Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Estudar ouvindo música ajuda ou atrapalha a concentração?
Ouvir música enquanto estuda é um hábito comum entre estudantes de todas as idades, especialmente em períodos de provas e vestibulares. A prática, no entanto, divide opiniões na ciência: enquanto alguns estudos apontam benefícios para o humor e a produtividade, outros mostram que a música pode competir com a atenção necessária para tarefas de memorização e compreensão de texto.
Não existe uma resposta única: o efeito varia conforme o tipo de atividade e o perfil de quem estuda.
Pesquisas conduzidas ao longo dos últimos anos chegaram a conclusões distintas sobre o tema. Um experimento da Universidade de Wollongong, na Austrália, associou sons suaves e músicas instrumentais à redução do estresse e a ganhos de produtividade em tarefas repetitivas, por criarem um ambiente mais relaxado para o cérebro.
Já um estudo do antigo University of Wales Institute, em Cardiff (hoje Cardiff Metropolitan University), encontrou o efeito oposto: estudantes expostos a música e a sons variados tiveram desempenho pior do que aqueles em ambientes silenciosos ou com ruídos repetitivos e previsíveis.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/estudar
"Pesquisas conduzidas ao longo dos últimos anos chegaram a conclusões distintas sobre o tema."
A forma verbal 'chegaram' está flexionada no plural para concordar com:
Julgue o item subsequente, relativo ao texto precedente, a suas ideias e a seus aspectos linguísticos.
No primeiro parágrafo, a flexão de plural em cada um dos vocábulos da expressão "dos serviços públicos" justifica-se pela relação de concordância nominal que eles estabelecem com os termos "de abastecimento de água" e "de esgotamento sanitário".
Julgue o item subsequente, relativo ao texto precedente, a suas ideias e a seus aspectos linguísticos.
No trecho "A regulação e a fiscalização dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário são fundamentais para a manutenção do equilíbrio" (primeiro parágrafo), a substituição do segmento "são fundamentais" pela forma verbal servem seria gramaticalmente correta, mas alteraria os sentidos do texto.
Julgue o item subsequente, relativo ao texto precedente, a suas ideias e a seus aspectos linguísticos.
No primeiro período do último parágrafo, a função sintática do segmento "pela CASAL" é distinta da desempenhada pelos segmentos "pela distribuição de água", "pela gestão comercial" e "pelos sistemas de esgotamento sanitário".
Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.
Do trecho "A par do arcabouço legal que baliza os procedimentos de cada agência, ganha importância o próprio modo de operação" (terceiro parágrafo) infere-se uma ideia de contraste entre a lei e o modo de operação das agências, ideia essa marcada pela expressão coesiva "A par", de valor adversativo.
Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.
Seria mantida a correção gramatical do último período do primeiro parágrafo caso o vocábulo "contra" fosse substituído por frente.
Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.
No terceiro parágrafo, a substituição do segmento "Nesses se incluem" por Entre eles estão preservaria a correção gramatical e a relação de sentido estabelecida no texto.
Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.
No trecho "Quanto maior a vulnerabilidade da cultura política aos desequilíbrios na distribuição de poder, maiores os desafios de compensar esses desequilíbrios" (segundo parágrafo), observa-se uma relação de proporcionalidade
Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.
No primeiro parágrafo, as locuções verbais "vem-se configurando" e "vai-se retirando" expressam continuidade e progressividade, em consonância com a ideia expressa na oração que inicia o texto.
Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.
O sujeito da oração constituída pela forma verbal "ocupe", ao final do primeiro parágrafo, encontra-se elíptico e sua referência é recuperada no primeiro período do texto.
Julgue o item que se segue, a respeito do texto apresentado, das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos.
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados caso seu último parágrafo fosse assim reescrito: Dessa forma, uma burocracia cada vez mais representativa pode promover, além da colaboração com cidadãs e cidadãos, a coprodução de serviços públicos, que, além de garantirem maior legitimidade à ação pública, também podem assegurar uma ação estatal mais responsiva e inclusiva, especialmente aos grupos da sociedade vulneráveis e invisibilizados.
Julgue o item que se segue, a respeito do texto apresentado, das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos.
No início do último parágrafo, a locução "Dessa forma" poderia ser substituída, sem prejuízo das relações de coesão e coerência originais, por Não obstante.
Julgue o item que se segue, a respeito do texto apresentado, das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos.
No trecho "em escolas com maior presença de professoras negras e professores negros, alunas negras e alunos negros possuem melhor desempenho escolar" (quarto parágrafo), a substituição do trecho "professoras negras e professores negros, alunas negras e alunos negros" por professores e professoras negros, alunos e alunas negros preservaria a correção gramatical do texto, mas prejudicaria a intenção político-discursiva de seu autor no que se refere à representatividade de gênero.
Julgue o item que se segue, a respeito do texto apresentado, das ideias nele veiculadas e de seus aspectos linguísticos.
No trecho "estudos recentes sugerem que a presença de policiais negras e policiais negros aumenta a confiança das cidadãs negras e dos cidadãos negros na polícia (quarto parágrafo), o vocábulo "que" introduz oração que desempenha, em relação à oração anterior, função adjetiva explicativa.
Julgue o seguinte item, relativo às ideias e a aspectos linguísticos e discursivos do texto precedente.
No trecho "dessas tentativas descobertas maravilhosas têm sido feitas" (segundo parágrafo), o acento gráfico na forma verbal "têm" marca a flexão no plural, motivada no caso pela concordância verbal com o vocábulo "tentativas".
Julgue o seguinte item, relativo às ideias e a aspectos linguísticos e discursivos do texto precedente.
O segmento "devido às", no último período do texto, introduz uma relação de finalidade entre as descobertas científicas mencionadas e as perguntas formuladas pela humanidade.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Estudar ouvindo música ajuda ou atrapalha a concentração?
Ouvir música enquanto estuda é um hábito comum entre estudantes de todas as idades, especialmente em períodos de provas e vestibulares. A prática, no entanto, divide opiniões na ciência: enquanto alguns estudos apontam benefícios para o humor e a produtividade, outros mostram que a música pode competir com a atenção necessária para tarefas de memorização e compreensão de texto.
Não existe uma resposta única: o efeito varia conforme o tipo de atividade e o perfil de quem estuda.
Pesquisas conduzidas ao longo dos últimos anos chegaram a conclusões distintas sobre o tema. Um experimento da Universidade de Wollongong, na Austrália, associou sons suaves e músicas instrumentais à redução do estresse e a ganhos de produtividade em tarefas repetitivas, por criarem um ambiente mais relaxado para o cérebro.
Já um estudo do antigo University of Wales Institute, em Cardiff (hoje Cardiff Metropolitan University), encontrou o efeito oposto: estudantes expostos a música e a sons variados tiveram desempenho pior do que aqueles em ambientes silenciosos ou com ruídos repetitivos e previsíveis.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/estudar
"Pesquisas conduzidas ao longo dos últimos anos chegaram a conclusões distintas sobre o tema."
A forma verbal 'chegaram' está flexionada no plural para concordar com:
No trecho “Mas nós acreditávamos. Pelo menos para mim, e acho que pra maioria também, aquilo serviu de combustível e de motivação” (3º parágrafo), o conectivo destacado introduz uma ideia de:
Texto para a questão.
Escrever ainda é humano?
Um texto gerado por inteligência artificial (IA) é gramaticalmente correto, costuma ter alguma clareza e é eficiente. Com poucas palavras, é possível gerar um e‑mail educado, uma publicação “viralizável” ou uma apresentação corporativa.
Não há tarefa textual que uma IA não aceite executar. Juntar palavras com base em probabilidade e fazer o resultado soar humano e coerente, afinal, é o que esses sistemas foram projetados para fazer. Isso inclui revisar, editar, sugerir, pesquisar ou criar algo do zero.
Quanto menor é a intervenção humana, mais evidente é a origem. Alguns formatos argumentativos já são tão comuns quanto cansativos. Há também expressões que não saem da boca dos robôs: uma mudança “silenciosa”, um processo “invisível” e um problema sempre “oculto”. Isso sem falar na insistência por alguns recursos estilísticos, como o excesso do uso de travessões.
Uma publicação da revista Nature sugeriu que estaríamos diante de uma “padronização” ou “pasteurização” da escrita humana, que influencia também quem não usa IA. A lógica é a de que a repetição torna determinadas expressões socialmente aceitas, levando as pessoas a reproduzi‑las.
Além da forma mais direta de copiar e colar um texto completamente gerado por uma IA, a produção com essas ferramentas assume formatos variados. Há o texto feito pela inteligência artificial a partir de alguns comandos e depois editado e adaptado pelo usuário, e também existe o contrário: o rascunho humano lapidado por ela.
O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues define a produção das máquinas como uma antiliteratura, o oposto da arte feita com palavras. O autor também avalia que máquinas não produzem arte, mesmo que romances feitos por robôs enganem leitores menos exigentes.
O professor Cal Newport, da Georgetown University, chama o momento atual de uma “crise cognitiva”, que começou com interrupções constantes de e‑mails e mensagens, degringolou com as redes sociais e agora se aprofunda com a IA. O resultado é que conseguimos pensar com cada vez menos profundidade e manter a concentração em algo. Contra isso, uma das propostas dele é: escreva. Produzir um texto claro equivale a um treino mental, diz Newport, e não a um problema a ser eliminado.
Texto para a questão.
Escrever ainda é humano?
Um texto gerado por inteligência artificial (IA) é gramaticalmente correto, costuma ter alguma clareza e é eficiente. Com poucas palavras, é possível gerar um e‑mail educado, uma publicação “viralizável” ou uma apresentação corporativa.
Não há tarefa textual que uma IA não aceite executar. Juntar palavras com base em probabilidade e fazer o resultado soar humano e coerente, afinal, é o que esses sistemas foram projetados para fazer. Isso inclui revisar, editar, sugerir, pesquisar ou criar algo do zero.
Quanto menor é a intervenção humana, mais evidente é a origem. Alguns formatos argumentativos já são tão comuns quanto cansativos. Há também expressões que não saem da boca dos robôs: uma mudança “silenciosa”, um processo “invisível” e um problema sempre “oculto”. Isso sem falar na insistência por alguns recursos estilísticos, como o excesso do uso de travessões.
Uma publicação da revista Nature sugeriu que estaríamos diante de uma “padronização” ou “pasteurização” da escrita humana, que influencia também quem não usa IA. A lógica é a de que a repetição torna determinadas expressões socialmente aceitas, levando as pessoas a reproduzi‑las.
Além da forma mais direta de copiar e colar um texto completamente gerado por uma IA, a produção com essas ferramentas assume formatos variados. Há o texto feito pela inteligência artificial a partir de alguns comandos e depois editado e adaptado pelo usuário, e também existe o contrário: o rascunho humano lapidado por ela.
O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues define a produção das máquinas como uma antiliteratura, o oposto da arte feita com palavras. O autor também avalia que máquinas não produzem arte, mesmo que romances feitos por robôs enganem leitores menos exigentes.
O professor Cal Newport, da Georgetown University, chama o momento atual de uma “crise cognitiva”, que começou com interrupções constantes de e‑mails e mensagens, degringolou com as redes sociais e agora se aprofunda com a IA. O resultado é que conseguimos pensar com cada vez menos profundidade e manter a concentração em algo. Contra isso, uma das propostas dele é: escreva. Produzir um texto claro equivale a um treino mental, diz Newport, e não a um problema a ser eliminado.