Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Pesquisa revela desafios do transporte público no Brasil
Uma pesquisa nacional sobre mobilidade urbana,
realizada em 2024, apontou os principais desafios do
transporte público no Brasil. Entre 2017 e 2024, quase
30% dos entrevistados deixaram de usar esse serviço,
enquanto outros 27% reduziram sua frequência. Entre
os motivos mais citados estão o conforto insuficiente,
a falta de flexibilidade e o tempo elevado das viagens.
Apesar disso, o transporte coletivo ainda é
fundamental: mais da metade dos usuários depende
exclusivamente do ônibus. Entretanto, o país enfrenta
carência de infraestrutura: seriam necessários cerca
de 9 mil quilômetros adicionais de faixas exclusivas ou
sistemas BRT [Bus Rapid Transit – ônibus de trânsito
rápido] para atender adequadamente às grandes
cidades.
Outro dado preocupante é o aumento do transporte
individual. A posse de carros e motos cresceu nos
últimos anos, incentivada por benefícios fiscais, o que
contribui para congestionamentos e poluição. Em
contrapartida, estudos mostram que os ônibus
representam menos de 1% das emissões totais do
país.
Entre as soluções apontadas, destacam-se a
redução ou eliminação das tarifas — medida que
poderia trazer de volta grande parte dos passageiros
—, além de investimentos em infraestrutura e políticas
públicas que priorizem o transporte coletivo.
Adaptado de: https://tvtnews.com.br/pesquisa-revela-desafios-dotransporte-publico-no-brasil/. Acesso em: 02 out. 2025.
Pesquisa revela desafios do transporte público no Brasil
Uma pesquisa nacional sobre mobilidade urbana,
realizada em 2024, apontou os principais desafios do
transporte público no Brasil. Entre 2017 e 2024, quase
30% dos entrevistados deixaram de usar esse serviço,
enquanto outros 27% reduziram sua frequência. Entre
os motivos mais citados estão o conforto insuficiente,
a falta de flexibilidade e o tempo elevado das viagens.
Apesar disso, o transporte coletivo ainda é
fundamental: mais da metade dos usuários depende
exclusivamente do ônibus. Entretanto, o país enfrenta
carência de infraestrutura: seriam necessários cerca
de 9 mil quilômetros adicionais de faixas exclusivas ou
sistemas BRT [Bus Rapid Transit – ônibus de trânsito
rápido] para atender adequadamente às grandes
cidades.
Outro dado preocupante é o aumento do transporte
individual. A posse de carros e motos cresceu nos
últimos anos, incentivada por benefícios fiscais, o que
contribui para congestionamentos e poluição. Em
contrapartida, estudos mostram que os ônibus
representam menos de 1% das emissões totais do
país.
Entre as soluções apontadas, destacam-se a
redução ou eliminação das tarifas — medida que
poderia trazer de volta grande parte dos passageiros
—, além de investimentos em infraestrutura e políticas
públicas que priorizem o transporte coletivo.
Adaptado de: https://tvtnews.com.br/pesquisa-revela-desafios-dotransporte-publico-no-brasil/. Acesso em: 02 out. 2025.
Texto I
Os servidores da prefeitura que precisam atualizar seus dados pessoais no sistema estão convocados a comparecer ao departamento responsável.
Texto II
Os servidores da prefeitura, que precisam atualizar seus dados pessoais no sistema, estão convocados a comparecer ao departamento responsável.
Pesquisa revela desafios do transporte público no Brasil
Uma pesquisa nacional sobre mobilidade urbana,
realizada em 2024, apontou os principais desafios do
transporte público no Brasil. Entre 2017 e 2024, quase
30% dos entrevistados deixaram de usar esse serviço,
enquanto outros 27% reduziram sua frequência. Entre
os motivos mais citados estão o conforto insuficiente,
a falta de flexibilidade e o tempo elevado das viagens.
Apesar disso, o transporte coletivo ainda é
fundamental: mais da metade dos usuários depende
exclusivamente do ônibus. Entretanto, o país enfrenta
carência de infraestrutura: seriam necessários cerca
de 9 mil quilômetros adicionais de faixas exclusivas ou
sistemas BRT [Bus Rapid Transit – ônibus de trânsito
rápido] para atender adequadamente às grandes
cidades.
Outro dado preocupante é o aumento do transporte
individual. A posse de carros e motos cresceu nos
últimos anos, incentivada por benefícios fiscais, o que
contribui para congestionamentos e poluição. Em
contrapartida, estudos mostram que os ônibus
representam menos de 1% das emissões totais do
país.
Entre as soluções apontadas, destacam-se a
redução ou eliminação das tarifas — medida que
poderia trazer de volta grande parte dos passageiros
—, além de investimentos em infraestrutura e políticas
públicas que priorizem o transporte coletivo.
Adaptado de: https://tvtnews.com.br/pesquisa-revela-desafios-dotransporte-publico-no-brasil/. Acesso em: 02 out. 2025.
Normas e condutas no ambiente laboratorial
Para garantir a segurança nas atividades laboratoriais e a proteção do pessoal envolvido e do meio ambiente, bem como obter resultados satisfatórios na pesquisa, é de extrema importância que a Embrapa Agroindústria Tropical possua um conjunto de diretrizes internas que oriente seus usuários de forma a minimizar ou anular os riscos existentes nessas áreas.
As principais recomendações que devem ser
adotadas nos laboratórios são:
– O trabalho deve ser executado com seriedade, atenção e calma.
– O experimento deve ser planejado, procurando conhecer os riscos envolvidos, precauções a serem tomadas e forma correta de descarte dos resíduos.
– Quando realizar atividades de risco, evitar trabalhar só.
– As atividades laboratoriais devem ser programadas de forma a se evitar experimentos incompatíveis no mesmo ambiente.
– É imprescindível o conhecimento e a localização dos acessórios de segurança.
– É obrigatório o uso de equipamento de proteção individual (EPI), como óculos de proteção, máscara facial, luvas, jalecos, sapatos de segurança e outros, durante o manuseio de produtos químicos.
– É obrigatório o uso de roupas adequadas, como calças compridas e sapatos fechados.
Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1048 170/1/DOC16002.pdf. Acesso em: 02 out. 2025.
Normas e condutas no ambiente laboratorial
Para garantir a segurança nas atividades laboratoriais e a proteção do pessoal envolvido e do meio ambiente, bem como obter resultados satisfatórios na pesquisa, é de extrema importância que a Embrapa Agroindústria Tropical possua um conjunto de diretrizes internas que oriente seus usuários de forma a minimizar ou anular os riscos existentes nessas áreas.
As principais recomendações que devem ser
adotadas nos laboratórios são:
– O trabalho deve ser executado com seriedade, atenção e calma.
– O experimento deve ser planejado, procurando conhecer os riscos envolvidos, precauções a serem tomadas e forma correta de descarte dos resíduos.
– Quando realizar atividades de risco, evitar trabalhar só.
– As atividades laboratoriais devem ser programadas de forma a se evitar experimentos incompatíveis no mesmo ambiente.
– É imprescindível o conhecimento e a localização dos acessórios de segurança.
– É obrigatório o uso de equipamento de proteção individual (EPI), como óculos de proteção, máscara facial, luvas, jalecos, sapatos de segurança e outros, durante o manuseio de produtos químicos.
– É obrigatório o uso de roupas adequadas, como calças compridas e sapatos fechados.
Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1048 170/1/DOC16002.pdf. Acesso em: 02 out. 2025.
Normas e condutas no ambiente laboratorial
Para garantir a segurança nas atividades laboratoriais e a proteção do pessoal envolvido e do meio ambiente, bem como obter resultados satisfatórios na pesquisa, é de extrema importância que a Embrapa Agroindústria Tropical possua um conjunto de diretrizes internas que oriente seus usuários de forma a minimizar ou anular os riscos existentes nessas áreas.
As principais recomendações que devem ser
adotadas nos laboratórios são:
– O trabalho deve ser executado com seriedade, atenção e calma.
– O experimento deve ser planejado, procurando conhecer os riscos envolvidos, precauções a serem tomadas e forma correta de descarte dos resíduos.
– Quando realizar atividades de risco, evitar trabalhar só.
– As atividades laboratoriais devem ser programadas de forma a se evitar experimentos incompatíveis no mesmo ambiente.
– É imprescindível o conhecimento e a localização dos acessórios de segurança.
– É obrigatório o uso de equipamento de proteção individual (EPI), como óculos de proteção, máscara facial, luvas, jalecos, sapatos de segurança e outros, durante o manuseio de produtos químicos.
– É obrigatório o uso de roupas adequadas, como calças compridas e sapatos fechados.
Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1048 170/1/DOC16002.pdf. Acesso em: 02 out. 2025.
“(1) Como esses ambientes apresentam riscos específicos, os seus usuários devem ser treinados e monitorados (2) a fim de evitar a ocorrência de acidentes do trabalho.”
Colesterol alto é o grande culpado das doenças cardiovasculares?
Durante muito tempo, o colesterol foi tratado como um dos grandes vilões da saúde. As campanhas médicas e publicitárias reforçaram a ideia de que ele deveria ser combatido a qualquer custo. Hoje, porém, a ciência reconhece que a questão é mais complexa: o colesterol é uma substância essencial ao organismo, necessária para a produção de hormônios, vitamina D, membranas celulares e ácidos biliares. O problema está no excesso — especialmente quando há desequilíbrio entre o colesterol LDL e o HDL.
O LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta colesterol do fígado para os tecidos. Em excesso, pode se acumular nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Já o HDL, conhecido como “colesterol bom”, ajuda a remover o excesso de gordura do sangue, levando-o de volta ao fígado. Por isso, não é o colesterol em si o responsável pelos problemas de saúde, mas o desequilíbrio entre suas frações e a presença de outros fatores de risco, como sedentarismo, tabagismo e hipertensão.
Segundo especialistas, a avaliação dos níveis de colesterol deve ser feita de maneira individualizada. Há pessoas com taxas elevadas que não apresentam risco aumentado de infarto, enquanto outras, mesmo com valores próximos do ideal, podem ter predisposição genética para a aterosclerose. Isso mostra que os exames laboratoriais não devem ser analisados de forma isolada, mas em conjunto com o histórico clínico e os hábitos de vida.
A alimentação continua a ter papel fundamental. O consumo exagerado de gorduras saturadas e trans eleva o LDL, enquanto uma dieta rica em frutas, legumes, fibras e gorduras boas — como as presentes no azeite, nas castanhas e no abacate — ajuda a aumentar o HDL. Praticar atividade física, manter o peso adequado e evitar o cigarro são atitudes que contribuem para evitar fissuras no endotélio (camada superficial que reveste vasos e artérias), local onde o colesterol LDL se deposita, iniciando o processo de aterosclerose.
Mais do que enxergar o colesterol como um inimigo, a medicina atual recomenda uma visão de equilíbrio. O colesterol é vital, mas requer controle. O cuidado contínuo com a alimentação, o estilo de vida e o acompanhamento médico regular são as melhores estratégias para manter a saúde do coração e compreender que o corpo humano depende de harmonia, não de extremos.
Adaptado de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/20/colesterol-alto-e-vilao.htm. Acesso em: 20 out. 2022.
“O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).”
Vamos precisar de um navio maior
Há razões econômicas e ambientais para adotar navios maiores nas exportações agrícolas.
Carlos Frederico Alves e Tiago Buss
No filme Tubarão, de Steven Spielberg, uma das cenas mais célebres é aquela em que o biólogo vivido por Richard Dreyfuss, apavorado diante do tamanho do predador que terá de arpoar, se volta para o capitão e diz, em pânico: “Vamos precisar de um barco maior”. Pois a logística da exportação agrícola brasileira está, agora, diante de uma situação semelhante: precisa de navios maiores, bem maiores, com aproximadamente o dobro do tamanho dos maiores atualmente utilizados para despachar nossa exportação agrícola.
As razões para essa necessidade são econômicas e ambientais. As econômicas têm passado despercebidas aos olhos de muita gente, uma vez que a agricultura nacional é campeã na produção e exportação de grãos de soja, e faz na Ásia 70% de suas vendas, mesmo sendo um dos produtores mais distantes daquela região. Alcança esse feito graças à capacidade que tem “da porteira para dentro”, com tecnologia e conhecimento. “Da porteira para fora”, porém, as dificuldades logísticas cobram um preço, que come por dentro as margens de toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os traders. As dificuldades com a infraestrutura rodoviária, como as perdas de grãos nas estradas esburacadas, são conhecidas de todos. Mas o problema portuário e marítimo ainda não.
Os maiores navios graneleiros usados hoje no Brasil são da classe Panamax, com capacidade máxima de 80 mil toneladas. Porém, por limitações de infraestrutura, contam-se nos dedos de uma mão os terminais com capacidade para recebê-los com carga máxima. Isso faz com que em boa parte dos portos os Panamax tenham de operar abaixo de seu limite – ou se recorre a navios menores. Aí é que aparece o preço da ineficiência. O custo do frete marítimo é uma função da distância (que aumenta o custo por tonelada) versus o tamanho do navio (que reduz o custo por tonelada), influenciada pela eficiência energética das embarcações. Quanto mais longe o destino – a China, por exemplo –, maior deveria ser o navio usado, para otimizar o custo do frete.
Esse raciocínio já foi seguido pelas indústrias do minério e do petróleo. Nestes dois setores, os terminais privados inaugurados nos últimos anos recebem navios muito maiores, com capacidade para até 400 mil toneladas. Essa mudança de paradigma foi decisiva para garantir a competitividade dessas commodities nos mercados mundiais. Já no caso das exportações agrícolas, pouca gente atenta para essa questão. [...]
O argumento econômico, em si, é robusto o suficiente para chamar a atenção para os grandes navios. Mas um segundo argumento, o ambiental, ganhou força inédita com a recente publicação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O transporte marítimo está entre os grandes emissores de gases de efeito estufa – o saldo do setor equivale às emissões de um país como a Alemanha. A International Maritime Organization (IMO) cobra que as frotas reduzam até 2030 o total de gases emitido (incluindo SO2) em 70%. Diversas iniciativas têm sido testadas para isso, incluindo a substituição dos combustíveis atuais. Mas uma das soluções mais acessíveis e eficazes para reduzir as emissões é simplesmente usar navios maiores.
[...] Foi demonstrado que, ao longo de toda a cadeia logística da soja que vai do Brasil até o país asiático, o item individual que teria maior impacto na redução de emissões seria a adoção de grandes navios padrão Capesize. Ela faria a emissão no trecho marítimo cair de 96,8 kg de CO2 por tonelada de soja para 55,28 kg de CO2 por tonelada. Uma queda de 46%! Transporte ferroviário e aquaviário também poderiam minorar as emissões no trecho terrestre, mas nada teria impacto comparável a essa simples mudança.
Por fim, quem apoia os dois argumentos com força é o consumidor final da maior parte das exportações brasileiras, a China, que estabeleceu a meta de se tornar carbono zero em 2060, e para isso já começa a cobrar os fornecedores ao longo de suas cadeias produtivas. [...]
Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/espacoaberto/vamos-precisar-de-um-navio-maior/. Acesso em: 06 ago. 2025.
Vamos precisar de um navio maior
Há razões econômicas e ambientais para adotar navios maiores nas exportações agrícolas.
Carlos Frederico Alves e Tiago Buss
No filme Tubarão, de Steven Spielberg, uma das cenas mais célebres é aquela em que o biólogo vivido por Richard Dreyfuss, apavorado diante do tamanho do predador que terá de arpoar, se volta para o capitão e diz, em pânico: “Vamos precisar de um barco maior”. Pois a logística da exportação agrícola brasileira está, agora, diante de uma situação semelhante: precisa de navios maiores, bem maiores, com aproximadamente o dobro do tamanho dos maiores atualmente utilizados para despachar nossa exportação agrícola.
As razões para essa necessidade são econômicas e ambientais. As econômicas têm passado despercebidas aos olhos de muita gente, uma vez que a agricultura nacional é campeã na produção e exportação de grãos de soja, e faz na Ásia 70% de suas vendas, mesmo sendo um dos produtores mais distantes daquela região. Alcança esse feito graças à capacidade que tem “da porteira para dentro”, com tecnologia e conhecimento. “Da porteira para fora”, porém, as dificuldades logísticas cobram um preço, que come por dentro as margens de toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os traders. As dificuldades com a infraestrutura rodoviária, como as perdas de grãos nas estradas esburacadas, são conhecidas de todos. Mas o problema portuário e marítimo ainda não.
Os maiores navios graneleiros usados hoje no Brasil são da classe Panamax, com capacidade máxima de 80 mil toneladas. Porém, por limitações de infraestrutura, contam-se nos dedos de uma mão os terminais com capacidade para recebê-los com carga máxima. Isso faz com que em boa parte dos portos os Panamax tenham de operar abaixo de seu limite – ou se recorre a navios menores. Aí é que aparece o preço da ineficiência. O custo do frete marítimo é uma função da distância (que aumenta o custo por tonelada) versus o tamanho do navio (que reduz o custo por tonelada), influenciada pela eficiência energética das embarcações. Quanto mais longe o destino – a China, por exemplo –, maior deveria ser o navio usado, para otimizar o custo do frete.
Esse raciocínio já foi seguido pelas indústrias do minério e do petróleo. Nestes dois setores, os terminais privados inaugurados nos últimos anos recebem navios muito maiores, com capacidade para até 400 mil toneladas. Essa mudança de paradigma foi decisiva para garantir a competitividade dessas commodities nos mercados mundiais. Já no caso das exportações agrícolas, pouca gente atenta para essa questão. [...]
O argumento econômico, em si, é robusto o suficiente para chamar a atenção para os grandes navios. Mas um segundo argumento, o ambiental, ganhou força inédita com a recente publicação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O transporte marítimo está entre os grandes emissores de gases de efeito estufa – o saldo do setor equivale às emissões de um país como a Alemanha. A International Maritime Organization (IMO) cobra que as frotas reduzam até 2030 o total de gases emitido (incluindo SO2) em 70%. Diversas iniciativas têm sido testadas para isso, incluindo a substituição dos combustíveis atuais. Mas uma das soluções mais acessíveis e eficazes para reduzir as emissões é simplesmente usar navios maiores.
[...] Foi demonstrado que, ao longo de toda a cadeia logística da soja que vai do Brasil até o país asiático, o item individual que teria maior impacto na redução de emissões seria a adoção de grandes navios padrão Capesize. Ela faria a emissão no trecho marítimo cair de 96,8 kg de CO2 por tonelada de soja para 55,28 kg de CO2 por tonelada. Uma queda de 46%! Transporte ferroviário e aquaviário também poderiam minorar as emissões no trecho terrestre, mas nada teria impacto comparável a essa simples mudança.
Por fim, quem apoia os dois argumentos com força é o consumidor final da maior parte das exportações brasileiras, a China, que estabeleceu a meta de se tornar carbono zero em 2060, e para isso já começa a cobrar os fornecedores ao longo de suas cadeias produtivas. [...]
Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/espacoaberto/vamos-precisar-de-um-navio-maior/. Acesso em: 06 ago. 2025.
Vamos precisar de um navio maior
Há razões econômicas e ambientais para adotar navios maiores nas exportações agrícolas.
Carlos Frederico Alves e Tiago Buss
No filme Tubarão, de Steven Spielberg, uma das cenas mais célebres é aquela em que o biólogo vivido por Richard Dreyfuss, apavorado diante do tamanho do predador que terá de arpoar, se volta para o capitão e diz, em pânico: “Vamos precisar de um barco maior”. Pois a logística da exportação agrícola brasileira está, agora, diante de uma situação semelhante: precisa de navios maiores, bem maiores, com aproximadamente o dobro do tamanho dos maiores atualmente utilizados para despachar nossa exportação agrícola.
As razões para essa necessidade são econômicas e ambientais. As econômicas têm passado despercebidas aos olhos de muita gente, uma vez que a agricultura nacional é campeã na produção e exportação de grãos de soja, e faz na Ásia 70% de suas vendas, mesmo sendo um dos produtores mais distantes daquela região. Alcança esse feito graças à capacidade que tem “da porteira para dentro”, com tecnologia e conhecimento. “Da porteira para fora”, porém, as dificuldades logísticas cobram um preço, que come por dentro as margens de toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os traders. As dificuldades com a infraestrutura rodoviária, como as perdas de grãos nas estradas esburacadas, são conhecidas de todos. Mas o problema portuário e marítimo ainda não.
Os maiores navios graneleiros usados hoje no Brasil são da classe Panamax, com capacidade máxima de 80 mil toneladas. Porém, por limitações de infraestrutura, contam-se nos dedos de uma mão os terminais com capacidade para recebê-los com carga máxima. Isso faz com que em boa parte dos portos os Panamax tenham de operar abaixo de seu limite – ou se recorre a navios menores. Aí é que aparece o preço da ineficiência. O custo do frete marítimo é uma função da distância (que aumenta o custo por tonelada) versus o tamanho do navio (que reduz o custo por tonelada), influenciada pela eficiência energética das embarcações. Quanto mais longe o destino – a China, por exemplo –, maior deveria ser o navio usado, para otimizar o custo do frete.
Esse raciocínio já foi seguido pelas indústrias do minério e do petróleo. Nestes dois setores, os terminais privados inaugurados nos últimos anos recebem navios muito maiores, com capacidade para até 400 mil toneladas. Essa mudança de paradigma foi decisiva para garantir a competitividade dessas commodities nos mercados mundiais. Já no caso das exportações agrícolas, pouca gente atenta para essa questão. [...]
O argumento econômico, em si, é robusto o suficiente para chamar a atenção para os grandes navios. Mas um segundo argumento, o ambiental, ganhou força inédita com a recente publicação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O transporte marítimo está entre os grandes emissores de gases de efeito estufa – o saldo do setor equivale às emissões de um país como a Alemanha. A International Maritime Organization (IMO) cobra que as frotas reduzam até 2030 o total de gases emitido (incluindo SO2) em 70%. Diversas iniciativas têm sido testadas para isso, incluindo a substituição dos combustíveis atuais. Mas uma das soluções mais acessíveis e eficazes para reduzir as emissões é simplesmente usar navios maiores.
[...] Foi demonstrado que, ao longo de toda a cadeia logística da soja que vai do Brasil até o país asiático, o item individual que teria maior impacto na redução de emissões seria a adoção de grandes navios padrão Capesize. Ela faria a emissão no trecho marítimo cair de 96,8 kg de CO2 por tonelada de soja para 55,28 kg de CO2 por tonelada. Uma queda de 46%! Transporte ferroviário e aquaviário também poderiam minorar as emissões no trecho terrestre, mas nada teria impacto comparável a essa simples mudança.
Por fim, quem apoia os dois argumentos com força é o consumidor final da maior parte das exportações brasileiras, a China, que estabeleceu a meta de se tornar carbono zero em 2060, e para isso já começa a cobrar os fornecedores ao longo de suas cadeias produtivas. [...]
Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/espacoaberto/vamos-precisar-de-um-navio-maior/. Acesso em: 06 ago. 2025.
Vamos precisar de um navio maior
Há razões econômicas e ambientais para adotar navios maiores nas exportações agrícolas.
Carlos Frederico Alves e Tiago Buss
No filme Tubarão, de Steven Spielberg, uma das cenas mais célebres é aquela em que o biólogo vivido por Richard Dreyfuss, apavorado diante do tamanho do predador que terá de arpoar, se volta para o capitão e diz, em pânico: “Vamos precisar de um barco maior”. Pois a logística da exportação agrícola brasileira está, agora, diante de uma situação semelhante: precisa de navios maiores, bem maiores, com aproximadamente o dobro do tamanho dos maiores atualmente utilizados para despachar nossa exportação agrícola.
As razões para essa necessidade são econômicas e ambientais. As econômicas têm passado despercebidas aos olhos de muita gente, uma vez que a agricultura nacional é campeã na produção e exportação de grãos de soja, e faz na Ásia 70% de suas vendas, mesmo sendo um dos produtores mais distantes daquela região. Alcança esse feito graças à capacidade que tem “da porteira para dentro”, com tecnologia e conhecimento. “Da porteira para fora”, porém, as dificuldades logísticas cobram um preço, que come por dentro as margens de toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os traders. As dificuldades com a infraestrutura rodoviária, como as perdas de grãos nas estradas esburacadas, são conhecidas de todos. Mas o problema portuário e marítimo ainda não.
Os maiores navios graneleiros usados hoje no Brasil são da classe Panamax, com capacidade máxima de 80 mil toneladas. Porém, por limitações de infraestrutura, contam-se nos dedos de uma mão os terminais com capacidade para recebê-los com carga máxima. Isso faz com que em boa parte dos portos os Panamax tenham de operar abaixo de seu limite – ou se recorre a navios menores. Aí é que aparece o preço da ineficiência. O custo do frete marítimo é uma função da distância (que aumenta o custo por tonelada) versus o tamanho do navio (que reduz o custo por tonelada), influenciada pela eficiência energética das embarcações. Quanto mais longe o destino – a China, por exemplo –, maior deveria ser o navio usado, para otimizar o custo do frete.
Esse raciocínio já foi seguido pelas indústrias do minério e do petróleo. Nestes dois setores, os terminais privados inaugurados nos últimos anos recebem navios muito maiores, com capacidade para até 400 mil toneladas. Essa mudança de paradigma foi decisiva para garantir a competitividade dessas commodities nos mercados mundiais. Já no caso das exportações agrícolas, pouca gente atenta para essa questão. [...]
O argumento econômico, em si, é robusto o suficiente para chamar a atenção para os grandes navios. Mas um segundo argumento, o ambiental, ganhou força inédita com a recente publicação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O transporte marítimo está entre os grandes emissores de gases de efeito estufa – o saldo do setor equivale às emissões de um país como a Alemanha. A International Maritime Organization (IMO) cobra que as frotas reduzam até 2030 o total de gases emitido (incluindo SO2) em 70%. Diversas iniciativas têm sido testadas para isso, incluindo a substituição dos combustíveis atuais. Mas uma das soluções mais acessíveis e eficazes para reduzir as emissões é simplesmente usar navios maiores.
[...] Foi demonstrado que, ao longo de toda a cadeia logística da soja que vai do Brasil até o país asiático, o item individual que teria maior impacto na redução de emissões seria a adoção de grandes navios padrão Capesize. Ela faria a emissão no trecho marítimo cair de 96,8 kg de CO2 por tonelada de soja para 55,28 kg de CO2 por tonelada. Uma queda de 46%! Transporte ferroviário e aquaviário também poderiam minorar as emissões no trecho terrestre, mas nada teria impacto comparável a essa simples mudança.
Por fim, quem apoia os dois argumentos com força é o consumidor final da maior parte das exportações brasileiras, a China, que estabeleceu a meta de se tornar carbono zero em 2060, e para isso já começa a cobrar os fornecedores ao longo de suas cadeias produtivas. [...]
Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/espacoaberto/vamos-precisar-de-um-navio-maior/. Acesso em: 06 ago. 2025.
Leia:
TEXTO I

TEXTO II
Menino venha pra dentro, olhe o sereno! Vá lavar essa mão. Já escovou os dentes? Tome a bênção a seu pai. Já pra cama! Onde é que aprendeu isso, menino? Coisa mais feia. Tome modos. Hoje você fica sem sobremesa.
Onde é que você estava? Agora chega, menino, tenha santa paciência.
De quem você gosta mais, do papai ou da mamãe? Isso, assim que eu gosto: menino educado, obediente. Está vendo? É só a gente falar. Desça daí, menino! Me prega cada susto... Pare com isso! Jogue isso fora. Uma boa surra dava jeito nisso. Que é que você andou arranjando? Quem lhe ensinou esses modos? Passe pra dentro. Isso não é gente para ficar andando com você.
Avise a seu pai que o jantar está na mesa. Você prometeu, tem de cumprir. Que é que você vai ser quando crescer? Não, chega: você já repetiu duas vezes.
Por que você está quieto aí? Alguma você está tramando... Não ande descalço, já disse! Vá calçar o sapato. Já tomou o remédio? Tem de comer tudo: você acaba virando um palito. Quantas vezes já lhe disse para não mexer aqui? Esse barulho, menino! Seu pai está dormindo. Pare com essa correria dentro de casa, vá brincar lá fora. Você vai acabar caindo daí. Peça licença a seu pai primeiro. Isso é maneira de responder a sua irmã? Se não fizer, fica de castigo.
Segure o garfo direito. Ponha a camisa pra dentro da calça. Fica perguntando, tudo quer saber! Isso é conversa de gente grande. Depois eu dou. Depois eu deixo. Depois eu levo. Depois eu conto.
Agora deixa seu pai descansar - ele está cansado, trabalhou o dia todo. Você precisa ser muito bonzinho com ele, meu filho. Ele gosta tanto de você. Tudo que ele faz é para o seu bem. Olhe aí, vestiu essa roupa agora há pouco, já está toda suja. Fez seus deveres? Você vai chegar atrasado. Chora não, filhinho, mamãe está aqui com você. Nosso Senhor não ia gostar nada disso.
Quando você for grande, você também vai poder. Já disse que não, e não! Ah, é assim? Pois você vai ver só quando seu pai chegar. Não fale de boca cheia. Junte a comida no meio do prato. Por causa disso é preciso gritar? Seja homem. Você ainda é muito pequeno para saber essas coisas. Mamãe tem muito orgulho de você.
Cale essa boca! Você precisa cortar esse cabelo.
Sorvete não pode, você está resfriado. Não sei como você tem coragem de dizer isso com sua mãe. Se você comer agora, depois não janta. Assim você se machuca. Deixa de fita. Um menino desse tamanho, que é que os outros hão de dizer? Você queria que fizessem o mesmo com você? Continua assim que eu lhe dou umas palmadas. Pensa que a gente tem dinheiro para jogar fora? Tome juízo, menino.
[...]
Em relação aos textos I e II, é INCORRETO o que se afirma em:
Uso de plástico bate recorde global, apesar de esforços contra poluição, diz estudo.
O mundo está produzindo uma quantidade recorde de resíduos plásticos descartáveis, principalmente feitos de polímeros criados a partir de combustíveis fósseis, apesar dos esforços globais para reduzir a poluição plástica e as emissões de carbono, segundo um novo relatório divulgado nesta segunda-feira. Em junho passado, o Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido disse que as emissões de gases de efeito estufa do Reino Unido caíram 13%, para pouco mais de 478 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente no ano até 2020. “Isso demonstra, sem sombra de dúvida, que o problema da poluição plástica está ficando muito maior e está sendo impulsionado pelos produtores de polímeros, que são, é claro, impulsionados pelo setor de petróleo e gás”, disse Andrew Forrest, fundador da Minderoo e diretor-executivo da gigante de minério de ferro Fortescue Metals. Ele está propondo um “prêmio de polímero” para cada quilo de polímero plástico feito de combustíveis fósseis para dar às pessoas, empresas e governos um incentivo financeiro para reciclar mais. “No mundo avançado, esse pagamento de polímero levará à cobrança mecanizada automática. No mundo em desenvolvimento, isso levará pessoas que de outra forma não teriam nenhum trabalho, a trabalhar para garantir que não haja lixo plástico indo para o oceano, não haja lixo plástico nas ruas, não haja lixo plástico envenenando a vida selvagem”, disse.
No título do texto aparece como elemento conector uma locução expressando uma ideia de:
Cartaz para responder a questão

GONÇALVES DIAS, A. In: Primeiros cantos (1847).
A conjunção coordenativa constrói uma:
Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias
Por Jornal da USP
Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos
Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.
“[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.
Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.
A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.
Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.
Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.
Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025