Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 38.390 questões

Q3772006 Português

Texto para a questão.



Instruções para chorar



    Deixando de lado os motivos, atenhamo‑nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.

    Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.

    Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.



CORTÁZAR, Júlio. Instruções para chorar. In: Histórias de cronópios

e de famas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013.

No trecho “O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente”, para manter o sentido original e a correção gramatical, a conjunção “pois” só poderia ser substituída por

Alternativas
Q3772005 Português

Texto para a questão.



Instruções para chorar



    Deixando de lado os motivos, atenhamo‑nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.

    Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.

    Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.



CORTÁZAR, Júlio. Instruções para chorar. In: Histórias de cronópios

e de famas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013.

“Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo”. Nesse período, a oração “Para chorar” representa

Alternativas
Q3771938 Português

Observe as orações abaixo e analise a correção do emprego das regras de concordância nominal.



I. Foram restauradas a fachada e o portão principal.



II. A secretária e o gerente estavam satisfeita com o resultado da reunião.



III. O diretor apresentou proposta e relatório detalhado sobre o novo projeto.



IV. O relatório continha observações claras e precisas sobre o desempenho dos setores.



Em quais afirmativas há concordância nominal correta de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa?

Alternativas
Q3771849 Português
Leia atentamente as afirmativas abaixo sobre vícios de linguagem. Em seguida, identifique em quais delas o conceito e o exemplo apresentados estão corretos quanto à classificação e à caracterização do vício mencionado:

I."O menino subiu para cima rapidamente." — Trata-se de pleonasmo, pois há uma redundância desnecessária no uso de "subiu" e "para cima", já que o verbo "subir" já contém o sentido de direção ascendente.

II. "Ele fez uma viagem para o interior do country club." — É um caso de barbarismo, pois a expressão "country club" é oriunda de idioma estrangeiro e poderia ser substituída por "clube de campo", forma equivalente em português.

III. "Ontem fui na escola conversar com a diretora." — Ocorre solecismo de regência, pois o verbo "ir" exige a preposição "a", e o correto seria "fui à escola".

Em quais afirmativas a classificação dos vícios de linguagem está correta? 
Alternativas
Q3771752 Português

Com relação ao Vocativo, analise as afirmativas abaixo:



I - O vocativo é um elemento linguístico empregado para invocar, dirigir-se ou chamar a atenção de uma pessoa, um ser animado ou um objeto. Esse termo costuma ser destacado por vírgulas ou, em alguns casos, por um ponto de exclamação, podendo aparecer no começo, no interior ou no final de um enunciado.



II - É importante diferenciar o vocativo do sujeito, uma vez que ele não integra a estrutura sintática da oração. Trata-se de um elemento independente, cuja única finalidade é estabelecer um apelo ou uma interpelação direta.



III - Enquanto o aposto é classificado como um termo acessório da oração, cumprindo uma função explicativa ou complementar, o vocativo não exerce nenhuma função sintática. Isso ocorre porque ele é um elemento desvinculado da estrutura da oração, servindo apenas como uma forma de interlocução direta.



Assinale a alternativa correta:


Alternativas
Q3771751 Português

Analise as frases abaixo:


I - Maria, da diretoria, pediu para você entrar.


II - Tenho duas primas, uma é loira, a outra é morena.


III - Tenho apenas três sonhos: viagem, dinheiro e livros.


Com relação ao aposto de cada frase, assinale a alternativa correta:




Alternativas
Q3771603 Português
Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores


Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.


Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.

Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.

Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.

Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?

A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.

Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.

No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.

Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.

Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.

Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.


https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/

"Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas."
Analisando sintaticamente a oração que precede o verbo'esperar' é correto afirmar que:
Alternativas
Q3771602 Português
Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores


Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.


Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.

Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.

Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.

Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?

A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.

Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.

No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.

Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.

Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.

Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.


https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/

"Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo"

Com base nas classes gramaticais dos vocábulos extraídos do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras ou F para as falsas.

(__)Todos vocábulos destacados a seguir são formados pela fusão de uma preposição com um artigo: na teimosia; do mundo; de um esforço.
(__)O vocábulo 'ensinar', na expressão 'ensinar é mais do que cumprir', funciona como substantivo e atua como núcleo do sujeito do verbo 'ser'.
(__)O verbo 'condizer' está corretamente empregado no presente do indicativo, assim como em sua flexão para a 1ª pessoa do singular na mesma forma de tempo e modo, como em: 'Condigo perfeitamente com o que você disse'.
(__)O vocábulo 'raro' atua com valor de adjetivo, assim como os vocábulos 'inexistentes' e 'negados'.

A sequência que preenche os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3771455 Português
Em relação ao uso dos verbos, aos mecanismos de concordância e à regência, conforme estabelecido pela gramática normativa e pelas abordagens linguísticas descritivas, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3771365 Português
Letra e melodia

Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito...", o emprego da forma verbal "assistir" obedece à norma culta quanto à regência verbal. Considerando os diferentes usos e regências possíveis do verbo "assistir" na Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3771363 Português
Letra e melodia

Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Analise sintaticamente o período "Quem não achava a melodia de 'Como nossos pais' bonita quando era pequeno?" e, com base na classificação dos tipos de predicado e das funções do predicativo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3771357 Português
Letra e melodia

Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No período "Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz", duas orações subordinadas introduzidas pelo termo "que" podem ser analisadas sob a perspectiva da gramática normativa. Com base na estrutura sintática e no valor semântico dessas orações, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3771315 Português
Letra e melodia


Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado

PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base na norma culta da Língua Portuguesa e na análise sintática da oração "Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos", assinale a alternativa que apresenta uma interpretação tecnicamente correta sobre a colocação pronominal empregada.
Alternativas
Q3771211 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Um ser discreto


Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças no clima. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes.

O fungo-queijo-suíço já foi encontrado em três países da América do Sul: Paraguai, Argentina e Brasil. O primeiro registro foi no Paraguai, no final do século 19. No Brasil, ele foi descoberto pela primeira vez no Rio Grande do Sul, no começo do século 20. Mais de 100 anos depois, cientistas encontraram esse fungo no interior do estado de São Paulo, em uma área onde a Mata Atlântica encontra o Cerrado. Mas por que demoraram tanto para achá-lo de novo?

Além de ser raro, esse fungo é bem discreto. Ele cresce em troncos caídos, no meio da floresta, e tem uma cor marrom, que se parece muito com folhas secas no chão. Ele tem poucos centímetros de altura, então é fácil passar e nem percebê-lo.

Pode comer?

Sim, o fungo-queijo-suíço é comestível, mas ele não tem gosto de queijo, viu? Apesar disso, não existem registros de que povos indígenas ou populações tradicionais brasileiras, que moram nas áreas onde ele é encontrado, costumam comê-lo.

O mais importante é saber que, mesmo sendo comestível, ele está ameaçado de extinção e precisa ser protegido. Cientistas acreditam que esse fungo só cresce em florestas bem preservadas, perto de rios, o que explica por que ele é raramente encontrado e por que quase ninguém o conhece.

Da próxima vez que ouvir falar em proteção da natureza, lembre-se de que os fungos estão nessa importante lista de preservação.


https://chc.org.br/artigo/fungo-ou-queijo-suico/
"Apesar disso, não existem registros de que povos indígenas ou populações tradicionais brasileiras, que moram nas áreas onde ele é encontrado, costumam comê-lo."
Com base na concordância verbal e nominal, assinale V para as afirmativas corretas e F para as incorretas.

(__)O verbo 'existir' está no plural porque o sujeito é indeterminado, o que justifica essa flexão.
(__)O verbo 'existir' apresenta concordância adequada com o sujeito, sendo a expressão 'registros' o núcleo desse sujeito.
(__)O verbo 'morar' está flexionado no plural para concordar com 'áreas', que também está no plural.
(__)A forma verbal 'costumam' estabelece concordância com 'populações', o que justifica a forma plural.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo,         
Alternativas
Q3771210 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Um ser discreto


Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças no clima. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes.

O fungo-queijo-suíço já foi encontrado em três países da América do Sul: Paraguai, Argentina e Brasil. O primeiro registro foi no Paraguai, no final do século 19. No Brasil, ele foi descoberto pela primeira vez no Rio Grande do Sul, no começo do século 20. Mais de 100 anos depois, cientistas encontraram esse fungo no interior do estado de São Paulo, em uma área onde a Mata Atlântica encontra o Cerrado. Mas por que demoraram tanto para achá-lo de novo?

Além de ser raro, esse fungo é bem discreto. Ele cresce em troncos caídos, no meio da floresta, e tem uma cor marrom, que se parece muito com folhas secas no chão. Ele tem poucos centímetros de altura, então é fácil passar e nem percebê-lo.

Pode comer?

Sim, o fungo-queijo-suíço é comestível, mas ele não tem gosto de queijo, viu? Apesar disso, não existem registros de que povos indígenas ou populações tradicionais brasileiras, que moram nas áreas onde ele é encontrado, costumam comê-lo.

O mais importante é saber que, mesmo sendo comestível, ele está ameaçado de extinção e precisa ser protegido. Cientistas acreditam que esse fungo só cresce em florestas bem preservadas, perto de rios, o que explica por que ele é raramente encontrado e por que quase ninguém o conhece.

Da próxima vez que ouvir falar em proteção da natureza, lembre-se de que os fungos estão nessa importante lista de preservação.


https://chc.org.br/artigo/fungo-ou-queijo-suico/
"Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças climáticas. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes."
Observe as classes gramaticais dos vocábulos presentes no texto e avalie as afirmativas:

I.A expressão 'por isso' funciona como uma locução conjuntiva conclusiva, estabelecendo uma relação de causa e consequência entre as ideias do texto.
II.Os vocábulos 'fungos', 'plantas' e 'bichos' são substantivos comuns e concretos que, no contexto do texto, exercem valor semântico de nomear seres vivos pertencentes a diferentes reinos biológicos.
III.As formas verbais 'sofrem' e 'precisam' estão empregados no presente do indicativo e conferem valor semântico de atualidade e permanência às ações.
IV.Os vocábulos 'especial' e 'climáticas' são adjetivos que qualificam os substantivos 'proteção' e 'mudanças', respectivamente.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3771167 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


As transfusões de sangue transformaram a medicina moderna.


Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Mas nem todos conseguem se beneficiar deste notável procedimento. Pessoas com tipos raros de sangue enfrentam dificuldade para encontrar doadores compatíveis.

Um dos tipos mais raros que existem é o sangue RH nulo. Até onde se sabe, ele é encontrado em apenas 50 pessoas em todo o mundo.

Se alguma delas sofrer um acidente e precisar de transfusão, a probabilidade de encontrar um doador é mínima. Por isso, o conselho é que essas pessoas congelem seu próprio sangue para que fique armazenado por longo prazo.

Mas, apesar da sua raridade, este tipo de sangue também é altamente valorizado por outras razões. E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso.

Os cientistas buscam formas de superar as questões de imunidade que, atualmente, restringem a forma de uso do sangue doado. E o sangue tipo Rh nulo pode ser usado para criar transfusões de sangue universais.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93d4xzdwz2o         fragmento
"E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso."
Analise a regência dos verbos utilizados no trecho e julgue as afirmativas a seguir:

I.O verbo 'costumar' funciona como bitransitivo, o que explica o emprego da preposição 'de' na construção 'de sangue'.
II.A ocorrência da crase em 'às possibilidades' justifica-se porque o vocábulo 'devido' rege a preposição 'a', a qual se combina com o artigo feminino plural.
III.O verbo 'costumar' atua como intransitivo, por não requerer complemento, enquanto o verbo 'ser' funciona como transitivo indireto.
IV.O verbo 'costumar' no enunciado possui a mesma transitividade da empregada no trecho 'Costumou os criados à obediência cega'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3770953 Português
Analise as orações a seguir.

I. “Penso, logo existo.” - A segunda oração é classificada como coordenada sindética conclusiva.
II. “É necessário que todos colaborem.” - A segunda oração é classificada como subordinada substantiva subjetiva.
III. “O homem é o único animal que ri.” - A segunda oração é classificada como subordinada adjetiva restritiva.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3770945 Português
A frase em que a concordância verbal está em plena conformidade com a norma-padrão é:
Alternativas
Q3770939 Português
A leitura atenta é uma forma de resistência. Em um mundo de notificações incessantes e manchetes que imploram por um clique rápido, o ato de mergulhar em um texto longo, de seguir uma argumentação complexa ou de se deixar envolver por uma narrativa bem construída tornou-se um gesto quase subversivo. A superficialidade é a norma; a profundidade, um desvio. O leitor contemporâneo, portanto, não é apenas aquele que decodifica palavras, mas aquele que, deliberadamente, escolhe o foco em detrimento da dispersão. É alguém que compreende que o conhecimento genuíno não é um produto de consumo rápido, mas o resultado de um processo que exige paciência, silêncio e uma boa dose de curiosidade. Essa postura é inerente à formação de um cidadão crítico, capaz de discernir entre fato e opinião, entre argumento e falácia.

(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. O avesso do mesmo. Folha de S.Paulo, 2018.)
O uso do acento grave indicativo de crase em “...inerente à formação de um cidadão crítico...” justifica-se pela: 
Alternativas
Q3770928 Português
Letra e melodia


Cinco crianças se sentavam para assistir ao seriado favorito no tapete da sala, e eu era uma delas. Não lembro uma cena marcante sequer, mas a música de abertura está tatuada em minha mente. A letra dizia: "Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Pra onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão". Só descobri seu sentido mais de uma década depois, quando aprendi um pouco de inglês.

Sempre me considerei do grupo que gosta da poesia dos versos, e me espanto ao perceber que já amava algumas músicas muito antes de saber sobre o que elas falavam. Minha mãe sempre foi fã dos hits dos anos 80 e 90, o tipo de música que todo mundo na minha família gosta. Ninguém precisa entender qualquer língua para sentir um arrepio com os acordes iniciais de Africa, do Toto.

Essa música, minha preferida, remete a tardes com minha mãe, quando eu não entendia nada do que dizia — e ainda assim já a amava. Crescer foi descobrir que essas canções tinham belas melodias e mensagens com as quais muitos podem se identificar.

Às vezes acontece o contrário: você descobre que a música que amava fala um bocado de abobrinhas. Outras, porém, revelam sentidos ainda melhores. Quem não achava a melodia de "Como nossos pais" bonita quando era pequeno? Mas talvez só alguém mais velho entenda a dor de Elis e Belchior no verso "eu sinto tudo na ferida viva do meu coração".

Talvez bom mesmo seja isso: amar algo mesmo sem compreendê-lo, permitir que desperte afeto, como uma criança que se apaixona pela melodia sem fazer ideia do que ela diz.

Texto Adaptado


PETROPOULEAS, Suzana Correa. Letra e melodia. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7 30/648/2404 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base na norma culta da Língua Portuguesa e na função sintática e estilística dos sinais de pontuação empregados no trecho "A letra dizia: 'Ei, criança, não venda seus sonhos tão cedo. Para onde você olhar haverá um coração, alguém para dar a mão'", é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
4681: A
4682: C
4683: D
4684: D
4685: D
4686: C
4687: B
4688: D
4689: A
4690: D
4691: D
4692: C
4693: A
4694: C
4695: B
4696: E
4697: E
4698: D
4699: E
4700: B