Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4263058 Português
Era como se o ruído do despertador rachasse o seu crânio. Não acreditou que conseguisse levantar da cama. Quase se afogou na água do chuveiro. Já na hora em que a mulher lhe serviu suco, não acreditou que pudesse engolir. Desceu  as escadas e os degraus pareciam desdobrar-se neles mesmos, infinitos, como numa perseguição de filme. O tráfego até o trabalho nada menos que intransponível. O calor: insuportável. Trabalhou violentamente o resto da vida.

(BONASSI, Fernando. 100 histórias colhidas na rua. São Paulo: Scritta, 1996.)
No trecho “Era como se o ruído do despertador rachasse o seu crânio. Não acreditou que conseguisse levantar da cama. Quase se afogou na água do chuveiro”, qual é o tipo do sujeito presente nessas orações? 
Alternativas
Q4263056 Português
Cadeira de balanço


Quando elas se acordam
do sono, se espantam
das gotas de orvalho
na orla das saias,
dos fios de relva
nos negros sapatos,
quando elas se acordam
na sala de sempre,
na velha cadeira
que a morte as embala...

E olhando o relógio
de junto à janela
onde a única hora,
que era a da sesta,
parou como gota que ia cair,
perpassa no rosto
de cada avozinha

um susto do mundo
que está deste lado...

Que sonho sonhei
que sinto inda um gosto
de beijo apressado?
- diz uma e se espanta:
Que idade terei?
Diz outra:
- Eu corria
menina em um parque
e como saberia
o tempo que era?

Os pensamentos delas
já não têm sentido.

A morte as embala,
as avozinhas dormem
na deserta sala
onde o relógio marca
a nenhuma hora

enquanto suas almas
vêm sonhar no tempo
o sonho vão do mundo...
e depois se acordam
na sala de sempre

na velha cadeira
em que a morte as embala... 



(QUINTANA, Mário. Cadeira de balanço. In: QUINTANA,
Mário. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 2006. p.
448-450.) 
No verso adaptado para um período, “sinto um gosto de beijo apressado”, qual(ais) termo(s) representam o objeto direto? 
Alternativas
Q4263055 Português
Cadeira de balanço


Quando elas se acordam
do sono, se espantam
das gotas de orvalho
na orla das saias,
dos fios de relva
nos negros sapatos,
quando elas se acordam
na sala de sempre,
na velha cadeira
que a morte as embala...

E olhando o relógio
de junto à janela
onde a única hora,
que era a da sesta,
parou como gota que ia cair,
perpassa no rosto
de cada avozinha

um susto do mundo
que está deste lado...

Que sonho sonhei
que sinto inda um gosto
de beijo apressado?
- diz uma e se espanta:
Que idade terei?
Diz outra:
- Eu corria
menina em um parque
e como saberia
o tempo que era?

Os pensamentos delas
já não têm sentido.

A morte as embala,
as avozinhas dormem
na deserta sala
onde o relógio marca
a nenhuma hora

enquanto suas almas
vêm sonhar no tempo
o sonho vão do mundo...
e depois se acordam
na sala de sempre

na velha cadeira
em que a morte as embala... 



(QUINTANA, Mário. Cadeira de balanço. In: QUINTANA,
Mário. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 2006. p.
448-450.) 
Leia os versos a seguir:
“E olhando o relógio De junto à janela Onde a única hora, Que era a da sesta,”.
Quantas orações há nesse período? 
Alternativas
Q4262747 Português
Para responder à próxima questão, analise o seguinte enunciado: “Pela perspectiva de muitos homens, as lutas travadas pelas mulheres contra a prática de graves atitudes machistas ainda é visto como um excesso. Cabendo a elas continuar a lutar contra o assédio sexual e outras práticas que, a tem vitimado ao longo dos séculos, que os resultados temos tido acesso diariamente, sobretudo, pela televisão e por diferentes redes sociais. Existi casos de violência física tão extremo que, senão levam a morte, deixa cicatrizes profundas, seja elas física, psicológica ou mental.” 
Conforme você terá observado, o enunciado contém erros ou impropriedades de diferentes naturezas. A seguir, em cada alternativa, apresenta-se uma sugestão de reescrita. Em qual alternativa a proposta de reescrita obedece aos princípios de coesão, de coerência e de correção gramatical característicos da modalidade culta ou formal da língua portuguesa?
Alternativas
Q4262746 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância, à regência e ao uso (presença ou ausência) do “acento” indicativo de crase. 
Alternativas
Q4262743 Português
       A “Carta ao leitor” é a última seção a ser escrita, apesar de ser a primeira a aparecer na revista. E é a mais difícil de redigir. É oferecer-se ao julgamento dos outros – nosso inferno, como diria Jean Paul Sartre.

      Imaginar que alguém possa nos julgar – e condenar – por algo dito é assustador. Sempre comentei com colegas de magistério que, de todas as matérias, Redação é a mais complicada. A Matemática é exata, confiável. A História, factual (ou pelo menos costumava ser assim...). A Biologia também é segura. Há disputas entre criacionistas e evolucionistas, mas o pouquinho aprendido sempre foi terreno firme para caminhar.

       A Redação, por outro lado, só é exata em certa medida: mais do que se imagina; menos do que se gostaria. Há critérios que condicionam uma correção mais justa. Mas sempre há um quê de opinião de quem lê. [...] E, por maior que seja a competência e a habilidade de quem lê, ninguém convence o autor de que a correção não é pessoal. Em algumas vezes até pode ser. Mas nunca como se imagina. Redigir é, sem dúvida, difícil – não porque escrever seja difícil, mas porque o julgamento do outro pode ser duro demais.

      Se, nas escolas, onde existe certa relação de confiança entre discentes e docentes, é assim, como será [...] numa empresa? Por isso fizemos uma análise de como está o português dentro dos escritórios. É para “maximizar nosso trabalho”, já que isso “agrega”...

      Uma coisa que com certeza não “agrega” é a censura. O artigo de Milton Francisco trata desse forte método de controle [...] e de sua influência sobre a música. O tema continua na conversa que Andréa Neiva teve com o professor Osvaldo Cesquim, da Universidade de São Paulo, ainda que o foco seja o impacto da censura sobre a linguagem e a Educação no Brasil.

     Se a conversa a respeito de censura não causar polêmica, o perfil do gramático Napoleão Mendes de Almeida deve trazer a antiquíssima discussão sobre “erros” e “desvios” de volta às nossas páginas. Discutir, afinal, tem como premissa a existência de diferenças – equilibradas, pelo bem da harmonia, e respeitadas, pelo bem da civilidade. Só assim se trava o bom debate.


(SEGURA, Luciano Ricardo. Carta ao leitor. Discutindo Língua Portuguesa, ano 2, nº 9, p. 3, 200?. Com supressões e adaptações. Grifos nossos.) 
Esta questão avalia conhecimentos sobre diferentes itens do conteúdo previsto para a prova. Assinale a alternativa que traz a informação correta.  
Alternativas
Q4262742 Português
       A “Carta ao leitor” é a última seção a ser escrita, apesar de ser a primeira a aparecer na revista. E é a mais difícil de redigir. É oferecer-se ao julgamento dos outros – nosso inferno, como diria Jean Paul Sartre.

      Imaginar que alguém possa nos julgar – e condenar – por algo dito é assustador. Sempre comentei com colegas de magistério que, de todas as matérias, Redação é a mais complicada. A Matemática é exata, confiável. A História, factual (ou pelo menos costumava ser assim...). A Biologia também é segura. Há disputas entre criacionistas e evolucionistas, mas o pouquinho aprendido sempre foi terreno firme para caminhar.

       A Redação, por outro lado, só é exata em certa medida: mais do que se imagina; menos do que se gostaria. Há critérios que condicionam uma correção mais justa. Mas sempre há um quê de opinião de quem lê. [...] E, por maior que seja a competência e a habilidade de quem lê, ninguém convence o autor de que a correção não é pessoal. Em algumas vezes até pode ser. Mas nunca como se imagina. Redigir é, sem dúvida, difícil – não porque escrever seja difícil, mas porque o julgamento do outro pode ser duro demais.

      Se, nas escolas, onde existe certa relação de confiança entre discentes e docentes, é assim, como será [...] numa empresa? Por isso fizemos uma análise de como está o português dentro dos escritórios. É para “maximizar nosso trabalho”, já que isso “agrega”...

      Uma coisa que com certeza não “agrega” é a censura. O artigo de Milton Francisco trata desse forte método de controle [...] e de sua influência sobre a música. O tema continua na conversa que Andréa Neiva teve com o professor Osvaldo Cesquim, da Universidade de São Paulo, ainda que o foco seja o impacto da censura sobre a linguagem e a Educação no Brasil.

     Se a conversa a respeito de censura não causar polêmica, o perfil do gramático Napoleão Mendes de Almeida deve trazer a antiquíssima discussão sobre “erros” e “desvios” de volta às nossas páginas. Discutir, afinal, tem como premissa a existência de diferenças – equilibradas, pelo bem da harmonia, e respeitadas, pelo bem da civilidade. Só assim se trava o bom debate.


(SEGURA, Luciano Ricardo. Carta ao leitor. Discutindo Língua Portuguesa, ano 2, nº 9, p. 3, 200?. Com supressões e adaptações. Grifos nossos.) 
Considerado o valor semântico ou a função sintático-semântica da(s) oração (orações) subordinada(s), está correta a alternativa:
Alternativas
Q4262741 Português
       A “Carta ao leitor” é a última seção a ser escrita, apesar de ser a primeira a aparecer na revista. E é a mais difícil de redigir. É oferecer-se ao julgamento dos outros – nosso inferno, como diria Jean Paul Sartre.

      Imaginar que alguém possa nos julgar – e condenar – por algo dito é assustador. Sempre comentei com colegas de magistério que, de todas as matérias, Redação é a mais complicada. A Matemática é exata, confiável. A História, factual (ou pelo menos costumava ser assim...). A Biologia também é segura. Há disputas entre criacionistas e evolucionistas, mas o pouquinho aprendido sempre foi terreno firme para caminhar.

       A Redação, por outro lado, só é exata em certa medida: mais do que se imagina; menos do que se gostaria. Há critérios que condicionam uma correção mais justa. Mas sempre há um quê de opinião de quem lê. [...] E, por maior que seja a competência e a habilidade de quem lê, ninguém convence o autor de que a correção não é pessoal. Em algumas vezes até pode ser. Mas nunca como se imagina. Redigir é, sem dúvida, difícil – não porque escrever seja difícil, mas porque o julgamento do outro pode ser duro demais.

      Se, nas escolas, onde existe certa relação de confiança entre discentes e docentes, é assim, como será [...] numa empresa? Por isso fizemos uma análise de como está o português dentro dos escritórios. É para “maximizar nosso trabalho”, já que isso “agrega”...

      Uma coisa que com certeza não “agrega” é a censura. O artigo de Milton Francisco trata desse forte método de controle [...] e de sua influência sobre a música. O tema continua na conversa que Andréa Neiva teve com o professor Osvaldo Cesquim, da Universidade de São Paulo, ainda que o foco seja o impacto da censura sobre a linguagem e a Educação no Brasil.

     Se a conversa a respeito de censura não causar polêmica, o perfil do gramático Napoleão Mendes de Almeida deve trazer a antiquíssima discussão sobre “erros” e “desvios” de volta às nossas páginas. Discutir, afinal, tem como premissa a existência de diferenças – equilibradas, pelo bem da harmonia, e respeitadas, pelo bem da civilidade. Só assim se trava o bom debate.


(SEGURA, Luciano Ricardo. Carta ao leitor. Discutindo Língua Portuguesa, ano 2, nº 9, p. 3, 200?. Com supressões e adaptações. Grifos nossos.) 
A ideia expressa pela oração está corretamente indicada na alternativa:
Alternativas
Q4253015 Português
Leia o texto para responder a questão.

Como apagão de dados sobre vacinação no Brasil traz de volta ameaça de doenças já controladas

André Biernath - @andre_biernath
Da BBC News Brasil em Londres

        Não há dúvidas entre os profissionais de saúde e pesquisadores que as taxas de vacinação vêm caindo de forma consistente no Brasil durante os últimos anos. Na avaliação deles, porém, há um problema pouco discutido nesse setor que complica ainda mais as coisas: a falta de dados confiáveis e atualizados sobre quantos brasileiros realmente tomaram as doses dos imunizantes disponíveis na rede pública de cada município.
    
        Na base de dados do Sistema Único de Saúde, o DataSUS, é possível encontrar mais de uma dezena de cidades cuja cobertura vacinal nem chega aos 10% — em mais de 900 delas, o índice não alcança os 50%.
   
        Os gestores de saúde desses locais, porém, argumentam que as estatísticas oficiais não correspondem à realidade e que essa taxa, na prática, é bem maior.
    
        O problema, dizem eles, está no excesso de burocracia, na falta de equipes e nas falhas de conexão com a internet ou acesso aos sistemas de informática mais modernos e conectados.
    
        "É pouco provável que um município brasileiro tenha apenas 3 ou 5% de cobertura vacinal. O registro de dados simplesmente não funciona nesse país", atesta a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
    
        Os especialistas apontam que esse descompasso entre os números oficiais e a realidade prejudica a tomada de decisões e a criação de políticas públicas mais certeiras na área de saúde — o que aumenta a ameaça de surtos de doenças erradicadas, controladas ou com poucos casos, como poliomielite, sarampo e febre amarela.
     
        "Sem esses dados consolidados, não conhecemos a realidade do país e não é possível fazer o planejamento ou elaborar o orçamento", pontua Wilames Freire, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
    
        Ou seja: se os dados sobre a cobertura vacinal das cidades não batem, fica mais difícil para os governos municipais, estaduais e federal reforçarem as campanhas de comunicação, enviarem mais doses para um lugar específico, conversarem com os profissionais daquele local…
    
        "Sem informações fidedignas, não temos condições de tomar decisões em tempo hábil", ele chama a atenção.

        E um apagão de dados, por sua vez, abre a possibilidade de doenças que estão erradicadas, como a poliomielite, ou relativamente controladas, como o sarampo, voltem a representar uma ameaça.

        [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62980100 
Assinale a alternativa correta que apresenta a reescrita do trecho a seguir sem que haja alteração de sentido: " Não há dúvidas entre os profissionais de saúde e pesquisadores que as taxas de vacinação vêm caindo de forma consistente no Brasil durante os últimos anos.” 
Alternativas
Q4252894 Português
Leia o texto para responder a questão.

Planos não podem mais limitar sessões com psicólogos, fisioterapeutas e outros
Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias

        A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas começa valer a partir de desta segunda-feira, 1º para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998 ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames. 

        A decisão foi tomada no dia 11 de julho em reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência. 

        “Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias que forem prescritas pelo médico assistente para pacientes com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como, por exemplo, o transtorno do espectro autista, a paralisia cerebral, a síndrome de Down, a esquizofrenia”, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.

        Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.

        Consumidor

        Para a coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, essa resolução ocorre após intensa cobrança de diferentes instituições de pacientes e consumidores que já chamavam a atenção para a “abusividade” de limitar o número de consultas com essas categorias.

        “Antes, essa lista limitava o número de consultas com esses profissionais a 12 no ano. Se precisasse mais, o consumidor pagava ou acionava a Justiça, que, na maioria dos casos, determinava a cobertura pelo plano de saúde”, disse Ana Carolina.

        A especialista lembra que se o plano negar a cobertura ou impuser algum limite a consultas e sessões com as quatro categorias profissionais, o consumidor deve tentar resolver em primeiro lugar com a operadora. “Se isso não resolver, aí deve fazer uma reclamação no Procon do seu estado ou município ou então diretamente na própria ANS”.

        Quem vinha fazendo as terapias e pagando o limite ultrapassado não terá direito a reembolso para consultas realizadas antes da validação da nova regra. 

        Tem direito a consultas sem limites estabelecidos pelos planos, todo usuário que receber encaminhamento médico para tais terapias. Todas as doenças que fazem parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) estão cobertas pela nova regra que obriga os planos de saúde a ofertarem os tratamentos com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

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Assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta do trecho a seguir no Presente do Indicativo: “Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.”
Alternativas
Q4252789 Português

ELVIS PRESLEY VEM AÍ: SAIBA TUDO SOBRE O NOVO FILME DO REI DO ROCK

Felipe Machado Publicado em 01/04/2022


        Ao contrário do que dizem os fãs, Elvis Presley morreu – e isso já faz quase cinco décadas. Vítima do abuso de drogas, aos 42 anos, o ídolo foi encontrado pela namorada em Graceland, sua exótica residência em Memphis, no Tennessee. É curioso notar que a vida de um dos maiores ícones da cultura norte-americana, com milhões de admiradores em todo o mundo e detentor de quase todos os recordes da indústria fonográfica, até agora não tivesse servido de inspiração para uma grande produção nas telas. Apesar de ter estrelado dezenas de filmes como ator, abusando dos enredos singelos que serviam apenas como desculpa para ele mostrar o corpo e o vozeirão, fica a impressão de que sua vida era um tabu grande demais até para os megalomaníacos padrões de Hollywood. Talvez seja por isso que, depois de sua morte, em 16 de agosto de 1977, o cantor tenha sido tema somente de um modesto projeto realizado em 1979 e voltado apenas para a TV americana, com direção de John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.


        Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho. Foi preciso um australiano de origem judaica para levar às telas a história do garoto pobre e talentoso do sul dos EUA, que ascende vertiginosamente até o topo do mundo e, como um Ícaro que se aproxima demais do Sol, despenca rumo à tragédia. “Sempre fui fã de Elvis, mas não foi esse sentimento que me levou a fazer o filme”, afirma Luhrmann. “Nesses tempos modernos, sua vida é como uma tela em branco perfeita para explorar os EUA dos anos 1950 e 1960. Fui atraído por essa parte da história. E também por um cara chamado Coronel Tom Parker.”


        Luhrmann se refere ao arrogante e malhumorado empresário de Elvis, interpretado por Tom Hanks. Como o próprio personagem anuncia no início, ele parece ter orgulho de ser “o vilão do filme”. Figura mítica do showbiz – pelas piores razões possíveis –, o agente não era coronel, nem americano e sequer se chamava Tom Parker. Nascido na Holanda, Andreas Cornelis van Kujik era adestrador de cães. Fugiu de seu país após o misterioso assassinato da amante, morte de autoria atribuída, por muitos, a ele mesmo. Foi expulso do exército por ser considerado um psicopata, trabalhou no circo e, em 1955, convenceu o jovem Elvis a deixá-lo controlar todos os aspectos de sua carreira.


        Mesmo sem entender nada de música, dividia com o cantor tudo que ele ganhava e até escolhia quais músicas podia gravar. Com receio de eventuais problemas jurídicos com a imigração, Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país, nem mesmo diante de ofertas milionárias. Há quem diga que ele o teria obrigado a se casar com a namorada assim que descobriu que ela estava grávida – Priscilla Presley, papel de Olivia DeJonge.

Adaptação: https://istoe.com.br/elvis-presley-vem-ai/ , acesso em 08 de abril de 2022. 

A oração sublinhada no período “Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho”, classifica-se como:
Alternativas
Q4252786 Português

ELVIS PRESLEY VEM AÍ: SAIBA TUDO SOBRE O NOVO FILME DO REI DO ROCK

Felipe Machado Publicado em 01/04/2022


        Ao contrário do que dizem os fãs, Elvis Presley morreu – e isso já faz quase cinco décadas. Vítima do abuso de drogas, aos 42 anos, o ídolo foi encontrado pela namorada em Graceland, sua exótica residência em Memphis, no Tennessee. É curioso notar que a vida de um dos maiores ícones da cultura norte-americana, com milhões de admiradores em todo o mundo e detentor de quase todos os recordes da indústria fonográfica, até agora não tivesse servido de inspiração para uma grande produção nas telas. Apesar de ter estrelado dezenas de filmes como ator, abusando dos enredos singelos que serviam apenas como desculpa para ele mostrar o corpo e o vozeirão, fica a impressão de que sua vida era um tabu grande demais até para os megalomaníacos padrões de Hollywood. Talvez seja por isso que, depois de sua morte, em 16 de agosto de 1977, o cantor tenha sido tema somente de um modesto projeto realizado em 1979 e voltado apenas para a TV americana, com direção de John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.


        Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho. Foi preciso um australiano de origem judaica para levar às telas a história do garoto pobre e talentoso do sul dos EUA, que ascende vertiginosamente até o topo do mundo e, como um Ícaro que se aproxima demais do Sol, despenca rumo à tragédia. “Sempre fui fã de Elvis, mas não foi esse sentimento que me levou a fazer o filme”, afirma Luhrmann. “Nesses tempos modernos, sua vida é como uma tela em branco perfeita para explorar os EUA dos anos 1950 e 1960. Fui atraído por essa parte da história. E também por um cara chamado Coronel Tom Parker.”


        Luhrmann se refere ao arrogante e malhumorado empresário de Elvis, interpretado por Tom Hanks. Como o próprio personagem anuncia no início, ele parece ter orgulho de ser “o vilão do filme”. Figura mítica do showbiz – pelas piores razões possíveis –, o agente não era coronel, nem americano e sequer se chamava Tom Parker. Nascido na Holanda, Andreas Cornelis van Kujik era adestrador de cães. Fugiu de seu país após o misterioso assassinato da amante, morte de autoria atribuída, por muitos, a ele mesmo. Foi expulso do exército por ser considerado um psicopata, trabalhou no circo e, em 1955, convenceu o jovem Elvis a deixá-lo controlar todos os aspectos de sua carreira.


        Mesmo sem entender nada de música, dividia com o cantor tudo que ele ganhava e até escolhia quais músicas podia gravar. Com receio de eventuais problemas jurídicos com a imigração, Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país, nem mesmo diante de ofertas milionárias. Há quem diga que ele o teria obrigado a se casar com a namorada assim que descobriu que ela estava grávida – Priscilla Presley, papel de Olivia DeJonge.

Adaptação: https://istoe.com.br/elvis-presley-vem-ai/ , acesso em 08 de abril de 2022. 

“[...] o filme chega aos cinemas brasileiros em julho”. A expressão sublinhada na oração classifica-se sintaticamente como: 
Alternativas
Q4252785 Português

ELVIS PRESLEY VEM AÍ: SAIBA TUDO SOBRE O NOVO FILME DO REI DO ROCK

Felipe Machado Publicado em 01/04/2022


        Ao contrário do que dizem os fãs, Elvis Presley morreu – e isso já faz quase cinco décadas. Vítima do abuso de drogas, aos 42 anos, o ídolo foi encontrado pela namorada em Graceland, sua exótica residência em Memphis, no Tennessee. É curioso notar que a vida de um dos maiores ícones da cultura norte-americana, com milhões de admiradores em todo o mundo e detentor de quase todos os recordes da indústria fonográfica, até agora não tivesse servido de inspiração para uma grande produção nas telas. Apesar de ter estrelado dezenas de filmes como ator, abusando dos enredos singelos que serviam apenas como desculpa para ele mostrar o corpo e o vozeirão, fica a impressão de que sua vida era um tabu grande demais até para os megalomaníacos padrões de Hollywood. Talvez seja por isso que, depois de sua morte, em 16 de agosto de 1977, o cantor tenha sido tema somente de um modesto projeto realizado em 1979 e voltado apenas para a TV americana, com direção de John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.


        Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho. Foi preciso um australiano de origem judaica para levar às telas a história do garoto pobre e talentoso do sul dos EUA, que ascende vertiginosamente até o topo do mundo e, como um Ícaro que se aproxima demais do Sol, despenca rumo à tragédia. “Sempre fui fã de Elvis, mas não foi esse sentimento que me levou a fazer o filme”, afirma Luhrmann. “Nesses tempos modernos, sua vida é como uma tela em branco perfeita para explorar os EUA dos anos 1950 e 1960. Fui atraído por essa parte da história. E também por um cara chamado Coronel Tom Parker.”


        Luhrmann se refere ao arrogante e malhumorado empresário de Elvis, interpretado por Tom Hanks. Como o próprio personagem anuncia no início, ele parece ter orgulho de ser “o vilão do filme”. Figura mítica do showbiz – pelas piores razões possíveis –, o agente não era coronel, nem americano e sequer se chamava Tom Parker. Nascido na Holanda, Andreas Cornelis van Kujik era adestrador de cães. Fugiu de seu país após o misterioso assassinato da amante, morte de autoria atribuída, por muitos, a ele mesmo. Foi expulso do exército por ser considerado um psicopata, trabalhou no circo e, em 1955, convenceu o jovem Elvis a deixá-lo controlar todos os aspectos de sua carreira.


        Mesmo sem entender nada de música, dividia com o cantor tudo que ele ganhava e até escolhia quais músicas podia gravar. Com receio de eventuais problemas jurídicos com a imigração, Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país, nem mesmo diante de ofertas milionárias. Há quem diga que ele o teria obrigado a se casar com a namorada assim que descobriu que ela estava grávida – Priscilla Presley, papel de Olivia DeJonge.

Adaptação: https://istoe.com.br/elvis-presley-vem-ai/ , acesso em 08 de abril de 2022. 

Na oração seguir “Luhrmann se refere ao arrogante e mal-humorado empresário de Elvis” o verbo REFERIR classifica-se quanto à regência verbal como:
Alternativas
Q4252432 Português
História Hoje: Cantor Jessé morria há 24 anos após acidente de carro no Paraná


    Há 24 anos, morria o cantor e compositor Jessé. E a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90. Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro e ainda menino se mudou para Brasília com a família. Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja. Ao atingir a maior idade, largou tudo para trás e se mudou para São Paulo em busca de um sonho. Conquistar uma carreira como cantor. Começou se apresentando em boates. Depois integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

    Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Mas sua grande oportunidade ocorreu em 1980, ao ser revelado ao grande público pelo Festival MPB Shell, da Rede Globo com a música Porto Solidão. Neste festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete.

    Três anos depois, conquistou o Décimo Segundo Festival da Canção Televisão Ibero-Americana, realizado em Washington, nos Estados Unidos, levando os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo com a música "Estrelas de Papel" de sua autoria, em parceria com Elifas Andreato.

    Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente. Ele gravou doze discos com destaque para os álbuns duplos “O Sorriso ao Pé da Escada e “Sobre Todas as Coisas". Entretanto nunca conseguiu agradar a crítica especializada, que o considerava um cantor brega. Jessé Florentino dos Santos morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, onde iria fazer um espetáculo.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/acervo/cultura/audio/2017-03/historia-hoje-cantor-jesse-morria-ha-24-anos-apos-acidente-de-carro-no-parana/ Acesso em 25 de maio de 2022.
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: “Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens”.
Alternativas
Q4252426 Português
História Hoje: Cantor Jessé morria há 24 anos após acidente de carro no Paraná


    Há 24 anos, morria o cantor e compositor Jessé. E a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90. Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro e ainda menino se mudou para Brasília com a família. Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja. Ao atingir a maior idade, largou tudo para trás e se mudou para São Paulo em busca de um sonho. Conquistar uma carreira como cantor. Começou se apresentando em boates. Depois integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

    Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Mas sua grande oportunidade ocorreu em 1980, ao ser revelado ao grande público pelo Festival MPB Shell, da Rede Globo com a música Porto Solidão. Neste festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete.

    Três anos depois, conquistou o Décimo Segundo Festival da Canção Televisão Ibero-Americana, realizado em Washington, nos Estados Unidos, levando os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo com a música "Estrelas de Papel" de sua autoria, em parceria com Elifas Andreato.

    Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente. Ele gravou doze discos com destaque para os álbuns duplos “O Sorriso ao Pé da Escada e “Sobre Todas as Coisas". Entretanto nunca conseguiu agradar a crítica especializada, que o considerava um cantor brega. Jessé Florentino dos Santos morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, onde iria fazer um espetáculo.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/acervo/cultura/audio/2017-03/historia-hoje-cantor-jesse-morria-ha-24-anos-apos-acidente-de-carro-no-parana/ Acesso em 25 de maio de 2022.
Assinale a alternativa correta se passarmos o substantivo filho para o plural no período: “Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja”.
Alternativas
Q4252086 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “mas” foi usada corretamente.
Alternativas
Q4252002 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente a função sintática dos termos em destaque no período: “Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais”.
Alternativas
Q4252001 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: “Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017”.
Alternativas
Q4251833 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
Marque a alternativa em que a expressão sublinhada classifica-se como sujeito: 
Alternativas
Q4251589 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou Anne Frank aos nazistas

Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.

        Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

        A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

        Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
[...]

Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Marque a alternativa abaixo em que a palavra sublinhada é uma CONJUNÇÃO: 
Alternativas
Respostas
21961: D
21962: B
21963: B
21964: B
21965: C
21966: E
21967: D
21968: B
21969: D
21970: A
21971: D
21972: C
21973: E
21974: A
21975: E
21976: A
21977: D
21978: E
21979: D
21980: C