Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4414179 Português
Nasce um otário por segundo 


    Perguntaram-me quantos "seguidores" eu calculava que tivesse. Embatuquei: "Sei lá, nunca pensei nisso. Acho que nenhum". O outro insistiu: "Não é possível. Você está na imprensa há milhões de anos, escreve livros, dá entrevistas. É um dos principais influencers do país". Reagi com "Deus me livre, imagine a responsabilidade de influenciar alguém, de ser responsável por algo que uma pessoa faça ou deixe de fazer!". É verdade. Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês. Além disso, em que um "influencer" influencia seus "seguidores"?

    Não faltou quem me instruísse. Um influencer é alguém que usa instagrams, youtubes, tiktoks e que tais para produzir vídeos, fotos e textos sobre si mesmos e atrair seguidores que se deixam enxergar neles uma crença "impactar por suas opiniões, sugestões, rotinas, atitudes e opções de consumo". E que, devidamente impactados, passam a regular por ele suas preferências. Em quê? "Em tudo: moda, games, viagens, gastronomia, até aplicações financeiras". "Sério?", perguntei. E o que o influencer ganha com isso? "Fábulas —é pago pelos serviços e marcas que ‘recomenda’. Descubra quantos o seguem e calcule a grana que isso rende."

    No Brasil, me disseram, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quis saber quais eram os principais e ouvi nomes como Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Vinicius Jr., Ivete Sangalo. Até aí tudo bem —são famosos, com profissão definida, não falta quem queira ser como eles.

    Mas quem é Virginia Fonseca, com 56 milhões de seguidores? O que ela faz? E Camila Pudim, Açucena Guerra, Gustavo Tubarão, Pamela Fuego, Andressa Suíta? E sumidades com nomes como Hytalo, Thallysson, Sunaika, Pkllipe, Wueverton e Leuriscleia? Mais importante ainda: quem são os milhões de brasileiros que os seguem?

    P.T. Barnum (1810-91), inventor do mafuá de horrores, deixou uma frase que parecia imortal: "Nasce um otário por minuto". Isso já era. Hoje é por segundo.


Ruy Castro. 7.jun.2026 às 8h00. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/06/nas ce-um-otario-por-segundo.shtml- acesso em 27 de julho de 2026.
TODOS OS ELEMENTOS COESIVOS SEQUENCIAIS FORMAIS MARCADOS apresentam a função coesiva e, além disso, exercem também, uma função sintática na oração em que se inserem, EXCETO: 
Alternativas
Q4414178 Português
Nasce um otário por segundo 


    Perguntaram-me quantos "seguidores" eu calculava que tivesse. Embatuquei: "Sei lá, nunca pensei nisso. Acho que nenhum". O outro insistiu: "Não é possível. Você está na imprensa há milhões de anos, escreve livros, dá entrevistas. É um dos principais influencers do país". Reagi com "Deus me livre, imagine a responsabilidade de influenciar alguém, de ser responsável por algo que uma pessoa faça ou deixe de fazer!". É verdade. Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês. Além disso, em que um "influencer" influencia seus "seguidores"?

    Não faltou quem me instruísse. Um influencer é alguém que usa instagrams, youtubes, tiktoks e que tais para produzir vídeos, fotos e textos sobre si mesmos e atrair seguidores que se deixam enxergar neles uma crença "impactar por suas opiniões, sugestões, rotinas, atitudes e opções de consumo". E que, devidamente impactados, passam a regular por ele suas preferências. Em quê? "Em tudo: moda, games, viagens, gastronomia, até aplicações financeiras". "Sério?", perguntei. E o que o influencer ganha com isso? "Fábulas —é pago pelos serviços e marcas que ‘recomenda’. Descubra quantos o seguem e calcule a grana que isso rende."

    No Brasil, me disseram, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quis saber quais eram os principais e ouvi nomes como Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Vinicius Jr., Ivete Sangalo. Até aí tudo bem —são famosos, com profissão definida, não falta quem queira ser como eles.

    Mas quem é Virginia Fonseca, com 56 milhões de seguidores? O que ela faz? E Camila Pudim, Açucena Guerra, Gustavo Tubarão, Pamela Fuego, Andressa Suíta? E sumidades com nomes como Hytalo, Thallysson, Sunaika, Pkllipe, Wueverton e Leuriscleia? Mais importante ainda: quem são os milhões de brasileiros que os seguem?

    P.T. Barnum (1810-91), inventor do mafuá de horrores, deixou uma frase que parecia imortal: "Nasce um otário por minuto". Isso já era. Hoje é por segundo.


Ruy Castro. 7.jun.2026 às 8h00. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/06/nas ce-um-otario-por-segundo.shtml- acesso em 27 de julho de 2026.
“Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês.” Respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados são: 
Alternativas
Q4414176 Português
Nasce um otário por segundo 


    Perguntaram-me quantos "seguidores" eu calculava que tivesse. Embatuquei: "Sei lá, nunca pensei nisso. Acho que nenhum". O outro insistiu: "Não é possível. Você está na imprensa há milhões de anos, escreve livros, dá entrevistas. É um dos principais influencers do país". Reagi com "Deus me livre, imagine a responsabilidade de influenciar alguém, de ser responsável por algo que uma pessoa faça ou deixe de fazer!". É verdade. Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês. Além disso, em que um "influencer" influencia seus "seguidores"?

    Não faltou quem me instruísse. Um influencer é alguém que usa instagrams, youtubes, tiktoks e que tais para produzir vídeos, fotos e textos sobre si mesmos e atrair seguidores que se deixam enxergar neles uma crença "impactar por suas opiniões, sugestões, rotinas, atitudes e opções de consumo". E que, devidamente impactados, passam a regular por ele suas preferências. Em quê? "Em tudo: moda, games, viagens, gastronomia, até aplicações financeiras". "Sério?", perguntei. E o que o influencer ganha com isso? "Fábulas —é pago pelos serviços e marcas que ‘recomenda’. Descubra quantos o seguem e calcule a grana que isso rende."

    No Brasil, me disseram, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quis saber quais eram os principais e ouvi nomes como Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Vinicius Jr., Ivete Sangalo. Até aí tudo bem —são famosos, com profissão definida, não falta quem queira ser como eles.

    Mas quem é Virginia Fonseca, com 56 milhões de seguidores? O que ela faz? E Camila Pudim, Açucena Guerra, Gustavo Tubarão, Pamela Fuego, Andressa Suíta? E sumidades com nomes como Hytalo, Thallysson, Sunaika, Pkllipe, Wueverton e Leuriscleia? Mais importante ainda: quem são os milhões de brasileiros que os seguem?

    P.T. Barnum (1810-91), inventor do mafuá de horrores, deixou uma frase que parecia imortal: "Nasce um otário por minuto". Isso já era. Hoje é por segundo.


Ruy Castro. 7.jun.2026 às 8h00. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/06/nas ce-um-otario-por-segundo.shtml- acesso em 27 de julho de 2026.
Está corretamente analisada, quanto à classificação sintática, a expressão destacada da oração ou do período composto:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413433 Português
Assinale a alternativa que apresenta a relação de sentido estabelecida pelo emprego da locução conjuntiva sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto.
“quanto mais pobre, maior a quantia ganha”.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413431 Português
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada seja um pronome indefinido e sua função sintática seja a de adjunto adnominal.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413428 Português
Analise as assertivas abaixo a respeito da palavra “difusos”, que ocorre no trecho a seguir, retirado do texto:
“para substituir de uma vez só os vários e difusos programas de bem-estar social”.
I. “Difuso” é uma das formas do particípio de “difundir”, que é um verbo abundante.
II. Um possível sinônimo dessa palavra é “espalhados”.
III. No trecho em que ocorre, é empregada como um adjetivo e tem a função sintática de adjunto adnominal.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4412180 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada indica circunstância da ação expressa na sentençа.
Alternativas
Q4412179 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da palavra destacada no enunciado "para ajustar o nosso orçamento", empregada na charge abaixo.

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/162354/Q8.png
Alternativas
Q4412177 Português
Assinale a alternativa cujas formas verbais completam corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:

- Até o momento não _____ desistências do cargo.
- Na cidade, tempos atrás, não _____ tantas ruas como hoje.
- Será que _____ muitos participantes no congresso?
- Ainda _____ de existir pessoas de bom caráter nesta cidade.
- Ainda _____ ótimos álbuns de figurinhas.
Alternativas
Q4412176 Português
Assinale a alternativa em que o sentido do elemento destacado incide sobre todoo conteúdo do enunciado, emitindo o ponto de vista do locutor.
Alternativas
Q4412174 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Da garagem para o Googleplex


        A história do Google começa em 1995, na Universidade de Stanford. Larry Page foi conhecer Stanford, considerando uma pósgraduação, e Sergey Brin, estudante da universidade, recebeu a tarefa de mostrar a ele o local.

        De acordo com alguns relatos, os dois discordaram sobre quase tudo quando se encontraram pela primeira vez, mas, no ano seguinte, firmaram uma parceria. A dupla trabalhava no próprio dormitório e conseguiu criar um mecanismo de pesquisa que usava links para determinar a importância de páginas individuais na World Wide Web. Eles chamaram o mecanismo de pesquisa de BackRub.

        Logo depois, o BackRub passou a se chamar Google (ufa!).O nome era uma brincadeira com a expressão matemática para o número 1 seguido de 100 zeros e refletia bem a missão de Larry e Sergey de "organizar as informações do mundo todo e fazer com que elas sejam universalmente acessíveis e úteis". (...)


        Desde o início, tudo era diferente. O primeiro servidor do Google era feito de Lego, e o primeiro Doodle, de 1998, tinha um bonequinho de palito no logotipo anunciando aos visitantes do site que toda a equipe faltou ao trabalho para assistir o festival Burning Man. О lema "Não seja mau” resumia esse espírito de originalidade. Nos anos seguintes, a empresa cresceu rapidamente, contratou engenheiros, formou uma equipe de vendas e adotou o primeiro cão, Yoshka (em inglês). A Google já não cabia mais na garagem e acabou se mudando para sua sede atual, também conhecida como "O Googleplex", em Mountain View, Califórnia. Esse espírito de fazer as coisas de forma diferente foi o que guiou a mudança. E Yoshka também. 

        (...) Hoje, o Google fabrica centenas de produtos usados por bilhões de pessoas em todo o mundo: YouTube, Android, Gmail e, claro, а Pesquisa Google. Os servidores de Lego já ficaram para trás, a equipe canina da empresa aumentou um pouco, mas a paixão por criar tecnologia para todo mundo continua a mesma, desde os tempos de dormitório e garagem até o dia de hoje.


GOOGLE. Nossa história. Disponível em: https://about.google/intl/pt_ALL/company-info/our-story/
Assinale a alternativa em que a substituição do termo destacado pela forma proposta entre parênteses está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4411953 Português
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
Analise a estrutura sintático-gramatical e as regras de acentuação gráfica do trecho a seguir: o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX... Em relação às propriedades linguísticas do período, analise as assertivas abaixo:

I. A presença do vocábulo que atua como elemento de coesão sequencial, mantendo a unicidade de um período simples estruturado sobre uma só oração.
II. Os vocábulos fenômenos e século são acentuados graficamente com base na mesma regra ortográfica, pois ambos são palavras proparoxítonas.
III. O verbo configuraram possui sujeito composto, constituído pelos núcleos Movimento Sanitário e Reforma Sanitária Brasileira.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4411951 Português
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
A respeito dos recursos coesivos, das relações sintático-semânticas e das escolhas estilísticas empregadas no quinto parágrafo do texto, analise as partes que seguem:

(1ª parte): O uso do prefixo entre parênteses na palavra (re)articulação cumpre a função discursiva de denotar que a integração promovida pela PNM restaurou exatamente o mesmo modelo que vigorava na época da CЕМЕ. (2ª parte): O conector Todavia estabelece uma relação de causalidade, indicando que o foco no medicamento é o motivo direto para o sucesso da adequação às diretrizes do Sistema Unico de Saúde.


Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4411574 Português





Fonte: UM BRASIL

Analise a estrutura sintático-comparativa presente no segundo quadro: ...mais honesto do que eu? Caso o cartunista optasse por reescrever o segmento omitindo a preposição de, mantendo a frase como...mais honesto que eu?, a correção gramatical e o sentido original do texto seriam:
Alternativas
Q4410939 Português
As mediações urbanas nas redes curtas de
comercialização agroalimentar


       As transformações recentes nas formas de produção, circulação e consumo de alimentos têm recolocado no centro do debate as relações entre agricultor e consumidor, cidade e campo, especialmente no que se refere às chamadas redes curtas de comercialização agroalimentar (RCCs). Na literatura nacional e em língua estrangeira, essas redes são frequentemente apresentadas como alternativas ao sistema agroalimentar hegemônico (circuitos agroalimentares longos), associadas à valorização da agricultura familiar, à agroecologia e à soberania alimentar, sobretudo por sua capacidade de reconectar produção e consumo e de gerar efeitos positivos no desenvolvimento rural. No entanto, tais abordagens tendem a enfatizar os impactos dessas iniciativas no meio rural, sem problematizar de forma mais aprofundada as mediações urbanas (especialmente as demandas, discursos e critérios de qualidade formulados por consumidores e instituições situadas nas cidades) que participam ativamente da constituição e da consolidação dessas redes.

      Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores, mas emergem de um contexto mais amplo de crise de confiança nos sistemas agroalimentares industrializados, especialmente nos grandes centros urbanos. Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos, movimentos sociais, organizações não governamentais e instituições acadêmicas a buscar formas alternativas de abastecimento, criando demandas específicas que passam a orientar/impor novas práticas produtivas no meio rural. Nesse sentido, o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo.

       A literatura internacional sobre as RCCs reconhece que essas iniciativas operam em espaços socialmente construídos, atravessados por relações de poder e por seletividades de acesso, que condicionam quem pode participar, consumir e se beneficiar desses circuitos. Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas, atendendo prioritariamente segmentos das classes medias e reproduzindo desigualdades alimentares e territoriais. Nesse sentido, parte da literatura crítica alerta para o risco de uma moralização do consumo, na qual a construção de sistemas alimentares considerados mais justos e sustentáveis e deslocada para o plano das escolhas individuais, sem o enfrentamento das estruturas sociais e econômicas que sustentam a exclusão alimentar das classes populares.


Fonte ARCE MATOS, W. E.; DINIZ, R. F.; LOBATO, M M Sistemas
agroalimentares na Amazônia: espaços-tempos híbridos e interconexões
nas redes cuftas de comercialização em Manaus. Revista Brasileira de
Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubate, v.22, n.2,2026 (com
adaptações).
Analise o emprego dos sinais de pontuação no seguinte excerto do texto: Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos... Sob a perspectiva da norma-padrão e das regras de pontuação sintática, assinale a alternativa que justifica CORRETAMENTE a presença das vírgulas nesse trecho. 
Alternativas
Q4410938 Português
As mediações urbanas nas redes curtas de
comercialização agroalimentar


       As transformações recentes nas formas de produção, circulação e consumo de alimentos têm recolocado no centro do debate as relações entre agricultor e consumidor, cidade e campo, especialmente no que se refere às chamadas redes curtas de comercialização agroalimentar (RCCs). Na literatura nacional e em língua estrangeira, essas redes são frequentemente apresentadas como alternativas ao sistema agroalimentar hegemônico (circuitos agroalimentares longos), associadas à valorização da agricultura familiar, à agroecologia e à soberania alimentar, sobretudo por sua capacidade de reconectar produção e consumo e de gerar efeitos positivos no desenvolvimento rural. No entanto, tais abordagens tendem a enfatizar os impactos dessas iniciativas no meio rural, sem problematizar de forma mais aprofundada as mediações urbanas (especialmente as demandas, discursos e critérios de qualidade formulados por consumidores e instituições situadas nas cidades) que participam ativamente da constituição e da consolidação dessas redes.

      Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores, mas emergem de um contexto mais amplo de crise de confiança nos sistemas agroalimentares industrializados, especialmente nos grandes centros urbanos. Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos, movimentos sociais, organizações não governamentais e instituições acadêmicas a buscar formas alternativas de abastecimento, criando demandas específicas que passam a orientar/impor novas práticas produtivas no meio rural. Nesse sentido, o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo.

       A literatura internacional sobre as RCCs reconhece que essas iniciativas operam em espaços socialmente construídos, atravessados por relações de poder e por seletividades de acesso, que condicionam quem pode participar, consumir e se beneficiar desses circuitos. Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas, atendendo prioritariamente segmentos das classes medias e reproduzindo desigualdades alimentares e territoriais. Nesse sentido, parte da literatura crítica alerta para o risco de uma moralização do consumo, na qual a construção de sistemas alimentares considerados mais justos e sustentáveis e deslocada para o plano das escolhas individuais, sem o enfrentamento das estruturas sociais e econômicas que sustentam a exclusão alimentar das classes populares.


Fonte ARCE MATOS, W. E.; DINIZ, R. F.; LOBATO, M M Sistemas
agroalimentares na Amazônia: espaços-tempos híbridos e interconexões
nas redes cuftas de comercialização em Manaus. Revista Brasileira de
Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubate, v.22, n.2,2026 (com
adaptações).
Considere o seguinte período retirado do segundo parágrafo do texto: Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores. Diante disso, a oração sublinhada classifica-se sintaticamente como: 
Alternativas
Q4410935 Português
As mediações urbanas nas redes curtas de
comercialização agroalimentar


       As transformações recentes nas formas de produção, circulação e consumo de alimentos têm recolocado no centro do debate as relações entre agricultor e consumidor, cidade e campo, especialmente no que se refere às chamadas redes curtas de comercialização agroalimentar (RCCs). Na literatura nacional e em língua estrangeira, essas redes são frequentemente apresentadas como alternativas ao sistema agroalimentar hegemônico (circuitos agroalimentares longos), associadas à valorização da agricultura familiar, à agroecologia e à soberania alimentar, sobretudo por sua capacidade de reconectar produção e consumo e de gerar efeitos positivos no desenvolvimento rural. No entanto, tais abordagens tendem a enfatizar os impactos dessas iniciativas no meio rural, sem problematizar de forma mais aprofundada as mediações urbanas (especialmente as demandas, discursos e critérios de qualidade formulados por consumidores e instituições situadas nas cidades) que participam ativamente da constituição e da consolidação dessas redes.

      Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores, mas emergem de um contexto mais amplo de crise de confiança nos sistemas agroalimentares industrializados, especialmente nos grandes centros urbanos. Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos, movimentos sociais, organizações não governamentais e instituições acadêmicas a buscar formas alternativas de abastecimento, criando demandas específicas que passam a orientar/impor novas práticas produtivas no meio rural. Nesse sentido, o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo.

       A literatura internacional sobre as RCCs reconhece que essas iniciativas operam em espaços socialmente construídos, atravessados por relações de poder e por seletividades de acesso, que condicionam quem pode participar, consumir e se beneficiar desses circuitos. Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas, atendendo prioritariamente segmentos das classes medias e reproduzindo desigualdades alimentares e territoriais. Nesse sentido, parte da literatura crítica alerta para o risco de uma moralização do consumo, na qual a construção de sistemas alimentares considerados mais justos e sustentáveis e deslocada para o plano das escolhas individuais, sem o enfrentamento das estruturas sociais e econômicas que sustentam a exclusão alimentar das classes populares.


Fonte ARCE MATOS, W. E.; DINIZ, R. F.; LOBATO, M M Sistemas
agroalimentares na Amazônia: espaços-tempos híbridos e interconexões
nas redes cuftas de comercialização em Manaus. Revista Brasileira de
Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubate, v.22, n.2,2026 (com
adaptações).
No trecho do último parágrafo Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas..., o conectivo sublinhado estabelece uma relação de sentido de:
Alternativas
Q4410916 Português
Para evitar a repetição excessiva de palavras e deixar o texto mais fluido, os escritores utilizam pronomes. Leia o seguinte parágrafo mal escrito: "Os alunos leram os livros. Os alunos devolveram os livros para a biblioteca ontem." Assinale a alternativa que faz a substituição correta dos termos repetidos, unindo as duas frases de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q4410913 Português
Na oração: "Os livros de aventura da biblioteca municipal desapareceram das prateleiras na semana passada."
Qual é o sujeito dessa frase e como ele se classifica? 
Alternativas
Q4410894 Português
“Entender o papel desses nutrientes e suas principais fontes ajuda a manter o equilíbrio hormonal em dia.” Sobre os termos desse fragmento textual, assinale a afirmativa correta
Alternativas
Respostas
181: A
182: E
183: A
184: B
185: A
186: E
187: C
188: B
189: C
190: B
191: D
192: A
193: D
194: D
195: C
196: B
197: C
198: A
199: C
200: D