Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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tes o efetivo acesso à Justiça, pois elas participam diretamente
no resultado apaziguador do conflito. Além de despertar no
cidadão o sentimento de segurança e confiança, encorajando-o
na defesa de seus direitos, a conciliação devolve credibilidade,
eficiência e, sobretudo, rapidez na prestação jurisdicional”. Com
essas palavras, o desembargador federal coordenador do
gabinete da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3a
Re-
gião (TRF3), Antonio Cedenho, define o que é este ato capaz
de reduzir processos na justiça.
(Viviane Ponstinnicoff. “Conciliação é a solução”. Justiça em
Revista - publicação bimestral da Justiça Federal de Primeiro
Grau em São Paulo. Ano IV- dezembro 2010, n. 20, p. 6)
A reescrita do segmento destacado acima que se mostra correta e adequada ao contexto é:
e o consumo de massa sob a lei da obsolescência, da sedução e da diversificação, aquela que faz passar o econômico para a órbita da forma moda (LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 159).
e o consumo de massa sob a lei da obsolescência, da sedução e da diversificação, aquela que faz passar o econômico para a órbita da forma moda (LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 159).

assassinato


texto abaixo.
Na Academia Brasileira de Letras, há um salão bonito,
mas um pouco sinistro. É o Salão dos Poetas Românticos, com
bustos dos nossos principais românticos na poesia: Castro
Alves, Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e
Álvares de Azevedo.
Os modernistas de 22, e antes deles os parnasianos,
decidiram avacalhar com essa turma de jovens, que trouxe o
Brasil para dentro de nossa literatura. Foram os românticos, na
prosa e no verso, que colocaram em nossas letras as palmeiras,
os índios, as praias selvagens, o sabiá, as borboletas de asas
azuis, a juriti ? o cheiro e o gosto de nossa gente. Não fosse o
romantismo, ficaríamos atrelados ao classicismo das arcádias, à
pomposidade do verso burilado. Sem falar nos poemas-piadas,
a partir de 1922, todos como vanguarda da vanguarda.
Foram jovens. Casimiro morreu com 21 anos, Álvares de
Azevedo com 22, Castro Alves com 24, Fagundes Varela com
34. O mais velho de todos, Gonçalves Dias, mal chegara aos
40 anos. O Salão dos Poetas Românticos é também sinistro
pois é de lá que sai o enterro dos imortais, que morrem como
todo mundo.
(Adaptado de Carlos Heitor Cony "Salão dos românticos". FSP,
16/12/2010)
O segmento grifado acima poderia ser substituído, sem alterar o contexto, por:
ao de verdadeiro ? e, por extensão, ao de bom e
justo. Isso ecoa no cotidiano quando classificamos um bom gesto
de "belo" ou recriminamos uma criança que cometeu peraltice,
dizendo que ela fez uma "coisa feia". Estamos, aí, ainda que
nos aspectos mais comezinhos da vida, no terreno da metafísica,
a subdivisão do conhecimento filosófico que se debruça sobre
tudo aquilo que ultrapassa a experiência sensível. Há, de fato,
na beleza ? de uma flor, de uma pessoa, de uma obra de arte
? algo que parece transcender o aspecto físico e que se conecta
ao que há de idealmente mais perfeito e, até mesmo, ao
que é considerado divino.
Mas, independentemente de estar associada a outros
conceitos sublimes, a beleza requer definição concreta ? o que
nos ajuda, inclusive, se nem sempre a nos tornarmos mais verdadeiros,
bons ou justos, pelo menos mais agradáveis ao espelho.
Não basta, portanto, intuir que algo é belo. É preciso entender
por que desperta em nós essa percepção deleitosa.
De acordo com o estudo das proporções e da biologia
evolutiva, a beleza não é apenas questão de gosto: é a reunião
feliz, e não muito comum, de simetria, harmonia e unidade. Uma
forma de inteligência biológica com evidentes vantagens adaptativas.
Em outras palavras, a beleza paira acima das apreciações
meramente pessoais.
A progressiva compreensão das formas de beleza e as
tecnologias dela surgidas produziram uma grande conquista:
hoje, talvez não sejamos intrinsecamente mais belos do que outras
gerações ? mas podemos ficar mais bonitos do que nunca.
Tudo que nos permite explorar nossos pontos fortes e driblar
nossas fraquezas genéticas é resultante da combinação entre
os avanços nos cuidados com a aparência física e o estilo, a
possibilidade de envelhecer com saúde e, não menos essencial,
a valorização de atributos sociais como autoestima, simpatia, cultura
e expressividade. "É o equilíbrio dessas qualidades que torna
um indivíduo mais ou menos atraente", diz o cirurgião plástico
Noel Lima, do Rio de Janeiro.
(Adaptado de Anna Paula Buchalla. Veja, 12 de janeiro de 2011,
p. 79)
A diplomacia americana levará tempo para se recuperar
da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica que 250 mil
documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em
um CD enquanto fingia ouvir Lady Gaga. Um vexame para um
país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança
que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas,
das quais 854 mil têm acesso a informações sigilosas.
A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas
camadas mais secretas da máquina, mas produziu aquilo que
o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou
"sonho dos pesquisadores, pesadelo para os diplomatas". As
mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos
escandalosos.
A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão
já é antiga, mas ninguém imaginaria que o presidente
Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando
US$ 52 milhões na bagagem. A falta de modos dos homens da
Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward dizendo
bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora
americana.
O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão
do perigo representado pelos estoques de urânio enriquecido
nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o
líbio Muammar Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa"
ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de material
nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com
o Brasil revelaram a boa qualidade dos relatórios dos diplomatas
americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência
do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do
presidente boliviano Evo Morales. Seu papel era comunicar. O
de Jobim era não contar.
A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de
10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores matemáticos do
século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda
Guerra, quebrando os códigos alemães. O serviço dessa turma
influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu
o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk.
Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar
todos os vestígios da operação, mantendo o episódio sob um
manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos
70. Com a palavra Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando
trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi ver
que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz
durante a guerra". Alan Turing, um dos matemáticos do parque,
matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de
sua homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma
maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua homenagem, esse
é o símbolo da Apple.)
(Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado)
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas
felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois
fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar
uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma
escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde
até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se,
em busca de uma resposta.
Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se
tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo
parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá
feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível,
na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
Uma resposta consequente exige colocar na balança a
experiência passada, o estado presente e a expectativa futura.
Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os
filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo
das teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na
faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam
bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta,
é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É
esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas
da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os
desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco,
que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher
caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.
(Trecho do artigo de Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 24 de
março de 2010, p. 142)
I. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara. Dá trabalho, e a conclusão não pode ser clara.
II. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Depara-se com armadilhas nesse processo.
III. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.
Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a criança pobre.
Com as modificações feitas na 2a frase, altera-se o sentido do que foi afirmado na 1a frase em
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas
felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois
fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar
uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma
escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde
até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se,
em busca de uma resposta.
Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se
tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo
parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá
feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível,
na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
Uma resposta consequente exige colocar na balança a
experiência passada, o estado presente e a expectativa futura.
Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os
filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo
das teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na
faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam
bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta,
é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É
esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas
da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os
desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco,
que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher
caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.
(Trecho do artigo de Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 24 de
março de 2010, p. 142)
Pode-se substituir o segmento sublinhado na frase acima, sem prejuízo para a correção e o sentido, por:

Julgue os itens subsequentes, relativos às ideias e à estrutura
linguística do texto acima.

Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue
os itens a seguir.

Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue
os itens a seguir.
cidade antiga, onde todos se cumprimentam e ninguém nos
conheça. Vou lhe ensinar a falar direito, a usar os diferentes
talheres e copos de vinho, escolherei a dedo seu guarda-roupa
e livros sérios para você ler. Sinto que você leva jeito porque é
aplicada, tem meigas mãos, não faz cara ruim nem quando me
lava, em suma, parece uma moça digna apesar da origem
humilde. Minha outra mulher teve uma educação rigorosa, mas
mesmo assim mamãe nunca entendeu por que eu escolhera
justamente aquela, entre tantas meninas de uma família distinta.
(Chico Buarque. Leite derramado, São Paulo, Cia. das Letras,
2009, p. 29)
A expressão grifada na frase acima pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido original, por:
fim das contas, penso que devemos ler somente livros que nos
mordam e piquem. Se o livro que estamos lendo não nos
sacode e acorda como um golpe no crânio, por que nos darmos
o trabalho de lê-lo? Para que nos faça feliz, como diz você?
Seríamos felizes da mesma forma se não tivéssemos livros.
Livros que nos façam felizes, em caso de necessidade,
poderíamos escrevê-los nós mesmos. Precisamos é de livros
que nos atinjam como o pior dos infortúnios, como a morte de
alguém que amamos mais do que a nós mesmos, que nos
façam sentir como se tivéssemos sido banidos para a floresta,
longe de qualquer presença humana, como um suicídio. É nisso
que acredito."
(Adaptado de Alberto Manguel. Uma história da leitura. São
Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 113)
A expressão que contém o mesmo sentido do segmento grifado acima é:

Com referência às ideias e às estruturas linguísticas empregadas no
texto acima, julgue os itens subsequentes.

Com relação à estrutura linguística do texto, julgue os itens
seguintes.

Com relação à estrutura linguística do texto, julgue os itens
seguintes.

Julgue os itens de 5 a 11, relativos à estrutura linguística do texto.