Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Leia o trecho a seguir para responder a questão seguinte.
“E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha. Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.
“Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já
estive aí, na sua toalha.” A oração destacada estabelece em relação às
demais:
Instrução: A questão refere-se a diferentes aspectos da norma culta da língua portuguesa.
Considere os enunciados abaixo.
1. Acoimou-lhe por uso indevido de substância ilegal.
2. Certificou-lhe de que a norma disciplinar seria cumprida.
3. Cominou-lhe pena mais rigorosa do que a prevista para o caso.
4. Intimou-lhe a comparecer em juízo.
5. Irrogou-lhe a responsabilidade pelas ofensas proferidas.
De acordo com a norma culta da língua portuguesa, quais estão corretos?
Instrução: A questão refere-se a diferentes aspectos da norma culta da língua portuguesa.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas tracejadas dos enunciados abaixo, na ordem em que aparecem.
1. ________ alguns minutos para preencher a folha ótica.
2. ________ alguns meses para a realização do concurso.
3. ________ dias frios em outubro, quando o concurso será realizado.
4. ________ aos candidatos duas provas.
Considere as seguintes propostas de substituição de ocorrências da palavra enquanto no texto.
1. Substituir enquanto (l. 50) por ao passo que.
2. Substituir enquanto (l. 53) por à medida que.
3. Substituir enquanto (l. 78) no mesmo momento em que.
Quais propostas estão corretas e mantêm o sentido do texto?
A coluna da esquerda, abaixo, apresenta o nome de duas funções sintáticas; a da direita, quatro segmentos retirados do texto. Associe corretamente a coluna da direita à da esquerda, considerando a função sintática que cada um dos segmentos destacados desempenha no texto.
1. adjunto adnominal
2. complemento nominal
( ) de direitos (l. 17)
( ) de pais, maridos e filhos (l. 22)
( ) das quatro potências estrangeiras (l. 25)
( ) de caça (l. 65)
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as seguintes propostas de substituição de segmentos do texto.
1. Substituir aonde (l. 2) por onde.
2. Substituir apenas (l. 4) por meramente.
3. Substituir onde (l. 84) por em que.
De acordo com a norma culta da língua portuguesa, quais propostas estão corretas?
Considere as três formas verbais elencadas na coluna da esquerda; e, na da direita, as respectivas justificativas em relação à concordância verbal.

Quais justificativas estão corretas?
Leia o texto a seguir.

Leia a charge a seguir para responder a questão seguinte.

Observe o texto a seguir.

Resposta da anterior:
A linguagem verbal estabelece relação de Tempo.
Observe o texto a seguir.

A segunda oração desse pensamento é chamada de reduzida, com o verbo (ter) no infinitivo. Assinale a opção que apresenta a forma adequada para transformar essa oração em desenvolvida.
TEXTO I
São Demasiado Pobres os Nossos Ricos
A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos, mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efêmeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos!
São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante, mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Mia Couto, in 'Pensatempos'
http://www.citador.pt/textos/sao-demasiado-pobres-os-nossosricos-mia-couto..
I. “Fizeram” está no plural concordando com “olhos”. II. Ambos estão concordando com “casas de luxo”. III. “Exibirem” está no plural concordando com “folhos e chibantices”. IV. Cada um está realizando a concordância com o seu respectivo sujeito. V. Os dois estão concordando com um sujeito mencionado na oração anterior. VI. Os dois verbos poderiam estar na 3ª pessoa do singular concordando com o sujeito mais próximo.
Assinale a alternativa correta:
Para uma companheira inseparável
Em Gramado, o Festival de Cinema; em Passo Fundo, a Jornada de Literatura: uma semana de festas no Rio Grande do Sul. Não para mim, que não fui convidado para nenhuma das duas (talvez pensem que já morri?), e mesmo que fosse, quase certamente não poderia ir. É que, embora continue vivo, arrumei uma inimiga poderosa. A Tosse, eu a chamo, assim mesmo, com maiúsculas merecidas, pois já dura uns quatro meses e não tem nada, absolutamente nada, que a cure.
Começou, que eu me lembre, lá por maio. Foi logo depois de uma gripe e tão generalizada que tinha também um pouco de sinusite, rinite, otite e se outros ites existem no aparelho respiratório, essa gripe certamente também tinha. Tudo foi passando aos poucos. Ela, a Tosse, não.
Traiçoeira, inadequada, vem principalmente à noite. Tarde da noite, como entidade do mal que é, lá pelas quatro, cinco da manhã, quando faz tanto frio que seria suicídio sair da cama. E não passa.
Meu médico diz que a causa é uma só – chama-se Porto Alegre, talvez uma das cidades com um dos piores climas do país. Principalmente em agosto, quando as paredes vertem água de tanta umidade, não há sol, o mofo se infiltra e as casas geladas transformam-se numa espécie de Disneyworld de ácaros. Trata-se, portanto, de atravessar agosto. Falta pouco. Prometo ser forte.
(Caio Fernando de Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)

