A concordância verbal e nominal está inteiramente respeita...

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Q209374 Português

Atenção:     As questões de números 8 a 15 referem-se ao texto seguinte.

Vivemos na muito alardeada Era da Informação. Por cortesia da internet, temos a impressão de ter acesso imediato a tudo que alguém poderia querer saber. Certamente somos mais bem informados em história, ao menos quantitativamente. Há trilhões e trilhões de bytes circulando no éter – tudo para ser colhido e ser objeto de pensamento.

E é precisamente esta a questão. No passado, nós colhíamos informações não só para saber as coisas. Isso era apenas o começo. Nós também colhíamos informações para convertê-las em alguma coisa maior que fatos e, em última análise, mais útil: em ideias que explicavam as informações. Buscávamos não só apreender o mundo, mas realmente compreendê-lo, que é a função primordial das ideias. Grandes ideias explicam o mundo e nos explicam uns aos outros.

Karl Marx chamou a atenção para a relação entre meios de produção e nossos sistemas sociais e políticos. Sigmund Freud nos ensinou a explorar nossas mentes como meio para compreender nossas emoções e comportamentos. Einstein reescreveu a física. Mais recentemente, Marshall McLuhan teorizou sobre a natureza da comunicação moderna e seu efeito na vida contemporânea. Essas ideias permitiram que nos desprendêssemos de nossa existência e tentássemos responder às grandes e atemorizantes questões de nossas vidas.

Mas se a informação foi um dia um alimento de ideias, na última década ela se tornou sua concorrente. Preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato. Ele nos mantém "por dentro", nos mantém conectados com nossos amigos e nossa tribo. As ideias são tão etéreas, tão pouco práticas, trabalho demais para recompensa de menos. Poucos falam ideias. Todos falam informação, geralmente informação pessoal.

[Neal Gabler (The New York Times, trad. de Celso M. Paciornik), A22, Internacional. O Estado de S. Paulo, 21 de agosto de 2011, com adaptações] 

A concordância verbal e nominal está inteiramente respeitada na frase:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O comando da questão — "A concordância verbal e nominal está inteiramente respeitada na frase:" — exige verificar, em cada alternativa, se há concordância regular entre sujeito e verbo e entre substantivo e seus determinantes ou modificadores. Basta uma quebra de concordância para invalidar a opção; por isso, apenas a alternativa D se mantém correta.

Tema central: concordância verbal e nominal
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra na concordância verbal em "pensadores que se debruce". O pronome relativo "que" retoma "pensadores", antecedente plural, portanto o verbo da oração adjetiva deve ir ao plural: "se debrucem". Esse desacordo já basta para invalidar a frase.
B
Errada
O sujeito é composto e plural: "ciência, argumentação lógica e debate". Por isso, o verbo não pode ficar no singular em "foi suplantado". A construção exige concordância no plural, e o particípio também está inadequadamente no singular diante dos núcleos coordenados.
C
Errada
Há dois erros objetivos de concordância. Em "É muitos os fatores", o verbo deve concordar com o predicativo plural: "São muitos os fatores". Em "o acúmulo de ideias privilegiam", o verbo deveria ficar no singular, porque o núcleo do sujeito é "acúmulo", não "ideias"; portanto, o correto seria "privilegia".
D
Certa
A alternativa D é a única sem quebra de concordância. Há concordância nominal regular em "gigantescos avanços tecnológicos" e em "muitas delas originadas", com o particípio ajustado a "muitas". Também não há desacordo verbal na estrutura da frase. O conteúdo pode dialogar com o texto-base, mas o que sustenta a correção é a regularidade gramatical da concordância.
E
Errada
A frase tem duas quebras de concordância verbal. Em "Os sites de relacionamento pessoal tornou-se", o sujeito é plural, então o correto seria "tornaram-se". Depois, em "onde geralmente se desenvolve as grandes ideias", o verbo deve concordar com o sujeito expresso "as grandes ideias": "se desenvolvem".
Pegadinha da questão
A banca explora confusões reais sobre identificação do núcleo do sujeito e do termo retomado pelo relativo: em C, muitos fazem o verbo concordar com "ideias", quando o núcleo é "acúmulo"; em A, deixam passar que "que" retoma "pensadores"; em E, a presença de "se" pode esconder a necessidade de plural em "se desenvolvem".
Dica para questões semelhantes
  • Comece pelo comando: se ele cobra concordância, a ideia geral da frase não salva alternativa com erro formal.
  • Localize o núcleo do sujeito antes de olhar o verbo; complementos como "de ideias" não comandam a concordância.
  • Em oração com pronome relativo, faça o verbo concordar com o antecedente retomado por "que".
  • Se houver sujeito composto coordenado, teste imediatamente se verbo e particípio foram para o plural.

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Comentários

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"A despeito dos gigantescos avanços tecnológicos, é possível perceber um retrocesso intelectual no modo de pensar as grandes questões da vida moderna, muitas delas originadas desse mesmo avanço. "

 

CONCORDÂNCIA NOMINAL : ESTÁ CORRETO O USO DA PALAVRA POSSÍVEL NO SINGULAR  Quanto às expressões o mais possível, o melhor possível, o pior possível, quanto possível e outras semelhantes, a gramática determina que o adjetivo possível seja invariável.

 

CONCORDÂNCIA VERBAL : A EXPRESSÃO MUITAS DELAS, ESTÁ CORRETA NO PLURAL, CONCORDANDO COM " Questões da vida moderna".

 

Gabarito D

Bons Estudos 

 

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