Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4368430 Português
Por que este texto pode mudar seu cérebro — as descobertas da neurociência sobre a leitura

    O título deste texto pode parecer pretensioso, mas ele reafirma um fato científico: a leitura muda a química, a física, o funcionamento e a anatomia do nosso cérebro. A questão é o quanto o ato de ler consegue transformá-lo. Para o neurobiólogo espanhol Francisco Mora, isso depende do texto conseguir despertar nossa curiosidade e, sobretudo, as emoções. "Você só pode aprender o que ama", afirmou Mora em seu livro Neuroeducación, publicado há 8 anos. Este ensaio sobre como a ciência do cérebro pode melhorar o ensino e o aprendizado já vendeu mais de 48 mil cópias e acaba de chegar à sua terceira edição.
    No ano passado, o autor, que também é professor universitário, publicou Neuroeducación y lectura (Neuroeducação e leitura), buscando se aprofundar no que considera "a verdadeira grande revolução humana": a capacidade de ler. Antes de sua palestra no evento Hay Festival Arequipa, no Peru, Mora conversou com a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) sobre o cérebro, a educação e a leitura. Resumimos a conversa aqui em quatro pontos principais.
1. Ler é um processo artificial e recente
    "Conquistamos a capacidade de falar por meio de processos de mutação genética com o Homo habilis, há cerca de 2 a 3 milhões de anos", diz Mora. Desde então, nós nascemos com circuitos neurais da linguagem — embora seja importante lembrar que só aprendemos a falar mediante o contato com os outros. "Pode-se dizer que nascemos com um disco cerebral no qual podemos gravar, mas que ficará vazio se nada for gravado nele", escreveu Mora em Neuroeducación y lectura. A leitura nasceu há cerca de 6 mil anos com a necessidade de se comunicar além das tribos e vilarejos, onde imperava o curto alcance do boca a boca. Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural.
    "Ler é um processo que, por não ser geneticamente codificado (e, portanto, não transmitido de pais para filhos), se repete arduamente em cada ser humano e exige um trabalho duro de aprendizado e memória" que leva anos, quando não a vida inteira, explica no livro. Mas "árduo" não significa "sofrido", diz Mora, que aos 4 anos começou a ser submetido ao "castigo da leitura no colégio" pelo desconhecimento de seus educadores sobre como funciona o cérebro.
2. Aprender a ler muito cedo não torna alguém mais inteligente
    As crianças são "verdadeiras máquinas de aprendizagem" desde o útero, escreve o pesquisador. Na verdade, "o ser humano precisa aprender quase tudo". Ler é um dos grandes marcos no desenvolvimento infantil, algo que enche os pais de orgulho... ou de preocupação. "Quando uma mãe percebe que seu filho de 5 anos ainda tem dificuldade para aprender a ler e que a criança vizinha de 4 anos do outro lado da rua já lê com fluência, ela pode se perguntar: o meu filho é mais desajustado?", exemplifica o autor.
    Acontece que a neurociência tem mostrado que, para aprender a ler, certas partes do cérebro devem ter amadurecido antes. Isso pode acontecer já aos 3 anos de idade, mas em geral se consolida quando as crianças têm 6 ou 7 anos. Por isso, Mora defende que a leitura comece a ser ensinada formalmente aos 7 anos, "uma idade em que, quase certamente, as áreas cerebrais básicas para a leitura estão suficientemente desenvolvidas e maduras em todas as crianças".
    "Esta é precisamente a idade em que se começa a aprender a ler em um país tão avançado na educação quanto é a Finlândia." Esse é um dos exemplos que o pesquisador mais gosta de usar para explicar a importância da neuroeducação, ou seja, uma educação baseada no funcionamento do cérebro. Além do risco de gerar sofrimento e frustração ao colocar uma criança para aprender a ler prematuramente, isso é ineficaz quanto a resultados futuros.
    Em outras palavras, esse início precoce não gera uma vantagem acadêmica nem torna alguém mais inteligente. Por outro lado, há algo a ser feito para ajudar no amadurecimento do cérebro, que tem um componente genético, mas também cultural: crescer com pais que leem traz "uma dimensão emocional que facilita muito o aprendizado da leitura". 3. A internet está gerando um problema de atenção
    "Ninguém duvida que a internet foi uma revolução cultural, criando uma 'era digital' em que a leitura não só é feita mais rapidamente, mas também de uma forma diferente", escreve Mora em Neuroeducación y lectura. Diversos estudos sobre os efeitos da internet nos cérebros de crianças e adolescentes têm mostrado efeitos negativos, desde a diminuição da empatia ao enfraquecimento da capacidade de tomar decisões. 
   Conforme explica o autor em Neuroeducación, para ler precisamos inibir temporariamente "99% de tudo o que normalmente pensamos ou que entra no nosso cérebro e prestarmos atenção em apenas 1% disso". Além disso, ler exige tempo. Já navegar na internet "requer um foco de atenção muito curto e que está em constante mudança". Isso, diz o espanhol, está debilitando um dos muitos tipos de atenção que existem: a atenção executiva. "É aquela que você precisa quando está fazendo um plano de trabalho, aquela que precisa para estudar", explica, acrescentando que se trata de uma atenção "sustentada" e "repousada". Há até quem fale de uma nova forma de atenção, a digital.
    Mora reconhece que hoje não faz sentido memorizar a data de nascimento de uma personalidade histórica, quando o Google pode responder isso rápida e corretamente — mas isso não significa que a memória deixou de ser importante na sala de aula. "É preciso memorizar, e muito, porque suas memórias são o que você é", diz ele. "Não é bom lembrar alguma poesia ou o trecho de algum livro que vá embelezar sua fala?" "Essa é uma dimensão importante da sua individualidade, daquilo que o torna diferente."
4. Ler muda o cérebro (e você)
    Embora o cérebro não seja geneticamente projetado para ler, esse órgão tem uma propriedade fundamental para isso: a plasticidade. A palavra vem do grego "plastikós", que significa "mudança" ou "modelagem". Aprender a ler altera principalmente uma parte do cérebro que tem a função também de identificar formas e detectar rostos — na mesma medida, com a leitura, começamos a processar e construir palavras. "O que (o professor) ensina tem a capacidade de mudar o cérebro das crianças em sua física e química, em sua anatomia e fisiologia, fazendo aumentar algumas sinapses, eliminando outras, formando circuitos neurais cujas funções se expressam no comportamento", escreve Mora em Neuroeducación.
    Mas as transformações não acontecem apenas no nível fisiológico: como diz o autor em seu outro livro, Neuroeducación y lectura, "uma pessoa muda não só com o vivido, mas também com o lido". "Ler não é um ato passivo de absorção do que está escrito em determinado documento ou livro, mas um processo ativo, ou até recreativo ('criar novamente'), em relação ao descrito ali." Como escreveu o filósofo italiano Umberto Eco, em uma citação que Mora adora lembrar: "Quem não lê, aos 70 anos terá vivido apenas uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. Ler é uma imortalidade retroativa."

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59129496 Acesso em 13 de novembro de 2021.
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pela oração subordinada em destaque no período “Por isso, Mora defende que a leitura comece a ser ensinada formalmente aos 7 anos, "uma idade em que, quase certamente, as áreas cerebrais básicas para a leitura estão suficientemente desenvolvidas e maduras em todas as crianças". 
Alternativas
Q4368429 Português
Por que este texto pode mudar seu cérebro — as descobertas da neurociência sobre a leitura

    O título deste texto pode parecer pretensioso, mas ele reafirma um fato científico: a leitura muda a química, a física, o funcionamento e a anatomia do nosso cérebro. A questão é o quanto o ato de ler consegue transformá-lo. Para o neurobiólogo espanhol Francisco Mora, isso depende do texto conseguir despertar nossa curiosidade e, sobretudo, as emoções. "Você só pode aprender o que ama", afirmou Mora em seu livro Neuroeducación, publicado há 8 anos. Este ensaio sobre como a ciência do cérebro pode melhorar o ensino e o aprendizado já vendeu mais de 48 mil cópias e acaba de chegar à sua terceira edição.
    No ano passado, o autor, que também é professor universitário, publicou Neuroeducación y lectura (Neuroeducação e leitura), buscando se aprofundar no que considera "a verdadeira grande revolução humana": a capacidade de ler. Antes de sua palestra no evento Hay Festival Arequipa, no Peru, Mora conversou com a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) sobre o cérebro, a educação e a leitura. Resumimos a conversa aqui em quatro pontos principais.
1. Ler é um processo artificial e recente
    "Conquistamos a capacidade de falar por meio de processos de mutação genética com o Homo habilis, há cerca de 2 a 3 milhões de anos", diz Mora. Desde então, nós nascemos com circuitos neurais da linguagem — embora seja importante lembrar que só aprendemos a falar mediante o contato com os outros. "Pode-se dizer que nascemos com um disco cerebral no qual podemos gravar, mas que ficará vazio se nada for gravado nele", escreveu Mora em Neuroeducación y lectura. A leitura nasceu há cerca de 6 mil anos com a necessidade de se comunicar além das tribos e vilarejos, onde imperava o curto alcance do boca a boca. Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural.
    "Ler é um processo que, por não ser geneticamente codificado (e, portanto, não transmitido de pais para filhos), se repete arduamente em cada ser humano e exige um trabalho duro de aprendizado e memória" que leva anos, quando não a vida inteira, explica no livro. Mas "árduo" não significa "sofrido", diz Mora, que aos 4 anos começou a ser submetido ao "castigo da leitura no colégio" pelo desconhecimento de seus educadores sobre como funciona o cérebro.
2. Aprender a ler muito cedo não torna alguém mais inteligente
    As crianças são "verdadeiras máquinas de aprendizagem" desde o útero, escreve o pesquisador. Na verdade, "o ser humano precisa aprender quase tudo". Ler é um dos grandes marcos no desenvolvimento infantil, algo que enche os pais de orgulho... ou de preocupação. "Quando uma mãe percebe que seu filho de 5 anos ainda tem dificuldade para aprender a ler e que a criança vizinha de 4 anos do outro lado da rua já lê com fluência, ela pode se perguntar: o meu filho é mais desajustado?", exemplifica o autor.
    Acontece que a neurociência tem mostrado que, para aprender a ler, certas partes do cérebro devem ter amadurecido antes. Isso pode acontecer já aos 3 anos de idade, mas em geral se consolida quando as crianças têm 6 ou 7 anos. Por isso, Mora defende que a leitura comece a ser ensinada formalmente aos 7 anos, "uma idade em que, quase certamente, as áreas cerebrais básicas para a leitura estão suficientemente desenvolvidas e maduras em todas as crianças".
    "Esta é precisamente a idade em que se começa a aprender a ler em um país tão avançado na educação quanto é a Finlândia." Esse é um dos exemplos que o pesquisador mais gosta de usar para explicar a importância da neuroeducação, ou seja, uma educação baseada no funcionamento do cérebro. Além do risco de gerar sofrimento e frustração ao colocar uma criança para aprender a ler prematuramente, isso é ineficaz quanto a resultados futuros.
    Em outras palavras, esse início precoce não gera uma vantagem acadêmica nem torna alguém mais inteligente. Por outro lado, há algo a ser feito para ajudar no amadurecimento do cérebro, que tem um componente genético, mas também cultural: crescer com pais que leem traz "uma dimensão emocional que facilita muito o aprendizado da leitura". 3. A internet está gerando um problema de atenção
    "Ninguém duvida que a internet foi uma revolução cultural, criando uma 'era digital' em que a leitura não só é feita mais rapidamente, mas também de uma forma diferente", escreve Mora em Neuroeducación y lectura. Diversos estudos sobre os efeitos da internet nos cérebros de crianças e adolescentes têm mostrado efeitos negativos, desde a diminuição da empatia ao enfraquecimento da capacidade de tomar decisões. 
   Conforme explica o autor em Neuroeducación, para ler precisamos inibir temporariamente "99% de tudo o que normalmente pensamos ou que entra no nosso cérebro e prestarmos atenção em apenas 1% disso". Além disso, ler exige tempo. Já navegar na internet "requer um foco de atenção muito curto e que está em constante mudança". Isso, diz o espanhol, está debilitando um dos muitos tipos de atenção que existem: a atenção executiva. "É aquela que você precisa quando está fazendo um plano de trabalho, aquela que precisa para estudar", explica, acrescentando que se trata de uma atenção "sustentada" e "repousada". Há até quem fale de uma nova forma de atenção, a digital.
    Mora reconhece que hoje não faz sentido memorizar a data de nascimento de uma personalidade histórica, quando o Google pode responder isso rápida e corretamente — mas isso não significa que a memória deixou de ser importante na sala de aula. "É preciso memorizar, e muito, porque suas memórias são o que você é", diz ele. "Não é bom lembrar alguma poesia ou o trecho de algum livro que vá embelezar sua fala?" "Essa é uma dimensão importante da sua individualidade, daquilo que o torna diferente."
4. Ler muda o cérebro (e você)
    Embora o cérebro não seja geneticamente projetado para ler, esse órgão tem uma propriedade fundamental para isso: a plasticidade. A palavra vem do grego "plastikós", que significa "mudança" ou "modelagem". Aprender a ler altera principalmente uma parte do cérebro que tem a função também de identificar formas e detectar rostos — na mesma medida, com a leitura, começamos a processar e construir palavras. "O que (o professor) ensina tem a capacidade de mudar o cérebro das crianças em sua física e química, em sua anatomia e fisiologia, fazendo aumentar algumas sinapses, eliminando outras, formando circuitos neurais cujas funções se expressam no comportamento", escreve Mora em Neuroeducación.
    Mas as transformações não acontecem apenas no nível fisiológico: como diz o autor em seu outro livro, Neuroeducación y lectura, "uma pessoa muda não só com o vivido, mas também com o lido". "Ler não é um ato passivo de absorção do que está escrito em determinado documento ou livro, mas um processo ativo, ou até recreativo ('criar novamente'), em relação ao descrito ali." Como escreveu o filósofo italiano Umberto Eco, em uma citação que Mora adora lembrar: "Quem não lê, aos 70 anos terá vivido apenas uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. Ler é uma imortalidade retroativa."

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59129496 Acesso em 13 de novembro de 2021.
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: “Em outras palavras, esse início precoce não gera uma vantagem acadêmica nem torna alguém mais inteligente”.
Alternativas
Q4368425 Português
Por que este texto pode mudar seu cérebro — as descobertas da neurociência sobre a leitura

    O título deste texto pode parecer pretensioso, mas ele reafirma um fato científico: a leitura muda a química, a física, o funcionamento e a anatomia do nosso cérebro. A questão é o quanto o ato de ler consegue transformá-lo. Para o neurobiólogo espanhol Francisco Mora, isso depende do texto conseguir despertar nossa curiosidade e, sobretudo, as emoções. "Você só pode aprender o que ama", afirmou Mora em seu livro Neuroeducación, publicado há 8 anos. Este ensaio sobre como a ciência do cérebro pode melhorar o ensino e o aprendizado já vendeu mais de 48 mil cópias e acaba de chegar à sua terceira edição.
    No ano passado, o autor, que também é professor universitário, publicou Neuroeducación y lectura (Neuroeducação e leitura), buscando se aprofundar no que considera "a verdadeira grande revolução humana": a capacidade de ler. Antes de sua palestra no evento Hay Festival Arequipa, no Peru, Mora conversou com a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) sobre o cérebro, a educação e a leitura. Resumimos a conversa aqui em quatro pontos principais.
1. Ler é um processo artificial e recente
    "Conquistamos a capacidade de falar por meio de processos de mutação genética com o Homo habilis, há cerca de 2 a 3 milhões de anos", diz Mora. Desde então, nós nascemos com circuitos neurais da linguagem — embora seja importante lembrar que só aprendemos a falar mediante o contato com os outros. "Pode-se dizer que nascemos com um disco cerebral no qual podemos gravar, mas que ficará vazio se nada for gravado nele", escreveu Mora em Neuroeducación y lectura. A leitura nasceu há cerca de 6 mil anos com a necessidade de se comunicar além das tribos e vilarejos, onde imperava o curto alcance do boca a boca. Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural.
    "Ler é um processo que, por não ser geneticamente codificado (e, portanto, não transmitido de pais para filhos), se repete arduamente em cada ser humano e exige um trabalho duro de aprendizado e memória" que leva anos, quando não a vida inteira, explica no livro. Mas "árduo" não significa "sofrido", diz Mora, que aos 4 anos começou a ser submetido ao "castigo da leitura no colégio" pelo desconhecimento de seus educadores sobre como funciona o cérebro.
2. Aprender a ler muito cedo não torna alguém mais inteligente
    As crianças são "verdadeiras máquinas de aprendizagem" desde o útero, escreve o pesquisador. Na verdade, "o ser humano precisa aprender quase tudo". Ler é um dos grandes marcos no desenvolvimento infantil, algo que enche os pais de orgulho... ou de preocupação. "Quando uma mãe percebe que seu filho de 5 anos ainda tem dificuldade para aprender a ler e que a criança vizinha de 4 anos do outro lado da rua já lê com fluência, ela pode se perguntar: o meu filho é mais desajustado?", exemplifica o autor.
    Acontece que a neurociência tem mostrado que, para aprender a ler, certas partes do cérebro devem ter amadurecido antes. Isso pode acontecer já aos 3 anos de idade, mas em geral se consolida quando as crianças têm 6 ou 7 anos. Por isso, Mora defende que a leitura comece a ser ensinada formalmente aos 7 anos, "uma idade em que, quase certamente, as áreas cerebrais básicas para a leitura estão suficientemente desenvolvidas e maduras em todas as crianças".
    "Esta é precisamente a idade em que se começa a aprender a ler em um país tão avançado na educação quanto é a Finlândia." Esse é um dos exemplos que o pesquisador mais gosta de usar para explicar a importância da neuroeducação, ou seja, uma educação baseada no funcionamento do cérebro. Além do risco de gerar sofrimento e frustração ao colocar uma criança para aprender a ler prematuramente, isso é ineficaz quanto a resultados futuros.
    Em outras palavras, esse início precoce não gera uma vantagem acadêmica nem torna alguém mais inteligente. Por outro lado, há algo a ser feito para ajudar no amadurecimento do cérebro, que tem um componente genético, mas também cultural: crescer com pais que leem traz "uma dimensão emocional que facilita muito o aprendizado da leitura". 3. A internet está gerando um problema de atenção
    "Ninguém duvida que a internet foi uma revolução cultural, criando uma 'era digital' em que a leitura não só é feita mais rapidamente, mas também de uma forma diferente", escreve Mora em Neuroeducación y lectura. Diversos estudos sobre os efeitos da internet nos cérebros de crianças e adolescentes têm mostrado efeitos negativos, desde a diminuição da empatia ao enfraquecimento da capacidade de tomar decisões. 
   Conforme explica o autor em Neuroeducación, para ler precisamos inibir temporariamente "99% de tudo o que normalmente pensamos ou que entra no nosso cérebro e prestarmos atenção em apenas 1% disso". Além disso, ler exige tempo. Já navegar na internet "requer um foco de atenção muito curto e que está em constante mudança". Isso, diz o espanhol, está debilitando um dos muitos tipos de atenção que existem: a atenção executiva. "É aquela que você precisa quando está fazendo um plano de trabalho, aquela que precisa para estudar", explica, acrescentando que se trata de uma atenção "sustentada" e "repousada". Há até quem fale de uma nova forma de atenção, a digital.
    Mora reconhece que hoje não faz sentido memorizar a data de nascimento de uma personalidade histórica, quando o Google pode responder isso rápida e corretamente — mas isso não significa que a memória deixou de ser importante na sala de aula. "É preciso memorizar, e muito, porque suas memórias são o que você é", diz ele. "Não é bom lembrar alguma poesia ou o trecho de algum livro que vá embelezar sua fala?" "Essa é uma dimensão importante da sua individualidade, daquilo que o torna diferente."
4. Ler muda o cérebro (e você)
    Embora o cérebro não seja geneticamente projetado para ler, esse órgão tem uma propriedade fundamental para isso: a plasticidade. A palavra vem do grego "plastikós", que significa "mudança" ou "modelagem". Aprender a ler altera principalmente uma parte do cérebro que tem a função também de identificar formas e detectar rostos — na mesma medida, com a leitura, começamos a processar e construir palavras. "O que (o professor) ensina tem a capacidade de mudar o cérebro das crianças em sua física e química, em sua anatomia e fisiologia, fazendo aumentar algumas sinapses, eliminando outras, formando circuitos neurais cujas funções se expressam no comportamento", escreve Mora em Neuroeducación.
    Mas as transformações não acontecem apenas no nível fisiológico: como diz o autor em seu outro livro, Neuroeducación y lectura, "uma pessoa muda não só com o vivido, mas também com o lido". "Ler não é um ato passivo de absorção do que está escrito em determinado documento ou livro, mas um processo ativo, ou até recreativo ('criar novamente'), em relação ao descrito ali." Como escreveu o filósofo italiano Umberto Eco, em uma citação que Mora adora lembrar: "Quem não lê, aos 70 anos terá vivido apenas uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. Ler é uma imortalidade retroativa."

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59129496 Acesso em 13 de novembro de 2021.
Assinale a alternativa correta quanto ao sentido estabelecido com a parte precedente no terceiro parágrafo pelo termo em destaque no período: “Além disso, sua base não é genética, mas artificial — ou melhor, cultural”. 
Alternativas
Q4365833 Português
“Time Out” escolhe os bairros “mais legais do mundo” em 2021

        Um centro gastronômico na capital dinamarquesa com novos negócios que prosperaram mesmo no auge da pandemia foi considerado o bairro mais legal do mundo pela revista “Time Out”. Nørrebro, em Copenhague, liderou a lista de 2021 da publicação global. A seleção foi compilada usando uma pesquisa com cerca de 27 mil pessoas que vivem em cidades em todo o mundo, analisada pela equipe global de editores da “Time Out”.

        Para a publicação, o espírito comunitário desempenhou um papel importante na seleção dos melhores distritos na esteira da Covid-19. “A pandemia foi bastante devastadora para as cidades e para as empresas de cultura e hospitalidade”, opinou Caroline McGinn, editorachefe global da “Time Out”, ao CNN Travel. “Mas cada um desses lugares tem sua própria história para contar sobre como as pessoas se uniram para apoiar umas às outras – e como inventaram uma nova cultura ao longo dessa trajetória”.

        Andersonville, em Chicago, conhecido por sua cena LGBTQIA+ próspera e pelos espaços verdes, ficou em segundo lugar na lista. Já o histórico bairro de Jongno 3-ga, em Seul, na Coreia do Sul, ficou em terceiro lugar. O quarto lugar ficou com o bairro de Leith, em Edimburgo, uma antiga área industrial da cidade que tem uma cena criativa emergente e uma lista crescente de restaurantes bem cotados. Completando os cinco primeiros está o artístico Station District de Vilnius, na Lituânia, elogiado pela “Time Out” por sua street art e a cena de bares. 

        O bairro número um, Nørrebro, foi recomendado pela “Time Out” não apenas por causa de seu comércio movimentado, com endereços antigos e novos, mas também por suas recentes iniciativas comunitárias, incluindo o programa de domingo sem carros e uma exposição de arte interativa chamada Usynglige Stier (“Caminhos invisíveis”). 

        Copenhague também foi recentemente reconhecida como a cidade “mais segura” do mundo pelo Índice de Cidades Seguras (SCI, na sigla em inglês) da Economist Intelligence Unit. Nesta semana, o restaurante Noma, um marco contemporâneo de Copenhague, também foi eleito o melhor do mundo.
        
        “As classificações da pesquisa não são o único ponto que importa, também pensamos na „vibe‟, na atmosfera do bairro”, disse McGinn, explicando que os editores aprimoraram a lista aplicando uma perspectiva localizada. “Os bairros das grandes cidades são dinâmicos, mudam rapidamente. E isso traz uma coisa muito boa: olhar para algumas das ideias interessantes que viraram realidade de forma muito veloz durante a Covid-19”.

        A “Time Out” também diz que a sustentabilidade está na vanguarda de decisão: o segundo bairro mais legal, Andersonville, Chicago, foi celebrado por seu programa de compostagem ecologicamente correto, chamado Clark Free Composts, enquanto Sai Kung, em Hong Kong, nono na lista, foi elogiado por suas lojas com zero resíduos e o grupo ambientalista Friends of Sai Kung.

        McGinn disse que a pesquisa destacou como as cidades foram afetadas pela pandemia de forma diferente, mas um fator unificador foi “uma grande mudança em direção ao localismo e hiperlocalismo, que veio para ficar”.

        “As pessoas frequentavam seus bairros, dependiam deles para seu sustento, para a vida da comunidade e social e, em muitos casos, se apaixonavam por eles”, disse a editora-chefe.

        A publicação também destacou empresas e pontos de referência obrigatórios para cada bairro – entre eles locais de música ao vivo como o Corner Hotel em Richmond, Melbourne (número 10) e a cafeteria Graine D‟Or em Ngor, Dakar (número oito).

        Para a editora-chefe, os pontos de referência são a “alma de nossas cidades”. “Quando a „Time Out‟ faz a curadoria do melhor das cidades, nossos editores buscam surpresas alegres: os novos pontos fora do radar que não têm um departamento de marketing habilidoso, mas são maravilhosos. Procuramos todas as coisas óbvias – sabor, autenticidade, excelência – mas também o ingrediente secreto, locais onde a vibração e a experiência realmente mexem com o ambiente e parecem definitivas para este lugar e época”.

Fonte: https://viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br/cultura/time-out-escolheos-bairros-mais-legais-do-mundo-em-2021/ Acesso em 08 de outubro de 2021. 
Assinale a alternativa que apresente a função sintática desempenhada pelos termos em destaque no período: Para a publicação, o espírito comunitário desempenhou um papel importante na seleção dos melhores distritos na esteira da Covid-19:
Alternativas
Q4365832 Português
“Time Out” escolhe os bairros “mais legais do mundo” em 2021

        Um centro gastronômico na capital dinamarquesa com novos negócios que prosperaram mesmo no auge da pandemia foi considerado o bairro mais legal do mundo pela revista “Time Out”. Nørrebro, em Copenhague, liderou a lista de 2021 da publicação global. A seleção foi compilada usando uma pesquisa com cerca de 27 mil pessoas que vivem em cidades em todo o mundo, analisada pela equipe global de editores da “Time Out”.

        Para a publicação, o espírito comunitário desempenhou um papel importante na seleção dos melhores distritos na esteira da Covid-19. “A pandemia foi bastante devastadora para as cidades e para as empresas de cultura e hospitalidade”, opinou Caroline McGinn, editorachefe global da “Time Out”, ao CNN Travel. “Mas cada um desses lugares tem sua própria história para contar sobre como as pessoas se uniram para apoiar umas às outras – e como inventaram uma nova cultura ao longo dessa trajetória”.

        Andersonville, em Chicago, conhecido por sua cena LGBTQIA+ próspera e pelos espaços verdes, ficou em segundo lugar na lista. Já o histórico bairro de Jongno 3-ga, em Seul, na Coreia do Sul, ficou em terceiro lugar. O quarto lugar ficou com o bairro de Leith, em Edimburgo, uma antiga área industrial da cidade que tem uma cena criativa emergente e uma lista crescente de restaurantes bem cotados. Completando os cinco primeiros está o artístico Station District de Vilnius, na Lituânia, elogiado pela “Time Out” por sua street art e a cena de bares. 

        O bairro número um, Nørrebro, foi recomendado pela “Time Out” não apenas por causa de seu comércio movimentado, com endereços antigos e novos, mas também por suas recentes iniciativas comunitárias, incluindo o programa de domingo sem carros e uma exposição de arte interativa chamada Usynglige Stier (“Caminhos invisíveis”). 

        Copenhague também foi recentemente reconhecida como a cidade “mais segura” do mundo pelo Índice de Cidades Seguras (SCI, na sigla em inglês) da Economist Intelligence Unit. Nesta semana, o restaurante Noma, um marco contemporâneo de Copenhague, também foi eleito o melhor do mundo.
        
        “As classificações da pesquisa não são o único ponto que importa, também pensamos na „vibe‟, na atmosfera do bairro”, disse McGinn, explicando que os editores aprimoraram a lista aplicando uma perspectiva localizada. “Os bairros das grandes cidades são dinâmicos, mudam rapidamente. E isso traz uma coisa muito boa: olhar para algumas das ideias interessantes que viraram realidade de forma muito veloz durante a Covid-19”.

        A “Time Out” também diz que a sustentabilidade está na vanguarda de decisão: o segundo bairro mais legal, Andersonville, Chicago, foi celebrado por seu programa de compostagem ecologicamente correto, chamado Clark Free Composts, enquanto Sai Kung, em Hong Kong, nono na lista, foi elogiado por suas lojas com zero resíduos e o grupo ambientalista Friends of Sai Kung.

        McGinn disse que a pesquisa destacou como as cidades foram afetadas pela pandemia de forma diferente, mas um fator unificador foi “uma grande mudança em direção ao localismo e hiperlocalismo, que veio para ficar”.

        “As pessoas frequentavam seus bairros, dependiam deles para seu sustento, para a vida da comunidade e social e, em muitos casos, se apaixonavam por eles”, disse a editora-chefe.

        A publicação também destacou empresas e pontos de referência obrigatórios para cada bairro – entre eles locais de música ao vivo como o Corner Hotel em Richmond, Melbourne (número 10) e a cafeteria Graine D‟Or em Ngor, Dakar (número oito).

        Para a editora-chefe, os pontos de referência são a “alma de nossas cidades”. “Quando a „Time Out‟ faz a curadoria do melhor das cidades, nossos editores buscam surpresas alegres: os novos pontos fora do radar que não têm um departamento de marketing habilidoso, mas são maravilhosos. Procuramos todas as coisas óbvias – sabor, autenticidade, excelência – mas também o ingrediente secreto, locais onde a vibração e a experiência realmente mexem com o ambiente e parecem definitivas para este lugar e época”.

Fonte: https://viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br/cultura/time-out-escolheos-bairros-mais-legais-do-mundo-em-2021/ Acesso em 08 de outubro de 2021. 
Assinale a alternativa que apresente a relação estabelecida pelos termos em destaque entre as orações coordenadas do período: O bairro número um, Nørrebro, foi recomendado pela “Time Out” não apenas por causa de seu comércio movimentado, com endereços antigos e novos, mas também por suas recentes iniciativas comunitárias, incluindo o programa de domingo sem carros e uma exposição de arte interativa chamada Usynglige Stier (“Caminhos invisíveis”):
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Q4365687 Português
Paul McCartney diz que foi John Lennon quem causou rompimento dos Beatles

    Quando a maior banda da história musical britânica, “The Beatles“, se separou em 1970, os fãs apontaram o dedo para o vocalista e baixista Paul McCartney. Agora, mais de meio século depois, McCartney revelou que foi, de fato, John Lennon quem instigou a separação da banda.
    Em uma entrevista à BBC Radio 4 ainda a ser divulgada, McCartney contou ao jornalista John Wilson: “John entrou na sala um dia e disse: „Estou saindo dos Beatles‟. E ele disse: „É muito emocionante. É um pouco como um divórcio‟. E então ficamos para colher os pedaços”, afirmou McCartney em uma prévia que foi ao ar no programa “Today Monday”.
   Enquanto Wilson destacou que McCartney foi quem processou seus companheiros de banda para acabar com a parceria comercial, ele também disse que a condição de culpado pela separação da banda teria “frustrado McCartney por meio século”. McCartney disse que a decisão de Lennon de deixar a banda foi impulsionada por sua busca pela justiça social, incluindo movimentos como o “bagism”, em que Lennon e sua esposa, Yoko Ono, usavam sacolas de pano para incitar as pessoas a não julgar os outros baseado em sua aparência. Lennon e Ono também fizeram a campanha “bed-ins” pela paz em Amsterdã e Montreal em 1969, quando ambos se deitaram em quartos de hotel por uma semana em protesto contra conflitos, particularmente a Guerra do Vietnã.
    “O ponto é que John realmente estava vivendo uma nova vida com a Yoko. Ele queria entrar em uma sacola e ficar deitado na cama por uma semana, em Amsterdã, pela paz”, disse McCartney. “Não se discutia contra isso”. McCartney descreveu a separação como o “período mais difícil” de sua vida e disse imaginar que os Beatles continuariam por mais tempo se Lennon não tivesse instigado a separação. “Os Beatles estavam se separando e esta era minha banda, este era meu trabalho, esta era minha vida”, disse ele. “Eu queria que continuasse, achava que estávamos fazendo coisas muito boas – „Abbey Road‟, „Let It Be,‟ nada mal”.
    McCartney lançará um livro de comentários sobre suas composições no próximo mês, que será editado pelo poeta irlandês Paul Muldoon e incluirá canções escritas para os Beatles. Ele também disse a Wilson que ele e Lennon tinham escrito uma peça de quatro páginas no gênero “kitchen sink” antes de começarem a banda.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/paul-mccartney-diz-quefoi-john-lennon-quem-causou-rompimento-dos-beatles/ Acesso em 08 de outubro de 2021.
Assinale a alternativa que apresente o termo que estabelece a concordância de número e gênero para o termo em destaque no período: McCartney disse que a decisão de Lennon de deixar a banda foi impulsionada por sua busca pela justiça social, incluindo movimentos como o “bagism”, em que Lennon e sua esposa, Yoko Ono, usavam sacolas de pano para incitar as pessoas a não julgar os outros baseado em sua aparência:
Alternativas
Q4362253 Português

Leia o texto para responder à questão.



    O último censo da educação superior brasileira deixa claro que o sistema de ensino superior está com dificuldades que _____________ se arrastando ao longo dos últimos anos.

    Com a crise sanitária da Covid-19, os problemas ficaram mais ____________ e foram __________ pela aceleração na queda do número de alunos matriculados e pelos altos índices de evasão, criando uma situação ____________ para grande parcela de instituições, principalmente às de pequeno porte do setor privado. Certamente o momento atual se apresenta como uma boa oportunidade para o início de grandes projetos de transformação institucional.



(Oscar Hipólito. Redes de colaboração: uma estratégia para o ensino superior. Folha de S.Paulo, Caderno Opinião. 07.04.2021. Adaptado)

Em conformidade com as regras de concordância da norma-padrão da língua, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q4360306 Português
TEXTO 01


O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO


(1º§) Todos sabemos que o ser humano se comunica, mas é muito comum encontrar pessoas que não conseguem interagir umas com as outras. Algumas dicas podem mostrar que a pessoa está bem preparada, pois ela vende bem, fala com propriedade, fala com naturalidade, fala para um grande público com bastante desenvoltura e total segurança.

(2º§) A comunicação clara, elegante e precisa é ouro para o crescimento profissional. Ela é uma das principais competências necessárias a todo ser humano, principalmente no mundo em que vivemos, numa época de constantes mudanças quando as empresas estão dando cada vez mais valor a isso. "A comunicação é uma competência fundamental para o profissional moderno que quer se dar bem no mercado de trabalho", afirma Reinaldo Passadori, professor de Comunicação Verbal.

(3º§) Para tanto, ressaltamos que é preciso seguir a norma culta e respeitar as variedades linguísticas, dialetos, os diversos registros verbais, sem desprezar as gírias. Cabe-nos lembrar a importância da língua padrão na sua abrangência, destacando: ortografia, acentuação, pontuação, concordâncias sejam nominais e/ou verbais, entre seus múltiplos aspectos. Comunique-se com os cuidados devidos, busque seu crescimento pessoal e social.

(...)


(https://www.catho.com.br/carreira-sucesso/carreira/...) - (Adaptado)
Analise as assertivas seguintes: 

I.A frase: "Encontrar-nos-emos na Biblioteca para estudar "coerência" e "coesão" na comunicação escrita". - está construída com mesóclise porque o verbo inicial está conjugado no futuro do modo indicativo, sem atrativo para a próclise.
II.O período: "Comunique-se com os cuidados devidos, busque seu crescimento pessoal e social". - é composto por coordenação assindética, e os dois verbos enunciam ações do modo imperativo.
III.Os vícios de linguagem são desvios não intencionais da norma-padrão da língua, gerando problemas de entendimento do enunciado ou ruídos na comunicação, podendo-se exemplificar dentre eles, um erro de regência verbal comprovado na: "Chegamos na Faculdade adiantados em 40 minutos".
IV.Ao escrever um comunicado para os alunos de uma faculdade, comprovamos um pleonasmo vicioso na frase: "Todos os alunos devem entrar para dentro do auditório antes da chegada do palestrante".
V.A frase: "Eu peguei o livro da minha estante". - exemplifica uso de termo ambíguo.
VI.Na frase: "Pedro arriou as compras de mercado e arreou o cavalo de corrida". - temos exemplos de homônimos perfeitos.

Estão CORRETAS, somente:
Alternativas
Q4360304 Português
TEXTO 01


O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO


(1º§) Todos sabemos que o ser humano se comunica, mas é muito comum encontrar pessoas que não conseguem interagir umas com as outras. Algumas dicas podem mostrar que a pessoa está bem preparada, pois ela vende bem, fala com propriedade, fala com naturalidade, fala para um grande público com bastante desenvoltura e total segurança.

(2º§) A comunicação clara, elegante e precisa é ouro para o crescimento profissional. Ela é uma das principais competências necessárias a todo ser humano, principalmente no mundo em que vivemos, numa época de constantes mudanças quando as empresas estão dando cada vez mais valor a isso. "A comunicação é uma competência fundamental para o profissional moderno que quer se dar bem no mercado de trabalho", afirma Reinaldo Passadori, professor de Comunicação Verbal.

(3º§) Para tanto, ressaltamos que é preciso seguir a norma culta e respeitar as variedades linguísticas, dialetos, os diversos registros verbais, sem desprezar as gírias. Cabe-nos lembrar a importância da língua padrão na sua abrangência, destacando: ortografia, acentuação, pontuação, concordâncias sejam nominais e/ou verbais, entre seus múltiplos aspectos. Comunique-se com os cuidados devidos, busque seu crescimento pessoal e social.

(...)


(https://www.catho.com.br/carreira-sucesso/carreira/...) - (Adaptado)
Analise as assertivas com o código: (C) Certo ou (E) Errado. 

(__)A oração: "Ela é uma das principais competências necessárias a todo ser humano" - está escrita com os termos essenciais explícitos e dispostos na ordem direta.
(__)O sujeito da oração: "Para tanto, ressaltamos" é elíptico, identificado pela desinência verbal.
(__)A expressão verbal: "podem mostrar" exemplifica um tempo composto, formada por verbos regulares da mesma conjugação, enunciando ideia da forma nominal do infinitivo flexionado.
(__)O período: "Algumas dicas podem mostrar que a pessoa está bem preparada, pois ela vende bem, fala com propriedade, fala com naturalidade, fala para um grande público com bastante desenvoltura e total segurança". - é composto por subordinação e todas as orações são subordinativas substantivas e adjetivas. 
(__)Dentre o rol dos sinônimos de: "competência", podemos citar: "habilidade", "aptidão" e "capacidade".

Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4360071 Português
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


UMA BANDA MUSICAL INFANTO-JUVENIL EM ENSAIO


(1º§) Uma banda, conjunto ou grupo musical, é uma reunião de músicos famosos, formada com o intuito de tocar arranjos musicais. Pode tratar-se, inclusive, de uma banda militar.

(2º§) No Brasil, inicialmente, a expressão 'banda de música' ou simplesmente 'banda' foi utilizada para definir a formação musical composta por madeiras, metais e percussão. Essa é a tradicional banda de música a que se refere a famosa canção "A Banda", do compositor Chico Buarque de Holanda. 

(3º§) Com o surgimento do rock and roll, os grupos que tocavam esse estilo musical passaram a ser denominados 'bandas de rock' ou simplesmente bandas. A partir daí, "banda musical" ou "banda" passou a designar diferentes tipos de grupos e formações musicais. Bandas de rock tipicamente possuem um ou dois guitarristas, baixistas, bateristas e, dependendo do estilo, tecladista. Geralmente possuem também um vocalista, que pode ser um dos instrumentistas ou um músico dedicado exclusivamente a cantar.

(4º§) Grupos de jazz variam bastante em sua formação, mas configurações tradicionais, em geral, incluem uma seção rítmica (popularmente chamada de "cozinha") composta por um baterista, baixista e pianista, e uma seção de metais, com saxofonistas e/ou trompetistas. Grupos de jazz moderno costumam adicionar guitarristas e tecladistas.


(https://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_musical) - (Adaptado)
Analise as assertivas com o código: (C) Certo) ou (E) Errado.

(__)O (1º§) apresenta termos denotativos para esclarecer sobre uma banda, enquanto o (2º§) amplia informações contidas no (1º§).
(__)O (3º§) faz referência às origens do nome "banda de rock", citando também a composição dos respectivos integrantes.
(__)As vírgulas do trecho: "Uma banda, conjunto ou grupo musical, é uma reunião de músicos famosos" - intercalam informação entre o sujeito e o predicado.
(__)A oração: "A partir daí, "banda musical" ou "banda" passou a designar diferentes tipos de grupos e formações musicais". - exemplifica construção feita com a figura de linguagem denominada "hipérbato".
(__)Nas palavras: "expressão" e "formação" não temos acento gráfico que justifique a tonicidade oxítona; na palavra: "música" o acento agudo é obrigatório, porque toda palavra proparoxítona tem que ser acentuada.

Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4360070 Português
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


UMA BANDA MUSICAL INFANTO-JUVENIL EM ENSAIO


(1º§) Uma banda, conjunto ou grupo musical, é uma reunião de músicos famosos, formada com o intuito de tocar arranjos musicais. Pode tratar-se, inclusive, de uma banda militar.

(2º§) No Brasil, inicialmente, a expressão 'banda de música' ou simplesmente 'banda' foi utilizada para definir a formação musical composta por madeiras, metais e percussão. Essa é a tradicional banda de música a que se refere a famosa canção "A Banda", do compositor Chico Buarque de Holanda. 

(3º§) Com o surgimento do rock and roll, os grupos que tocavam esse estilo musical passaram a ser denominados 'bandas de rock' ou simplesmente bandas. A partir daí, "banda musical" ou "banda" passou a designar diferentes tipos de grupos e formações musicais. Bandas de rock tipicamente possuem um ou dois guitarristas, baixistas, bateristas e, dependendo do estilo, tecladista. Geralmente possuem também um vocalista, que pode ser um dos instrumentistas ou um músico dedicado exclusivamente a cantar.

(4º§) Grupos de jazz variam bastante em sua formação, mas configurações tradicionais, em geral, incluem uma seção rítmica (popularmente chamada de "cozinha") composta por um baterista, baixista e pianista, e uma seção de metais, com saxofonistas e/ou trompetistas. Grupos de jazz moderno costumam adicionar guitarristas e tecladistas.


(https://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_musical) - (Adaptado)
Analise as assertivas com o código: V (Verdadeiro) ou F (Falso).

(__)Os verbos do período: "Os grupos que tocavam esse estilo musical passaram a ser denominados 'bandas de rock' ou simplesmente bandas". - estão conjugados, respectivamente, no pretérito imperfeito do modo indicativo e pretérito perfeito do modo indicativo, correspondendo a uma: ação contínua no passado e uma ação concluída no passado.
(__)Cada um dos termos: "Brasil", "grupo" e "tecladistas" está escrito com encontro consonantal.
(__)Os verbos: "costumam adicionar" formam uma locução verbal, "costumam" é sinônimo de: "habituam", enquanto "adicionar" é antônimo de: "suprimir".
(__)A expressão: "configurações tradicionais" é formada por substantivo e adjetivo ambos polissílabos, escritos com ditongo decrescente. A preposição da expressão: "de uma banda militar". - introduz um objeto indireto.
(__)A frase: Quero saber o porquê de você preferir ser um tecladista". - está com a grafia correta do "porquê" pelo fato de ele ter passado para a classe dos substantivos.

Após análise, marque a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4360069 Português
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


UMA BANDA MUSICAL INFANTO-JUVENIL EM ENSAIO


(1º§) Uma banda, conjunto ou grupo musical, é uma reunião de músicos famosos, formada com o intuito de tocar arranjos musicais. Pode tratar-se, inclusive, de uma banda militar.

(2º§) No Brasil, inicialmente, a expressão 'banda de música' ou simplesmente 'banda' foi utilizada para definir a formação musical composta por madeiras, metais e percussão. Essa é a tradicional banda de música a que se refere a famosa canção "A Banda", do compositor Chico Buarque de Holanda. 

(3º§) Com o surgimento do rock and roll, os grupos que tocavam esse estilo musical passaram a ser denominados 'bandas de rock' ou simplesmente bandas. A partir daí, "banda musical" ou "banda" passou a designar diferentes tipos de grupos e formações musicais. Bandas de rock tipicamente possuem um ou dois guitarristas, baixistas, bateristas e, dependendo do estilo, tecladista. Geralmente possuem também um vocalista, que pode ser um dos instrumentistas ou um músico dedicado exclusivamente a cantar.

(4º§) Grupos de jazz variam bastante em sua formação, mas configurações tradicionais, em geral, incluem uma seção rítmica (popularmente chamada de "cozinha") composta por um baterista, baixista e pianista, e uma seção de metais, com saxofonistas e/ou trompetistas. Grupos de jazz moderno costumam adicionar guitarristas e tecladistas.


(https://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_musical) - (Adaptado)
Sobre a estrutura da frase "Uma banda musical infanto-juvenil em ensaio" que dá título ao texto, marque a alternativa com informação INCORRETA.
Alternativas
Q4356451 Português
Assinale a regra incorreta a ser empregada nos casos de concordância nominal: 
Alternativas
Q4356446 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 



Analise o trecho a seguir retirado do Texto para responder à questão:



“[...] – admitiram, durante o confinamento imposto pela covid-19, que lamentavam sua ausência.” (linhas 15 a 17) 



O trecho “que lamentavam sua ausência” exerce função sintática de:
Alternativas
Q4356445 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 



Analise o trecho a seguir retirado do Texto para responder à questão:



“[...] – admitiram, durante o confinamento imposto pela covid-19, que lamentavam sua ausência.” (linhas 15 a 17) 



Sobre a análise sintática do trecho, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4356422 Português
Com base nos vícios de linguagem, assinale a alternativa que representa corretamente um caso de solecismo: 
Alternativas
Q4356421 Português

A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 



Sobre a vírgula empregada no trecho abaixo, assinale a alternativa correta: 



“„Definitivamente, estamos no lugar certo.‟" (linha 1). 

Alternativas
Q4356419 Português

A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 



No contexto em que está inserido, o verbo “Há” (linha 1) assume a seguinte transitividade verbal:
Alternativas
Q4356418 Português

A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 



Analise o período a seguir para responder à questão:



“Os pesquisadores agora estão confiantes de que enviaram o veículo para o local...” (linhas 6 e 7).



Sobre a partícula “que”, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q4356417 Português

A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 



Analise o período a seguir para responder à questão:



“Os pesquisadores agora estão confiantes de que enviaram o veículo para o local...” (linhas 6 e 7).



O trecho “de que enviaram o veículo para o local...”, no contexto em que está inserido, exerce a seguinte função sintática:
Alternativas
Respostas
27121: C
27122: A
27123: D
27124: A
27125: B
27126: D
27127: A
27128: B
27129: B
27130: D
27131: C
27132: D
27133: C
27134: A
27135: B
27136: C
27137: D
27138: A
27139: A
27140: B