Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3771363 Português
Letra e melodia

Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Analise sintaticamente o período "Quem não achava a melodia de 'Como nossos pais' bonita quando era pequeno?" e, com base na classificação dos tipos de predicado e das funções do predicativo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3771357 Português
Letra e melodia

Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No período "Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz", duas orações subordinadas introduzidas pelo termo "que" podem ser analisadas sob a perspectiva da gramática normativa. Com base na estrutura sintática e no valor semântico dessas orações, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3771315 Português
Letra e melodia


Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado

PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base na norma culta da Língua Portuguesa e na análise sintática da oração "Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos", assinale a alternativa que apresenta uma interpretação tecnicamente correta sobre a colocação pronominal empregada.
Alternativas
Q3771211 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Um ser discreto


Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças no clima. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes.

O fungo-queijo-suíço já foi encontrado em três países da América do Sul: Paraguai, Argentina e Brasil. O primeiro registro foi no Paraguai, no final do século 19. No Brasil, ele foi descoberto pela primeira vez no Rio Grande do Sul, no começo do século 20. Mais de 100 anos depois, cientistas encontraram esse fungo no interior do estado de São Paulo, em uma área onde a Mata Atlântica encontra o Cerrado. Mas por que demoraram tanto para achá-lo de novo?

Além de ser raro, esse fungo é bem discreto. Ele cresce em troncos caídos, no meio da floresta, e tem uma cor marrom, que se parece muito com folhas secas no chão. Ele tem poucos centímetros de altura, então é fácil passar e nem percebê-lo.

Pode comer?

Sim, o fungo-queijo-suíço é comestível, mas ele não tem gosto de queijo, viu? Apesar disso, não existem registros de que povos indígenas ou populações tradicionais brasileiras, que moram nas áreas onde ele é encontrado, costumam comê-lo.

O mais importante é saber que, mesmo sendo comestível, ele está ameaçado de extinção e precisa ser protegido. Cientistas acreditam que esse fungo só cresce em florestas bem preservadas, perto de rios, o que explica por que ele é raramente encontrado e por que quase ninguém o conhece.

Da próxima vez que ouvir falar em proteção da natureza, lembre-se de que os fungos estão nessa importante lista de preservação.


https://chc.org.br/artigo/fungo-ou-queijo-suico/
"Apesar disso, não existem registros de que povos indígenas ou populações tradicionais brasileiras, que moram nas áreas onde ele é encontrado, costumam comê-lo."
Com base na concordância verbal e nominal, assinale V para as afirmativas corretas e F para as incorretas.

(__)O verbo 'existir' está no plural porque o sujeito é indeterminado, o que justifica essa flexão.
(__)O verbo 'existir' apresenta concordância adequada com o sujeito, sendo a expressão 'registros' o núcleo desse sujeito.
(__)O verbo 'morar' está flexionado no plural para concordar com 'áreas', que também está no plural.
(__)A forma verbal 'costumam' estabelece concordância com 'populações', o que justifica a forma plural.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo,         
Alternativas
Q3771210 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Um ser discreto


Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças no clima. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes.

O fungo-queijo-suíço já foi encontrado em três países da América do Sul: Paraguai, Argentina e Brasil. O primeiro registro foi no Paraguai, no final do século 19. No Brasil, ele foi descoberto pela primeira vez no Rio Grande do Sul, no começo do século 20. Mais de 100 anos depois, cientistas encontraram esse fungo no interior do estado de São Paulo, em uma área onde a Mata Atlântica encontra o Cerrado. Mas por que demoraram tanto para achá-lo de novo?

Além de ser raro, esse fungo é bem discreto. Ele cresce em troncos caídos, no meio da floresta, e tem uma cor marrom, que se parece muito com folhas secas no chão. Ele tem poucos centímetros de altura, então é fácil passar e nem percebê-lo.

Pode comer?

Sim, o fungo-queijo-suíço é comestível, mas ele não tem gosto de queijo, viu? Apesar disso, não existem registros de que povos indígenas ou populações tradicionais brasileiras, que moram nas áreas onde ele é encontrado, costumam comê-lo.

O mais importante é saber que, mesmo sendo comestível, ele está ameaçado de extinção e precisa ser protegido. Cientistas acreditam que esse fungo só cresce em florestas bem preservadas, perto de rios, o que explica por que ele é raramente encontrado e por que quase ninguém o conhece.

Da próxima vez que ouvir falar em proteção da natureza, lembre-se de que os fungos estão nessa importante lista de preservação.


https://chc.org.br/artigo/fungo-ou-queijo-suico/
"Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças climáticas. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes."
Observe as classes gramaticais dos vocábulos presentes no texto e avalie as afirmativas:

I.A expressão 'por isso' funciona como uma locução conjuntiva conclusiva, estabelecendo uma relação de causa e consequência entre as ideias do texto.
II.Os vocábulos 'fungos', 'plantas' e 'bichos' são substantivos comuns e concretos que, no contexto do texto, exercem valor semântico de nomear seres vivos pertencentes a diferentes reinos biológicos.
III.As formas verbais 'sofrem' e 'precisam' estão empregados no presente do indicativo e conferem valor semântico de atualidade e permanência às ações.
IV.Os vocábulos 'especial' e 'climáticas' são adjetivos que qualificam os substantivos 'proteção' e 'mudanças', respectivamente.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3771167 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


As transfusões de sangue transformaram a medicina moderna.


Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Mas nem todos conseguem se beneficiar deste notável procedimento. Pessoas com tipos raros de sangue enfrentam dificuldade para encontrar doadores compatíveis.

Um dos tipos mais raros que existem é o sangue RH nulo. Até onde se sabe, ele é encontrado em apenas 50 pessoas em todo o mundo.

Se alguma delas sofrer um acidente e precisar de transfusão, a probabilidade de encontrar um doador é mínima. Por isso, o conselho é que essas pessoas congelem seu próprio sangue para que fique armazenado por longo prazo.

Mas, apesar da sua raridade, este tipo de sangue também é altamente valorizado por outras razões. E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso.

Os cientistas buscam formas de superar as questões de imunidade que, atualmente, restringem a forma de uso do sangue doado. E o sangue tipo Rh nulo pode ser usado para criar transfusões de sangue universais.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93d4xzdwz2o         fragmento
"E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso."
Analise a regência dos verbos utilizados no trecho e julgue as afirmativas a seguir:

I.O verbo 'costumar' funciona como bitransitivo, o que explica o emprego da preposição 'de' na construção 'de sangue'.
II.A ocorrência da crase em 'às possibilidades' justifica-se porque o vocábulo 'devido' rege a preposição 'a', a qual se combina com o artigo feminino plural.
III.O verbo 'costumar' atua como intransitivo, por não requerer complemento, enquanto o verbo 'ser' funciona como transitivo indireto.
IV.O verbo 'costumar' no enunciado possui a mesma transitividade da empregada no trecho 'Costumou os criados à obediência cega'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3771131 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


As transfusões de sangue transformaram a medicina moderna.


Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Mas nem todos conseguem se beneficiar deste notável procedimento. Pessoas com tipos raros de sangue enfrentam dificuldade para encontrar doadores compatíveis.

Um dos tipos mais raros que existem é o sangue RH nulo. Até onde se sabe, ele é encontrado em apenas 50 pessoas em todo o mundo.

Se alguma delas sofrer um acidente e precisar de transfusão, a probabilidade de encontrar um doador é mínima. Por isso, o conselho é que essas pessoas congelem seu próprio sangue para que fique armazenado por longo prazo.

Mas, apesar da sua raridade, este tipo de sangue também é altamente valorizado por outras razões. E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso.

Os cientistas buscam formas de superar as questões de imunidade que, atualmente, restringem a forma de uso do sangue doado. E o sangue tipo Rh nulo pode ser usado para criar transfusões de sangue universais.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93d4xzdwz2o         fragmento
"E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso."
Analise a regência dos verbos utilizados no trecho e julgue as afirmativas a seguir:

I.O verbo 'costumar' funciona como bitransitivo, o que explica o emprego da preposição 'de' na construção 'de sangue'.
II.A ocorrência da crase em 'às possibilidades' justifica-se porque o vocábulo 'devido' rege a preposição 'a', a qual se combina com o artigo feminino plural.
III.O verbo 'costumar' atua como intransitivo, por não requerer complemento, enquanto o verbo 'ser' funciona como transitivo indireto.
IV.O verbo 'costumar' no enunciado possui a mesma transitividade da empregada no trecho 'Costumou os criados à obediência cega'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3771088 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



As transfusões de sangue transformaram a medicina moderna.


Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.


Mas nem todos conseguem se beneficiar deste notável procedimento. Pessoas com tipos raros de sangue enfrentam dificuldade para encontrar doadores compatíveis.


Um dos tipos mais raros que existem é o sangue RH nulo. Até onde se sabe, ele é encontrado em apenas 50 pessoas em todo o mundo.


Se alguma delas sofrer um acidente e precisar de transfusão, a probabilidade de encontrar um doador é mínima. Por isso, o conselho é que essas pessoas congelem seu próprio sangue para que fique armazenado por longo prazo.


Mas, apesar da sua raridade, este tipo de sangue também é altamente valorizado por outras razões. E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso.


Os cientistas buscam formas de superar as questões de imunidade que, atualmente, restringem a forma de uso do sangue doado. E o sangue tipo Rh nulo pode ser usado para criar transfusões de sangue universais.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93d4xzdwz2o         fragmento

"E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso."

Analise a regência dos verbos utilizados no trecho e julgue as afirmativas a seguir:

I.O verbo 'costumar' funciona como bitransitivo, o que explica o emprego da preposição 'de' na construção 'de sangue'.
II.A ocorrência da crase em 'às possibilidades' justifica-se porque o vocábulo 'devido' rege a preposição 'a', a qual se combina com o artigo feminino plural.
III.O verbo 'costumar' atua como intransitivo, por não requerer complemento, enquanto o verbo 'ser' funciona como transitivo indireto.
IV.O verbo 'costumar' no enunciado possui a mesma transitividade da empregada no trecho 'Costumou os criados à obediência cega'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3770987 Português
 A estabilidade no serviço público, frequentemente alvo de críticas, é um dos principais pilares de proteção da impessoalidade e da moralidade administrativa. Ela garante que o servidor atue com autonomia técnica, livre de pressões políticas ou interferências externas que possam comprometer o interesse público. O propósito da reforma deve ser criar um ambiente em que a estabilidade não se confunda com imutabilidade ou acomodação, mas seja fortalecida por critérios objetivos de desempenho e produtividade. Nesse sentido, a modernização do serviço público não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade funcional do servidor, sob pena de fragilizar a própria estrutura do Estado.


(https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/reforma-administrativa-e -o-desafio-de-equilibrar-eficiencia-e-estabilidade-no-servico-publico)
"Nesse sentido, a modernização do serviço público não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade funcional do servidor, sob pena de fragilizar a própria estrutura do Estado."
Considerando a regência dos verbos 'ocorrer' e 'fragilizar', identifique a alternativa correta. 
Alternativas
Q3770953 Português
Analise as orações a seguir.

I. “Penso, logo existo.” - A segunda oração é classificada como coordenada sindética conclusiva.
II. “É necessário que todos colaborem.” - A segunda oração é classificada como subordinada substantiva subjetiva.
III. “O homem é o único animal que ri.” - A segunda oração é classificada como subordinada adjetiva restritiva.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3770945 Português
A frase em que a concordância verbal está em plena conformidade com a norma-padrão é:
Alternativas
Q3770939 Português
A leitura atenta é uma forma de resistência. Em um mundo de notificações incessantes e manchetes que imploram por um clique rápido, o ato de mergulhar em um texto longo, de seguir uma argumentação complexa ou de se deixar envolver por uma narrativa bem construída tornou-se um gesto quase subversivo. A superficialidade é a norma; a profundidade, um desvio. O leitor contemporâneo, portanto, não é apenas aquele que decodifica palavras, mas aquele que, deliberadamente, escolhe o foco em detrimento da dispersão. É alguém que compreende que o conhecimento genuíno não é um produto de consumo rápido, mas o resultado de um processo que exige paciência, silêncio e uma boa dose de curiosidade. Essa postura é inerente à formação de um cidadão crítico, capaz de discernir entre fato e opinião, entre argumento e falácia.

(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. O avesso do mesmo. Folha de S.Paulo, 2018.)
O uso do acento grave indicativo de crase em “...inerente à formação de um cidadão crítico...” justifica-se pela: 
Alternativas
Q3770928 Português
Letra e melodia


Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base na norma culta da Língua Portuguesa e na função sintática e estilística dos sinais de pontuação empregados no trecho "A letra dizia: 'Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Para onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão'", é correto afirmar que:
Alternativas
Q3770926 Português
Letra e melodia


Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considere o seguinte trecho do texto-base: "Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava." Acerca dos aspectos estilísticos e normativos dessa construção, e considerando os vícios de linguagem clássicos, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3770870 Português
Nos versos “Amanhã será um novo dia\ Certamente eu vou ser mais feliz”, da letra da música apresentada, sintaticamente, os termos em destaque funcionam como: 
Alternativas
Q3770858 Português
Sabendo que o adjunto adnominal é o determinante de um núcleo nominal, assinale, a seguir, a alternativa cujo termo em destaque apresenta função sintática de adjunto adnominal. 
Alternativas
Q3770857 Português

Leia o texto III a seguir e responda à questão.

 

Texto III

Realização pessoal ou tormento?

Autor anônimo

 

A palavra trabalho originou-se do termo latino tripalium (ou trepalium), que nomeava um instrumento utilizado para torturar os escravos, no século VI. Naquela época, o “trabalhador” não era uma vítima, como hoje em dia, em que ele é “escravizado”, mas, sim, um torturador que castigava os prisioneiros. Antes de significar “atividade ou exercício profissional”, trabalho tinha o sentido abstrato de “tormento, agonia, sofrimento”, sentido este que permanece para muitas pessoas atualmente.

Após ter recebido o novo sentido, o trabalho passou a ser exaltado por comemorações, como no dia 1 de maio, “Dia do trabalho”, ou até por frases como: “O trabalho dignifica o homem”. Mas, será mesmo que o trabalho perdeu a velha “sombra” da aflição? Como será que a sociedade lida com este exercício nos nossos dias? Será que ele é tratado de forma justa?

Mesmo depois da abolição da escravidão no Brasil, em 1888, cidadãos ainda têm seu trabalho explorado, isto é, algumas pessoas são sujeitadas a certos tipos de empregos por não poderem obter um melhor. Um exemplo clássico são os trabalhadores rurais que, na maioria das vezes, não possuem carteira assinada e que por não terem uma formação escolar ou acadêmica ou por morarem muito longe do centro urbano terminam aceitando ganhar menos de um salário mínimo (direito de todo profissional com a carteira assinada). Assim, podemos ver que em determinados lugares os trabalhadores não são tratados com justiça, pois não recebem o salário adequado ao seu serviço, ou então, em alguns casos, embora os patrões tentem ser mais justos, estes empregados rurais não obtêm uma contribuição digna, pois recebem uma remuneração mais baixa do que o salário determinado pela Lei do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Para alguns cidadãos, o trabalho ainda é um tormento, pois não é fonte de realização, ou seja, estes cidadãos não escolhem a profissão que revela o seu talento, o que termina gerando insatisfações pessoais, dores de cabeça, aborrecimentos, ao contrário de outras pessoas, que se realizam em sua profissão, tornando-a valorizada. A profissão não deve ser escolhida apenas pelo benefício financeiro, mas, sim, pelo benefício espiritual. Se trabalharmos naquilo que gostamos, estaremos sempre realizados, dispostos, sem dores de cabeça, caso contrário, teremos sempre o trabalho como uma “sombra” em nossas vidas, consequência das más escolhas.

Assim sendo, se quisermos nos realizar tanto profissional como espiritualmente, devemos escolher nosso trabalho, com base no que gostamos de fazer, desconsiderando os preconceitos presentes na sociedade os quais desvalorizam as profissões sem as quais a população não vive como, por exemplo, o trabalho de um professor, de um gari, de um faxineiro, de um cozinheiro, entre outros tão descriminados. Enfim, para acabarmos de vez com o antigo conceito do termo “trabalho”, precisamos, primeiramente, extinguir todos os preconceitos para com o mesmo, pois, desta forma, ninguém terá vergonha de exercer qualquer profissão, seja esta de faxineiro, gari, professor, entre outros, da mesma maneira que nenhum cidadão envergonha-se de ser um médico, advogado ou engenheiro. (Profissões mais valorizadas socialmente)

 

Fonte: arquivo pessoal do elaborador

As orações em destaque no período “Enfim, para acabarmos de vez com o antigo conceito do termo “trabalho”, precisamos, primeiramente, extinguir todos os preconceitos para com o mesmo, pois, desta forma, ninguém terá vergonha de exercer qualquer profissão [...]” classificam-se, respectivamente, nesta ordem, como:
Alternativas
Q3770854 Português

Leia os textos I e II a seguir e responda à questão.

 

Texto I

A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência

 

Antonio Gomes da Rosa

Antonio Fernando Boing

Fátima Büchele

Walter Ferreira de Oliveira

Elza Berger Salema Coelho

 

Resumo: Este artigo objetiva investigar as causas da agressão conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor de violência. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa descritiva exploratória com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por meio da técnica de grupos focais com homens que se envolveram em violência conjugal e participavam voluntariamente do Programa de Atenção à Violência Doméstica e Intrafamiliar de um município de médio porte de Santa Catarina. Na análise das informações, evidenciaram-se três categorias: “Ela”, “Eu” e “Outros”. Nossos resultados apontam comportamentos e atitudes que permitem identificar as causas da agressão contra a companheira evidenciada a partir da interferência de pessoas estranhas à relação conjugal; presença de ações inadequadas da companheira; domínio da mulher sobre o companheiro; resposta à agressão física, verbal ou psicológica da companheira; dependência química e situação financeira. Os resultados mostram também que essas causas se mesclam no dia-a-dia, acumulam-se sob a forma de conflitos e eclodem em atos que configuram a violência conjugal do homem contra a companheira. Os sujeitos da pesquisa não demonstram compreensão ativa de que são agressores, ou seja, reconhecem os atos de violência que relatam, no entanto, não identificam que essas ações os caracterizam como autores de violência.

 

Palavras-chave: Violência contra a mulher; Violência doméstica; Saúde da mulher.

 

 

 

Texto II

ROSA, Antônio Gomes da et al. A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência. Revista Saúde, São Paulo, v.17, n.3, p.152-160, 2008.

 

No artigo A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência, Antônio Rosa, Antônio Boing, Fátima Büchele e Walter de Oliveira tematizam a respeito da violência conjugal, considerando ser esse um problema de saúde pública, como comprovam, segundo eles, diversos estudos realizados em âmbito nacional e internacional.

Nesse contexto, os estudiosos realizam uma pesquisa descritiva exploratória com o objetivo de investigar os motivos que justificam a agressão à mulher na visão do homem agressor. Para tal, os pesquisadores entrevistam, por meio da técnica de grupos focais, homens que se envolveram em violência conjugal e participavam voluntariamente do Programa de Atenção à Violência Doméstica e Intrafamiliar de um município de Santa Catarina.

Ao analisarem as entrevistas concedidas pelos participantes da pesquisa, os autores categorizam as informações obtidas em três categorias: “Ela”, “Eu” e “Outros”. Na primeira categoria, os professores mostram que a causa da agressão é atribuída à mulher por esta demonstrar atitudes inadequadas em relação ao parceiro, ao tentarem dominar a vida conjugal e às vezes agredir seu companheiro. Na segunda categoria, os pesquisadores evidenciam que a violência foi ocasionada por problemas financeiros ou dependência química sofridos pelo agressor. Na terceira e última categoria, Rosa et al. sinalizam que os homens entrevistados justificam seu ato violento culpabilizando a influência de terceiros no seu relacionamento.

Ao término da investigação, os autores chegam à conclusão de que os sujeitos, embora reconheçam os atos de agressão cometidos, não acreditam que esses atos os caracterizem como responsáveis pela violência.

 

Fonte: SILVA, Elizabeth Maria da. Professora, como é que se faz?. Campina Grande: Bagagem, 2012, p.49-50. [edit]

No quarto parágrafo do texto II, no período “Ao analisarem as entrevistas concedidas pelos participantes da pesquisa, os autores categorizam as informações obtidas em três categorias: ‘Ela’, ‘Eue Outros’”, os termos em destaque exercem função sintática de: 
Alternativas
Q3770833 Português
A estabilidade no serviço público, frequentemente alvo de críticas, é um dos principais pilares de proteção da impessoalidade e da moralidade administrativa. Ela garante que o servidor atue com autonomia técnica, livre de pressões políticas ou interferências externas que possam comprometer o interesse público. O propósito da reforma deve ser criar um ambiente em que a estabilidade não se confunda com imutabilidade ou acomodação, mas seja fortalecida por critérios objetivos de desempenho e produtividade. Nesse sentido, a modernização do serviço público não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade funcional do servidor, sob pena de fragilizar a própria estrutura do Estado. 


(https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/reforma-administrativa-e
-o-desafio-de-equilibrar-eficiencia-e-estabilidade-no-servico-publico)
"Nesse sentido, a modernização do serviço público não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade funcional do servidor, sob pena de fragilizar a própria estrutura do Estado."
Considerando a regência dos verbos 'ocorrer' e 'fragilizar', identifique a alternativa correta. 
Alternativas
Q3770813 Português
 A estabilidade no serviço público, frequentemente alvo de críticas, é um dos principais pilares de proteção da impessoalidade e da moralidade administrativa. Ela garante que o servidor atue com autonomia técnica, livre de pressões políticas ou interferências externas que possam comprometer o interesse público. O propósito da reforma deve ser criar um ambiente em que a estabilidade não se confunda com imutabilidade ou acomodação, mas seja fortalecida por critérios objetivos de desempenho e produtividade. Nesse sentido, a modernização do serviço público não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade funcional do servidor, sob pena de fragilizar a própria estrutura do Estado.


(https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/reforma-administrativa-e
-o-desafio-de-equilibrar-eficiencia-e-estabilidade-no-servico-publico)

"Nesse sentido, a modernização do serviço público não pode ocorrer à custa da vulnerabilidade funcional do servidor, sob pena de fragilizar a própria estrutura do Estado."
Considerando a regência dos verbos 'ocorrer' e 'fragilizar', identifique a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
5721: D
5722: C
5723: A
5724: C
5725: B
5726: E
5727: B
5728: E
5729: C
5730: E
5731: D
5732: E
5733: B
5734: A
5735: D
5736: E
5737: B
5738: A
5739: B
5740: C