Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3407387 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A atividade de produção textual escrita



        Quantas vezes, você chegou à escola e se deparou com a situação nada inusitada de ter de produzir um texto a partir de uma consigna escrita no quadro que dizia mais ou menos assim: “Escreva um texto dissertativo sobre…” ou “Escreva um texto narrativo sobre…”? E, diante daquela frase paralisante, teve de acionar o submundo da memória para produzir um texto sem sequer discutir as condições de produção ou mesmo sem pensar em um provável público leitor. Ops! Isso não é verdade, pois o público certeiro era a/o docente que certamente avaliaria se havia erros ortográficos, problemas de concordância e de regência, repetição de palavras entre outros.


        Quantas e quantas vezes recebeu aquele texto de volta um mês depois totalmente riscado, cheio de sinais ilegíveis e, com vergonha da turma, dobrou a folha disfarçadamente e a colocou dentro de um livro de onde jamais a retirou? Infelizmente, essa continua sendo a realidade em muitas escolas brasileiras. A produção de textos orais e escritos em boa parte do tempo é atividade improvisada que desconsidera as condições de produção, de circulação e de recepção de textos.


        Irandé, em seu texto “Aula de português: encontro e interação”, afirma que “o que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer”.


        A partir disso, reforçamos a necessidade de direcionar as atividades de produção escrita para uma prática sistematizada que leve em conta o planejamento, a textualização (a escrita propriamente dita) e a reescrita. 

Observe o seguinte período retirado do texto: “Isso não é verdade, pois o público certeiro era a/o docente que certamente avaliaria se havia erros ortográficos, problemas de concordância e de regência, repetição de palavras entre outros”.

Assinale a alternativa que apresenta um sentido que não pode ser percebido na construção desse período.  
Alternativas
Q3407382 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



        A atual prática da avaliação escolar estipulou como função do ato de avaliar a classificação e não o diagnóstico, como deveria ser constitutivamente. Ou seja, o julgamento de valor, que teria a função de possibilitar uma nova tomada de decisão sobre o objeto avaliado, passa a ter a função estática de classificar um objeto ou um ser humano histórico num padrão definitivamente determinado. Do ponto de vista da aprendizagem escolar, poderá ser definitivamente classificado como inferior; médio ou superior. Classificações essas que são registradas e podem ser transformadas em números e, por isso, adquirem a possibilidade de serem somadas e divididas em médias. Será que o inferior não pode atingir o nível médio ou superior? Todos os educadores sabem que isso é possível, até mesmo defendem a ideia do crescimento. Todavia, parece que todos preferem que isto não ocorra, uma vez que optam por, definitivamente, deixar os alunos com as notas obtidas, como forma de “castigo” pelo seu desempenho possivelmente inadequado.


        Vejamos como isso se dá. Trabalha-se uma unidade de estudo, faz-se uma verificação do aprendido, atribuem-se conceitos ou notas aos resultados (manifestação supostamente relevante do aprendido) que, em si, devem simbolizar o valor do aprendizado do educando e encerra-se aí o ato de avaliar. O símbolo que expressa o valor atribuído pelo professor ao aprendido é registrado e, definitivamente, o educando permanecerá nessa situação.


        Dessa forma, o ato de avaliar não serve como pausa para pensar a prática e retornar a ela; mas sim como um meio de julgar a prática e torná-la estratificada. De fato, o momento de avaliação deveria ser um “momento de fôlego” na escalada, para, em seguida, ocorrer a retomada da marcha de forma mais adequada, e nunca um ponto definitivo de chegada, especialmente quando o objeto da ação avaliativa é dinâmico como, no caso, a aprendizagem. Com a função classificatória, a avaliação não auxilia em nada o avanço e o crescimento. Somente com uma função diagnóstica ela pode servir para essa finalidade. 

A coesão textual é construída por meio de recursos que propiciam a progressão temática de um determinado texto. Conjunções, pronomes, advérbios e verbos são modalidades gramaticais importantes na construção de um texto coeso.



A respeito dos elementos usados pelo autor para garantir a coesão textual, assinale a alternativa em que a palavra destacada é mero conectivo, ou seja, não exerce função sintático-semântica no texto. 

Alternativas
Q3407300 Português
Leia: O que é a síndrome de Patau?

A trissomia do cromossomo 13,...... conhecida como síndrome de Patau, é uma doença genética rara e grave,...... o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês).

Ela acontece quando o cromossomo 13 apresenta três cópias em algumas ou em todas as células...... constituem o organismo.
Recapitulando: a maioria das células que formam nosso corpo possui 23 pares de cromossomos. É......que estão guardadas todas as informações genéticas que definem as nossas características físicas e a propensão a determinadas doenças.
Em indivíduos acometidos pela síndrome de Patau,...... , o 13º cromossomo possui uma cópia a mais (três, em vez de duas) — e é ...... que vai provocar uma série de problemas durante o desenvolvimento do bebê na gestação e ...... o parto.

Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0z73j99wno fragmento adaptado para esta questão)

Um texto coeso e coerente, estabelece conexão lógica entre ideias que se complementam. Para que isso aconteça, diversos mecanismos são utilizados. No texto, foram supridos, propositalmente, alguns desses mecanismos. Identifique a alternativa que preenche os espaços adequadamente:
Alternativas
Q3407223 Português
Identifique o tipo de sujeito presente na frase:

“Os pássaros cantam alegremente no jardim.”
Alternativas
Q3407218 Português
Identifique o período composto por coordenação na frase:

"Maria foi ao mercado e comprou frutas e legumes." 
Alternativas
Q3407115 Português

Um novo estudo, conduzido por biólogos, veterinários e estatísticos de sete instituições americanas, oferece resultado sobre essa afirmação.


Sintaticamente, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3405235 Português
Eu, por exemplo, nunca me 'dirigiria' a um aluno como você.
Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51jkl0y9nlo.adaptado.)
O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3405233 Português
Os portugueses mais velhos também são pegos, 'cometendo brasileirismos', em uma tendência que começou na década de 1970.
Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51jkl0y9nlo.adaptado.)
A expressão destacada trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3405227 Português
Não conhecíamos essa palavra em Portugal, usávamos outra; 'todavia a palavra brasileira é mais prática e curta'.
Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51jkl0y9nlo.adaptado.)
A expressão destacada trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3405185 Português

COMO USO EXCESSIVO DE CELULAR IMPACTA CÉREBRO DA CRIANÇA


    O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que, no dia 19 de março, confessou ter matado a mãe e o irmão e ferido o pai com uma arma de fogo após ser proibido de usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos que smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes.

    Embora esse seja um episódio extremo, especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam que é possível notar um aumento nas queixas que chegam até os consultórios relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

    Nesta reportagem, mostramos que pesquisa com famílias brasileiras apontou que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos. E o problema não se limita à primeira infância — o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

    "Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    E uma pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil dá uma ideia da popularidade das plataformas online entre os jovens do país. O levantamento aponta que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.

    Mas os números que mais preocupam os especialistas vêm a seguir: 43% dos jovens brasileiros já testemunharam episódios de discriminação online. E as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra.

    O levantamento ainda indica que um quarto dos jovens brasileiros consideram que ficam muito tempo conectados e não conseguem controlar muito bem esse período na frente das telas.

    Por um lado, é preciso considerar que os celulares fazem parte da rotina e é muito difícil viver sem eles. Inclusive, quando utilizados na medida certa, esses dispositivos trazem mais benefícios que prejuízos.

    "Nem tudo é ruim quando falamos dos smartphones. Eles também trazem coisas boas e fazem parte da vivência do que é ser jovem hoje em dia", pondera o psicólogo Thiago Viola, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.

    Por outro, o exagero faz mal à saúde da mente e do corpo — e os efeitos podem ser ainda mais danosos nas duas primeiras décadas de vida.

    "Como tudo, o problema está no excesso e na falta de controle adequado", complementa Viola, que também é professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. (...)


PROBLEMA QUE VEM DE BERÇO

   

     Uma cena que se torna cada vez mais comum em shoppings centers, restaurantes e outros espaços públicos é a de um adulto colocando vídeos cheios de estímulos sonoros e visuais na frente de um bebê. A ideia é que a criança fique entretida enquanto os pais ou os tutores fazem uma determinada atividade (como almoçar ou comprar algo, por exemplo).

    Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido.

    "Quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas", explica o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    "E esse tipo de atividade passiva ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária." [...]


COMO DESATAR ESSE NÓ?

  

      Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência?

    "A primeira coisa é estabelecer limites. A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia", sugere Viola.

    A recomendação de tempo varia de acordo com a faixa etária. Em diretrizes publicadas recentemente, a SBP indica que crianças menores de dois anos não tenham nenhum acesso às telas. Dos três aos seis anos, é possível ofertar atividades em dispositivos eletrônicos por 30 minutos a uma hora, sempre com a supervisão de um adulto.

    E, entre o sexto e o décimo ano de vida, é possível ampliar um pouquinho esse limite, desde que exista um acompanhamento de alguém responsável.

    "É muito importante mesclar as atividades online com outros momentos de lazer, brincadeiras e conversas presenciais entre familiares e amigos", continua o psicólogo.

    "Já os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como bengala, para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", acrescenta.

    Eisenstein também joga a responsabilidade no colo das grandes empresas de tecnologia. "Elas ganham bilhões todos os anos e querem justamente fisgar esse público mais jovem, para que eles se transformem em novos consumidores", critica.

    "É preciso pensar na responsabilidade social de companhias como Google, YouTube, Facebook, entre outras, que só estão começando a se preocupar com esse aspecto mais recentemente", cita.

    A pediatra também entende que os governos devem criar leis para proteger melhor a população mais jovem de todos os malefícios do abuso das plataformas digitais.

    Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos.

    "A primeira coisa é observar se a prática está prejudicando algum aspecto da vida daquele indivíduo. Se ele apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.

    Alguns exemplos práticos desse prejuízo são a queda no rendimento escolar, a substituição do dia pela noite, a ausência do jovem nas refeições e a falta de uma rotina estabelecida.

    Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente.

    "Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein. "E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. [...]



André Biernath. Da BBC News Brasil em Londres. Disponível em: Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança - BBC News Brasil acesso em:04/12/2023.

Quanto à concordância verbal, indique V para VERDADEIRO ou F para FALSO, em seguida, marque a alternativa correta:



( ) "isso ativa as vias de processamento cerebral” – a concordância está de acordo com as regras gramaticais;



( ) "que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora" – a concordância está de acordo com as regras gramaticais;



( ) "poderia ser estimulado com atividades mais ativas" – a concordância está de acordo com as regras gramaticais.

Alternativas
Q3405184 Português

COMO USO EXCESSIVO DE CELULAR IMPACTA CÉREBRO DA CRIANÇA


    O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que, no dia 19 de março, confessou ter matado a mãe e o irmão e ferido o pai com uma arma de fogo após ser proibido de usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos que smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes.

    Embora esse seja um episódio extremo, especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam que é possível notar um aumento nas queixas que chegam até os consultórios relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

    Nesta reportagem, mostramos que pesquisa com famílias brasileiras apontou que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos. E o problema não se limita à primeira infância — o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

    "Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    E uma pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil dá uma ideia da popularidade das plataformas online entre os jovens do país. O levantamento aponta que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.

    Mas os números que mais preocupam os especialistas vêm a seguir: 43% dos jovens brasileiros já testemunharam episódios de discriminação online. E as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra.

    O levantamento ainda indica que um quarto dos jovens brasileiros consideram que ficam muito tempo conectados e não conseguem controlar muito bem esse período na frente das telas.

    Por um lado, é preciso considerar que os celulares fazem parte da rotina e é muito difícil viver sem eles. Inclusive, quando utilizados na medida certa, esses dispositivos trazem mais benefícios que prejuízos.

    "Nem tudo é ruim quando falamos dos smartphones. Eles também trazem coisas boas e fazem parte da vivência do que é ser jovem hoje em dia", pondera o psicólogo Thiago Viola, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.

    Por outro, o exagero faz mal à saúde da mente e do corpo — e os efeitos podem ser ainda mais danosos nas duas primeiras décadas de vida.

    "Como tudo, o problema está no excesso e na falta de controle adequado", complementa Viola, que também é professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. (...)


PROBLEMA QUE VEM DE BERÇO

   

     Uma cena que se torna cada vez mais comum em shoppings centers, restaurantes e outros espaços públicos é a de um adulto colocando vídeos cheios de estímulos sonoros e visuais na frente de um bebê. A ideia é que a criança fique entretida enquanto os pais ou os tutores fazem uma determinada atividade (como almoçar ou comprar algo, por exemplo).

    Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido.

    "Quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas", explica o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    "E esse tipo de atividade passiva ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária." [...]


COMO DESATAR ESSE NÓ?

  

      Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência?

    "A primeira coisa é estabelecer limites. A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia", sugere Viola.

    A recomendação de tempo varia de acordo com a faixa etária. Em diretrizes publicadas recentemente, a SBP indica que crianças menores de dois anos não tenham nenhum acesso às telas. Dos três aos seis anos, é possível ofertar atividades em dispositivos eletrônicos por 30 minutos a uma hora, sempre com a supervisão de um adulto.

    E, entre o sexto e o décimo ano de vida, é possível ampliar um pouquinho esse limite, desde que exista um acompanhamento de alguém responsável.

    "É muito importante mesclar as atividades online com outros momentos de lazer, brincadeiras e conversas presenciais entre familiares e amigos", continua o psicólogo.

    "Já os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como bengala, para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", acrescenta.

    Eisenstein também joga a responsabilidade no colo das grandes empresas de tecnologia. "Elas ganham bilhões todos os anos e querem justamente fisgar esse público mais jovem, para que eles se transformem em novos consumidores", critica.

    "É preciso pensar na responsabilidade social de companhias como Google, YouTube, Facebook, entre outras, que só estão começando a se preocupar com esse aspecto mais recentemente", cita.

    A pediatra também entende que os governos devem criar leis para proteger melhor a população mais jovem de todos os malefícios do abuso das plataformas digitais.

    Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos.

    "A primeira coisa é observar se a prática está prejudicando algum aspecto da vida daquele indivíduo. Se ele apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.

    Alguns exemplos práticos desse prejuízo são a queda no rendimento escolar, a substituição do dia pela noite, a ausência do jovem nas refeições e a falta de uma rotina estabelecida.

    Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente.

    "Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein. "E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. [...]



André Biernath. Da BBC News Brasil em Londres. Disponível em: Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança - BBC News Brasil acesso em:04/12/2023.

Quanto à concordância nominal, indique C para CERTO ou E para ERRADO, em seguida, marque a alternativa correta:



( ) "idade tão precoce" – a concordância está gramaticalmente organizada;



( ) "um tempo em que o bebê poderia ser estimulado" - a concordância está gramaticalmente organizada;



( ) "atividades mais ativas" – a concordância está gramaticalmente organizada. 

Alternativas
Q3405182 Português

COMO USO EXCESSIVO DE CELULAR IMPACTA CÉREBRO DA CRIANÇA


    O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que, no dia 19 de março, confessou ter matado a mãe e o irmão e ferido o pai com uma arma de fogo após ser proibido de usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos que smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes.

    Embora esse seja um episódio extremo, especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam que é possível notar um aumento nas queixas que chegam até os consultórios relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

    Nesta reportagem, mostramos que pesquisa com famílias brasileiras apontou que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos. E o problema não se limita à primeira infância — o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

    "Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    E uma pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil dá uma ideia da popularidade das plataformas online entre os jovens do país. O levantamento aponta que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.

    Mas os números que mais preocupam os especialistas vêm a seguir: 43% dos jovens brasileiros já testemunharam episódios de discriminação online. E as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra.

    O levantamento ainda indica que um quarto dos jovens brasileiros consideram que ficam muito tempo conectados e não conseguem controlar muito bem esse período na frente das telas.

    Por um lado, é preciso considerar que os celulares fazem parte da rotina e é muito difícil viver sem eles. Inclusive, quando utilizados na medida certa, esses dispositivos trazem mais benefícios que prejuízos.

    "Nem tudo é ruim quando falamos dos smartphones. Eles também trazem coisas boas e fazem parte da vivência do que é ser jovem hoje em dia", pondera o psicólogo Thiago Viola, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.

    Por outro, o exagero faz mal à saúde da mente e do corpo — e os efeitos podem ser ainda mais danosos nas duas primeiras décadas de vida.

    "Como tudo, o problema está no excesso e na falta de controle adequado", complementa Viola, que também é professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. (...)


PROBLEMA QUE VEM DE BERÇO

   

     Uma cena que se torna cada vez mais comum em shoppings centers, restaurantes e outros espaços públicos é a de um adulto colocando vídeos cheios de estímulos sonoros e visuais na frente de um bebê. A ideia é que a criança fique entretida enquanto os pais ou os tutores fazem uma determinada atividade (como almoçar ou comprar algo, por exemplo).

    Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido.

    "Quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas", explica o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    "E esse tipo de atividade passiva ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária." [...]


COMO DESATAR ESSE NÓ?

  

      Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência?

    "A primeira coisa é estabelecer limites. A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia", sugere Viola.

    A recomendação de tempo varia de acordo com a faixa etária. Em diretrizes publicadas recentemente, a SBP indica que crianças menores de dois anos não tenham nenhum acesso às telas. Dos três aos seis anos, é possível ofertar atividades em dispositivos eletrônicos por 30 minutos a uma hora, sempre com a supervisão de um adulto.

    E, entre o sexto e o décimo ano de vida, é possível ampliar um pouquinho esse limite, desde que exista um acompanhamento de alguém responsável.

    "É muito importante mesclar as atividades online com outros momentos de lazer, brincadeiras e conversas presenciais entre familiares e amigos", continua o psicólogo.

    "Já os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como bengala, para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", acrescenta.

    Eisenstein também joga a responsabilidade no colo das grandes empresas de tecnologia. "Elas ganham bilhões todos os anos e querem justamente fisgar esse público mais jovem, para que eles se transformem em novos consumidores", critica.

    "É preciso pensar na responsabilidade social de companhias como Google, YouTube, Facebook, entre outras, que só estão começando a se preocupar com esse aspecto mais recentemente", cita.

    A pediatra também entende que os governos devem criar leis para proteger melhor a população mais jovem de todos os malefícios do abuso das plataformas digitais.

    Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos.

    "A primeira coisa é observar se a prática está prejudicando algum aspecto da vida daquele indivíduo. Se ele apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.

    Alguns exemplos práticos desse prejuízo são a queda no rendimento escolar, a substituição do dia pela noite, a ausência do jovem nas refeições e a falta de uma rotina estabelecida.

    Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente.

    "Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein. "E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. [...]



André Biernath. Da BBC News Brasil em Londres. Disponível em: Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança - BBC News Brasil acesso em:04/12/2023.

Analise as estruturas sintáticas presentes na frase a seguir:



"Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo-comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente."



Qual é a função sintática da expressão "da psicologia" na frase?

Alternativas
Q3405180 Português

COMO USO EXCESSIVO DE CELULAR IMPACTA CÉREBRO DA CRIANÇA


    O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que, no dia 19 de março, confessou ter matado a mãe e o irmão e ferido o pai com uma arma de fogo após ser proibido de usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos que smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes.

    Embora esse seja um episódio extremo, especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam que é possível notar um aumento nas queixas que chegam até os consultórios relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

    Nesta reportagem, mostramos que pesquisa com famílias brasileiras apontou que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos. E o problema não se limita à primeira infância — o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

    "Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    E uma pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil dá uma ideia da popularidade das plataformas online entre os jovens do país. O levantamento aponta que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.

    Mas os números que mais preocupam os especialistas vêm a seguir: 43% dos jovens brasileiros já testemunharam episódios de discriminação online. E as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra.

    O levantamento ainda indica que um quarto dos jovens brasileiros consideram que ficam muito tempo conectados e não conseguem controlar muito bem esse período na frente das telas.

    Por um lado, é preciso considerar que os celulares fazem parte da rotina e é muito difícil viver sem eles. Inclusive, quando utilizados na medida certa, esses dispositivos trazem mais benefícios que prejuízos.

    "Nem tudo é ruim quando falamos dos smartphones. Eles também trazem coisas boas e fazem parte da vivência do que é ser jovem hoje em dia", pondera o psicólogo Thiago Viola, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.

    Por outro, o exagero faz mal à saúde da mente e do corpo — e os efeitos podem ser ainda mais danosos nas duas primeiras décadas de vida.

    "Como tudo, o problema está no excesso e na falta de controle adequado", complementa Viola, que também é professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. (...)


PROBLEMA QUE VEM DE BERÇO

   

     Uma cena que se torna cada vez mais comum em shoppings centers, restaurantes e outros espaços públicos é a de um adulto colocando vídeos cheios de estímulos sonoros e visuais na frente de um bebê. A ideia é que a criança fique entretida enquanto os pais ou os tutores fazem uma determinada atividade (como almoçar ou comprar algo, por exemplo).

    Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido.

    "Quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas", explica o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    "E esse tipo de atividade passiva ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária." [...]


COMO DESATAR ESSE NÓ?

  

      Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência?

    "A primeira coisa é estabelecer limites. A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia", sugere Viola.

    A recomendação de tempo varia de acordo com a faixa etária. Em diretrizes publicadas recentemente, a SBP indica que crianças menores de dois anos não tenham nenhum acesso às telas. Dos três aos seis anos, é possível ofertar atividades em dispositivos eletrônicos por 30 minutos a uma hora, sempre com a supervisão de um adulto.

    E, entre o sexto e o décimo ano de vida, é possível ampliar um pouquinho esse limite, desde que exista um acompanhamento de alguém responsável.

    "É muito importante mesclar as atividades online com outros momentos de lazer, brincadeiras e conversas presenciais entre familiares e amigos", continua o psicólogo.

    "Já os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como bengala, para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", acrescenta.

    Eisenstein também joga a responsabilidade no colo das grandes empresas de tecnologia. "Elas ganham bilhões todos os anos e querem justamente fisgar esse público mais jovem, para que eles se transformem em novos consumidores", critica.

    "É preciso pensar na responsabilidade social de companhias como Google, YouTube, Facebook, entre outras, que só estão começando a se preocupar com esse aspecto mais recentemente", cita.

    A pediatra também entende que os governos devem criar leis para proteger melhor a população mais jovem de todos os malefícios do abuso das plataformas digitais.

    Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos.

    "A primeira coisa é observar se a prática está prejudicando algum aspecto da vida daquele indivíduo. Se ele apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.

    Alguns exemplos práticos desse prejuízo são a queda no rendimento escolar, a substituição do dia pela noite, a ausência do jovem nas refeições e a falta de uma rotina estabelecida.

    Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente.

    "Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein. "E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. [...]



André Biernath. Da BBC News Brasil em Londres. Disponível em: Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança - BBC News Brasil acesso em:04/12/2023.

Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa correta, com base nos conceitos morfossintáticos.



"Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).



I. No trecho destacado, a palavra "adolescentes" pode ser analisada morfologicamente como um substantivo.



II. (SBP) é uma sigla, e não uma redução de palavras.



III. “Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes” o verbo FAZER possui um sujeito implícito, também chamado de oculto. Qual(is) afirmativa(s) é(são) verdadeira(s)?

Alternativas
Q3405102 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.Todos nós temos a necessidade de que nos amem.
II.O meu sonho é que eu ganhe um sorteio de um carro.
III.É possível que ele chegue cedo hoje.
IV.Ainda me lembro de que você implicava comigo na infância.
V.Meu medo é que você se perca no caminho.
Em quais das afirmativas lidas há o emprego de uma oração subordinada predicativa?
Alternativas
Q3405009 Português

TEXTO PARA  A QUESTÃO.


Obesidade atinge mais de 1 bilhão de pessoas no mundo,

mostra análise global 


    Mais de 1 bilhão de pessoas estão vivendo com obesidade no mundo, de acordo com uma análise global publicada na revista The Lancet nesta quinta-feira (29). A pesquisa foi feita em colaboração com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Os dados mostram que a doença mais do que dobrou entre adultos e quadruplicou entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos, no período entre 1990 e 2022.


    Segundo a análise, 159 milhões de crianças e adolescentes e 879 milhões de adultos viviam com obesidade em 2022. Em 1990, o número de meninos e meninas obesos era de 31 milhões, enquanto o de adultos era de 195 milhões.


    Entre meninas e meninos, as taxas de obesidade foram quatro vezes maiores do que em 1990 (de 1,7% para 6,9% e de 2,1% para 9,3%, respectivamente). O número de crianças e adolescentes que estavam em baixo peso em 2022 também reduziu, de 10,3% em 1990 para 8,2% em 2022, em meninas, e de 16,7% para 10,8%, em meninos.


    Em adultos, as taxas de obesidade mais do que dobraram entre as mulheres (8,8% para 18,5%) e quase triplicaram nos homens (4,8% para 14%), entre 1990 e 2022. A proporção de adultos com baixo peso também caiu pela metade nesse período, indo de 14,5% para 7%, nas mulheres e 13,7% para 6,2%, nos homens. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude (adaptado)

Em "879 milhões de adultos viviam com obesidade em 2022", a expressão "em 2022" é um exemplo de: 
Alternativas
Q3404986 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão 


  •                                        Pesquisa mede emissão de óxido nitroso na Amazônia e no Pantanal 


       Com experimentos realizados em campo e em laboratório, pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF) avalia a variação de emissão de óxido nitroso (N2O) na Amazônia e no Pantanal. O óxido nitroso é capaz de agravar a destruição da camada de ozônio e sua principal forma de emissão nos dois biomas brasileiros é pelo solo de áreas alagadas.

      De acordo com o último relatório da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), a temperatura do planeta pode aumentar até 2,6ºC até o fim do século. Na Amazônia, a diminuição do nível de chuva nos períodos de estiagem, somada ao avanço do desmatamento, pode levar à ampliação da seca em algumas áreas, enquanto o aumento das chuvas em outras regiões da floresta pode provocar o alagamento de locais nunca antes alagados.

       Esses eventos são intensificados pelo efeito estufa, um fenômeno natural que impossibilita a vida na Terra já que gases presentes na atmosfera, chamados de gases do efeito estufa (GEE), passam a reter parte da radiação emitida pelo Sol. Entre esses gases está o óxido nitroso, capaz de agravar a destruição da camada de ozônio, uma camada de proteção da atmosfera.

       Gabriela Cugler, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geociências (Geoquímica) da UFF, explica que a agricultura e as indústrias são grandes fontes de produção do gás, mas que existe uma lacuna de informações ao tentar entender qual o impacto das emissões de N2O pelas florestas naturais. “Seja uma floresta tropical ou temperada, onde elas se encaixam dentro desse cenário?”, questiona.

       O estudo destrincha como a produção de N2O funciona em diferentes cenários do bioma amazônico, considerando a presença ou não de água e de árvores, em quatro trabalhos: dois de campo, na Amazônia e no Pantanal, para avaliar o que acontece com o ambiente com o aumento ou diminuição do nível de água, e dois experimentos em laboratório apenas na Amazônia, buscando entender o impacto desses eventos extremos de seca ou alagamento.

       “As plantas amazônicas, além de metano, que é um gás do efeito estufa, emitem também o N2O que é um outro gás de efeito estufa”, explicou Alex Enrich Prast, orientador da pesquisa. “Historicamente, as áreas amazônicas já emitiam esse gás do efeito estufa, mas existia um equilíbrio na natureza e no planeta onde os trópicos emitiam mais metano ou mais óxido nitroso e isso ajudava a manter a temperatura da Terra numa temperatura aceitável. No que o homem passa a emitir pelas atividades antrópicas mais metano e mais N2O com mais agricultura e fertilizantes, como consequência disso, emitem mais N2O. É importante acompanhar as emissões naturais”, detalhou.

       “O óxido nitroso é 310 vezes mais potente na retenção de calor do que o CO2 [gás carbônico] e o tempo que ele fica na atmosfera é maior que o CO2. O N2O aumenta os efeitos da mudança do clima, isso já está bem estabelecida na literatura”, disse Gabriela.


(Fonte: Adaptado. Agência Brasil, porwww.romanews.com.br/sustentabilidade/pesquisa-mede-emissao-de-oxido-nitroso-na-amazonia-e-no-pantanal/ Acesso em 02/01/2024.)


A partir do excerto: “Na Amazônia, a diminuição do nível de chuva nos períodos de estiagem, somada ao avanço do desmatamento, pode levar à ampliação da seca em algumas áreas, enquanto o aumento das chuvas em outras regiões da floresta pode provocar o alagamento de locais nunca antes alagados.” Segundo a análise sintática, qual a classificação da palavra destacada? 
Alternativas
Q3404980 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão 


  •                                        Pesquisa mede emissão de óxido nitroso na Amazônia e no Pantanal 


       Com experimentos realizados em campo e em laboratório, pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF) avalia a variação de emissão de óxido nitroso (N2O) na Amazônia e no Pantanal. O óxido nitroso é capaz de agravar a destruição da camada de ozônio e sua principal forma de emissão nos dois biomas brasileiros é pelo solo de áreas alagadas.

      De acordo com o último relatório da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), a temperatura do planeta pode aumentar até 2,6ºC até o fim do século. Na Amazônia, a diminuição do nível de chuva nos períodos de estiagem, somada ao avanço do desmatamento, pode levar à ampliação da seca em algumas áreas, enquanto o aumento das chuvas em outras regiões da floresta pode provocar o alagamento de locais nunca antes alagados.

       Esses eventos são intensificados pelo efeito estufa, um fenômeno natural que impossibilita a vida na Terra já que gases presentes na atmosfera, chamados de gases do efeito estufa (GEE), passam a reter parte da radiação emitida pelo Sol. Entre esses gases está o óxido nitroso, capaz de agravar a destruição da camada de ozônio, uma camada de proteção da atmosfera.

       Gabriela Cugler, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geociências (Geoquímica) da UFF, explica que a agricultura e as indústrias são grandes fontes de produção do gás, mas que existe uma lacuna de informações ao tentar entender qual o impacto das emissões de N2O pelas florestas naturais. “Seja uma floresta tropical ou temperada, onde elas se encaixam dentro desse cenário?”, questiona.

       O estudo destrincha como a produção de N2O funciona em diferentes cenários do bioma amazônico, considerando a presença ou não de água e de árvores, em quatro trabalhos: dois de campo, na Amazônia e no Pantanal, para avaliar o que acontece com o ambiente com o aumento ou diminuição do nível de água, e dois experimentos em laboratório apenas na Amazônia, buscando entender o impacto desses eventos extremos de seca ou alagamento.

       “As plantas amazônicas, além de metano, que é um gás do efeito estufa, emitem também o N2O que é um outro gás de efeito estufa”, explicou Alex Enrich Prast, orientador da pesquisa. “Historicamente, as áreas amazônicas já emitiam esse gás do efeito estufa, mas existia um equilíbrio na natureza e no planeta onde os trópicos emitiam mais metano ou mais óxido nitroso e isso ajudava a manter a temperatura da Terra numa temperatura aceitável. No que o homem passa a emitir pelas atividades antrópicas mais metano e mais N2O com mais agricultura e fertilizantes, como consequência disso, emitem mais N2O. É importante acompanhar as emissões naturais”, detalhou.

       “O óxido nitroso é 310 vezes mais potente na retenção de calor do que o CO2 [gás carbônico] e o tempo que ele fica na atmosfera é maior que o CO2. O N2O aumenta os efeitos da mudança do clima, isso já está bem estabelecida na literatura”, disse Gabriela.


(Fonte: Adaptado. Agência Brasil, porwww.romanews.com.br/sustentabilidade/pesquisa-mede-emissao-de-oxido-nitroso-na-amazonia-e-no-pantanal/ Acesso em 02/01/2024.)


No segundo parágrafo do texto, quanto à forma sintática, encontram-se:
Alternativas
Q3404889 Português
Rodovia polêmica


A BR-319 foi construída nos anos 1970, durante a ditadura militar, mas foi abandonada por sucessivas administrações posteriormente.

Ela tem 880 quilômetros e corta a região localizada entre os rios Purus e Madeira.

Cientistas avaliam que a rodovia se localiza em uma das regiões mais ricas em biodiversidade de toda a Amazônia e alertam que a região do seu entorno já vem sendo alvo de pressão por conta do avanço do desmatamento ilegal e do agronegócio.

Atualmente, apenas os trechos próximos a Porto Velho e Manaus são trafegáveis durante a maior parte do ano.

O chamado "trecho do meio", com mais de 400 quilômetros, não é asfaltado e fica intrafegável durante a maior parte do ano devido à temporada de chuvas. No início de 2023, a obra foi incluída pelo governo Lula na lista de projetos prioritários.

Em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia concedido a licença-prévia da obra de asfaltamento do "trecho do meio".

A licença não autorizou o início das obras, mas é interpretada legalmente como uma espécie de atestado da viabilidade econômica e ambiental da obra.

Apesar disso, os trabalhos de asfaltamento não começaram porque ainda dependem de outras duas licenças: a de instalação e de operação.

O processo ainda está em curso no Ibama. O órgão pediu estudos complementares ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação, que, na prática, autorizaria o início das obras.

Procurado, o Ministério dos Transportes mencionou que o relatório do grupo de trabalho concluiu que haveria viabilidade para as obras na rodovia, mas não respondeu sobre o andamento do processo de licenciamento.

Um dos exemplos usados por parlamentares da bancada da região Norte para defender a conclusão da rodovia é o caos no abastecimento de oxigênio no Amazonas durante a pandemia de Covid-19, em 2021.

Na época, em meio a uma onda da doença, hospitais ficaram sem oxigênio hospitalar durante praticamente um dia, o que teria levado à morte de pacientes graves. Sem ligação terrestre com o restante do país, o Estado dependeu do envio de oxigênio hospitalar por avião e barcos.

Outro argumento usado por eles é de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento a uma região historicamente menos favorecida por políticas públicas como a região Norte.

A tese de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento aparece no relatório do Ministério dos Transportes divulgado na terça-feira.

"Ficou claro durante as atividades do Grupo de Trabalho que a pavimentação da BR-319 é uma demanda dos cidadãos da região, que anseiam por mobilidade terrestre adequada, que conecte Manaus a Porto Velho e ao restante do Brasil. A rodovia pavimentada garantirá o provimento de serviços básicos, necessários ao desenvolvimento social e econômico da região", diz um trecho do relatório ao qual a BBC News Brasil teve acesso.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clkk12xnmj2o fragmento)


Rodovia polêmica


A BR-319 foi construída nos anos 1970, durante a ditadura militar, mas foi abandonada por sucessivas administrações posteriormente.

Ela tem 880 quilômetros e corta a região localizada entre os rios Purus e Madeira.

Cientistas avaliam que a rodovia se localiza em uma das regiões mais ricas em biodiversidade de toda a Amazônia e alertam que a região do seu entorno já vem sendo alvo de pressão por conta do avanço do desmatamento ilegal e do agronegócio.

Atualmente, apenas os trechos próximos a Porto Velho e Manaus são trafegáveis durante a maior parte do ano.

O chamado "trecho do meio", com mais de 400 quilômetros, não é asfaltado e fica intrafegável durante a maior parte do ano devido à temporada de chuvas. No início de 2023, a obra foi incluída pelo governo Lula na lista de projetos prioritários.

Em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia concedido a licença-prévia da obra de asfaltamento do "trecho do meio".

A licença não autorizou o início das obras, mas é interpretada legalmente como uma espécie de atestado da viabilidade econômica e ambiental da obra.

Apesar disso, os trabalhos de asfaltamento não começaram porque ainda dependem de outras duas licenças: a de instalação e de operação.

O processo ainda está em curso no Ibama. O órgão pediu estudos complementares ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação, que, na prática, autorizaria o início das obras.

Procurado, o Ministério dos Transportes mencionou que o relatório do grupo de trabalho concluiu que haveria viabilidade para as obras na rodovia, mas não respondeu sobre o andamento do processo de licenciamento.

Um dos exemplos usados por parlamentares da bancada da região Norte para defender a conclusão da rodovia é o caos no abastecimento de oxigênio no Amazonas durante a pandemia de Covid-19, em 2021.

Na época, em meio a uma onda da doença, hospitais ficaram sem oxigênio hospitalar durante praticamente um dia, o que teria levado à morte de pacientes graves. Sem ligação terrestre com o restante do país, o Estado dependeu do envio de oxigênio hospitalar por avião e barcos.

Outro argumento usado por eles é de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento a uma região historicamente menos favorecida por políticas públicas como a região Norte.

A tese de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento aparece no relatório do Ministério dos Transportes divulgado na terça-feira.

"Ficou claro durante as atividades do Grupo de Trabalho que a pavimentação da BR-319 é uma demanda dos cidadãos da região, que anseiam por mobilidade terrestre adequada, que conecte Manaus a Porto Velho e ao restante do Brasil. A rodovia pavimentada garantirá o provimento de serviços básicos, necessários ao desenvolvimento social e econômico da região", diz um trecho do relatório ao qual a BBC News Brasil teve acesso.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clkk12xnmj2o fragmento)

Em "... o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação".

A concordância estabelecida entre "solicitadas" e "documentações" está de acordo com as regras de concordância nominal regidas pela norma-padrão.
Qual das concordâncias abaixo NÃO será possível, de acordo com essas mesmas regras? 
Alternativas
Q3404761 Português
Assinale a alternativa que possui o emprego de predicado verbo-nominal: 
Alternativas
Q3404720 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.  



Texto 01



Por que a Geração Z é alvo de críticas no mercado de trabalho?


            A crença de muitos é a de que a Geração Z não é tão esforçada, resiliente ou motivada quanto o resto do mercado de trabalho. Um levantamento do site de currículos Resume Builder mostrou que, para os profissionais mais experientes, os nascidos entre os anos 1995 e 2009, que estão começando sua vida profissional, são mais difíceis de se trabalhar junto do que as outras gerações.


            Na pesquisa, 12% dos profissionais apontaram que já demitiram um funcionário da Geração Z com menos de uma semana de serviço. Entre os principais motivos, os profissionais relatam sentirem que existe uma falta de habilidades de comunicação, de motivação e de esforço desses jovens.  


            A mesma pesquisa aponta que, para os gerentes e chefes de equipe, 1 a cada 3 prefere contratar Millennials (os nascidos entre 1982 e 1994), ou a Geração X (de 1965 até 1981). O que pouca gente comenta é que essas gerações, quando entraram no mercado de trabalho, também foram alvo de críticas e desafiaram os modelos já existentes.


            Quando os Millennials entraram no mercado de trabalho, havia muitos embates. Eles também foram considerados impacientes, irresponsáveis e insubordinados. Daniela Diniz, jornalista e especialista em relações institucionais na Great People e Great Place to Work, explica que isso aconteceu com cada uma das gerações, pois todas são marcadas por trazerem propostas diferentes para o mercado.


            A Geração X, nascida durante os anos de ditadura no Brasil, entrou no mercado de trabalho no momento em que estava acontecendo no mundo corporativo um processo chamado de downsizing. Em outras palavras, empresas começavam a passar por corte de gastos e, consequentemente, desligamentos de trabalhadores.


            “Isso fez com que muitas organizações enxugassem os seus quadros, demitindo esses profissionais que eram extremamente fiéis”, contextualiza Daniela. E é nesse contexto que a Geração X entra no mercado de trabalho e começa a questionar a lealdade dos trabalhadores a apenas uma corporação.  


            Segundo a especialista, foi um componente muito importante para o mercado de trabalho, pois a Geração X rompeu com essa lealdade e começou a procurar empresas que pagassem melhor e que oferecessem melhores possibilidades de desenvolvimento e crescimento na carreira. Esse movimento levou as corporações a buscarem melhorar seus benefícios para atrair profissionais.


            “A entrada de uma nova geração sempre vai dar uma chacoalhada, porque a gente está falando de jovens que vêm com um conceito diferente de mundo”, explica a profissional. Ela complementa que os mais novos têm uma maturidade diferente de quem já está no mercado de trabalho. Para Daniela, eles precisam ainda adquirir uma certa experiência, conhecer o que é uma corporação, e tudo isso leva tempo.


            “A imaturidade é um traço da juventude. Quando a gente tem 20 anos, a gente é muito mais imaturo do que quando a gente tem 30, 40 e por assim vai”, complementa Daniela. “São anos de vida que você vai acumulando experiência, leituras de cenário, adversidades, conquistas e derrotas, e tudo isso vai moldando a sua personalidade e a sua resiliência. [...]


Disponível em: vidasimples.com. Acesso em: 1 abr. 2024. Adaptado. 
 

Considere a passagem do texto:


“Quando os Millennials entraram no mercado de trabalho, havia muitos embates. Eles também foram considerados impacientes, irresponsáveis e insubordinados.” 


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística do trecho. 


I- O termo “quando” insere na passagem uma circunstância de tempo.

II- O verbo “havia” foi usado no singular por se tratar de verbo impessoal.

III- As vírgulas, usadas nos dois períodos da passagem, separam orações.

IV- Os adjetivos presentes no segundo período, referem-se ao termo “eles”.

V- O termo “também” foi usado, no segundo período, com ideia de adição.



Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Respostas
11221: D
11222: D
11223: A
11224: A
11225: C
11226: D
11227: B
11228: C
11229: B
11230: A
11231: A
11232: C
11233: A
11234: C
11235: C
11236: A
11237: A
11238: A
11239: B
11240: B