Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem
uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar
disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra...
Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo;
no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa
e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa
sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco
acolchoado masculino.
ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.
No excerto a seguir, a repetição do vocábulo demarcado
indica uma coesão do tipo:
“Puras, mas depois da guerra...Depois da sujeira, depois dos
piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito.”
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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