Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
Foram encontradas 13.773 questões
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
A família dos porquês
Ciência e mercado
A ciência moderna e a economia de mercado figuram, sem o menor favor, entre as mais notáveis e fecundas realizações humanas. A civilização europeia oriunda do Renascimento é inconcebível sem elas; a Revolução Científica do século XVII e a Revolução Industrial do século XVIII foram apenas o prelúdio singelo do que viria em seguida - a revolução permanente dos últimos três séculos.
Ciência e mercado são apostas na liberdade: liberdade balizada por padrões impessoais de argumentação e validação de teorias, no primeiro caso; e por regras que fixam os marcos dentro dos quais a busca do ganho econômico por parte das pessoas é livre, no segundo. Por mais brilhantes, entretanto, que sejam suas inegáveis conquistas, é preciso ter uma visão clara do que podemos esperar que façam ou não por nós: assim como a ciência jamais aplacará a nossa fome de sentido, o mercado nada nos diz sobre a ética - como usar a nossa liberdade e o que fazer de nossas vidas. O mercado não decide, em nome dos que nele atuam, os resultados finais das operações; isso dependerá sobretudo dos valores e das escolhas das pessoas. Assim como, na linguagem comum, a gramática não determina o valor das mensagens, mas apenas as regras das interações verbais, também o mercado não estabelece de antemão o que será feito e escolhido pelos que dele participam, mas apenas as normas dentro das quais isso será feito.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 51-52)
Conversa sobre o liberalismo
O liberalismo promoveu uma ideia curiosa: para fazer a felicidade de todos (ou, ao menos, da maioria), não seria necessário decidir qual é o bem comum e, logo, impor aos cidadãos que se esforçassem para realizá-lo. Seria suficiente que cada um se preocupasse com seus interesses e seu bem-estar. Essa atitude espontânea garantiria o melhor mundo possível para todos. Afinal, nenhum malandro seria tolo a ponto de perseguir seu interesse particular de maneira excessiva, pois isso comprometeria o bem-estar dos outros e produziria conflitos que reverteriam contra o suposto malandro.
Ora, o liberalismo, aparentemente, pegou pra valer. Não paro de encontrar pessoas convencidas de que, cuidando só de seus interesses, elas, no mínimo, não fazem mal a ninguém. O caso seguinte ilustra o que digo.
Converso com o moço que dirige o táxi. Falamos de perspectivas políticas. Ele está indignado com a corrupção das altas e das baixas esferas da política, convencido de que, não fossem os ladrões, o país avançaria e resolveríamos todos os nossos problemas. Concordo, mas aponto que, mesmo calculando generosamente, o dinheiro que some na corrupção não seria suficiente para mudar o Brasil. Sem dúvida, deve ser bem inferior ao dinheiro que o governo deixa de arrecadar por causa da sonegação banal: rendas não declaradas, notas fiscais que só aparecem sob pedido e por aí vai. Pergunto-lhe então quanto ele paga de Imposto de Renda. Ganho a famosa resposta: “Não adianta pagar, porque nada volta para a gente.” Alego que não adianta esperar que algo volte se a gente não paga.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 252-253)
No próximo item, é apresentado fragmentos de texto adaptados do sítio da Internet www.cartacapital.com.br. Julgue‐o no que se refere à correção gramatical e à coesão e coerência das ideias.
Discriminação, por exemplo, é sinônimo de separação e
procuram estabelecer diferenças entre as pessoas,
sendo que um componente básico das políticas de
segregação, que visam à afastar e isolar minorias raciais,
sexuais ou religiosas, impossibilitando que participem da
vida social de forma integral e em igualdade de
condições.
Esportes, negócios
Comecinho dos anos 60, nosso professor de educação física, um homem já encanecido (por isso, considerado um velho bem velho, na nossa perspectiva de adolescentes), não tinha dúvida em nos dizer: “Não briguem por causa de futebol. Futebol como esporte não existe mais, desde que se profissionalizou. Só fazia sentido quando todos eram amadores e jogavam só pelo prazer do jogo e pelo amor à camisa”. Era uma opinião radical, mas que nos fazia pensar em sua consistência.
Por certo o professor estava se referindo a experiências de sua meninice e adolescência, nos anos 30 e 40, quando o futebol ainda era uma espécie de arte pela arte, sem a intromissão decisiva dos chamados “interesses do mercado”. Às vezes acho que a nostalgia de meu professor tinha toda a razão de ser: era possível e desejável gostar de um esporte apenas pelas qualidades intrínsecas desse esporte.
Altos negócios no mundo das atrações de massa supõem muito dinheiro, plena visibilidade e excesso de celebração. Nada disso falta, hoje, aos esportes de alto rendimento que sejam também negociáveis, isto é, que constituam matéria de interesse para milhões de consumidores. Com isso, perde-se aquela dimensão de gratuidade que havia nos esportistas empenhados numa tarefa em que a competitividade não eliminava o prazer, que por sua vez não se rendia a poderosos empresários. “O que passou passou. / Jamais acenderás de novo / o lume / do tempo que passou”- já desabafou o poeta Ferreira Gullar, num momento de versos céticos. O que é uma pena, diria nosso velho professor de educação física.
(Jayme de Souto Albuquerque, inédito)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Não há como negar que filmes norte-americanos podem exercer influência em escala mundial e provocar “mudanças de comportamento" ou “até mudar opiniões”, segundo Leif Furhammar e Folke Isaksson. Mas daí a afirmar que todo filme é político, como de hábito, vai uma grande distância.
Para uns, é de se esperar que o cinema “seja uma sentinela da sociedade”; para outros, o cinema “é uma indústria vulnerável e de prestígio, cujos produtos têm consumo de massa e determinam comportamentos miméticos”.
Com relação ao Brasil, entretanto, é preciso reconhecer que o cinema brasileiro até hoje não teve influência em âmbito nacional. Quem alimenta o imaginário coletivo do país é a ficção televisiva.
De qualquer modo, embora até o fim da década de 1960 tenha prevalecido a noção de que o cinema teria o poder de causar mudanças políticas e sociais, desde então essa crença deixou de ser consensual e hoje atrai cada vez menos adeptos.
(Adaptado de: ESCOREL, Eduardo. Disponível em: piaui.folha.uol.com.br)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A punição para quem já está preso é a solitária. Não é para menos: a ausência de convivência com outros seres humanos é extremamente penosa. Ela causa depressão, facilita o aparecimento de doenças, aumenta a agressividade e pode levar ao suicídio.
Nas sociedades modernas, a solidão atinge até 50% das pessoas com mais de 60 anos. Nas sociedades primitivas, vivíamos em constante contato, dividindo tarefas com os membros de nossa tribo. Hoje é possível sofrer de solidão mesmo vivendo numa grande cidade.
Que a solidão causa mudanças comportamentais ninguém duvida, mas agora foi descoberto um neuropeptídio (NkB), uma espécie de hormônio, envolvido nesse processo, e ao mesmo tempo um composto químico capaz de debelar os efeitos da solidão.
Camundongos foram colocados sozinhos por duas semanas (o que equivale a um ano para seres humanos). Após esse tempo, eles apresentavam os sintomas típicos da solidão. Suscetibilidade ao estresse e aumento da agressividade. Os cientistas, ao examinar os cérebros desses animais, observaram um enorme aumento na quantidade de NkB.
Em outro experimento, os cientistas empregaram um recurso genético para induzir o aumento do NkB artificialmente, sem expor os animais à solidão. Esses animais, mesmo convivendo com outros de sua espécie, exibiram os sintomas da solidão, comprovando que esse hormônio está envolvido com o aparecimento de seus sintomas em camundongos. Como esse mesmo hormônio existe em seres humanos, devem ser obtidos os mesmos resultados quando esses experimentos forem repetidos em pessoas.
Apesar de agora conhecermos uma molécula que provoca os sintomas da solidão, ainda não sabemos como ela provoca o aumento dessa molécula no cérebro. Será que é a falta de interação física que provoca a solidão, será a falta de estímulos visuais ou olfativos, ou uma combinação desses fatores?
Esses experimentos também sugerem que pode haver um medicamento capaz de fazer desaparecer os sintomas da solidão. Mas não seria melhor curar a solidão interagindo com os amigos, a família e outras pessoas do convívio social? A solidão é um problema criado pela sociedade moderna. Ele deve ser resolvido com uma nova droga ou com uma mudança de comportamento?
(Adaptado de: REINACH, Fernando. Disponível em: ciencia.estadao.com.br)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Mantêm-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original da frase acima substituindo-se o segmento sublinhado por:
Fiorin (2008, p.178) afirma que são dois os mecanismos de instauração de pessoas, espaços e tempos nos enunciados: a debreagem e a embreagem.
Assinale a alternativa que traz a definição correta para o conceito de EMBREAGEM:
Leia o Texto I
A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta.
Tradicionalmente, ela é entendida como um estudo ou uma reflexão, científica ou filosófica, e eventualmente até teológica, sobre os costumes ou sobre as ações humanas. Mas também chamamos de ética a própria vida, quando conforme aos costumes considerados corretos. A ética pode ser o estudo das ações ou dos costumes, e pode ser a própria realização de um tipo de comportamento.
Enquanto uma reflexão científica, que tipo de ciência seria a ética? Tratando de normas de comportamentos, deveria chamar-se uma ciência normativa. Tratando de costumes, pareceria uma ciência descritiva. Ou seria uma ciência de tipo mais especulativo, que tratasse, por exemplo, da questão fundamental da liberdade?
Que outra ciência estuda a liberdade humana, enquanto tal, e em suas realizações práticas? Onde se situa o estudo que pergunta se existe a liberdade? E como ela deveria ser definida teoricamente, e como deveria ser vivida, praticamente? Ora, ligado ao problema da liberdade, aparece sempre o problema do bem e do mal, e o problema da consciência moral e da lei, e vários outros problemas deste tipo.
Didaticamente, costuma-se separar os problemas teóricos da ética em dois campos: num, os problemas gerais e fundamentais (como liberdade, consciência, bem, valor, lei e outros); e, no segundo, os problemas específicos, de aplicação concreta, como os problemas da ética profissional, da ética política, de ética sexual, de ética matrimonial, de bioética etc. É um procedimento didático ou acadêmico, pois na vida real eles não vêm assim separados.
VALLS, Á. L. M. O que é ética. São Paulo:
Brasiliense, 2005, p. 7-8 (com adaptações).
LEIA o artigo de opinião para responder à questão.
Liberdade de imprensa X proteção à imagem
Por Bernardo Annes Dias, advogado, em 23/10/2017 na edição 963
Os índios das florestas tropicais, que habitavam a região amazônica antes da chegada dos europeus, a cerca de quinhentos anos, proviam a sua subsistência com a caça e a pesca, além da agricultura. Nos primeiros tempos da era europeia, a caça e a pesca eram muito importantes para o sustento dos colonizadores e seus escravos. Foi o índio que ensinou o europeu a viver no estranho ambiente amazônico. Era ele o caçador e o pescador. Os métodos de caça e pesca da cultura regional contemporânea são de origem fundamentalmente aborígene. Embora o habitante moderno do vale cace com uma espingarda ou uma carabina e pesque com um anzol de ferro ou uma rede do tipo europeu, exerce essas atividades com o conhecimento da fauna local que lhe foi transmitido pela herança cultural indígena. Além disso, utilizam-se ainda numerosas técnicas antigas e ainda persistem muitas crenças populares indígenas a respeito da caça e da pesca. Hoje em dia, nem uma nem outra dessas atividades é de grande importância para a economia regional. Ao longo das principais artérias do sistema fluvial do Amazonas, a caça já não constitui uma ocupação lucrativa. Depois de séculos de ocupação humana, a fauna da região foi devastada e quase todo tipo de vegetal foi mal utilizado.
Em muitas comunidades amazônicas, a caça tornou-se quase exclusivamente um passatempo; ninguém depende, para viver, do produto da caça. A pesca, entretanto, é de relativa importância para a subsistência. Embora, nos rios principais, os peixes sejam hoje menos abundantes do que anteriormente, a maioria das famílias amazônicas pesca para o consumo próprio; algumas, porém, frequentemente dispõem de um excedente para vender.
(Do livro Uma comunidade amazônica, de Charles Wagley, p. 86-87. Texto adaptado.)
Coloque V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas a seguir, feitas a propósito de aspectos diversos do texto:
( ) A expressão “a cerca de quinhentos anos” (no primeiro período) NÃO está correta e deveria ser substituída por “há cerca de quinhentos anos”.
( ) O termo “aborígene”, constante de “são de origem fundamentalmente aborígene” (no primeiro parágrafo), significa “selvagem, inculto”.
( ) Na expressão “foi mal utilizado” (final do primeiro parágrafo), a palavra “mal” está ERRADA, já que o correto seria “mau”.
( ) Na oração “utilizam-se ainda numerosas técnicas antigas” (no primeiro parágrafo), o “se” é pronome apassivador.
( ) Em “Os índios das florestas tropicais, que habitavam a região amazônica” (no início do texto), o pronome relativo “que” exerce a função sintática de sujeito.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:
Leia o texto a seguir, para responder à questão, que a ele se refere:
Os discursos escritos sobre a Amazônia apresentam,
frente aos demais discursos da América Latina, a
especificidade do fluvial. Na maioria das vezes, são
discursos conduzidos pela navegação, tanto no caso dos
descobridores, ou aqueles em que a água aparece como
instância prévia e se introduz em seu curso, quanto no caso
dos exploradores científicos. São textualidades que
repousam sobre o decurso, que se desdobram em uma
infinidade de furos, igarapés, lagoas, afluentes, tributários,
numa geografia de águas que, quando não invade tudo, se
faz pressentir a sua volta, em sua permanência, em seu
ritmo. São os discursos de uma nação de águas. Nação no
sentido figurado, de uma área cultural formada por oito
países que compartilham referentes comuns, tendo como
centro o rio e a selva. Tal área sustenta uma relação comum
e intensa com a natureza e o meio ambiente, participando de
uma comunidade imaginária que denomina de diferentes
modos os mesmos fenômenos, pois o que num extremo do
rio se chama curupira, no outro lado, aos pés da cordilheira
andina, na região de nascimento, se chamará chullachaqui.
Com uma imagem às vezes protetora, às vezes hostil,
ambos são temidos por defender a selva dos invasores, seja
pela astúcia de seus gestos, ou por sua figura de pés
defeituosos ou com os pés voltados para trás. Os dois são
figurações de um mesmo perfil: a milenar resistência da
natureza à ingerência do homem. (Do livro As Vozes do rio, de Ana
Pizarro, p. 18-19)
Aprimorar, sempre. Catástrofe, jamais
Aprimorar, sempre. Catástrofe, jamais
Mirian Goldenberg nega autoria de ‘sexalescentes’
Circula pela Internet um texto assinado por mim com o título “Sexalescentes”. Ele tem sido reproduzido e enviado por e-mail para inúmeras pessoas. Existe até uma versão musical no Youtube. O texto diz que está surgindo uma nova faixa social, a dos “sexalescentes”, pessoas de mais de 60 anos que rejeitam a palavra “sexagenário”. Envelhecer não está nos seus planos.
É verdade que algumas ideias são semelhantes às que tenho apresentado em meus artigos. Mas, ao contrário do autor (ou autora?) de “Sexalescentes”, gosto da palavra “velho” e acho importante usá-la justamente para combater o estigma que cerca a velhice. Também uso “ageless”, “sem idade” e “inclassificáveis” para me referir aos que estão inventando uma forma mais feliz de experimentar o envelhecimento. Chamo as mulheres mais velhas de “coroas poderosas”.
É muito estranho ver o meu nome em um texto que não é meu. Mais estranho ainda é receber elogios por algo que nunca escrevi. Algum leitor sabe de quem é a ideia de “Sexalescentes”? Se sim, peça para ele (ou ela?) sair do armário e se apresentar.
Aposto que o texto foi escrito por uma “coroa poderosa”. E você?
Disponível em:<http://www.50emais.com.br/mirian-goldenberg-nega-autoria-de-sexalescentes/>
TEXTO I
Vida de Acompanhante
Ana teve que fazer uma pequena intervenção cirúrgica e me convidou para ser seu acompanhante na casa de saúde. Bem, normalmente evito passar até na porta de um hospital (atravesso sempre para o outro lado da rua, receoso de apagar diante de um bafo mais forte de éter). Aquela situação, porém, não me permitia simplesmente bater em retirada. Mesmo assim, o medo falou mais alto e bem que tentei cair fora.
- Escuta, Ana, quero lhe dizer que me sinto profundamente honrado com o convite que você me faz para ser seu partner no hospital mas... Será que vai pegar bem? Será que o pessoal do hospital não vai reparar de você ter o próprio marido como acompanhante? Você sabe como é esse pessoal de hospital, fala demais. Vão dizer que você é uma mulher absorvente, ciumenta, que não larga o marido nem para ser operada.
- Se você não quiser ir - disse ela muito segura - eu chamo outra pessoa.
- Não, Ana. Que é isso? Eu vou, claro. Tamos aí, firme e forte. O problema é que não tenho muita experiência. Talvez pudéssemos chamar outra pessoa para ir com a gente. Na minha vida, só entrei como acompanhante em baile de formatura. O convite do hospital dá direito a levar quantos acompanhantes?
- Um. Um só. E vai ser você. Ou será que você está com medo?
- Quem, eu? - dei aquela do machão. - Você não me conhece... Sou uma fera braba dentro de um hospital.
- Tenho a impressão de que você está com medo.
Não adianta fingir, pensei. Resolvi me entregar:
- Morrendo, Ana. Tô morrendo de medo. Não sei se vou agüentar. Tenho pavor de entrar em hospital, aquele clima, aquele cheiro... Veja, já estou suando só de pensar.
- Fique tranqüilo - disse ela me afagando - não precisa se preocupar. Não vou deixá-lo sozinho.
- Você jura? Mas e quando você estiver na sala de cirurgia, quem vai tomar conta de mim?
- Fique calmo, bobinho. Deixo minha irmã tomando conta de você. Eu volto logo. Qualquer coisa, estarei ao seu lado.
A conversa foi muito reconfortante. Ana procurou me dar força e, depois de ouvila durante três horas, senti que já estava psicologicamente preparado para enfrentar a situação de acompanhante. [...]
NOVAES, Carlos Eduardo. Vida de acompanhante. In: A cadeira do dentista. Coleção Para gostar de ler. 8.ed.. São Paulo: Ática, 2005, p. 26-27.
O liberalismo é uma importante teoria política e econômica que exprime os anseios da burguesia. Surge em oposição ao absolutismo dos reis e à teoria econômica do mercantilismo, defendendo os direitos da iniciativa privada e restringindo o mais possível as atribuições do Estado. Locke foi o primeiro teórico liberal.
Presenciou na Inglaterra as lutas pela
deposição dos Stuarts, tendo se refugiado na
Holanda por razões políticas. De lá regressa
quando, vitoriosa a Revolução de 1688,
Guilherme de Orange é chamado para
consolidar a nova monarquia parlamentar
inglesa. (Maria Lúcia de Arruda Aranha in
História da Educação).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu perfil no Twitter para ameaçar o mandatário do Irã, Hassan Rohani, e disse que o país pode enfrentar "consequências que poucos na história sofreram antes".
A declaração chegou horas depois de Rohani alertar para Trump "não brincar com fogo", ou "se arrependerá". "Tenha em mente que você não pode provocar o povo iraniano com a desculpa da segurança e dos interesses de seu país. O Irã é soberano e não será o faztudo de ninguém", disse o presidente iraniano, acrescentando que um conflito entre os EUA e a nação persa seria "a mãe de todas as guerras". No Twitter, Trump disse para Rohani "nunca mais ameaçar os Estados Unidos de novo". "Ou você sofrerá consequências que poucos através da história sofreram antes. Não somos mais um país que apoiará suas dementes palavras de violência e morte.
Cuidado!", escreveu o presidente, em letras maiúsculas, como se estivesse gritando.
Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de ter um fundo especulativo "secreto" com US$ 95 bilhões em ativos. Os recursos, segundo Pompeo, são usados pela Guarda Revolucionária do país persa. "O nível de corrupção e riqueza entre os líderes do regime demonstra que o Irã é administrado por algo que se parece mais com a máfia do que com um governo", reforçou.
A primeira resposta à Casa Branca veio do chefe da Justiça iraniana, Sadeg Larijani, que disse que as declarações de Trump foram feitas por uma "pessoa incapaz e estúpida". "Qualquer ação pouco sábia dos EUA levará a uma resposta inesquecível do Irã", disse.
Em abril passado, o presidente norte-americano rasgou o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015, na gestão Obama, com outras cinco potências: China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha.
Desde então, os países remanescentes
tentam salvar o pacto, mas as sanções impostas
pelos EUA podem impedir que empresas
multinacionais invistam na economia iraniana.
(www.terra.com.br/noticias/mundo- 23.07.18)