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Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 13.833 questões

Q3878636 Português
Todas as frases abaixo utilizam o verbo pôr em lugar de outro de significado mais específico.

Assinale a frase em que a substituição de pôr por outro verbo é feita de forma adequada.
Alternativas
Q3878081 Português

A pragmática examina o modo como o significado se constrói no uso efetivo da linguagem, levando em conta contexto, intenção comunicativa e inferências compartilhadas, o que evidencia que o sentido resulta da interação entre enunciado e situação discursiva (YULE, 2020).


Considerando a pragmática na linguagem e o significado contextual, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3872983 Português
Assinale a alternativa que apresenta o correto par de sinônimos.
Alternativas
Q3864676 Português

Leia o Texto II para responder a questão.



Texto II



A TERCEIRA MARGEM DO RIO (fragmentos)  


Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia e que ralhava no diário com a gente ─ minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa. 


Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a ideia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso do dia em que a canoa ficou pronta.


Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: “Cê vai, ocê fique, você nunca volte!”. Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: “Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?”. Ele só retornou o olhar em mim e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.


Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos se reuniram, tomaram juntamente conselho. [...]


Guimarães Rosa  

No enunciado: “Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais.
A estranheza dessa verdade deu para estarrecer de todo a gente”, o emprego de quais classes gramaticais garante a coesão textual? 
Alternativas
Q3857313 Português
TEXTO I Em um mundo cada vez mais conectado por tecnologias, paradoxalmente, a conexão humana profunda parece, por vezes, rarear. A reflexão sobre o comportamento e a cidadania ganha contornos urgentes, evidenciando a necessidade de resgatar e fortalecer valores que sustentam a vida em comunidade. O voluntariado, por exemplo, surge como um potente catalisador social, capaz de unir indivíduos em torno de causas comuns, sejam elas a proteção do meio ambiente, o apoio a comunidades carentes ou a promoção da educação. Ele não apenas beneficia os receptores da ajuda, mas também enriquece a experiência de vida dos voluntários, promovendo um senso de pertencimento e propósito. Paralelamente, o consumo consciente, longe de ser apenas uma tendência, configura-se como um pilar fundamental para uma cidadania mais responsável. A escolha por produtos e serviços que consideram o impacto social e ambiental de sua produção e descarte reflete uma postura ativa do cidadão na construção de um futuro mais justo e sustentável. Esta prática, ao ponderar as consequências de cada decisão de compra, transforma o ato individual em um gesto coletivo de grande significado, impactando cadeias produtivas e incentivando a ética empresarial. A solidariedade comunitária, por sua vez, transcende a mera caridade, estabelecendo laços de mútua dependência e apoio. Em comunidades onde a solidariedade é cultivada, a resiliência coletiva é amplificada, permitindo que obstáculos sejam superados com maior facilidade e que a qualidade de vida local seja significativamente elevada. Este engajamento mútuo é a base para o combate eficaz ao preconceito, que se manifesta em suas diversas formas e mina a coesão social. Através do diálogo, da empatia e do reconhecimento da alteridade, as barreiras do preconceito podem ser gradualmente demolidas, pavimentando o caminho para uma sociedade verdadeiramente inclusiva e democrática. A vida em comunidade, portanto, não é apenas a coexistência de diferentes, mas a construção ativa de um espaço onde a diversidade é celebrada e o bem-estar coletivo, prioridade. (Adaptado de Folha de S.Paulo, nov. 2024)  
O vocábulo “alteridade” (último parágrafo) refere-se à capacidade de colocar-se no lugar do outro e compreender sua perspectiva, sendo um conceito-chave para a superação do preconceito.
Alternativas
Q3850888 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um grupo de palavras sinônimas entre si.
Alternativas
Q3849446 Português
Leia o texto para responder à questão:


A Velha


    A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.

    Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.

    Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.

    Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.

    Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.

    Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.


(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)


1 bonde

2 pãezinhos

3 vitrine

4 sobrecarregada 
Considere as passagens:

•  Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim… (1° parágrafo)
•  Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. (3° parágrafo)
•  Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair… (4° parágrafo)
•  Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas… (5° parágrafo)

Sem prejuízo de sentido ao texto, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3849131 Português
Leia o texto para responder à questão:


A Velha

     A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.

     Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.

    Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.

   Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.

   Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.

   Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.


(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)


1bonde

2pãezinhos

3vitrine

4sobrecarregada 
Considere as passagens:

•  Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim… (1o parágrafo)
•  Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. (3o parágrafo)
•  Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair… (4o parágrafo)
•  Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas… (5o parágrafo)

Sem prejuízo de sentido ao texto, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3835108 Português

O que é alimentação saudável?



    Uma alimentação saudável deve ser baseada em práticas alimentares com significação social, cultural e afetiva. É fundamental estimular a produção e o consumo de alimentos saudáveis regionais (como legumes, verduras e frutas).


    Algumas das principais características de uma alimentação saudável são:


    1. Variação: estimular o consumo de vários tipos de alimentos, com os diferentes nutrientes necessários para o organismo.


    2. Cores: um prato colorido garante a variedade em termos de vitaminas e minerais, assim como uma apresentação atrativa das refeições.


    3. Harmonia: a quantidade e a qualidade dos alimentos devem considerar os aspectos culturais, afetivos e comportamentais.


    5. Segurança: do ponto de vista de contaminação, com possíveis riscos à saúde, deve haver a garantia de alimentos seguros para a população.



Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde. Adaptado.

Assinalar a alternativa que contém um sinônimo da palavra “fundamental" (1º parágrafo). 
Alternativas
Q3834778 Português
Cor-de-Rosa

        O vizinho mandou pintar de cor-de-rosa sua casa, e de azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.

        De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpela­dos revela estranha propensão ao suicídio, praticado através da destruição de algo fundamental como é a casa em que vivemos.

         Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga, metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando? Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo, esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário, isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos, e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis, de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem derruba minha casinha!

(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
Considere o trecho a seguir:
•  “A aquiescência imediata dos interpelados revela estranha propensão ao suicídio, praticado através da destruição de algo fundamental como é a casa em que vivemos.” (2º parágrafo)
É correto afirmar que as palavras destacadas podem ser substituídas, respectivamente e sem prejuízo de sentido original, por:
Alternativas
Q3815315 Português
        Estive em uma mesa que debatia os sistemas alimentares diante das mudanças climáticas durante o 13º Congresso Nacional de Agroecologia, em Juazeiro da Bahia. Por um lado, alguns expositores fizeram de maneira brilhante a análise do movimento do capital mundial, por outro vozes ancestrais, como Raquel Tupinambá, nos falaram da sabedoria dos povos indígenas. Vozes sertanejas também nos falaram como superaram a fome, a sede, a miséria, a mortalidade infantil, o saque, a migração, com obras pequenas, no pé de suas casas, como as cisternas de produção e de consumo humano, que guardam a água coletada das chuvas. Ali estão seus canteiros agroecológicos, seus quintais produtivos, seu manejo dos animais e tantas outras iniciativas. Não é mais uma experiência alternativa, já é um estilo de vida para cerca de 1 milhão de famílias no semiárido brasileiro.

        Nós já temos muito mais que resistência e resiliência, já temos o presente modificando vidas e desenhando o futuro. Não é mais uma alternativa, é o único caminho que possibilita o futuro humano na Terra. Nas mãos, inteligência e coração das pessoas simples e dos povos tradicionais está a esperança de toda a humanidade.

Internet:<outraspalavras.net>  (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.


No último parágrafo, o autor do texto emprega os termos homônimos “resistência” e “resiliência” para caracterizar, respectivamente, a capacidade de os sertanejos suportarem a fadiga, a fome e o esforço, e de se recuperarem dos infortúnios.  

Alternativas
Q3815303 Português
        Os impactos mais severos da mudança do clima serão sentidos no Brasil, que tem dimensões continentais e parte considerável do território localizada em região tropical, porque as áreas continentais aquecem mais que as oceânicas. A avaliação foi feita em 2023 pelo coordenador‑geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas. “Os impactos da mudança do clima que o Brasil vai sentir serão mais severos do que a média global”, afirmou durante palestra no Museu de Astronomia, no Rio de Janeiro.

        Conforme dados de observação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dos últimos 60 anos, algumas regiões no Brasil já apresentam temperaturas máximas até 3 ºC acima das anteriormente medidas. Uma análise publicada pela World Weather Attribution, com participação de cientistas brasileiros, apontou que a mudança do clima influenciou a onda de calor que ocorreu no Brasil no fim de agosto e início de setembro de 2023.

        Segundo o coordenador‑geral, as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam com maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos. A tendência é de aumento na frequência e na intensidade de ondas de calor, precipitação em curtos períodos, entre outros extremos climáticos, conforme o cenário de aquecimento global. “Eventos que ocorriam a cada década passam a ocorrer três vezes por década. Em um cenário de aquecimento global de 4 ºC, por exemplo, os extremos podem passar a ocorrer anualmente”, explicou.

        Rojas salientou que a mudança do clima é um fato presente e, do ponto de vista científico, é um fenômeno decorrente da ação humana, ou seja, um efeito antropogênico. “Há relação linear entre a concentração de dióxido de carbono e o aquecimento global”, disse ao apresentar um gráfico da trajetória de emissões e aumento de temperatura.

        Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem aos países mais emissores. A atmosfera é única e os resultados do aumento da concentração de dióxido de carbono são vivenciados por todos. “As consequências serão sentidas por gerações que não necessariamente tiveram responsabilidade sobre as emissões”, analisou Rojas.

Internet: <www.gov.br/mcti>  (com adaptações).

Em relação ao texto e às ideias nele expressas, julgue o item seguinte.


No parágrafo “Os efeitos dessa ação, contudo, não se restringem aos países mais emissores. A atmosfera é única e os resultados do aumento da concentração de dióxido de carbono são vivenciados por todos. ‘As consequências serão sentidas por gerações que não necessariamente tiveram responsabilidade sobre as emissões’, analisou Rojas.”, os vocábulos “efeitos”, “resultados” e “consequências” são empregados como termos sinônimos.

Alternativas
Q4233141 Português

A lua semeava crisântemos


    Recordo, sem nenhuma saudade, o tempo que passei redigindo anúncios. O leitor comum não pode imaginar que um pequeno anúncio é tão trabalhoso como um soneto.


    Foram os americanos que fixaram as normas do anúncio comercial. E essas normas funcionam. O redator tem de respeitar estes e aqueles princípios, tocar nestes e naqueles pontos. São regras fáceis de decorar e difíceis de aplicar. Claro que vale muito "bolar" alguma novidade para atrair ou prender o leitor, mas isto dentro de certos limites. O publicitário tem de examinar a frase depois de escrita, pesar sua força, limpá-la de todo o supérfluo, imaginar o efeito psicológico que ela poderá ter. Deve estudar todos os elementos de que pode lançar mão para convencer o leitor, pensar em tudo que lhe vai sugerir, despertar nele a vontade de comprar, apelando para o seu senso de economia, ou de conforto, ou sua vaidade, ou seu desejo de êxito social ou amoroso. E para isso, de acordo com o produto ou serviço que pretende vender, deve atender a mil pequenas circunstâncias, meditar sobre o estado psicológico do tipo de pessoa a que se dirige, nível social, sexo, idade, situação financeira, problemas, enfim uma interminável chateação.


    Bons escritores brasileiros fizeram publicidade: basta citar Bilac e Alvaro Moreyra; mas não viviam disso. O primeiro verdadeiro profissional que eu conheci foi Orígenes Lessa, lá por 1933. Ele acabara de publicar Não há de ser nada, crônicas sobre o movimento de 1932, de que participara: trabalhava, se não me engano, na Thompson, e era casado com a mulher mais bonita de S. Paulo e provavelmente da América do Sul, chamada Elsie (Pinheiro) Lessa, essa mesma que ainda hoje escreve de vez em quando no O Globo. Vem daí, talvez, o prestígio que aos meus olhos sempre tiveram os homens de publicidade; além do mais, Orígenes falava inglês, coisa rara naquele tempo.


    Hoje os grandes homens da publicidade nada têm com a literatura, e talvez mesmo a olhem com um certo desprezo condescendente. São figuras de alta prosa, que em geral nem usam nomes, mas apenas iniciais de misteriosos triunviratos — este é o P da GMP, aquele é o J da NRJ, assim por diante. Cavalheiros eminentes e ricos, jorges amados sem literatura, profetas de nosso capitalismo frenético.


    Mas voltemos ao escritor comum que faz publicidade. Valerá de alguma coisa o treino publicitário com toda a sua minuciosa disciplina? Não lhe será esse “serviço militar” útil para desenvolver o senso de economia verbal, precisão, clareza? “Não”, me diz um deles, “emburra”. A menos que na hora de folga ele jogue tudo aquilo fora e se entregue à literatura mais solta, escrevendo coisas assim: “A lua de agosto semeava crisântemos e bicicletas verdes no abril de teu sonho de mariposa tonta…”


BRAGA, R. A lua semeava crisântemos. In: FILHO, D. P (Org.) Um cartão de Paris. Record, 1997, pp. 57-59. Disponível em: <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16246/a-lua-semeava-crisantemos>.

A palavra “condescendente”, empregada no trecho “talvez mesmo a olhem com um certo desprezo condescendente [...]”, exprime o mesmo sentido que: 
Alternativas
Q4232149 Português

O momento vazio


    Então tudo ficou vazio. Não, não é isto, era mesmo muito mais grave ainda: tudo era vazio; apenas o que aconteceu foi que a dolorosa, a insuportável consciência disso ficou tão nítida que paralisou o homem. Nenhum sentido em seu trabalho nem em sua vida; nenhum sentido nos louvores nem nas censuras. A máscara que os outros lhe haviam posto, ou que lentamente, ao sabor das circunstâncias, ele se tinha composto para os outros, lhe pareceu de repente uma coisa tão falsa, tão vã; mas quando quis saber qual era sua verdadeira face, qual era sua própria verdade, não encontrou mais nada.

    Compreendeu que aquela máscara era, ou ficara sendo, sua única verdade, embora ela própria fosse falsa; se a sua própria vida era uma contrafação, a máscara era legítima. Vivera antes talvez com uma noção vaga, quase inconsciente, de que havia em si mesmo duas pessoas - uma era aquela de uso diário, a outra era a autêntica. Foi naquele instante que teve a intuição de que a autêntica não existia, ou existia tão misturada com a outra que não era mais possível separar: perdera-se, gastara-se em antigas lutas, em antigas paixões, no longo hábito de viver.

    Um homem se recolhe, está só, em um quarto fechado, diante do espelho. Então acende todas as luzes e se olha bem ao espelho. Então procura retirar a máscara. E descobre que ela já aderiu ao seu rosto, que ela é seu próprio rosto - descobre que não há máscara, ou que não há rosto verdadeiro. O tecido é todo um, tudo se trança na mesma trama, o que foi vindo de fora, e o que foi vindo de dentro. Então ele apaga as luzes e procura pensar, procura sentir alguma coisa de si mesmo, um motivo para viver ou para morrer; e sente o grande vazio.

    “Sem chorar nem rir; nem rir nem chorar”, como em um esquecido brinquedo infantil. Poderia ir até a vitrola, pôr um disco; a música tem um poder mecânico sobre a alma, um poder ao mesmo tempo profundo e leviano. Mas ficou parado, como um ferido que se sente incômodo e insone em seu leito, mas procura não mover o corpo para evitar sentir uma dor; como alguém que procura se instalar no próprio desconforto e no próprio tédio. Ficou parado, humildemente parado.

    Foi então que o telefone bateu.


BRAGA, R. O momento vazio. In: DIDIER, C. (Org.) Os moços cantam & outras crônicas sobre a música. Rio de Janeiro, Autêntica Editora, 2016, p. 140-141. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15004/omomento-vazio>.

Em “Ficou parado, humildemente parado”, a palavra “humildemente” denota uma circunstância de:
Alternativas
Q4232145 Português

O momento vazio


    Então tudo ficou vazio. Não, não é isto, era mesmo muito mais grave ainda: tudo era vazio; apenas o que aconteceu foi que a dolorosa, a insuportável consciência disso ficou tão nítida que paralisou o homem. Nenhum sentido em seu trabalho nem em sua vida; nenhum sentido nos louvores nem nas censuras. A máscara que os outros lhe haviam posto, ou que lentamente, ao sabor das circunstâncias, ele se tinha composto para os outros, lhe pareceu de repente uma coisa tão falsa, tão vã; mas quando quis saber qual era sua verdadeira face, qual era sua própria verdade, não encontrou mais nada.

    Compreendeu que aquela máscara era, ou ficara sendo, sua única verdade, embora ela própria fosse falsa; se a sua própria vida era uma contrafação, a máscara era legítima. Vivera antes talvez com uma noção vaga, quase inconsciente, de que havia em si mesmo duas pessoas - uma era aquela de uso diário, a outra era a autêntica. Foi naquele instante que teve a intuição de que a autêntica não existia, ou existia tão misturada com a outra que não era mais possível separar: perdera-se, gastara-se em antigas lutas, em antigas paixões, no longo hábito de viver.

    Um homem se recolhe, está só, em um quarto fechado, diante do espelho. Então acende todas as luzes e se olha bem ao espelho. Então procura retirar a máscara. E descobre que ela já aderiu ao seu rosto, que ela é seu próprio rosto - descobre que não há máscara, ou que não há rosto verdadeiro. O tecido é todo um, tudo se trança na mesma trama, o que foi vindo de fora, e o que foi vindo de dentro. Então ele apaga as luzes e procura pensar, procura sentir alguma coisa de si mesmo, um motivo para viver ou para morrer; e sente o grande vazio.

    “Sem chorar nem rir; nem rir nem chorar”, como em um esquecido brinquedo infantil. Poderia ir até a vitrola, pôr um disco; a música tem um poder mecânico sobre a alma, um poder ao mesmo tempo profundo e leviano. Mas ficou parado, como um ferido que se sente incômodo e insone em seu leito, mas procura não mover o corpo para evitar sentir uma dor; como alguém que procura se instalar no próprio desconforto e no próprio tédio. Ficou parado, humildemente parado.

    Foi então que o telefone bateu.


BRAGA, R. O momento vazio. In: DIDIER, C. (Org.) Os moços cantam & outras crônicas sobre a música. Rio de Janeiro, Autêntica Editora, 2016, p. 140-141. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15004/omomento-vazio>.

O vocábulo “insone”, que ocorre em “[...] como um ferido que se sente incômodo e insone em seu leito [...]”, significa o mesmo que:
Alternativas
Q4227111 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Fiu-fiu


(Luis Fernando Veríssimo)


Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha?


Lançaram agora um celular à prova d’água, que você pode usar no chuveiro. Ou em qualquer outro lugar embaixo d’água. No mar, por exemplo.


— Bem, não me espere para o jantar...


— Onde você está?


— Sabe a nossa pesca submarina?


— O que houve?


— Pensei que fosse uma garoupa e era um tubarão. E ele está vindo na minha direção.


— Você ainda está embaixo d’água?!


— Estou.


— E o seu arpão?


— O tubarão engoliu!


— Ligue para a Guarda Costeira!


São cada vez mais raros os lugares em que você pode se ver livre de celulares, e agora nem as piscinas estão seguras.


Os celulares são práticos e se tornaram indispensáveis, eu sei, mas empobreceram a vida social. Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha? Ou um casal em outra mesa, os dois mergulhados nos respectivos celulares sem nem se olharem, o que dirá se falarem — a não ser que estejam trocando mensagens silenciosas entre si, o que é ainda mais triste? 


Os celulares podem ser perigosos de várias maneiras, mesmo que não derretam o cérebro, como se andou espalhando há algum tempo. Imagino uma velhinha que ganhou um celular dos netos sem que estes se dessem ao trabalho de explicar seu funcionamento para a vovó. Não contaram, por exemplo, que o celular dado assobia quando recebe uma mensagem. É um assovio humano, um nítido fiu-fiu avisando que alguém ligou, e que pode soar a qualquer hora do dia ou da noite. E imagino a vovó, que mora sozinha, dormindo e, de repente, acordando com o assovio. Um fiu-fiu no meio da noite! A vovó, se não morrer imediatamente do coração, pode ficar apavorada. Quem está lá? Um ladrão ou um fantasma assoviador? E o assovio tem algo de galante. A vovó pode muito bem sair da cama, sem saber se está acordada ou sonhando, e caminhar na direção do fiu-fiu sedutor, como se tivessem vindo buscá-la. Alguém pensou nas vovós solitárias quando inventou o assovio?


O fato é que não há mais refúgio. Nem castelos antismartphones com um fosso em volta. Eles agora podem atravessar o fosso. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/fiu-fiu-13464128

No trecho “Os celulares são práticos e se tornaram indispensáveis”, a palavra indispensáveis pode ser substituída, sem mudança de sentido, por
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNCAMP Órgão: UNICAMP Prova: FUNCAMP - 2025 - UNICAMP - Eletrotécnico |
Q4218654 Português

Leia o texto a seguir.


No cinema do diretor japonês Hirokazu Kore-eda, experiências emocionais jorram em abundância. Kore-eda vasculha as subjetividades humanas sem deixar de refletir sobre o contexto social em que os dramas acontecem. O diretor tem um olhar crítico sobre a sociedade japonesa e as desigualdades sociais do país, nos fazendo lembrar que o capitalismo no Japão também produz profundas assimetrias econômicas.


Entre suas obras mais conhecidas, o público poderá rever Assunto de Família, o comovente drama de 2018 que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Na história, uma família muito pobre que vive de pequenos furtos adota uma menina igualmente vulnerável. Nessa obra, Kore-eda alcança a maturidade de seu inconfundível estilo naturalista e propõe um questionamento ético presente em muitos de seus filmes. O que é realmente imoral: um sistema que esmaga o pobre, ou o pobre que comete transgressões para sobreviver a esse sistema?


O cinema de Hirokazu Kore-eda. Mostra de Cinema CCBB-

Rio. Disponível em: https://ccbb.com.br/rio-de-janeiro/

programacao/o-cinema-de-hirokazu-kore-eda/ e em: https://

piaui.folha.uol.com.br/piaui-recomenda/o-cinema-de-hirokazu-

kore-eda. Acesso em: 13 ago. 2025. Fragmento adaptado.

De acordo com o contexto do texto, analise as palavras em destaque e considere as afirmativas a seguir:
I. Na linha 2, abundância significa profusão e, na linha 3, vasculha significa investiga, examina, explora.
II. Na linha 5, crítico significa reflexivo, analítico e , na linha 8, assimetrias significa desigualdades, discrepâncias.
III. Na linha 10, comovente significa tocante, emocionante e, na linha 13, vulnerável significa desprotegido.
IV. Na linha 14, inconfundível significa ordinário, indistinto e, na linha 17, imoral significa amoral.
V. Na linha 17, esmaga significa oprime, sufoca, subjuga e, na linha 18, transgressões significa infrações, desvios.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q4218437 Português

Leia o texto a seguir.


No cinema do diretor japonês Hirokazu Kore-eda, experiências emocionais jorram em abundância. Kore-eda vasculha as subjetividades humanas sem deixar de refletir sobre o contexto social em que os dramas acontecem. O diretor tem um olhar crítico sobre a sociedade japonesa e as desigualdades sociais do país, nos fazendo lembrar que o capitalismo no Japão também produz profundas assimetrias econômicas.


Entre suas obras mais conhecidas, o público poderá rever Assunto de Família, o comovente drama de 2018 que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Na história, uma família muito pobre que vive de pequenos furtos adota uma menina igualmente vulnerável. Nessa obra, Kore-eda alcança a maturidade de seu inconfundível estilo naturalista e propõe um questionamento ético presente em muitos de seus filmes. O que é realmente imoral: um sistema que esmaga o pobre, ou o pobre que comete transgressões para sobreviver a esse sistema?


O cinema de Hirokazu Kore-eda. Mostra de Cinema CCBB-

Rio. Disponível em: https://ccbb.com.br/rio-de-janeiro/

programacao/o-cinema-de-hirokazu-kore-eda/ e em: https://

piaui.folha.uol.com.br/piaui-recomenda/o-cinema-de-hirokazu

kore-eda. Acesso em: 13 ago. 2025. Fragmento adaptado.

De acordo com o contexto do texto, analise as palavras em destaque e considere as afirmativas a seguir:
I. Na linha 2, abundância significa profusão e, na linha 3, vasculha significa investiga, examina, explora.
II. Na linha 5, crítico significa reflexivo, analítico e , na linha 8, assimetrias significa desigualdades, discrepâncias.
III. Na linha 10, comovente significa tocante, emocionante e, na linha 13, vulnerável significa desprotegido.
IV. Na linha 14, inconfundível significa ordinário, indistinto e, na linha 17, imoral significa amoral.
V. Na linha 17, esmaga significa oprime, sufoca, subjuga e, na linha 18, transgressões significa infrações, desvios.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q4214062 Português

Leia o texto a seguir.


No cinema do diretor japonês Hirokazu Kore-eda, experiências emocionais jorram em abundância. Kore-eda vasculha as subjetividades humanas sem deixar de refletir sobre o contexto social em que os dramas acontecem. O diretor tem um olhar crítico sobre a sociedade japonesa e as desigualdades sociais do país, nos fazendo lembrar que o capitalismo no Japão também produz profundas assimetrias econômicas.


Entre suas obras mais conhecidas, o público poderá rever Assunto de Família, o comovente drama de 2018 que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Na história, uma família muito pobre que vive de pequenos furtos adota uma menina igualmente vulnerável. Nessa obra, Kore-eda alcança a maturidade de seu inconfundível estilo naturalista e propõe um questionamento ético presente em muitos de seus filmes. O que é realmente imoral: um sistema que esmaga o pobre, ou o pobre que comete transgressões para sobreviver a esse sistema?


O cinema de Hirokazu Kore-eda. Mostra de Cinema CCBB

Rio. Disponível em: https://ccbb.com.br/rio-de-janeiro/

programacao/o-cinema-de-hirokazu-kore-eda/ e em: https://

piaui.folha.uol.com.br/piaui-recomenda/o-cinema-de-hirokazu

kore-eda. Acesso em: 13 ago. 2025. Fragmento adaptado.



De acordo com o contexto do texto, analise as palavras em destaque e considere as afirmativas a seguir:



I. Na linha 2, abundância significa profusão e, na linha 3, vasculha significa investiga, examina, explora.


II. Na linha 5, crítico significa reflexivo, analítico e, na linha 8, assimetrias significa desigualdades, discrepâncias.


III. Na linha 10, comovente significa tocante, emocionante e, na linha 13, vulnerável significa desprotegido.


IV. Na linha 14, inconfundível significa ordinário, indistinto e, na linha 17, imoral significa amoral.


V. Na linha 17, esmaga significa oprime, sufoca, subjuga e, na linha 18, transgressões significa infrações, desvios.



Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q4209028 Português

A NATUREZA



    Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se resume apenas aos espaços com animais e plantas. Na verdade, ela engloba tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.


    Ou seja, vai além das áreas onde há fauna e flora, abrangendo todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, as diversas paisagens e os fenômenos naturais.


     A natureza é importante por diversos motivos, que vão desde a manutenção do equilíbrio ecológico do planeta Terra até o fornecimento de recursos essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.


    Para os seres humanos, ela é fonte de elementos básicos à vida, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também atende a necessidades secundárias, proporcionando lazer, inspiração e benefícios físicos, psicológicos e até espirituais.


     Para a sociedade, a natureza fornece as matérias-primas necessárias para o funcionamento da indústria, do comércio e das demais atividades econômicas.


     Por essas razões, ela é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, a natureza contribui para a proteção contra desastres naturais, para a regulação do clima, para a preservação do meio ambiente e para a garantia da qualidade de vida das espécies.


Fonte: Terra. Adaptado.

Com base na frase “A paisagem era deslumbrante e tranquila, proporcionando uma sensação de paz e harmonia”, assinalando a alternativa que, respectivamente, apresenta um análogo e antônimo das palavras sublinhadas.
Alternativas
Respostas
421: B
422: D
423: C
424: B
425: C
426: D
427: A
428: D
429: D
430: C
431: E
432: C
433: C
434: B
435: C
436: D
437: D
438: D
439: D
440: A