilmente atingidos por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Na prática, observa-se que muitas crianças já apresentam ingestão proteica superior às necessidades fisiológicas, de modo que a adição de suplementos — mesmo em pequenas quantidades — não traz benefício comprovado e não é isenta de riscos. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados — como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças — assegura não apenas a adequada oferta proteica (quantidade e qualidade), mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. O uso de suplementos proteicos na pediatria é restrito a condições clínicas específicas, como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Esse contexto não é extrapolável ao uso de suplementos de whey protein ou de creatina em crianças e adolescentes com ou sem doenças associadas. Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. No rim, pode-se observar aumento da produção de ureia e hiperfiltração glomerular, com potencial de lesão intraglomerular em indivíduos suscetíveis. No fígado, intensificam-se a desaminação e o ciclo da ureia, elevando a produção de amônia, especialmente em contextos de imaturidade. Do ponto de vista metabólico, o excesso proteico pode estimular a secreção de insulina e de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1), interferir no balanço energético e favorecer a lipogênese. Diante das evidências científicas atuais, não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase, deve-se priorizar a construção do comportamento alimentar e a oferta de uma alimentação diversificada, capaz de atender às necessidades nutricionais de cada etapa do desenvolvimento. O uso indiscriminado desses suplementos, além de favorecer a ingestão excessiva de nutrientes com potencial de sobrecarga de órgãos e sistemas, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares (corantes, conservantes, emulsificantes) e pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, cenário frequentemente agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social e marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos. 

   Considerações finais

   O uso de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina não é indicado para crianças saudáveis e não deve ser adotado de forma rotineira na adolescência. Uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, em preparações culinárias, é suficiente para atender às necessidades nutricionais e promover a formação de hábitos alimentares adequados. A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados. A abordagem deve contemplar a educação nutricional, a valorização de práticas alimentares saudáveis e a discussão crítica sobre influências externas, como o marketing e as mídias sociais. Além disso, é essencial reconhecer precocemente o uso inadequado desses produtos e intervir de forma oportuna. O cuidado com a alimentação na infância e na adolescência constitui uma estratégia fundamental para a promoção da saúde ao longo da vida.


Disponível em https://www.sbp.com.br/pediatras-alertam-sobre-perigos-douso-de-suplementos-proteicos-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-eadolescentes/  


A oração “A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas...” encontra-se na 
Alternativas
Q4177482 Português
Leia o texto para responder a questão.


Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais

Nota emitida pela Sociedade Brasileira de Pediatria


    Contexto atual e relevância para a pediatria

  Os produtos comercialmente conhecidos como whey protein e creatina são enquadrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na categoria de suplementos alimentares, sendo compostos, respectivamente, por proteína do soro do leite e creatina. O whey protein apresenta-se em diferentes formas (concentrada, isolada ou hidrolisada) e é divulgado com alegações relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico. A creatina, por sua vez, é um composto nitrogenado derivado de aminoácidos (arginina, glicina e metionina), produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação, especialmente por meio de carnes e peixes, e desempenha papel no metabolismo energético celular, especialmente em tecidos de alta demanda, como o músculo esquelético. Esses suplementos estão amplamente difundidos no contexto da prática de atividade física e esportiva entre adultos e caracterizam-se, em sua maioria, como produtos ultraprocessados, por incorporarem ingredientes como aromatizantes, edulcorantes e emulsificantes. Diferentemente dos alimentos, que fornecem proteínas associadas a vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, esses produtos promovem uma oferta concentrada e descontextualizada de nutrientes, em desacordo com as recomendações de uma alimentação adequada e saudável. O whey protein e a creatina têm sido introduzidos, de forma inadvertida, na alimentação de crianças e adolescentes, impulsionados por estratégias de marketing e pela influência das mídias digitais, frequentemente sem indicação clínica e sem orientação profissional. Esse cenário é agravado pela crescente oferta desses suplementos com apelo direcionado ao público infantil, por meio de rotulagem atrativa, sabores adocicados e formatos lúdicos, como balas, gomas e bebidas saborizadas. Tais características favorecem a percepção equivocada de que se trata de produtos habituais para a faixa etária pediátrica. 

   Necessidades proteicas na infância e adolescência: o papel dos alimentos 

  A proteína é essencial para o crescimento e o desenvolvimento, mas sua necessidade é frequentemente superestimada. Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos que, em média, variam entre 0,85 e 0,95 g/kg/dia, facilmente atingidos por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Na prática, observa-se que muitas crianças já apresentam ingestão proteica superior às necessidades fisiológicas, de modo que a adição de suplementos — mesmo em pequenas quantidades — não traz benefício comprovado e não é isenta de riscos. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados — como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças — assegura não apenas a adequada oferta proteica (quantidade e qualidade), mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. O uso de suplementos proteicos na pediatria é restrito a condições clínicas específicas, como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Esse contexto não é extrapolável ao uso de suplementos de whey protein ou de creatina em crianças e adolescentes com ou sem doenças associadas. Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. No rim, pode-se observar aumento da produção de ureia e hiperfiltração glomerular, com potencial de lesão intraglomerular em indivíduos suscetíveis. No fígado, intensificam-se a desaminação e o ciclo da ureia, elevando a produção de amônia, especialmente em contextos de imaturidade. Do ponto de vista metabólico, o excesso proteico pode estimular a secreção de insulina e de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1), interferir no balanço energético e favorecer a lipogênese. Diante das evidências científicas atuais, não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase, deve-se priorizar a construção do comportamento alimentar e a oferta de uma alimentação diversificada, capaz de atender às necessidades nutricionais de cada etapa do desenvolvimento. O uso indiscriminado desses suplementos, além de favorecer a ingestão excessiva de nutrientes com potencial de sobrecarga de órgãos e sistemas, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares (corantes, conservantes, emulsificantes) e pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, cenário frequentemente agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social e marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos. 

   Considerações finais

   O uso de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina não é indicado para crianças saudáveis e não deve ser adotado de forma rotineira na adolescência. Uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, em preparações culinárias, é suficiente para atender às necessidades nutricionais e promover a formação de hábitos alimentares adequados. A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados. A abordagem deve contemplar a educação nutricional, a valorização de práticas alimentares saudáveis e a discussão crítica sobre influências externas, como o marketing e as mídias sociais. Além disso, é essencial reconhecer precocemente o uso inadequado desses produtos e intervir de forma oportuna. O cuidado com a alimentação na infância e na adolescência constitui uma estratégia fundamental para a promoção da saúde ao longo da vida.


Disponível em https://www.sbp.com.br/pediatras-alertam-sobre-perigos-douso-de-suplementos-proteicos-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-eadolescentes/  


Analise: “Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos...”, e assinale a alternativa que apresenta o motivo pelo qual o adjetivo destacado está no plural. 
Alternativas
Respostas
1101: C
1102: B
1103: B
1104: D
1105: D
1106: A
1107: C
1108: A
1109: D
1110: C
1111: A
1112: B
1113: A
1114: C
1115: D
1116: B
1117: C
1118: A
1119: B
1120: E