Questões de Concurso Sobre português

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Q4392153 Português
Texto para a questão.


A expansão urbana e os desafios da preservação do patrimônio histórico nas metrópoles


      O crescimento desordenado das cidades contemporâneas impõe um desafio complexo e cotidiano: o conflito latente entre a expansão imobiliária e a necessidade imperativa de salvaguardar o patrimônio histórico. Edifícios seculares, praças tradicionais e traçados urbanos antigos formam a espinha dorsal da memória coletiva, funcionando como arquivos visuais que narram a trajetória de formação da sociedade. Quando a especulação desenfreada destrói esses marcos em nome de uma suposta modernização urgente, apaga‑se também uma fração vital da identidade cultural urbana, deixando os cidadãos órfãos de suas próprias raízes.

   Por essa razão, historiadores, urbanistas e movimentos sociais intensificam o monitoramento e cobram legislações mais rígidas de tombamento, assegurando que o desenvolvimento tecnológico e habitacional caminhe em harmonia com a proteção da memória. Sem esse contrapeso institucional, as metrópoles correm o sério risco de se transformar em espaços efêmeros e destituídos de singularidade, onde o passado é tratado como resíduo obsoleto e o futuro perde a sua profundidade social.

    A valorização do patrimônio, portanto, não se restringe apenas à preservação de construções antigas, mas abrange a manutenção de narrativas, práticas culturais e modos de vida que conferem sentido e pertencimento aos moradores. Investir na conservação significa, na verdade, fortalecer os laços comunitários e promover uma resiliência cultural capaz de enfrentar os desafios da homogeneização global e da perda de identidades locais. Internet: (com adaptações).

Internet: <periodicos.fgv.br> (com adaptações).
Com base na leitura do texto, identifica‑se que o conflito central nas metrópoles contemporâneas decorre de uma
Alternativas
Q4392152 Português
Assinale a opção em que a divisão silábica da palavra foi efetuada corretamente conforme as normas gramaticais para prefixos, hiatos e encontros consonantais.
Alternativas
Q4392151 Português
Considerando as regras de concordância da norma‑padrão da língua portuguesa, assinale a opção em que a frase está inteiramente correta.
Alternativas
Q4392150 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No trecho “passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas”, a palavra “mundo” classifica‑se morfologicamente como um
Alternativas
Q4392149 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No trecho “Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos”, a palavra “Ademais”, no contexto em que foi empregada, introduz uma ideia cuja função de
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Q4392148 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No trecho “transformar a leitura em uma obrigação enfadonha”, o termo “enfadonha” pode ser substituído, sem alteração do sentido original do texto, por
Alternativas
Q4392147 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No trecho “Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura”, a vírgula serve para separar uma estrutura que
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Q4392146 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
De acordo com o texto, a palavra “emancipatório” assume um sentido voltado à libertação e à autonomia. Considerando essa informação, assinale a opção que apresenta um antônimo adequado para esse termo.
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Q4392145 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No trecho “No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize”, a expressão “No entanto” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q4392144 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No texto, as palavras “exige” e “texto” classificam‑se morfologicamente, na ordem em que aparecem, como  
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Q4392143 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
Considerando a relação estabelecida entre leitura e formação do estudante apresentada no texto, infere‑se que a leitura de diferentes experiências humanas pode contribuir principalmente para
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Q4392070 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
Tendo em vista o pensamento crítico desenvolvido no texto a respeito da linguagem, assinale a opção que apresenta uma reescrita gramaticalmente correta e semanticamente equivalente ao período: “A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.”.
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Q4392069 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
Considerando o período “Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento.”, assinale a opção que apresenta corretamente a classificação da oração subrodinada.
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Q4392068 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
No trecho “desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares.”, a expressão “às escolhas vocabulares” exerce a função sintática de
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Q4392067 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
No trecho “reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana.”, o emprego do acento indicativo de crase justifica‑se estruturalmente, pois
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Q4392066 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
No trecho “Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas”, a flexão das formas verbais “reproduzem” e “amplificam”, em consonância com a norma‑padrão da língua culta, justifica‑se sintaticamente, pois elas concordam com o
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Q4392065 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


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No trecho “Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica”, o termo “imperioso” pode ser substituído, sem alteração do sentido original e da adequação ao contexto, por
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Q4392064 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


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De acordo com o texto, o fenômeno da “opacidade autoral inédita” resultante do emprego de automatismo gerativo na escrita formal caracteriza‑se fundamentalmente pela
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Q4392063 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
Considerando a sua estrutura e intencionalidade, o texto classifica‑se predominantemente como
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Q4391958 Português
A intervenção profissional e a perspectiva da educação física cultural

        O papel do profissional de educação física na contemporaneidade exige uma visão crítica que ultrapasse a dimensão puramente biológica do corpo. A atuação, orientada pelos princípios do Conselho Regional de Educação Física (CREF), deve abraçar a complexidade das manifestações da cultura corporal em diversos contextos sociais. Nesse cenário, a perspectiva da educação física cultural ganha protagonismo. Ela compreende as práticas corporais, como jogos, danças, ginásticas e esportes, não como meros gestos mecânicos, e sim como textos culturais dinâmicos, produzidos, ressignificados e compartilhados por diferentes grupos.

        A valorização da diversidade cultural torna‑se, assim, um pilar da intervenção. Ao tematizar as diferenças nas escolas, clubes ou academias, o educador físico atua ativamente no combate a preconceitos, democratizando o acesso ao lazer e garantindo que múltiplas identidades sejam respeitadas. Além do imprescindível domínio técnico, exige‑se do profissional registrado um compromisso ético e sociopolítico. A formação contínua é necessária para desconstruir discursos hegemônicos que, historicamente, elitizam certas práticas esportivas em detrimento de manifestações populares e regionais.

        Em suma, a regulamentação da profissão assegura à sociedade uma intervenção qualificada e segura. O profissional assume o dever de promover a saúde de forma integral e a cidadania, utilizando a cultura corporal de movimento como um poderoso instrumento de emancipação e de transformação coletiva.

Internet: <confef.org.br>  (com adaptações).

Considerando as ideias, a organização e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.


No trecho “A formação contínua é necessária para desconstruir discursos hegemônicos que, historicamente, elitizam certas práticas esportivas em detrimento de manifestações populares e regionais.”, a forma verbal “elitizam” está flexionada no plural porque concorda com o sujeito composto “certas práticas esportivas e manifestações populares e regionais.  

Alternativas
Respostas
461: E
462: E
463: A
464: B
465: C
466: A
467: A
468: D
469: E
470: B
471: D
472: A
473: E
474: B
475: C
476: A
477: C
478: B
479: D
480: E