Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q3120072 Português
    Até a década de [19]40, o futebol entre mulheres era longe de clubes ou grandes ligas. O que se sabia era de prática em periferias. Não há registros de uma seleção. Apesar de ainda não ser proibida, a modalidade era considerada violenta e ideal apenas para homens.
    Em 1940, o cenário ameaçou mudança. Foi quando houve jogos entre mulheres no Pacaembu, por exemplo. Em vez de fomentar a prática, essa visibilidade gerou revolta em parte da sociedade. As notícias sobre mulheres jogando futebol provocaram esforços da opinião pública e autoridades da época para a proibição.
Disponível em: https://interativos.ge.globo.com/futebol/selecao-brasileira/especial/historia-do-futebolfeminino. Acesso em: 23 out. 2024.

Na frase “Em vez de fomentar a prática, essa visibilidade gerou revolta em parte da sociedade”, o sinônimo do verbo “fomentar” é
Alternativas
Q3119941 Português

Genocídio. (Emmanuel Marinho, poeta de Dourados-MS).  


(Crianças batem palmas nos portões).


Tem pão velho? 

Não, criança.

Tem o pão que o diabo amassou

Tem sangue de índios nas ruas

E quando é noite

A lua geme aflita

Por seus filhos mortos.

Tem pão velho?

Não, criança.

Temos comida farta em nossas mesas

Abençoada de toalhas de linho, talheres

Temos mulheres servis, geladeiras

Automóveis, fogão Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Temos asfalto, água encanada

Supermercados, edifícios

Temos pátria, pinga, prisões

Armas e ofícios

Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Tem sua fome travestida de trapos

Nas calçadas

Que tragam seus pezinhos

De anjo faminto e frágil

Pedindo pão velho pela vida

Temos luzes sem alma pelas avenidas

Temos índias suicidas

Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Temos mísseis, satélites

Computadores, radares

Temos canhões, navios, usinas nucleares

Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Tem o pão que o diabo amassou

Tem sangue de índios nas ruas

E quando é noite

A lua geme aflita

Por seus filhos mortos.

Tem pão velho?

“De anjo faminto e frágil”, as palavras grifadas neste verso têm como antônimos: 
Alternativas
Q3119940 Português

Genocídio. (Emmanuel Marinho, poeta de Dourados-MS).  


(Crianças batem palmas nos portões).


Tem pão velho? 

Não, criança.

Tem o pão que o diabo amassou

Tem sangue de índios nas ruas

E quando é noite

A lua geme aflita

Por seus filhos mortos.

Tem pão velho?

Não, criança.

Temos comida farta em nossas mesas

Abençoada de toalhas de linho, talheres

Temos mulheres servis, geladeiras

Automóveis, fogão Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Temos asfalto, água encanada

Supermercados, edifícios

Temos pátria, pinga, prisões

Armas e ofícios

Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Tem sua fome travestida de trapos

Nas calçadas

Que tragam seus pezinhos

De anjo faminto e frágil

Pedindo pão velho pela vida

Temos luzes sem alma pelas avenidas

Temos índias suicidas

Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Temos mísseis, satélites

Computadores, radares

Temos canhões, navios, usinas nucleares

Mas não temos pão.

Tem pão velho?

Não, criança.

Tem o pão que o diabo amassou

Tem sangue de índios nas ruas

E quando é noite

A lua geme aflita

Por seus filhos mortos.

Tem pão velho?

Neste verso do poema, (A lua geme aflita), a palavra grifada tem como sinônimo: 
Alternativas
Q3119738 Português
Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil


A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
"A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria."
Os vocábulos destacados no trecho podem ser substituídos, sem perda de sentido, pelos vocábulos evidenciados na alternativa:
Alternativas
Q3119737 Português
Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil


A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
"Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli."
A ideia estabelecida pela conjunção 'no entanto' é de:
Alternativas
Q3118956 Português
Leia o fragmento abaixo. Em seguida, assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo da palavra em destaque nesse texto.

"Fascinada por sua inteligência, uma empresa russa de software convidou um menino de 7 anos, considerado um prodígio da programação, para se juntar à sua equipe de gestão assim que tiver idade suficiente para aceitar um emprego remunerado."

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpvzp3emjplo. Acesso em: 21 nov. 2024. Fragmento adaptado.
Alternativas
Q3118952 Português

O texto 2 a seguir serve de base para responder à questão.


Os dados são referentes aos dias da Operação, que ocorreu entre 19 e 24 de setembro.


    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) torna público o balanço final da Operação Semana Nacional do Trânsito 2024, que apresentou resultados importantes em diversos aspectos. A principal conquista foi a redução de 33% no número de acidentes graves em comparação com o ano anterior. Em 2023, foram registrados 12 acidentes graves, enquanto em 2024 esse número caiu para 8. Esse dado ressalta o impacto positivo das ações preventivas e da intensificação das fiscalizações nas rodovias federais.

   

   A operação também se destacou pelo aumento expressivo nas ações de fiscalização. Em 2024, a PRF abordou 3.578 pessoas, o que representa um aumento de 36% em relação ao ano anterior, quando foram fiscalizadas 2.631 pessoas. O número de veículos inspecionados também cresceu de forma significativa, subindo de 2.403 em 2023 para 3.251 em 2024, uma variação positiva de 35%.


   Esse incremento nas fiscalizações reflete o esforço da PRF em ampliar a cobertura e a atuação nas rodovias federais, com o objetivo de inibir comportamentos de risco e prevenir acidentes. Um exemplo desse trabalho é o aumento de 62% nos testes de alcoolemia realizados durante a operação. Em 2023, foram feitos 1.587 testes de bafômetro, enquanto em 2024 esse número subiu para 2.571. A elevação no número de testes resultou em um maior número de flagrantes de motoristas dirigindo sob efeito de álcool: 28 condutores foram autuados, um aumento de 27% em relação aos 22 casos registrados no ano anterior.


   Entretanto, apesar do crescimento no número de fiscalizações e testes, o combate à embriaguez ao volante segue sendo um desafio. O aumento nos flagrantes demonstra que, embora a PRF tenha ampliado suas ações, ainda há uma parcela significativa de motoristas que insistem em desrespeitar a lei e colocar em risco a própria vida e a dos demais usuários das rodovias.


  Outro dado relevante foi o número total de acidentes, que aumentou levemente em 8%, passando de 25 ocorrências em 2023 para 27 em 2024. Apesar desse crescimento, o número de pessoas feridas nas estradas caiu de 27 para 22, uma redução de 18% no total de feridos, o que mostra que, embora tenha havido mais acidentes, a gravidade das ocorrências diminuiu. Esse dado pode ser atribuído, em parte, à intensificação da fiscalização e à maior presença de equipes da PRF nas rodovias, o que contribuiu para a redução de comportamentos de risco e aumento do uso de medidas de segurança, como o cinto de segurança e o respeito aos limites de velocidade.


   Em relação aos acidentes com morte, os números se mantiveram estáveis, com 2 acidentes fatais em ambos os anos e 2 vítimas fatais em 2023 e 2024. Apesar da manutenção desses números, a PRF destaca que o combate a acidentes letais continua sendo prioridade e que esforços serão redobrados para prevenir esse tipo de ocorrência.


Esforço contínuo da PRF e conscientização dos motoristas


    Os resultados da Operação Semana Nacional do Trânsito 2024 mostram avanços importantes, mas também evidenciam que a segurança nas rodovias depende de uma combinação de fatores. As ações da PRF, como aumento das fiscalizações e campanhas educativas, têm demonstrado efeito positivo, especialmente na redução de acidentes graves e no maior controle de infrações, como o uso de álcool ao volante.


    Nesse sentido, a PRF reforça que a conscientização dos motoristas é fundamental para que o trânsito seja cada vez mais seguro. A imprudência ainda é uma realidade nas estradas, e o número de infrações ligadas ao consumo de álcool é um alerta para a necessidade de seguir intensificando ações educativas. Para a instituição, a colaboração de todos os usuários das rodovias é essencial para atingir resultados mais expressivos e reduzir os índices de mortalidade no trânsito.


   A Operação Semana Nacional do Trânsito é parte de um esforço contínuo da PRF para promover a segurança e conscientizar sobre a importância do comportamento responsável nas estradas. Além das fiscalizações, a PRF investe em parcerias e campanhas de conscientização para orientar os motoristas sobre as melhores práticas de segurança e o cumprimento das normas de trânsito.


Veja outros dados:


129 veículos recolhidos

20 motocicletas recolhidas

1.757 autos de infração


Disponível em HYPERLINK "https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/estaduais/piaui/2024/setembro/balanco-da-operacao-semana-nacional-do-transito-2024-prf-registraqueda-em-acidentes-graves-e-aumento-expressivo-nas-fiscalizacoes" \h https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/estaduais/piaui/2024/setembro/balanco-da-operacaosemana-nacional-do-transito-2024-prf-registra-queda-em-acidentes-graves-e-aumento-expressivo-nas-fiscalizacoes. Acesso em 15/11/2024.

Assinale a alternativa cuja relação semântica entre os termos/expressões está correta e respectivamente indicada entre parênteses: 
Alternativas
Q3118949 Português

O texto 2 a seguir serve de base para responder à questão.


Os dados são referentes aos dias da Operação, que ocorreu entre 19 e 24 de setembro.


    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) torna público o balanço final da Operação Semana Nacional do Trânsito 2024, que apresentou resultados importantes em diversos aspectos. A principal conquista foi a redução de 33% no número de acidentes graves em comparação com o ano anterior. Em 2023, foram registrados 12 acidentes graves, enquanto em 2024 esse número caiu para 8. Esse dado ressalta o impacto positivo das ações preventivas e da intensificação das fiscalizações nas rodovias federais.

   

   A operação também se destacou pelo aumento expressivo nas ações de fiscalização. Em 2024, a PRF abordou 3.578 pessoas, o que representa um aumento de 36% em relação ao ano anterior, quando foram fiscalizadas 2.631 pessoas. O número de veículos inspecionados também cresceu de forma significativa, subindo de 2.403 em 2023 para 3.251 em 2024, uma variação positiva de 35%.


   Esse incremento nas fiscalizações reflete o esforço da PRF em ampliar a cobertura e a atuação nas rodovias federais, com o objetivo de inibir comportamentos de risco e prevenir acidentes. Um exemplo desse trabalho é o aumento de 62% nos testes de alcoolemia realizados durante a operação. Em 2023, foram feitos 1.587 testes de bafômetro, enquanto em 2024 esse número subiu para 2.571. A elevação no número de testes resultou em um maior número de flagrantes de motoristas dirigindo sob efeito de álcool: 28 condutores foram autuados, um aumento de 27% em relação aos 22 casos registrados no ano anterior.


   Entretanto, apesar do crescimento no número de fiscalizações e testes, o combate à embriaguez ao volante segue sendo um desafio. O aumento nos flagrantes demonstra que, embora a PRF tenha ampliado suas ações, ainda há uma parcela significativa de motoristas que insistem em desrespeitar a lei e colocar em risco a própria vida e a dos demais usuários das rodovias.


  Outro dado relevante foi o número total de acidentes, que aumentou levemente em 8%, passando de 25 ocorrências em 2023 para 27 em 2024. Apesar desse crescimento, o número de pessoas feridas nas estradas caiu de 27 para 22, uma redução de 18% no total de feridos, o que mostra que, embora tenha havido mais acidentes, a gravidade das ocorrências diminuiu. Esse dado pode ser atribuído, em parte, à intensificação da fiscalização e à maior presença de equipes da PRF nas rodovias, o que contribuiu para a redução de comportamentos de risco e aumento do uso de medidas de segurança, como o cinto de segurança e o respeito aos limites de velocidade.


   Em relação aos acidentes com morte, os números se mantiveram estáveis, com 2 acidentes fatais em ambos os anos e 2 vítimas fatais em 2023 e 2024. Apesar da manutenção desses números, a PRF destaca que o combate a acidentes letais continua sendo prioridade e que esforços serão redobrados para prevenir esse tipo de ocorrência.


Esforço contínuo da PRF e conscientização dos motoristas


    Os resultados da Operação Semana Nacional do Trânsito 2024 mostram avanços importantes, mas também evidenciam que a segurança nas rodovias depende de uma combinação de fatores. As ações da PRF, como aumento das fiscalizações e campanhas educativas, têm demonstrado efeito positivo, especialmente na redução de acidentes graves e no maior controle de infrações, como o uso de álcool ao volante.


    Nesse sentido, a PRF reforça que a conscientização dos motoristas é fundamental para que o trânsito seja cada vez mais seguro. A imprudência ainda é uma realidade nas estradas, e o número de infrações ligadas ao consumo de álcool é um alerta para a necessidade de seguir intensificando ações educativas. Para a instituição, a colaboração de todos os usuários das rodovias é essencial para atingir resultados mais expressivos e reduzir os índices de mortalidade no trânsito.


   A Operação Semana Nacional do Trânsito é parte de um esforço contínuo da PRF para promover a segurança e conscientizar sobre a importância do comportamento responsável nas estradas. Além das fiscalizações, a PRF investe em parcerias e campanhas de conscientização para orientar os motoristas sobre as melhores práticas de segurança e o cumprimento das normas de trânsito.


Veja outros dados:


129 veículos recolhidos

20 motocicletas recolhidas

1.757 autos de infração


Disponível em HYPERLINK "https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/estaduais/piaui/2024/setembro/balanco-da-operacao-semana-nacional-do-transito-2024-prf-registraqueda-em-acidentes-graves-e-aumento-expressivo-nas-fiscalizacoes" \h https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/estaduais/piaui/2024/setembro/balanco-da-operacaosemana-nacional-do-transito-2024-prf-registra-queda-em-acidentes-graves-e-aumento-expressivo-nas-fiscalizacoes. Acesso em 15/11/2024.

"Entretanto, apesar do crescimento no número de fiscalizações e testes, o combate à embriaguez ao volante segue sendo um desafio. O aumento nos flagrantes demonstra que, embora a PRF tenha ampliado suas ações, ainda há uma parcela significativa de motoristas que insistem em desrespeitar a lei e colocar em risco a própria vida e a dos demais usuários das rodovias".

O termo destacado poderia ser substituído pelo que está na seguinte opção, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original pretendido: 
Alternativas
Q3118901 Português
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.

IDEIAS DO CANÁRIO

   Um homem dado a estudos de ornitologia, por nome Macedo, referiu a alguns amigos um caso tão extraordinário que ninguém lhe deu crédito. Alguns chegam a supor que Macedo virou o juízo. Eis aqui o resumo da narração.

   No princípio do mês passado, — disse ele, — indo por uma rua, sucedeu que uma carroça, à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de um brechó. Nem o ruído do cavalo e do veículo, nem a minha entrada fez levantar o dono do negócio, que cochilava ao fundo, sentado numa cadeira de abrir. Era um frangalho de homem, barba cor de palha suja, a cabeça enfiada em um gorro esfarrapado, que provavelmente não achara comprador. Não se adivinhava nele nenhuma história, como podiam ter alguns dos objetos que vendia, nem se lhe sentia a tristeza austera e desenganada das vidas que foram vidas.

   A loja era escura, atulhada das coisas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio. Essa mistura, posto que banal, era interessante. Panelas sem tampa, tampas sem panela, botões, sapatos, fechaduras, uma saia preta, chapéus de palha e de pelo, caixonetes, binóculos, meias casacas, uma espada, um cão empalhado, um par de chinelos, luvas, vasos sem nome, acessórios militares, uma bolsa de veludo, dois cabides, um estilingue, um termômetro, cadeiras, um retrato litografado pelo finado Sisson, um gamão, duas máscaras de arame para o carnaval que há de vir, tudo isso e o mais que não vi ou não me ficou de memória, enchia a loja nas imediações da porta, encostado, pendurado ou exposto em caixas de vidro, igualmente velhas. Lá para dentro, havia outras coisas mais e muitas, e do mesmo aspecto, dominando os objetos grandes, cômodas, cadeiras, camas, uns por cima dos outros, perdidos na escuridão.

   Ia a sair, quando vi uma gaiola pendurada da porta. Tão velha como o resto, para ter o mesmo aspecto da desolação geral, faltava-lhe estar vazia. Não estava vazia. Dentro pulava um canário.

    A cor, a animação e a graça do passarinho davam àquele amontoado de destroços uma nota de vida e de mocidade. Era o último passageiro de algum naufrágio, que ali foi parar íntegro e alegre como dantes. Logo que olhei para ele, entrou a saltar mais abaixo e acima, de poleiro em poleiro, como se quisesse dizer que no meio daquele cemitério brincava um raio de sol. Não atribuo essa imagem ao canário, senão porque falo a gente retórica; em verdade, ele não pensou em cemitério nem sol, segundo me disse depois. Eu, de envolta com o prazer que me trouxe aquela vista, senti-me indignado do destino do pássaro, e murmurei baixinho palavras de azedume.

    — Quem seria o dono execrável deste bichinho, que teve ânimo de se desfazer dele por alguns pares de moedas? Ou que mão indiferente, não querendo guardar esse companheiro de dono defunto, o deu de graça a algum pequeno, que o vendeu para ir ao jogo do bicho?

    E o canário, de cima do poleiro, trilou isto:

    — Quem quer que sejas tu, certamente não estás em teu juízo. Não tive dono horrível, nem fui dado a nenhum menino que me vendesse. São imaginações de pessoa doente; vai-te curar, amigo…

    — Como? — interrompi eu, sem ter tempo de ficar espantado. Então o teu dono não te vendeu a esta casa? Não foi a miséria ou a ociosidade que te trouxe a este cemitério, como um raio de sol?

    — Não sei que seja sol nem cemitério. Se os canários que tens visto usam do primeiro desses nomes, tanto melhor, porque é bonito, mas estou crendo que confundes. 

   — Perdão, mas tu não vieste para aqui à toa, sem ninguém, salvo se o teu dono foi sempre aquele homem que ali está sentado.

    — Que dono? Esse homem que aí está é meu criado, dá-me água e comida todos os dias, com tal regularidade que eu, se devesse pagar-lhe os serviços, não seria com pouco; mas os canários não pagam criados. Em verdade, se o mundo é propriedade dos canários, seria extravagante que eles pagassem o que está no mundo (…).


ASSIS, Machado de. Contos: uma antologia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, 2ª edição, volume II. pp. 427-432. Com adaptações.
Duas palavras que, no texto, estão diretamente relacionadas e funcionam como elementos coesivos, no sentido de que podem ser consideradas sinônimas, são: 
Alternativas
Q3118693 Português
A significação das palavras é o conjunto de sentidos, significados e conotações que uma palavra adquire de acordo com o contexto em que é utilizada. Ela tem papel fundamental na comunicação, sendo vital para a compreensão e expressão de ideias. Tendo isso como referência, analise as afirmativas a seguir e marque com V (verdadeiro) ou com F (falso):
(__)Polissemia é o fato de haver uma só forma com mais de um significado unitário pertencente a campos semânticos diferentes, sendo cada um desses significados preciso e determinado. Um exemplo disso é o vocábulo "dama" no enunciado: A dama do jogo de xadrez foi movida com estratégia, enquanto a dama da sociedade chegou ao evento com um vestido elegante.
(__)Em "O técnico descobriu que havia um gato na rede elétrica." O emprego do vocábulo "gato" gerou ambiguidade na frase.
(__)Na gramática normativa, a sinonímia é o ramo da semântica que estuda as palavras sinônimas ou aquelas que possuem significado ou sentido semelhante. Mas, para Evanildo Bechara, a identidade dos sinônimos é muito relativa, pois, no uso, eles assumem sentidos ocasionais que, no contexto, um não pode ser empregado no lugar do outro sem que se quebre um pouco o matiz da expressão. Um exemplo disso são os termos chamar, clamar, bradar e berrar que, de acordo com a maior ou menor intensidade, um não substitui o outro.
(__)Pertencem ao mesmo campo léxico os vocábulos: rio-afluente-ribeira-lago-arroio.
(__)No enunciado "O médico irá proscrever um tratamento adequado para a doença, levando em consideração as necessidades do paciente", o termo destacado é uma palavra parônima empregada corretamente.
A alternativa que preenche os espaços adequadamente é a: 
Alternativas
Q3118686 Português
Analise os enunciados a seguir:
I."Tinha um olhar angelical e uma mente diabólica."
II."Não gostava de caldo quente."
III."Ele demorou para pedir a mão dela em casamento."
IV."Comprou várias cabeças de gado."
V."És uma cabeça de Alfinete."
VI."No local moravam seis almas."

Evanildo Bechara cita que, no decorrer de sua história, a palavra nem sempre mantém seu significado etimológico, isto é, originário. Por motivos diversos, ela ultrapassa os limites de sua "esfera semântica" original e assume novos valores.
Entre as causas que motivam a mudança de significação das palavras, uma se destaca pela mudança de significado pela proximidade de ideias, conhecida como metonímia. Entre as frases apresentadas, as que representam essa causa são:
Alternativas
Q3118494 Português
Captura_de tela 2024-12-26 091609.png (860×492)


(Disponível em: bvsms.saude.gov.br/envelhecimento-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
O antônimo (sentido oposto) da palavra “lento” é:
Alternativas
Q3118493 Português
Captura_de tela 2024-12-26 091609.png (860×492)


(Disponível em: bvsms.saude.gov.br/envelhecimento-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “diariamente” (linha 14) pode ser substituída, sem alterar o sentido da frase, por:
Alternativas
Q3118428 Português



(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2024/11/por-que-em-2-de-novembro-se-celebra-o-dia-de-finados-cm2ywl4qj01ap013p0cbsvq1r.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
O vocábulo “diferentes” (l. 02) pode ser substituído, sem alterar o sentido da frase, por: 
Alternativas
Q3118426 Português



(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2024/11/por-que-em-2-de-novembro-se-celebra-o-dia-de-finados-cm2ywl4qj01ap013p0cbsvq1r.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que apresenta um antônimo da palavra “especial” (l. 22).
Alternativas
Q3118349 Português



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2024/11/feira-do-livro-de-porto-alegre-chega-aos-70-anos-resiliente-e-aberta-a-diversidade-cm2wexsda00iq012gxaxkd5cc.html – text
Qual das alternativas abaixo possui sentido sinônimo à palavra “reveses” (l. 10)? 
Alternativas
Q3117019 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os gatos fazem bem para nossa saúde?

Os gatos convivem com os seres humanos há milhares de anos. E, muito antes de os memes viralizarem na internet, eles têm nos confortado com seus ronronados e nos feito rir com suas travessuras.

O que dizem as pesquisas: os gatos nos fazem bem?

Viver com eles tem um efeito profundo e, às vezes, surpreendente em nossa saúde física e mental. E isso não é isento de riscos.

Você já deve ter ouvido falar que os gatos não têm donos, eles têm funcionários. Na verdade, vários levantamentos mostram que os humanos que moram com eles se sentem mais como parentes amados.

Em um estudo com mil tutores de gatos holandeses, metade disse que seu bichano era parte da família. Um em cada três considerava-o como um filho ou melhor amigo, e o achava leal, solidário e empático.

Outra pesquisa, nos Estados Unidos, desenvolveu uma escala de vínculo familiar e descobriu que os gatos eram um integrante tão importante das famílias quanto os cães.

Muitos gatos preferem interação humana em vez de comida ou brinquedos. E eles conseguem distinguir quando estamos falando com eles e não com outro humano.

Na verdade, nós nos adaptamos uns aos outros. Os felinos são mais propensos a se aproximar de estranhos humanos que primeiro dão um "beijo de gatinho", estreitando os olhos e piscando lentamente. E pesquisas afirmam que os gatos desenvolveram miados específicos que se sintonizam com nossos instintos de nutrição.

O que essa relação próxima significa para os resultados de saúde?

Ter um animal de estimação está associado a um menor isolamento social. E alguns tutores de gatos dizem que o cuidado com eles aumenta a sensação de prazer e senso de propósito.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4gd5g4xwdo.adaptado.
E pesquisas afirmam que os gatos desenvolveram miados específicos que se "sintonizam" com nossos instintos de nutrição.
Assinale a alternativa correta quanto ao sinônimo do vocábulo destacado.
Alternativas
Q3116927 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


IA e educação: o que precisamos ensinar hoje para que nossos filhos se virem amanhã?

A revolução tecnológica e o impacto da IA estão transformando o mercado de trabalho. Como preparar as próximas gerações para um futuro incerto? Confira o artigo de Joice Leite

A revolução tecnológica, impulsionada pela inteligência artificial (IA), está transformando o mercado de trabalho a uma velocidade inédita. Hoje, pais e educadores enfrentam um desafio central: preparar crianças e jovens para um futuro incerto, no qual muitas das profissões para as quais estão sendo formados sequer existem. Como, então, podemos educá-los para esse cenário em constante evolução?

O impacto da IA e a criação de novas profissões

Nos últimos anos, a ideia de que milhões de empregos podem desaparecer tem ganhado força, com números alarmantes reforçando essa previsão. O Fórum Econômico Mundial aponta que cerca de 83 milhões de empregos serão eliminados globalmente nos próximos anos, enquanto 69 milhões de novos postos surgirão. A IA está no epicentro dessa transformação, com 75% das empresas previstas para adotar a tecnologia em suas operações. Apesar das previsões de crescimento de empregos, 25% das empresas acreditam que a IA pode reduzir vagas de trabalho.

O impacto da IA, entretanto, vai além da simples substituição de tarefas repetitivas. Ela está abrindo oportunidades em áreas completamente novas, que exigem habilidades contempladas na BNCC. No entanto, muitas vezes as instituições educacionais não dispõem dos recursos necessários para implementar na prática as habilidades do século XXI, como a criatividade, o pensamento crítico e a resolução de problemas complexos. Além disso, é crucial que as políticas públicas invistam em infraestrutura adequada e tecnologia acessível, garantindo que todos os estudantes tenham a oportunidade de explorar e integrar a IA em seu aprendizado, contribuindo assim para uma educação mais inclusiva e equitativa. Isso exige uma reflexão urgente sobre o que realmente estamos ensinando aos nossos filhos.

O papel da educação no preparo para o futuro

As disciplinas que atualmente compõem o currículo escolar são indiscutivelmente importantes. A matemática, a história e a gramática continuam a ser pilares fundamentais do conhecimento humano; porém, à medida que nos deparamos com um mundo em rápida transformação, a maneira como essas disciplinas são ensinadas e aprendidas deve evoluir.

Para preparar os estudantes para os desafios do século XXI, é crucial que as disciplinas tradicionais não sejam apenas ensinadas de forma isolada, mas integradas a metodologias que estimulem o desenvolvimento de habilidades essenciais. O pensamento crítico, a resolução de problemas complexos, a criatividade e a capacidade de adaptação são competências que não podem ser negligenciadas no ambiente educacional atual.

Vivemos em tempos nos quais, além de dominar a tabuada, as crianças precisam aprender a lidar com incertezas e mudanças rápidas. Profissões como analista de dados, especialista em cibersegurança e desenvolvedor de IA, que não existiam há dez anos, são apenas exemplos de campos que continuarão a emergir. Para pais e educadores, isso implica uma mudança de mentalidade: mais do que garantir boas notas, é necessário incentivar a curiosidade e o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e emocionais.

O papel das escolas e o desenvolvimento de competências

As escolas, por sua vez, percebem a necessidade de se adaptar às demandas do futuro. Muitas já estão conscientes dessas mudanças, buscando ir além do currículo acadêmico tradicional. Instituições que estimulam o desenvolvimento de competências emocionais, tecnológicas e sociais, como empatia, liderança, pensamento computacional e trabalho colaborativo, estão preparando melhor seus alunos para os desafios que virão.

A importância de se adaptar a diferentes cenários, resolver problemas de maneira criativa e pensar de forma inovadora não pode ser subestimada. O desenvolvimento dessas habilidades é essencial para que os jovens se tornem agentes ativos e preparados para moldar o mundo em que viverão, e isso não pode ser feito apenas pela escola; os pais também devem estar envolvidos nesse processo.

Como os pais podem ajudar a moldar o futuro de seus filhos

Para os pais, refletir sobre o futuro é especialmente importante. A educação formal pode ser complementada por estímulos externos, como atividades extracurriculares, leitura e incentivo a projetos pessoais. Essas experiências ajudam a desenvolver o espírito empreendedor, a criatividade e a capacidade de inovação, elementos essenciais para atuar em um mercado de trabalho em constante transformação.

Com profissões emergindo em áreas como sustentabilidade, energias renováveis, saúde digital e desenvolvimento de novas tecnologias, as oportunidades para as próximas gerações são vastas. Porém, elas exigirão uma mentalidade flexível, aberta e adaptável às mudanças.

Portanto, é necessário ter coragem para inovar e determinação para educar para um futuro que já começou. Ao educar nossas crianças e jovens para enfrentar desafios que ainda não podemos prever, estamos, na verdade, abrindo caminho para que eles liderem essa nova era de inovações e descobertas. 


(https://exame.com/bussola/ia-e-educacao-o-que-precisamos-ensinar-hoje-para-que-nossos-filhos-se-virem-amanha/)
"A revolução tecnológica, impulsionada pela inteligência artificial (IA), está transformando o mercado de trabalho a uma velocidade inédita."
A expressão destacada no trecho acima pode ser substituída, sem perder o sentido, pela apresentada na alternativa: 
Alternativas
Q3116775 Português
Na Semântica e Lexicologia, conceitos como sinonímia e antonímia são fundamentais para entender como palavras com significados idênticos ou opostos interagem e influenciam a comunicação e a interpretação textual. Assinale a alternativa cujo conteúdo substitui a palavra sublinhada da frase sem alterar o significado: "A equipe experimentou adversidades ao longo do projeto, incluindo atrasos inesperados e contratempos com fornecedores, o que testou sua capacidade de adaptação e resolução de conflitos".
Alternativas
Q3116153 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil

A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
"A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria."
Os vocábulos destacados no trecho podem ser substituídos, sem perda de sentido, pelos vocábulos evidenciados na alternativa:
Alternativas
Respostas
1841: C
1842: C
1843: A
1844: D
1845: C
1846: A
1847: D
1848: B
1849: C
1850: A
1851: C
1852: C
1853: E
1854: D
1855: E
1856: C
1857: B
1858: C
1859: D
1860: D