Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q1030168 Português
“Há uma espécie de conforto na autocondenação. Quando nos condenamos, pensamos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo”. Sobre a estruturação desse pensamento, a única afirmação adequada é:
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Q1030160 Português

Machado de Assis escreveu certa vez sobre a justiça: “É claro que a justiça, sendo cega, não vê se é vista, e então não cora”.


A forma oracional de gerúndio “sendo cega” poderia ser adequadamente substituída por:

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Q1029969 Português
A análise dos elementos linguísticos que compõem a primeira frase dessa mensagem permite que se considere como correto o que se afirma em
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Q1029968 Português
No que diz respeito aos recursos linguísticos presentes na tessitura do texto, a única informação incorreta é a constante na alternativa
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Q1029966 Português
No que diz respeito aos recursos linguísticos presentes no texto, é correto o que se afirma em
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Q1029852 Português

Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“que”, em “que bombardeiam” (linha 8), por o qual.

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Q1029851 Português

Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“lidam” (linha 7) por lidem.

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Q1029849 Português

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na linha 25, estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “sofrem” estivesse flexionada no singular, dada a possibilidade de concordância com o termo percentual “10%”.

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Q1029847 Português

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue  o item.


A oração “que uma dependência química gera na vida de  alguém”  (linha 5)  expressa,  em  relação  à  oração  anterior, circunstância de comparação. 

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Q1029678 Português

      Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por que as estátuas egípcias têm não só o nariz quebrado, mas outras partes do corpo, como as mãos.

      Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.

      Isso indica que não se trata apenas de eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital.

     Os egípcios acreditavam que a essência de uma deidade ou parte da alma de um ser humano morto podiam habitar estátuas que os representassem.

      Em tumbas e templos, estátuas e relevos em pedra tinham propósitos ritualísticos e eram um ponto de encontro entre o mundo sobrenatural e o mundo natural.

      Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma tumba tinham o propósito de alimentar a pessoa morta com a comida deixada como oferenda.

      Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.

      Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.

      Normalmente, as oferendas eram transmitidas com a mão esquerda. Por isso, muitas estátuas dedicadas à transmissão de oferendas tinham os braços esquerdos depredados. Por outro lado, estátuas que recebiam as oferendas tinham as mãos direitas depredadas.

      Posteriormente, durante o período cristão, entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as estátuas eram vistas como demônios pagãos e, também, acabavam atacadas.

(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. Adaptado)

Conforme as regras de concordância verbal ou nominal da língua, assinale a alternativa correta.
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Q1029672 Português

      Depois do vazio deixado pela Cynira, passei a dar mais valor ao contato com os três netos. Senti-me como o procurador da consorte, que tanto queria acompanhar a evolução da vida dos meninos. Ao mesmo tempo, eles se aproximaram mais de mim, agora que sou o único avô sobrevivente.

      Conversamos, com frequência, sobre opções profissionais. Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito, tal sua obsessão pelos direitos individuais. Toda vez que alguém da família contava uma história de dano produzido por alguém, Miguel proclamava: “Processa!”

     Certa vez, quando subíamos a escadaria de uma livraria da cidade, disse a ele que não me sentia seguro e que, se tomasse um tombo, não poderia processar ninguém, pois a fragilidade era minha.

      “Como não?”, exclamou o Miguel. “Então para que existe o Estatuto do Idoso?”

      Em 2009 entrou na Psicologia da USP, tomado de paixão intelectual por Jung. Quanto ao Felipe, é mais pragmático e se prepara para entrar na faculdade de Economia. Só lhe digo para tomar cuidado com o salto alto, expressão que precisei explicar, pois o jovem, com todo o brilhantismo que lhe é peculiar, é jejuno em futebol.

      A surpresa veio do Antonio, carioca da gema, baladeiro, craque de bola no aterro do Flamengo. Sem abandonar essas atrações, o Antonio entrou no Direito da PUC-Rio e, para surpresa minha, está gostando do curso, com as amolações inevitáveis de sempre. Conversamos sobre questões do Direito, especialmente a área penal. Há dias, sintetizando um trecho do nosso diálogo, enunciei uma regra: Favorabilia ampliandaodiosa restringenda.*

      Não sei se ele entendeu.

(Boris Fausto. O brilho do bronzeum diário. Cosac Naify, 2014. Adaptado)


* “Ampliem-se as disposições favoráveis, restrinjam-se as desfavoráveis.” Princípio interpretativo do Direito, sobretudo na área das garantias individuais.

No trecho – Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito… (2° parágrafo) –, a expressão em destaque pode ser substituída, no contexto em que se encontra, por
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Q1029671 Português

      Depois do vazio deixado pela Cynira, passei a dar mais valor ao contato com os três netos. Senti-me como o procurador da consorte, que tanto queria acompanhar a evolução da vida dos meninos. Ao mesmo tempo, eles se aproximaram mais de mim, agora que sou o único avô sobrevivente.

      Conversamos, com frequência, sobre opções profissionais. Quando menino, Miguel parecia inclinado a estudar Direito, tal sua obsessão pelos direitos individuais. Toda vez que alguém da família contava uma história de dano produzido por alguém, Miguel proclamava: “Processa!”

     Certa vez, quando subíamos a escadaria de uma livraria da cidade, disse a ele que não me sentia seguro e que, se tomasse um tombo, não poderia processar ninguém, pois a fragilidade era minha.

      “Como não?”, exclamou o Miguel. “Então para que existe o Estatuto do Idoso?”

      Em 2009 entrou na Psicologia da USP, tomado de paixão intelectual por Jung. Quanto ao Felipe, é mais pragmático e se prepara para entrar na faculdade de Economia. Só lhe digo para tomar cuidado com o salto alto, expressão que precisei explicar, pois o jovem, com todo o brilhantismo que lhe é peculiar, é jejuno em futebol.

      A surpresa veio do Antonio, carioca da gema, baladeiro, craque de bola no aterro do Flamengo. Sem abandonar essas atrações, o Antonio entrou no Direito da PUC-Rio e, para surpresa minha, está gostando do curso, com as amolações inevitáveis de sempre. Conversamos sobre questões do Direito, especialmente a área penal. Há dias, sintetizando um trecho do nosso diálogo, enunciei uma regra: Favorabilia ampliandaodiosa restringenda.*

      Não sei se ele entendeu.

(Boris Fausto. O brilho do bronzeum diário. Cosac Naify, 2014. Adaptado)


* “Ampliem-se as disposições favoráveis, restrinjam-se as desfavoráveis.” Princípio interpretativo do Direito, sobretudo na área das garantias individuais.

Assinale a alternativa que apresenta frase cujas ideias estão em conformidade com o sentido original do texto e com a norma-padrão da língua.
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Q1029492 Português
A frase em que a concordância está em conformidade com a norma-padrão da língua é:
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Q1029490 Português

Leia o texto de Hélio Schwartsman para responder à questão.


                                                Por quê?

      “Correlação não é causa” é um mantra que todos aqueles que já entraram numa aula de estatística ou de metodologia científica ouviram. E de fato não é. O canto do galo e o nascer do sol estão fortemente correlacionados, mas ninguém deve achar que é o som emitido pelo galináceo que provoca o surgimento do astro todas as manhãs.

      O problema é que, durante muito tempo, estatísticos e cientistas se deixaram cegar pelo mantra e renunciaram a investigar melhor a causalidade e desenvolver ferramentas matemáticas para lidar com ela, o que é perfeitamente possível. Essa pelo menos é a visão do cientista da computação Judea Pearl, exposta em “The Book of Why” (O livro do porquê), obra que escreveu com o matemático e jornalista científico Dana Mackenzie.

      Os prejuízos foram grandes. Muitas vidas se perderam porque, por várias décadas, a ciência julgou não ter meios para estabelecer com segurança se o cigarro causava ou não câncer, incerteza que a indústria do tabaco foi hábil em explorar.

      Em “The Book of Why”, Pearl e Mackenzie explicam de forma razoavelmente didática quais são as novas técnicas que permitem responder a perguntas causais como “qual a probabilidade de esta onda de calor ter sido provocada pelo efeito estufa?” ou “foi a droga X que curou a doença Y?”. Mais até, os autores falam em usar a estatística para destrinchar o obscuro mundo dos contrafactuais1 .

      Uma advertência importante que os autores fazem a entusiastas do “big data”2 é que não podemos nos furtar a entender as questões estudadas e formular teorias. Não se chega a lugar nenhum só com dados e sem hipóteses.

      Minha sensação, pela retórica empregada (não tenho competência para avaliar tecnicamente), é que Pearl exagera um pouco. Ele faz um uso pouco comedido de termos como “revolução” e “milagre”. Mas é um cientista de primeira linha e, mesmo que ele esteja aumentando as coisas em até 30%, ainda sobram muitas ideias fascinantes no livro.

                            (Hélio Schwartsman. 19.08.2018. www.folha.uol.com.br. Adaptado)

1contrafactual: simulação (sentido aproximado)

2big data: grande banco de dados

Considerando as regras de regência da norma padrão, a expressão destacada em – ... não podemos nos furtar a entender... – pode ser substituída por
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Q1029436 Português

Texto 2

                                  Malfadada tecnologia

    Sob o comando de Lúcifer, a tela conseguiu hipnotizar multidões de mulheres, homens, crianças mantidos on line. Antes, podíamos alegar não ter visto a mensagem enviada, por estarmos longe do computador. A tela jogou por terra essa possibilidade. Não satisfeito, criou o WhatsApp. Cinco minutos depois de enviar um email, o inimigo manda um WhatsApp para cobrar a resposta. Desafetos mais ansiosos executam as duas operações simultaneamente.

(Drauzio Varella, Folha de S.Paulo. 28.10.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase, de acordo com a norma-padrão da concordância.


Antes, as pessoas ________ não ter visto a mensagem, por estar longe do computador, mas, agora com o WhatsApp, não _______ nem cinco minutos e já cobram a resposta. Há quem _________ as duas operações simultaneamente.

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Q1029434 Português

                                                     Texto 1

Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais


       Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade, que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.

      Em seu quinto livro, “Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes Sociais”, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a “consciência de si próprias”.

      Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.

      Lanier explica: “Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe, onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento. Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é severa.”

      Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas redes sociais:


      1. Você está perdendo seu livre-arbítrio

      2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos nossos tempos

      3. As redes sociais estão tornando você um babaca

      4. As redes sociais minam a verdade

      5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido

      6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia

      7. As redes sociais deixam você infeliz

      8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica

      9. As redes sociais tornam a política impossível

      10. As redes sociais odeiam sua alma

                                                                        (Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)

Considere os 10 argumentos de Lanier, no último parágrafo do texto, para responder à questão.


Se não se __________ às redes sociais, para não se tornar um babaca, é melhor que você se __________ delas.

De acordo com a norma-padrão da conjugação, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase.

Alternativas
Q1029433 Português

                                                     Texto 1

Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais


       Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade, que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.

      Em seu quinto livro, “Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes Sociais”, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a “consciência de si próprias”.

      Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.

      Lanier explica: “Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe, onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento. Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é severa.”

      Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas redes sociais:


      1. Você está perdendo seu livre-arbítrio

      2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos nossos tempos

      3. As redes sociais estão tornando você um babaca

      4. As redes sociais minam a verdade

      5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido

      6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia

      7. As redes sociais deixam você infeliz

      8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica

      9. As redes sociais tornam a política impossível

      10. As redes sociais odeiam sua alma

                                                                        (Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)

Considere os 10 argumentos de Lanier, no último parágrafo do texto, para responder à questão.


Assinale a alternativa que dá continuidade à frase, introduzindo a ideia de condição.


Largar as redes sociais é a maneira mais certeira, _________ .

Alternativas
Q1029430 Português

                                                     Texto 1

Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais


       Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade, que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.

      Em seu quinto livro, “Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes Sociais”, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a “consciência de si próprias”.

      Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.

      Lanier explica: “Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe, onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento. Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é severa.”

      Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas redes sociais:


      1. Você está perdendo seu livre-arbítrio

      2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos nossos tempos

      3. As redes sociais estão tornando você um babaca

      4. As redes sociais minam a verdade

      5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido

      6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia

      7. As redes sociais deixam você infeliz

      8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica

      9. As redes sociais tornam a política impossível

      10. As redes sociais odeiam sua alma

                                                                        (Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)

Elaborada a partir do texto, assinale a alternativa correta, de acordo com a regência.
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Q1029232 Português

Leia a tira em que aparecem os personagens Frank (de calça lisa) e Ernest para responder à questão.


   

Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal estabelecida pela norma-padrão.
Alternativas
Respostas
31801: A
31802: D
31803: B
31804: C
31805: A
31806: B
31807: E
31808: E
31809: E
31810: E
31811: B
31812: D
31813: C
31814: D
31815: C
31816: E
31817: E
31818: B
31819: C
31820: C