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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.395 questões

Q4039867 Português

Para responder à questão.


USP cria biossensor barato que identifica câncer de pâncreas em 10 minutos


Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molecula biomarcadora (C419-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acessíveis.

"Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso tambem que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doença", conta Débora Gonçalves, professora do IFSC-USP (lnstituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo) e coordenadora do projeto.

No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biologico do câncer de pâncreas. A proteína é frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.

"Nos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais. O próximo passo do nosso trabalho é ampliar o número de análises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto", conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da FAPESP e primeira autora do estudo.

 O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratórios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. "Por isso, o objetivo da pesquisa foi crlar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico", afirma Soares.

O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas elétricas (capacitância) em presença da glicoproteína CA19-9 no sangue dos pacientes, funcionando como um sistema de "chave e fechadura". Isso porque a superfície do dispositivo contém anticorpos específicos contra a proteína CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moléculas do biomarcador e capturam a proteína.

A ligação altera a distribuição de cargas eletricas na superfície do eletrodo e o sensor traduz essa variação em um sinal mensurável de capacitância. "Quanto maior a concentração de CA19-9, maior a variação detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o slstema compara o resultado com uma curva de calibração preestabelecida, estimando a quantidade da proteína no sangue. Isso nos permite identificar concentrações muito baixas de CA'l 9- 9, o que possibilita o diagnostico precoce da doença de forma rápida e acessível", explica Soares.



 Fonte: https.//www.cnnbrasil.com.brlsaude/usp-cria-biossensor baratoque-identifica cancer-de pancreas-em 10-minutos/ (adaptado)

Para organizar o raciocínio, o texto vale-se de termos conectivos. No quinto parágrafo, encontramos a seguinte passagem explicando a meta dos cientistas: "Por isso, o objetivo da pesquisa foi criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo". O termo sublinhado liga as ideias do texto e expressa um sentido específico. Acerca disso, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4039863 Português

Para responder à questão.


USP cria biossensor barato que identifica câncer de pâncreas em 10 minutos


Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molecula biomarcadora (C419-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acessíveis.

"Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso tambem que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doença", conta Débora Gonçalves, professora do IFSC-USP (lnstituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo) e coordenadora do projeto.

No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biologico do câncer de pâncreas. A proteína é frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.

"Nos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais. O próximo passo do nosso trabalho é ampliar o número de análises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto", conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da FAPESP e primeira autora do estudo.

 O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratórios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. "Por isso, o objetivo da pesquisa foi crlar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico", afirma Soares.

O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas elétricas (capacitância) em presença da glicoproteína CA19-9 no sangue dos pacientes, funcionando como um sistema de "chave e fechadura". Isso porque a superfície do dispositivo contém anticorpos específicos contra a proteína CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moléculas do biomarcador e capturam a proteína.

A ligação altera a distribuição de cargas eletricas na superfície do eletrodo e o sensor traduz essa variação em um sinal mensurável de capacitância. "Quanto maior a concentração de CA19-9, maior a variação detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o slstema compara o resultado com uma curva de calibração preestabelecida, estimando a quantidade da proteína no sangue. Isso nos permite identificar concentrações muito baixas de CA'l 9- 9, o que possibilita o diagnostico precoce da doença de forma rápida e acessível", explica Soares.



 Fonte: https.//www.cnnbrasil.com.brlsaude/usp-cria-biossensor baratoque-identifica cancer-de pancreas-em 10-minutos/ (adaptado)

Analise a frase retirada do início do texto: Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico Diante disso, avalie as assertivas abaixo sobre a estrutura dessa oração:


I. O verbo desenvolveram está escrito no plural para concordar corretamente com o termo Pesquisadores brasileiros.

II. Se a expressão Pesquisadores brasileiros fosse trocada no texto por "O pesquisador brasileiro", a forma verbal deveria mudar obrigatoriamente para "desenvolveu".

III. A frase em destaque indica uma ação que ainda vai acontecer em um futuro distante.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4039861 Português

Para responder à questão.


USP cria biossensor barato que identifica câncer de pâncreas em 10 minutos


Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molecula biomarcadora (C419-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acessíveis.

"Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso tambem que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doença", conta Débora Gonçalves, professora do IFSC-USP (lnstituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo) e coordenadora do projeto.

No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biologico do câncer de pâncreas. A proteína é frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.

"Nos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais. O próximo passo do nosso trabalho é ampliar o número de análises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto", conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da FAPESP e primeira autora do estudo.

 O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratórios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. "Por isso, o objetivo da pesquisa foi crlar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico", afirma Soares.

O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas elétricas (capacitância) em presença da glicoproteína CA19-9 no sangue dos pacientes, funcionando como um sistema de "chave e fechadura". Isso porque a superfície do dispositivo contém anticorpos específicos contra a proteína CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moléculas do biomarcador e capturam a proteína.

A ligação altera a distribuição de cargas eletricas na superfície do eletrodo e o sensor traduz essa variação em um sinal mensurável de capacitância. "Quanto maior a concentração de CA19-9, maior a variação detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o slstema compara o resultado com uma curva de calibração preestabelecida, estimando a quantidade da proteína no sangue. Isso nos permite identificar concentrações muito baixas de CA'l 9- 9, o que possibilita o diagnostico precoce da doença de forma rápida e acessível", explica Soares.



 Fonte: https.//www.cnnbrasil.com.brlsaude/usp-cria-biossensor baratoque-identifica cancer-de pancreas-em 10-minutos/ (adaptado)

A união das frases em um texto e feita por palavras que estabelecem relações de sentido e dão continuidade ao assunto. Diante disso, leia o trecho adaptado do texto:


O câncer de pâncreas é um dos tipos mais letais. ________, a ideia de desenvolver um biossensor simples e barato do princípio de dar acesso rápido dos exames.


Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:

Alternativas
Q4039740 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O passado português do estreito de Ormuz, no centro das atenções pela guerra no Irã 


Em uma crônica do século XVI, o historiador português João de Barros descreveu Ormuz como uma cidade localizada quase na entrada do estreito do mar da Pérsia. Segundo ele, tratava-se de uma ilha árida, rica em sal e enxofre, onde não crescia vegetação. Ainda assim, destacava-se pela imponência de seus edifícios e pela intensa atividade comercial, funcionando como ponto de encontro de mercadorias vindas do Oriente e do Ocidente. Mesmo sem produzir riquezas naturais, a cidade prosperava por meio do comércio, sendo comparada a uma joia valiosa em meio ao mundo.


Atualmente, em evidência por questões geopolíticas envolvendo conflitos no Oriente Médio, o estreito de Ormuz já integrou o conjunto de territórios conquistados por Portugal durante o período das Grandes Navegações. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a presença portuguesa na região teve caráter predominantemente estratégico. Os portugueses estabeleceram uma fortaleza e utilizaram a cidade situada na ilha de Gerum como ponto de apoio para embarcações que percorriam as rotas comerciais do Oceano Índico.


Apesar das condições naturais adversas, a localização privilegiada de Ormuz favoreceu o surgimento de uma cidade cosmopolita, essencial para a navegação de cabotagem, prática comum na época, que exigia paradas frequentes para abastecimento e comércio. A principal marca da presença portuguesa é o Forte de Nossa Senhora da Conceição, inaugurado em 1515, cujas ruínas permanecem preservadas como patrimônio histórico.


A relevância de Ormuz, no entanto, é muito anterior à chegada dos portugueses. Registros indicam sua importância comercial desde pelo menos o século II. Inicialmente situada no interior do império persa, a cidade foi posteriormente transferida para a ilha de Gerum após sucessivos ataques, o que fortaleceu ainda mais sua posição estratégica. A partir daí, consolidou-se como centro de circulação de rotas comerciais que conectavam diversas regiões da Ásia e da Europa.


O interesse português pela região intensificou-se após a expedição de Vasco da Gama, que evidenciou a importância de Ormuz como elo entre rotas marítimas e caravanas terrestres. A cidade exercia domínio sobre áreas costeiras e ilhas do Golfo Pérsico, além de manter um comércio diversificado, com destaque para a exportação de cavalos à Índia, produto de grande valor estratégico. Também eram negociados itens como pérolas, especiarias, metais e tecidos, enquanto importavam-se alimentos e produtos aromáticos.


O domínio português foi consolidado a partir das ações de Afonso de Albuquerque, que, em 1507, iniciou a conquista da região. Após acordos e conflitos, a presença lusitana se firmou em 1515, quando a cidade foi definitivamente submetida. Ormuz passou a integrar o sistema comercial português, funcionando como elo entre as rotas do Oriente e os mercados ocidentais, além de permitir o controle e a tributação das mercadorias que circulavam pelo estreito. Esse domínio, entretanto, não foi permanente. A posição estratégica da região a tornou alvo de disputas constantes, especialmente por parte do Império Otomano e, posteriormente, de forças persas com apoio inglês. Em 1622, após meses de cerco, as tropas portuguesas foram derrotadas e expulsas, encerrando sua presença no Golfo Pérsico.


Assim, a história de Ormuz revela a importância geopolítica e comercial do estreito ao longo dos séculos, destacando-se como ponto central nas disputas por controle das rotas entre Oriente e Ocidente. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedz755qj05o.adaptado. 

A posição estratégica da região a "tornou" alvo de disputas constantes, especialmente por parte do Império Otomano.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à regência e à classificação sintática do verbo destacado.
Alternativas
Q4039739 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O passado português do estreito de Ormuz, no centro das atenções pela guerra no Irã 


Em uma crônica do século XVI, o historiador português João de Barros descreveu Ormuz como uma cidade localizada quase na entrada do estreito do mar da Pérsia. Segundo ele, tratava-se de uma ilha árida, rica em sal e enxofre, onde não crescia vegetação. Ainda assim, destacava-se pela imponência de seus edifícios e pela intensa atividade comercial, funcionando como ponto de encontro de mercadorias vindas do Oriente e do Ocidente. Mesmo sem produzir riquezas naturais, a cidade prosperava por meio do comércio, sendo comparada a uma joia valiosa em meio ao mundo.


Atualmente, em evidência por questões geopolíticas envolvendo conflitos no Oriente Médio, o estreito de Ormuz já integrou o conjunto de territórios conquistados por Portugal durante o período das Grandes Navegações. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a presença portuguesa na região teve caráter predominantemente estratégico. Os portugueses estabeleceram uma fortaleza e utilizaram a cidade situada na ilha de Gerum como ponto de apoio para embarcações que percorriam as rotas comerciais do Oceano Índico.


Apesar das condições naturais adversas, a localização privilegiada de Ormuz favoreceu o surgimento de uma cidade cosmopolita, essencial para a navegação de cabotagem, prática comum na época, que exigia paradas frequentes para abastecimento e comércio. A principal marca da presença portuguesa é o Forte de Nossa Senhora da Conceição, inaugurado em 1515, cujas ruínas permanecem preservadas como patrimônio histórico.


A relevância de Ormuz, no entanto, é muito anterior à chegada dos portugueses. Registros indicam sua importância comercial desde pelo menos o século II. Inicialmente situada no interior do império persa, a cidade foi posteriormente transferida para a ilha de Gerum após sucessivos ataques, o que fortaleceu ainda mais sua posição estratégica. A partir daí, consolidou-se como centro de circulação de rotas comerciais que conectavam diversas regiões da Ásia e da Europa.


O interesse português pela região intensificou-se após a expedição de Vasco da Gama, que evidenciou a importância de Ormuz como elo entre rotas marítimas e caravanas terrestres. A cidade exercia domínio sobre áreas costeiras e ilhas do Golfo Pérsico, além de manter um comércio diversificado, com destaque para a exportação de cavalos à Índia, produto de grande valor estratégico. Também eram negociados itens como pérolas, especiarias, metais e tecidos, enquanto importavam-se alimentos e produtos aromáticos.


O domínio português foi consolidado a partir das ações de Afonso de Albuquerque, que, em 1507, iniciou a conquista da região. Após acordos e conflitos, a presença lusitana se firmou em 1515, quando a cidade foi definitivamente submetida. Ormuz passou a integrar o sistema comercial português, funcionando como elo entre as rotas do Oriente e os mercados ocidentais, além de permitir o controle e a tributação das mercadorias que circulavam pelo estreito. Esse domínio, entretanto, não foi permanente. A posição estratégica da região a tornou alvo de disputas constantes, especialmente por parte do Império Otomano e, posteriormente, de forças persas com apoio inglês. Em 1622, após meses de cerco, as tropas portuguesas foram derrotadas e expulsas, encerrando sua presença no Golfo Pérsico.


Assim, a história de Ormuz revela a importância geopolítica e comercial do estreito ao longo dos séculos, destacando-se como ponto central nas disputas por controle das rotas entre Oriente e Ocidente. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedz755qj05o.adaptado. 

Atualmente, em evidência por questões geopolíticas envolvendo conflitos no Oriente Médio, o estreito de Ormuz já integrou o conjunto de territórios conquistados por Portugal durante o período das Grandes Navegações.


Assinale a alternativa CORRETA quanto à identificação de termos acessórios presentes na frase. 

Alternativas
Q4039738 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O passado português do estreito de Ormuz, no centro das atenções pela guerra no Irã 


Em uma crônica do século XVI, o historiador português João de Barros descreveu Ormuz como uma cidade localizada quase na entrada do estreito do mar da Pérsia. Segundo ele, tratava-se de uma ilha árida, rica em sal e enxofre, onde não crescia vegetação. Ainda assim, destacava-se pela imponência de seus edifícios e pela intensa atividade comercial, funcionando como ponto de encontro de mercadorias vindas do Oriente e do Ocidente. Mesmo sem produzir riquezas naturais, a cidade prosperava por meio do comércio, sendo comparada a uma joia valiosa em meio ao mundo.


Atualmente, em evidência por questões geopolíticas envolvendo conflitos no Oriente Médio, o estreito de Ormuz já integrou o conjunto de territórios conquistados por Portugal durante o período das Grandes Navegações. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a presença portuguesa na região teve caráter predominantemente estratégico. Os portugueses estabeleceram uma fortaleza e utilizaram a cidade situada na ilha de Gerum como ponto de apoio para embarcações que percorriam as rotas comerciais do Oceano Índico.


Apesar das condições naturais adversas, a localização privilegiada de Ormuz favoreceu o surgimento de uma cidade cosmopolita, essencial para a navegação de cabotagem, prática comum na época, que exigia paradas frequentes para abastecimento e comércio. A principal marca da presença portuguesa é o Forte de Nossa Senhora da Conceição, inaugurado em 1515, cujas ruínas permanecem preservadas como patrimônio histórico.


A relevância de Ormuz, no entanto, é muito anterior à chegada dos portugueses. Registros indicam sua importância comercial desde pelo menos o século II. Inicialmente situada no interior do império persa, a cidade foi posteriormente transferida para a ilha de Gerum após sucessivos ataques, o que fortaleceu ainda mais sua posição estratégica. A partir daí, consolidou-se como centro de circulação de rotas comerciais que conectavam diversas regiões da Ásia e da Europa.


O interesse português pela região intensificou-se após a expedição de Vasco da Gama, que evidenciou a importância de Ormuz como elo entre rotas marítimas e caravanas terrestres. A cidade exercia domínio sobre áreas costeiras e ilhas do Golfo Pérsico, além de manter um comércio diversificado, com destaque para a exportação de cavalos à Índia, produto de grande valor estratégico. Também eram negociados itens como pérolas, especiarias, metais e tecidos, enquanto importavam-se alimentos e produtos aromáticos.


O domínio português foi consolidado a partir das ações de Afonso de Albuquerque, que, em 1507, iniciou a conquista da região. Após acordos e conflitos, a presença lusitana se firmou em 1515, quando a cidade foi definitivamente submetida. Ormuz passou a integrar o sistema comercial português, funcionando como elo entre as rotas do Oriente e os mercados ocidentais, além de permitir o controle e a tributação das mercadorias que circulavam pelo estreito. Esse domínio, entretanto, não foi permanente. A posição estratégica da região a tornou alvo de disputas constantes, especialmente por parte do Império Otomano e, posteriormente, de forças persas com apoio inglês. Em 1622, após meses de cerco, as tropas portuguesas foram derrotadas e expulsas, encerrando sua presença no Golfo Pérsico.


Assim, a história de Ormuz revela a importância geopolítica e comercial do estreito ao longo dos séculos, destacando-se como ponto central nas disputas por controle das rotas entre Oriente e Ocidente. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedz755qj05o.adaptado. 

O interesse português pela região intensificou-se após a expedição de Vasco da Gama, "que evidenciou a importância de Ormuz como elo entre rotas marítimas e caravanas terrestres".


Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação da oração destacada. 

Alternativas
Q4039736 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O passado português do estreito de Ormuz, no centro das atenções pela guerra no Irã 


Em uma crônica do século XVI, o historiador português João de Barros descreveu Ormuz como uma cidade localizada quase na entrada do estreito do mar da Pérsia. Segundo ele, tratava-se de uma ilha árida, rica em sal e enxofre, onde não crescia vegetação. Ainda assim, destacava-se pela imponência de seus edifícios e pela intensa atividade comercial, funcionando como ponto de encontro de mercadorias vindas do Oriente e do Ocidente. Mesmo sem produzir riquezas naturais, a cidade prosperava por meio do comércio, sendo comparada a uma joia valiosa em meio ao mundo.


Atualmente, em evidência por questões geopolíticas envolvendo conflitos no Oriente Médio, o estreito de Ormuz já integrou o conjunto de territórios conquistados por Portugal durante o período das Grandes Navegações. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a presença portuguesa na região teve caráter predominantemente estratégico. Os portugueses estabeleceram uma fortaleza e utilizaram a cidade situada na ilha de Gerum como ponto de apoio para embarcações que percorriam as rotas comerciais do Oceano Índico.


Apesar das condições naturais adversas, a localização privilegiada de Ormuz favoreceu o surgimento de uma cidade cosmopolita, essencial para a navegação de cabotagem, prática comum na época, que exigia paradas frequentes para abastecimento e comércio. A principal marca da presença portuguesa é o Forte de Nossa Senhora da Conceição, inaugurado em 1515, cujas ruínas permanecem preservadas como patrimônio histórico.


A relevância de Ormuz, no entanto, é muito anterior à chegada dos portugueses. Registros indicam sua importância comercial desde pelo menos o século II. Inicialmente situada no interior do império persa, a cidade foi posteriormente transferida para a ilha de Gerum após sucessivos ataques, o que fortaleceu ainda mais sua posição estratégica. A partir daí, consolidou-se como centro de circulação de rotas comerciais que conectavam diversas regiões da Ásia e da Europa.


O interesse português pela região intensificou-se após a expedição de Vasco da Gama, que evidenciou a importância de Ormuz como elo entre rotas marítimas e caravanas terrestres. A cidade exercia domínio sobre áreas costeiras e ilhas do Golfo Pérsico, além de manter um comércio diversificado, com destaque para a exportação de cavalos à Índia, produto de grande valor estratégico. Também eram negociados itens como pérolas, especiarias, metais e tecidos, enquanto importavam-se alimentos e produtos aromáticos.


O domínio português foi consolidado a partir das ações de Afonso de Albuquerque, que, em 1507, iniciou a conquista da região. Após acordos e conflitos, a presença lusitana se firmou em 1515, quando a cidade foi definitivamente submetida. Ormuz passou a integrar o sistema comercial português, funcionando como elo entre as rotas do Oriente e os mercados ocidentais, além de permitir o controle e a tributação das mercadorias que circulavam pelo estreito. Esse domínio, entretanto, não foi permanente. A posição estratégica da região a tornou alvo de disputas constantes, especialmente por parte do Império Otomano e, posteriormente, de forças persas com apoio inglês. Em 1622, após meses de cerco, as tropas portuguesas foram derrotadas e expulsas, encerrando sua presença no Golfo Pérsico.


Assim, a história de Ormuz revela a importância geopolítica e comercial do estreito ao longo dos séculos, destacando-se como ponto central nas disputas por controle das rotas entre Oriente e Ocidente. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedz755qj05o.adaptado. 

Segundo ele, tratava-se de uma ilha árida, rica em sal e enxofre.


Assinale a alternativa CORRETA quanto à análise sintática dos termos essenciais da oração. 

Alternativas
Q4039699 Português

Rinite: por que não existe cura e o que dá pra fazer para melhorar




O que começou como um comentário bem-humorado nas redes sociais — questionando por que ainda não existe cura para a rinite — revela uma dúvida comum sobre uma condição que atinge uma parcela significativa da população. A rinite alérgica, caracterizada por nariz entupido, espirros frequentes, coceira e dificuldade respiratória, tende a se intensificar em determinadas épocas do ano e está associada a agentes como poeira, pelos de animais, ácaros e pólen.


Apesar dos avanços no tratamento ao longo das últimas décadas, ainda não há cura definitiva para a rinite, e muitos especialistas consideram improvável que ela venha a existir. O problema está relacionado ao próprio funcionamento do sistema respiratório, que atua como um filtro contra partículas potencialmente nocivas. Quando um agente estranho entra nas vias nasais, o organismo desencadeia uma resposta inflamatória para eliminá-lo, produzindo secreção, inchaço e espirros.


Na rinite alérgica, no entanto, essa reação ocorre diante de substâncias que, em geral, não são perigosas. O contato com partículas como ácaros, poeira ou pólen provoca uma resposta exagerada do sistema de defesa, intensificando os sintomas. Esse quadro tende a se agravar em períodos mais frios ou secos, quando as pessoas permanecem em ambientes fechados e a mucosa nasal se torna mais sensível.


Embora os mecanismos envolvidos na doença sejam conhecidos, a busca por uma cura enfrenta obstáculos relevantes. A resposta imunológica associada à rinite é complexa e envolve diferentes células de defesa que liberam substâncias responsáveis pelos sintomas, como coceira e inflamação. Além disso, trata-se de uma condição ligada a múltiplos fatores genéticos, o que dificulta a criação de intervenções capazes de atuar de forma definitiva.


Outro entrave está no próprio processo de desenvolvimento de medicamentos, que exige tempo, altos investimentos e apresenta elevado índice de falhas. Soma-se a isso o fato de a rinite, apesar de incômoda, raramente evoluir para quadros graves, o que reduz sua prioridade em pesquisas científicas.


Ainda assim, existem diversas estratégias eficazes para o controle da doença. O primeiro passo envolve mudanças no ambiente doméstico, como manter os espaços ventilados, realizar limpezas frequentes, evitar o acúmulo de poeira e reduzir a presença de itens que favorecem a concentração de alérgenos. Esses cuidados são especialmente importantes no quarto, onde se passa grande parte do tempo.


A higienização das vias nasais também é recomendada, pois ajuda a remover impurezas e a manter a mucosa hidratada. Além disso, medicamentos podem ser utilizados conforme a intensidade e a frequência dos sintomas, variando desde tratamentos pontuais até abordagens preventivas com o uso de anti-inflamatórios específicos.


Outra possibilidade terapêutica é a imunoterapia, que consiste na administração gradual das substâncias responsáveis pela alergia, com o objetivo de reduzir a sensibilidade do organismo.


Assim, embora a rinite alérgica não tenha cura, há recursos capazes de controlar seus sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8wln0n3rwo.adaptado.

Apesar dos avanços no tratamento ao longo das últimas décadas, "ainda não há cura definitiva para a rinite".

Assinale a alternativa CORRETA quanto à análise dos termos da oração destacada.
Alternativas
Q4039585 Português
Analise a manchete a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-05-06 112210.png (439×292)

Disponível em: https://encurtador.com.br/uqQJ.
Acesso em: 13 de março de 2026.
Quanto às regras de concordância verbal e nominal, a escrita da manchete em destaque está: 
Alternativas
Q4039570 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-05-06 110208.png (432×185)


    Com 72 mortes confirmadas até este domingo (8), a tragédia provocada pelas chuvas da última semana de fevereiro na Zona da Mata mineira já é o quarto maior desastre causado por chuvas no Brasil na última década, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que monitora os dados desde 2016.
    
     O número coloca a região entre os episódios mais letais do país e revela a força destrutiva do evento climático que atingiu, sobretudo, Juiz de Fora e Ubá. A tragédia da Zona da Mata também já é considerada, conforme o Cemaden, o maior desastre por chuvas desde as enchentes do Rio Grande do Sul, em maio de 2024.

    Além de fatal, a chuva histórica que caiu apenas na noite de 23 de fevereiro, quando foram registrados entre 100 e quase 150 mm em seis horas, provocou enchentes e enxurradas que deixaram mais de 8.500 desabrigados e desalojados. [...]

    De acordo com a Defesa Civil, cinco pessoas morreram por conta da tragédia no bairro Esplanada e, quase 10 dias depois, os moradores ainda vivem a incerteza. Para minimizar danos, eles mesmos construíram uma contenção para evitar que a água da chuva escorra pelo barranco que deslizou.

    "Já conteve bastante aqui, não teve mais problema nenhum, mas o que a gente quer agora é solução. Saber se algumas pessoas podem voltar para casa ou não", disse outro morador do local, Washington Luiz de Oliveira.

    Já na cidade vizinha de Ubá, o comerciante Jucelito Gomes contou que a água ultrapassou um metro e meio de altura no Centro da cidade destruindo várias lojas e levando ao prejuízo centenas de pessoas.

    "Não deu pra salvar nada e é muito tenso, né. Não é só a perda material, a gente fica psicologicamente abalado, a gente não dorme, À noite, quando dá uma chuva, a gente acorda assustado com medo de acontecer algo. A gente perde aquela segurança de dormir em paz".


Disponível em: https://g1.globo.com/mg/zona-damata/noticia/2026/03/08/tragedia-com-72-mortos-na-zona-da-matamineira-e-o-4o-maior-desastre-por-chuvas-no-brasil-nos-ultimosdez-anos.ghtml. Acesso em: 11 de março de 2026.
Assinale a alternativa cujo termo em destaque representa o sujeito da oração. 
Alternativas
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Q4039408 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Desigualdades de gênero no serviço público


   Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em 1970, alcançou 18,5%; em 1991, 32,9%; em 2000, 44,1%; e em 2010, 48,9% (Censos Demográficos/IBGE).


   Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.


   Osdesempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.


   O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino, que gera consequências gravíssimas, opressivas e . O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode ser apenas atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.


   Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados  concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.


   Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).


   Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede  o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina. como a política por exemplo pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.


   A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.


Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva.

Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.

Considerando a oração sublinhada no quarto parágrafo do texto, ao passar a locução verbal da oração pode apenas ser atribuída para a voz ativa, adequando a regência do verbo atribuir, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
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Q4039405 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Desigualdades de gênero no serviço público


   Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em 1970, alcançou 18,5%; em 1991, 32,9%; em 2000, 44,1%; e em 2010, 48,9% (Censos Demográficos/IBGE).


   Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.


   Osdesempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.


   O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino, que gera consequências gravíssimas, opressivas e . O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode ser apenas atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.


   Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados  concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.


   Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).


   Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede  o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina. como a política por exemplo pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.


   A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.


Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva.

Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.

Analise a implicação semântica das locuções conjuntivas inseridas nestes períodos contíguos ao sentido do texto:
I. Embora, no segundo parágrafo.
II. Uma vez que, no sexto parágrafo.
As conjunções subordinativas em destaque acima estabelecem nos períodos em que estão inseridas, respectiva e semanticamente, relações de:
Alternativas
Q4039276 Português

Leia a letra da música a seguir para responder à questão.


Música de Erasmo Carlos



Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor


Porque veio a saudade visitar meu coração



Espero que desculpes os meus erros por favor


Nas frases desta [...] que é uma prova de afeição



Talvez tu não a leias


Mas, quem sabe até darás


Resposta imediata me chamando de meu bem


Porém o que importa é confessar-te uma vez


mais


Não sei amar na vida mais ninguém



Tanto tempo faz


Que li no teu olhar


A vida cor de rosa que eu sonhava



E guardo a impressão


De que já vi passar


Um ano sem te ver


Um ano sem te amar



Ao me apaixonar


Por ti não reparei


Que tu tivestes só entusiasmo



E para terminar


Amor assinarei


Do sempre sempre teu



Tanto tempo faz


Que li no teu olhar


A vida cor de rosa que eu sonhava



E guardo a impressão


De que já vi passar


Um ano sem te ver


Um ano sem te amar



Ao me apaixonar


Por ti não reparei


Que tu tivestes só entusiasmo



E para terminar


Amor assinarei


Do sempre sempre teu


Escrevo-te estas mal traçadas linhas


Porque veio a saudade visitar meu coração


Escrevo-te estas mal traçadas linhas


Porque veio a saudade visitar meu coração



Escrevo-te estas mal traçadas linhas


Espero que desculpe os meus erros por favor


Meu amor


Meu amor



Disponível em: https://www.cifraclub.com.br/erasmo-carlos/ [

O termo em destaque, no verso “Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor”, presente na letra da música de Erasmo Carlos, exerce função sintática de:
Alternativas
Q4039269 Português
A oração subordinada adverbial causal e a oração coordenada sindética explicativa sempre são confundidas (Pestana, 2013). Sabendo disso, dentre as alternativas a seguir, assinale aquela cuja oração destacada indica causa. 
Alternativas
Q4039268 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Para a filósofa estadunidense Nancy Fraser, o conceito de justiça social funde-se em duas frentes, sendo uma delas a do reconhecimento, referente à existência e à visibilidade de um determinado grupo ou indivíduo perante o poder público e a sociedade. Nesse viés, a fim do efetivo asseguramento da cidadania de seus indivíduos, o corpo estatal exige a materialização do existir de seus cidadãos mediante documentos oficiais, os quais proporcionam o acesso a prerrogativas e serviços que lhes cabem aos indivíduos registrados. No entanto, não raras são as ocasiões em que não há tais registros, o que levanta debates acerca da importância dos documentos civis e da devida regularização dos cidadãos à garantia de acesso à cidadania plena e, portanto, à visibilidade, no Brasil, embasados, sobretudo, na oportunidade de indivíduos alijados à sociedade ascenderem de condições de vida, somada à possibilidade de estes construírem seu verdadeiro “eu”. Tendo isso em vista, o Estado deve agir visando à facilitação e à democratização de tal processo civil.

    De início, é notório o caráter indispensável do registro civil na promoção da cidadania, em especial, de indivíduos à margem da sociedade e da atuação do poder público, possibilitando sua ascensão social. Segundo o geógrafo Milton Santos, o Brasil vive um cenário de cidadanias mutiladas, em que, embora a Constituição preveja, de forma universal e indistinta, o acesso a prerrogativas, estas não são efetivamente consubstanciadas na prática, engendrando disparidades sociais baseadas, principalmente, no poder econômico dos membros da sociedade. Nesse contexto, pessoas em uma posição inferior de pirâmide social têm seus direitos renegados, em uma estrutura baseada no capital, restando ao Estado o dever de, ainda que parcialmente, complementar a iniciativa privada na oferta de serviços e de prerrogativas mercantilizadas, em busca de uma conjuntura de maior equidade social. Dessa forma, o registro civil, ao estabelecer a conexão indivíduo-poder público, permite que este atue de forma localizada e eficiente sobre comunidades ou cidadãos, com o fito de promover sua ascensão social, tendo o documento papel primordial nesse intermédio.

   Além disso, já em um âmbito existencialista, a regularização do indivíduo, ao materializar sua existência, fornece um importante amparo na síntese de seu verdadeiro “eu”. Conforme o filósofo Jean-Paul Sartre, o homem é dotado de liberdade para construir sua essência, mediante tomadas de decisões, porém apenas quando sobre ela precede a existência humana. Nessa perspectiva, o fato de existir é imprescindível para que o cidadão, em seu íntimo, seja capaz de, ao longo de sua vivência, sintetizar quem ele realmente é, com toda a liberdade intrínseca a sua existência. Desse modo, o registro civil de uma família, por exemplo, permitirá que esta, sob um regime de supervisão e auxílio do Estado, seja atriz de sua própria história, definindo a essência de cada um de seus membros e sintetizando, de forma ativa, seu legado a gerações futuras, tornando-se mais visíveis a elas, ao corpo estatal e à sociedade como um todo, o que ressalta sua cidadania.

   Portanto, em vista dos benefícios inerentes ao registro civil e sua facilitação, no que se refere à cidadania, faz-se necessário que o Estado, através de parcerias entre as esferas federal, estadual e municipal, democratize a retirada de documentos cidadãos, por meio da construção de centros de registro e cartórios em zonas periféricas ou interioranas, os quais disponibilizem atendimento integral e direcionado a indivíduos de baixa renda que não tiveram a oportunidade de reivindicar seus documentos. A finalidade de tal ação é ampliar e garantir o acesso à cidadania plena no Brasil, já que esta só pode ser integralmente alcançada, na maioria dos casos, com, no mínimo, a certidão de nascimento, justamente por informar o poder público a respeito de sua existência como cidadão. Somente assim, poder-se-á construir um cenário de justiça social e de reconhecimento igualitário dos indivíduos perante o corpo social e estatal, universalizando prerrogativas e fazendo da sociedade uma instituição harmoniosa e, em seu conjunto, cidadã.


Fonte: arquivo pessoal do elaborador
O uso do pronome no verbo em destaque no trecho “Somente assim, poder-se-á construir um cenário de justiça social e de reconhecimento igualitário dos indivíduos perante o corpo social e estatal, [...]”, presente no texto, pode ser substituído, sem prejuízo semântico ao texto, respeitando-se a conjugação verbal, pela seguinte construção: 
Alternativas
Q4039267 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Para a filósofa estadunidense Nancy Fraser, o conceito de justiça social funde-se em duas frentes, sendo uma delas a do reconhecimento, referente à existência e à visibilidade de um determinado grupo ou indivíduo perante o poder público e a sociedade. Nesse viés, a fim do efetivo asseguramento da cidadania de seus indivíduos, o corpo estatal exige a materialização do existir de seus cidadãos mediante documentos oficiais, os quais proporcionam o acesso a prerrogativas e serviços que lhes cabem aos indivíduos registrados. No entanto, não raras são as ocasiões em que não há tais registros, o que levanta debates acerca da importância dos documentos civis e da devida regularização dos cidadãos à garantia de acesso à cidadania plena e, portanto, à visibilidade, no Brasil, embasados, sobretudo, na oportunidade de indivíduos alijados à sociedade ascenderem de condições de vida, somada à possibilidade de estes construírem seu verdadeiro “eu”. Tendo isso em vista, o Estado deve agir visando à facilitação e à democratização de tal processo civil.

    De início, é notório o caráter indispensável do registro civil na promoção da cidadania, em especial, de indivíduos à margem da sociedade e da atuação do poder público, possibilitando sua ascensão social. Segundo o geógrafo Milton Santos, o Brasil vive um cenário de cidadanias mutiladas, em que, embora a Constituição preveja, de forma universal e indistinta, o acesso a prerrogativas, estas não são efetivamente consubstanciadas na prática, engendrando disparidades sociais baseadas, principalmente, no poder econômico dos membros da sociedade. Nesse contexto, pessoas em uma posição inferior de pirâmide social têm seus direitos renegados, em uma estrutura baseada no capital, restando ao Estado o dever de, ainda que parcialmente, complementar a iniciativa privada na oferta de serviços e de prerrogativas mercantilizadas, em busca de uma conjuntura de maior equidade social. Dessa forma, o registro civil, ao estabelecer a conexão indivíduo-poder público, permite que este atue de forma localizada e eficiente sobre comunidades ou cidadãos, com o fito de promover sua ascensão social, tendo o documento papel primordial nesse intermédio.

   Além disso, já em um âmbito existencialista, a regularização do indivíduo, ao materializar sua existência, fornece um importante amparo na síntese de seu verdadeiro “eu”. Conforme o filósofo Jean-Paul Sartre, o homem é dotado de liberdade para construir sua essência, mediante tomadas de decisões, porém apenas quando sobre ela precede a existência humana. Nessa perspectiva, o fato de existir é imprescindível para que o cidadão, em seu íntimo, seja capaz de, ao longo de sua vivência, sintetizar quem ele realmente é, com toda a liberdade intrínseca a sua existência. Desse modo, o registro civil de uma família, por exemplo, permitirá que esta, sob um regime de supervisão e auxílio do Estado, seja atriz de sua própria história, definindo a essência de cada um de seus membros e sintetizando, de forma ativa, seu legado a gerações futuras, tornando-se mais visíveis a elas, ao corpo estatal e à sociedade como um todo, o que ressalta sua cidadania.

   Portanto, em vista dos benefícios inerentes ao registro civil e sua facilitação, no que se refere à cidadania, faz-se necessário que o Estado, através de parcerias entre as esferas federal, estadual e municipal, democratize a retirada de documentos cidadãos, por meio da construção de centros de registro e cartórios em zonas periféricas ou interioranas, os quais disponibilizem atendimento integral e direcionado a indivíduos de baixa renda que não tiveram a oportunidade de reivindicar seus documentos. A finalidade de tal ação é ampliar e garantir o acesso à cidadania plena no Brasil, já que esta só pode ser integralmente alcançada, na maioria dos casos, com, no mínimo, a certidão de nascimento, justamente por informar o poder público a respeito de sua existência como cidadão. Somente assim, poder-se-á construir um cenário de justiça social e de reconhecimento igualitário dos indivíduos perante o corpo social e estatal, universalizando prerrogativas e fazendo da sociedade uma instituição harmoniosa e, em seu conjunto, cidadã.


Fonte: arquivo pessoal do elaborador
Na Língua Portuguesa, o modelo SVCA (sujeito + verbo + complemento + acessórios) representa a ordem direta do período. A alteração dessa ordem precisa ser demarcada por vírgulas, como pode ser observado no trecho “[...] faz-se necessário que o Estado, através de parcerias entre as esferas federal, estadual e municipal, democratize a retirada de documentos cidadãos, [...]” do texto. Nesse caso, as vírgulas destacadas após as palavras “Estado” e “municipal” foram utilizadas:
Alternativas
Q4039266 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Para a filósofa estadunidense Nancy Fraser, o conceito de justiça social funde-se em duas frentes, sendo uma delas a do reconhecimento, referente à existência e à visibilidade de um determinado grupo ou indivíduo perante o poder público e a sociedade. Nesse viés, a fim do efetivo asseguramento da cidadania de seus indivíduos, o corpo estatal exige a materialização do existir de seus cidadãos mediante documentos oficiais, os quais proporcionam o acesso a prerrogativas e serviços que lhes cabem aos indivíduos registrados. No entanto, não raras são as ocasiões em que não há tais registros, o que levanta debates acerca da importância dos documentos civis e da devida regularização dos cidadãos à garantia de acesso à cidadania plena e, portanto, à visibilidade, no Brasil, embasados, sobretudo, na oportunidade de indivíduos alijados à sociedade ascenderem de condições de vida, somada à possibilidade de estes construírem seu verdadeiro “eu”. Tendo isso em vista, o Estado deve agir visando à facilitação e à democratização de tal processo civil.

    De início, é notório o caráter indispensável do registro civil na promoção da cidadania, em especial, de indivíduos à margem da sociedade e da atuação do poder público, possibilitando sua ascensão social. Segundo o geógrafo Milton Santos, o Brasil vive um cenário de cidadanias mutiladas, em que, embora a Constituição preveja, de forma universal e indistinta, o acesso a prerrogativas, estas não são efetivamente consubstanciadas na prática, engendrando disparidades sociais baseadas, principalmente, no poder econômico dos membros da sociedade. Nesse contexto, pessoas em uma posição inferior de pirâmide social têm seus direitos renegados, em uma estrutura baseada no capital, restando ao Estado o dever de, ainda que parcialmente, complementar a iniciativa privada na oferta de serviços e de prerrogativas mercantilizadas, em busca de uma conjuntura de maior equidade social. Dessa forma, o registro civil, ao estabelecer a conexão indivíduo-poder público, permite que este atue de forma localizada e eficiente sobre comunidades ou cidadãos, com o fito de promover sua ascensão social, tendo o documento papel primordial nesse intermédio.

   Além disso, já em um âmbito existencialista, a regularização do indivíduo, ao materializar sua existência, fornece um importante amparo na síntese de seu verdadeiro “eu”. Conforme o filósofo Jean-Paul Sartre, o homem é dotado de liberdade para construir sua essência, mediante tomadas de decisões, porém apenas quando sobre ela precede a existência humana. Nessa perspectiva, o fato de existir é imprescindível para que o cidadão, em seu íntimo, seja capaz de, ao longo de sua vivência, sintetizar quem ele realmente é, com toda a liberdade intrínseca a sua existência. Desse modo, o registro civil de uma família, por exemplo, permitirá que esta, sob um regime de supervisão e auxílio do Estado, seja atriz de sua própria história, definindo a essência de cada um de seus membros e sintetizando, de forma ativa, seu legado a gerações futuras, tornando-se mais visíveis a elas, ao corpo estatal e à sociedade como um todo, o que ressalta sua cidadania.

   Portanto, em vista dos benefícios inerentes ao registro civil e sua facilitação, no que se refere à cidadania, faz-se necessário que o Estado, através de parcerias entre as esferas federal, estadual e municipal, democratize a retirada de documentos cidadãos, por meio da construção de centros de registro e cartórios em zonas periféricas ou interioranas, os quais disponibilizem atendimento integral e direcionado a indivíduos de baixa renda que não tiveram a oportunidade de reivindicar seus documentos. A finalidade de tal ação é ampliar e garantir o acesso à cidadania plena no Brasil, já que esta só pode ser integralmente alcançada, na maioria dos casos, com, no mínimo, a certidão de nascimento, justamente por informar o poder público a respeito de sua existência como cidadão. Somente assim, poder-se-á construir um cenário de justiça social e de reconhecimento igualitário dos indivíduos perante o corpo social e estatal, universalizando prerrogativas e fazendo da sociedade uma instituição harmoniosa e, em seu conjunto, cidadã.


Fonte: arquivo pessoal do elaborador
No trecho “engendrando disparidades sociais baseadas, principalmente, no poder econômico dos membros da sociedade”, retirado do segundo parágrafo do texto, o termo em destaque exerce função sintática de: 
Alternativas
Q4039262 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.





        Em Produção textual na universidade, publicado em 2010 pela Parábola Editorial, Désirée Motta-Roth, doutora em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e Graciela Rabuske Hendges, doutora em Letras/Inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), partem da máxima publish or perish – publique ou pereça – para apresentar subsídios teórico-práticos vinculados à leitura e à produção de gêneros discursivos, sobretudo baseadas nos pressupostos de John Malcolm Swales, que permeiam as nuances do letramento científico no contexto da Educação Superior. Nessa perspectiva, tendo como público-alvo estudantes universitários, as autoras, no decorrer do livro, perfazem uma trilha sistemática que se faz basilar para a produção de artigos acadêmicos em quaisquer que sejam as áreas de conhecimento, o que deve partir do levantamento dos trabalhos importantes atrelados à temática, seguindo-se da elaboração de resenhas sobre estes, desenvolvimento de um projeto de pesquisa, escrita do artigo acadêmico e, por fim, elaboração do resumo acadêmico/abstract.

      Notadamente, partindo da produção escrita como um processo complexo em que o artigo acadêmico, que é um produto, tem sua construção alicerçada na leitura e produção de vários outros gêneros do discurso circundantes na esfera acadêmico-científica, Motta-Roth e Hendges constroem um gênero de formação, como diria Navarro (2017), muito importante para estudantes que desejam se inteirar das práticas de produção de textos acadêmicos, especialmente no que tange ao artigo acadêmico. No decorrer do texto, as autoras exemplificam todo o processo de escrita acadêmica com gêneros produzidos em áreas do saber diversas, desde textos advindos da Medicina a textos da área da Economia, esclarecendo aspectos linguístico-textual-discursivos que são próprios e/ou mais comuns de cada área em específico. Ainda, ao final de alguns capítulos, as sugestões de atividades apresentadas, bem como a presença de modelos/esboços/direcionamentos didáticos de alguns dos gêneros discursivos acadêmicos discutidos no decorrer do livro, favorecem o desenvolvimento de habilidades de identificação e caracterização linguístico-textual-discursiva de gêneros acadêmicos, o que só tem a somar à formação acadêmico-científica dos universitários, constituindo-se importantes elementos para o trabalho docente na perspectiva do letramento científico. Dado o exposto, é nítida a relevância desta obra de Motta-Roth e Hendges, pois, além do seu caráter prático-didático, contempla um certo viés interdisciplinar por implementar ponte-exemplos com variadas áreas do saber, o que reforça o caráter do livro de atender a uma demanda da própria Academia, da graduação à pós, de nortear o processo de produção do artigo acadêmico enquanto elemento importante para a formação de cientistas e de divulgação de uma ciência de qualidade. 



Disponível em: https://www.ataufpb.org [adaptado]

Releia o período a seguir, retirado do texto, atentando-se aos termos em destaque.



Dado o exposto, é nítida a relevância desta obra de Motta-Roth e Hendges, pois, além do seu caráter prático-didático, contempla um certo viés interdisciplinar por implementar ponte-exemplos com variadas áreas do saber, o que reforça o caráter do livro de atender a uma demanda da própria Academia, da graduação à pós, de nortear o processo de produção do artigo acadêmico enquanto elemento importante para a formação de cientistas e de divulgação de uma ciência de qualidade.



Após leitura do período apresentado, assinale a alternativa que apresenta a substituição dos termos em destaque sem alterar o sentido do texto.

Alternativas
Q4039260 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.





        Em Produção textual na universidade, publicado em 2010 pela Parábola Editorial, Désirée Motta-Roth, doutora em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e Graciela Rabuske Hendges, doutora em Letras/Inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), partem da máxima publish or perish – publique ou pereça – para apresentar subsídios teórico-práticos vinculados à leitura e à produção de gêneros discursivos, sobretudo baseadas nos pressupostos de John Malcolm Swales, que permeiam as nuances do letramento científico no contexto da Educação Superior. Nessa perspectiva, tendo como público-alvo estudantes universitários, as autoras, no decorrer do livro, perfazem uma trilha sistemática que se faz basilar para a produção de artigos acadêmicos em quaisquer que sejam as áreas de conhecimento, o que deve partir do levantamento dos trabalhos importantes atrelados à temática, seguindo-se da elaboração de resenhas sobre estes, desenvolvimento de um projeto de pesquisa, escrita do artigo acadêmico e, por fim, elaboração do resumo acadêmico/abstract.

      Notadamente, partindo da produção escrita como um processo complexo em que o artigo acadêmico, que é um produto, tem sua construção alicerçada na leitura e produção de vários outros gêneros do discurso circundantes na esfera acadêmico-científica, Motta-Roth e Hendges constroem um gênero de formação, como diria Navarro (2017), muito importante para estudantes que desejam se inteirar das práticas de produção de textos acadêmicos, especialmente no que tange ao artigo acadêmico. No decorrer do texto, as autoras exemplificam todo o processo de escrita acadêmica com gêneros produzidos em áreas do saber diversas, desde textos advindos da Medicina a textos da área da Economia, esclarecendo aspectos linguístico-textual-discursivos que são próprios e/ou mais comuns de cada área em específico. Ainda, ao final de alguns capítulos, as sugestões de atividades apresentadas, bem como a presença de modelos/esboços/direcionamentos didáticos de alguns dos gêneros discursivos acadêmicos discutidos no decorrer do livro, favorecem o desenvolvimento de habilidades de identificação e caracterização linguístico-textual-discursiva de gêneros acadêmicos, o que só tem a somar à formação acadêmico-científica dos universitários, constituindo-se importantes elementos para o trabalho docente na perspectiva do letramento científico. Dado o exposto, é nítida a relevância desta obra de Motta-Roth e Hendges, pois, além do seu caráter prático-didático, contempla um certo viés interdisciplinar por implementar ponte-exemplos com variadas áreas do saber, o que reforça o caráter do livro de atender a uma demanda da própria Academia, da graduação à pós, de nortear o processo de produção do artigo acadêmico enquanto elemento importante para a formação de cientistas e de divulgação de uma ciência de qualidade. 



Disponível em: https://www.ataufpb.org [adaptado]

Releia o seguinte excerto do texto.



Ainda, ao final de alguns capítulos, as sugestões de atividades apresentadas, bem como a presença de modelos/esboços/direcionamentos didáticos de alguns dos gêneros discursivos acadêmicos discutidos no decorrer do livro, favorecem o desenvolvimento de habilidades de identificação e caracterização linguístico-textualdiscursiva de gêneros acadêmicos, o que só tem a somar à formação acadêmico-científica dos universitários, constituindo-se importantes elementos para o trabalho docente na perspectiva do letramento científico.



Analise as afirmativas a seguir a respeito do excerto.



I. Os termos “as sugestões de atividades apresentadas” e “presença de modelos/esboços/direcionamentos didáticos de alguns dos gêneros discursivos acadêmicos discutidos no decorrer do livro” funcionam, sintaticamente, como sujeitos do verbo “favorecer”;


II. O termo “ao final de alguns capítulos” assume a função sintática de adjunto adverbial no período;


III. Os verbos “favorecer” e “somar”, presentes no período, são utilizados, subjetivamente, para construção de uma crítica positiva sobre o livro;


IV. O termo “à formação acadêmico-científica dos universitários” trata-se de um objeto direto do verbo “somar”.



Após análise, conclui-se que: 

Alternativas
Q4039127 Português
Leia a letra da música a seguir para responder à questão. 


Música de Erasmo Carlos


Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor
Porque veio a saudade visitar meu coração


Espero que desculpes os meus erros por favor
Nas frases desta [...] que é uma prova de afeição


Talvez tu não a leias
Mas, quem sabe até darás
Resposta imediata me chamando de meu bem
Porém o que importa é confessar-te uma vez
mais
Não sei amar na vida mais ninguém


Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor de rosa que eu sonhava


E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar


Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes só entusiasmo


E para terminar
Amor assinarei
Do sempre sempre teu


Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor de rosa que eu sonhava


E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver Um ano sem te amar


Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes só entusiasmo


E para terminar
Amor assinarei
Do sempre sempre teu
Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Porque veio a saudade visitar meu coração
Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Porque veio a saudade visitar meu coração


Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Espero que desculpe os meus erros por favor
Meu amor
Meu amor


Disponível em: https://www.cifraclub.com.br/erasmo-carlos/ [adaptado]
Morfossintaticamente, os termos em destaque, nos versos “Tanto tempo faz\ Que li no teu olhar\ A vida cor de rosa que eu sonhava”, classificam-se, quanto a sua forma e função no texto, na ordem em que aparecem, como: 
Alternativas
Respostas
2521: B
2522: C
2523: A
2524: D
2525: C
2526: D
2527: A
2528: A
2529: E
2530: E
2531: B
2532: C
2533: E
2534: B
2535: E
2536: A
2537: B
2538: B
2539: A
2540: A