Considere o seguinte trecho do texto-base: "Essa música, mi...
Gabarito comentado
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Gabarito Comentado — Alternativa A (Correta)
Tema central: A questão aborda ambiguidade sintática e vícios de linguagem sob a ótica da norma-padrão e clareza textual, temas frequentes em provas para Auditor Fiscal.
Justificativa da alternativa correta:
No trecho analisado, o uso do pronome “a” em “já a amava” gera dúvida quanto a seu referente imediato: “a mãe” ou “a música”? Isso caracteriza ambiguidade sintática, pois a estrutura da frase permite entendimentos distintos. Segundo Bechara, ambiguidade é “a possibilidade de uma frase comportar mais de um sentido devido à sua forma gramatical” — situação considerada vício de linguagem por prejudicar a clareza.
Para evitar tais ambiguidades, recomenda-se reescrever o período de modo que o pronome retome sem dúvida o referente desejado, de acordo com as orientações de redação e boas práticas gramaticais.
Análise das alternativas incorretas:
B) Não há solecismo de regência. O verbo “entender” é transitivo direto (“entender algo”), segundo Cunha & Cintra. Não se exige preposição. O uso na frase está correto.
C) A expressão “ainda assim” possui sentido concessivo (oposição), não é pleonasmo com “quando” (temporal). Não há redundância. Pleonasmo vicioso é a repetição desnecessária de uma ideia (“subir para cima”, por exemplo), o que não ocorre aqui.
D) A construção “essa música, minha preferida” está normativa e estilisticamente correta. Não há erro de concordância nem paralelismo falho. O uso do demonstrativo seguido de aposto explicativo está de acordo com normas gramaticais (Rocha Lima).
Dica Estratégica: Atenção ao referente de pronomes em textos: quando o pronome puder retomar mais de um termo anterior, a frase se torna ambígua. Estratégia: releia e identifique se há apenas uma possibilidade de sentido.
Referências: Bechara, “Moderna Gramática”; Cunha & Cintra, “Nova Gramática”; Rocha Lima, “Gramática Normativa”. Gramáticas normativas apontam a ambiguidade como vício a ser evitado, sobretudo em situações de comunicação formal.
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Comentários
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betinha, o pronome oblíquo "a" serve para retomar um termo feminino singular citado anteriormente. No texto, temos dois termos que se encaixam nessa descrição:
"Essa música" (sujeito da primeira oração)
"minha mãe" (núcleo do objeto indireto/adjunto)
O leitor não consegue ter certeza absoluta se a autora amava a música (mesmo sem entender a letra) ou se amava a mãe (mesmo sem entender o que ela dizia). A construção gramatical permite ambas as interpretações, o que gera o famigerado vício de linguagem
B) O verbo "entender" é transitivo direto neste contexto (quem entende, entende algo). O objeto direto é o pronome "nada". A regência está perfeitamente correta de acordo com a norma culta ("não entendia nada"). Não há necessidade de preposição para ligar o verbo ao objeto "nada"
C) Não há redundância aqui
"Quando" indica tempo
"Ainda assim" tem valor adversativo/concessivo (sentido de "apesar disso", "mesmo assim")
As expressões têm funções semânticas diferentes e complementares, não repetitivas
D) A frase está gramaticalmente perfeita
- "Essa" concorda com "música"
- "Minha preferida" funciona como um aposto (uma explicação extra sobre a música), concordando em gênero e número
Não há erro de colocação (posição das palavras) nem de concordância. É uma estrutura muito comum e aceita.
Complementando
Solecismo é um erro de sintaxe que ocorre na língua portuguesa, dividindo-se principalmente em:
- Solecismo de Regência (uso incorreto de preposições com verbos ou nomes, como "assisti o filme" em vez de "assistir ao filme"), e
- Solecismo de Colocação (posição errada do pronome oblíquo, como "Me empresta" em vez de "Empresta-me"), além da concordância, afetando a clareza e correção gramatical, conforme normas da
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