Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
O emprego do acento indicativo de crase em “à falta de
água” (linhas 52 e 53) deve‐se à regência da forma verbal
“responda” e à presença do artigo definido que
determina o nome “falta”.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
O emprego da forma verbal “diminuam” (linha 42) na
terceira pessoa do plural indica que o sujeito da oração
é indeterminado.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
A forma verbal “possibilita” (linha 40) está flexionada na
terceira pessoa do singular porque concorda com o
núcleo do sujeito da oração, a saber, o termo
“economia” (linha 38).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
O vocábulo “Como” (linha 34) e a expressão “uma vez
que” (linha 38) introduzem orações que expressam
circunstância de causa.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Na linha 29, o emprego da preposição “com” em “com
as quais” justifica‐se pela regência da forma verbal “se
hibridar”.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Estaria mantida a correção gramatical do texto se, na
linha 10, o termo “feito” estivesse flexionado no
feminino singular, em concordância, por proximidade,
com o nome “seiva”.
Mirian Goldenberg nega autoria de ‘sexalescentes’
Circula pela Internet um texto assinado por mim com o título “Sexalescentes”. Ele tem sido reproduzido e enviado por e-mail para inúmeras pessoas. Existe até uma versão musical no Youtube. O texto diz que está surgindo uma nova faixa social, a dos “sexalescentes”, pessoas de mais de 60 anos que rejeitam a palavra “sexagenário”. Envelhecer não está nos seus planos.
É verdade que algumas ideias são semelhantes às que tenho apresentado em meus artigos. Mas, ao contrário do autor (ou autora?) de “Sexalescentes”, gosto da palavra “velho” e acho importante usá-la justamente para combater o estigma que cerca a velhice. Também uso “ageless”, “sem idade” e “inclassificáveis” para me referir aos que estão inventando uma forma mais feliz de experimentar o envelhecimento. Chamo as mulheres mais velhas de “coroas poderosas”.
É muito estranho ver o meu nome em um texto que não é meu. Mais estranho ainda é receber elogios por algo que nunca escrevi. Algum leitor sabe de quem é a ideia de “Sexalescentes”? Se sim, peça para ele (ou ela?) sair do armário e se apresentar.
Aposto que o texto foi escrito por uma “coroa poderosa”. E você?
Disponível em:<http://www.50emais.com.br/mirian-goldenberg-nega-autoria-de-sexalescentes/>
Leia, com atenção, o trecho transcrito do texto.
É verdade que algumas ideias são semelhantes às que tenho apresentado em meus artigos. Mas, ao contrário do autor (ou autora?) de “Sexalescentes”, gosto da palavra “velho” e acho importante usá-la justamente para combater o estigma que cerca a velhice. Também uso “ageless”, “sem idade” e “inclassificáveis” para me referir aos que estão inventando uma forma mais feliz de experimentar o envelhecimento. Chamo as mulheres mais velhas de “coroas poderosas”.
É muito estranho ver o meu nome em um texto que não é meu. Mais estranho ainda é receber elogios por algo que nunca escrevi.
Considere as informações acerca da predicação dos verbos em destaque e informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se argumenta.
( ) O verbo GOSTAR é transitivo indireto (o objeto indireto é "da palavra 'velho''').
( ) USAR é um verbo de ligação (o predicativo é "'ageless', 'sem idade' e 'inclassificáveis'”).
( ) O verbo CHAMAR é transitivo direto e vem acompanhado de um predicativo ("coroas poderosas").
( ) O verbo VER é transitivo direto e indireto ("o meu nome" é o objeto direto e o objeto indireto é "em um texto").
( ) O verbo ESCREVER é intransitivo e "nunca" é adjunto adverbial de negação.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Malala e seu lápis mágico
Malala Yousafzai, a paquistanesa ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2014, lutou pelo seu direito de estudar depois que as meninas de seu país foram proibidas de frequentar a escola. Recentemente, apresentou seu primeiro livro destinado ao público leitor com uma narrativa que promete, antes de mais nada, inspirar a nova geração a quebrar o silêncio e a lutar pelos próprios direitos. Nesta obra, a proposta é clara: a autora conta as memórias de uma menina que sonhava com um lápis mágico para desenhar um novo mundo, mas que também encontrou dentro de si as forças de que precisava para mudar a sociedade em que vivia. As ilustrações – instigantes – de Kerascoët aproximam essa história de uma região tão distante aos brasileiros.
EDITORA ESCALA. Revista Conhecimento Prático / Literatura. São Paulo: Ano 8, Edição 78, 2018, p. 59. Adaptado.
No trecho “[Malala] apresentou seu primeiro livro destinado ao público leitor com uma narrativa que promete,
antes de mais nada, inspirar a nova geração a quebrar o silêncio e a lutar pelos próprios direitos”, a expressão
destacada enfatiza uma ideia, tal como se observa em
TEXTO I
Vida de Acompanhante
Ana teve que fazer uma pequena intervenção cirúrgica e me convidou para ser seu acompanhante na casa de saúde. Bem, normalmente evito passar até na porta de um hospital (atravesso sempre para o outro lado da rua, receoso de apagar diante de um bafo mais forte de éter). Aquela situação, porém, não me permitia simplesmente bater em retirada. Mesmo assim, o medo falou mais alto e bem que tentei cair fora.
- Escuta, Ana, quero lhe dizer que me sinto profundamente honrado com o convite que você me faz para ser seu partner no hospital mas... Será que vai pegar bem? Será que o pessoal do hospital não vai reparar de você ter o próprio marido como acompanhante? Você sabe como é esse pessoal de hospital, fala demais. Vão dizer que você é uma mulher absorvente, ciumenta, que não larga o marido nem para ser operada.
- Se você não quiser ir - disse ela muito segura - eu chamo outra pessoa.
- Não, Ana. Que é isso? Eu vou, claro. Tamos aí, firme e forte. O problema é que não tenho muita experiência. Talvez pudéssemos chamar outra pessoa para ir com a gente. Na minha vida, só entrei como acompanhante em baile de formatura. O convite do hospital dá direito a levar quantos acompanhantes?
- Um. Um só. E vai ser você. Ou será que você está com medo?
- Quem, eu? - dei aquela do machão. - Você não me conhece... Sou uma fera braba dentro de um hospital.
- Tenho a impressão de que você está com medo.
Não adianta fingir, pensei. Resolvi me entregar:
- Morrendo, Ana. Tô morrendo de medo. Não sei se vou agüentar. Tenho pavor de entrar em hospital, aquele clima, aquele cheiro... Veja, já estou suando só de pensar.
- Fique tranqüilo - disse ela me afagando - não precisa se preocupar. Não vou deixá-lo sozinho.
- Você jura? Mas e quando você estiver na sala de cirurgia, quem vai tomar conta de mim?
- Fique calmo, bobinho. Deixo minha irmã tomando conta de você. Eu volto logo. Qualquer coisa, estarei ao seu lado.
A conversa foi muito reconfortante. Ana procurou me dar força e, depois de ouvila durante três horas, senti que já estava psicologicamente preparado para enfrentar a situação de acompanhante. [...]
NOVAES, Carlos Eduardo. Vida de acompanhante. In: A cadeira do dentista. Coleção Para gostar de ler. 8.ed.. São Paulo: Ática, 2005, p. 26-27.
Leia o fragmento do conto pré-modernista “O Colocador de Pronomes”, de Monteiro Lobato (1924) para a resolução da questão.

Leia o fragmento do conto pré-modernista “O Colocador de Pronomes”, de Monteiro Lobato (1924) para a resolução da questão.

Atente para o seguinte parágrafo:
“Tolhido pelas montanhas no litoral, obrigado a enfrentar a floresta insidiosa, onde os perigos estão constantemente à espreita, assim na terra como na água, assim na água como no ar, tendo de acomodar-se a um clima para o qual o branco nunca fez qualquer aprendizado, seria praticamente impossível ao português conquistar o trópico à maneira como o anglo-saxão tem conquistado as zonas temperadas da terra. Haveria, isto sim, de desenvolver faculdades e qualidades adequadas ao novo meio e entre estas a suscetibilidade e a delicadeza. Enquanto o anglo-saxão encontrou no Novo Mundo uma natureza de certa forma semelhante à europeia e problemas que lhe eram desde muito conhecidos e que desde muito aprendera a enfrentar, o português, no Brasil, defronta um mundo completamente estranho com muito poucas semelhanças com o seu habitat original. O frio para ele não seria novidade, mas calor tropical com alto teor de umidade lhe era desconhecido. O tipo de florestas virgens da América do Norte não seria para o europeu absolutamente novo em sua experiência. Agora a floresta tropical do Brasil, o jângal que avança até a beira dos rios como verdadeira muralha de verdura, por certo que não havia de inspirar-lhe ardores panteísticos, de posse imediata. Pelo contrário, o seu sentimento dominante seria o terror, o terror cósmico que subsiste no brasileiro ainda em nossos dias.” Fonte: MOOG, V. Bandeirantes e pioneiros: paralelo entre duas culturas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
No que concerne ao parágrafo acima, considere as seguintes afirmações:
I. Os dois primeiros períodos constituem a introdução do parágrafo.
II. As palavras ou expressões: o português, o anglo-saxão; conquistar o trópico, tem conquistado as zonas temperadas; impossível conquistar, à maneira como tem conquistado, mostram que o parágrafo se desenvolverá por contraste.
III. Os pontos de diferença entre os dois elementos apresentados no parágrafo são: a familiaridade do português e a não familiaridade do anglo-saxão.
IV. São expressões indicadoras de contraste usadas no parágrafo: enquanto, mas, agora, pelo contrário.
É correto o que se afirma somente em
Texto CB2A1-II

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-II, julgue o item a seguir.
O trecho “para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher” (ℓ. 2 e 3) apresenta a razão pela qual a ONU aprovou a referida Convenção.
Texto CB2A1-II

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-II, julgue o item a seguir.
A substituição de “e suprimir” (ℓ.17) por ao suprimir não comprometeria a correção gramatical do período, mas alteraria seu sentido original.
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item subsecutivo.
Os termos “de gênero” (ℓ.19), “da igualdade racial” (ℓ. 19 e 20) e “dos direitos humanos” (ℓ.20) complementam a palavra “justiça” (ℓ.19).
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
A substituição de “relacionada com a disciplina” (ℓ.8) por relacionada à disciplina, embora mantivesse o sentido do texto, prejudicaria sua correção gramatical.
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “Quando nos defrontamos, por exemplo, com uma alastrada fome coletiva” (ℓ. 11 e 12), a forma pronominal “nos” fosse suprimida.
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.
Na forma “Afirma-se” (ℓ.9), o emprego do pronome “se” indica que não existe um agente responsável pela ação de afirmar.

