Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Texto para o item.

Rubem Braga. O Conde e o passarinho & Morro do isolamento.
Rio de Janeiro: Record, 2002. p.156-7.
Considerando os aspectos linguísticos e as ideias do texto, julgue o item.
As orações do trecho “– Ele disse que ia tomar um
cafezinho…” (linha 29) apresentam uma relação de
coordenação.

A chama é bela
Nos anos 1970 comprei uma casa no campo com uma bela lareira, e para meus filhos, entre 10 e 12 anos, a experiência do fogo, da brasa que arde, da chama, era um fenômeno absolutamente novo. E percebi que quando a lareira estava acesa eles deixavam a televisão de lado. A chama era mais bela e variada do que qualquer programa, contava histórias infinitas, não seguia esquemas fixos como um programa televisivo.
O fogo também se faz metáfora de muitas pulsões, do inflamar-se de ódio ao fogo da paixão amorosa. E o fogo pode ser a luz ofuscante que os olhos não podem fixar, como não podem encarar o Sol (o calor do fogo remete ao calor do Sol), mas devidamente amestrado, quando se transforma em luz de vela, permite jogos de claro-escuro, vigílias noturnas nas quais uma chama solitária nos obriga a imaginar coisas sem nome...
O fogo nasce da matéria para transformar-se em substância cada vez mais leve e aérea, da chama rubra ou azulada da raiz à chama branca do ápice, até desmaiar em fumaça... Nesse sentido, a natureza do fogo é ascensional, remete a uma transcendência e, contudo, talvez porque tenhamos aprendido que ele vive no coração da Terra, é também símbolo de profundidades infernais. É vida, mas é também experiência de seu apagar-se e de sua contínua fragilidade.
(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 54-55)
Língua Portuguesa
O meu ofício
O meu ofício é escrever, e sei bem disso há muito tempo. Espero não ser mal-entendida: não sei nada sobre o valor daquilo que posso escrever. Quando me ponho a escrever, sinto-me extraordinariamente à vontade e me movo num elemento que tenho a impressão de conhecer extraordinariamente bem: utilizo instrumentos que me são conhecidos e familiares e os sinto bem firmes em minhas mãos. Se faço qualquer outra coisa, se estudo uma língua estrangeira, se tento aprender história ou geografia, ou tricotar uma malha, ou viajar, sofro e me pergunto como é que os outros conseguem fazer essas coisas. E tenho a impressão de ser cega e surda como uma náusea dentro de mim.
Já quando escrevo nunca penso que talvez haja um modo mais correto, do qual os outros escritores se servem. Não me importa nada o modo dos outros escritores. O fato é que só sei escrever histórias. Se tento escrever um ensaio de crítica ou um artigo sob encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim. O que escrevo nesses casos tenho de ir buscar fora de mim. E sempre tenho a sensação de enganar o próximo com palavras tomadas de empréstimo ou furtadas aqui e ali.
Quando escrevo histórias, sou como alguém que está em seu país, nas ruas que conhece desde a infância, entre as árvores e os muros que são seus. Este é o meu ofício, e o farei até a morte. Entre os cinco e dez anos ainda tinha dúvidas e às vezes imaginava que podia pintar, ou conquistar países a cavalo, ou inventar uma nova máquina. Mas a primeira coisa séria que fiz foi escrever um conto, um conto curto, de cinco ou seis páginas: saiu de mim como um milagre, numa noite, e quando finalmente fui dormir estava exausta, atônita, estupefata.
(Adaptado de: GINZBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurício Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2015, p, 72-77, passim)
Atenção: Leia o trecho da crônica “Retrato de velho”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.

Assinale a opção em que a preposição DE é fruto da regência de algum termo anterior.
Nessa frase os termos sublinhados exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas:
COLUNA I.
A- Sujeito. B- Sujeito indeterminado. C- Oração sem sujeito. D- Sujeito simples. E- Sujeito composto. F- Sujeito oculto/elíptico.
COLUNA II.
1- Pode ocorrer com o verbo na 3ª pessoa do plural, com o verbo na 3ª pessoa do singular + se. 2- Apresenta um único núcleo. 3- Identificável pela desinência verbal, ou pelo contexto. 4- Apresenta dois, ou mais núcleos. 5- Aparece com verbo impessoal. Principais verbos impessoais (verbos que não admitem sujeito): haver, {significando existir, ou acontecer e na indicação de tempo}; fazer, {indicando tempo decorrido, ou a decorrer}. 6- É o termo da oração com o qual o verbo concorda em pessoa (1ª, 2ª, 3ª) e número (singular e plural).

Sobre o texto 1, é correto afirmar:
As pessoas acidentadas foram encaminhadas a diferentes clinicas _______.
“Toda a humanidade estaria condenada ao sofrimento se houvesse um juízo para as vicissitudes do amor”. Assim, começou a carta que recebi de minha doce amada a quem havia feito sofrer recentemente. Não precisava ela de o lembrar a mim. Em nosso último encontro, às margens do Rio Ipiranga, gritei efusivamente: - Digo ao teu coração que parto agora! Ali naquela hora sei que o ferimento provocado interessou sua alma de tal modo que ela sucumbiu. A vida é suas decisões já me dizia meu velho pai! O que se há de fazer? Agora é deixar as lágrimas correrem e esperar outro amor se aproximar.
Analise as afirmativas abaixo feitas sobre o texto.
1. O texto está coeso e é coerente. 2. O aluno possui bom vocabulário. 3. Há alguns desvios de regência verbal, mas que em nada prejudicam a mensagem do enunciador. 4. Não há erros de concordância verbal e/ou nominal. 5. O texto, fazendo referência irônica a fato histórico, faz uso inapropriado da língua e fere o princípio da autoria.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Gente, venham para cá! 2. Algum de nós saímos. 3. As estrelas parecia brilharem, eu mesma presenciei – disse a garota entusiasmada. 4. Tratavam-se de questões fundamentais para o exercício da docência. 5. Mesmo a contragosto, envio anexo ao recibo solicitado, por esse belo portador, essa missiva cheia de promessas de amor.
Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas.
1. Estavas triste. / Estavas em casa. 2. Andei muito preocupado. / Andei muito hoje. 3. Fiquei pesaroso. / Fiquei na minha sala.
Assinale a alternativa correta em relação as frases.
1. Em “Na tua comunidade não há quem ensine?“, a regência do verbo “ensinar” está correta como intransitivo. 2. Em “Ele percebeu, então, que falara demais a ponto de lhe interessar, e olhou-a rapidamente de lado.“, há problemas com a regência do verbo “interessar” já que no sentido usado deveria reger objeto direto obrigatoriamente 3. Em “Admiras-te, tu, de não seres obedecida? Ora, pois, obedeça ao amor e verás!“, o verbo “obedecer” está corretamente empregado nas duas vezes em que aparece, pois, embora seja transitivo indireto, admite voz passiva. 4. Em “Naquele momento, avisaram-no que chegaria mais merenda na escola. Ele esperou.“, os verbos “avisar” e “esperar” estão corretamente empregados, sendo que o último está em sua acepção intransitiva. 5. Em “O meio mais seguro que dispomos para viajar ainda é a bicicleta, quer queiram ou não!“, a regência do verbo “dispor” atende à norma- -padrão, já a do “querer”, por ter seu objeto direto implícito, apresenta erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
“A ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha”.
Analise as afirmativas abaixo, considerando a morfossintaxe da frase.
1. O sujeito da primeira oração está determinado por artigo. 2. O predicado da primeira oração é nominal. 3. É um período composto por coordenação, sendo a segunda oração uma coordenada aditiva. 4. O termo “lhe” é um adjunto adnominal, pois pode ser substituído por um pronome possessivo. 5. O pronome relativo “quem” exerce a função sintática de sujeito da oração a que pertence.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.