Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
Foram encontradas 38.293 questões


“Adotamos a premissa de que os valores não são nem ensinados, nem nascem com as pessoas.”

Estado de Minas: “Na sua opinião, a língua portuguesa
faz jus à fama de difícil ou há equívocos no ensino do
português?
M.A.P: Nenhuma língua é fácil, mas o estudo delas pode
ser muito interessante. O que acontece é o que o ensino
do português – principalmente de gramática- é feito de
equívocos. Estudar a estrutura de uma língua é uma
atividade científca, assim como estudar o sistema solar
ou o funcionamento dos seres vivos. Assim, depende
de observação, de construção de hipóteses, de crítica.
E tem a ver com o estudo da linguagem, que é o mais
importante de todos os fenômenos sociais. Como se vê, o
estudo do português (e me refro sempre principalmente
à gramática) tem tudo para ser, senão fácil, muito
interessante. No entanto, o ensino de português (com
algumas exceções) se concentra na memorização do que
está nas gramáticas, além de uma multidão de regrinhas
e proibições com o objetivo de levar os alunos a conhecer
o “português correto”.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as circunstâncias indicadas pelos termos negritados:
I. O mendigo afrmou várias vezes de que seria acolhido pela senhora.
II. Respondi todas as suas perguntas ontem mesmo.
III Assisti ao flme pela televisão.
IV. Simpatizei-me com ela à primeira vista.
É CORRETO afrmar que:
Em 2011, quando a Unesco celebra o Ano Internacional da Química, o Planeta Sustentável também dedica espaço a esta ciências a qual já trouxe inúmeras contribuições a humanidade. A Química ajudanos a buscar as formas de reduzir a destruição ambiental por produtos e processos, para que a natureza precise trabalhar o menos possível na absorção ou degradação dos resíduos que geramos.
Considerados os segmentos sublinhados, quantos deveriam ter sido grafados com o acento grave indicativo de crase?
I. Exclusão das vírgulas que isolam o segmento - que regulamenta o setor de internet no país - no primeiro parágrafo.
II. A substituição da forma verbal em - Mas a indústria de provedores não concordou. - por HAVIA CONCORDADO.
III. O acréscimo de uma vírgula depois do advérbio na passagem - Aí recorrem a soluções que ferem a liberdade na internet.
IV. A substituição do segmento sublinhado em - Limitam a velocidade de usurios que estejam acessando sites como Youtube ou VImeo, que consomem muita banda.- por DOS.
Quais substituições ou modificações propostas não prejudicariam semântica e gramaticalmente o texto?
I. Essas qualidades contraditórias fazem seu gênio ...
Substituindo-se o segmento grifado acima por Esse conjunto de qualidades contraditórias, o verbo fazer pode ser mantido no plural sem prejuízo para a concordância verbal.
II. ... Delacroix, o criador de antíteses coloridas tão sonoras quanto as da poesia de Victor Hugo.
Respeitando-se a concordância verbal e, em linhas gerais, o sentido, o segmento grifado acima pode ser assim reescrito: quanto as que costumam haver na poesia de Victor Hugo.
III. Cézanne admira a maestria plástica de Rubens ...
Mantém-se o respeito à concordância verbal e, em linhas gerais, ao sentido caso a frase acima seja assim reescrita: Cézanne admira as obras em que se revela a maestria plástica de Rubens.
Está correto SOMENTE o que se afirma em
Do mesmo modo que nas frases acima, está correto o emprego da crase em:
O verbo que também é empregado com a mesma regência do grifado acima está em:

I. O que não falta aos países imperialistas são pretextos para conquistarem e dominarem países mais fracos.
II. A utilização das aspas no último parágrafo indicam, neste caso, que se tratam de palavras atribuídas a alguém que não o autor do texto.
III. Consideram-se “protestos raivosos” as razões dos mais fracos, ao mesmo tempo que se apresentam como justificáveis as barbáries do mais forte.
Está plenamente adequada a concordância verbal SOMENTE em
Preenchem corretamente as lacunas do enunciado acima, respectivamente:
A mesma relação existente entre o verbo e seu complemento, grifados no segmento acima, está em:
Entrou na cidade por acaso. Cidade não, cidadezinha, um ovo de codorna, porque era tão pequenina que dava dó. Cinco ruas, ou quatro, e uma incompleta, uma bodega, um bar, uma padaria e a agência do correio, onde o funcionário dormia o dia todo por falta de carta e telegrama. Quase ninguém sabia ler, pudera. Missa, uma vez por mês, quando o padre da paróquia vizinha aparecia e, assim mesmo, com pressa. A praça era tão miúda que a igreja lhe tomou toda a área. Na feira, qualquer carneiro que se abatesse, em lugar da vaca, daria para a população inteira e ainda se jogaria a sobra para os cachorros, que não eram tantos assim. Urubu não aparecia, porque a carniça era diminuta, não dando para satisfazer a um bando, sendo melhor parar e pairar em lugar maior. A prefeitura funcionava numa casa alugada, duas salas e o sanitário no fundo do quintal, que, por muito tempo, foi a única obra erguida no centro urbano, e, assim mesmo, porque o prefeito sofria de incontinência urinária. Mas o motorista sentiu alguma coisa o atraindo, uma força o puxando para dentro da cidade, talvez um recado para dar, algo velho, que por ali ainda existisse, para comprar, talvez encomenda de algum doutor da capital, e entrou, com seu Opala, carro de praça, ruas adentro, nenhuma calçada. Ninguém melhor para fazer favor que o pessoal do interior. Não sabia ao certo por que deixou a estrada e entrou. (Wladimir Souza Carvalho. Valor do cão da rapariga do cabo. In: Feijão de Cego. Curitiba: Juruá, 2010. p. 131)
Na pequena cidade várias pessoas estavam paradas ...... frente de uma casa. O motorista, atento ...... condições da estrada, resolveu entrar. Pretendia pedir informações ...... algum morador.
As lacunas da frase acima devem ser corretamente preenchidas, respectivamente, por:
Atenção: As questões de números 8 a 15 referem-se ao texto seguinte.
Vivemos na muito alardeada Era da Informação. Por cortesia da internet, temos a impressão de ter acesso imediato a tudo que
alguém poderia querer saber. Certamente somos mais bem informados em história, ao menos quantitativamente. Há trilhões e trilhões
de bytes circulando no éter – tudo para ser colhido e ser objeto de pensamento.
E é precisamente esta a questão. No passado, nós colhíamos informações não só para saber as coisas. Isso era apenas o começo. Nós também colhíamos informações para convertê-las em alguma coisa maior que fatos e, em última análise, mais útil: em ideias que explicavam as informações. Buscávamos não só apreender o mundo, mas realmente compreendê-lo, que é a função primordial das ideias. Grandes ideias explicam o mundo e nos explicam uns aos outros.
Karl Marx chamou a atenção para a relação entre meios de produção e nossos sistemas sociais e políticos. Sigmund Freud nos ensinou a explorar nossas mentes como meio para compreender nossas emoções e comportamentos. Einstein reescreveu a física. Mais recentemente, Marshall McLuhan teorizou sobre a natureza da comunicação moderna e seu efeito na vida contemporânea. Essas ideias permitiram que nos desprendêssemos de nossa existência e tentássemos responder às grandes e atemorizantes questões de nossas vidas.
Mas se a informação foi um dia um alimento de ideias, na última década ela se tornou sua concorrente. Preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato. Ele nos mantém "por dentro", nos mantém conectados com nossos amigos e nossa tribo. As ideias são tão etéreas, tão pouco práticas, trabalho demais para recompensa de menos. Poucos falam ideias. Todos falam informação, geralmente informação pessoal.
[Neal Gabler (The New York Times, trad. de Celso M. Paciornik), A22, Internacional. O Estado de S. Paulo, 21 de agosto de 2011, com adaptações]
A dor como destino
Outro dia, folheando desavisadamente um livro de Schopenhauer (há autores que jamais devemos frequentar desavisadamente...), deparei-me com este trecho:
Trabalho, aflição, esforço e necessidade constituem durante toda vida a sorte da maioria das pessoas. De fato: se todos os desejos, apenas originados, já estivessem resolvidos, o que preencheria então a vida humana? Que se transfira o homem a um país utópico, em que tudo cresça sem ser plantado, em que as aves revoem já assadas, e cada um encontre logo sua bem-amada. Ali os homens morrerão de tédio ou se enforcarão; promoverão guerras, massacres e assassinatos para se proporcionarem mais sofrimento do que o posto pela natureza.
Será mesmo que sofremos porque precisamos? É da nossa natureza ocupar-nos com nossos desejos insatisfeitos, sem os quais vivemos infelizes pela falta de uma causa para viver? Nosso grande poeta Drummond, um schopenhaueriano empedernido, chegou a escrever: “Estamos para doer, estamos doendo". E outro Andrade, o Mário, garantiu-nos: “A própria dor é uma felicidade".
De minha parte modestíssima, ouso dizer: se um dia me sentir absolutamente feliz, tentarei não me matar. Talvez também não conte para ninguém, para que não me matem. De inveja.
(Bráulio Ventura, inédito)


